O Livro dos Médiuns
Allan Kardec
Parte 15
Continuamos o estudo metódico de “O
Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec, segunda das obras que compõem o Pentateuco
Kardequiano, cuja primeira edição foi publicada em 1861.
Este estudo é publicado sempre às
quintas-feiras.
Eis as questões de hoje:
113. Como nossos
protetores espirituais se comportam ante as vicissitudes que devemos enfrentar?
Os protetores podem ajudar-nos a suportá-las com mais resignação e mesmo
mitigá-las por vezes; mas, no próprio interesse de nosso futuro, não lhes é
permitido isentar-nos delas. É que um bom pai não concede a seu filho tudo o
que ele deseja. Os protetores espirituais em muitas circunstâncias podem
indicar-nos o melhor caminho, sem contudo conduzir-nos pela mão; aconselham-nos
pela inspiração e nos deixam assim todo o mérito do bem, como toda a
responsabilidade pela má escolha. Se há infantilidade em interrogar os
Espíritos para as coisas fúteis, não o há menos da parte dos Espíritos que se
ocupam do que se pode chamar coisas caseiras; podem ser bons, mas certamente
são ainda muito terrestres. (O Livro dos
Médiuns, item 291, parágrafo 19.)
114. Os Espíritos podem
ensinar-nos tudo o que desejarmos?
Não. Há coisas sobre as quais os interrogaríamos em vão, seja porque lhes
é proibido revelá-las, seja porque eles próprios as ignoram e sobre as quais
apenas nos podem dar opiniões pessoais. (Obra citada, item 300.)
115. Qual o objetivo
essencial e exclusivo do Espiritismo?
O objetivo essencial, exclusivo, do Espiritismo é a melhoria dos homens,
e é para atingi-lo que se permite aos Espíritos iniciar-nos na vida futura,
oferecendo-nos exemplos que podemos e devemos aproveitar. Quanto mais nos
identificarmos com o mundo espiritual que nos espera, menos teremos pena de
deixar aquele em que estamos no momento. Em resumo, este é o objetivo da
revelação espírita. (Obra citada, item 292, parágrafo 22.)
116. Que é que o
Espiritismo tem de mais belo e consolador?
São, sem contestação, as relações entre o mundo visível e o invisível,
dos homens com os seres que lhes são caros e que se pensava estivessem perdidos
para sempre. São essas relações que identificam o homem com seu futuro e o
desligam do mundo material. Suprimir esse intercâmbio equivale a mergulhar
outra vez a criatura humana na dúvida que faz o seu tomento e alimenta o seu
egoísmo. (Obra citada, item 301, parágrafo 7.)
117. Qual é a finalidade
das comunicações dos Espíritos?
Já sabemos que o objetivo do Espiritismo é a melhoria moral da
humanidade. Nesse propósito é que se inscrevem as comunicações dos Espíritos:
estes vêm instruir e guiar os homens no caminho do bem e não no caminho das
honras e da fortuna. Deus não envia os Espíritos para lhes aplainar a estrada
material da vida, mas para prepará-los para a vida futura. (Obra citada, item
303, parágrafo 1º.)
118. Todos os homens são
médiuns?
Sim; todos os homens têm um Espírito que os dirige para o bem quando o
sabem ouvir. Pouco importa que alguns se comuniquem diretamente com ele por uma
mediunidade particular, e outros o ouçam apenas pela voz do coração e da
inteligência. O importante é que seu Espírito familiar os aconselha. Chamem-no
Espírito, razão, inteligência, é ele sempre uma voz que responde à sua alma e
lhes dita boas palavras. A voz íntima que fala ao coração do homem é a dos bons
Espíritos, e é sob este ponto de vista que todos os homens são médiuns, embora
nem todos apresentem sua faculdade de modo ostensivo. (Obra citada, cap. XXXI,
dissertação X, de Channing.)
119. Quais as qualidades
essenciais dos médiuns?
O desinteresse, a modéstia e o devotamento. Deus lhes deu esta faculdade
a fim de que ajudem a propagar a verdade e não para fazer dela um tráfico, um
instrumento das paixões mundanas. (Obra citada, cap. XXXI, dissertação XIV, de
Delfina de Girardin.)
120. Quais as variedades
comuns a todos os gêneros de mediunidade?
Médiuns sensitivos, médiuns naturais ou inconscientes e médiuns
facultativos ou voluntários – eis as variedades comuns a todos os gêneros de
mediunidade.
Os médiuns sensitivos são pessoas susceptíveis de sentir a presença dos
Espíritos por uma impressão geral ou local, vaga ou material. A maior parte
distingue os Espíritos bons ou maus, segundo a natureza da impressão.
Os médiuns naturais ou inconscientes são os que produzem os fenômenos
espontaneamente, sem nenhuma participação de sua vontade e o mais das vezes sem
o saberem.
Os médiuns facultativos ou voluntários são os que têm o poder de provocar
os fenômenos por ato de sua vontade; todavia, nada poderão se os Espíritos a isso
se recusarem, o que prova a intervenção de uma potência estranha. (Obra citada,
item 188.)
Observação:
Para acessar a Parte 14 deste estudo, publicada na semana passada,
clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2020/09/o-livro-dos-mediuns-allan-kardec-parte_17.html
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