quarta-feira, 1 de abril de 2026

 



Cantigas de amor

 

Adelmar Tavares (autor espiritual)

 

 

Renúncia de amor profundo

Guarda sublime troféu:

Transforma pedras do mundo

Em construções para o Céu.

 

Amor que eu saiba em vitória,

No rumo do firmamento,

Deve perder toda escória

No fogo do sofrimento.

 

Celeste amor que perdura

Atende a roteiro assim:

Ilimitada ternura

No entendimento sem fim.

 

Chagas de amor que se eleva

Recordam Cristo na cruz...

De cada golpe da treva

Jorra uma fonte de luz.

 

Amor vence espinho, ultraje,

Agravo, calúnia e lama.

Amor puro é Deus que age

No coração de quem ama.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 31 de março de 2026

 



As boas emoções criadas

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Além de nossas ações e palavras ecoarem diretamente em nossa vida, ainda podem durar uma eternidade e ecoarem em milhares de outras vidas também; não percebemos quanto somos observados pelos olhos do Alto e pelo olhar comum ao nosso. Por isso, nossas atitudes não dizem respeito somente a nós mesmos, mas a cada ser impactado de alguma maneira, favorável ou não. A responsabilidade aumenta de acordo com o desenvolvimento. Enquanto não compreendemos muito, a cobrança não se apresenta tão determinada quanto à medida da maior compreensão.

Se a eternidade é o tempo definido, ou seja, para sempre, tudo o que já fizemos nos acompanha ou como débito ou crédito, e o que fazemos agora já repercute hoje e continua na criação do futuro; não há dúvida de que a cada momento e atitude estejamos cientes de que não vivemos nada do que não criamos de alguma forma. Então, muito mais precioso, por meio de uma conduta sensível e amorosa, elaborar emoções mais salutares e felizes, em vez das amarguradas retardando o encontro com o início da paz e da felicidade.

Cada existência passa muito rápido, porém se torna longa para a vivência de acontecimentos sob emoções muito variadas e, principalmente, negativas. Talvez necessitemos pensar um pouco mais antes de cada realização, já que toda atitude demanda consequência. E algo tão pertinente é que determinadas reações podem nos paralisar e prejudicar por muito tempo, sendo que pensamentos apropriados e antecipados podem evitar sofrimentos duradouros. Se houver a valorização da vida, tantas loucuras e desilusões não mais existirão.

E com uma atitude valorosa diante da vida, podemos perceber em inúmeras histórias pessoais que a generosa condução das palavras e ações de poucos, muitas pessoas foram amparadas, salvas e cuidadas. Não importa a energia utilizada, haverá sempre a consequência a ser lidada, pessoal e coletivamente. E mesmo o arrependimento devido a ações e sentimentos inapropriados não livrará o condutor da ação de sua consequência nem impedirá o sofrimento a outros.

Se há a medida do pensamento antecipado para a realização, então, que observemos antes, pois para fatos felizes, a vida é brevíssima; e fatos infelizes, a vida torna-se longa e sofrida. E por sermos responsáveis diretamente por nossos atos, palavras, pensamentos e sentimentos, isso nos dá melhor condição de equilibrarmos o nosso comportamento, lembrando-nos de que a plantação é livre, mas a colheita é obrigatória.

E as emoções felizes mostram a vida mais grandiosa verdadeiramente.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 



 

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segunda-feira, 30 de março de 2026

 



Carta paterna

 

Neio Lúcio (autor espiritual)

 

Meu filho, não tinhas razão em favor da cólera.

Vi, perfeitamente, quando o velhinho se aproximou para servir-te. Trazia um coração amoroso e atento que não soubeste compreender.

Deste uma ordem que o pobrezinho não ouviu tão bem, quanto desejavas. Repetiste-a e, porque novamente te perguntasse qualquer coisa, proferiste palavras feias, que lhe feriram as fibras mais íntimas.

Como foste injusto!…

Quando nasceste, o antigo servidor já vencera muitos invernos e servira a muita gente.

Enfraqueceram-se-lhe os ouvidos, ante as imperiosas determinações alheias.

Nunca refletiste na neblina que lhe enevoa o olhar? Adquiriu-a trabalhando à noite, enquanto dormias, despreocupado.

Sabes por que traz ele as pernas trêmulas? Devorou muitas léguas a pé, solucionando problemas dos outros.

Irritas-te, quando se demora a movimentar-se a teu mando. Contudo, exiges o automóvel para a viagem de dois quilômetros.

Em muitas ocasiões, queixas-te contra ele. É relaxado aos teus olhos, tem as mãos descuidadas e a roupa não muito limpa. Entretanto, nunca imaginaste que o apagado servidor jamais encontrou oportunidades iguais às que recebeste. Além disto, não lhe ofereces o ensinamento amigo e nem tempo para cogitar das próprias necessidades espirituais.

Reclamas longos dias para examinar pequenina questão, referente ao teu bem-estar; todavia, não lhe consagras nem mesmo uma hora por semana, ajudando-o a refletir…

Respondes, enfadado, quando o velho companheiro te pede alguns níqueis, mas não vacilas em despender pequenas fortunas com amigos ociosos, em noitadas alegres, nas quais te mergulhas em fantasioso contentamento.

Interrogas, ingrato: — Que fizeste do dinheiro que te dei?

Esqueces que o servo de fronte enrugada não dispôs de tempo e recurso para calcular, com exatidão, os processos de ganhar além do necessário e não conseguiu ensejo de ilustrar o raciocínio com o refinamento que caracteriza o teu.

Ah! meu filho, quando a impaciência te visita o espírito, recorda que o monstro da ira indesejável te bate à porta do coração. E quando a ele te entregas, imprevidente, tuas conquistas mais elevadas tremem nos alicerces. Chego a desconhecer-te, porque a fúria dos elementos interiores te altera a individualidade aos meus olhos e eu não sei se passas a condição de criança ou de demônio!…

Se não podes conter, ainda, os movimentos impulsivos de sentimentos perturbadores, chegado o instante do testemunho, cala-te e espera.

A cólera nada edifica e nada restaura… Apenas semeia desconfiança e temor, ao redor de teus passos.

Não ameaces com a voz, nem te insurjas contra ninguém.

É provável que guardes alguma reclamação contra mim, teu pai, porque eu também sou ainda humano. No entanto, filho, acima de nós ambos permanece o Pai Supremo, e que seria de ti e de mim, se Deus, um dia, se encolerizasse contra nós?

 

Do livro Luz no lar, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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domingo, 29 de março de 2026

 



Só há um Deus e um único mediador entre Deus e os homens: Jesus

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

No primeiro Concílio de Niceia realizado no ano de 325 d.C., na cidade de Niceia (atual Iznik, Turquia), por convocação do imperador Constantino I, decidiu-se que Jesus, membro da Santíssima Trindade, é igual ao Pai e eterno como Deus.

Que devemos pensar sobre o assunto?

A frase que nos inspirou o título deste texto já diz tudo: Só há um Deus, e só há um mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo homem (1ª Epístola de Paulo a Timóteo, 2:5).

Não é preciso, portanto, ser teólogo nem especialista em estudos bíblicos para verificar que a Declaração de Niceia está em contradição formal com as opiniões dos apóstolos e com as próprias palavras de Jesus. Enquanto todos, sem exceção, acreditavam no Filho criado pelo Pai, os bispos proclamaram o Filho igual ao Pai e "eterno como ele”, ao contrário do que o próprio Jesus dizia de si mesmo:

 

"Se me amásseis, certamente havíeis de folgar que eu vá para o Pai, porque o Pai é maior do que eu" (João, 14:28);

"A mim, a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, por que dizeis vós "Tu blasfemas", por eu ter dito que sou Filho de Deus?" (João, 10:36);

"Por esse motivo, os Judeus perseguiam a Jesus e queriam matá-lo, isto é, porque fizera tais coisas em dia de sábado.  Mas Jesus lhes disse: Meu Pai trabalha até ao presente e eu também trabalho" (João, 5:16);

"Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Não busco a minha vontade, mas a vontade d' Aquele que me enviou" (João, 5:30);

"Se Deus fosse vosso Pai, vós me amaríeis, porque foi de Deus que saí e foi de sua parte que vim; pois não vim de mim mesmo, foi Ele que me enviou" (João, 8:42);

"Aquele que me confessar e me reconhecer diante dos homens, eu também o reconhecerei e confessarei diante de meu Pai que está nos céus; aquele que me renunciar diante dos homens, também eu mesmo o renunciarei diante de meu Pai que está nos céus" (Mateus, 10:32 e 33);

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. Pelo que respeita ao dia e à hora, ninguém o sabe, nem os anjos que estão no céu, nem mesmo o Filho, mas somente o Pai" (Marcos, 13:31);

"Jesus então lhes disse: Ainda estou convosco por um pouco de tempo e vou em seguida para aquele que me enviou" (João, 7:33);

"Havendo Jesus dito estas coisas, elevou os olhos ao céu e disse: Meu Pai, a hora é vinda; glorifica a teu Filho, a fim de que teu Filho te glorifique" (João, 17:1);

"Então, soltando grande brado, Jesus disse: Meu Pai, às tuas mãos entrego o meu espírito. E, tendo pronunciado essas palavras, expirou" (Lucas, 23:46);

"(Após a ressurreição) Ele diz a Madalena: Vai a meus irmãos e dize-lhes que eu vou para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus" (João, 20:17).

 

A Declaração de Niceia contradiz não somente o que Jesus dizia de si mesmo, mas de igual modo o que os apóstolos e os evangelistas escreveram sobre o Mestre de Nazaré:

 

"Ao mesmo tempo, apareceu uma nuvem que os cobriu e dessa nuvem saiu uma voz que fez se ouvissem estas palavras: Este é meu filho bem-amado; escutai-o" (Transfiguração no monte Tabor. Marcos, 9:7);

"Respondendo-lhe, Simão Pedro disse: Tu és o Cristo, filho de Deus vivo. Jesus então lhe disse: Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem to revelou, mas sim meu Pai, que está nos céus" (Mateus, 16: 13 a 17);

"Varões israelitas - falou Pedro -, ouvi minhas palavras. Jesus Nazareno foi um varão, aprovado por Deus entre vós, com virtudes e prodígios e sinais que Deus obrou por ele no meio de vós" (Atos, 2:22);

"Jesus de Nazaré foi um profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo" (Lucas, 24:19);

"Só há um Deus - diz S. Paulo - e um só mediador entre Deus e os homens, que é Jesus-Cristo, homem" (I Epístola a Timóteo, 2:5).

 

Quanto ao Espiritismo, eis duas questões que retratam exatamente a concepção espírita a respeito de Deus e de seu Filho amado:

 

a) Que é Deus? “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.” (O Livro dos Espíritos, questão 1.)

b) Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo? “Jesus.” (O Livro dos Espíritos, questão 625.) [O negrito é de nossa autoria.]



Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/a-importancia-de-uma-mente-sadia-para.html

 

 

 

 

 

 

 

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