quinta-feira, 6 de agosto de 2026

 



Em ti próprio

 

Emmanuel
(autor espiritual)

 

Não olvides que a civilização começa no esforço educativo de cada um.

Não podes, em verdade, fazer calar a maledicência, a derramar-se em chuva de lodo, mas podes silenciar a maldade em ti mesmo, abstendo-te de contribuir na extensão da crueldade.

Não te será possível vencer, a sós, a dominação da ignorância, contudo, aqui e ali, podes prestar uma informação valiosa e útil aos que desejam realmente aprender.

Não conseguirás corrigir de maneira total a influenciação da penúria, no entanto podes estender as mãos e dividir com os necessitados o alimento de cada dia.

Não podes, efetivamente, curar todos os enfermos da estrada, mas é possível auxiliar o companheiro doente com a gota de remédio ou com a palavra amiga.

Ninguém por si só retificará esse ou aquele atormento setor do mundo, entretanto ninguém está impedido de algo fazer no cultivo da fraternidade.

Não te impressionem os espetáculos de perturbação e sofrimento ainda reinantes na Terra e nem te confies ao julgamento apressado dos outros.

Faz o bem que puderes.

Lembremo-nos de que o homem e a multidão recolhem indefectivelmente aquilo que semeiam. Recordemos, porém, que em nós mesmos uma nova humanidade e uma nova era indubitavelmente podem começar.

Cogitemos de nossa própria melhoria para que a vida melhore. Reajustemo-nos para que a nossa paisagem social se reajuste.

E, guardando em nós mesmos a vigilância construtiva na preservação da luz e do bem, estejamos convencidos de que o Senhor fará o resto, em favor do mundo, porque toda vitória espiritual para a imortalidade é obra de amor e de educação.

 

Do livro Viajor, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 


 

 

 

 

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

 



Artigos da vida

 

Sebastião Rios

(autor espiritual)


A morte que não buscamos,

Considerada a rigor,

Recorda porteira velha

Dando entrada a um campo em flor.

 

A gratidão verdadeira,

Para exprimir-se a contento,

É promissória assinada

Sem data de vencimento.

 

Corrige os males servindo,

Não te lamentes em vão.

O pranto amolece o peito,

Mas não ergue o coração.

 

Na Terra, quanto mais alto

Mora a pessoa no bem,

Mais alto se mostra a conta

Dos inimigos que tem.

 

Artigo da Lei Divina

Vigente em qualquer lugar:

Quem dá deve receber,

Quem recebe deve dar.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 




 

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

 



Nossa responsabilidade atual

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

À medida que nos desenvolvemos, assimilamos que a nossa responsabilidade vai muito além dos nossos deveres terrenos diários como trabalhar, cuidar da saúde e começar a amparar o próximo. Na verdade, se isso ocorre já é um campo bem semeado, pois uma parcela significativa da humanidade encarnada não se importa, muito menos quer importar-se com compromissos considerados ainda muito laboriosos. A nossa responsabilidade como espíritos encarnados é, principalmente,  a de compreender que não somos apenas matéria finita, mas que somos eternos seres criados pelo Criador do Universo, e o que pensamos, sentimos, fazemos e desejamos é responsabilidade que muito pode prejudicar o campo pessoal ou coletivo, ou contribuir para o bem comum e individual.

Muitas vezes queremos facilmente desistir de pequenos compromissos para viver de maneira mais tranquila, livres do que não queremos fazer, no entanto de que muito necessitamos. Esquecemo-nos tão rapidamente de que somos espíritos em início de crescimento e aprimoramento, mas um lembrete deve estar sempre em nossa mente: o verdadeiro caminho é único, o da bondade, o do bem.

Quando nos fartamos de vivências puramente materiais como ainda insistimos em prazeres passageiros e terrenos , a infelicidade, o vazio, a limitação, a ansiedade são sentimentos que passam a tornar-se comuns, mas sofridos, para o ser espiritual forçado somente à materialidade. Quanto mais nos afastamos de nossa verdade, mais custosos e infelizes os dias começam a nascer. Se ainda não conquistamos as qualidades iniciais para uma vida mais harmoniosa e compreendida, o tempo atual é sempre perfeito para o início.

Não haverá a retirada do que devemos cumprir, porém a maneira como viveremos será muito mais equilibrada e valorosa podendo não só viver o necessário, mas apreciar a grandeza da vida. Estamos em mais uma continuação de nossa existência, somos eternos e o fim não existe, no entanto a lei de ação e reação é real para todos, considerando-a ou não, ou seja, é mais uma forma de impulso para o nosso progresso.

Diante dos limitados compromissos nossos, Deus, nosso Pai e Criador, Onipotente e Onipresente, Amoroso e Bondoso infinitamente, abençoa-nos com amigos protetores, encaminhamento divino, amparo e proteção, livramento de muitos perigos e abrandamento de sofrimentos para que busquemos a cada dia o caminho da paz, da luz e do amor, na verdade, o caminho para a nossa real felicidade.

Então, se observarmos um pouquinho com os olhos espirituais, nosso coração começa a acalmar-se e a reconhecer a dádiva que é continuar a nossa história em mais esta existência, e a valorizar esta nobre oportunidade que tantos espíritos ainda não receberam a permissão, e nossa responsabilidade se torna sutil comparada ao cuidado divino diariamente dispendido a nós.

Um dia de cada vez vivido com amor e responsabilidade espiritual é a base para alcançarmos o início do bem-estar tão almejado.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 

 


 

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

 



Em marcha

 

Geminiano Brazil
(autor espiritual)

 

É justo não esquecermos que ainda somos seres em crescimento evolutivo, para retirarmos do tempo os valores e as vantagens imprescindíveis à nossa ascensão.

A romagem no campo físico é a vida espiritual noutro modo de ser, tanto quanto a luta, aquém da morte, é a continuação do aprendizado terrestre numa expressão diferente.

Analisando a imensidade infinita dos mundos, agrupamo-nos na Terra em singela faixa vibratória, assim como determinada coletividade de pássaros da mesma condição se congregam num trecho de floresta, ou como certa família de rãs, a reunir-se no fundo do mesmo poço.

Condicionados pelo nosso progresso reduzido, não assinalamos da gloriosa vida que nos cerca senão ínfima parte, adstritos que nos achamos às estreitas percepções do padrão sensorial que nos é próprio.

Com o corpo de carne, somos tarefeiros do mundo, matriculados na escola da experiência predominantemente objetiva, desfrutando um instrumento precioso, qual seja o veículo denso, em que o cérebro, com todos os implementos das redes nervosas, pode ser comparado a um aparelho radiofônico de emissão e recepção, funcionando no tipo de onda inferior ou superior a que nos ajustamos, e em que os olhos, os ouvidos, a língua, as mãos e os pés representam acessórios de trabalho, subordinados ao comando da mente.

Além da morte, sem o vaso carnal, ainda somos tarefeiros do mundo, fichados no educandário da experiência predominantemente subjetiva, registrando os resultados das ações boas ou más, que nos decidimos a mentalizar e estender.

Aprisionando-nos à carne ou libertando-nos dela, nascendo, morrendo, ressurgindo ao esplendor da imortalidade ou reaparecendo na sombra do Planeta, segundo a conceituação humana, vivemos em marcha incessante para os arquétipos que a Eternidade nos traçou e que nos cabe atingir.

Vós, que tendes encontrado em nossa companhia tantos problemas dolorosos de fixação mental nos Espíritos conturbados e sofredores, considerai conosco a importância do dia que foge.

Temos da vida tão somente aquilo que recolhemos das horas.

O tempo é a sublimação do santo, a beleza do herói, a grandeza do sábio, a crueldade do malfeitor, a angústia do penitente e a provação do companheiro que preferiu acomodar-se com as trevas.

Dele surgem o Céu para o coração feliz do bom trabalhador e o inferno para a consciência intranquila do servidor infiel.

Façamos de nossa tarefa, qualquer que ela seja, um cântico de louvor ao trabalho, à fraternidade e ao estudo.

Sirvamos, amemos e aprendamos!

Dilatemos o horizonte de nossa compreensão, arejando nossas almas e filtrando apenas a luz para que a luz nos favoreça.

E quanto a vós, em particular, vós que ainda detendes a valiosa oportunidade de contato com o indumento físico, evitai, ainda hoje, a ingestão do mal, para não digerirdes lodo e fel amanhã.

 

Do livro Instruções psicofônicas, mensagem recebida psicofonicamente pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 


 

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