terça-feira, 16 de junho de 2026

 




A força da palavra falada

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

A observação do que se faz, pensa, fala e sente deveria ser lei para conquistar uma vida mais em paz e feliz. E, principalmente, quanto à conversação, as palavras são usadas sem muita parcimônia, e quando desarmonizam mais do que deveriam, quem as propaga tenta redimi-las com outras palavras ainda que põem tudo a perder de fato. Quando não se reflete antes de falar, até mesmo relações importantes podem enfraquecer-se, pois uma das mais decisivas formas de relacionamento é por meio da palavra. E quando se conhece o seu poder deve-se ter cuidado aumentado em toda conversação.  

Cada palavra possui a sua bagagem e da mesma maneira ela retorna para quem as profere muitas vezes, o orgulho impede essa reflexão. E aquela desculpa que se utiliza falei sem pensar ou falei sem querer, sinceramente, nunca reconfortou o coração de quem a ouviu ou reparou uma situação desconcertante. A melhor opção em todo momento é refletir antes de falar, já que somos seres racionais.

Quando se propõe a renovar-se, a ser alguém mais elaborado em seu progresso, fator indiscutível é a melhora da escolha das palavras, e sempre com o cuidado de que toda palavra é um ser vivo com energia e mensagem específica. Toda palavra proferida bendirá ou não, elevará ou não, curará ou não, amará ou não, e, especialmente, com fé, transporá a montanha e sentirá o Reino que tanto Jesus fala, pois o Céu está em nós agora mesmo, ou não.

Tão mais precioso falar palavras pensadas antes mesmo de pronunciá-las se bem que ao pensar já se libera a sua energia, no entanto sem aspergir tanto ao próximo. E se ainda não é possível a disciplina do pensamento antecipado, o silêncio é a forma mais diligente de conhecimento. Sabedoria é pensar antes de fazer.

Entretanto fazer uso de palavras aparentemente belas, mas com energia invertida, não é nada aconselhável, já que em questão de energia, nunca é possível enganar o Universo criado por Deus. Faz-se necessária a reforma juntamente de palavras mais bem escolhidas. A receita infalível é a das palavras harmoniosas, verdadeiras e claras em todo tempo e lugar.

E à medida que compreendemos e sentimos interiormente como a vida se desenvolve e que tudo o que falamos nos retorna antes de tudo, especialmente, sobre nós e que somos o grande tesouro criado pelo Pai, então, é chegado o tempo de proferir palavras verdadeiras, positivas e agradecidas, porque quando utilizamos a expressão Eu sou, esta ganha vida.

Deus nos criou com a capacidade de infinitas realizações e Jesus afirmou que sois deuses, logo, depende de nós buscá-la e usufruir.



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segunda-feira, 15 de junho de 2026


Oração e serviço

 

Albino Teixeira

(autor espiritual)

 

Oração é requerimento da criatura ao Criador.

Serviço é condição que a lei estabelece para todas as criaturas, a fim de que o Criador lhes responda.

Meditação estuda.

Trabalho realiza.

Observemos a propriedade do asserto em quadros simples.

Semente nobre é pedido silencioso da natureza a que se faça verdura e pão, mas, se o cultivador não desenvolve esforço conveniente, a súplica viva desaparece.

Livro edificante é apelo sublime do espírito a que se ergam instrução e cultura, mas, se o homem não lhe perlustra as folhas no aprendizado, a sábia rogativa fenece, em vão.

Música, ainda mesmo divina, se mora exclusivamente na pauta, é melodia que não nasceu.

Invenção sem experimento é raciocínio morto.

Oremos, meus irmãos, mas oremos servindo.

Construção correta não se concretiza sem planta adequada.

Mas a palavra, por mais bela, sem construção que lhe corresponda, será sempre um sonho mumificado em tábuas de geometria.

 

Do livro Caminho espírita, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 


 

 

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domingo, 14 de junho de 2026

 




Debilitar o corpo com privações inúteis contraria a lei de Deus 

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Uma leitora de São Paulo (SP) pede-nos que comentemos o conceito de sacrifício à luz da doutrina espírita. Na mensagem ela fez referência também a alguns sacrifícios que, embora seja espírita, costuma fazer durante o período da chamada Quaresma.

Para os não afeitos à liturgia católica, lembramos que a Quaresma faz parte do ano litúrgico e compreende os 40 dias que vão da quarta-feira de cinzas até o domingo de Páscoa, período esse que deve ser destinado, por católicos e ortodoxos, à penitência. É aí, então, que dentro da penitência surge a ideia da realização de sacrifícios.

O vocábulo sacrifício tem, conforme a etimologia, o sentido de se “fazer alguma coisa sagrada”. Em seu sentido primitivo e unicamente religioso, representa uma oferenda que se faz à Divindade por meio de rituais.

O propósito declarado do sacrifício varia muito entre as diferentes culturas. Por extensão, pode ele ser considerado como uma renúncia ou privação voluntária de alguma coisa, como a privação dos gozos inúteis, que a doutrina espírita considera ato meritório, porque desprende da matéria o homem e eleva sua alma. 

Resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis, tirar do que temos para dar aos que carecem do bastante, fazer o bem aos nossos semelhantes – eis algumas práticas que apresentam grande mérito dentro do rol das chamadas privações voluntárias.

A realização de sacrifícios religiosos está geralmente relacionada com as mortificações e as penitências. O verbo mortificar é sinônimo de afligir, atormentar, castigar, macerar o próprio corpo com penitências. A mortificação ocorreria devido ao arrependimento ou à dor resultante do pecado que a pessoa tenha cometido. 

Em função do arrependimento, certas autoridades religiosas impõem uma pena ao arrependido para remissão de seus pecados, pena essa representada por jejuns, orações, macerações do corpo e outras tantas mortificações inerentes às manifestações de culto externo.

Em seu livro Elucidações Evangélicas, Antônio Luiz Sayão examina o assunto “penitência” e diz que essa prática é, segundo algumas religiões, necessária ao pecador que não deseja agravar sua culpa e tornar-se, por conseguinte, passível de maiores castigos. 

A penitência, tal como a entendia Jesus, não consiste, porém, na reclusão em claustros, nos cilícios e em outras tribulações materiais. Ela consiste no arrependimento sincero e profundo e no propósito firme em que a criatura se coloca de não tornar a cometer as faltas que a arrastaram à mísera condição humana e esforçar-se por repará-las.

O Espírito penitente – afirma Sayão – “absorve-se todo na oração e na vigilância que Jesus recomendava e que formam uma espécie de antemural às ondas de paixões que nos lançam no abismo do infortúnio”. 

No intuito de obter favores ou mesmo agradar a Deus ou aos Bons Espíritos, algumas pessoas executam determinadas ações ou se impõem certas privações a que chamam de promessa. Ora, as promessas já tiveram sua época e já vai distante o tempo das supersticiosas imposições da teocracia. Ao seu reinado sucedeu o império da inteligência e da razão, únicos fundamentos inabaláveis da fé esclarecida e ativa. Sacrifícios, mortificações e promessas são, portanto, manifestações materiais do culto externo, praticadas por pessoas ainda distantes das verdades espirituais.

Falando sobre a mortificação e seu mérito, aconselham os Espíritos superiores: “Procurai saber a que ela aproveita”. “Se somente serve para quem a pratica e a impede de fazer o bem, é egoísmo, seja qual for o pretexto com que entendam de colori-la. Privar-se a si mesmo e trabalhar para os outros, tal a verdadeira mortificação, segundo a caridade cristã.” (O Livro dos Espíritos, 721.)

Debilitar o corpo com privações inúteis e macerações sem objetivo, torturar e martirizar voluntariamente o corpo material são atos que, evidentemente, contrariam a lei de Deus, porquanto enfraquecer o veículo corpóreo sem necessidade é verdadeiro suicídio.

Sobre o tema sugerimos a quem nos lê que consulte, também, as questões 669 a 673 d´O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/lacos-de-familia-porque-as-vezes-sao.html

 

 

 

 


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sábado, 13 de junho de 2026


 

A bagagem de nossa derradeira viagem

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

O presente texto discute a perspectiva espírita sobre a natureza da propriedade real, diferenciando os bens materiais daqueles que realmente pertencem ao indivíduo.

Inteligência, conhecimentos, qualidades morais – eis a nossa verdadeira propriedade. Ampliar esse tesouro – o único que podemos conservar e levar conosco – deve ser, por conseguinte, o nosso objetivo, a meta fundamental de nossa existência.

Segundo o Espiritismo, tudo que é relativo à matéria não nos pertence realmente. Trata-se de mero empréstimo, de um depósito que deveremos restituir ao verdadeiro dono, finda nossa estada neste mundo.

A fonte do estudo é um artigo que publicamos em 31 de maio deste ano no Blog Espiritismo Século XXI, que o leitor pode acessar clicando em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/05/a-bagagem-de-nossa-derradeira-viagem.html

O VÍDEO colocado na abertura deste texto apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte diz acerca do tema. 

O vídeo e o PODCAST relativos ao assunto foram produzidos com ajuda da I.A.

 

 

 

 


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sexta-feira, 12 de junho de 2026

 



Na literatura em geral é frequente depararmos com as seguintes expressões: "arroubos de caridade" e "elixir da juventude". Afinal, que significam os vocábulos arroubo e elixir?

Trata-se de palavras de uso literário e figurado bastante frequentes.

Arroubo significa um impulso intenso e repentino de sentimento, entusiasmo, emoção ou inspiração. É uma manifestação exaltada do ânimo.

Exemplos:

Arroubo de caridade: um impulso generoso e espontâneo de ajudar alguém.

Arroubo de amor: uma demonstração intensa de afeto.

Arroubo de coragem: um momento de bravura súbita.

Sinônimos possíveis, conforme o contexto: ímpeto, entusiasmo, exaltação, arrebatamento, impulso.

Elixir era originalmente uma substância que os alquimistas acreditavam ser capaz de curar doenças, prolongar a vida ou até transformar metais comuns em ouro. Com o tempo, o termo passou a ser usado em sentido figurado.

Exemplos:

Elixir da juventude: substância imaginária que devolveria ou conservaria a juventude.

Elixir da vida: remédio milagroso capaz de prolongar a existência.

Em sentido figurado, elixir pode designar qualquer coisa que revigore, anime ou traga bem-estar:

 "A música foi um verdadeiro elixir para o espírito."

 "A convivência com os netos é seu elixir de juventude."

Em resumo:

Arroubo: impulso ou arrebatamento intenso de um sentimento.

Elixir: poção ou remédio maravilhoso; figuradamente, aquilo que revigora, restaura ou parece trazer nova vida.

Por isso, quando um autor escreve "arroubos de caridade", refere-se a manifestações espontâneas e fervorosas de generosidade; e quando menciona o "elixir da juventude", alude à lendária substância capaz de conservar ou restaurar a juventude.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/leia-os-textos-abaixo-e-procure-ver-se.html

 

 

  

 


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