sexta-feira, 15 de novembro de 2019




A morte e os seus mistérios

Ernesto Bozzano

Parte 7

Continuamos o estudo do clássico A morte e os seus mistérios, de Ernesto Bozzano, conforme tradução de Francisco Klörs Werneck. O estudo será aqui apresentado em 24 partes. Nossa expectativa é que ele sirva para o leitor como uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte do estudo compõe-se de:
a) questões preliminares;
b) texto para leitura.
As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

Questões preliminares

A. O fenômeno de “transfiguração” é sempre rápido ou pode prolongar-se por vários minutos? 
B. Como explicar o fenômeno da “transfiguração” se desprezarmos a hipótese espírita?
C. Os relatos pertinentes à “transfiguração” não podem ser atribuídos à alucinação? 

Texto para leitura

95. O Caso 15 reporta um fato que se realizou espontaneamente com a médium Sra. Barkel, que possui faculdades de "clarividência" e é uma "oradora por inspiração", como há tantas em países anglo-saxões. Aquele a quem foi dado observar nela o fenômeno da transfiguração do rosto foi o Sr. Leonard Farqhuar, um céptico, que se dirigira à reunião com a intenção de formar uma opinião pessoal a respeito de semelhantes experiências.
96. Escreveu Leonard Farqhuar: "Declaro que não sou espírita, mas sei manter-me prudentemente neutro quando se trata de assuntos que não conheço e os meus conhecimentos a respeito remontam a uma semana antes da sessão de que me proponho a falar. Eu sou positivista materialista e, em consequência, não se poderia dizer que tivesse tendência para ter visões por autossugestão. Na minha qualidade de neófito, propus-me a vigiar, atentamente, a médium no momento em que caísse em ‘transe’. Assim procedendo não me pareceu notar indícios de sua passagem a condições anormais quando se pôs de pé para começar o sermão, o qual me deixou profundamente decepcionado. Nada encontrara que fosse de molde a sugerir uma origem supranormal... e foi para mim verdadeiro alívio quando vi a Sra. Barkel tornar a sentar-se. Sentia-me mais decepcionado, irritado e quase hostil.”
97. Continua o relato: “A ‘presidente’ pôs-se a falar por sua vez, mas eu não a escutava e fixava o olhar perscrutador sobre a médium, com o escopo de assegurar-me se realmente se manifestariam indícios da sua emergência em um estado anormal. Pois bem: desta vez houve indícios, e de um gênero inspirado. A Sra. Barkel estava sentada tranquilamente, com a cabeça levemente reclinada. Pouco depois observei um movimento dos seus ombros, que se puseram em linha horizontal, enquanto a cabeça caía bruscamente para frente, indo apoiar-se com o queixo sobre o peito, mas o queixo se mostrava particularmente indistinto. Depois, a médium permaneceu imóvel como uma estátua. Eu continuava a observá-la com impassível insistência, enquanto a ‘presidente’ prosseguia no seu discurso. De repente, com imenso estupor meu, notei que a cabeça e o rosto da Sra. Barkel estavam totalmente mudados, ou melhor, tinham sido substituídos pela cabeça e o rosto de um homem. Entretanto, eu não notara mesmo o mais insignificante movimento! Isto não impedia que, no lugar do rosto da Sra. Barkel, reclinado sobre o peito, se achasse o másculo rosto de um homem, que se sobrepusera ao primeiro, mas sem o menor movimento perceptível e apesar de redobrada atenção. Depois esfreguei os olhos e lancei rápido olhar à assembleia, para assegurar-me se alguém se apercebera do fenômeno, mas todos escutavam atentamente o discurso da ‘presidente’ e ninguém prestava atenção à médium. Voltei a contemplar o espetáculo com o mais vivo interesse. Se se tratasse de uma visão fugaz, teria acabado por dar de ombros, pensando nas estranhas ilusões que os ‘jogos de sombra’ chegam a criar, mas aquele rosto de homem permaneceu diante de mim vários minutos, não apenas um instante fugacíssimo.”
98. Segundo Leonard Farqhuar, a Sra. Barkel envergava um comprido vestido preto, ornado de um colar branco, o que fazia grotesco contraste gerado pelo fato de ela achar-se sentada imóvel, como morta, e com uma cabeça que não era a sua, mas a de um homem! Do canto de onde Leonard olhava, não era possível distinguir o rosto do homem. O mesmo ocorria com seus cabelos. A parte do queixo, que se lhe apresentava, era imberbe e amarelada como pergaminho, mas no conjunto o rosto parecia acinzentado e na base das faces se distinguiam rugas, que pareciam produzidas pela pressão do queixo sobre o peito. Na região das orelhas observavam-se "costeletas", que se prolongavam até o queixo, e o resto do rosto era barbeado.
99. Ele ficou a contemplar o fenômeno por vários minutos (não simplesmente "segundos", é bom notar), até que viu a Sra. Barkel mover-se durante um instante na cadeira, para depois levantar-se e olhar em torno com expressão de estupor. Ela voltara a si, com transformação instantânea, e os seus cabelos de ouro brilhavam novamente à luz!
100. No que se refere à classificação das manifestações, tudo concorre para demonstrar que Leonard Farqhuar presenciou um fenômeno de transfiguração verdadeiro, porquanto se notaram nela alguns sinais de adição ectoplásmica sobre o rosto do médium, tais como as "costeletas" que, partindo das orelhas, se prolongavam até o queixo do rosto másculo que se veio sobrepor ao outro, feminino. Acrescente-se que o fato de o percipiente insistir sobre a aparência indistinta dos traços daquele rosto tende a reforçar a mesma tese, porquanto se deveria presumir que os traços indistintos derivassem de uma produção imperfeita da materialização, o que equivale a admitir a existência de um processo de exteriorização ectoplásmica.
101. Observa-se ainda que o percipiente teve a impressão de que o fenômeno consistisse em uma máscara de ectoplasma concretizada, não se sabe como, sobre o rosto do médium e tal observação adquire valor teórico pelo fato de que quem assim se exprimiu é um leigo, absolutamente ignorante da técnica dos fenômenos a que assistiu, o que leva a reconhecer que a semelhança de sua expressão com as de vários outros que assistiram a idêntico fenômeno tende a fazer presumir que, para a classe das manifestações em apreço, deva realizar-se algo semelhante.
102. É assaz difícil explicar tais formas de transfiguração espontânea, se não se recorrer à intervenção de uma entidade de defunto que se tivesse apoderado do organismo do "sensitivo" em condições de sono. Assim, por exemplo, no Caso 5, em que o filho vela o pai adormecido e vê transformar-se o seu rosto no da própria mãe, enquanto a camareira notara o mesmo fato em um caso semelhante, o único modo de explicar o fenômeno é o de presumir que a mãe defunta, que por várias vezes aparecera ao marido enfermo e prestes a morrer, tenha querido manifestar-se ao filho pela única forma por que podia atingir o seu objetivo.
103. Por outro lado, caso se quisesse explicar o fenômeno com uma hipótese naturalista, dever-se-ia admitir que a transfiguração do rosto do enfermo fosse devida à circunstância de o enfermo ter sonhado encontrar-se com a mulher defunta, o que parece ser uma hipótese literalmente gratuita e insustentável, tanto mais se se considerar que, para provocar a transformação do rosto do adormecido no da pessoa sonhada, não basta que ele a veja diante de si.
104. Suponho que não se conheçam exemplos de pessoas que hajam sonhado terem mudado de sexo, sem contar que um sonho semelhante não poderia determinar um fenômeno de transfiguração em um adormecido que não seja médium. Além disso, recordo que a mesma hipótese tornar-se-ia mais do que nunca insustentável.
105. Bozzano enumerou, em seguida, o pouco do experimentalmente adequado que se contém nos casos relatados, notando, antes de tudo, que entre eles se notaram seis casos observados coletivamente por dois, por cinco, ou por numerosos observadores (casos 5, 7, 8, 11 e 14), o que serve para eliminar a hipótese alucinatória. Para excluir a outra hipótese, ou melhor, a outra objeção da insuficiência dos dados para provar que nas transfigurações intervenham elementos de integração ectoplásmica, podem aduzir-se os casos 4, 8, 10, 11, 13, 14 e 15, em que foram observadas materializações de supercílios inexistentes sobre o rosto do médium, de bigodes e de barba aparecidos em rostos femininos, de cabelos branquíssimos em rostos juvenis de médiuns, de narizes que mudaram radicalmente de forma, e de alongamentos supranormais do corpo do médium no caso de Home. O autor recorda, enfim, que três dos casos em apreço são acompanhados de documentação permanente, em uma das quais ela consiste em desenhos da realidade, tomados simultaneamente com a produção dos fenômenos, e nos outros consiste em uma copiosa coleção de fotografias. Esta última circunstância assinala já a introdução dos métodos de indagação científicos nas experiências em apreço, conquanto o que por ora se obtém seja ainda de ordem particular e em consequência dificilmente utilizável em serviço da ciência.

Respostas às questões preliminares

A. O fenômeno de “transfiguração” é sempre rápido ou pode prolongar-se por vários minutos? 
Pode prolongar-se, sim, como relata o Sr. Leonard Farqhuar, que o observou por vários minutos, até que viu a médium, Sra. Barkel, mover-se durante um instante na cadeira, para depois levantar-se e olhar em torno com expressão de estupor. Ela voltara a si, com transformação instantânea, e os seus cabelos de ouro brilhavam novamente à luz. (A morte e os seus mistérios, Caso 15.)
B. Como explicar o fenômeno da “transfiguração” se desprezarmos a hipótese espírita?
É muito difícil explicar esse fenômeno, se não se recorrer à intervenção de uma entidade de defunto que se tivesse apoderado do organismo do "sensitivo" em condições de sono. No Caso 5, por exemplo, o filho, que velava o pai adormecido, viu transformar-se o rosto deste no da própria mãe, enquanto a camareira notara o mesmo fato em um caso semelhante. (Obra citada, Caso 15.)
C. Os relatos pertinentes à “transfiguração” não podem ser atribuídos à alucinação? 
A hipótese de alucinação poderia, sim, ser cogitada se o fenômeno não tivesse sido notado por dois, cinco ou mais observadores, como Bozzano deixou bem claro ao relatar os casos 5, 7, 8, 11 e 14, fato que serve para eliminar de vez a hipótese alucinatória. (Obra citada, Caso 15.)


Observação:
Para acessar a Parte 6 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2019/11/a-morte-e-osseus-misterios-ernesto_8.html






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quinta-feira, 14 de novembro de 2019



O que é o Espiritismo

Allan Kardec

Estamos realizando neste espaço– sob a forma dialogada – o estudo dos oito principais livros do Codificador do Espiritismo: dois introdutórios, os cinco básicos, popularmente chamados de pentateuco kardequiano, e um complementar.
Serão ao todo 1.120 questões objetivas distribuídas em 140 partes, cada qual com oito perguntas e respostas. Os textos são publicados neste blog sempre às quintas-feiras.
Concluímos hoje o estudo do livro O que é o Espiritismo, o primeiro da série a que nos referimos.

Parte 7 e final

49. Que ensina o Espiritismo sobre os diferentes mundos que circulam no espaço? Eles são habitados?
Sim. O Espiritismo ensina que todos os mundos que circulam no espaço são habitados e a razão diz que assim deve ser. (O que é o Espiritismo, capítulo III, itens 105 a 107, págs. 193 e 194.)
50. Quando e como se dá a união da alma ao corpo?
A união da alma ao corpo se inicia com a concepção. Desde esse instante, o Espírito reencarnante fica, por um cordão fluídico, preso ao corpo com o qual se deve unir e esse laço se estreita cada vez mais, à medida que o corpo se desenvolve. (Obra citada, capítulo III, item 116, pág. 197.)
51. Donde vem o amor dos pais pelos filhos? e por que há maus pais e maus filhos?
O nascimento em tal ou tal família não é fruto do acaso, mas decorre da escolha feita pelo Espírito, que vem juntar-se geralmente àqueles a quem amou no mundo espiritual ou em existências anteriores. Maus pais e maus filhos são Espíritos que não se ligaram na mesma família por simpatia, mas com o fim de servirem de instrumento de provas uns para os outros e, muitas vezes, de punição do que eles fizeram no passado. (Obra citada, capítulo III, itens 122 e 123, pág. 199.)
52. Por que sentimos antipatia ou simpatia por pessoas que nunca vimos nem conhecíamos?
Tanto a simpatia quanto a antipatia podem provir de relações anteriores, mas podem também ter outra causa: a irradiação fluídica comum em todas as pessoas, que pode suscitar impressões agradáveis ou desagradáveis nos semelhantes. (Obra citada, capítulo III, item 125, págs. 199 e 200.) 
53. O homem possui livre-arbítrio ou está sujeito à fatalidade?
O homem é dotado do livre-arbítrio, que é uma consequência da justiça de Deus. Trata-se de um atributo que eleva o homem acima de todas as outras criaturas. Se sua conduta fosse sujeita à fatalidade, não haveria para ele responsabilidade do mal, nem mérito do bem que pratica. (Obra citada, capítulo III, item 128.)
54. Qual é a causa dos males que afligem a humanidade?
Os males da nossa humanidade são a consequência da inferioridade moral da maioria dos Espíritos que a formam. Pelo contato de seus vícios, eles se infelicitam reciprocamente e punem-se uns aos outros. (Obra citada, capítulo III, item 132.)
55. Qual a explicação espírita para o fato de muitas pessoas nascerem na indigência enquanto outros nascem na opulência? 
Esse efeito tem, evidentemente, uma causa. Se esta não é encontrada na vida presente, deve achar-se antes dela. O Espiritismo nos mostra que mais de um homem nascido na miséria foi rico e considerado numa existência anterior, na qual fez mau uso da fortuna que Deus o encarregou de gerir. Nem sempre, porém, uma vida penosa é fruto de expiação; muitas vezes é prova escolhida pelo Espírito, que vê nela um meio de avançar mais rapidamente, conforme a coragem com que saiba suportá-la. A riqueza é também uma prova, mais perigosa até que a miséria, pelas tentações que oferece e pelos abusos que enseja. O exemplo dos que passaram pela Terra demonstra ser ela uma prova em que a vitória é mais difícil. (Obra citada, capítulo III, item 134.)
56. Qual é a situação da alma logo depois da morte do corpo?
No momento da morte tudo se apresenta confuso. É-lhe preciso algum tempo para se reconhecer. O tempo da perturbação sequente à morte é muito variável; pode ser de algumas horas, como de muitos dias, meses e mesmo de muitos anos. Essa perturbação nada tem de penosa para o homem de bem, mas é cheia de ansiedade e de angústias para o indivíduo cuja consciência não é pura e amou mais a vida corporal que a espiritual. (Obra citada, capítulo III, itens 144, 145 e 153.)


Observação:
Para acessar a Parte 6 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2019/11/o-que-e-o-espiritismo-allan-kardec.html

  





Caso o leitor queira baixar o estudo completo – texto consolidado e questões objetivas – do livro “O que é o Espiritismo”, clique neste link: http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/estudosespiritas/principal.html#ALLAN - e, em seguida, no verbete “O que é o Espiritismo”.


  




quarta-feira, 13 de novembro de 2019


Nosso Lar

André Luiz

Estamos realizando neste espaço – sob a forma dialogada – o estudo de onze livros escritos por André Luiz, integrantes da chamada Série Nosso Lar. As obras selecionadas têm em comum a forma novelesca, que tanto sucesso alcançou no meio espírita desde que apareceu em 1944 o livro Nosso Lar, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Serão ao todo 960 questões objetivas distribuídas em 120 partes, cada qual com oito perguntas e respostas. Os textos são publicados neste blog sempre às quartas-feiras.
Concluímos hoje o estudo do livro Nosso Lar, ao qual se seguirão os demais livros, observada a ordem cronológica de sua publicação original.

Parte 6 e final

41. Qual era o cenário invisível da guerra na Polônia?
Foi o Ministro Benevenuto, da Regeneração, que havia chegado dois dias antes da Polônia, quem descreveu o quadro doloroso que ele viu nos campos daquela nação, invadida pelos soldados alemães. Tudo obscuro, tudo difícil. As vítimas entregavam-se totalmente a pavorosas impressões e não ajudavam, apenas consumiam as forças dos diligentes assistentes espirituais que ali atuavam. O campo invisível da batalha era verdadeiro inferno de indescritíveis proporções. Aos fluidos venenosos das metralhas, casavam-se as emanações pestilentas do ódio, e isso tornava quase impossível qualquer auxílio. Quando algum militar agressor desencarnava, era logo dominado por forças tenebrosas e fugia dos Espíritos missionários. A falta de preparação religiosa constituía, no seu entendimento, a causa de semelhante calamidade. (Nosso Lar, cap. 43, págs. 238 a 241.)
42. Em que consistem as Trevas?
É de Lísias esta frase: "Chamamos Trevas às regiões mais inferiores que conhecemos". Há também princípios de gravitação para os Espíritos, como ocorre com os corpos materiais. A alma esmagada de culpas não pode subir à tona do lago maravilhoso da vida. As aves livres ascendem às alturas; as que se embaraçam no cipoal sentem-se tolhidas no voo, e as que se prendem a peso considerável são meras escravas do desconhecido. O abismo atrai o abismo e cada um de nós chegará ao local para onde esteja dirigindo os próprios passos. (Obra citada, cap. 44, págs. 244 a 246.)
43. Há noivado no plano espiritual?
Sim. Existe noivado nos círculos espirituais e ele é muito mais belo do que na Terra, onde os desejos e os estados inferiores abafam as belezas do amor puro. (Obra citada, cap. 45, págs. 248 e 249.)
44. Que música se podia ouvir no Campo da Música?
Nas extremidades do Campo havia músicas para todos os gostos. Imperava, porém, no centro a música universal e divina, a arte santificada por excelência, que atrai multidões de Espíritos, ao contrário do que se verifica na Terra. (Obra citada, cap. 45, págs. 249 a 252.)
45. Por que a mãe de André decidiu reencarnar tão cedo?
Ela resolveu reencarnar para ajudar Laerte, seu ex-esposo, que se transformara num cético de coração envenenado, mas não poderia persistir em semelhante posição, sob pena de mergulhar em abismos mais profundos. Depois de estudar o assunto, ela concluiu que, se não podia trazer o inferior para o superior, poderia fazer o contrário: Laerte seria de novo seu marido, e as entidades que o obsidiavam seriam suas filhas. (Obra citada, cap. 46, págs. 254 a 258.)
46. Que objetivo teve a visita de Ricardo à casa de Laura, sua ex-esposa?
Ricardo, que àquela época se encontrava na fase de infância terrestre, veio falar aos seus familiares para informá-los dos planos que os aguardavam a todos, no retorno ao mundo corporal. Ele disse então que Laura iria ter com ele em breve, e que mais tarde todos eles também iriam. (Obra citada, cap. 48, págs. 264 a 269.)
47. Que é que André descobriu ao visitar seu lar terreno?
André encontrou, em sua visita aos familiares, um lar inteiramente modificado. Os móveis estavam mudados, a filha mais nova já estava em idade casadoura, e sua esposa Zélia havia casado outra vez. O choque sofrido por ele foi muito forte, a ponto de ele próprio haver escrito: "Um corisco não me fulminaria com tamanha violência". (Obra citada, cap. 49, págs. 270 a 272.)
48. Qual foi sua conduta ante o sofrimento da ex-esposa?
Vencidas as dificuldades iniciais, André procurou abstrair-se do que ouvia em seu lar, colocando acima de tudo o amor divino, e foi à luta, para auxiliar o restabelecimento do Dr. Ernesto, o novo marido de Zélia, então bastante enfermo. Seu auxílio, secundado por Narcisa, produziu em Ernesto extraordinária reação e Zélia, antes extremamente preocupada, ficou radiante. Vigorosos laços de inferioridade se haviam rompido dentro de André Luiz, para sempre. (Obra citada, cap. 50, págs. 276 a 280.)


Observação:
Para acessar a Parte 5 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2019/11/nosso-lar-andre-luiz-estamos-realizando.html







Caso o leitor queira baixar o estudo completo – texto consolidado e questões objetivas – do livro “Nosso Lar”, clique neste link: http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/estudosespiritas/principal.html#AND  - e, em seguida, no verbete “Nosso Lar”.