segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

As mais lindas canções que ouvi (278)





Nossos momentos

Luís Reis e Haroldo Barbosa

Momentos são
Iguais àqueles em que eu te amei.
Palavras são
Iguais àquelas que eu te dediquei.

Eu escrevi na fria areia
Um nome para amar,
O mar chegou, tudo apagou,
Palavras leva o mar.

Teu coração,
Praia distante em meu perdido olhar.
Teu coração,
Mais inconstante que a incerteza do mar.

Teu castelo de carinhos,
Eu nem pude terminar...
Momentos meus que foram teus,
Agora é recordar!



As cifras desta música você encontra em: https://www.cifras.com.br/cifra/gal-costa/nossos-momentos


Você pode ouvir a canção acima clicando nos links abaixo:
Gal Costa:
Maria Creuza:
Elizeth Cardoso:
Agostinho dos Santos:
Miltinho:
Alcione:




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


domingo, 21 de janeiro de 2018

Reflexões à luz do Espiritismo





Nem só a dor leva alguém ao Espiritismo

A um jovem que ingressou há pouco tempo nas lides espíritas, Orson Peter Carrara perguntou: - Como você se aproximou do Espiritismo? O jovem respondeu: “Chegou um momento em que não encontrava respostas para as mais diversas questões da vida. A necessidade de entender a mim mesmo, assim como tudo aquilo que nos cerca, me levou a procurar uma doutrina com a qual me identificasse”.
O rapaz procurou então a casa espírita, gostou do que viu e, pouco depois, a instituição já contava com um novo trabalhador.
O relato acima faz parte da entrevista que Felippe Fiuza do Nascimento concedeu à revista O Consolador, publicada no dia 8 de outubro do ano passado.
Conhecemos vários casos parecidos e um deles, ocorrido em nossa cidade, ofereceu-nos duas importantes lições.
Anos atrás realizou-se nas dependências da Universidade Estadual de Londrina um simpósio espírita promovido pelos jovens que compunham, à época, o Núcleo Espírita Universitário.
Como do evento participariam alguns professores da citada instituição, muitos alunos se fizeram presentes, a maioria por simples curiosidade.
Entre eles estava um acadêmico que integrava na ocasião o grupo de jovens católicos da catedral metropolitana de Londrina.
O jovem, como ele próprio revelaria mais tarde, encantou-se com a filosofia espírita, visto que naquela noite muitas dúvidas que não conseguira elucidar até então, no âmbito da religião que professava, haviam sido dirimidas.
No ano seguinte realizou-se no mesmo local outro simpósio aberto à comunidade acadêmica, só que dessa vez ele não estava na plateia, mas junto dos colegas que, com ele, coordenavam o evento.
Que lições podemos extrair do caso relatado?
A primeira é que nem todos os espíritas chegam ao Espiritismo tangidos pela dor, como já foi bastante comum no passado.
A segunda é que a divulgação espírita, tanto dentro como fora do ambiente da casa espírita, é por demais importante, porque não existem motivos para que ocultemos do nosso próximo uma doutrina que nos faz tanto bem e nos ajuda a que, pelo esforço continuado, modifiquemos em nós o homem velho que insiste em comandar os nossos passos e cuja transformação para melhor é um dos objetivos e um dos motivos pelos quais estamos aqui reencarnados.
Essa divulgação é também uma forma de caridade, como Emmanuel observou ao escrever a página “Socorro oportuno”, em que, após enfatizar a importância de divulgar os ensinamentos espíritas, nos propõe:
“... estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma Espécie Permanente de Caridade – A Caridade da Sua Própria Divulgação”. (Do livro Estude e Viva, página psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.)



Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


sábado, 20 de janeiro de 2018

Contos e crônicas




Allan Kardec ante polêmicas

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Que escrever nesta penúltima crônica, antes de alcançar metade da produção estimada, em vida, de Machado de Assis durante o século XIX? Afinal, estamos em cidade alagoana, e ele escrevia sempre no Rio de Janeiro.
Talvez mereça comentário minha constatação de que o preço dos remédios continua absurdo, em qualquer estado do Brasil, do Monte Caburaí (RR) ao Arroio Chuí (RS). O mais impressionante é que fui consultar o preço de antialérgico, em cidade de Alagoas, e constatei que aqui ele custa o triplo do que paguei em Brasília, uma das cidades de renda per capita mais alta do país. Pobres aposentados...
Quem sabe, valha a pena dizer que, estando eu em Japaratinga (AL), percebi que, mesmo com um notebook velho, em casa alugada para curta temporada, continuo produzindo, eletronicamente, meus textos com muito mais rapidez do que os textos manuscritos do Bruxo do Cosme Velho.
Mas o conteúdo... quanta diferença! Enquanto da genial cabeça machadiana brotavam mil ideias e sabedoria, de minha ignara cachola só sai fumacinha...
Falarei um pouco, então, do que as grandes almas fazem quando são atacadas por pessoas tacanhas: nada. A pretensão de ser mais que alguém é própria de quem nada é...
Segundo Evandro Noleto Bezerra, quando Allan Kardec era agredido com mentiras verbais, não revidava, de imediato, a essas atitudes torpes. O Codificador da Doutrina Espírita dizia que a melhor resposta é o silêncio, quando saltam à vista a inveja, o despeito e a baixeza moral dos críticos.
Mas Kardec não deixava de anotar tais infâmias, para que a história mostrasse, futuramente, onde estava a verdade. E, ainda, esclarecia: “[...] há um gênero de polêmica do qual tomamos por norma nos abster: é aquela que pode degenerar em personalismo; não somente ela nos repugna, como nos tomaria um tempo que podemos empregar mais utilmente [...]”.
A única polêmica da qual Kardec jamais se esquivava era a que pudesse colocar em dúvida a seriedade dos princípios espíritas e suas verdades.
Na página 28 da revista mensal Reformador, de jan. 2018, editada pela Federação Espírita Brasileira (FEB), Evandro cita algumas refutações kardequianas a “aleivosias assacadas contra o Espiritismo”, as quais vale a pena conferir: artigo do Univers, maio de 1859; resposta à réplica do abade Chesnel, desse mesmo periódico, em jul. 1859; resposta à Gazette de Lyon em out. 1860 etc.
A relação é grande. Se fôssemos citá-la completa, o espaço desta crônica seria insuficiente...  
Não é difícil ao leitor estudioso acessar esse rico material pela internet. Basta clicar no Google: acervo da Revista Espírita publicado pela FEB.
No mais, amigo leitor, até o tricentésimo número de nossas crônicas.
Au revoir!     






Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Iniciação aos clássicos espíritas





Cristianismo e Espiritismo

Léon Denis

Parte 9

Continuamos o estudo do livro Cristianismo e Espiritismo, que vimos realizando conforme a 6ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira, baseada em tradução de Leopoldo Cirne.
Esperamos que este estudo constitua para o leitor uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte compõe-se de:
a) questões preliminares;
b) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto indicado para leitura. 

Questões preliminares

A. O Cristianismo era uma fé viva e radiante. Que é preciso para que ele renasça e resplandeça?
B. Que requisitos se esperam e se exigem de uma Religião verdadeira?
C. Onde se produziram as primeiras manifestações do moderno Espiritualismo?

Texto para leitura

114. Na vida é preciso não enxergar somente a evolução material, que não é mais que uma face das coisas. A realidade viva reside no ser psíquico, no Espírito. É ele quem anima essas formas materiais. (P. 141)
115. Outro erro da escola materialista é pensar que tudo o que caracteriza o espírito humano – aptidões, faculdade, vícios e virtudes – se explica pela lei de hereditariedade e pela influência do meio. Basta reparar em torno de vós, e vereis um desmentido a esta asserção. (P. 142)
116. Não são a condição nem a origem que dão o talento ao indivíduo. Um pai ilustrado pode ter uma descendência medíocre e vice-versa. Laplace e Newton eram filhos de pobres camponeses. Faraday era simples encadernador. (P. 142)
117. É bem amargo assinalar que o Catolicismo e o materialismo concorrem, cada qual a seu modo, para aniquilar ou, pelo menos, dificultar o exercício das potências ocultas no ser humano – razão, vontade, liberdade... Como então nos admirarmos de que nossa civilização ainda apresente tantas chagas repugnantes, se o homem a si mesmo ignora, ignorando a extensão das riquezas que nele a mão divina colocou para sua felicidade e elevação? (P. 143)
118. Se o materialismo e o negativismo tivessem apenas sido os inimigos da superstição e da idolatria, ter-se-ia podido ver neles os agentes de uma transformação necessária, mas eles extrapolaram e preconizaram esse apego exclusivo às coisas materiais, que lentamente nos desarma, enfraquece e prepara para a queda e para o desbarato. (P. 144)
119. Seria pueril acreditar que a fé do passado pode renascer. Para sempre se afrouxou o laço religioso que prendia os homens à Igreja romana. O Catolicismo já não está em condições de fornecer às sociedades modernas o alimento necessário à sua vida espiritual, à sua elevação moral. Os crentes atuais não são nem menos materiais, nem menos aferrados à fortuna, aos prazeres, aos gozos, do que os livres pensadores. (P. 146)
120. O Cristianismo era uma fé viva e radiante; o Catolicismo é apenas uma doutrina áspera e sombria, irreconciliável com os preceitos do Evangelho, não tendo para opor a seus críticos senão as afirmações de um dogma impotente. (P. 147)
121. O Cristianismo trouxe ao mundo, mais que todas as outras religiões, o amor ativo por todo aquele que sofre, a dedicação à Humanidade levada até ao sacrifício, a ideia de fraternidade na vida e na morte. (P. 148)
122. O Cristianismo, para renascer e resplandecer, deverá vivificar-se nessa fonte em que se desalteravam os primeiros cristãos. Terá que transformar-se, libertar-se de todo caráter miraculoso, voltar a ser simples, claro, racional. (P. 149)
123. A Religião deve inspirar-se nas modernas descobertas, nas leis da Natureza e nas prescrições da razão; deve fazer compreender que uma estreita solidariedade liga homens e Espíritos; deve mostrar, acima de tudo, a regra de soberana justiça, segundo a qual cada um colhe, através dos tempos, tudo o que semeou de bem e de mal. (P. 149)
124. Os fenômenos de além-túmulo são encontrados na base de todas as grandes doutrinas do passado, seja na Índia, na Grécia ou no Egito, onde esse estudo era privilégio de reduzido número de iniciados. (P. 152)
125. Foi, contudo, num mundo novo, menos escravizado aos preconceitos do passado – a América do Norte – que se produziram as primeiras manifestações do moderno Espiritualismo, dali se espalhando por todo o globo. (P. 154)
126. Essa nova revelação tomou um caráter científico, e foi por meio de fatos materiais que atraiu a atenção dos homens. Grosseiras no princípio, à proporção que se ganhava terreno, as manifestações transformaram-se. (P. 156)
127. De cinquenta anos para cá, em todos os países o fenômeno espírita tem sido objeto de frequentes investigações, empreendidas e dirigidas por comissões científicas. Céticos, sábios, professores célebres têm submetido esses fatos a um exame profundo e rigoroso. [1] (P. 157)
128. O novo Espiritualismo apresenta-se hoje com um cortejo de provas, com um conjunto de testemunhos, tão imponente, que já não é possível a dúvida para os investigadores de boa-fé. Era isso que asseverava o professor Challis, da Universidade de Cambridge. É por isso que o movimento de propagação da ideia espírita se acentuou em toda a Terra. Em toda parte, o Espiritismo possui as suas sociedades de experimentação, os seus divulgadores, os seus jornais. (P. 158) (Continua na próxima edição.)

[1] O autor se refere ao período 1850-1900, quando efetivamente os fatos espíritas tiveram imensa notoriedade no mundo todo, primeiramente com Allan Kardec, depois com Charles Richet, fundador da Metapsíquica.

Respostas às questões preliminares

A. O Cristianismo era uma fé viva e radiante. Que é preciso para que ele renasça e resplandeça?
O Cristianismo, para renascer e resplandecer, deve vivificar-se nessa fonte em que se desalteravam os primeiros cristãos. Terá que transformar-se, libertar-se de todo caráter miraculoso, voltar a ser simples, claro, racional. (Cristianismo e Espiritismo, cap. VIII, pp. 147 a 149.)
B. Que requisitos se esperam e se exigem de uma Religião verdadeira?
A Religião, para ser autêntica, deve inspirar-se nas modernas descobertas, nas leis da Natureza e nas prescrições da razão; deve fazer compreender que uma estreita solidariedade liga homens e Espíritos; deve mostrar, acima de tudo, a regra de soberana justiça, segundo a qual cada um colhe, através dos tempos, tudo o que semeou de bem e de mal. (Obra citada, cap. VIII, pp. 149 e 150.)
C. Onde se produziram as primeiras manifestações do moderno Espiritualismo?
Os fenômenos de além-túmulo são muito antigos e encontram-se na base de todas as grandes doutrinas do passado, seja na Índia, na Grécia ou no Egito. Mas foi num mundo novo, menos escravizado aos preconceitos do passado – a América do Norte – que se produziram as primeiras manifestações do moderno Espiritualismo, que dali se espalharam por todo o globo. (Obra citada, cap. VIII, pp. 152 a 154.)

Nota:
Para ver os três últimos textos, clique nos links abaixo:




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Iniciação ao estudo da doutrina espírita





Evolução espiritual

Este é o módulo 63 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. Em que situação e momento poderão os Espíritos desfrutar a verdadeira felicidade?
2. De que forma os Espíritos progridem, adquirem conhecimentos e desenvolvem os seus sentimentos?
3. Se Deus não criou o mal, quem o criou?
4. As influências negativas exercidas sobre os Espíritos só ocorrem nas suas primeiras encarnações?
5. Depende de quem apressar ou retardar o progresso a que estamos destinados?

Texto para leitura

Todos os Espíritos um dia chegarão à perfeição
1. Todos os Espíritos que povoam o Universo foram criados por Deus simples e ignorantes, isto é, sem nenhum conhecimento, mas destinados de igual forma à perfeição. Aliás, é no estado de perfeição que eles poderão desfrutar a verdadeira felicidade, decorrente do pleno conhecimento das leis que regem a vida e de sua plena vivência.
2. O ensino espírita é taxativo: todos os Espíritos podem chegar um dia à perfeição, mas entre esses dois extremos - a criação e a perfeição - existe um caminho que cabe a todos os Espíritos trilhar e que representa a conquista gradativa do conhecimento das leis que governam a vida e a obra da criação.  
3. Deus propicia a todos os seus filhos os meios necessários para essa conquista, criando até mesmo necessidades nos Espíritos, que, com o objetivo de atendê-las, precisam agir. 
4. É assim, por meio de sua ação, que os Espíritos progridem, conquistam os conhecimentos, desenvolvem e educam os sentimentos, adquirindo gradativamente as virtudes que lhes propiciarão chegar ao estado de perfeição.

Foi o homem que criou o mal ao afastar-se de Deus
5. É fácil entender que a ascensão do Espírito, do estado de ignorância para o estado de sabedoria, depende somente do seu trabalho e dos seus esforços. Esse é um fato que é preciso enfatizar, visto que o trabalho é a parte que lhe cabe, parte intransferível, uma vez que os recursos necessários são propiciados por Deus a todos, em igualdade de condições.
6. Deus - ensina o Espiritismo - não aquinhoa melhor a uns do que a outros, porquanto é justo e, sendo pai de todos, não tem predileções. O Criador somente lhes diz: “Eis a lei que deve constituir a vossa norma de conduta; ela só pode levar-vos ao fim; tudo que lhe for conforme é o bem, tudo que lhe for contrário é o mal. Tendes inteira liberdade de observar ou infringir esta lei, e assim sereis os árbitros da vossa própria sorte”. 
7. Do ensino que nos vem dos Espíritos superiores, aprendemos que Deus não criou o mal e que todas as suas leis são voltadas para o bem. Foi o homem que criou o mal ao afastar-se de Deus e da observância de suas leis. Se ele as observasse escrupulosamente, jamais se desviaria do bom caminho.
8. Observa-se também que é a lei de liberdade que rege o progresso dos Espíritos, porque é através do seu trabalho e com o uso do seu livre-arbítrio que eles vão, de forma voluntária e consciente, conquistando as virtudes que não possuem e desfazendo-se de suas imperfeições.

Depende apenas dos próprios Espíritos chegar à perfeição
9. Dissertando sobre a escolha que a criatura faz de seguir esse ou aquele caminho, esclarecem os Espíritos superiores: “O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram” (O Livro dos Espíritos, questão 122).
10. Na sequência, quando Kardec pergunta se a influência exercida pelos Espíritos inferiores só ocorre sobre o indivíduo em sua origem, os imortais explicam: “Acompanha-o na sua vida de Espírito, até que haja conseguido tanto império sobre si mesmo, que os maus desistam de obsidiá-lo” (Obra e questão citadas).
11. Conclui-se de tudo isso que a plena e eterna felicidade está à nossa espera e que poderemos desfrutá-la quando chegarmos à condição de Espíritos Puros.
12. Meios para alcançá-la, Deus no-los oferece. Depende apenas de nós, por meio do trabalho e do adequado uso do livre-arbítrio, abreviar essa chegada.

Respostas às questões propostas

1. Em que situação e momento poderão os Espíritos desfrutar a verdadeira felicidade?
Criados por Deus simples e ignorantes, isto é, sem nenhum conhecimento, mas destinados de igual forma à perfeição, é somente quando atingem o estado de perfeição que os Espíritos podem desfrutar a verdadeira felicidade, decorrente do pleno conhecimento das leis que regem a vida e de sua plena vivência.
2. De que forma os Espíritos progridem, adquirem conhecimentos e desenvolvem os seus sentimentos?
Segundo o Espiritismo, todos os Espíritos podem chegar um dia à perfeição, mas entre esses dois extremos - a criação e a perfeição - existe um caminho que cabe a todos os Espíritos trilhar. É, pois, por meio de sua ação que os Espíritos progridem, conquistam os conhecimentos, desenvolvem e educam os sentimentos, adquirindo gradativamente as virtudes que lhes propiciarão chegar ao estado de perfeição.
3. Se Deus não criou o mal, quem o criou?
Os ensinos espíritas nos dizem que todas as leis de Deus são voltadas para o bem e que foi o homem que criou o mal ao afastar-se delas. Se ele as observasse escrupulosamente, jamais se desviaria do bom caminho.
4. As influências negativas exercidas sobre os Espíritos só ocorrem nas suas primeiras encarnações?
Não. Elas os acompanham na sua vida de Espírito, até que hajam conseguido tanto império sobre si mesmos, que os maus desistam de obsidiá-los.
5. Depende de quem apressar ou retardar o progresso a que estamos destinados?
Os meios para alcançar o progresso, Deus no-los oferece e depende apenas de nós, por meio do trabalho e do adequado uso do livre-arbítrio, abreviar essa chegada.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 114 a 127.
O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, 1ª Parte, cap. 8, itens 12 a 15.

Nota:
Eis os links que remetem aos 3 últimos textos:





Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Pílulas gramaticais (292)




Conforme dissemos, vamos transcrever a cada semana partes do recente Acordo Ortográfico firmado pelo Brasil, cuja vigência em nosso país teve início no dia 1º de janeiro de 2009.
O tema de hoje: Acentuação gráfica – parte 1.
Acentos diferenciais
Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era antes e como ficou:
Quase que ele não pára o carro. Quase que ele não para o carro.
Os alunos foram ao pólo Norte.  Os alunos foram ao polo Norte.
Nosso cão tem pêlos lindos. Nosso cão tem pelos lindos.
Gosto muito de pêra. Gosto muito de pera.
Ditongos abertos
Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era antes e como ficou:
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia
assembléia assembleia.
Esta regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.