sexta-feira, 22 de maio de 2026

 



Há em nosso País palavras estrangeiras tão enraizadas em nossos costumes que mantêm sua grafia original e, como tal, figuram em nossos dicionários.

Uma delas é a palavra show (ingl.), substantivo que significa: espetáculo de teatro, rádio, televisão etc., geralmente de grande montagem, que se destina à diversão, e com a atuação de vários artistas de larga popularidade, ou às vezes de um só.

Essa palavra aparece na expressão dar um show, brasileirismo que significa: ter uma atuação brilhante; fazer um brilhareto; dar um baile; dar escândalo; fazer cena.

Outra palavra é pizza (it.), substantivo que designa a comida italiana feita com massa de pão, de forma em geral arredondada e achatada, sobre a qual se dispõem camadas de mozarela, tomates, enchovas etc., temperadas com orégão. 

A palavra deu origem à expressão acabar em pizza, brasileirismo que significa: resultar em nada, algo que se verifica quase sempre quando pessoas importantes estão envolvidas em casos que dariam prisão se outros fossem os figurantes.

 

*

 

Uma das pizzas preferidas do brasileiro é a pizza de mozarela, palavra derivada do vocábulo italiano mozzarèlla.

Mozarela ou muçarela é o nome que se dá ao queijo magro de leite de búfala, ou, quando produzido industrialmente, geralmente de leite de vaca, e usado na culinária de origem italiana. 

Que o leitor não estranhe: muçarela escreve-se assim mesmo. Não existe em nossos dicionários a forma mussarela.

 


Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/05/o-adverbio-debaixo-escrito-assim-mesmo.html

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

24

 

Humildade

 

A humildade, por força divina, reflete-se, luminosa, em todos os domínios da Natureza, os quais expressam, efetivamente, o Trono de Deus, patrocinando o progresso e a renovação.

Magnificente, o Sol, cada dia, oscula a face do pântano sem clamar contra o insulto da lama; a flor, sem alarde, incensa a glória do céu. Filtrada na aspereza da rocha, a água se revela mais pura, e, em seguida às grandes calamidades, a colcha de erva cobre o campo, a fim de que o homem recomece a lida.

À carência de humildade, que, no fundo, é reconhecimento de nossa pequenez diante do Universo, surgem na alma humana doentias enquistações de sentimento, quais sejam o orgulho e a cobiça, o egoísmo e a vaidade, que se responsabilizam pela discórdia e pela delinquência em todas as direções.

Sem o reflexo da humildade, atributo de Deus no reino do “eu”, a criatura sente-se proprietária exclusiva dos bens que a cercam, despreocupada da sua condição real de Espírito em trânsito nos carreiros evolutivos e, apropriando-se da existência em sentido particularista, converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida.

Sob o fascínio de semelhante negação, ergue azorragues de revolta contra todos os que lhe inclinem o espírito ao aproveitamento das horas, já que, sem o clima da humildade, não se desvencilha da trama de sombras a que ainda se vincula, no plano da animalidade que todos deixamos para trás, após a auréola da razão.

Possuída pelo espírito da posse exclusivista, a alma acolhe facilmente o desespero e o ciúme, o despeito e a intemperança, que geram a tensão psíquica, da qual se derivam perigosas síndromes na vida orgânica, a se exprimirem na depressão nervosa e no desequilíbrio emotivo, na ulceração e na disfunção celular, para não nos referirmos aos deploráveis sucessos da experiência cotidiana, em que a ausência da humildade comanda o incentivo à loucura, nos mais dolorosos conflitos passionais.

Quem retrata em si os louros dessa virtude quase desconhecida aceita sem constrangimento a obrigação de trabalhar e servir, a benefício de todos, assimilando, deste modo, a bênção do equilíbrio e substancializando a manifestação das Leis Divinas, que jamais alardeiam as próprias dádivas.

Humildade não é servidão. É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.

Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia.

Refletindo-a, do Céu para a Terra, em penhor de redenção e beleza, o Cristo de Deus nasceu na palha da Manjedoura e despediu-se dos homens pelos braços da Cruz.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

 



Ilações

 

Alberto Souza

(autor espiritual)

 

 

Não digas que amas a Deus,

Sem serviço à Humanidade;

Deus traz as mãos invisíveis

Nos braços da caridade.

 

Há dois climas diferentes

Onde o mal desponta e viça:

A justiça sem a força,

A força sem a justiça.

 

As fortunas e as pessoas!...

Quantas lutas as consomem!

O homem procura o ouro,

O ouro revela o homem.

 

Poeira no redemoinho,

Pó que sobre e cai por fim!...

Há muita gente no mundo

Que sobre também assim...

 

Deus tinge de verde a erva,

Mostrando em toda a extensão

Que nunca falta esperança

Para os caídos no chão!...

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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terça-feira, 19 de maio de 2026

 



As palavras são declarações

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Como as palavras possuem poder!

Quando compreendermos e praticarmos essa tão decisiva verdade, muito em nossa vida começará a ter sentido. Normalmente nem imaginamos quanto estamos maldizendo em nossos dias com palavras irrefletidas sobre nós mesmos, nossos anseios e sobre a vida, pois com notável infelicidade, usamos palavras negativas e ingratas ao longo da existência. No entanto podemos (nos) abençoar muito mais quando usamos palavras amorosas, gentis, benevolentes, compreensivas e pacientes.

A começar, o nosso corpo está nos ouvindo constantemente, e fica saudável quando nossos dizeres, também para ele, são propagados com amor, alegria e agradecimento; somos os primeiros a colher os frutos de nosso pensamento, sentimento e palavra. À medida que agradecemos o funcionamento do nosso corpo e o reconhecemos como abençoado companheiro de jornada, dando condição de nosso espírito evoluir um pouquinho mais, já é o início da constatação de um dos infinitos presentes divinos.

E Deus é tão misericordioso e bondoso que nos dá a oportunidade de escolha para tudo o que desejamos fazer, ou seja, ninguém virá até nós e nos colocará as palavras em nossa fala. Temos o livre-arbítrio até mesmo para o que queremos falar, a única atividade mais dispendiosa é escolher as palavras, e há uma diferença desmedida entre palavras amorosas e positivas em relação às negativas e inferiores.

Se usamos mais comumente palavras elevadas, tão mais leves e com bem-estar nos sentiremos, e se caso ainda não exista familiaridade com essas palavras, agora é o momento ideal para iniciar. Não há mágica e ninguém pode fazer por nós (graças a Deus, pois imagine ficar à mercê de outrem), é um trabalho integralmente pessoal.

Ainda pode ser que a maioria das pessoas desacredita no poder das palavras, no entanto se houver uma pequena atenção nas palavras utilizadas diariamente, e uma substituição das palavras mais negativas pelas mais otimistas e amorosas, sem dúvida, haverá melhoria incontestável nos dias. Se conversarmos, com carinho, com os animais e plantas, de pronto, o desenvolvimento desses pequenos será maravilhoso, imagine só usando palavras positivas nos relacionamentos de nossa vida. Ainda quando conversamos com docilidade com as crianças e idosos, essas duas fases passam a ser mais harmoniosa e feliz.

Temos o poder de abençoar por meio de nossas palavras e também o contrário acontece. O que dizemos cria energia semelhante ao nosso redor e em nosso interior, e seremos, então, pessoas bem-vindas ou repelidas de acordo com a nossa propagação vocabular.

Há uma diferença muito significante em nosso ser quanto à pronúncia de palavras positivas em relação às mal escolhidas. Então, basta apenas a nossa mudança interior de atitude, porque como muito se sabe tudo está em nós, principalmente a centelha divina, e, por meio de palavras otimistas, podemos abençoar e bendizer a nossa vida.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 




 

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segunda-feira, 18 de maio de 2026

 



Anotação simples

 

Irmão X

(autor espiritual)

 

Você, meu amigo, se declara desalentado e assevera em desconsolo: “Estou positivamente vencido, sem estímulo para trabalhar. Sonhei a realização de tarefas sublimes e vejo tudo acabando em frustração. Depositei confiança e carinho em companheiros que me abandonaram, amigos outros me iludiram, largando-me em penosas experiências. Vivo sitiado pela incompreensão, batido no pó da dificuldade… Que fazer para revigorar-me, sobreviver?”

Não dispomos, caro irmão, de específico mais adequado para a cura do esmorecimento que a aplicação do Evangelho de Jesus, pois não foi ele mesmo, o divino Mestre, que nos advertiu: “Tende bom ânimo! Eu venci o mundo.”? (João, 16:33.)

Ainda assim, para a nossa reflexão, recordaremos uma fábula antiga que já ouvi de fontes diversas e que se nos adapta, proveitosamente, ao assunto.

Conta-se que o Espírito das Trevas, certa feita, deliberou efetuar uma liquidação na loja de sua propriedade, colocando à venda as ferramentas de sua atividade usual. No balcão, desse modo, jaziam expostas muitas delas com os rótulos que as definiam: “Ódio”, “Maledicência”, “Desespero”, “Inveja”, “Crime”…

Em meio de todas, uma, porém, se sobressaía, em dourado, na forma de cunha, com o nome “Desânimo”. Semelhante utensílio mostrava enorme desgaste, entretanto era marcado como sendo o mais caro de todos. E quando alguém indagou quanto ao motivo de preço tão alto o Espírito da Sombra respondeu, simplesmente: “Esta ferramenta é a que uso com mais facilidade e a que me serve muito mais que as outras, porque pouca gente sabe que ela me pertence. É por isso que abro com ela milhares de corações que não consigo descerrar com as outras. E uma vez que me vejo no íntimo dessa ou daquela pessoa posso manejar todas as demais, à vontade, conseguindo alcançar a realização de todos os meus intentos”.

Como vê, meu caro, estudemos essa fábula simples e procuremos pensar.

 

Do livro Cartas do Alto, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 




 

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