sábado, 6 de junho de 2026

 


Alcoolismo e obsessão na visão espírita

 

(Astolfo O. de Oliveira Filho)

 

O presente texto aborda o alcoolismo sob as perspectivas médica e espírita, definindo-o como uma enfermidade incurável que compromete a saúde física e a estabilidade familiar. 

Baseando-se nas pesquisas do psiquiatra George Vaillant, a obra destaca que a abstinência e o suporte de grupos como os Alcoólicos Anônimos são fundamentais para a recuperação.

Complementarmente, a visão espírita introduz o conceito de obsessão espiritual, sugerindo que dependentes desencarnados podem influenciar os vivos a beber por meio de uma simbiose fluídica. O autor descreve como essa interação enfraquece a vontade do indivíduo e agrava o ciclo do vício através de um processo de vampirismo.

A fonte do estudo é o Especial publicado na edição 38 da revista O Consolador, que o leitor pode acessar clicando em:  https://www.oconsolador.com.br/38/especial.html

O VÍDEO exibido na abertura deste texto apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte diz acerca do tema. 

O vídeo e o PODCAST relativos ao assunto foram produzidos com ajuda da I.A.

 

 

 


 

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

 



Leia os textos abaixo e procure ver se há neles algum equívoco:

-   Morreu meu amigo. O féretro será realizado a partir das 15 horas.

-    Quando cheguei ao velório, o caixão já estava sobre o cadafalso.

No catafalco via-se, perfeitamente, o homem condenado à forca.

-   Meu amigo morreu e o féretro será sepultado às 16 horas.

O bom observador deve ter percebido que, com exceção do quarto texto, todos estão errados.


Féretro [do lat. feretru] é o mesmo que caixão, isto é, caixa comprida, geralmente de tampa abaulada, usada para depositar o corpo dos mortos e conduzi-los à sepultura. Féretro tem como sinônimos estes vocábulos: caixão de defunto, ataúde, esquife, tumba, urna funerária. A palavra aplica-se também para se designar o andor em que nos triunfos romanos se levavam os despojos dos vencidos. 

Exemplos: Ajudamos a levar o féretro à cova. O féretro será levado ao cemitério às 15 horas. O féretro do meu amigo estava bem leve. Antônio, por ter pernas muito compridas, exigiu um féretro maior do que o normal.

É comum confundir-se féretro com velório e também com cortejo, ou préstito, que levará a urna funerária ao local do sepultamento, logo que findo o velório.

 

*

 

Catafalco e cadafalso, embora com origem comum, têm significados diferentes.

Catafalco é nome que se dá ao estrado alto, armado em igreja, casa mortuária etc., sobre o qual se coloca o féretro, isto é, a urna funerária.

Exemplo: O caixão do falecido foi posto sobre o catafalco.

Cadafalso é o nome dado ao tablado ou estrado erguido em lugar público, para sobre ele se executarem condenados. É sinônimo de patíbulo.

 

Conclusão

Feitas as observações acima, os textos deveriam ser assim redigidos:

-   Morreu meu amigo. O velório será realizado a partir das 15 horas.

-    Quando cheguei ao velório, o caixão já estava sobre o catafalco.

- No cadafalso via-se, perfeitamente, o homem condenado à forca.

-   Meu amigo morreu e o féretro será sepultado às 16 horas.

 

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/05/das-palavras-abaixo-quais-as-corretas-1.html

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

26

 

Oração

 

A oração é divino movimento do espelho de nossa alma no rumo da Esfera Superior, para refletir-lhe a grandeza.

Reportamo-nos aqui ao apelo vivo do espírito às Potências Celestes, quer vestido na fórmula verbal, quer absolutamente sem ela, na silenciosa mensagem da vibração.

Imaginemos a face de um espelho voltada para o Sol, desviando-lhe o fulgor na direção do abismo. Esta, na essência, é a função da prece, buscando o Amor Divino para concentrar-lhe a claridade sobre os vales da ignorância e do sofrimento, da miséria e do ódio, que ainda se estendem no mundo.

Graduada, desde o mais simples desejo, a exteriorizar-se dos mais ínfimos seres, até a exaltação divina dos anjos, nada se faz na Terra sem o impulso da aspiração que orienta o passo de todas as criaturas…

No corpo ciclópico do Planeta, a oração é o movimento que o mantém na tela cósmica; no oceano, é o fenômeno da maré, pelo qual as águas aspiram ao grande equilíbrio. Na planta, é a chamada fototaxia ou anseio com que o vegetal se levanta para a luz, incorporando-lhe os princípios; no animal, é o instinto de curiosidade e indagação que lhe alicerçam as primeiras conquistas da inteligência, tanto quanto, no homem comum, é a concentração natural, antes de qualquer edificação no caminho humano.

O professor planeando o ensinamento e o médico a ensimesmar-se no estudo para sanar determinada moléstia, o administrador programando a execução desse ou daquele serviço, e o engenheiro engolfado na confecção de uma planta para certa obra, estão usando os processos da oração, refletindo na própria mente os propósitos da educação e da ciência de curar, da legislação e do progresso, que fluem do Plano invisível, à feição de imagens abstratas, antes de se revelarem substancialmente ao mundo.

Orar é identificar-se com a maior fonte de poder de todo o Universo, absorvendo-lhe as reservas e retratando as leis da renovação permanente que governam os fundamentos da vida.

A prece impulsiona as recônditas energias do coração, libertando-as com as imagens de nosso desejo, por intermédio da força viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que, ascendendo às Esferas Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam, pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino, porquanto o Pai Todo-Bondoso se manifesta igualmente pelos filhos que se fazem bons.

A vontade que ora, tange o coração que sente, produzindo reflexos iluminativos através dos quais o Espírito recolhe em silêncio, sob a forma de inspiração e socorro íntimo, o influxo dos Mensageiros Divinos que lhe presidem o território evolutivo, a lhe renovarem a emoção e a ideia, com que se lhe aperfeiçoa a existência.

Dispomos na oração do mais alto sistema de intercâmbio entre a Terra e o Céu.

Pelo divino circuito da prece, a criatura pede o amparo do Criador e o Criador responde à criatura pelo princípio inelutável da reflexão espiritual, estendendo-lhe os Braços Eternos, a fim de que ela se erga dos vales da vida fragmentária para os cimos da Vida Vitoriosa.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

 



Falando ao coração

 

Cruz e Souza

(autor espiritual)

 

 

Coração fatigado, enfermo e aflito

Na noite espessa que te envolve a estrada,

Contempla a imensa abóbada estrelada,

Cintilando na glória do infinito!…

 

Emudece a amargura de teu grito

E, ante as dores da longa caminhada,

Busca o fulgor distante da alvorada

E sorri para o amor puro e bendito.

 

Segue olvidando pântanos e espinhos,

Pedras, nuvens e serros escarninhos,

Sem que o fel de teu pranto sobrenade…

 

E, sobranceiro à treva que te espia,

Chegarás soluçando de alegria

Ao Divino País da Eternidade.

 

 

Do livro Assembleia de Luz, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 



 

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terça-feira, 2 de junho de 2026

 



Bons propósitos

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Trilhar o próprio caminho da melhor maneira é um dos requisitos principais para uma vida mais feliz. Não perseguir posições sociais de destaque (embora grandes atitudes encaminhem para essa realização naturalmente), não perder tempo com as opiniões alheias, não priorizar vaidade, não se identificar com comportamento infeliz, não se comparar com outras histórias já é um início fundamental para conquistar essa felicidade.

Observa-se bastante a preocupação em exibir-se e querer mostrar algo que a pessoa não é nenhum pouco ainda. Na verdade, hoje em dia, isso é uma ocupação muito comum entre boa parte da sociedade humana. No entanto como tudo o que é irrisório e sem valor, basta uma breve ausência e ninguém questionará a falta, ou seja, independente do século que estejamos, o valor da vida sempre será imutável, pois a essência verdadeira perdura a eternidade enquanto as frivolidades se dissipam feito vapor.

Apenas o que é real e bom possui o seu devido valor, e quando um coração se guia com amor, bondade, justiça, responsabilidade e, principalmente, com a presença divina, não há o que argumentar, pois já está na luz de que necessita para progredir. E quando o coração caminha na estrada que leva ao grande propósito, ele, também, se funde com a luz divina gerando amparo, paz, fé e alegria.

Os belos propósitos salvam vidas, curam dores (a própria e as alheias), recriam a esperança, mostram um horizonte mais harmonioso, e esses propósitos nascem de corações que valorizam a vida e seguem com tamanha certeza de suas escolhas que tudo o que desenvolvem toma uma forma abençoada e feliz para um raio enorme de outros corações.

E para encontrar essas bênçãos, não são necessários efeitos mirabolantes, desgastes imensuráveis, subornos sociais; essas bênçãos são naturais em toda ação na qual o amor divino, a compaixão e a caridade já são presenças sentidas. E mais, quando o espírito se comporta como herdeiro divino como realmente o é, seus propósitos são sempre assistidos com concordância e agradecimento do alto.

A vida flui bem quando se desenvolve amorosamente, e ser fiel a suas nobres atitudes apenas enfatiza a prevalência do bem sobre o mal. 

À medida que vivemos com o reconhecimento de mais uma grande oportunidade (esta existência), e conscientes de que sempre será o nosso coração com Deus, o nosso propósito se alinha ao fluxo universal.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 


 

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