quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

 



A Gênese

 

Allan Kardec

 

Parte 21

 

Continuamos o estudo metódico do livro “A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, com base na 36ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira, conforme tradução feita por Guillon Ribeiro.

Este estudo é publicado sempre às quintas-feiras.

Eis as questões de hoje:

 

161. Qual foi, segundo Kardec, o maior milagre operado por Jesus?

O maior milagre que Jesus operou, e que verdadeiramente atesta a sua superioridade, foi a revolução que seus ensinos produziram no mundo, malgrado a exiguidade dos seus meios de ação. Com efeito, Jesus, obscuro, pobre, nascido na mais humilde condição, no seio de um povo pequenino, quase ignorado e sem preponderância política, artística ou literária, apenas durante três anos prega a sua doutrina; em todo esse curto espaço de tempo é desatendido e perseguido pelos seus concidadãos; vê-se obrigado a fugir para não ser lapidado; é traído por um de seus apóstolos, renegado por outro, abandonado por todos no momento em que cai nas mãos de seus inimigos. Só fazia o bem e isso não o punha ao abrigo da malevolência, que dos próprios serviços que ele prestava tirava motivos para o acusar.

Nada escreveu; entretanto, ajudado por alguns homens tão obscuros quanto ele, sua palavra bastou para regenerar o mundo; sua doutrina matou o paganismo onipotente e se tornou o facho da civilização. Tinha contra si tudo o que causa o malogro das obras dos homens, razão por que dizemos que o triunfo alcançado pela sua doutrina foi o maior dos seus milagres, ao mesmo tempo que prova ser divina a sua missão. Se, em vez de princípios sociais e regeneradores, fundados sobre o futuro espiritual do homem, ele apenas houvesse legado à posteridade alguns fatos maravilhosos, talvez hoje mal o conhecessem de nome. (A Gênese, cap. XV, item 63.)

162. Jesus teve um corpo carnal ou foi um agênere?

Jesus teve, como todo homem, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que é atestado pelos fenômenos materiais e pelos fenômenos psíquicos que lhe assinalaram a existência.

A estada de Jesus na Terra apresenta dois períodos: o que precedeu e o que se seguiu à sua morte. No primeiro, desde o momento da concepção até o nascimento, tudo se passa, pelo que respeita à sua mãe, como nas condições ordinárias da vida. Desde o seu nascimento até a sua morte, tudo, em seus atos, em sua linguagem e nas diversas circunstâncias da sua vida, revela os caracteres inequívocos da corporeidade. São acidentais os fenômenos de ordem psíquica que nele se produzem e nada têm de anômalos, pois que se explicam pelas propriedades do perispírito e se dão, em graus diferentes, noutros indivíduos.

Depois de sua morte, ao contrário, tudo nele revela o ser fluídico. É tão marcada a diferença entre os dois estados, que não podem ser assimilados. O corpo carnal tem as propriedades inerentes à matéria propriamente dita, propriedades que diferem essencialmente das dos fluidos etéreos; naquela, a desorganização se opera pela ruptura da coesão molecular. Ao penetrar no corpo material, um instrumento cortante lhe divide os tecidos; se os órgãos essenciais à vida são atacados, cessa-lhes o funcionamento e sobrevém a morte do corpo.

Não existindo nos corpos fluídicos essa coesão, a vida aí já não repousa no jogo de órgãos especiais e não se podem produzir desordens análogas àquelas. Um instrumento cortante ou outro qualquer penetra num corpo fluídico como se penetrasse numa massa de vapor, sem lhe ocasionar qualquer lesão. Tal a razão por que não podem morrer os corpos dessa espécie e por que os seres fluídicos, designados pelo nome de agêneres, não podem ser mortos.

Após o suplício de Jesus, seu corpo se conservou inerte e sem vida; foi sepultado como o são de ordinário os corpos e todos o puderam ver e tocar. Após a sua ressurreição, quando quis deixar a Terra, não morreu de novo; seu corpo se elevou, desvaneceu e desapareceu, sem deixar qualquer vestígio, prova evidente de que aquele corpo era de natureza diversa da do que pereceu na cruz; donde forçoso é concluir que, se foi possível que Jesus morresse, é que carnal era o seu corpo. (Obra citada, cap. XV, itens 64 e 65.)

163. Que considerações de ordem moral levaram Allan Kardec a defender a tese de que Jesus teve mesmo um corpo físico? 

Se as condições de Jesus, durante a sua vida, fossem as dos seres fluídicos, ele não teria experimentado nem a dor, nem as necessidades do corpo. Supor que assim haja sido é tirar-lhe o mérito da vida de privações e de sofrimentos que escolhera, como exemplo de resignação. Se tudo nele fosse aparente, todos os atos de sua vida, a reiterada predição de sua morte, a cena dolorosa do Jardim das Oliveiras, sua prece a Deus para que lhe afastasse dos lábios o cálice de amarguras, sua paixão, sua agonia, tudo, até o último brado, no momento de entregar o Espírito, não teria passado de vão simulacro, para enganar com relação à sua natureza e fazer crer num sacrifício ilusório de sua vida, numa comédia indigna de um homem honesto e, com mais forte razão, indigna de um ser tão elevado. (Obra citada, cap. XV, item 66.)

164. Como se explica o pressentimento que algumas pessoas têm acerca dos acontecimentos futuros? 

Como o homem tem de concorrer para o progresso geral e como certos acontecimentos devem resultar da sua cooperação, pode convir que, em casos especiais, ele pressinta esses acontecimentos, a fim de lhes preparar o encaminhamento e de estar pronto a agir, em chegando a ocasião. Por isso é que Deus, às vezes, permite que se levante uma ponta do véu, mas sempre com fim útil, nunca para satisfação de vã curiosidade.  Tal missão pode, pois, ser conferida, não a todos os Espíritos, porquanto muitos há que do futuro não conhecem mais do que os homens, mas a alguns Espíritos bastante adiantados para desempenhá-la. Ademais, as revelações dessa espécie são sempre feitas espontaneamente e jamais, ou, pelo menos, muito raramente, em resposta a uma pergunta direta. (Obra citada, cap. XVI, itens 1 a 5.)

165. As percepções dos Espíritos quanto ao passado e ao futuro dependem de qual fator?

A extensão das faculdades perceptivas dos Espíritos depende da efetiva elevação deles. Essa faculdade é inerente ao seu estado de espiritualização, ou, se o preferirem, de desmaterialização. Quer isto dizer que a espiritualização produz um efeito que se pode comparar, se bem muito imperfeitamente, ao da visão de conjunto que tem o homem colocado sobre a montanha.

Esta comparação objetiva simplesmente mostrar que acontecimentos pertencentes ainda, para uns, ao futuro, estão para outros no presente e podem assim ser preditos, o que não implica que o efeito se produza de igual maneira. Portanto, para gozar dessa percepção, não precisa o Espírito transportar-se a um ponto qualquer do espaço. Pode possuí-la em toda a sua plenitude aquele que na Terra se acha ao nosso lado, tanto quanto se achasse a mil léguas de distância, ao passo que nós nada vemos além do nosso horizonte visual. (Obra citada, cap. XVI, itens 7 a 10.)

166. A reencarnação do Espírito amortece suas percepções espirituais?

Sim. A reencarnação amortece-a, sem, contudo, a anular completamente, porque a alma não fica encerrada no corpo como numa caixa. O ser reencarnado a possui, embora sempre em grau menor do que quando se acha completamente desprendido; é o que confere a certos homens um poder de penetração que a outros falece inteiramente, maior agudeza de visão moral e compreensão mais fácil das coisas extramateriais. (Obra citada, cap. XVI, itens 8 a 10.)

167. Os obstáculos opostos à expansão do Espiritismo chegarão a deter sua marcha?

Não. Com relação ao futuro do Espiritismo, os Espíritos são unânimes em afirmar o seu triunfo, a despeito dos obstáculos que lhe criem. Fácil lhes é essa previsão, porque a sua propagação é obra pessoal deles. Concorrendo para o movimento, ou dirigindo-o, eles naturalmente sabem o que devem fazer. (Obra citada, cap. XVI, item 11.)

168. Se o futuro pode ser conhecido, isso significa que os acontecimentos da vida já se encontram predeterminados?

Não. As mais das vezes, os acontecimentos vulgares da vida privada são consequência da maneira de proceder de cada um, de modo que se pode dizer que cada um é o artífice do seu próprio futuro, futuro esse que jamais se encontra sujeito a uma cega fatalidade.

Os acontecimentos que envolvem interesses gerais da Humanidade têm a regulá-los a Providência. Quando uma coisa está nos desígnios de Deus, ela se cumpre a despeito de tudo, ou por um meio, ou por outro. Os homens concorrem para que ela se execute; nenhum, porém, é indispensável, pois, do contrário, Deus estaria à mercê de suas criaturas. Se faltar aquele a quem incumba a missão de a executar, outro será dela encarregado. Não há missão fatal; o homem tem sempre a liberdade de cumprir ou não a que lhe foi confiada e que ele voluntariamente aceitou.

Pode, portanto, ser certo o resultado final de um acontecimento, por se achar este nos desígnios de Deus. Como, porém, quase sempre os pormenores e o modo de execução se encontram subordinados às circunstâncias e ao livre-arbítrio dos homens, podem ser eventuais as sendas e os meios. Está nas possibilidades dos Espíritos prevenir-nos do conjunto, se convier que sejamos avisados; mas, para determinarem lugar e data, fora necessário que conhecessem previamente a decisão que tomará esse ou aquele indivíduo. Ora, se essa decisão ainda não estiver na sua mente, poderá apressar ou demorar a realização do fato, modificar os meios secundários de ação, embora o mesmo resultado chegue sempre a produzir-se. É assim, por exemplo, que, pelo conjunto das circunstâncias, podem os Espíritos prever que uma guerra se acha mais ou menos próxima ou que é inevitável, sem, contudo, poderem predizer o dia em que começará, nem os incidentes pormenorizados que possam ser modificados pela vontade dos homens. (Obra citada, cap. XVI, itens 12 a 15.)

 

 

Observação:

Para acessar a Parte 20 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2021/12/blog-post_02.html

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

 


E a Vida Continua...

 

André Luiz

 

Parte 3

 

Prosseguimos o estudo da obra E a Vida Continua..., de André Luiz, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada em 1968 pela Federação Espírita Brasileira.

Esta é a décima primeira obra do mesmo autor integrante da Série Nosso Lar, que temos estudado metodicamente às quartas-feiras neste blog.

Eis as questões de hoje:

 

17. O hospital em que Evelina estava ficava isolado em determinada região do espaço, ou fazia parte de alguma cidade espiritual?

Fazia parte de uma cidade espiritual. O hospital estava rodeado por vida citadina muito intensa. Viam-se ali residências, escolas, instituições, templos, indústrias, veículos e entretenimentos públicos, uma notícia que surpreendeu muito Evelina e Ernesto. "É como lhes digo. Isto aqui – informou Dona Alzira – é uma cidade relativamente grande. Nada menos de cem mil habitantes e, ao que dizem, com administração das melhores." (E a Vida Continua..., cap. 7, pp. 53 e 54.)

18. Havia pianos na cidade espiritual mencionada nesta obra?

Sim. Visitando uma residência daquela cidade, Dona Alzira informou que em determinado momento alguém tocou ao piano a canção Sonho de Amor, de Liszt. Era Nicomedes, pai de Corina, a jovem que a recepcionou em seu lar, que dedilhava o instrumento com grande mestria. Dona Alzira enterneceu-se de tal modo que manifestou o desejo de ouvi-lo mais de perto. Corina conduziu-a, então, à sala de música. Foi um deslumbramento. O irmão Nicomedes, absorto, revelava-se num mundo de alegrias profundas, que se lhe irradiavam da vida interior, em forma de melodias, das notáveis melodias que se sucediam umas às outras. (Obra citada, cap. 7, pp. 53 e 54.)

19. Como devemos interpretar a vida na Terra?

Segundo o instrutor Cláudio, a vida na Terra deve ser interpretada como um trabalho especial para o espírito. "Cada qual nasce para determinada tarefa, com possibilidades de evolver para outras, sempre mais importantes, e que, por isso mesmo, não será possível arrebatar às criaturas os princípios religiosos de que dispõem, sem prejuízos calamitosos para elas próprias", aduziu o expositor. O Espírito renasce no mundo físico, tantas vezes quantas se façam necessárias para aperfeiçoar-se, lucificar-se; e, à medida que se aprimora, vai percebendo que a existência carnal é um ofício ou missão a desempenhar, de que dará ele a conta certa ao término da empreitada. (Obra citada, cap. 8, pp. 61 e 62.)

20. Após a morte corpórea, os Espíritos registam sensações iguais entre si?

Não. Cada qual de nós é um mundo por si e, em razão disso, cada individualidade, após largar o carro físico, encontrará emoções, lugares, pessoas, afinidades e oportunidades, conforme desempenhou o ofício, ou melhor, os deveres que lhe competiam na existência, na Terra. "Ninguém – disse o instrutor Cláudio – pode conhecer o que não estuda, nem reter qualidades que não adquiriu." (Obra citada, cap. 8, pp. 62 e 63.)

21. É verdade que Evelina ficou lívida ao ser informada a respeito de sua desencarnação?

Sim. Ao ouvir tal notícia, ela ficou lívida e quis intervir, mas Irmão Cláudio, sorrindo, cortou-lhe a palavra. (Obra citada, cap. 9, pp. 64 e 65.)

22. É correto dizer que a matéria densa não é senão a energia radiante condensada?

Sim. Essas foram as palavras usadas pelo instrutor Cláudio. Disse ele a Evelina que qualquer aprendiz de ciência elementar, no Planeta, sabe disso. E acrescentou: “Em última análise, chegaremos a saber que a matéria é luz coagulada, substância divina, que nos sugere a onipresença de Deus”. (Obra citada, cap. 9, pp. 66 e 67.) 

23. Que denominações o instrutor Cláudio utilizou para referir-se ao mundo espiritual em que ele, Fantini e Evelina se encontravam?

Eis as palavras usadas por Cláudio, em resposta a uma pergunta feita por Fantini: "Chame-se a este mundo em que existimos, neste momento, outra vida, outro lado, região extrafísica ou esfera do Espírito, estamos num centro de atividade tão material quanto aquele em que se movimentam os homens, nossos irmãos ainda encarnados, condicionados ao tipo de impressões que ainda lhes governam, quase que de todo, os recursos sensoriais. O mundo terrestre é aquilo que o pensamento do homem faz dele. Aqui, é a mesma coisa. A matéria se resume a energia. Cá e lá, o que se vê é a projeção temporária de nossas criações mentais”. (Obra citada, cap. 9, pp. 66 e 67.)

24. Existem no mundo espiritual as chamadas regiões inferiores?

A essa pergunta, feita também por Fantini, o instrutor Cláudio esclareceu: "Fantini, precisamos certificar-nos de que esses lugares não são infelizes, de vez que infortunados são os irmãos que os povoam... Os jardins e pomares que enriquecem um manicômio deixarão de ser jardins e pomares porque existam enfermos a desfrutar-lhes as emanações nutrientes? Pois é, meu caro, as áreas do espaço, às vezes enormes, ocupadas por legiões de criaturas padecentes ou desequilibradas, estão circunscritas e policiadas, por maiores que sejam, funcionando à maneira dos sítios terrestres, utilizados por grandes instituições para a recuperação dos enfermos da mente. Você não ignora que existem doentes da alma, consumindo larga faixa da existência nos hospícios acolhedores da Terra. Isso acontece aqui também. Ladeando o nosso vilarejo, temos vasto território, empregado no asilo a irmãos desajustados, aos milhares, mantidos e vigiados por muitas organizações de beneficência, que trabalham no socorro fraternal". (Obra citada, cap. 9, pp. 68 a 70.)

 

 

Observação:

Para acessar a Parte 2 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2021/12/blog-post.html

 

 

 

 

 

 

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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

 



Pensar demais atrasa a felicidade

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

De Londrina-PR

 

Se nossas preocupações se tornassem reais à medida que as criamos... nem mais existiríamos. Pensamos demais e sofremos por situações que nunca se realizarão e continuamos a criá-las e continuamos a sofrer. E o pior é que sabemos sobre esse círculo vicioso, mas logo, também, nos lembramos de nossa enorme ignorância e vem a constatação de que é preciso muito esforço para começarmos a neutralizar esses insistentes pensamentos, no entanto é o único sadio caminho.

Por experiência, quando nos abstemos de pensar demais tornamo-nos mais saudáveis e felizes já que tudo o que alimentamos tenderá a crescer. E quando deixamos nossa mente mais em paz, menos criações desnecessárias tomarão vida e menos desgaste surtirá e ainda será como se a iluminada porta da felicidade começasse a ser aberta devagarzinho.

As situações que podemos solucionar que sejam resolvidas, mas as que não dependem de nossas mãos que sejam entregues ao brilho da vida, ou por meio de uma prece ou pelo direcionamento a alguém capaz de resolvê-las. Sem dúvida, cabe a cada um viver com responsabilidade e respeito ‒ a boa conduta nos livra de muitas preocupações ‒, mas nunca desanimar por tamanha e dispensável preocupação.

Ainda com a experiência, compreendemos bem mais a respeito do andamento diário. Entendemos que o que não estiver a nosso alcance para resolução será encaminhado, de alguma forma, para uma solução; a vida é dinâmica e infinitamente mais acontece ao mesmo tempo e tudo, de alguma maneira, está correlacionado.

Seria tão melhor se pensássemos que não há mais tempo a perder para sermos felizes e que pensar demais nos impede de encontrarmos a felicidade. Se for para pensar muito que seja em coisas alegres, em pesquisas e desenvolvimento para a melhoria da vida terrena, em possíveis amparos a quem tanto precisa, seja para sentirmo-nos mais em paz e com mais vontade de realmente viver; seja, então, por meio de nossos insistentes pensamentos, criarmos um pouquinho de luz.

Já se sabe que os pássaros não pensam demais, em vez disso, eles sentem da maneira mais preciosa a vida e voam, todos os dias, bem felizes agradecendo o que lhes foi presenteado. Os pássaros são sábios e exercitam a gratidão.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

  

 

 

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

 



Loucura e Obsessão

 

Manoel Philomeno de Miranda

 

Parte 4

 

Damos prosseguimento neste espaço ao estudo metódico e sequencial do livro Loucura Obsessão, sexta obra de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada em 1988. Este estudo será publicado neste blog sempre às segundas-feiras.

Eis as questões de hoje:

 

25. A Mentora elucidou com facilidade as causas do problema enfrentado pelo jovem Lício. Como isso foi possível?

Manoel P. de Miranda também estranhou a facilidade com que ela elucidou as origens da questão. Dr. Bezerra de Menezes então explicou: “Cada Espírito é um arquivo vivo de si mesmo. Todas as suas trajetórias, desde as mais recuadas, nele se encontram gravadas, podendo ser penetradas quando as circunstâncias o permitem e por quem esteja habilitado a fazê-lo. Assim como existem Centros de Computação que reúnem, em nossa Zona de ação, as informações sobre todos, em departamentos especiais, em cada ser se encontram os registros das suas ações, do seu processo de evolução. A aparente dificuldade de lê-los é dependente dos recursos de penetração de quem se candidata à operação”. Após dizer que a Mentora dispunha de claridade e percepção psíquica para aquele mister, Dr. Bezerra rematou: “O homem é, desse modo, o espelho que lhe reflete a história, somente visível para quem dispõe de óptica especial e profunda”. (Loucura e Obsessão, cap. 6, pp. 77 a 79.)

26. Onde ficam armazenadas as informações relativas ao passado de uma pessoa?

No seu corpo espiritual ou perispírito. Como um computador, muito mais sofisticado do que se imagina, o perispírito guarda-lhe toda a história evolutiva até que se alterem os mecanismos e processos de captação em faixas mais elevadas da vida. (Obra citada, cap. 6, pp. 77 a 79.)

27. No caso de Lício, em que consistiria a fase inicial de tratamento?

Reeducação mental, eis em síntese o objetivo inicial do tratamento. O jovem deveria, desse modo, preparar-se para uma ação contínua e demorada. Disse-lhe a Mentora espiritual: “Tudo, ou melhor dizendo, a parte mais grave desta refrega vai depender de você. Prometemos auxiliá-lo, sem tomar-lhe o fardo que você próprio arrumou ao largo do tempo e que deverá desfazer com amor e alegria”. Por onde começar? – indagou o moço. “Pela reeducação mental – esclareceu a Entidade –, corrigindo o conceito de prazer e felicidade, e essa ideação regularizará os hábitos viciosos e avançará sob disciplina severa, exercitando a abstinência. Assim, logrará, a largo prazo, interromper os vínculos com os maus Espíritos que lhe exploram a emoção e lhe roubam energias sexuais valiosas.” (Obra citada, cap. 6, pp. 79 e 80.)

28. Que causas deram origem ao autismo em Aderson?

Aderson, o rapaz autista atendido pela Mentora, dedicara-se, na reencarnação passada, a urdir planos escabrosos e de efeitos nefastos contra diversas pessoas a quem levou à desdita. De início, desforçava-se daqueles com quem antipatizava, endereçando-lhes cartas anônimas, recheadas de acusações vis, e, exorbitando na calúnia, espalhava a perfídia que sempre encontrava aceitação nos indivíduos venais, gerando insegurança e dissabor às suas vítimas. Dentre outras, o infeliz, picado pelo veneno da inveja, passou a perturbar o lar honrado de um amigo, endereçando, ora ao esposo, e, noutras vezes, à senhora, cartas repletas de misérias, nas quais a infâmia passou a triturá-los, entre suspeitas infundadas, terminando por levar o marido honesto ao suicídio, envergonhado pelo comportamento da esposa, tachada de adúltera, enquanto aquela acreditava, pelas missivas recebidas, na desonra do consorte. Quando o suicídio o infelicitou, ela acreditou que fora pelo remorso e caiu em irreversível depressão, aumentando o sofrimento da família. O ardiloso caluniador, entretanto, jamais se deixou trair, permanecendo amigo do lar durante todos os transes por ele mesmo produzidos e fazendo-se confidente fiel das ocorrências desditosas. E Aderson fez muito mais, valendo-se sempre da calúnia e do anonimato. (Obra citada, cap. 7, pp. 86 a 88.)

29. Que aconteceu com Aderson depois de sua desencarnação?

Ele teve de confrontar as diversas pessoas que levou ao infortúnio e padeceu amargamente a vingança de muitas delas. Depois de muitos anos de sofrimento, reencarnou com todas as marcas do horror que lhe foi infligido. Refugiando-se na negação do fato como crime, porque acreditava no direito de havê-lo feito e não se arrependia honestamente, imprimiu no corpo físico os limites do movimento e produziu a prisão na qual se encastelava. Assomando à consciência as lembranças do passado, vivia, nesse mundo, sob a injunção da culpa que o vergastava, procurando esconder-se e apagar-se, de modo a não ser reconduzido aos lugares de horror de onde foi arrancado pelo Amor, que lhe favorecia a reparação noutras circunstâncias. (Obra citada, cap. 7, pp. 89 e 90.)

30. A terapia da regressão de memória seria útil no caso do rapaz autista?

Não. Segundo Dr. Bezerra de Menezes, a terapia de vidas passadas é conquista muito importante, mas, como ocorre com qualquer terapêutica, tem seus limites bem identificados, não sendo uma panaceia capaz de produzir milagres. As cristalizações de longo período, no inconsciente, não podem ser arrancadas com algumas palavras e induções psicológicas de breve duração. Considerando-se a intensidade da alienação de Aderson – afirmou Dr. Bezerra – nada seria conseguido com a terapia de vidas passadas, em face da sua total ausência de respostas aos estímulos externos. E se fosse possível fazê-lo, numa fase menos grave, o reencontro do rapaz com toda a gama de fatos danosos praticados no pretérito produzir-lhe-ia tal horror, que a demência o assaltaria da mesma forma. O motivo é que, desejando esquecer, o rapaz não dispunha de forças para enfrentar-se e superar os prejuízos ocasionados às suas vítimas. (Obra citada, cap. 7, pp. 90 a 92).

31. Como são tratados e drenados os chamados cânceres da alma?

É o sofrimento que faz drenar os cânceres da alma – o culto à personalidade, a sobrestima, a fatuidade, a ambição desmedida, filhos diretos do egocentrismo – até o desaparecimento total dos seus tentáculos de longo alcance, abrindo espaço para que se instalem os sentimentos da fraternidade, do auxílio recíproco, do perdão indiscriminado, decorrentes do amor que os vivifica. (Obra citada, cap. 8, pp. 93 e 94.)

32. Há diferenças entre o homem culto e o homem sábio?

Sim. São diferentes o homem culto e o homem sábio, pela simples razão de que o primeiro armazena conhecimentos e o outro vive-os de forma edificante, promovendo aqueles que o cercam. “Asas da evolução, o conhecimento e o amor constituem a força da sabedoria que liberta a criatura.” (Obra citada, cap. 8, pp. 93 e 94.)

 

 

Observação:

Para acessar a 3ª parte deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2021/11/blog-post_29.html

 

 

 

 

  

 

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domingo, 5 de dezembro de 2021

 



A fatalidade e suas nuanças

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

De Londrina-PR

 

O tema fatalidade continua sendo uma incógnita para muitas pessoas, mesmo no seio dos espiritistas.

Afinal, há ou não fatalidade nos acontecimentos da vida? Os fatos de nossa existência estão ou não previamente marcados?

Ambas as perguntas foram objeto de explicações dadas com clareza na primeira obra de Allan Kardec, considerada por muitos como a mais importante do Espiritismo, ou seja, O Livro dos Espíritos.

No tocante à fatalidade, dois aspectos devem ser considerados.

Se a imaginarmos como sendo a decisão prévia e irrevogável dos sucessos da vida, a resposta é não. Essa decisão prévia – que as pessoas associam à palavra fatalidade – não existe. Com efeito, se tal fosse a ordem das coisas, os homens não passariam de máquinas, que, como sabemos, não têm vontade própria. De que lhes serviria a inteligência, desde que houvessem de estar invariavelmente presos, em todos os seus atos, à força do destino?

Semelhante doutrina, se verdadeira, equivaleria à destruição de toda liberdade moral. Não haveria para o homem responsabilidade e, por conseguinte, nem mérito ou demérito naquilo que fizesse.

Se, contudo, entendermos a fatalidade como sendo um plano geral definido pela própria pessoa antes de reencarnar, uma resultante do gênero de vida que escolheu, como prova, expiação ou missão, aí então pode-se dizer que a fatalidade não é uma palavra vã, porquanto a pessoa sofrerá, no decurso da existência corporal, todas as vicissitudes que ela mesma escolheu e todas as tendências boas ou más que lhe são inerentes.

Cessam, porém, aí os efeitos da fatalidade, como fruto da chamada programação reencarnatória, porque depende do indivíduo – e somente dele – ceder ou resistir às mencionadas tendências e influências. Quanto aos pormenores dos acontecimentos, ficam eles subordinados às circunstâncias que a própria pessoa cria por meio de seus atos. Só para exemplificar: - Se o indivíduo opta pela via do crime, terá de sofrer todos os percalços decorrentes disso; se se entrega à bebida e se torna um alcoólatra, enfrentará os dissabores e as enfermidades decorrentes desse vício.

Resumidamente, podemos então afirmar que há fatalidade, sim, nos acontecimentos que se apresentam, por serem estes consequência da escolha que o Espírito fez de sua existência como homem, mas pode deixar de haver fatalidade no resultado de tais acontecimentos, visto ser possível a ele, por sua prudência, modificar-lhes o curso. Jamais, contudo, haverá fatalidade nos atos da vida moral, ou seja, o crime, o suicídio, o abandono da prole, a traição, o adultério e tudo o que diz respeito à conduta da pessoa não têm nada que ver com a escolha feita por ela antes da imersão na carne.

Finalizando, lembremos que, segundo o Espiritismo, fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é. Chegado esse momento, de uma forma ou doutra, a ele não podemos furtar-nos. É, portanto, aí que o homem se acha submetido, em absoluto, à inexorável lei da fatalidade, uma vez que não pode escapar à sentença que lhe marca o termo da existência nem ao gênero de morte que haja de cortar a esta o fio. Os casos de moratória constituem, é fácil compreender, meras exceções a essa regra.

 

 

 

 

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sábado, 4 de dezembro de 2021

 



Um pedido a Jesus

 

JORGE LEITE DE OLIVEIRA

jojorgeleite@gmail.com

De Brasília-DF

             

Bom dia, amigos!

Contrariamente ao meu hábito de descanso noturno e despertamento matinal, ontem à noite, dormi cedo e hoje acordei quando o Sol ainda não aparecera no céu. Despertei, porém, refletindo sobre a brevidade de nossa existência na Terra e quanto precisamos conversar com Jesus, no dia a dia de nossas vidas, para que exercitemos sua Boa-Nova com segurança. Então, fui intuído a escrever o poema abaixo, em forma de pedido ao nosso amado Mestre:

Oração a Jesus (Jó)

Salve, Jesus!

irmão maior

e amado guia

perante Deus,

o Nosso Pai...

 

Oferecido

à humanidade

como modelo

de amor, perdão

e humildade.

 

Ora por nós!

 

Este é o pedido

do teu irmão

e servidor,

que se aprimora,

dia após dia...

 

Pela alegria,

pela humildade,

perdão e amor,

muito obrigado,

meu bom Senhor.

 

Acesse o blog: www.jojorgeleite.blogspot.com

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

 



Os mortos nos falam

 

Padre François Brune

 

Parte 5

  

Continuamos o estudo metódico e sequencial do livro Os mortos nos falam, de autoria do padre François Brune. O estudo baseia-se na primeira edição em português desta obra, publicada pela Edicel em 1991.

Embora este livro não seja, propriamente falando, um clássico espírita, trata-se de uma ótima contribuição de publicação recente que confirma a realidade das manifestações dos chamados mortos.

Cada parte do estudo compõe-se de:

a) questões preliminares;

b) texto para leitura.

As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

 

Questões preliminares

 

A. É verdade que os falecidos que nos são caros vêm receber-nos em seguida ao transe da morte corpórea?

B. O desdobramento de uma espécie de filme de nossa vida, como citado por Bozzano e outros pesquisadores, verifica-se também em seguida à morte?

C. Na transição entre a morte do corpo e a desencarnação da alma, que fato geralmente ocorre?

 

Texto para leitura

 

53. Liszt conversava frequentemente com a médium Rosemary Brown a respeito da vida no Além e lhe disse coisas importantes sobre a reencarnação e a evolução dos Espíritos. Ele informou também que em seu mundo havia diferentes esferas ou níveis de consciência. No último estágio, a alma não se interessa pela aparência, mas pelo ser. (P. 90)

54. Como Liszt lhe explicou que, nesses estágios mais avançados, as almas não precisam ter uma forma externa, Rosemary indagou como eles poderiam ser, assim, reconhecidos. “Há uma espécie de percepção da alma”, informou o compositor desencarnado. “Quando uma alma está perto de outra, reconhece-a ao perceber sua presença e pode identificar a atmosfera de uma pessoa.” (P. 90)

55. Após ler esses textos, diz padre Brune, compreende-se melhor a manifestação de Santa Teresa de Lisieux a Theresa Neumann, que só viu uma luz, ouviu uma voz e sentiu alguma coisa que a pegava pela mão. Brune imagina que fenômeno semelhante foi o que ficou conhecido como a “estrela de Belém” que guiou os reis magos até à manjedoura. Graças às descobertas arqueológicas realizadas no Oriente, sabe-se hoje que os primeiros cristãos jamais representavam os anjos como homens alados, mas os associavam às estrelas. (P. 91)

56. Numerosos textos antigos, em grego, siríaco e armênio, dizem que a estrela de Belém que guiou os magos era, na realidade, um “anjo”, ou seja, um mensageiro de Deus, um mensageiro do Além. (P. 91)

57. Essa bola de luz é encontrada na vida de Santa Ana-Maria Taigi, morta em 1837. Durante 47 anos, dia e noite, Taigi via uma bola de luz que lhe mostrava todos os acontecimentos do mundo, até os que ocorriam nos países mais longínquos e nos lugares mais secretos. (P. 91)

58. Capítulo IV – Nas fronteiras da morte – No momento da morte, veremos surgir à nossa frente, vindos do outro mundo, alguns seres que nos são caros e que fizeram sua passagem antes de nós. Os testemunhos são incontáveis, sobretudo depois que as famosas E.F.M. (Experiências nas Fronteiras da Morte) se multiplicaram. (PP. 95 a 97)

59. Citando experiências da dra. Elisabeth Kübler-Ross e uma conhecida obra de Ernesto Bozzano, padre Brune afirma que essas visões de falecidos no momento da morte acontecem em todos os países, qualquer que seja a raça, a cultura ou a religião do moribundo. Pesquisa levada a efeito nos Estados Unidos e na Índia constatou que esse fenômeno parece realmente ser universal. (P. 98)

60. O autor relata também alguns fatos em que a pessoa declara ter visto uma luz, ou um ser revestido de intensa luminosidade, seguindo-se o desdobramento de uma espécie de filme de sua vida, fenômeno bastante comum que se produz às vezes até sem que o indivíduo tenha deixado o corpo, sob o efeito de um choque violento. (PP. 99 a 103)

61. A visão da vida dos outros é fato conhecido há muito tempo. O cura d’Ars, por exemplo, conseguia ver a vida de seus penitentes, em seus mínimos detalhes e de modo praticamente instantâneo. Nas pesquisas em torno da E.F.M. o fenômeno aparece constantemente, com pequenas variações entre um caso e outro. Brune relata a propósito vários casos. (PP. 104 a 111)

62. Existe uma espécie de transição, de zona intermediária, entre a morte e a desencarnação. Raymond Moody fala-nos em sua primeira obra a respeito de um túnel, que ele situa no momento da desincorporação. Entretanto, em seu segundo livro, relata ele vários casos em que o túnel se encontra claramente depois da desincorporação. O corpo espiritual flutua no espaço, acima do corpo carnal, e é então que o moribundo se sente aspirado para dentro desse túnel. (P. 112)

63. Estudos posteriores, sobretudo os de Sabon e Ring, parecem confirmar essa informação. O túnel corresponderia, então, não à saída do corpo, mas à passagem deste plano para outro plano. Quando o doente apenas sai do corpo, permanece no mesmo plano que nós: flutua junto ao teto do quarto, vê a todos, pode atravessar paredes, portas, tetos, mas só pode enxergar o nosso mundo. O túnel marcaria o seu acesso ao outro mundo. (P. 112)

64. As palavras que o descrevem são quase sempre as mesmas: longo corredor sombrio; algo semelhante a um tubo de esgoto; um vazio na completa escuridão; cilindro sem ar; profundo e obscuro vale; espécie de tubo condutor estreito e muito sombrio; túnel formado por círculos concêntricos. É geralmente no fim desse túnel que se encontra o ser de luz e, com frequência, um jardim maravilhoso, e muitas vezes os seres que amamos. Mas, quanto a isto, não há regra geral, porque muitos moribundos viram chegar até eles seus queridos mortos sem haverem passado pelo túnel. (PP. 112 e 113)

65. Padre Brune cita diversos fatos relacionados com o assunto. (PP. 113 a 115)

 

Respostas às questões preliminares

 

A. É verdade que os falecidos que nos são caros vêm receber-nos em seguida ao transe da morte corpórea?

Sim. Diz padre François Brune que no momento da morte surgem à nossa frente, vindos do outro mundo, alguns seres que nos são caros e que fizeram sua passagem antes de nós. Os testemunhos são incontáveis, sobretudo depois que as famosas E.F.M. (Experiências nas Fronteiras da Morte) se multiplicaram. Pesquisa levada a efeito nos Estados Unidos e na Índia constatou que esse fenômeno parece realmente ser universal. (Os mortos nos falam, pág. 95 a 98.)

B. O desdobramento de uma espécie de filme de nossa vida, como citado por Bozzano e outros pesquisadores, verifica-se também em seguida à morte?

Sim. Brune relata em seu livro alguns fatos em que a pessoa declara ter visto uma luz, ou um ser revestido de intensa luminosidade, seguindo-se o desdobramento de uma espécie de filme de sua vida, fenômeno bastante comum que se produz às vezes até sem que o indivíduo tenha deixado o corpo, quando sob o efeito de um choque violento. (Obra citada, pp. 99 a 103.)

C. Na transição entre a morte do corpo e a desencarnação da alma, que fato geralmente ocorre?

Raymond Moody fala em sua primeira obra a respeito de um túnel, que ele situa no momento da desincorporação. Entretanto, em seu segundo livro, relata ele vários casos em que o túnel se encontra claramente depois da desincorporação. O corpo espiritual flutua no espaço, acima do corpo carnal, e é então que o moribundo se sente aspirado para dentro desse túnel. Estudos posteriores, sobretudo os de Sabon e Ring, parecem confirmar essa informação. O túnel corresponderia, então, não à saída do corpo, mas à passagem deste plano para outro plano. O túnel marcaria o seu acesso ao outro mundo. (Obra citada, p. 112.)

 

 

Observação:

Para acessar a Parte 4 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2021/11/blog-post_26.html

 

 

 

 

 

 

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