domingo, 5 de julho de 2026

 



Espíritos que conservam no plano espiritual a forma infantil também se comunicam

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Muitas pessoas nos perguntam se a literatura espírita registra exemplos de intercâmbio mediúnico entre encarnados e Espíritos que, na vida espiritual, ainda conservam a forma infantil.

Já abordamos esse tema neste espaço. Pessoalmente, participamos de inúmeras reuniões mediúnicas nas quais se manifestaram Espíritos de crianças.

Excluída, naturalmente, a hipótese de mistificação, essas manifestações podem enquadrar-se em duas situações distintas.

A primeira ocorre quando Espíritos adotam a aparência infantil para, utilizando a linguagem própria da criança, alcançar com maior facilidade as pessoas a quem se dirigem. O mesmo acontece nas comunicações dos chamados pretos-velhos que, embora tenham vivido outras experiências antes e depois dessa existência, preferem apresentar-se dessa forma porque seu modo de falar, simples e aparentemente ingênuo, sensibiliza mais profundamente os ouvintes.

A segunda situação diz respeito a Espíritos que efetivamente conservam, no plano espiritual, a forma infantil. 

Esse fato é mencionado por diversos autores, entre eles Cairbar Schutel, em A Vida no Outro Mundo; Irmão Jacob, em Voltei; André Luiz, em Entre a Terra e o Céu; Emmanuel, em Crianças no Além; Cláudia Pinheiro Galasse, em Escola no Além; e o próprio Codificador do Espiritismo, na Revista Espírita de janeiro de 1859.

Como exemplo dessa segunda hipótese, podemos citar a mensagem assinada pelo jovem Marcos Hideo Hayashi, psicografada por Francisco Cândido Xavier em 12 de dezembro de 1975, apenas dez meses após sua desencarnação. Marcos tinha então apenas 12 anos. No acidente que o vitimou, também desencarnaram seus irmãos João Batista e Sheila, de 11 e 7 anos, respectivamente.

A mensagem de Marcos, publicada no livro Crianças no Além, inicia-se com estas palavras:


Minha querida Mamãe, meu querido Papai.

Estou obedecendo ao meu avô Joaquim, que me trouxe para escrever.

Peço para que me abençoem.

Querida Mamãe, a senhora pede notícias e rogou tanto, mas tanto, perante as orações, que me vejo aqui para trazer a esperança ao seu coração e fortalecer em meu pai a confiança na vida.

Ao encerrar sua comunicação, Marcos escreveu:


Aqui, muitos pais de meninos desamparados oram conosco pelos filhos que sofrem no mundo, mas eu sei que a senhora e meu pai serão auxílio e bênção para esses meninos, filhos de tantos amigos bons que nos amparam aqui.

Não posso continuar.

Mamãe, abençoe os filhos que somos nós aqui, sem você, mas contando sempre com a senhora para ficar mais fortes. Deus nos auxiliará.

Hoje, tenho mais fé.

Em nome dos irmãos e em meu nome, deixo a vocês, em casa, o nosso beijo de respeito e de amor. E recebam, com o abraço do avô Joaquim, todo o coração do filho, sempre filho reconhecido. (Marcos)

Para concluir, vale recordar o interessante caso que Allan Kardec intitulou "O Fantasma de Bayonne", publicado na Revista Espírita de janeiro de 1859. Nele são relatadas as manifestações de uma criança desencarnada ocorridas na residência de uma família da cidade de Bayonne, no sul da França, próxima à fronteira com a Espanha.

Com o objetivo de esclarecer os fatos, Kardec evocou o Espírito responsável pelas manifestações. Ao apresentar-se na Sociedade Espírita de Paris, ele foi visto com a aparência de uma criança de 10 a 12 anos, cabelos negros e ondulados, tez pálida e olhos negros e vivos — características que coincidiam com as descritas pela irmã do menino ao relatar suas aparições. No diálogo travado com Allan Kardec, o Espírito confirmou ser o irmão daquela jovem e informou haver desencarnado aos quatro anos de idade.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/deus-nao-e-um-espectador-passivo-da.html

 

 

 


 

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sábado, 4 de julho de 2026

 



Introdução d’ O Evangelho segundo o Espiritismo

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Na Introdução de O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec estabelece o ensino moral de Jesus – por ele considerado o roteiro infalível da felicidade – como a base da obra, que integra o chamado Pentateuco Kardequiano e é a mais conhecida entre todas as obras de autoria do Codificador do Espiritismo.

Redigida por Allan Kardec, a Introdução compõe-se de 4 partes:

I. Objetivo da obra.

II. Autoridade da Doutrina Espírita. Controle universal do ensino dos Espíritos.

III. Notícias históricas.

IV. Sócrates e Platão, precursores da ideia cristã e do Espiritismo.

O VÍDEO que exibimos logo acima apresenta em poucos minutos um resumo do que o texto em foco nos apresenta. 

O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

 

 

 



 

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

 



O verbo responder, no seu uso mais comum, exige objeto indireto.

Exemplos:

João sempre respondia às cartas recebidas.

O menino logo respondeu à pergunta.

É de bom alvitre jamais responder às calúnias.

O orador vai responder aos que lhe perguntarem.

O soldado, na verdade, apenas respondeu aos tiros.

O carro respondeu à manobra feita pelo motorista.

Há casos, porém, em que ele é utilizado sem complemento algum, como um verbo intransitivo.

Exemplos:

O cão latiu e a matilha inteira respondeu.

O padre rezava a ladainha e a assembleia respondia.

O réu ouviu a acusação, mas não respondeu.

A firma não gosta de empregados que respondem.

Quando um pássaro canta, o outro logo responde.

O verbo responder pode, ainda, exigir objeto direto.

Exemplos:

O rapaz, diante do guarda, respondeu o que lhe veio à cabeça.

O menino, ante a insistência da mulher, respondeu que tinha fome.

Perguntei-lhe por que não veio e ela respondeu que havia viajado.


*

Pseudo é um prefixo, não adjetivo. Em face disso, sua forma é sempre invariável.

Exemplos: pseudogênio, pseudogênios; pseudo-herói, pseudo-heróis; pseudossábio, pseudossábios.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/assinale-qual-e-o-modo-correto-de-falar.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

30

 

Amor

 

O amor puro é o reflexo do Criador em todas as criaturas.

Brilha em tudo e em tudo palpita na mesma vibração de sabedoria e beleza.

É fundamento da vida e justiça de toda a Lei.

Surge, sublime, no equilíbrio dos mundos erguidos à glória da imensidade, quanto nas flores anônimas esquecidas no campo.

Nele fulgura, generosa, a alma de todas as grandes religiões que aparecem, no curso das civilizações, por sistemas de fé à procura da comunhão com a Bondade Celeste, e nele se enraíza todo o impulso de solidariedade entre os homens.

Plasma divino com que Deus envolve tudo o que é criado, o amor é o hálito d’Ele mesmo, penetrando o Universo.

Vemo-lo, assim, como silenciosa esperança do Céu, aguardando a evolução de todos os princípios e respeitando a decisão de todas as consciências.

Mercê de semelhante bênção, cada ser é acalentado no degrau da vida em que se encontra.

O verme é amado pelo Senhor, que lhe concede milhares e milhares de séculos para levantar-se da viscosidade do abismo, tanto quanto o anjo que O representa junto do verme. A seiva que nutre a rosa é a mesma que alimenta o espinho dilacerante. Na árvore em que se aninha o pássaro indefeso, pode acolher-se a serpente com as suas armas de morte. No espaço de uma penitenciária, respira, com a mesma segurança, o criminoso que lhe padece as grades de sofrimento e o correto administrador que lhe garante a ordem. O amor, repetimos, é o reflexo de Deus, Nosso Pai, que se compadece de todos e que a ninguém violenta, embora, em razão do mesmo amor infinito com que nos ama, determine estejamos sempre sob a lei da responsabilidade que se manifesta para cada consciência, de acordo com as suas próprias obras.

 E, amando-nos, permite o Senhor perlustrarmos sem prazo o caminho de ascensão para Ele, concedendo-nos, quando impensadamente nos consagramos ao mal, a própria eternidade para reconciliar-nos com o Bem, que é a Sua Regra Imutável.

Herdeiros d’Ele que somos, raios de Sua Inteligência Infinita e sendo Ele Mesmo o Amor Eterno de Toda a Criação, em tudo e em toda parte, é da legislação por Ele estatuída que cada Espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se-lhe aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.

Eis porque Jesus, o Modelo Divino, enviado por Ele à Terra para clarear-nos a senda, em cada passo de seu Ministério tomou o amor ao Pai por inspiração de toda a vida, amando sem a preocupação de ser amado e auxiliando sem qualquer ideia de recompensa.

Descendo à Esfera dos homens por amor, humilhando-se por amor, ajudando e sofrendo por amor, passa no mundo, de sentimento erguido ao Pai Excelso, refletindo-Lhe a vontade sábia e misericordiosa. E, para que a vida e o pensamento de todos nós lhe retratem as pegadas de luz, legou-nos, em nome de Deus, a sua fórmula inesquecível: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

 



Toques do coração

 

Anísio de Abreu

(autor espiritual)


Vida – um palco!... O berço, a infância,

Sonho, amor, dor, desengano,

Luta, velhice, distância

E a morte que cerra o pano...

 

Guarda silêncio, não fales

Das amarguras que tens;

Há muitos bens que são males,

Muitos males que são bens.

 

 Liberdade?!... A vida ensina

Que a pedra mais incomum,

Sem martelo ou disciplina,

Não serve em lugar algum.

 

O homem é um pensamento,

Entre abismos e apogeus,

Que só descansa, a contento,

No pensamento de Deus.

 

 Olhei-me, depois da morte...

Vi meus conflitos sem fim!...

Oh! Senhor, dá-me outro corpo,

Quero esconder-me de mim...

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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