sexta-feira, 27 de março de 2026

 



O acordo ortográfico firmado pelos países que adotam o idioma português, em vigor desde o início de 2009, introduziu diversas mudanças nas regras de acentuação.

Continuam, no entanto, sendo acentuadas as letras “i” e “u”, independentemente da posição na palavra, quando formam hiato tônico com a vogal anterior. Exemplos: ruína, miúda, ataúde, saída, balaústre, juízo, suína.

Há, contudo, uma exceção: “xiita”, pois duas vogais idênticas formam necessariamente um hiato, não havendo necessidade de acento gráfico para indicar essa formação.

O acento também não se aplica quando houver consoante (exceto o “s”) ou semivogal na mesma sílaba. Exemplos: sair, sairmos, juiz, ruir, cair, caiu, ruim, instruir, instruiu.

Além disso, o “i” tônico, mesmo formando hiato, não recebe acento quando seguido de “nh”. Exemplos: ra-i-nha, mo-i-nho.

A principal novidade do acordo foi a eliminação do acento gráfico nas letras “i” e “u” quando precedidas de ditongo decrescente (ao, au, ei, ui etc.), nas palavras paroxítonas. Exemplos: feiura, bocaiuva, baiuca, taoismo, taoista, feiinho.

Por outro lado, se essas letras fizerem parte de palavras oxítonas, o acento permanece obrigatório. Exemplos: Piauí, tuiuiú, teiú.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/encerrando-recapitulacao-das-regras.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 26 de março de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

16

 

Vocação

 

A vocação é a soma dos reflexos da experiência que trazemos de outras vidas.

É natural que muitas vezes sejamos iniciantes, nesse ou naquele setor de serviço, diante da evolução das técnicas de trabalho que sempre nos reclamam novas modalidades de ação; todavia, comumente, retomamos no berço a senda que já perlustramos, seja para a continuação de uma obra determinada, seja para corrigir nossos próprios caminhos.

De qualquer modo, o título profissional, em todas as ocasiões, é carta de crédito para a criação de reflexos que nos enobreçam.

O administrador, o juiz, o professor, o médico, o artista, o marinheiro, o operário e o lavrador estão perfeitamente figurados naquela parábola dos talentos de que se valeu o Divino Mestre para convidar-nos ao exame das responsabilidades próprias perante os empréstimos da Bondade Infinita.

Cada Espírito recebe, no Plano em que se encontra, certa quota de recursos para honrar a Obra Divina e engrandecê-la.

Acontece, porém, que, na maioria das circunstâncias, nos apropriamos indebitamente das concessões do Senhor, usando-as no jogo infeliz de nossas paixões desgovernadas, no aloucado propósito de nos antepormos ao próprio Deus.

Daí a colheita dos reflexos amargos de nossa conduta, quando se nos desgasta o corpo terrestre, com o doloroso constrangimento do regresso às dificuldades do recomeço, em que o instituto da reencarnação funciona com valores exatos.

E como cada região profissional abrange variadas linhas de atividade, o juiz que criou reflexos de crueldade, perseguindo inocentes, costuma voltar ao mesmo tribunal, onde exercera as suas luzidas funções, com as lágrimas de réu condenado injustamente, para sofrer no próprio espírito e na própria carne as flagelações que impôs, noutro tempo, a vítimas indefesas. O médico que abusou das possibilidades que lhe foram entregues, retorna ao hospital que espezinhou, como apagado enfermeiro, defrontado por ásperos sacrifícios, a fim de ganhar o pão. O grande agricultor que dilapidou as energias dos cooperadores humildes que o Céu lhe concedeu, para os serviços do campo, vem, de novo, à gleba que explorou com vileza de sentimento, na condição de pobre lidador, padecendo o sistema de luta em que prendeu moralmente as esperanças dos outros. Artistas eméritos, que transformaram a inteligência em trilho de acesso a desregramentos inconfessáveis, reaparecem como anônimos companheiros do pincel ou da ribalta, debaixo de inibições por muito tempo insolúveis, à feição de habilidosos trabalhadores de última classe. Mulheres dignificadas por nomes distintos, confiadas ao vício e à dissipação, com esquecimento dos mais altos deveres que lhes marcam a rota, frequentemente voltam aos lares que deslustraram, na categoria de ínfimas servidoras, aprendendo duramente a reconquistar os títulos veneráveis de esposa e mãe…  E, comumente, de retorno suportam preterição e hostilidade, embaraços e desgostos, por onde passem, experimentando sublimes aspirações e frustrações amargosas, porquanto é da Lei venhamos a colher os reflexos de nossas próprias ações, implantados no ânimo alheio, retificando em nós mesmos o manancial da emoção e da ideia, para que nos ajustemos à corrente do bem, que parte de Deus e percorre todo o Universo para voltar a Deus.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 25 de março de 2026

 



Sínteses

 

José Nava (autor espiritual)

 

 

Quem busca arrancar no mundo

A treva pela raiz,

Quanto mais sabe mais cala,

Quanto mais cala mais diz.

 

A Terra seria o Céu,

Se o homem, por onde vá,

Seguisse vinte por cento

Dos bons conselhos que dá.

 

Aviso para ajudar

Raciocínio e lucidez:

Quanto serves, tanto vales,

Quanto sabes, tanto vês.

 

Quem te elogia ou te aprova

Não te vê como sorri;

Apenas diz a quem ouve

O que se espera de ti.

 

O que plantaste, plantaste;

Colherás conforme a lei.

Tudo o que deste ganhaste,

O que guardaste, não sei.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 24 de março de 2026

 



Efemeridade


CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Nada é permanente, nada é realmente nosso, na verdade, tudo nos foi emprestado e já com um momento previsto para devolvê-lo. Por isso o apego nos drena energia e causa tanto sofrimento impedindo-nos de viver o que devemos e podemos. Não há dúvida de que quando vivemos com mais leveza deixando fluir o que a vida nos reserva e, principalmente, o que necessitamos viver, os dias passam a ser mais coloridos, vivos, com direção para o cumprimento dos objetivos maiores criados com tanto amor por nosso Pai.

Quando nos apegamos a pessoas, coisas, situações, bens, aparências, status sociais, criações imaginárias, ou quando nunca nos contentamos nem agradecemos, o que é impermanente, de maneira equivocada e infeliz, passa a desenvolver forçosamente características de algo eterno que apenas possui a efemeridade. Onde moramos mesmo que sede própria , pode vir qualquer ocorrência mais determinada e nos levar o que muito parecia definido até o momento. Também alguém que muito amamos pode seguir adiante sem a nossa companhia, ou por própria vontade ou escolha maior.

E se mantemos uma existência mais de acordo com o verdadeiro sentido da vida, não é de se espantar que a fluidez dos dias será de muito mais contentamento e admiração, já que tudo o que faz bem ao espírito possui a verdade da criação. Manter os laços respeitosos e carinhosos com amigos e pessoas que nos fazem bem e alimentá-los ainda mais, sem aguardar nenhuma reciprocidade, mas por puro sentimento, é conteúdo assimilado na escola do progresso espiritual.

Caso algum ser querido deseje voar a outros céus, que a paz e a proteção sejam companheiras assíduas em seus novos dias; ainda que o que nos seja tão valioso, material ou não, se encaminhe a outra direção, está bem, pois tudo perdura até o momento necessário para que, também assim, outros presentes possam chegar até nós. O dinamismo da vida é maestral e se o apego não se apresenta, a vida, o tempo todo, só deseja nos ver em desenvolvimento e feliz. Quanto mais seguramos algo, mais desgaste desenvolvemos; e à medida que libertamos, o que nos é bom mais desejará ficar.

A vida nos ensina, ininterruptamente, que a liberdade fortalece e que devemos priorizar o que é verdadeiro para o espírito. Quando nos voltamos para o céu, o nosso coração suspira; quando nos prendemos à sociedade terrena, o nosso espírito se sente um pouco sufocado buscando pelo ar da eternidade.

O que nos pertence é tudo o que faz morada em nosso ser e o que nos traz sentido real para o espírito com as características para o seu progresso no caminho da evolução.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 


 

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segunda-feira, 23 de março de 2026

 



Assim de momento

 

Albino Teixeira (autor espiritual)

 

Assim de momento, você, de fato:

não pode esconder a moléstia renitente ou irreversível que lhe promove o aperfeiçoamento espiritual;

não pode livrar-se do defeito físico inarredável;

não dispõe de recursos para desconhecer o parente difícil;

não consegue liberar-se dos conflitos íntimos com que haja renascido, atendendo-se a fins determinados;

não liquidará, de vez, todas as dívidas que terá assumido diante dos outros;

não se liberará da influência dos adversários gratuitos;

não estará sem as ironias e incompreensões que se lhe espalhem na estrada;

não viverá sem problemas educativos...

Mas você pode aceitar tudo isso e, da aceitação construtiva de todos os percalços que porventura lhe assinalem a existência, você pode partir para o esforço de trabalhar, melhorando a você mesmo a fim de render, tanto quanto possa, no bem de todos, de vez que colaborar no bem de todos é o caminho para a verdadeira felicidade.

 

Do livro Coragem, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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