sexta-feira, 29 de maio de 2026



Das palavras abaixo, quais as corretas:

1. Discreção ou discrição?

2. Desinteria ou disenteria?

3. Desconjuntado ou disconjuntado?

4. Discriminalização ou descriminalização?

Eis o que podemos colher nos melhores dicionários da língua portuguesa:

1. Discreção não existe em nosso idioma. Discrição [do lat. discretione] é a forma correta, que tem estes significados: qualidade ou caráter de discreto; discernimento, sensatez; qualidade de quem sabe guardar segredo; prudência, reserva, circunspeção; modéstia, recato, decência. 

Com essa palavra forma-se a locução à discrição, que significa à vontade; sem restrições.

2. Desinteria também não existe. O correto é disenteria [do grego dysentería, pelo lat. dysenteria], que tem este significado: síndrome decorrente de inflamação intestinal, que inclui dor abdominal e defecações frequentes, contendo sangue e muco.

3. Não existe disconjuntado. Desconjuntado, particípio do verbo desconjuntar, é o termo correto, que significa: que sofreu desconjuntamento, desengonçado.

4. O termo descriminalização é o correto, conforme registram Francisco Fernandes em seu “Dicionário de Verbos e Regimes” e também os dicionários Houaiss, Aurélio e Caldas Aulete. 

Eis o que a respeito informam os dicionários: ato legal de excluir da criminalização fato abstrato antes considerado crime; ato ou efeito de descriminalizar. Exemplo: “O candidato a governador Fernando Gabeira (PT-PV) explicou que defende a descriminalização”.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/05/ha-em-nosso-pais-palavras-estrangeiras.html

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

25

 

Tolerância

 

Vive a tolerância na base de todo o progresso efetivo.

As peças de qualquer máquina suportam-se umas às outras para que surja essa ou aquela produção de benefícios determinados.

Todas as bênçãos da Natureza constituem larga sequência de manifestações da abençoada virtude que inspira a verdadeira fraternidade.

Tolerância, porém, não é conceito de superfície.

É reflexo vivo da compreensão que nasce, límpida, na fonte da alma, plasmando a esperança, a paciência e o perdão com esquecimento de todo o mal.

Pedir que os outros pensem com a nossa cabeça seria exigir que o mundo se adaptasse aos nossos caprichos, quando é nossa obrigação adaptar-nos, com dignidade, ao mundo, dentro da firme disposição de ajudá-lo.

A Providência Divina reflete, em toda parte, a tolerância sábia e ativa.

Deus não reclama da semente a produção imediata da espécie a que corresponde. Dá-lhe tempo para germinar, crescer, florir e frutificar. Não solicita do regato improvisada integração com o mar que o espera. Dá-lhe caminhos no solo, ofertando-lhe o tempo necessário à superação da marcha.

Assim também, de alma para alma, é imperioso não tenhamos qualquer atitude de violência.

A brutalidade do homem impulsivo e a irritação do enfermo deseducado, tanto quanto a garra no animal e o espinho na roseira, representam indícios naturais da condição evolutiva em que se encontram.

Opor ódio ao ódio é operar a destruição.

O autor de qualquer injúria invoca o mal para si mesmo. Em vista disso, o mal só é realmente mal para quem o pratica. Revidá-lo na base de inconsequência em que se expressa é assimilar-lhe o veneno.

É imprescindível tratar a ignorância com o carinho medicamentoso que dispensamos ao tratamento de uma chaga, porquanto golpear a ferida, sem caridade, será o mesmo que converter a moléstia curável num aleijão sem remédio.

A tolerância, por esse motivo, é, acima de tudo, completo esquecimento de todo o mal, com serviço incessante no bem.

Quem com os lábios repete palavras de perdão, de maneira constante, demonstra acalentar a volúpia da mágoa com que se acomoda perdendo tempo.

Perdoar é olvidar a sombra, buscando a luz.

Não é dobrar joelhos ou escalar galerias de superioridade mendaz, teatralizando os impulsos do coração, mas sim persistir no trabalho renovador, criando o bem e a harmonia, pelos quais aqueles que não nos entendam, de pronto, nos observem com diversa interpretação, compreendendo-nos o idioma inarticulado do exemplo.

Oferece-nos o Cristo o modelo da tolerância ideal, em regressando do túmulo ao encontro dos aprendizes desapontados. Longe de reportar-se à deserção de Pedro ou à fraqueza de Judas, para dizer com a boca que os desculpava, refere-se ao serviço da redenção, induzindo-os a recomeçar o apostolado do bem eterno.

Tolerar é refletir o entendimento fraterno, e o perdão será sempre profilaxia segura, garantindo, onde estiver, saúde e paz, renovação e segurança.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 27 de maio de 2026

 



Notas de amor

 

Sabino Batista

(autor espiritual)

 

 

Há muito ensaio de amor,

E amor só vive, a contento,

Depois de purificado

A fogo de sofrimento.

 

Não zombes se vês caído

O coração de quem ama.

Brilhante não perde o preço

Abandonado na lama.

 

O amor é assim como um sol

De grandeza indefinida,

Que não dorme, nem descansa

No espaço de nossa vida.

 

Amor é devotamento,

Nem sempre só bem-querer.

Bendito aquele que dá

Sem pensar em receber.

 

Não há palavra que conte,

Por mais vibre, cante ou brade,

A glória do amor perfeito

Quando chega à eternidade.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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terça-feira, 26 de maio de 2026

 



A nossa maior missão

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Se o universo interno está fortalecido, reconhecido e valorizado, naturalmente está conectado com a Providência Divina. E essa conexão e entrega criam a fé que transforma a vida em dias mais harmoniosos e coerentes, ou melhor, a vida reluz o brilho que possui de fato. Então, como tanto já se ouviu falar que tudo se inicia em nós, e nada exterior deveria ter o poder de alteração interna, muito menos de criar condições profundamente tristes e desequilibradas, é necessário colocar em prática o que Deus nos ensina e não o que a maioria dos conterrâneos humanos insiste em disseminar.

Deus nos traz amor, luz, paz, alegria, cura, prosperidade, abundância, saúde, discernimento, sabedoria e infinitas bênçãos, e sempre nos coloca em condição de suportarmos as dificuldades ainda necessárias para o aprimoramento de nosso espírito. Deus, em momento algum, se alegra com a dor de um filho e eternamente estará junto de nós como o verdadeiro Pai que é. Ele quer, com muito amor, ver o desenvolvimento de cada filho Seu. É por meio dessa conexão que os filhos se aproximam do Pai.

Se esse entendimento faz sentido, não há motivo para tantas agruras, tanto as que envolvem outras pessoas, como a nós mesmos. Pois bem, se a nossa maior responsabilidade é conosco, então, o autoconhecimento é atividade diária para se desenvolver, pois podemos administrar qualquer situação se antes houver o controle sobre nós mesmos. Não deve ser a situação externa a nos inquietar, tampouco a convivência humana, pois quando compreendemos que a bondade Divina é infinita é porque Ela nos criou com o livre-arbítrio e não sob o domínio de outrem.

Não se menciona que não sofreremos, especialmente no estágio em que nos encontramos, mas podemos progredir bem mais quando controlamos a nós mesmos. Fora pode estar um caos completo, mas se em nosso interior a luz de Deus for viva, as flores nos jardins também serão vistas como o azul do céu. No entanto se o universo externo estiver em seu melhor momento, com as cores e paisagens esplendorosamente ainda desconhecidas e o céu jamais imaginado de tanta formosura e paz, e o nosso interior estiver em desequilíbrio e gris, nada será suficiente para trazer o sentido da verdadeira vida.

Sustentados no amor divino e nos autoconhecendo, poderemos reconhecer e usufruir o que Deus criou e compreender que a nossa maior missão é, antes de tudo, o nosso aprimoramento, pois quando isso é possível tudo poderemos fazer, compreender e amparar. Enquanto muitas pessoas saem mundo afora em busca de Deus; outros, em pensamento amoroso, recolhidos em si, em lugares singelos, não só sentem, mas vivem profundamente o amor divino. Tudo sempre acontecerá em nosso interior.

Tudo começa em nós, pois é onde mais próximo Deus está.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 


 

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segunda-feira, 25 de maio de 2026




Pobreza e riqueza

 

André Luiz

(autor espiritual)

 

O pobre, pobre de humildade e de espírito de serviço, é o irmão dileto do rico, rico de avareza e indiferença.

O pobre, rico de resignação e de atividade no bem, é o companheiro ideal do rico, rico de bondade e entendimento.

Pobreza e riqueza são portas abertas à glorificação espiritual.

Na primeira, é mais fácil aprender a servir; na segunda, a ciência de dar exibe agradável acesso.

Não vale a pobreza sem a conformação e ruinosa é a riqueza insensata.

Todos os homens, na intimidade de si mesmos, são defrontados por desafios da carência e da fortuna que os convocam ao esforço de sublimação.

Aquele que se empobrece de ignorância e maldade, buscando enriquecer-se de amor e sabedoria, no serviço ao próximo, através do trabalho e do estudo incessantes, adquirindo compreensão e conhecimento, luz e paz, diante das Leis Divinas, é, de todos os pobres e de todos os ricos, o homem mais valioso e mais feliz.

 

Do livro Caridade, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 



 

 

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