domingo, 26 de julho de 2026

 



Como surgiu a expressão “passe magnético”?

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Esta expressão não é uma criação espírita. O movimento espírita a importou dos estudos e das experiências de Franz Anton Mesmer (1733-1815), médico austríaco, que entendia que todo ser vivo é dotado de um fluido magnético capaz de ser transmitido a outra pessoa, estabelecendo-se, em face disso, influências psicossomáticas recíprocas, inclusive com fins terapêuticos.

Quanto ao vocábulo “passes”, eis seu significado, de acordo com o nosso principal léxico: ato de passar as mãos repetidamente ante os olhos de uma pessoa para magnetizá-la, ou sobre parte doente de uma pessoa para curá-la.

Dos estudos de Mesmer surgiu a expressão “magnetismo animal”.

Allan Kardec, mesmo antes de conhecer o Espiritismo, foi adepto das ideias de Mesmer e profundo conhecedor do Magnetismo, como ele próprio informou em uma de suas obras.

Segundo Kardec, a expressão “magnetismo animal” (do grego e do latim magnes – ímã) surgiu por analogia com magnetismo mineral, embora tal analogia seja apenas aparente. 

Alguns estudiosos a substituíram pelo vocábulo mesmerismo, mas a ideia não prevaleceu.

Em seu livro Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas, publicado no ano de 1858, o codificador do Espiritismo assim definiu magnetismo animal: “Ação recíproca de dois seres vivos por intermédio de um agente especial chamado fluido magnético”.

Por essa mesma época, Kardec formulou aos Espíritos uma questão específica a respeito desse agente especial chamado fluido magnético.

Ei-la:

- De que natureza é o agente que se chama fluido magnético? “Fluido vital, eletricidade animalizada, que são modificações do fluido universal.” (O Livro dos Espíritos, questão 427.)

O tempo passou e, exatamente 100 anos depois, ou seja, em 1958, André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, confirmou a informação dada por Kardec e, como sabemos, ampliou-a, esclarecendo que o fluido magnético, transmitido por uma pessoa a outra, atua sobre as células do corpo do paciente, particularmente as sanguíneas e as histiocitárias, determinando-lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção dos processos patogênicos. (Evolução em Dois Mundos, 2ª Parte, cap. XV, pp. 201 a 203.)

Em face disso, não é difícil compreender a ação do chamado passe magnético e entender por que ele, quando benéfico, nos faz tão bem.

Que o leitor não estranhe quando dizemos “benéfico”, porquanto o passe pode ser nulo e até maléfico.

Este último pode ocorrer quando o aplicador do passe se encontra com estado de saúde precário, com o organismo intoxicado por excesso de alimentação ou vícios (como fumo, álcool, drogas), ou quando esteja em estado de desequilíbrio espiritual (revolta, raiva, orgulho etc.) e, nesses casos, o paciente esteja com suas defesas nulas.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/as-ideias-espiritas-tiveram-importantes.html

 

 

 


 

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sábado, 25 de julho de 2026

 



CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA SEGUNDO O ESPIRITISMO


Este texto integra o capítulo VII da 1ª Parte do livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, que o leitor pode acessar clicando em https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TKP/Ci/CiP1C07.htm#Ci

Nele, o autor apresenta os princípios do Espiritismo sobre a justiça divina, detalhando como o ser humano enfrenta as consequências de seus atos após a morte. O autor esclarece que o sofrimento espiritual não é um castigo arbitrário, mas um resultado direto das imperfeições morais que o indivíduo não corrigiu durante a vida terrena.

Para alcançar a felicidade plena, o Espírito deve passar por um processo de arrependimento, expiação e reparação de suas faltas, transformando tendências negativas em virtudes. O futuro da alma é, assim, determinado pela lei de causa e efeito, garantindo que cada um receba exatamente conforme suas obras e sua dedicação ao bem.

O VÍDEO exibido no preâmbulo deste texto apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte nos apresenta. O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

 

 

 

 

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sexta-feira, 24 de julho de 2026

 



Qual é o certo:  Ela se maqueia sozinha ou Ela se maquia sozinha?

Muito usado pelas mulheres, o verbo maquiar significa:

1. Aplicar cosméticos em (o rosto) para embelezamento, realce ou disfarce.

2. Fig.  Mascarar, disfarçar.

3. Maquiar o próprio rosto. 

4. Fig. Mascarar-se, disfarçar-se. 

Trata-se de um verbo de conjugação regular que segue o mesmo modelo dos verbos enviar, aviar, esquiar.

O presente do indicativo de enviar é: eu envio, tu envias, ele envia; nós enviamos, vós enviais, eles enviam.

As formas do subjuntivo presente: envie, envies, envie; enviemos, envieis, enviem.

No caso do verbo maquiar temos:

Presente do indicativo: eu maquio, tu maquias, ele maquia; nós maquiamos, vós maquiais, eles maquiam.

Subjuntivo presente: maquie, maquies, maquie, maquiemos, maquieis, maquiem.

O certo, portanto, é: 

- Ela se maquia sozinha.

 

*

 

Uma pessoa perguntou em uma conhecida farmácia de Londrina:

- Aqui vocês tiram a pressão?

A funcionária, de forma bem irônica, respondeu:

- Tirar pressão, não. Isso é impossível. Aqui nós medimos a pressão.

É compreensível tal ocorrência, mas é bom que médicos e farmacêuticos, bem como seus auxiliares, saibam que o verbo tirar também significa medir, avaliar, como podemos verificar no Dicionário Aurélio, que nos fornece com relação ao verbo tirar, no sentido de medir ou avaliar, os exemplos abaixo:

- É bom tirar a pressão com frequência.

- Em caso de suspeita de febre, é importante tirar a temperatura. 

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/e-comum-no-meio-espirita-o-uso-da.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

 



O advogado da cruz

 

Emmanuel
(autor espiritual)

 

No mundo antigo, o apelo à justiça significava a punição com a morte. As dívidas pequeninas representavam cativeiro absoluto. Os vencidos eram atirados nos vales imundos. Arrastavam-se os delinquentes nos cárceres sem esperança. As dádivas agradáveis aos deuses partiam das mãos ricas e poderosas. Os tiranos cobriam-se de flores, enquanto os miseráveis se trajavam de espinhos.

Mas, um dia, chegou ao mundo o Sublime Advogado dos oprimidos. Não havia, na Terra, lugar para Ele. Resignou-se a alcançar a porta dos homens, através de uma estrebaria singela.

Em breve, porém, restaurava o templo da fé viva, na igreja universal dos corações amantes do bem. Deu vista aos cegos. Curou leprosos e paralíticos. Dignificou o trabalho edificante, exaltou o esforço dos humildes, quebrou as algemas da ignorância, instituiu a fraternidade e o perdão.

Processaram-no, todavia, os homens perversos à conta de herético, feiticeiro e ladrão. Depois do insulto, da ironia, da pedrada, conduziram-no ao madeiro destinado aos criminosos comuns.

Ele, que ensinara a Justiça, não se justiçou; que salvara a muitos, não se salvou da crucificação; que sabia a verdade, calou-se para não ferir aos próprios verdugos.

Desde esse dia, contudo, o Sublime Advogado transformou-se no Advogado da Cruz e, desde o supremo sacrifício, sua voz tornou-se mais alta para os corações humanos.

Ele, que falava na Palestina, começou a ser ouvido no mundo inteiro; que apenas conversava com o povo de Israel, passou a entender-se com as várias nações do Globo; que somente se dirigia aos homens de pequeno país, passou a orientar os missionários retos de todos os serviços edificantes da Humanidade.

Que importam, pois, nos domínios da Fé, as perseguições da maldade e os ataques da ignorância?

O Advogado da Cruz continua operando em silêncio e falará, em todos os acontecimentos da Terra, aos que possuam “ouvidos de ouvir”.

 

Do livro Coletânea do Além, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 22 de julho de 2026

 



Ide e fazei

 

Carmen Cinira
(autora espiritual)


Ide e fazei o bem, enquanto é dia!…

Bendita a mão que ara e que semeia

Enquanto a Terra canta e brilha, cheia

De beleza, de luz e de alegria.

 

Não vos pese seguir, de pés sangrando,

Na caminhada sobre o pedregulho…

Como o sol, trabalhando sem barulho,

O amor segue servindo, forte e brando.

 

Infortunado é aquele que descansa,

Que, por temer a dor, escapa e dorme;

Mais tarde, lutará, por tempo enorme,

Sem alívio, sem paz, sem esperança…

 

Somente o lavrador que se desvela,

Enriquecendo a terra sem canseira,

Seguirá, do suor da sementeira,

Para a seara milagrosa e bela.

 

Ide e fazei o bem que vos resguarde

Contra o inverno cruel, triste e vazio,

Pois no vale da morte, escuro e frio,

Há quem clame e padeça muito tarde.

 

 

Do livro Marcas do caminho, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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