Geminiano Brazil
(autor espiritual)
É justo não esquecermos que ainda somos seres
em crescimento evolutivo, para retirarmos do tempo os valores e as vantagens
imprescindíveis à nossa ascensão.
A romagem no campo físico é
a vida espiritual noutro modo de ser, tanto quanto a luta, aquém da morte, é a
continuação do aprendizado terrestre numa expressão diferente.
Analisando a imensidade
infinita dos mundos, agrupamo-nos na Terra em singela faixa vibratória, assim
como determinada coletividade de pássaros da mesma condição se congregam num
trecho de floresta, ou como certa família de rãs, a reunir-se no fundo do mesmo
poço.
Condicionados pelo nosso
progresso reduzido, não assinalamos da gloriosa vida que nos cerca senão ínfima
parte, adstritos que nos achamos às estreitas percepções do padrão sensorial
que nos é próprio.
Com o corpo de carne, somos
tarefeiros do mundo, matriculados na escola da experiência predominantemente
objetiva, desfrutando um instrumento precioso, qual seja o veículo denso, em
que o cérebro, com todos os implementos das redes nervosas, pode ser comparado
a um aparelho radiofônico de emissão e recepção, funcionando no tipo de onda
inferior ou superior a que nos ajustamos, e em que os olhos, os ouvidos, a
língua, as mãos e os pés representam acessórios de trabalho, subordinados ao
comando da mente.
Além da morte, sem o vaso
carnal, ainda somos tarefeiros do mundo, fichados no educandário da experiência
predominantemente subjetiva, registrando os resultados das ações boas ou más,
que nos decidimos a mentalizar e estender.
Aprisionando-nos à carne ou
libertando-nos dela, nascendo, morrendo, ressurgindo ao esplendor da
imortalidade ou reaparecendo na sombra do Planeta, segundo a conceituação
humana, vivemos em marcha incessante para os arquétipos que a Eternidade nos
traçou e que nos cabe atingir.
Temos da vida tão somente aquilo que
recolhemos das horas.
O tempo é a sublimação do
santo, a beleza do herói, a grandeza do sábio, a crueldade do malfeitor, a
angústia do penitente e a provação do companheiro que preferiu acomodar-se com
as trevas.
Dele surgem o Céu para o
coração feliz do bom trabalhador e o inferno para a consciência intranquila do
servidor infiel.
Façamos de nossa tarefa,
qualquer que ela seja, um cântico de louvor ao trabalho, à fraternidade e ao
estudo.
Sirvamos, amemos e
aprendamos!
Dilatemos o horizonte de
nossa compreensão, arejando nossas almas e filtrando apenas a luz para que a
luz nos favoreça.
E quanto a vós, em
particular, vós que ainda detendes a valiosa oportunidade de contato com o
indumento físico, evitai, ainda hoje, a ingestão do mal, para não digerirdes
lodo e fel amanhã.
Do livro Instruções
psicofônicas, mensagem recebida psicofonicamente pelo médium Francisco
Cândido Xavier.
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