segunda-feira, 3 de agosto de 2026

 



Em marcha

 

Geminiano Brazil
(autor espiritual)

 

É justo não esquecermos que ainda somos seres em crescimento evolutivo, para retirarmos do tempo os valores e as vantagens imprescindíveis à nossa ascensão.

A romagem no campo físico é a vida espiritual noutro modo de ser, tanto quanto a luta, aquém da morte, é a continuação do aprendizado terrestre numa expressão diferente.

Analisando a imensidade infinita dos mundos, agrupamo-nos na Terra em singela faixa vibratória, assim como determinada coletividade de pássaros da mesma condição se congregam num trecho de floresta, ou como certa família de rãs, a reunir-se no fundo do mesmo poço.

Condicionados pelo nosso progresso reduzido, não assinalamos da gloriosa vida que nos cerca senão ínfima parte, adstritos que nos achamos às estreitas percepções do padrão sensorial que nos é próprio.

Com o corpo de carne, somos tarefeiros do mundo, matriculados na escola da experiência predominantemente objetiva, desfrutando um instrumento precioso, qual seja o veículo denso, em que o cérebro, com todos os implementos das redes nervosas, pode ser comparado a um aparelho radiofônico de emissão e recepção, funcionando no tipo de onda inferior ou superior a que nos ajustamos, e em que os olhos, os ouvidos, a língua, as mãos e os pés representam acessórios de trabalho, subordinados ao comando da mente.

Além da morte, sem o vaso carnal, ainda somos tarefeiros do mundo, fichados no educandário da experiência predominantemente subjetiva, registrando os resultados das ações boas ou más, que nos decidimos a mentalizar e estender.

Aprisionando-nos à carne ou libertando-nos dela, nascendo, morrendo, ressurgindo ao esplendor da imortalidade ou reaparecendo na sombra do Planeta, segundo a conceituação humana, vivemos em marcha incessante para os arquétipos que a Eternidade nos traçou e que nos cabe atingir.

Vós, que tendes encontrado em nossa companhia tantos problemas dolorosos de fixação mental nos Espíritos conturbados e sofredores, considerai conosco a importância do dia que foge.

Temos da vida tão somente aquilo que recolhemos das horas.

O tempo é a sublimação do santo, a beleza do herói, a grandeza do sábio, a crueldade do malfeitor, a angústia do penitente e a provação do companheiro que preferiu acomodar-se com as trevas.

Dele surgem o Céu para o coração feliz do bom trabalhador e o inferno para a consciência intranquila do servidor infiel.

Façamos de nossa tarefa, qualquer que ela seja, um cântico de louvor ao trabalho, à fraternidade e ao estudo.

Sirvamos, amemos e aprendamos!

Dilatemos o horizonte de nossa compreensão, arejando nossas almas e filtrando apenas a luz para que a luz nos favoreça.

E quanto a vós, em particular, vós que ainda detendes a valiosa oportunidade de contato com o indumento físico, evitai, ainda hoje, a ingestão do mal, para não digerirdes lodo e fel amanhã.

 

Do livro Instruções psicofônicas, mensagem recebida psicofonicamente pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 


 

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domingo, 2 de agosto de 2026

 



Riqueza e pobreza são provas e a perfeição é o objetivo

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Uma leitora de São Paulo (SP) pergunta:

 

“Em que sentido a riqueza pode ser uma prova? Qual é a finalidade de uma prova que tantas pessoas na Terra almejam? Basta ver uma casa lotérica nos fins de semana, apinhada de pessoas que sonham com um dos prêmios sorteados pela Caixa Econômica Federal.”

 

À primeira vista, é realmente difícil acreditar que a riqueza, assim como a beleza estonteante, possa constituir uma das provas que enfrentamos durante a experiência reencarnatória.

Esse é, contudo, o ensinamento espírita.

Riqueza e pobreza são provas pelas quais o Espírito necessita passar, tendo em vista um objetivo maior: alcançar a perfeição.

Com esse propósito, Deus concede a uns a prova da riqueza e a outros a da pobreza, experimentando-os de maneiras diferentes. Segundo numerosos relatos de autores respeitáveis, essas provas são, muitas vezes, escolhidas pelos próprios Espíritos antes da reencarnação.

Ambas são difíceis. Na pobreza, o Espírito pode ceder à revolta e à blasfêmia contra o Criador; na riqueza, expõe-se ao abuso dos bens que Deus lhe confia, desviando-os, não raro, de sua finalidade.

A pobreza é a prova da paciência e da resignação.

A riqueza é a prova da caridade e da abnegação.

Não esqueçamos que a existência corpórea, por mais longa que seja, é transitória. Com a morte, desaparecem todos os bens materiais de que o homem dispunha na Terra.

Pobres e ricos retornam à vida espiritual em idênticas condições, o que demonstra que tanto a riqueza quanto a pobreza são situações passageiras.

Nenhuma dessas provas, porém, constitui obstáculo à salvação. Se assim fosse, Deus estaria oferecendo a seus filhos um instrumento de perdição, ideia incompatível com a justiça e a sabedoria divinas.

No caso da riqueza, é fácil compreender que, pelas tentações que desperta e pela fascinação que exerce, ela figura entre as provas mais perigosas da existência.

Foi isso que Jesus procurou enfatizar ao afirmar ser mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. 

Referia-se aos perigos e às ilusões que a riqueza pode provocar no homem desprevenido, mas seria equivocado concluir de suas palavras que ao rico esteja vedado o acesso à salvação, isto é, à ascensão espiritual.

Se a riqueza produzisse apenas males, Deus jamais a concederia aos homens. De fato, embora não seja, por si só, instrumento de progresso moral, ela constitui poderoso fator de progresso intelectual e social.

Graças a ela, o homem pode melhorar as condições materiais da sociedade, ampliar a produção de bens e promover o desenvolvimento por meio do estudo, da pesquisa e do trabalho. Eis por que a riqueza é considerada elemento de progresso.

Todavia, se aquele que a possui se torna egoísta, orgulhoso e insaciável, desviando-a de sua finalidade providencial, responderá por seus atos perante a Justiça Divina, enquanto outros terão oportunidade de demonstrar que é possível vencer essa difícil prova.

No capítulo II da Segunda Parte de O Céu e o Inferno, Allan Kardec registra uma expressiva mensagem da condessa Paula, desencarnada aos 36 anos, em 1851:

“Em várias existências passei por provas de trabalho e miséria que voluntariamente havia escolhido para fortalecer e depurar o meu Espírito; dessas provas tive a dita de triunfar, vindo a faltar, no entanto, uma, porventura de todas a mais perigosa: a da fortuna e bem-estar materiais, um bem-estar sem sombras de desgosto. Nessa consistia o perigo. E antes de o tentar, eu quis sentir-me assaz forte para não sucumbir. Deus, tendo em vista as minhas boas intenções, concedeu-me a graça do seu auxílio. Muitos Espíritos há que, seduzidos por aparências, pressurosos escolhem essa prova, mas, fracos para afrontar-lhes os perigos, deixam que as seduções do mundo triunfem da sua inexperiência.”

Em seguida, ela acrescenta:

“Trabalhadores! estou nas vossas fileiras: eu, a dama nobre, ganhei como vós o pão com o suor do meu rosto; saturei-me de privações, sofri reveses e foi isso que me retemperou as forças da alma; do contrário eu teria falido na última prova, o que me teria deixado para trás, na minha carreira. Como eu, também vós tereis a vossa prova da riqueza, mas não vos apresseis em pedi-la muito cedo. E vós outros, ricos, tende sempre em mente que a verdadeira fortuna, a fortuna imorredoura, não existe na Terra; procurai antes saber o preço pelo qual podeis alcançar os benefícios do Todo-Poderoso.” (O Céu e o Inferno, Segunda Parte, cap. II, "A condessa Paula".)

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/como-surgiu-expressao-passe-magnetico.html

 

 

 



 

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sábado, 1 de agosto de 2026

 



Os laços de família e a reencarnação

 

A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe

 

ALLAN KARDEC

 

Neste texto que compõe o itens 18 a 23 do cap. IV do livro O Evangelho segundo o Espiritismo – que o leitor pode acessar clicando em https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TKP/Ev/Ev04.htm – Allan Kardec esclarece que a reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe, porque ela possibilita que os Espíritos afins se reencontrem e progridam juntos através de múltiplas existências corpóreas.

Segundo ele, a visão de uma existência única implica o rompimento dessas conexões, pois limita o parentesco ao corpo físico e impõe uma separação eterna após a morte. Em contraste, a pluralidade das existências garante a continuidade das afeições verdadeiras.

O VÍDEO exibido no preâmbulo deste texto apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte nos apresenta. 

O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

 

 

 



 

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

 



Há um vocábulo de grafia idêntica tanto no idioma inglês como no idioma português.

Trata-se do vocábulo mister. Ocorre que sua pronúncia e seu significado são totalmente diferentes.

Em inglês, mister é vocábulo paroxítono e, portanto, se pronuncia míster.

Mister, no idioma inglês, é substantivo masculino e significa: tratamento correspondente a senhor quando antecede o nome da pessoa, ou o de certos cargos, como presidente, secretário etc.

Geralmente, é usado em sua forma abreviada: Mr.

Exemplos:

Mr. Donald Trump vai hoje ao Canadá.

Mr. Ellis não se conduziu bem no confronto entre Espanha e França.

No idioma português, mister também é substantivo masculino, mas, sendo um vocábulo oxítono, pronuncia-se mistér.

Mister, em português, significa: urgente, necessário ou forçoso, meta, intuito, propósito, ofício, profissão, ministério, incumbência, comissão, precisão, necessidade.

Exemplos:

É mister que façamos algo. (É urgente...)

Não há mister de tanto gasto. (Não há necessidade...)

Foi mister agir daquela forma. (Foi necessário...)

Seu mister em 2026 era ganhar a Copa. (Sua meta...)

Ancelotti tem agora um novo mister: preparar a seleção para 2030. (Ancelotti tem agora um novo propósito...)


*


A frase raspar a barba continua sendo um equívoco de difícil erradicação.

É bom ter em mente que o verbo rapar – e não raspar – significa fazer a barba; barbear-se; cortar o cabelo.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/qual-e-o-certo-ela-se-maqueia-sozinha.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 30 de julho de 2026

 



Alguém contigo

 

Emmanuel
(autor espiritual)

 

Nunca estarás a sós...

Ante a névoa das lágrimas, quando a incompreensão de outrem te agite os sentimentos, lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e conforto.

Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e segurança, pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona.

Ante as ameaças do desânimo, nos obstáculos para a concretização de tuas esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que, em tempo algum, te recusa bom ânimo.

Ante a queda iminente na irritação, capaz de induzir-te à delinquência, refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas bênçãos da paz.

Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo, suscetíveis de te impulsionarem a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te nega defesa, para que usufruas a tranquilidade de consciência.

Ante prejuízos, muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste generosidade e confiança, medita nesse protetor magnânimo que nunca te desampara e que promove, em teu favor, sempre que necessário, os recursos precisos à recuperação de que careças.

Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos, amargurando-te os dias, eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que sempre te convida à tolerância e ao perdão.

Ante as crises da existência que te sugiram revolta e desespero, recorda o mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há problemas sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a esperança.

Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados, não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a conhecê-lo.

E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te garante a vida, em nome de Deus, deixa que os teus ouvidos se recolham aos recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da consciência que esse alguém é Jesus.

 

Do livro Algo Mais, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

 

 

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