quarta-feira, 20 de maio de 2026

 



Ilações

 

Alberto Souza

(autor espiritual)

 

 

Não digas que amas a Deus,

Sem serviço à Humanidade;

Deus traz as mãos invisíveis

Nos braços da caridade.

 

Há dois climas diferentes

Onde o mal desponta e viça:

A justiça sem a força,

A força sem a justiça.

 

As fortunas e as pessoas!...

Quantas lutas as consomem!

O homem procura o ouro,

O ouro revela o homem.

 

Poeira no redemoinho,

Pó que sobre e cai por fim!...

Há muita gente no mundo

Que sobre também assim...

 

Deus tinge de verde a erva,

Mostrando em toda a extensão

Que nunca falta esperança

Para os caídos no chão!...

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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terça-feira, 19 de maio de 2026

 



As palavras são declarações

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Como as palavras possuem poder!

Quando compreendermos e praticarmos essa tão decisiva verdade, muito em nossa vida começará a ter sentido. Normalmente nem imaginamos quanto estamos maldizendo em nossos dias com palavras irrefletidas sobre nós mesmos, nossos anseios e sobre a vida, pois com notável infelicidade, usamos palavras negativas e ingratas ao longo da existência. No entanto podemos (nos) abençoar muito mais quando usamos palavras amorosas, gentis, benevolentes, compreensivas e pacientes.

A começar, o nosso corpo está nos ouvindo constantemente, e fica saudável quando nossos dizeres, também para ele, são propagados com amor, alegria e agradecimento; somos os primeiros a colher os frutos de nosso pensamento, sentimento e palavra. À medida que agradecemos o funcionamento do nosso corpo e o reconhecemos como abençoado companheiro de jornada, dando condição de nosso espírito evoluir um pouquinho mais, já é o início da constatação de um dos infinitos presentes divinos.

E Deus é tão misericordioso e bondoso que nos dá a oportunidade de escolha para tudo o que desejamos fazer, ou seja, ninguém virá até nós e nos colocará as palavras em nossa fala. Temos o livre-arbítrio até mesmo para o que queremos falar, a única atividade mais dispendiosa é escolher as palavras, e há uma diferença desmedida entre palavras amorosas e positivas em relação às negativas e inferiores.

Se usamos mais comumente palavras elevadas, tão mais leves e com bem-estar nos sentiremos, e se caso ainda não exista familiaridade com essas palavras, agora é o momento ideal para iniciar. Não há mágica e ninguém pode fazer por nós (graças a Deus, pois imagine ficar à mercê de outrem), é um trabalho integralmente pessoal.

Ainda pode ser que a maioria das pessoas desacredita no poder das palavras, no entanto se houver uma pequena atenção nas palavras utilizadas diariamente, e uma substituição das palavras mais negativas pelas mais otimistas e amorosas, sem dúvida, haverá melhoria incontestável nos dias. Se conversarmos, com carinho, com os animais e plantas, de pronto, o desenvolvimento desses pequenos será maravilhoso, imagine só usando palavras positivas nos relacionamentos de nossa vida. Ainda quando conversamos com docilidade com as crianças e idosos, essas duas fases passam a ser mais harmoniosa e feliz.

Temos o poder de abençoar por meio de nossas palavras e também o contrário acontece. O que dizemos cria energia semelhante ao nosso redor e em nosso interior, e seremos, então, pessoas bem-vindas ou repelidas de acordo com a nossa propagação vocabular.

Há uma diferença muito significante em nosso ser quanto à pronúncia de palavras positivas em relação às mal escolhidas. Então, basta apenas a nossa mudança interior de atitude, porque como muito se sabe tudo está em nós, principalmente a centelha divina, e, por meio de palavras otimistas, podemos abençoar e bendizer a nossa vida.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 




 

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segunda-feira, 18 de maio de 2026

 



Anotação simples

 

Irmão X

(autor espiritual)

 

Você, meu amigo, se declara desalentado e assevera em desconsolo: “Estou positivamente vencido, sem estímulo para trabalhar. Sonhei a realização de tarefas sublimes e vejo tudo acabando em frustração. Depositei confiança e carinho em companheiros que me abandonaram, amigos outros me iludiram, largando-me em penosas experiências. Vivo sitiado pela incompreensão, batido no pó da dificuldade… Que fazer para revigorar-me, sobreviver?”

Não dispomos, caro irmão, de específico mais adequado para a cura do esmorecimento que a aplicação do Evangelho de Jesus, pois não foi ele mesmo, o divino Mestre, que nos advertiu: “Tende bom ânimo! Eu venci o mundo.”? (João, 16:33.)

Ainda assim, para a nossa reflexão, recordaremos uma fábula antiga que já ouvi de fontes diversas e que se nos adapta, proveitosamente, ao assunto.

Conta-se que o Espírito das Trevas, certa feita, deliberou efetuar uma liquidação na loja de sua propriedade, colocando à venda as ferramentas de sua atividade usual. No balcão, desse modo, jaziam expostas muitas delas com os rótulos que as definiam: “Ódio”, “Maledicência”, “Desespero”, “Inveja”, “Crime”…

Em meio de todas, uma, porém, se sobressaía, em dourado, na forma de cunha, com o nome “Desânimo”. Semelhante utensílio mostrava enorme desgaste, entretanto era marcado como sendo o mais caro de todos. E quando alguém indagou quanto ao motivo de preço tão alto o Espírito da Sombra respondeu, simplesmente: “Esta ferramenta é a que uso com mais facilidade e a que me serve muito mais que as outras, porque pouca gente sabe que ela me pertence. É por isso que abro com ela milhares de corações que não consigo descerrar com as outras. E uma vez que me vejo no íntimo dessa ou daquela pessoa posso manejar todas as demais, à vontade, conseguindo alcançar a realização de todos os meus intentos”.

Como vê, meu caro, estudemos essa fábula simples e procuremos pensar.

 

Do livro Cartas do Alto, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 




 

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domingo, 17 de maio de 2026

 



Por que evangelizar as crianças é importante?

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Uma leitora de Belo Horizonte (MG) enviou-nos as seguintes perguntas:

 

·    Por que é importante evangelizar nossos filhos?

·    Quando a evangelização infantil deve ser iniciada?

·    Onde a evangelização da criança deve ser realizada?

 

O tema suscitado pela leitora tem sido objeto na imprensa espírita de inúmeras matérias, mas, dada a sua importância, é sempre bom voltar a ele, buscando dessa forma esclarecer as pessoas que se interessam realmente em se aprofundar no conhecimento da doutrina espírita.

Eis a nossa resposta, na ordem em que as questões foram apresentadas:

 

a) Por que é importante evangelizar nossos filhos?

 

O primeiro e principal motivo é o fato de que a criança é um Espírito que está voltando a uma nova experiência reencarnatória e, como todos nós, traz qualidades e também imperfeições e inclinações que necessitam ser aprimoradas. Nesse desiderato, nada supera o que Jesus nos ensinou, como Allan Kardec registrou de forma clara logo na Introdução d’O Evangelho segundo o Espiritismo:

 

“Podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos: os atos comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral. As quatro primeiras têm sido objeto de controvérsias; a última, porém, conservou-se constantemente inatacável.

Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É terreno onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sob o qual podem todos colocar-se, quaisquer que sejam suas crenças, porquanto jamais ele constituiu matéria das disputas religiosas, que sempre e por toda a parte se originaram das questões dogmáticas. Aliás, se o discutissem, nele teriam as seitas encontrado sua própria condenação, visto que, na maioria, elas se agarram mais à parte mística do que à parte moral, que exige de cada um a reforma de si mesmo.

Para os homens, em particular, constitui aquele código uma regra de proceder que abrange todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública, o princípio básico de todas as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça. E, finalmente e acima de tudo, é o roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura. Essa parte é a que será objeto exclusivo desta obra.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, Introdução, parte I.) (Negritamos.)

 

O ensino moral contido nos Evangelhos é, segundo o codificador da doutrina espírita, o roteiro infalível para a felicidade! Ora, transmitir a uma criança esse ensino e educá-la convenientemente para que o assimile e pratique, eis uma providência sobre a qual nada mais é preciso dizer, se é que desejamos para os nossos filhos que eles trilhem na vida o caminho da felicidade.

 

2. Quando a evangelização infantil deve ser iniciada?

 

Ela deve ser iniciada na infância, um período da existência corpórea que existe exatamente para isso, para que possamos preparar nossos filhos com relação às lutas, às peripécias e aos desafios que enfrentarão em sua nova experiência reencarnatória.

A respeito desse período, Emmanuel escreveu: "A juventude pode ser comparada a esperançosa saída de um barco para uma longa viagem. A velhice será a chegada ao porto. A infância é a preparação". (Negritamos.)

Aprendemos com o Espiritismo que durante a infância o Espírito “é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo". (Cf. O Livro dos Espíritos, item 383.) Corroborando esse pensamento, Emmanuel asseverou:

 

"O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos. Até os sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência. Ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isto, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho. Passada a época infantil, atingida a maioridade, só o processo violento das provas rudes, no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das criaturas, porquanto a alma encarnada terá retomado o seu patrimônio nocivo do pretérito e reincidirá nas mesmas quedas, se lhe faltou a luz interior dos sagrados princípios educativos." (O Consolador, pergunta 109). (Negritamos.)

 

3. Onde a evangelização da criança deve ser realizada?

 

Ela deve realizar-se no lar, que será sempre, de acordo com o Espiritismo, a melhor escola para a preparação das almas encarnadas. Nesse sentido, o apoio da instituição religiosa, seja ela espírita, católica ou protestante, terá o caráter de complementação, o que será sempre de grande valia para todos, pais e filhos.

A esse respeito escreveu Santo Agostinho:

 

"Oh! espiritistas, percebei o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele se encarna vem do espaço para progredir. Cumpri com os vossos deveres e empregai o vosso amor em aproximar essa alma de Deus. Essa a missão que vos foi conferida e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente." (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 14, item 9.) (Negritamos.)

 

Emmanuel ensinou-nos também: "As noções religiosas, com a exemplificação dos mais altos deveres da vida, constituem a base de toda educação, no sagrado instituto da família". (Cf. O Consolador, pergunta 108.)

Os resultados desse esforço, quando realizado com boa vontade e perseverança, não tardam a aparecer, como o próprio Allan Kardec declarou publicamente em uma de suas palestras:

 

"É notável verificar que as crianças educadas nos princípios espíritas adquirem uma capacidade de raciocinar precoce que as torna infinitamente mais fáceis de serem conduzidas. Nós as vimos em grande número, de todas as idades e dos dois sexos, nas mais diversas famílias onde fomos recebidos e pudemos fazer essa observação pessoalmente. Isso não as priva da natural alegria, nem da jovialidade. Todavia, não existe nelas essa turbulência, essa teimosia, esses caprichos que tornam tantas outras insuportáveis. Pelo contrário, revelam um fundo de docilidade, de ternura e respeito filiais que as leva a obedecer sem esforço e as torna responsáveis nos estudos." (Viagem Espírita em 1862, pág. 30.)

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/05/consideracoes-sobre-os-pedidos-que.html

 

 

 


  

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