quinta-feira, 3 de abril de 2025

 


 

AS MAIS LINDAS CANÇÕES QUE OUVI


Como é grande o meu amor por você



Roberto Carlos

 


Eu tenho tanto pra lhe falar

Mas com palavras não sei dizer

Como é grande o meu amor por você.

E não há nada pra comparar

Para poder lhe explicar

Como é grande o meu amor por você.

 

Nem mesmo o céu, nem as estrelas,

Nem mesmo o mar e o infinito,

Não é maior que o meu amor

E mais bonito.

Me desespero a procurar

Alguma forma de lhe falar

Como é grande o meu amor por você.

 

Nunca se esqueça nem um segundo

Que eu tenho o amor maior do mundo,

Como é grande o meu amor por você.

Mas, como é grande o meu amor por você.

 



Você pode ouvir a canção na voz do seu intérprete preferido clicando no link correspondente:

Roberto Carlos - https://www.youtube.com/watch?v=Vtt7kCtdc_4&ab_channel=RobertoCarlosVEVO

Oswaldo Montenegro - https://www.youtube.com/watch?v=stk4WlsU6pA&ab_channel=M%C3%A1rciaSilv%C3%A9rio

Marina Elali - https://www.youtube.com/watch?v=N75i0P75jHc&ab_channel=MarinaElali

 

 

 


 


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quarta-feira, 2 de abril de 2025

 



Revista Espírita de 1868

 

Allan Kardec

 

Parte 6

 

Continuamos o estudo metódico e sequencial da Revista Espírita do ano de 1868, periódico editado e dirigido por Allan Kardec. O estudo baseia-se na tradução feita por Júlio Abreu Filho publicada pela EDICEL.

A coleção do ano de 1868 pertence a uma série iniciada em janeiro de 1858 por Allan Kardec, que a dirigiu até 31 de março de 1869, quando desencarnou.

Cada parte do estudo, que é apresentado às quartas-feiras, compõe-se de:

a) questões preliminares;

b) texto para leitura.

As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

 

Questões preliminares

 

A. O Espiritismo admite a existência da fatalidade?

B. Como explicar certos acontecimentos que parecem atingir uma pessoa fatalmente?

C. Alguma vez o Espiritismo admitiu a ideia da metempsicose?

 

Texto para leitura

 

73. Além de vários elogios a Kardec e à sua obra, o articulista, reportando-se à doutrina espírita, diz que nos encontramos em presença de uma doutrina geral “que está perfeitamente em relação com o estado da ciência em nossa época, e que responde perfeitamente às necessidades e às aspirações modernas”. “E o que há de notável – acrescenta o jornalista – é que a doutrina espírita é mais ou menos a mesma em toda a parte.” (Pág. 177.)

74. Numa série de conferências feitas em abril de 1868 pelo Sr. Chavée, no Instituto livre do boulevard dos Capuchinhos, o orador fez um estudo analítico e filosófico dos Vedas e das Leis de Manu, comparados com o livro de Jó e os Salmos. Eis, do texto transcrito pela Revista, algumas observações feitas pelo conferencista: I – A alma é sem extensão; ela não é estendida senão por seu corpo etéreo e circunscrita pelos limites desse corpo, que São Paulo chama organismo luminoso. II – Depois da morte, a alma continua sua vida no espaço, com seu corpo etéreo, conservando assim a sua individualidade. III – Entre nós, assistindo invisíveis às nossas palestras, certamente se encontram muitos dos que já morreram; eles estão ao nosso lado e planam acima de nossas cabeças; veem-nos e nos escutam. IV – Há fenômenos patológicos que provam a existência da alma após a morte? Sim, há e vou citar um. É ao sonambulismo e ao êxtase que vou pedir essas provas. Diz Kardec que o orador citou então numerosos exemplos de sonambulismo e de êxtase que lhe deram a prova, de certo modo material, da existência da alma, de sua ação isolada do corpo carnal, de sua individualidade após a morte e, finalmente, de seu corpo etéreo ou perispírito. “As conferências do Sr. Chavée são, pois, verdadeiras conferências espíritas, menos a palavra”, adverte Kardec. “E, sob esse último aspecto, diremos que arvoram abertamente a bandeira. Popularizam as suas ideias fundamentais sem ofuscar os que, por ignorância da coisa, tivessem prevenção contra o nome.” (Págs. 178 a 181.)

75. Uma alentada crítica assinada pelo Sr. Emile Barrault a respeito da obra A Religião e a Política na Sociedade Moderna, de Frédéric Herrenschneider, antigo sansimonista que depois se tornou espírita, fecha o número de junho de 1868. Diz Emile Barrault que a obra em apreço é notável e que o Sr. Herrenschneider revelou-se um pensador profundo e espírita convicto, mas que não concordava com todas as conclusões a que ele chegou, como, por exemplo, a ideia de que existem Espíritos que se podem chamar Espíritos ingleses, franceses, italianos etc. Diremos, sim - propõe o Sr. Barrault -, que não há Espíritos franceses ou ingleses, mas que há Espíritos cujo estado, hábitos e tradições impelem uns a se encarnarem na França, outros na Inglaterra, como se vê, durante a vida terrestre, as pessoas agrupar-se segundo suas simpatias e caracteres. (N.R.: Sansimonista: partidário do sansimonismo, sistema político e social proposto por Claude Henri de Rouvroy, Conde de Saint-Simon {1760-1825}, filósofo e economista francês, um dos precursores do socialismo.)  (Págs. 181 a 191.)

76. O número de julho da Revista se inicia com artigo de Kardec sobre numerologia e fatalidade. Do artigo extraímos as considerações que se seguem: I – É certo que leis numéricas regem a maior parte dos fenômenos de ordem física. Dá-se o mesmo nos fenômenos de ordem moral e metafísica? Sem dados mais certos do que os que se possuem, não há como responder afirmativamente a tal questão. II – O Espiritismo jamais negou a fatalidade de certos acontecimentos; ao contrário, sempre a reconheceu. O que ele diz é que essa fatalidade não entrava o livre-arbítrio. III – Por exemplo, o homem deve um dia morrer; isso é fatal; mas ele pode apressar esse momento pelo suicídio ou cometendo excessos. IV – O indivíduo pode, pois, ser livre em suas ações, a despeito da fatalidade que preside o conjunto. A fatalidade é, assim, absoluta para as leis que regem a matéria, mas não existe para o Espírito, que pode reagir sobre a matéria, em virtude da liberdade relativa que Deus lhe concedeu. V – Nada há de impossível que o conjunto dos fatos de ordem moral e metafísica seja subordinado a uma lei numérica, cujos elementos e bases não conhecemos ainda. A fatalidade do conjunto, contudo, de modo algum eliminaria o livre-arbítrio do indivíduo. VI – Quanto aos acontecimentos da vida privada, que por vezes parecem atingir uma pessoa fatalmente, têm duas fontes bem distintas: uns são consequência direta de sua conduta na existência presente; outros são inteiramente independentes da vida presente e parecem, por isso mesmo, devidos a uma certa fatalidade. VII – Esta é, porém, aparente, porque resulta da escolha das provas que o Espírito fez na erraticidade, antes de encarnar-se, com vistas ao seu adiantamento. Os acontecimentos desagradáveis são, pois, produto do livre-arbítrio, não da fatalidade, e se algumas vezes são impostos por uma vontade superior, o fato se deve às más ações cometidas em existência precedente, e não como consequência de uma lei fatal. VIII – Em resumo, se um acontecimento está no destino de uma pessoa, realizar-se-á a despeito de sua vontade e será sempre para o seu bem, mas as circunstâncias de sua realização dependem do emprego que ela faça do seu livre-arbítrio. (Págs. 193 a 201.)

77. Examinando a teoria da geração espontânea, Kardec explica por que em seu livro A Gênese ele desenvolveu o tema como uma hipótese provável, não como um princípio doutrinário. É que, informa o Codificador, a ciência ainda não se definira sobre o assunto. Embora ele pessoalmente aceitasse a teoria da geração espontânea como ponto resolvido, não poderia inserir numa obra constitutiva da doutrina espírita algo que pudesse mais tarde ser decidido de forma diferente. A cautela em tudo é essencial e esse foi o segredo do sucesso d’ O Livro dos Espíritos, cujos princípios, sucessivamente desenvolvidos e completados, jamais foram desmentidos, a despeito do tempo decorrido. (Págs. 201 e 202.)

78. Em seguida, resumindo seu pensamento sobre a questão, Kardec diz que os primeiros seres dos reinos vegetal e animal surgidos na Terra devem ter-se formado sem procriação, mas pertenciam, evidentemente, às classes inferiores. À medida que se reuniram os elementos dispersos, as primeiras combinações formaram corpos exclusivamente inorgânicos, como a água e os diferentes minerais. Quando esses elementos se modificaram pela ação do fluido vital, formaram corpos dotados de vitalidade, de uma organização constante e regular, cada um na sua espécie. (Págs. 202 e 203.)

79. Os seres não procriados formariam, dessa forma, o primeiro escalão dos seres orgânicos. Quanto às espécies que se propagaram por procriação, a opinião geral no seio da ciência é que os primeiros tipos de cada espécie são o produto da espécie imediatamente inferior, estabelecendo-se assim uma cadeia ininterrupta, desde o musgo e o líquen até o carvalho, desde o verme de terra e o oução até o homem. Então o corpo do homem pode ser perfeitamente uma mutação do corpo do macaco, sem que se diga que o seu Espírito seja o mesmo que o do macaco. (Págs. 203 e 204.)

80. O que se passou na origem do mundo para a formação dos primeiros seres orgânicos acontece ainda em nossos dias? Essa é a questão-chave e sobre a qual a doutrina espírita não firmara até então nenhum entendimento, embora Kardec se pronunciasse claramente pela afirmativa, conforme os argumentos que fecham seu artigo. (N.R.: Emmanuel e André Luiz tratam do assunto objetivamente em duas obras psicografadas por Chico Xavier: A Caminho da Luz, de 1938, e Evolução em Dois Mundos, de 1958. Segundo eles, a chamada geração espontânea foi fruto, em verdade, da ação decisiva dos Gênios Construtores que operavam no orbe nascituro sob o comando de Jesus, trabalho que não seria possível sem a participação do princípio inteligente que, unido à matéria, iniciava ali um longo processo evolutivo.) (Págs. 204 a 206.)

81. O Sr. Genteur, Comissário do Governo, em relatório enviado ao Senado francês, atribuiu ao Espiritismo o caráter de partido político, uma coisa inconcebível sobretudo quando se sabe que Kardec jamais tratou em suas obras e na Revista de questões políticas. Quatro jornais: o Moniteur, La Liberté, a Revue Politique Hebdomadaire e Le Siècle, reportaram-se ao assunto, tendo um deles – La Liberté – afirmado que o partido espírita contribuía, no limite de suas forças, para “abalar as instituições do império”. (Págs. 207 a 211.)

82. Dos quatro periódicos, somente o Le Siècle examinou o assunto com moderação e valeu-se até mesmo de fina ironia ao comentar o despropósito da acusação do conselheiro francês, o que se pode aquilatar pelo trecho seguinte: “Como este inimigo, invisível até agora para o próprio Sr. Genteur, pôde subtrair-se a todas as vistas? Há nisto um mistério, que o Sr. conselheiro de Estado, se o penetrar, terá a bondade de nos ajudar a compreender. Pessoas oficialmente informadas afirmam que o partido espírita ocultava o exército de seus representantes, os Espíritos batedores, detrás dos livros das bibliotecas de Saint-Etienne e de Oullins”. (Págs. 211 e 212.)

83. No folhetim de 24 e 25 de abril de 1868, sob o título de “Paris Sonâmbula”, Le Siècle publicou artigo assinado pelo Sr. Eugène Bonnemère, autor do Romance do Futuro, em que o conhecido escritor fez uma exposição das diferentes variedades de sonambulismo e citou claramente a doutrina espírita e o nome Espiritismo. Do artigo, transcrito em parte pela Revista, colhemos os trechos que se seguem: I – A morte não existe. Ela é o instante de repouso após a jornada feita e terminada a tarefa. Depois, é o despertar para uma nova obra, mais útil e maior que a que se acaba de realizar. II – É pela sucessão das gerações que a Humanidade progride. III – Por força das conquistas definitivamente asseguradas, o mundo que habitamos merecerá subir na escala dos mundos. De nós depende acelerar, pelos nossos esforços, o advento desse período mais feliz. IV – O materialismo e o ateísmo, que o sentimento humano repele com todas as suas energias, não passam de uma reação inevitável contra as ideias, dificilmente admissíveis pela razão, sobre Deus, a natureza e o destino. Alargando a questão, o Espiritismo reacende nos corações a fé prestes a se extinguir. (Págs. 213 e 214.)

84. Depois de breve nota sobre duas peças encenadas em Paris – O Elixir de Cornélio e O Galo de Mycille –, em que o núcleo da história é a reencarnação, a Revista lembra que o Espiritismo jamais admitiu a ideia da alma humana retrogradando na animalidade, o que seria a negação do progresso. (Págs. 214 a 216.)

85. Da obra Monte-Cristo, de Alexandre Dumas, a Revista transcreve alguns trechos em que a alusão às ideias espíritas é clara e direta, com exceção da qualificação de excepcionais dada aos Espíritos que nos cercam. “Esses seres, afirma Kardec, nada têm de excepcional, desde que são as almas dos homens, e que todos os homens, sem exceção, devem passar por esse estado.” (Págs. 216 e 217.)

86. Kardec apresenta uma resenha da obra A Alma, de autoria do Sr. Ramon de la Sagra, membro correspondente do Instituto de França, sobre a qual ele diz: “A obra do Sr. Ramon de la Sagra é uma dessas cuja publicação temos o prazer de aplaudir, porque, posto nela tenha feito abstração do Espiritismo, pode considerar-se, como o Deus na Natureza, do Sr. Flammarion, e a Pluralidade das Existências, do Sr. Pezzani, como monografias dos princípios fundamentais da doutrina, às quais eles dão a autoridade da ciência”. (Págs. 217 a 222.)

87. Em todos os tempos – refere o autor de a Alma – fenômenos espontâneos muito frequentes, tais como a catalepsia, a letargia, o sonambulismo natural e o êxtase, mostraram a alma agindo fora do organismo, mas a ciência os desdenhou. Surge agora uma nova descoberta: a anestesia pelo clorofórmio, de incontestável utilidade nas operações cirúrgicas e cuja aplicação tem permitido observar exemplos inúmeros de ação da alma a distância, análogos aos fatos relatados pelo Sr. Velpeau à Academia das Ciências.

 

Respostas às questões propostas

 

A. O Espiritismo admite a existência da fatalidade?

Sim. Ele jamais a negou; ao contrário, sempre reconheceu a fatalidade de certos acontecimentos. O que ele diz é que essa fatalidade não entrava o livre-arbítrio. Por exemplo, o homem deve um dia morrer; isso é fatal; mas ele pode apressar esse momento pelo suicídio ou cometendo excessos. O indivíduo pode, pois, ser livre em suas ações, a despeito da fatalidade que preside o conjunto. A fatalidade é, assim, absoluta para as leis que regem a matéria, mas não existe para o Espírito, que pode reagir sobre a matéria, em virtude da liberdade relativa que Deus lhe concedeu. (Revista Espírita de 1868, pp. 193 a 201.)

B. Como explicar certos acontecimentos que parecem atingir uma pessoa fatalmente?

Esses acontecimentos têm duas fontes bem distintas: uns são consequência direta da conduta da pessoa na existência presente; outros são inteiramente independentes da vida presente e parecem, por isso mesmo, devidos a uma certa fatalidade. Mas esta é aparente, porque resulta da escolha das provas que o Espírito fez na erraticidade, antes de encarnar-se, com vistas ao seu adiantamento. Os acontecimentos desagradáveis são, pois, produto do livre-arbítrio, não da fatalidade, e se algumas vezes são impostos por uma vontade superior, o fato se deve às más ações cometidas em existência precedente, e não como consequência de uma lei fatal. (Obra citada, pp. 193 a 201.) 

C. Alguma vez o Espiritismo admitiu a ideia da metempsicose?

Não. O Espiritismo jamais admitiu a ideia da alma humana retrogradando na animalidade, o que seria a negação do progresso. A metempsicose não existe. (Obra citada, pp. 214 a 216.)

 

Observação:

Para acessar a Parte 5 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2025/03/revista-espirita-de-1868-allan-kardec_02049818113.html

 

 

 

 

 

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terça-feira, 1 de abril de 2025

 



A simplicidade nutre o espírito

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Talvez não seja somente às vezes que desejamos a simplicidade na vida, pode ser que o nosso interior esteja sedento de um cotidiano mais simples e leve, de um cotidiano realmente verdadeiro. Criamos necessidades demais materialistas sem perceber. Isso nos sufoca, ou seja, aprisiona o nosso espírito que é singeleza e liberdade. E as doenças aparecem, pois calamos a voz mais importante: a nossa.

E nasce o dia e a noite chega num embalo crescente, e ainda mais sentido buscamos para viver, e nos cansamos, e também nos perdemos. Em certos momentos, cogitamos questões como: E se eu deixasse tudo e buscasse um lugar simples e real sem algumas regras escravizadoras sociais humanas, porém presentes as espirituais? E se, com a nobre simplicidade, meus dias fossem abençoados e meu espírito se sentisse com a energia que de fato possui? Nesses dias de questionamentos, perguntas vivas pululam.

No entanto todo anseio pode ser realizado, basta a nossa decisão. Quando se ouve que menos, infinitas vezes, é mais é pela razão de que os fatos da alma são mais simples e naturais do que imaginamos. Devemos viver da maneira autêntica que nos faz bem, não é necessário viver conforme certas imposições, realizar tudo o que uma sociedade ainda majoritariamente material e consumista impõe, podemos e deveríamos viver sob os ensinamentos tão assertivos e valiosos de um Mestre abençoado, nosso Excelso Jesus.

Quanto mais nos distanciamos das leis espirituais, mais vazio e sem direção nosso coração se encontra. Há quem pode identificar isso, porém há tantos que não imaginam esse conhecimento. E cresce a doença do século e ainda mais enfermidades mentais e de comportamento aparecem e se multiplicam. Menos matéria, mais espírito, já que somos estes eternos. Apenas quando sentimos a dor e nos conscientizamos acerca da verdadeira vida normalmente a dor vem para o despertamento , e em seguida, o suspiro do (re)nascimento do novo homem é que os dias começam a ser realmente valiosos e únicos.

Para cada criatura é ministrado o padrão adequado de energia. Os animais recebem as dádivas de acordo com o que são. Também ocorre com os vegetais. Os espíritos encarnados ou desencarnados sempre estarão definitivos e completos quando a vivência estiver em comunhão com os valores reais do espírito. E quando estiver mais pleno, dificilmente o ser espiritual desejará largar tudo para se encontrar, pois já teve o (re)encontro e os dias já são mais felizes, verdadeiros porque está vivendo de maneira a nutrir-se adequadamente e a manter unido o espírito ao Universo.

Cada vez que nos distanciamos muito de nossa essência, o vazio nos invade e nada mais faz sentido. Quando mais nos aproximamos da legítima vida, mais felicidade e simplicidade chegam ao nosso coração.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 

 


 

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segunda-feira, 31 de março de 2025

 



O Espiritismo e os cônjuges

 

André Luiz (Espírito)

 

Sem entendimento e respeito, conciliação e afinidade espiritual torna-se difícil o êxito no casamento.

Todos os pretendentes à união conjugal carecem de estudar as circunstâncias do ajuste esponsalício antes do consórcio, para isso existindo o período natural do noivado.

Aspecto deveras importante para ser analisado será sempre o da crença religiosa. Efetivamente, se a religião idêntica no casal contribui bastante para a estabilidade do matrimônio, a diversidade dos pontos de vista não é um fator proibitivo da paz da família. Mas se aparecem rixas no lar, oriundas do choque de opiniões religiosas diferentes, a responsabilidade é claramente debitada aos esposos que se escolheram um ao outro.

A tendência comum de um cônjuge é a de levar o outro a pensar e agir como ele próprio, o que nem sempre é viável e nem pode ocorrer. Eis por que não lhes cabe violentar situações e sentimentos, manejando imposições recíprocas, mormente no sentido de se arrastarem a determinada crença religiosa.

Deve partir do cônjuge de fé sincera a iniciativa de patentear a qualidade das suas convicções, em casa, pelo convite silencioso a elas, através do exemplo.

Não será por meio de discussões, censuras ou pilhérias em torno de assuntos religiosos que se evidenciará algum dia a excelência de uma doutrina.

Ao invés de murmurações estéreis, urge dar provas de espiritualidade superior, repetidas no dia a dia. Em lugar de conceitos extremados nas prédicas fatigantes, vale mais a exposição da crença pela melhoria da conduta, positivando-se quão pior seria qualquer criatura sem o apoio da religião.

Para os espíritas jamais será construtivo constranger alguém a ler certas obras, frequentar determinadas reuniões ou aceitar critérios especiais em matéria doutrinária. Quem deseje modificar a crença do companheiro ou companheira, comece a modificar a si mesmo, na vivência da abnegação pura, do serviço, da compreensão, do bom senso prático, salientando aos olhos do outro ou da outra a capacidade de renovação dos princípios que abraça.

O cônjuge é a pessoa mais indicada para revelar as virtudes de uma crença ao outro cônjuge. Um simples ato de bondade, no recinto do lar, tem mais força persuasiva que uma dezena de pregações num templo onde a criatura comparece contrariada.

Uma única prova de sacrifício entre duas pessoas que se defrontam, no convívio diário, surge mais eficaz como agente de ensino que uma vintena de livros impostos para leituras forçadas.

Em resumo, depende do cônjuge fazer a sua religião atrativa e estimulante para o outro, ao contrário de mostrá-la fastidiosa ou incômoda.

Nos testemunhos de cada instante, no culto vivo do Evangelho em casa e na lealdade à própria fé, persista cada qual nas boas obras, porque, ante demonstrações vivas de amor, cessam quaisquer azedumes da discórdia e todas as resistências da incompreensão.

 

Do livro Estude e Viva, obra psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

 

 

 



 

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