sexta-feira, 12 de junho de 2026

 



Na literatura em geral é frequente depararmos com as seguintes expressões: "arroubos de caridade" e "elixir da juventude". Afinal, que significam os vocábulos arroubo e elixir?

Trata-se de palavras de uso literário e figurado bastante frequentes.

Arroubo significa um impulso intenso e repentino de sentimento, entusiasmo, emoção ou inspiração. É uma manifestação exaltada do ânimo.

Exemplos:

Arroubo de caridade: um impulso generoso e espontâneo de ajudar alguém.

Arroubo de amor: uma demonstração intensa de afeto.

Arroubo de coragem: um momento de bravura súbita.

Sinônimos possíveis, conforme o contexto: ímpeto, entusiasmo, exaltação, arrebatamento, impulso.

Elixir era originalmente uma substância que os alquimistas acreditavam ser capaz de curar doenças, prolongar a vida ou até transformar metais comuns em ouro. Com o tempo, o termo passou a ser usado em sentido figurado.

Exemplos:

Elixir da juventude: substância imaginária que devolveria ou conservaria a juventude.

Elixir da vida: remédio milagroso capaz de prolongar a existência.

Em sentido figurado, elixir pode designar qualquer coisa que revigore, anime ou traga bem-estar:

 "A música foi um verdadeiro elixir para o espírito."

 "A convivência com os netos é seu elixir de juventude."

Em resumo:

Arroubo: impulso ou arrebatamento intenso de um sentimento.

Elixir: poção ou remédio maravilhoso; figuradamente, aquilo que revigora, restaura ou parece trazer nova vida.

Por isso, quando um autor escreve "arroubos de caridade", refere-se a manifestações espontâneas e fervorosas de generosidade; e quando menciona o "elixir da juventude", alude à lendária substância capaz de conservar ou restaurar a juventude.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/leia-os-textos-abaixo-e-procure-ver-se.html

 

 

  

 


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quinta-feira, 11 de junho de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

27

 

Obsessão

 

Observando-se a mediunidade como sintonia, a obsessão é o equilíbrio de forças inferiores, retratando-se entre si.

Fenômeno de reflexão pura e simples, não ocorre tão somente dos chamados mortos para os chamados vivos, porque, na essência, muita vez aparece entre os próprios Espíritos encarnados a se subjugarem reciprocamente pelos fios invisíveis da sugestão.

A mente que se dirige a outra cria imagens para fazer-se notada e compreendida, prescindindo da palavra e da ação para insinuar-se, porquanto, ambientando a repetição, atinge o objetivo que demanda, projetando-se sobre aquela que procura influenciar. E, se a mente visada sintoniza com a onda criadora lançada sobre ela, inicia-se vivo circuito de força, dentro do qual a palavra e a ação se incumbem de consolidar a correspondência, formando o círculo de encantamento em que o obsessor e o obsidiado passam a viver, agindo e reagindo um sobre o outro.

Não há, por isto, obsessão unilateral. Toda ocorrência desta espécie se nutre à base de intercâmbio mais ou menos completo.  Quanto mais sustentadas as imagens inferiores de um Espírito para outro, em regime de permuta constante, mais profundo o poder da obsessão, de vez que se afastam da justa realidade para o circuito de sombra em que se entregam a mútuo fascínio.

É o mesmo que se verifica com a pedra quando em serviço de gravação. Quanto mais repetida a passagem do buril, mais entranhado o sulco destinado a perpetuar a minudência da imagem.

Lembremo-nos, ainda, do disco comum, em cujas reentrâncias sutis permanecem os sons fixados para repetição à nossa vontade. Muita vez a mente obsidiada se assemelha à chapa de ebonite, arquivando ordens e avisos do obsessor (notadamente durante o sono habitual, quando liberamos os próprios reflexos, sem o controle da nossa consciência de limiar), ordens e avisos que a pessoa obsessa atende, de modo quase automático, qual o instrumento passivo da experiência magnética, no cumprimento de sugestões pós-hipnóticas.

Quanto mais nos rendamos a essa ou àquela ideia, no imo de nós mesmos, com maior força nos convertemos nela, a expressar-lhe os desígnios.

É assim que se formam estranhos desequilíbrios que, em muitas circunstâncias, concretizam moléstia e desalento, aflição e loucura, quando não plasmam a crueldade e a morte.

Toda obsessão começa pelo debuxo vago do pensamento alheio que nos visita, oculto.

Hoje é um pingo de sombra, amanhã linha firme, para, depois, fazer-se um painel vigoroso, do qual assimilamos apelos infelizes que nos aprisionam em turbilhões de trevas.

Urge, pois, que saibamos fugir, desassombrados, aos enganos da inércia, porque o espelho ocioso de nossa vida em sombra pode ser longamente viciado e detido pelas forças do mal que, em nos vampirizando, estendem sobre os outros as teias infernais da miséria e do crime.

Dar novo pasto à mente pelo estudo que eleve e consagrar-se em paz ao serviço incessante é a fórmula ideal para libertar-se de todas as algemas, pois que, na aquisição de bênçãos para o espírito e no auxílio espontâneo à vida que nos cerca, refletiremos sempre a Esfera Superior, avançando, por fim, da cegueira mental para a divina luz da Divina Visão.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

 



Trovas da consciência

 

Ormando Candelária

(autor espiritual)

 

 

O bom conselho onde estou,

De sentimento conciso,

É aquilo que sempre dou       

Pensando no que preciso.

 

Coitado de quem viveu

No rol de quem tudo alcança!...

Homem que nunca sofreu      

Nunca passou de criança.

 

Eu vivo sempre intranquilo

Com esta notinha à toa:

O dever é sempre aquilo

Que exijo de outra pessoa.

 

Acho estranho, mas o amor

Controla o carro da vida;

É arranque para o motor

E freio para a descida.

 

Lição clara e contundente,

Voz do céu onde ressoe:

Deus permite o erro na gente

Para que a gente perdoe.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 



 

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terça-feira, 9 de junho de 2026

 



Breve ensaio sobre a Vida

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

A vida não é uma batalha com apenas dificuldades (aliás, como muitos a descrevem), na verdade, a vida é luz eterna e infinita demarcada linearmente por existências, com tempo e oportunidade para a observação do todo e a autoanálise do próprio espírito. Ou seja, a vida é o magnífico presente para cada espírito criado por Deus cujas leis espirituais regem igualmente para todos garantindo também o livre-arbítrio e, principalmente, o retorno da lei de ação e reação. Somos responsáveis integralmente por nossa caminhada, a maneira como nos encontramos hoje e em todo tempo.

Se assim o é, então, os pensamentos, as atitudes, as palavras e os sentimentos atuam como sementes que delimitam o nosso presente já preparando o nosso futuro. A vida pode ser o horizonte abençoado, a alegria no coração, o contentamento imensurável, a paz irradiada, a fé que anima, a certeza de que a eternidade é o tempo e o espírito é infinito e imortal. E se observarmos que cada pessoa possui lugar e papel insubstituíveis na vida e um dom que só cada um pode oferecer ao mundo, de fato, a vida passa de um patamar, de certa forma, sofrível, para uma posição abençoada e feliz.

Sempre será a forma que sentimos e vemos a vida que regerá o andamento dos nossos dias. E sempre será a nossa atitude, esforço e disciplina que nos colocarão no andamento dos nossos dias com mais leveza, contentamento, harmonia e gratidão, ou todo o seu contrário. Também não quer dizer que não haverá problema ou dificuldade, porém o modo como nos colocamos para viver guiará para campos floridos ou estradas mais desertas e áridas. Na vida, há muitas escolhas, mas nem todos os caminhos nos direcionam à luz. E isso não deve limitar o seguimento, mas, sim, redirecioná-lo a fim de angariarmos menos sofrimento e lentidão para quanto antes sentirmos a presença do Criador.

Quando nos colocamos na real posição de filhos de Deus, tudo ao nosso redor se modifica, ou melhor, o nosso interior se transforma e, naturalmente, o exterior reflete o que vê. E a vida, o tempo todo, é a estrela brilhante que nos encaminha ao progresso dentro da evolução. Há somente uma direção, a perfectibilidade para todos. E quando reconhecemos que somos os filhos de Deus, a vida nunca mais será nem mesmo uma pequenina batalha, mas a glória que podemos viver.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 


 

 

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