sexta-feira, 17 de abril de 2026

 



Qual é o complemento correto do verbo visar?

Francisco Fernandes e outros gramáticos ensinam que o verbo visar pede objeto direto quando significa: dirigir o olhar para, apontar a arma contra, pôr o sinal de visto em:

- visou o alvo

- visou o pardal

- visou o diploma.

Quando, porém, seu significado é: propender, mirar, dispor-se, propor-se, o verbo exigirá objeto indireto:

- visei ao bem da comunidade

- o ensino visa ao progresso social

- a medida visava a estabelecer nova ordem

- com o trabalho ele visava a ficar rico.

Ocorre, porém, que modernamente é comum o verbo citado vir seguido de objeto direto em qualquer das acepções acima citadas.

Por isso, segundo diversos gramáticos, tanto faz escrever: A empresa visa obter lucros ou A empresa visa a obter lucros.

 

*

 

A região situada no Polo Norte chama-se Ártico, enquanto a região situada no Polo Sul é a Antártica ou Antártida.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/04/ha-uma-samba-bem-conhecido.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 16 de abril de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

19

 

Prosperidade

 

Prosperidade na Terra quer dizer fortuna, felicidade.

Grande parte das criaturas, almejando-lhe a posse, pleiteia relevo, autoridade, domínio…

Gastam-se largos patrimônios da existência para conquistar-lhe o prestígio e não falta quem surja no prélio estudando as forças ocultas para incorporar-lhe o bafejo.

Milhões dos homens de hoje vivem à cata de ouro e predominância, com o mesmo empenho com que antigamente, em aprendizados mais simples, se entregavam aos misteres primitivos de caça e pesca.

É que, na procura desse ou daquele valor da vida, mobilizamos a energia mental, constituída à base de nossas emoções e desejos.

O espelho do coração, constantemente focado no rumo dos objetos e situações que buscamos, traz-nos à rota os elementos que nos ocupam a alma.

Não esqueçamos, todavia, que, na laboriosa jornada para a Glória Divina, nos confundimos sempre com aquilo que nos possui a atenção, demorando-nos nesse ou naquele setor de luta, conforme a extensão e duração de nossos propósitos.

Como no filme cinematográfico, em que a história narrada é feita pelos quadros que se sucedem, ininterruptos, a experiência que nos é peculiar, nessa ou naquela fase da vida, constitui-se dos reflexos repetidos de nossos sentimentos, gerando ideias contínuas que acabam plasmando os temas de nossa luta, aos quais se nos associa a mente, identificando-se, de modo quase absoluto, com as criações dela mesma, à maneira da tartaruga que na carapaça, formada por ela própria, se isola e refugia.

Em razão disso, o conceito de prosperidade no mundo é sempre discutível, porquanto nem todos sabem possuir, elevar-se ou comandar com proveito para os sagrados objetivos da Criação.

Muita gente, pela reflexão mental incessante em torno dos recursos amoedados, progride em títulos materiais; entretanto, se os não converte em fatores de enriquecimento geral, cava abismos dourados nos quais se submerge, gastando longo tempo para libertar-se do azinhavre da usura.  Legiões de pessoas no século ferem o solo da vida, com anseios repetidos de saliência individual, e adquirem vasto renome na ciência e na religião, nas letras e nas artes; contudo, se não movimentam as suas conquistas no amparo e na educação dos companheiros da senda humana, quase sempre, muito embora fulgurem nas galerias da genialidade, sofrem o retorno das ondas mentais de extravagância que emitem, caindo em perigosos labirintos de purgação.

Há, por isso, muita prosperidade aparente, mais deplorável que a miséria material em si mesma, porque a mesa vazia e o fogão sem lume podem ser caminhos de louvável reparação, enquanto o banquete opíparo e a bolsa farta, em muitas ocasiões, apenas significam avenidas de licença que correm para o despenhadeiro da culpa, de onde só conseguiremos sair ao preço de longos estágios na perturbação e na sombra.

Muitos religiosos perguntam por que motivo protegeria Deus o progresso material dos ímpios. Em verdade, porém, semelhante fortuna não existe, de vez que a prosperidade, ausente da reta conduta, não passa de apropriação indébita e é como roupa brilhante cobrindo chagas ocultas, que exigem a formação de reflexos contrários aos enganos que as originaram, a fim de que a prosperidade legítima, a expressar-se em serviço e cultura, amor e retidão, confira ao espírito o reflexo dominante da luz.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

 



Trovas da vida

 

Regueira Costa (autor espiritual)

 

 

Alegria verdadeira

Pede irmãos para o caminho.

Anote: parece um louco

Aquele que ri sozinho.

 

Quase sempre, a nossa prece

Tem algo de inconsequente...

Quando alcança o que deseja

Pede coisa diferente.

 

Onde as trevas se condensem,

Deus logo manda varrê-las;

A própria noite é uma sombra

Toda enfeitada de estrelas.

 

Silêncio é a chave do bem;

Por maior a caridade,

Quem dá, fazendo perguntas,

Ajuda pela metade.

 

Para dizer que a justiça

Prescinde de acusadores,

Deus faz do estrume na terra

Perfume e seiva nas flores.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 14 de abril de 2026

 



Ser uma boa pessoa

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Os grandes objetivos variam muito de uma pessoa para outra. Tantos perseguem um sucesso inteiramente terreno; outros mais desejam viver e aproveitar o tempo presente; há também os que almejam o aprimoramento, mas sem muita disciplina e esforço; salvo os que já sentiram o singelo chamado do Alto. Na maioria das vezes, e com considerável parcela da população, a forma mais vantajosa pessoalmente é a escolhida.

Na sociedade humana, ser uma boa pessoa, embora não seja apreciado por todos, é um passaporte para uma vida mais gratificante, coerente e em paz, pois bons atributos vivenciados genuinamente são, em todo tempo e mundos, características de andamento progressivo na história de um espírito. No entanto ser uma boa pessoa, principalmente quando ninguém está observando, é a particularidade entre o espírito que conquista diariamente e aquele que ainda não se interessa pelo verdadeiro crescimento.

Há uma escala bastante diferenciada de espíritos encarnados e cada um atraindo de acordo com sua sintonia. Talvez uma das atitudes mais lembradas de quando se remete à bondade é a doação de algo material a alguém sem dúvida, isso também possui o seu mérito. Pois bem, ser uma boa pessoa é viver a bondade em seu maior número de situações, especialmente, quando olhos terrenos não estejam presentes.

Toda bondosa ação é luz, não importa a sua dimensão, como salvar os pequenos insetos da prisão domiciliar em que eles próprios se colocam, ora na luminária, ora por procurarem lugares mais seguros e aconchegantes; ainda quando cumprimentamos pessoas e lhes deixamos um sorriso calmo e carinhoso para lembrá-las de que são vistas e amparadas; quando a preservação ambiental continua com a certeza do empenho pessoal; à medida que se olha e vive com a responsabilidade humana espiritual, com testemunhas visíveis e invisíveis, mas sem a preocupação com a presença, apenas vivendo da maneira mais harmoniosa; quando a tolerância sadia começa a ser vivida nos lares e famílias; quando tudo o que conhecemos de bom começa a participar mais dos nossos dias de forma mais completa.

Tornamo-nos uma boa pessoa conforme os valores espirituais sobressaem aos terrenos e materiais; conforme percebemos mais o olhar do que as vestimentas; à medida que com a ausência do olhar humano, mas por tranquilidade pessoal, escolhemos a retidão, a coerência e o seguimento dos inesquecíveis exemplos de Jesus.

Percebemos a nossa melhora quando o nosso interior está em paz e observando mais os lindos jardins da vida.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 




 

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segunda-feira, 13 de abril de 2026

 



Voto espírita

 

Albino Teixeira (autor espiritual)

 

O espírita é alguém que assegura a si mesmo ser efetivamente:

tão confiante nas Leis Divinas que jamais se confia à desesperação, por mais agudo lhe seja o sofrimento;

tão otimista que nunca perde a coragem, nos embaraços de que se vê defrontado, aguardando o melhor e fazendo o melhor que pode nas atividades do dia a dia;

tão diligente que jamais abandona o trabalho, ainda mesmo quando lucros ou perdas o induzam a isso;

tão compreensivo que facilmente descobre os meios de justificar as faltas do próximo;

tão firme nos ideais edificantes que, em circunstância alguma, surpreende motivos para cair em desânimo;

tão sereno que não se afasta da paciência, sejam quais forem os sucessos desagradáveis;

tão conhecedor das próprias fraquezas que não encontra oportunidade ou inclinação para registar as fraquezas dos outros;

tão estudioso que não perde o mínimo ensejo para a aquisição de novos conhecimentos;

tão realista que não alimenta qualquer ilusão a seu próprio respeito, aceitando-se hoje imperfeito ou desajustado, como talvez seja, mas sempre envidando esforço máximo para ser amanhã como deve ser;

tão entusiasmado ante a Criação e a Vida Eterna que jamais permite venham dificuldades ou provações solapar-lhe a alegria de viver ou obscurecer-lhe o dom de servir.

O espírita, enfim, é alguém ciente de que Deus está ao lado de todos, mas procura firmar-se, sentir, pensar e agir, incessantemente, ao lado de Deus.

 

Do livro Coragem, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 


 

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