quinta-feira, 30 de abril de 2026



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

21

 

Dever

 

O dever define a submissão que nos cabe a certos princípios estabelecidos como leis pela Sabedoria Divina, para o desenvolvimento de nossas faculdades.

Para viver em segurança, ninguém desprezará a disciplina.

Obedecem as partículas elementares no mundo atômico, obedece a constelação na glória da Imensidade.

O homem viajará pelo firmamento, a longas distâncias do lar em que se lhe vincula o corpo físico; no entanto, não logrará fazê-lo sem obediência aos princípios que vigem para os movimentos da máquina que o transporta.

Dessa forma, pode-se simbolizar o dever como sendo a faixa de ação no bem que o Supremo Senhor nos traça à responsabilidade, para a sustentação da ordem e da evolução em Sua Obra Divina, no encalço de nosso próprio aperfeiçoamento.

Cada consciência bafejada pelo sol da razão será interpretada, assim, à conta de raio na esfera da vida, evolvendo da superfície para o centro, competindo-lhe a obrigação de respeitar e promover, facilitar e nutrir o bem comum, atitude espontânea que lhe valerá o auxílio natural de todos os que lhe recolhem a simpatia e a cooperação. Com semelhante atitude, cada Espírito plasma os reflexos de si mesmo, por onde passa, abrindo-se aos reflexos das mentes mais elevadas que o impulsionam à contemplação de mais vastos horizontes do progresso e à adequada assimilação de mais altos valores da vida.

Desse modo, pela execução do dever — região moral de serviço em que somos constantemente alertados pela consciência —, exteriorizamos a nossa melhor parte, recolhendo a melhor parte dos outros.

Acontece, porém, que muitas vezes criamos perturbações na linha das atividades que o Senhor nos confia, e não apenas desconjuntamos a peça de nossa existência, como também colocamos em desordem muitas existências alheias, desajustando outras muitas peças na máquina do destino.

Surge então para nós o inexorável constrangimento à luta maior, que podemos nomear como sendo o dever-regeneração, pelo qual somos compelidos a produzir reflexos inteiramente renovadores de nossa individualidade, à frente daqueles que se fizeram credores das nossas quotas de sacrifício.

É dessa maneira que recebemos, por imposição das circunstâncias, a esposa incompreensiva, o esposo atrabiliário, o filho doente, o chefe agressivo, o subalterno infeliz, a moléstia pertinaz ou a tarefa compulsória a benefício dos outros, como gleba espiritual para esforço intensivo na recuperação de nós mesmos.

É por esse motivo que de nada vale desertar do campo de duras obrigações em que nos vejamos sitiados, por força dos acontecimentos naturais do caminho, de vez que na intimidade da consciência, ainda mesmo que a apreciação alheia nos liberte desse ou daquele imposto de devotamento e renúncia, ordena a razão estejamos de sentinela na obra de paciência e de tolerância, de humildade e de amor, que fomos chamados intimamente a atender; sem isso, não obstante a aparência legal de nosso afastamento da luta, somos invencivelmente onerados por ocultas sensações de desgosto ante as nossas próprias fraquezas, que, começando por ligeiras irritações e pequeninos desalentos, acabam matriculando-nos o espírito nos institutos da enfermidade ou na vala da frustração.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

 



Referências

 

Jovino Guedes

(autor espiritual)

 

 

Faze o dever que te cabe,

Sem lamentos, sem demoras.

Na Terra, ninguém consegue

Parar o motor das horas.

 

Fazendas, joias, haveres!...

Não guardes posses à toa.

A bigorna prova o ferro,

Dinheiro prova a pessoa.

 

Sobriedade em tudo e sempre,

Mas nunca te esqueças disso:

Quem vive só de recato

Nunca termina serviço.

 

Caridade verdadeira –

Bondade constante e muda –

É como o céu que se entrega,

Sem saber a quem ajuda.

 

A propaganda do bem

Deve alcançar apogeus.

O Sol brilhante no céu

É propaganda de Deus.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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terça-feira, 28 de abril de 2026

 



A presença dos bons espíritos

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Quando entramos em casa, após múltiplos compromissos, e aquela paz parece nos abraçar; quando no meio da noite acordamos e naturalmente algo nos faz embalar outra vez ao sono, ao descanso, ao refazimento; quando ocorrências inesperadas nos atrasam na verdade nos livram de aborrecimentos e dores; quando protetores aparentemente humanos, porém desaparecem como vapor nos cuidam e protegem; quando esclarecimentos e resoluções surgem por meio de intuição ou formas variadas no cotidiano as sincronicidades; quando os amparos físico, espiritual, emocional aparecem incrivelmente inesperáveis. Sim, algumas brevíssimas situações da presença de espíritos amigos e bondosos.

Precisamos de mais atenção para perceber a contínua presença amorosa desses amigos intrinsecamente altruístas. À medida que o agradecimento pela vida começa a se consolidar; o nosso coração se volta ao valor inquestionável espiritual que é a nossa verdade; a nossa conduta busca mais acertos do que equívocos; uma breve assimilação de que o nosso tempo é a eternidade, sem dúvida, não só a presença harmoniosa dos bons espíritos é fato, como poderemos percebê-la.

O lado invisível é muito presente, o que, muitas vezes, não inviabiliza essa percepção é a nossa sintonia que tão comumente se encontra em escala inferior e, portanto, imperceptível. No entanto quando nos elevamos um pouco que seja, somos capazes de sentir e muito nos emocionar com esses irmãos no campo da evolução. Não só a sintonia mais elevada contribui para essa presença como também o nosso ser começa a experimentar sensações mais felizes com a conquista dessa elevação que é justa da mesma forma para todos.

A presença dos bons espíritos é luz, cura, amor, proteção, é leveza que nos faz sorrir pelo semblante e essência; é a mão estendida e a calma dentro da perturbação; é o caminho mais reto e imparável; é a extensão do amor divino; é o descanso no momento de inteira aflição; é a recomposição após uma luta ferrenha (conosco). Os bons espíritos são amados irmãos que temos durante o nosso desenvolvimento.

Dessa forma, se desejamos a sua companhia mais tangível, tão coerente que, antes de tudo, examinemos rotineiramente a nossa conduta, pensamento e sentimento, já que se sabe que apenas energias semelhantes se atraem. Eles estão com o coração amoroso para nos amparar e são torcedores prestimosos de nosso crescimento e expansão.

Onde nos encontrarmos que sejamos luz, não importa o lugar, pois quando nos mantemos próximos da iluminação é certeza de que os bons espíritos já estão no trabalho da abençoada elevação.

E quando menos esperarmos conversaremos diretamente com eles nossos tão queridos espíritos protetores, nossos tão bem-vindos bons espíritos, anjos da guarda e irmãos de bondade e luz.

As sincronicidades diárias são um lembrete da presença desses irmãos maiores do amor em Deus.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 


 

 

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

 



Fácil e difícil

 

Albino Teixeira (autor espiritual)

 

Fácil amontoar.

Difícil distribuir.

Fácil falar.

Difícil fazer.

Fácil arrasar.

Difícil construir.

Fácil reprovar.

Difícil compreender.

Fácil acomodar.

Difícil realizar.

Fácil ganhar.

Difícil ceder.

Fácil crer.

Difícil discernir.

Fácil ensinar.

Difícil exemplificar.

Fácil sofrer.

Difícil aproveitar.

Qualquer pessoa, de qualquer condição, pode fazer o que é fácil; entretanto, efetuar o que é difícil pede noção de responsabilidade e burilamento íntimo.

É por esse motivo que o Espiritismo, sendo em si mesmo a doutrina da fé raciocinada, para que se cumpra o imperativo evangélico do “a cada um segundo as suas obras”, reclama o combustível do serviço individual, para que brilhe, em cada um de nós, o facho da educação.

 

Do livro Caminho espírita, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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