terça-feira, 20 de outubro de 2026

 



A vida não se torna fácil

(Nós é que nos tornamos melhores colaboradores)

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Da mesma forma que um aluno percebe a prova mais fácil de realizar, também percebemos quando a nossa vida está mais harmoniosa e tranquila para viver. Não significa que o conteúdo da prova estava mais simples, porém que o aluno se preparou melhor e conquistou o seu objetivo. Assim ocorre conosco, não quer dizer que a vida tornou-se mais fácil, nós é que nos tornamos mais fortes e disciplinados e os nossos dias ganharam um ar com mais paz e sentido.

Quando recebemos a permissão para reencarnar ‒ ainda no plano verdadeiro ‒, mil e uma promessas nos fazemos, com o intuito de melhorar no maior número de quesitos. Pois bem, vem a oportunidade, e a realidade se apresenta e tudo o que seria mais um mar de rosas transforma-se em vários pequenos tsunamis e seguimos com todos os nossos vícios e apegos. No entanto se lembrarmo-nos de uma produtiva palavra, de fato, muito nos auxiliará para a sonhada conquista, e a palavra é: colaboração. E colaborar para o crescimento nos cria méritos que tornam a vida mais abençoada e calma.

Na verdade, tudo o que realizamos deveria contribuir para o nosso crescimento de uma maneira mais consciente e crescente, porém bastante do que observamos é que nosso comportamento, tantas vezes, nos desgasta e nos retarda para o nosso avanço ‒ mas tudo de acordo com o nosso desenvolvimento.

E quando compreendemos que tudo o que fizermos deve ser com amor, cuidado, disciplina, responsabilidade, valorização e agradecimento, sem dúvida que, como o aluno, perceberemos a nossa vida mais feliz e acessível, pois nos tornamos fortalecidos, responsáveis, fraternos, conscientes e, consequentemente, mais felizes e em paz, próximos a tudo o que o Mestre Jesus sempre nos fala. Seja bom e a bondade se aproximará; ajude e o amparo nos visitará; ame e o amor será presente, ou seja, o fruto nascerá da mesma semente lançada.

Se houver desgaste por tanto sofrimento basta a observação de como se está vivendo; se houver tristeza e sacrifício, muito provável que as sementes lançadas germinaram e apenas estão se fortalecendo para o crescimento visto. Só se sobem degraus mais elevados quando a perna, fortalecida, consegue galgar o novo plano; só se conquistam novos trabalhos e patamares quando houver a comprovação do aprendizado. Então, diante da bondade divina, resta mesmo o agradecimento e a vontade de progredir, porque são infinitos os cuidados e os benefícios transbordantes da vida para nós.

E tanto o aluno como nós, somente percebemos e assimilamos a transformação, pois antes do ego, o amor se fez presente acompanhado da compreensão e disciplina. E realmente a vida se torna mais acessível quando colaboramos para o progresso dentro da evolução.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 







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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

 



Bens e males

 

Scheilla

(autora espiritual)

 

Quase sempre, na Terra, muitos bens são caminhos a muitos males e muitos males são caminhos a muitos bens.

Por isso, muitas vezes, quem vive bem à frente dos preceitos humanos, pode estar mal ante as Leis Divinas.

A dor, sendo um mal, é sempre um bem, se sabemos bem sofrê-la, enquanto que o prazer, sendo um bem, é sempre um mal se mal sabemos fruí-lo.

Em razão disso, há muitas situações, nas quais o bem de hoje é o mal de amanhã, ao passo que o mal de agora é o bem que virá depois.

Muita gente persegue o bem, fugindo ao bem verdadeiro e encontra o mal com que não contava e muita gente se desespera, a fim de desvencilhar-se do mal que não consegue entender e acaba encontrando o bem por surpresa divina.

Há quem se ria no gozo dos bens do mundo para chorar nos males do espírito e há quem geme nos males da Terra para colher os bens da Esfera Superior.

Não procures unicamente estar bem, porquanto no bem apenas nosso talvez se ache oculto o mal que flagela os outros por nossa causa e o mal que flagela os outros por nossa causa é mal vivo em nós mesmos, a roubar-nos o bem que furtamos do próximo.

Se desejas entesourar na estrada o bem dos mensageiros do bem, atende, antes de tudo, ao bem dos semelhantes, sem cogitar do bem que se te faça posse exclusiva.

Recordemos o Cristo que, aparentemente escravo ao mal do mundo, era o Senhor do Bem, a dominar, soberano, acima das circunstâncias terrestres, e, tentando seguir-Lhe o passo, aceitemos com valor, no mal da própria cruz, o roteiro do bem para a Grande Vida.

 

Do livro Passos da vida, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 






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domingo, 18 de outubro de 2026

 



As aristocracias que imperaram no mundo

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

O termo intelecto-moral, que tem valor de adjetivo, é utilizado quando queremos dizer que determinado fato, coisa ou circunstância dá relevância, ao mesmo tempo, à inteligência e à moralidade.

Allan Kardec o utilizou quando escreveu sobre as aristocracias em um dos capítulos do livro Obras Póstumas. Nesse texto, Kardec fez uma previsão acerca do advento futuro em nosso mundo do que ele chamou de aristocracia intelecto-moral.

A palavra aristocracia vem do grego Aristos, o melhor, e Kratus, poder. Aristocracia significa, assim, o poder dos melhores, conquanto saibamos que o sentido primitivo da palavra foi por várias vezes deturpado.

De acordo com o texto escrito por Kardec, verificaram-se na história da Humanidade terrena cinco espécies de aristocracia:

1 - Aristocracia dos patriarcas

Nas sociedades primitivas, quando surgiu, em decorrência da formação dos grupos sociais, a necessidade de uma autoridade, esta foi conferida aos chefes de família, aos anciãos e aos patriarcas. Surgia assim a primeira de todas as aristocracias, um fenômeno que ainda se vê em pleno século 21 em algumas comunidades indígenas.

2 - Aristocracia da força

Com o surgimento dos conflitos e das guerras, a autoridade foi sendo transferida aos poucos para os indivíduos fortes e vigorosos, ocorrendo então o advento dos chefes militares. Surgia com isso o segundo modelo de aristocracia.

3 - Aristocracia do nascimento

Os detentores do poder foram, com o tempo, transferindo seus privilégios e sua autoridade aos descendentes. Nascia então o terceiro modelo de aristocracia, geralmente fundamentada em leis outorgadas por quem estava no poder e nisso tinha interesse. Na organização política atual, como por exemplo no Brasil, senadores e deputados costumam inserir seus filhos e netos na política, transferindo-lhes o seu prestígio e seus votos, o que constitui um resquício do terceiro modelo de aristocracia surgida no mundo.

4 - Aristocracia do dinheiro

Com o surgimento das grandes fortunas, elevou-se na Terra um novo poder, o do ouro, visto que com o ouro pode-se dispor de homens e coisas. O que não se concedia mais aos títulos, concedeu-se à fortuna e esta, como ainda é bastante comum em nossos dias, passou a ser detentora do poder. Foi esse o quarto modelo de aristocracia verificado no planeta.

5 - Aristocracia da inteligência

Este modelo é o que vai se insinuando no mundo, em que técnicos e especialistas nas mais diferentes áreas é que ditam as regras que governam os povos. Ocorre que a inteligência, por si só, não é garantia de que todos os seres humanos de igual forma sejam contemplados pelos detentores do poder. O desenvolvimento intelectual sem o guia dos princípios morais pode, como sabemos, ter consequências desastrosas para a sociedade.

Kardec previu então, no texto que mencionamos, o surgimento de uma sexta forma de aristocracia no mundo, como decorrência da própria evolução da Humanidade, a aristocracia intelecto-moral, em que, por definição, a inteligência e a moralidade estarão presentes na autoridade, a que todos podem submeter-se, confiados ao mesmo tempo em suas luzes e em sua justiça. 

Algo semelhante já se vê em algumas comunidades espirituais, como a colônia Nosso Lar, descrita por André Luiz no livro de mesmo nome. O governador de Nosso Lar reuniria, pelo menos parcialmente e considerando o grau evolutivo da comunidade local, as duas condições que o Codificador do Espiritismo assinala como características da aristocracia intelecto-moral.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/valorizemos-cada-minuto-da-vida-porque.html

 





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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 


Quais das orações abaixo são corretas?

1. Desesperado, o homem apelou a todos os amigos.

2. Desesperado, o homem apelou para todos os amigos.

3. Apavorado, o rapaz apelou ao seu pai.

4. Apavorado, o rapaz apelou para o seu pai.

5. Condenado a longa pena, o réu apelou contra a sentença.

6. Condenado a longa pena, o réu apelou da sentença.

O verbo apelar [do lat. appellare] pode ser:

Intransitivo (sem complemento algum), quando significa: recorrer por apelação a juiz ou tribunal de instância superior; interpor apelação; recorrer a expediente(s) em que há violência ou grosseria de palavras ou ações; apelar para a ignorância; partir para a ignorância:

Exemplos:

O promotor apelou, e a apelação foi provida.

Tudo ia bem, até que, pressionado, o homem apelou.

Perdidos em campo, os jogadores do São Paulo apelaram.

Pronominal, quando significa: ter o nome de; chamar-se, apelidar-se.

Transitivo indireto (caso em que seu complemento requer o uso de preposição), quando significa: invocar proteção ou testemunho; pedir auxílio; valer-se de alguém, ou de alguma coisa; recorrer por apelação; interpor recurso judicial; recorrer a expediente(s) em que há, em geral, violência ou grosseria de palavras ou ações.

Exemplos:

Posto em desespero, o homem apelou para o Senhor onipotente.  (Ou: “apelou ao Senhor onipotente”.)

Estando mal de vida, apelou para os amigos. (Ou: “apelou aos amigos”.)

O advogado apelou da sentença. 

Não brinque com esse homem, pois quando se irrita apela para a brutalidade. 

Conclusão

Respondendo à questão inicial, embora existam divergências compreensíveis, todas as orações propostas são corretas.

Assim, no caso em que apelar é usado na condição de verbo transitivo indireto, tanto faz “apelou para” ou “apelou ao”.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/leia-as-frases-abaixo-e-observe-se.html

 





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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

 



Amor e temor

 

Emmanuel
(autor espiritual)

"O perfeito amor lança fora o temor." (I João, 4:18.)

 

Para que nossa alma se expanda sem receio, através das realizações que o Senhor nos confia, não basta o imperfeito Amor que estipula salários de gratidão ou que se isola na estufa do carinho particular, reclamando entendimento alheio.

É necessário rendamos culto ao perfeito amor que tudo ilumina e a todos se estende sem distinção.

O imperfeito Amor, procurando o gozo próprio no concurso dos outros, é quase sempre o egoísmo em disfarce brilhante, buscando a si mesmo nas almas afins para atormentá-las sob múltiplas formas de temor, quais sejam a exigência e o ciúme, a crueldade e o desespero, acabando ele próprio no inferno da amargura e da frustração.

O perfeito Amor, contudo, compreende que o Pai Celeste traçou caminhos infinitos para a evolução e aprimoramento das almas, que a felicidade não é a mesma para todos e que amar significa entender e ajudar, abençoar e sustentar sempre os corações queridos, no degrau de luta que lhes é próprio.

Para que te libertes, assim, das algemas do medo, não basta te acolhas no anseio de ser ardentemente querido e auxiliado pelos outros, segundo as disposições do Amor incompleto.

É indispensável saibas amar, com abnegação e ternura, entre a esperança incansável e o serviço incessante pela vitória do bem, sob a tutela dos quais viverás sempre amando, segundo o Amor equilibrado e perfeito pela força divina que nos ergue triunfante, dos abismos da sombra para os cimos da luz.

 

Do livro Palavras de Vida Eterna, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

  




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