quarta-feira, 22 de abril de 2026

 


 Trovas de amor imortal

 

Lívio Barreto

(autor espiritual)

 

 

 Duas certezas na Terra,

Nas lutas de qualquer nível:

A vida – navegação.

A morte – porto infalível.

 

Por mais sábio ou mais profundo

Que se articule um conceito,

Não há conceito no mundo

Que defina o amor perfeito.

 

Amor que nunca se olvida

Guarda sempre a mesma sorte:

Ligação de vida em vida,

Saudade de morte em morte.

 

 Morri... Deixei-te...Casaste...

E nosso amor não tem fim...

És rosa fora da haste,

Mas rosa do meu jardim.

 

 Amor... Amor que eu conheço

Pode ser obsessão,

Mas persiste a qualquer preço,

Nunca sai do coração.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 


 

 

 

To read in English, click here:  ENGLISH
Para leer en Español,  clic aquí:  ESPAÑOL
Pour lire en Français, cliquez ici:  FRANÇAIS
Saiba como o Blog funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

 



Agora: presente

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

E continuamos com as preocupações com o futuro e as inesquecíveis múltiplas lembranças do passado. E quanto ao presente, desperdiçamos tudo o que há de real. Deixamos ir o que, de fato, podemos viver, sentir, contemplar, consertar, conhecer, renovar, amar, doar, retribuir, experienciar, amparar… para principalmente nos amedrontarmos (futuro) e arrependermos (passado). E, assim, a vida, constante, segue.

O momento sublime que une o que não se muda mais com o que ainda não existe é a ponte abençoada chamada presente. E, incrivelmente, este é o tempo e o lugar reais, é quando estamos despertos para crescer e para ser a nossa melhor versão, o nosso eu verdadeiro. E este tempo é tão perfeito, que ele não precisa mais morrer para renascer, naturalmente, ele é o tudo e o nada, é a vida ininterrupta e efêmera com a luz da eternidade.

As preocupações com o futuro nos minam a energia que deveria ser utilizada para as realizações que ditarão o andamento do porvir. O futuro será custoso se o presente não foi vivido com mais coerência, responsabilidade, boa direção, bondade, amor. Vivemos hoje de acordo com o passado que, também, no tempo adequado foi o presente, ou seja, a nossa percepção desperta sempre nos direcionará.

Então, hoje, o que devemos fazer? Quais os nossos valores, pensamentos, sentimentos? Com a experiência passada, podemos (re)agir com mais sabedoria, com mais luz para os passos rumo ao dia que se tornará um presente. Se a preocupação e a valorização devem ser para o agora, quanto espaço liberamos para amar mais, apreciar e aprender.

À medida que introspectamos essa ideia, assim nos devolvemos às grandes e sinceras vivências; começamos a olhar mais para o céu, os campos e os rios; a sentir sinceramente o amor e a bondade de Deus, o amparo dos bons espíritos; a perceber a beleza incondicional e incomparável da natureza; começamos a observar mais os olhos alheios em vez do status social. Iniciamos, dessa forma, a nossa reconexão com o Universo, com o que significa verdadeiramente para o espírito, a reconexão com o nosso tríplice corpo que, na ausência do presente, o espírito se distancia e se perde.

Lembramo-nos de que não somos daqui, apenas estamos mais uma vez, e voltaremos para o nosso lar, com a intenção principal de nossa bem singela melhoria (assim seja!). Quando estamos despertos passamos a sentir a nossa essência; e se há muitas faltas a serem resgatadas, que sejamos o nosso iluminado presente, saldando um pouquinho as dívidas pretéritas, e preparando, com mais atenção, o andamento futuro.

E as conquistas serão valorizadas e toda a alegria será vivida. Quanto às difíceis ocorrências do presente, estaremos mais tranquilos, pois tudo passa, o bem e o mal, a noite e o dia, o desafio e os belos acontecimentos. E o momento presente continuará como o mais decisivo e mais uníssono momento da vida.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 


 

 

To read in English, click here:  ENGLISH
Para leer en Español,  clic aquí:  ESPAÑOL
Pour lire en Français, cliquez ici:  FRANÇAIS
Saiba como o Blog funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 


segunda-feira, 20 de abril de 2026

 



Amparo recíproco

 

Meimei (autor espiritual)

 

Reforma íntima: duas palavras que enfeixam numerosos apelos à sublimação espiritual.

Não te enganes, porém.

Em nos referindo a esse imperativo da vida, coloquemo-nos todos na órbita de semelhante necessidade.

Não te julgues intangível.

Se ainda não sofreste o assédio dessa ou daquela tentação, é possível que o teu dia de luta, nesse sentido, aparecerá mais depressa do que pensas.

Esse amigo conquistou a honestidade, mas ainda não se livrou da sovinice.

Aquela irmã atingiu louvável equilíbrio sentimental, no entanto ainda carrega consigo grande peso de orgulho.

Outro amigo é um modelo de generosidade, contudo não perdoa a mínima ofensa.

Determinada companheira é um retrato da dedicação, em família, mas converte-se facilmente em franca representação do egoísmo, em se tratando do interesse dos outros.

Esse irmão alcançou alto grau de cultura, entretanto não se contém perante certas tentações de caráter afetivo.

Encontramos outro que brilha na condição de autêntico herói do trabalho, no entanto ainda não sabe afastar-se do propósito de empalmar os bens alheios, desde que encontre facilidade para isso.

Reportamo-nos ao assunto, a fim de anotar que, na Terra, somos todos necessitados da compaixão recíproca.

Analisemos os pontos frágeis da cidadela em que se nos oculta a personalidade e auxiliemo-nos uns aos outros.

Jesus nos dedicou um só mandamento:

— “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

E atrevemo-nos a crer que o Divino Mestre nos terá dito nas entrelinhas:

— “Perdoai-vos uns aos outros como eu vos perdoei.”

 

 Do livro Sentinelas da alma, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 




To read in English, click here:  ENGLISH
Para leer en Español,  clic aquí:  ESPAÑOL
Pour lire en Français, cliquez ici:  FRANÇAIS
Saiba como o Blog funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

domingo, 19 de abril de 2026

 




Ao reencarnar, conserva o Espírito as inclinações anteriormente adquiridas?

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Um leitor de Minas Gerais enviou-nos a seguinte indagação:


Em nosso grupo de estudos, discutia-se se, ao reencarnar, o Espírito pode retornar como homem ou como mulher. Após análise, concluiu-se afirmativamente. Surgiu, então, uma nova questão: ao optar por um sexo diferente daquele que lhe tem sido mais habitual, conservaria o Espírito as inclinações anteriormente adquiridas?

 

No que se refere à primeira pergunta, a resposta é inequívoca: sim. Para o Espírito em estado de erraticidade, não há, em si, preferência essencial entre renascer em corpo masculino ou feminino. Como ensina a questão 202 de O Livro dos Espíritos, o que orienta essa escolha são, sobretudo, as provas que deverá enfrentar.

Desse modo, ao regressarem à vida corpórea, os Espíritos podem assumir tanto um corpo masculino quanto feminino, conforme as necessidades de aprendizado, as tarefas específicas a cumprir ou as exigências de sua própria regeneração.

Quanto à segunda indagação, convém considerar que o Espírito pode atravessar sucessivas existências sob o mesmo sexo, o que lhe imprime, por largo tempo, determinadas características psicológicas e afetivas. Tais marcas, assimiladas ao longo da experiência, tendem a persistir na individualidade espiritual.

A vida espiritual em sua essência – afirma Emmanuel – rege-se por afinidades profundas; entretanto, no decurso de milênios, o Espírito percorre uma longa série de reencarnações, alternando-se entre experiências de masculinidade e feminilidade. Assim, homens e mulheres podem apresentar, em graus variados, traços mais acentuados de uma ou outra polaridade, sem que se possa falar em delimitação psicológica absoluta.

Em nova existência, o Espírito traz consigo o patrimônio de tendências e inclinações que cultivou anteriormente. Dessa forma, ao transitar de uma vivência feminina para outra masculina, por exemplo, poderá manifestar, mesmo em corpo masculino, certos traços da feminilidade longamente experimentada — e o mesmo se dá no caso inverso.

É nesse contexto que, conforme assinala Allan Kardec, se compreendem certas aparentes anomalias observadas no comportamento humano, como mulheres de atitudes consideradas másculas ou homens com traços tradicionalmente associados ao feminino, independentemente de sua orientação afetiva.

É afirmativa, pois, a resposta à pergunta que serviu de título a este texto, a saber: o Espírito geralmente conserva de fato, ao reencarnar, as inclinações anteriormente adquiridas, tema sobre o qual Allan Kardec declarou:

 

“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações inferiores”. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4.) (Negritamos)

 

Bibliografia:

1. Revista Espírita de 1866, Edicel, pp. 2 a 4.

2. Vida e Sexo, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, págs. 89 a 92.

3. O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, cap. XVII, item 4.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/04/a-cada-um-segundo-suas-obras-tal-e-lei.html

 

 

 

 

 

 

 

To read in English, click here:  ENGLISH
Para leer en Español,  clic aquí:  ESPAÑOL
Pour lire en Français, cliquez ici:  FRANÇAIS
Saiba como o Blog funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG