terça-feira, 28 de abril de 2026

 



A presença dos bons espíritos

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Quando entramos em casa, após múltiplos compromissos, e aquela paz parece nos abraçar; quando no meio da noite acordamos e naturalmente algo nos faz embalar outra vez ao sono, ao descanso, ao refazimento; quando ocorrências inesperadas nos atrasam na verdade nos livram de aborrecimentos e dores; quando protetores aparentemente humanos, porém desaparecem como vapor nos cuidam e protegem; quando esclarecimentos e resoluções surgem por meio de intuição ou formas variadas no cotidiano as sincronicidades; quando os amparos físico, espiritual, emocional aparecem incrivelmente inesperáveis. Sim, algumas brevíssimas situações da presença de espíritos amigos e bondosos.

Precisamos de mais atenção para perceber a contínua presença amorosa desses amigos intrinsecamente altruístas. À medida que o agradecimento pela vida começa a se consolidar; o nosso coração se volta ao valor inquestionável espiritual que é a nossa verdade; a nossa conduta busca mais acertos do que equívocos; uma breve assimilação de que o nosso tempo é a eternidade, sem dúvida, não só a presença harmoniosa dos bons espíritos é fato, como poderemos percebê-la.

O lado invisível é muito presente, o que, muitas vezes, não inviabiliza essa percepção é a nossa sintonia que tão comumente se encontra em escala inferior e, portanto, imperceptível. No entanto quando nos elevamos um pouco que seja, somos capazes de sentir e muito nos emocionar com esses irmãos no campo da evolução. Não só a sintonia mais elevada contribui para essa presença como também o nosso ser começa a experimentar sensações mais felizes com a conquista dessa elevação que é justa da mesma forma para todos.

A presença dos bons espíritos é luz, cura, amor, proteção, é leveza que nos faz sorrir pelo semblante e essência; é a mão estendida e a calma dentro da perturbação; é o caminho mais reto e imparável; é a extensão do amor divino; é o descanso no momento de inteira aflição; é a recomposição após uma luta ferrenha (conosco). Os bons espíritos são amados irmãos que temos durante o nosso desenvolvimento.

Dessa forma, se desejamos a sua companhia mais tangível, tão coerente que, antes de tudo, examinemos rotineiramente a nossa conduta, pensamento e sentimento, já que se sabe que apenas energias semelhantes se atraem. Eles estão com o coração amoroso para nos amparar e são torcedores prestimosos de nosso crescimento e expansão.

Onde nos encontrarmos que sejamos luz, não importa o lugar, pois quando nos mantemos próximos da iluminação é certeza de que os bons espíritos já estão no trabalho da abençoada elevação.

E quando menos esperarmos conversaremos diretamente com eles nossos tão queridos espíritos protetores, nossos tão bem-vindos bons espíritos, anjos da guarda e irmãos de bondade e luz.

As sincronicidades diárias são um lembrete da presença desses irmãos maiores do amor em Deus.

 

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

 



Fácil e difícil

 

Albino Teixeira (autor espiritual)

 

Fácil amontoar.

Difícil distribuir.

Fácil falar.

Difícil fazer.

Fácil arrasar.

Difícil construir.

Fácil reprovar.

Difícil compreender.

Fácil acomodar.

Difícil realizar.

Fácil ganhar.

Difícil ceder.

Fácil crer.

Difícil discernir.

Fácil ensinar.

Difícil exemplificar.

Fácil sofrer.

Difícil aproveitar.

Qualquer pessoa, de qualquer condição, pode fazer o que é fácil; entretanto, efetuar o que é difícil pede noção de responsabilidade e burilamento íntimo.

É por esse motivo que o Espiritismo, sendo em si mesmo a doutrina da fé raciocinada, para que se cumpra o imperativo evangélico do “a cada um segundo as suas obras”, reclama o combustível do serviço individual, para que brilhe, em cada um de nós, o facho da educação.

 

Do livro Caminho espírita, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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domingo, 26 de abril de 2026

 




O que, segundo Bozzano, acontece aos seres humanos no pós-morte

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

No livro A Crise da Morte, de sua autoria, Ernesto Bozzano nos fornece 20 informações ou detalhes (como ele preferiu chamar) acerca do que acontece com os Espíritos no pós-morte. De forma objetiva e didática, ele os dividiu em duas categorias: detalhes fundamentais (12 detalhes) e detalhes secundários (8 detalhes).

Eis os doze detalhes fundamentais pertinentes à crise da morte, referidos por Bozzano:

1. Os Espíritos se encontram novamente, na vida espiritual, com a forma humana.

2. Todos eles, após a morte, ignoram durante algum tempo que estão mortos.

3. Eles passam, no curso da crise pré-agônica, ou pouco depois, pela prova da reminiscência dos acontecimentos da existência ora encerrada.

4. Todos eles são acolhidos no mundo espiritual pelos Espíritos das pessoas de suas famílias ou de seus amigos mortos.

5. Quase todos passam, após a morte, por uma fase mais ou menos longa de "sono reparador".

6. Todos se acham num meio espiritual radioso e maravilhoso (no caso de mortos moralmente normais) e num meio tenebroso e opressivo (no caso de mortos moralmente depravados).

7. Todos reconhecem que o meio espiritual é um novo mundo objetivo, real, análogo ao meio terrestre espiritualizado.

8. Eles aprendem que isso se deve ao fato de que, no mundo espiritual, o pensamento constitui uma força criadora, por meio da qual o Espírito existente no "plano astral" pode reproduzir em torno de si o meio de suas recordações.

9. Todos ficam sabendo que a transmissão do pensamento é a forma da linguagem espiritual, embora certos Espíritos recém-chegados se iludam e julguem conversar por meio da palavra.

10. Eles verificam que, graças à faculdade da visão espiritual, se acham em estado de perceber os objetos de um lado e outro, pelo seu interior e através deles.

11. Todos eles aprendem que podem transferir-se temporariamente de um lugar para outro, ainda que muito distante, por efeito apenas de um ato da vontade, podendo também passear no meio espiritual ou voejar a alguma distância do solo.

12. Os Espíritos dos mortos gravitam fatalmente e automaticamente para a esfera espiritual que lhes convém, por virtude da "lei de afinidade". (A Crise da Morte, pp. 163 a 166.)

Na sequência, eis os oito detalhes secundários colhidos por Bozzano em suas pesquisas:

1. Os defuntos dizem que os Espíritos dos mortos a quem nos ligamos em vida intervêm para acolher e guiar os recém-desencarnados, antes que se inicie o "sono reparador".

2. Os Espíritos, ao observarem seus cadáveres no leito de morte, geralmente falam de um "corpo etéreo" que se condensa acima do "corpo somático", fato que é confirmado pelos videntes.

3. Eles dizem que, assim como não existem pessoas absolutamente idênticas no mundo dos vivos, o mesmo se dá no mundo espiritual, de modo que as condições verificadas no trespasse não são exatamente as mesmas para todos.

4. Embora os Espíritos tenham a faculdade de criar mais ou menos bem, pela força do pensamento, o que lhes seja necessário, quando se trata de obras complexas e importantes a tarefa é confiada a grupos de Espíritos que nisso se especializaram.

5. Quando dominados por paixões humanas, os Espíritos se conservam ligados ao meio onde viveram, por um lapso de tempo mais ou menos longo. Não podendo, assim, gozar do benefício do sono reparador, esses Espíritos persistem na ilusão de se julgarem vivos e tornam-se, muitas vezes, Espíritos "assombradores" ou "perseguidores".

6. No mundo espiritual, os Espíritos inferiores não podem perceber os que lhes são superiores, devido à diversidade das tonalidades vibratórias de seus "corpos etéreos".

7. As dilacerantes crises de dor, que frequentemente se produzem junto dos leitos de morte, são penosas para os Espíritos dos defuntos e os impedem de entrar em relação com as pessoas que lhes são caras, retendo-os no meio terrestre.

8. Os Espíritos afirmam, por fim, que, quando se encontram sós e tomados de perplexidades de toda sorte, percebem uma voz que lhes chega de longe e os aconselha sobre o que fazer: trata-se da voz vinda de Espíritos amigos que, percebendo de modo telepático os seus pensamentos, apressam-se em lhes transmitir conselhos. (Obra citada, pp. 167 a 170.)

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/04/ao-reencarnar-conserva-o-espirito-as.html

 

 

 

 

 

 

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