quinta-feira, 1 de outubro de 2026

 



Ante a família maior

 

Emmanuel
(autor espiritual)

Se podes transportar as dificuldades que te afligem num corpo robusto e razoavelmente nutrido, reflete naqueles nossos irmãos da família maior que a penúria vergasta.

Diante deles, não permitas que considerações de natureza inferior te cerrem as portas do sentimento.

Se algo possuis para dar, não atrases a obra do bem e nem baseies nas aparências para sonegar-lhes cooperação.

Aceitemo-los como sendo tutores paternais ou filhos inesquecíveis largados no mar alto da experiência terrestre e que a maré da provação nos devolve, qual se fôssemos para eles especuladores da violência. Impacientaram-se na expectativa de um socorro que lhes afigurava impossível e deixaram que a desesperação os enceguecesse.

Outros se apresentam marcados por hábitos lastimáveis; todavia, não admitas estejam na posição de escravos irresgatáveis do vício. Atravessaram longas trilhas de sombra, e, desenganados quanto à chegada de alguém que lhes fizesse luz no caminho, tombaram desprevenidos nos precipícios da margem.

Surpreendemos os que aparecem exteriormente bem-postos e aqueles que dão a ideia de criaturas destituídas de qualquer noção de higiene, mas não creias, por isso, vivam acomodados à impostura e ao relaxamento. Um a um, carregam desdita e enfermidade, tristeza e desilusão.

Não duvidamos de que existam, em alguns raros deles, orgulho e sovinice; no entanto, isso nunca sucede no tamanho e na extensão da avareza e da vaidade que se ocultam em nós, os companheiros indicados a estender-lhes as mãos.

Se rogam auxílio, não poderiam ostentar maior credencial de necessidade que a dor de pedir. Sobretudo, convém acrescentar que nenhum deles espera possamos resolver-lhes os todos os problemas cruciais do destino. Solicitam somente essa ou aquela migalha de amor, à feição do peregrino sedento que suplica um copo d’água para ganhar energia e seguir adiante.

Esse pede uma frase de bênção, aquele um sorriso de apoio, outro mendiga um gesto de brandura ou um pedaço de pão...

Abençoa-os e faze, em favor deles, quanto possas, sem te esqueceres de que o Eterno Amigo nos segue os passos, em divino silêncio, após haver dito a cada um de nós, na acústica dos séculos: “Em verdade, tudo aquilo que fizerdes ao menor dos pequeninos é a mim que o fizestes”.

 

Do livro Estude e Viva, obra mediúnica psicografada pelos médiuns Waldo Vieira e  Francisco Cândido Xavier.

  

 





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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

 



Romance

 

Júlia Cortines Laxe

(autora espiritual)


No vetusto solar da longínqua Provença,

Ao pajem disse a dama, ante pálida lua:

– “Nunca te esquecerei!... Sou tua, sempre tua!...”

No outro dia, porém, deu-lhe escárnio e descrença.

 

Relegado no campo ao suor da charrua,

Entre a mágoa do amor e a humilhação da ofensa,

O jovem busca a morte... A morte, em sombra imensa,

Endoidece-lhe o sonho e a vida continua...

 

Mais tarde, a castelã parte igualmente e, ao vê-lo,

Desgrenhado e infeliz, no infeliz pesadelo,

Implora outra existência à Bondade Divina…

 

Hoje, mãe triste e pobre, em lágrimas no arado,

Aconchega no colo um menino entrevado

Que a doença consome e a loucura domina.

 

Do livro Antologia dos Imortais, obra psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

   

 




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terça-feira, 29 de setembro de 2026

 


As bênçãos são incontáveis

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Normalmente nem percebemos as inumeráveis bênçãos diárias. Estamos distraídos e ansiosos demais por mais um desejo material e individualista a ser cumprido. Quando realizamos algo, em questão de muito pouco tempo, já queremos outra suposta realização. Não observamos os detalhes do que já existe nem de cada simples acontecimento, tampouco valorizamos o que ocorre sem esforço algum de nossa parte. Nem sequer percebemos que o nosso abençoado corpo físico está trabalhando responsável e ininterruptamente.

A partir do momento em que começamos a enxergar todos os presentes diários, também criamos condições para desfrutar as infinitas bênçãos. Se ainda não olhamos para o céu nem nos encantamos com a sua grandeza e beleza, é a hora; se não contemplamos ainda uma flor, não conhecemos os traços mais sensíveis da beleza natural; se ainda não sentimos o vento fresco em nossa pele, não é possível degrau alto na evolução; se não nos contentamos com um copo de água limpa para beber, então que reflitamos; se não observamos pequeninos detalhes da vida em sua imensidão, que a prece nos desperte para tantos presentes divinos.

A vida segue com cada pormenor que não percebemos ou não nos interessamos mesmo, pois somos mais observadores dos nossos próprios desejos. E raramente imaginamos que o andamento da vida é tão perfeito, e os seres, o tempo e as ocorrências estão completamente entrelaçados e nos esquecemos de todas as bênçãos de cada hora. Já é mais do que chegado o momento de agradecermos a Deus, pois há outras atitudes nos esperando em nossa evolução. A partir do reconhecimento é necessário retribuição e uma das formas mais coerentes é servir a vida, as pessoas, os animais, a natureza. A nossa responsabilidade é notável na existência e quanto mais nos esquivamos de nosso compromisso espiritual mais protelamos  a conquista de nossa paz.

Somos seres pequeninos, no entanto com condição de crescer e fazer o bem. E uma das atitudes bastante propícias para degraus mais altos é a não vitimização que nos tira do papel limitador e infeliz e nos dá condição para o crescimento livre. E pensar que inúmeras pessoas se limitam para receber migalhas sendo que poderiam receber as bênçãos diárias e inesgotáveis da vida.

E a bondade divina é tanta que podemos retomar o caminho próspero a qualquer segundo, basta que a nossa observação perceba o todo iluminado e não mais somente o halo individualista. E agora estamos no momento mais importante de nossas vidas, pois é no presente que curamos o passado e plantamos sementes frutíferas para o amanhã.

E darmos graças a Deus e servirmos a vida são atitudes inteiramente compatíveis com a felicidade que muito desejamos, mas sem o nosso esforço. A vida possui lei absoluta para todos e o que for plantado será colhido.

É o tempo exato para a renovação e o avanço para a eternidade, pois os milagres amorosos acontecem o tempo todo.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


  

 




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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

 


Imagens da vida

 

Albino Teixeira

(autor espiritual)

 

Anote as lições do cotidiano.

Em matéria de recursos do solo, ninguém colhe e nem se apropria daquilo que não foi plantado.

Sem trigo moído, não há pão.

A tempestade é a força que promove a limpeza da atmosfera.

O calor de tensão alta é o poder que assegura êxito, em vasto setor da indústria.

Do perigo surge o conforto de ultrapassá-lo.

Na tentação, forma-se a resistência.

Fracasso traz impulso renovador.

A peça aprimorada vem da oficina.

A decepção, em qualquer um, aperfeiçoa o senso de escolha.

Observe as aulas, no educandário da existência, e jamais fuja do serviço, e, em tempo algum, condene o obstáculo.

É no trabalho e na dificuldade que o Espírito — caminheiro da evolução, consegue crescer e ampliar a própria visão, no rumo dos Cimos.

 

Do livro Fé, mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

  

 




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domingo, 27 de setembro de 2026

 



O porquê da mudança de temperamento do jovem ao final da adolescência

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Um leitor, surpreso com a mudança de temperamento que se verifica em alguns jovens no final da adolescência, pergunta-nos se o Espiritismo oferece alguma explicação para esse fenômeno.

Sim. O assunto é tratado com clareza em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

Questionados sobre o que motiva a mudança que se opera no caráter do indivíduo ao sair da adolescência e se isso significaria uma mudança do Espírito, os instrutores espirituais responderam:

“É que o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era.” (O Livro dos Espíritos, questão 385.)

Na sequência, explicaram que a infância constitui uma espécie de período de preparação, durante o qual o Espírito se apresenta sob o aspecto da inocência, o que favorece o amor e a proteção dos pais. À medida que o filho cresce e já não necessita dos mesmos cuidados, seu caráter real vai-se revelando.

É por isso que, segundo os Espíritos, “desde que, porém, os filhos não mais precisam da proteção e assistência que lhes foram dispensadas durante quinze ou vinte anos, surge-lhes o caráter real e individual em toda a nudez”. (O Livro dos Espíritos, questão 385.)

A infância tem, entretanto, outra finalidade fundamental. Os Espíritos, ao reencarnarem, vêm ao mundo para se aperfeiçoar, e a delicadeza própria da idade infantil os torna mais acessíveis aos conselhos e à educação. É nesse período que se podem reformar caracteres e corrigir más tendências, tarefa confiada especialmente aos pais.

Em O Consolador, obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, Emmanuel retoma o assunto e destaca a importância dos primeiros anos de vida na formação do caráter. Segundo ele, até os sete anos o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação à nova existência, razão pela qual é mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novos rumos.

Por isso, acrescenta Emmanuel, “o lar é tão importante para a edificação do homem”, pois é nele que devem ser lançados os fundamentos da educação moral. Passada a infância, esse trabalho se torna mais difícil, à medida que o Espírito se integra plenamente ao organismo físico e retoma gradualmente as tendências que traz do passado. (O Consolador, questão 109.)

Em resumo, para o Espiritismo, o jovem que chega ao final da adolescência não se tornou outra pessoa. É o mesmo Espírito que reencarnou, embora sob novo nome e nova personalidade social. Se durante a infância e a adolescência conseguiu modificar algumas de suas tendências, isso se refletirá em seu comportamento. Se não houve progresso significativo, antigas inclinações poderão reaparecer com maior nitidez.

Daí a importância decisiva da educação na infância: é justamente nesse período que o Espírito se mostra mais acessível à formação de novos hábitos e à superação de suas imperfeições.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/09/como-livrar-nos-da-dependencia.html

 

 



 

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sábado, 26 de setembro de 2026

 



Êxodo 

(2º volume de Introdução ao Pentateuco Mosaico)


 

De autoria de Astolfo Olegário de Oliveira Filho, diretor de redação da revista espírita O Consolador, o e-book Èxodo, segundo volume da série “Introdução ao Pentateuco Mosaico”, é constituído por 15 capítulos, mais dois textos explicativos e um glossário de termos usuais nas obras bíblicas.

Publicado pela EVOC – Editora Virtual O Consolador, seu foco é o Êxodo, segundo livro da Bíblia, que relata a história da libertação do povo de Israel da servidão no Egito. Nele tem prosseguimento a história dos israelitas desde a morte de José até a edificação do tabernáculo, que ocorreu mais de um ano após a saída dos israelitas. 

O e-book pode ser lido ou baixado, sem nenhum custo, bastando aos interessados clicar em https://www.oconsolador.com.br/editora/101a150/Exodo.pdf

O vídeo que abre este texto apresenta, em poucos minutos, um resumo do conteúdo do e-book. Tanto o vídeo quanto o podcast sobre o tema foram produzidos com o auxílio da inteligência artificial.

 

 

 


 

 

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