domingo, 18 de outubro de 2026

 



As aristocracias que imperaram no mundo

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

O termo intelecto-moral, que tem valor de adjetivo, é utilizado quando queremos dizer que determinado fato, coisa ou circunstância dá relevância, ao mesmo tempo, à inteligência e à moralidade.

Allan Kardec o utilizou quando escreveu sobre as aristocracias em um dos capítulos do livro Obras Póstumas. Nesse texto, Kardec fez uma previsão acerca do advento futuro em nosso mundo do que ele chamou de aristocracia intelecto-moral.

A palavra aristocracia vem do grego Aristos, o melhor, e Kratus, poder. Aristocracia significa, assim, o poder dos melhores, conquanto saibamos que o sentido primitivo da palavra foi por várias vezes deturpado.

De acordo com o texto escrito por Kardec, verificaram-se na história da Humanidade terrena cinco espécies de aristocracia:

1 - Aristocracia dos patriarcas

Nas sociedades primitivas, quando surgiu, em decorrência da formação dos grupos sociais, a necessidade de uma autoridade, esta foi conferida aos chefes de família, aos anciãos e aos patriarcas. Surgia assim a primeira de todas as aristocracias, um fenômeno que ainda se vê em pleno século 21 em algumas comunidades indígenas.

2 - Aristocracia da força

Com o surgimento dos conflitos e das guerras, a autoridade foi sendo transferida aos poucos para os indivíduos fortes e vigorosos, ocorrendo então o advento dos chefes militares. Surgia com isso o segundo modelo de aristocracia.

3 - Aristocracia do nascimento

Os detentores do poder foram, com o tempo, transferindo seus privilégios e sua autoridade aos descendentes. Nascia então o terceiro modelo de aristocracia, geralmente fundamentada em leis outorgadas por quem estava no poder e nisso tinha interesse. Na organização política atual, como por exemplo no Brasil, senadores e deputados costumam inserir seus filhos e netos na política, transferindo-lhes o seu prestígio e seus votos, o que constitui um resquício do terceiro modelo de aristocracia surgida no mundo.

4 - Aristocracia do dinheiro

Com o surgimento das grandes fortunas, elevou-se na Terra um novo poder, o do ouro, visto que com o ouro pode-se dispor de homens e coisas. O que não se concedia mais aos títulos, concedeu-se à fortuna e esta, como ainda é bastante comum em nossos dias, passou a ser detentora do poder. Foi esse o quarto modelo de aristocracia verificado no planeta.

5 - Aristocracia da inteligência

Este modelo é o que vai se insinuando no mundo, em que técnicos e especialistas nas mais diferentes áreas é que ditam as regras que governam os povos. Ocorre que a inteligência, por si só, não é garantia de que todos os seres humanos de igual forma sejam contemplados pelos detentores do poder. O desenvolvimento intelectual sem o guia dos princípios morais pode, como sabemos, ter consequências desastrosas para a sociedade.

Kardec previu então, no texto que mencionamos, o surgimento de uma sexta forma de aristocracia no mundo, como decorrência da própria evolução da Humanidade, a aristocracia intelecto-moral, em que, por definição, a inteligência e a moralidade estarão presentes na autoridade, a que todos podem submeter-se, confiados ao mesmo tempo em suas luzes e em sua justiça. 

Algo semelhante já se vê em algumas comunidades espirituais, como a colônia Nosso Lar, descrita por André Luiz no livro de mesmo nome. O governador de Nosso Lar reuniria, pelo menos parcialmente e considerando o grau evolutivo da comunidade local, as duas condições que o Codificador do Espiritismo assinala como características da aristocracia intelecto-moral.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/valorizemos-cada-minuto-da-vida-porque.html

 





 Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 


Quais das orações abaixo são corretas?

1. Desesperado, o homem apelou a todos os amigos.

2. Desesperado, o homem apelou para todos os amigos.

3. Apavorado, o rapaz apelou ao seu pai.

4. Apavorado, o rapaz apelou para o seu pai.

5. Condenado a longa pena, o réu apelou contra a sentença.

6. Condenado a longa pena, o réu apelou da sentença.

O verbo apelar [do lat. appellare] pode ser:

Intransitivo (sem complemento algum), quando significa: recorrer por apelação a juiz ou tribunal de instância superior; interpor apelação; recorrer a expediente(s) em que há violência ou grosseria de palavras ou ações; apelar para a ignorância; partir para a ignorância:

Exemplos:

O promotor apelou, e a apelação foi provida.

Tudo ia bem, até que, pressionado, o homem apelou.

Perdidos em campo, os jogadores do São Paulo apelaram.

Pronominal, quando significa: ter o nome de; chamar-se, apelidar-se.

Transitivo indireto (caso em que seu complemento requer o uso de preposição), quando significa: invocar proteção ou testemunho; pedir auxílio; valer-se de alguém, ou de alguma coisa; recorrer por apelação; interpor recurso judicial; recorrer a expediente(s) em que há, em geral, violência ou grosseria de palavras ou ações.

Exemplos:

Posto em desespero, o homem apelou para o Senhor onipotente.  (Ou: “apelou ao Senhor onipotente”.)

Estando mal de vida, apelou para os amigos. (Ou: “apelou aos amigos”.)

O advogado apelou da sentença. 

Não brinque com esse homem, pois quando se irrita apela para a brutalidade. 

Conclusão

Respondendo à questão inicial, embora existam divergências compreensíveis, todas as orações propostas são corretas.

Assim, no caso em que apelar é usado na condição de verbo transitivo indireto, tanto faz “apelou para” ou “apelou ao”.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/leia-as-frases-abaixo-e-observe-se.html

 





Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

 



Amor e temor

 

Emmanuel
(autor espiritual)

"O perfeito amor lança fora o temor." (I João, 4:18.)

 

Para que nossa alma se expanda sem receio, através das realizações que o Senhor nos confia, não basta o imperfeito Amor que estipula salários de gratidão ou que se isola na estufa do carinho particular, reclamando entendimento alheio.

É necessário rendamos culto ao perfeito amor que tudo ilumina e a todos se estende sem distinção.

O imperfeito Amor, procurando o gozo próprio no concurso dos outros, é quase sempre o egoísmo em disfarce brilhante, buscando a si mesmo nas almas afins para atormentá-las sob múltiplas formas de temor, quais sejam a exigência e o ciúme, a crueldade e o desespero, acabando ele próprio no inferno da amargura e da frustração.

O perfeito Amor, contudo, compreende que o Pai Celeste traçou caminhos infinitos para a evolução e aprimoramento das almas, que a felicidade não é a mesma para todos e que amar significa entender e ajudar, abençoar e sustentar sempre os corações queridos, no degrau de luta que lhes é próprio.

Para que te libertes, assim, das algemas do medo, não basta te acolhas no anseio de ser ardentemente querido e auxiliado pelos outros, segundo as disposições do Amor incompleto.

É indispensável saibas amar, com abnegação e ternura, entre a esperança incansável e o serviço incessante pela vitória do bem, sob a tutela dos quais viverás sempre amando, segundo o Amor equilibrado e perfeito pela força divina que nos ergue triunfante, dos abismos da sombra para os cimos da luz.

 

Do livro Palavras de Vida Eterna, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

  




Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

 



Um vislumbre sobre mundos maiores

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

O progresso insiste em nos tocar, pois é o seu objetivo. E nós, incontavelmente, relutamos em nos deixar tocar por ele; o que nos é familiar é mais oportuno do que investir energia nova e disciplinada para nos elevar. Não percebemos que o avanço é benéfico por completo, porém a imperfeição também não quer perder o seu lugar e nos prende com a ilusão de que a posição na qual estamos é satisfatória. Mas o Universo é infinito, eterno e verdadeiro e somos Sua criatura. O horizonte está com os seus braços abertos também.

Então, a vida que é amorosa e paciente nos observa e nos movimenta para o desenvolvimento, porque tem a incumbência ‒ pelo Criador ‒ de nos encaminhar, não importa quanto tempo levar, de apreciar as nossas conquistas e presenciar o sorriso em nossos olhos e a tranquilidade em nosso espírito, pois mesmo em tarefas um tanto desafiadoras, os espíritos em sintonia com o progresso são mais felizes e agradecidos do que os que se demoram para essa movimentação, e isso não quer dizer que os seus dias são mais calmos e fáceis, são até mais árduos, no entanto entenderam o abençoado sentido da vida.

Todo esse processo dentro da evolução é para que possamos conhecer e sentir o mais nobre sentimento, o amor. Talvez ainda não conhecemos essa nobreza e por isso precisamos conhecê-la para a compreensão de que à medida que amamos expandimos e podemos viver deveras o roteiro na linda peça da vida, podemos conscientizar-nos, inclusive, da infinitude do Universo, e começar a assimilar tal dimensão, inclusive, os mundos maiores e habitá-los e viver uma vida pouco mencionada ainda na Terra. Por isso o crescimento deve ser fato e ser consumado.

Ainda este venturoso nosso Planeta que conhecemos muito pouco, pelo menos, devemos respeitá-lo e considerar totalmente a bondade divina por nos permitir aqui. A sabedoria da vida é sensata e única, para o conhecimento de mundos maiores necessitamos merecer o mundo no qual estamos e sucessivamente angariar o respectivo merecimento. De acordo com cada mundo, também será a vida, os habitantes e o andamento dessa realidade. E mundos maiores são formas de vida plena e amorosa, expansão de nosso espírito.

A dimensão do espírito é a que também será o seu mundo; nenhum espírito irá a um mundo mais desenvolvido se não houver em si também esse idêntico desenvolvimento. Tudo é regido por uma perfeita lei, a da vibração, e energia não se pode enganar, naturalmente é sentida. Quando se está clara a compreensão de que tudo se inicia em nosso interior e somos uma centelha vibracional no Universo ‒ não apenas um corpo material ‒, e tudo o que fazemos, pensamos e sentimos possui a sua carga energética correspondente, e desejamos essa assimilação, então, a partir disso, um cenário amplo e ascendente começa a se mostrar diante de nós, e esta afirmativa, “a cada um segundo a sua obra”, em Romanos e Apocalipse, só vem a corroborar que estamos onde nos colocamos e vivemos o que criamos para nós. No entanto a benevolência divina é presente e amorosa e confia em nós.

E o nosso mundo interior se alegrará demais quando puder sentir a felicidade dos mundos maiores. A nossa contínua conquista se fortalece à medida que nos conscientizamos de que amparo temos sempre, mas o aprimoramento deve vir de nossa vontade, pois mundos maiores não são só um lugar, mas um estado conquistado pelo espírito, ou seja, uma frequência.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 





Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

 



Obsessão

 

Ernest O'Brien

(autor espiritual)

 

Certamente que você deve olhar para a frente, onde novas descobertas descerram horizontes ilimitados, e não para trás.

Tudo afirma o poder da máquina. Dispõem os homens, agora, de invenções, a fim de acompanhar a revolução científica, mas em todo o mundo, à nossa volta, há uma grande escuridão espiritual. Em toda parte, podemos observar a frustração, a dúvida, a aflição e o medo do futuro.

Muitos parecem hoje novos-ricos e novos-pobres na verdade espiritual. A Ciência está iluminando aspectos exteriores da vida, enquanto crises de ansiedade a estão danificando por dentro. O mundo nos parece imenso aprendizado sob a investida de perigosos inimigos da alma.

Que pode ser feito sobre isso? Devemos continuar sentados e aplaudir? Quando nego ajuda ao meu irmão, nego-a a mim mesmo.

Temos de penetrar mais nesse problema, porque estamos imersos nele.

Aqui e ali, devemos desviar-nos do nosso caminho para ajudar o semelhante desencorajado e abandonado.

Depois da morte, no mundo espiritual, compreendemos isso. E você?

Você e eu podemos estar firmes com a verdade, mas nenhum de nós está livre de culpa. Falhamos mais frequentemente do que pensamos. Em outras palavras, caímos facilmente na fraqueza, no egoísmo, na intolerância, na crueldade, ou na impaciência.

Sempre que isso acontece, Espíritos obsessores exercem sua influência sobre você. A insanidade pode eclodir. Então você deve orar, a fim de encontrar um meio prático de libertar-se. Acima de tudo, coopere. Busque o Bem. Você pode ajudar os outros, porque nunca está só.

Sempre que se precisa de ajuda, Deus está por perto. O Espírito inferior deve tornar-se homem verdadeiro, antes de ser anjo. Todos esses chamados demônios são seres humanos. Que possamos abençoá-los e dar-lhes mais amor. (*)

 

(*) Psicografada em inglês, esta mensagem foi traduzida por Hermínio C. Miranda.

 

Do livro Entre irmãos de outras terras, obra psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

 






Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG