quinta-feira, 12 de março de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

14

 

Corpo

 

Abstendo-nos de qualquer digressão científica, porquanto os livros técnicos de educação usual são suficientemente esclarecedores no que se reporta aos aspectos exteriores do corpo humano, lembremo-nos de que o Espírito, inquilino da casa física, lhe preside à formação e à sustentação, consciente ou inconscientemente, desde a hora primeira da organização fetal, não obstante quase sempre sob os cuidados protetores de Mensageiros da Providência Divina.

Trazendo consigo mesmo a soma dos reflexos bons e menos bons de que é portador, segundo a colheita de méritos e prejuízos que semeou para si mesmo no solo do tempo, o Espírito incorpora aos moldes reduzidos do próprio ser as células do equipamento humano, associando-as à própria vida, desde a vesícula germinal.

Amparado no colo materno, estrutura-se-lhe o corpo mediante as células referidas, que, em se multiplicando ao redor da matriz espiritual, como a limalha de ferro sobre o ímã, formam, a princípio, os folhetos blastodérmicos de que se derivam o tubo intestinal, o tubo nervoso, o tecido cutâneo, os ossos, os músculos, os vasos.

Em breve, atendendo ao desenvolvimento espontâneo, acha-se o Espírito materializado na arena física, manifestando-se pelo veículo carnal que o exprime. Esse veículo, constituído por bilhões de células ou individuações microscópicas, que se ajustam aos tecidos sutis da alma, partilhando-lhes a natureza eletromagnética, lembra uma oficina complexa, formada de bilhões de motores infinitesimais, movidos por oscilações eletromagnéticas, em comprimento de onda específica, emitindo irradiações próprias e assimilando as irradiações do Plano em que se encontram, tudo sob o comando de um único diretor: a mente.

Desde a fase embrionária do instrumento em que se manifestará no mundo, o Espírito nele plasma os reflexos que lhe são próprios.

Criaturas existem tão conturbadas além-túmulo com os problemas decorrentes do suicídio e do homicídio, da delinquência e da viciação, que, trazidas ao renascimento, demonstram, de imediato, os mais dolorosos desequilíbrios, pela disfunção vibratória que os cataloga nos quadros da patologia celular.

As enfermidades congênitas nada mais são que reflexos da posição infeliz a que nos conduzimos no pretérito próximo, reclamando-nos a internação na Esfera física, às vezes por prazo curto, para tratamento da desarmonia interior em que fomos comprometidos.

Surgem, porém, outras cambiantes dos reflexos do passado na existência do corpo. Causas amargas de mutilações e doenças são guardadas na profundez de nosso campo espiritual, como sementes de agressivo espinheiro que nós mesmos acalentávamos, no obscuro terreno da culpa disfarçada e dos remorsos ocultos. São plantações de tempo certo que a lei de ação e reação governa, vigilante, com segurança e precisão.

É por isso que, muitas vezes, consoante os programas traçados antes do berço, na pauta da dívida e do resgate, a criatura é visitada por estranhas provações, em plena prosperidade material, ou por desastres fisiológicos de comovente expressão, quando mais irradiante se lhe mostra a saúde.

Contudo, é imperioso lembrar que reflexos geram reflexos e que não há pagamento sem justos atenuantes, quando o devedor se revela amigo da solução dos próprios débitos.

A prática do bem, simples e infatigável, pode modificar a rota do destino, de vez que o pensamento claro e correto, com ação edificante, interfere nas funções celulares, tanto quanto nos eventos humanos, atraindo em nosso favor, por nosso reflexo melhorado e mais nobre, amparo, luz e apoio, segundo a lei do auxílio.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 11 de março de 2026

 



Deus quer misericórdia

 

Maria Dolores (Espírito)

 

 

Se confias em Deus, alma querida,

Vem com Jesus, do lar, que te resguarda e eleva,

Ao vale da aflição onde vagam na sombra

Os romeiros da angústia e as vítimas da treva!...

 

Na crença que te nutre, acende a chama

Do amor que te desvende, trilha afora,

Os convidados d’Ele ao banquete da vida,

Os que formam na Terra a multidão que chora!...

 

Vamos!... Jesus, à frente, nos precede,

Insistindo por nós, de caminho a caminho,

E pede proteção ao que segue em penúria,

Reconforto a quem vai padecente e sozinho!...

 

Aqui, passam em bando, aos ímpetos do vento,

Pequeninos sem fé, sem apoio, sem nome

Que fazem? de onde vêm? aonde vão? ninguém sabe?

E nem sabe explicar a mágoa que os consome!...

 

Ali, geme, sem teto, o doente esquecido,

Além, tropeça e cai, sem a escora de alguém,

O velhinho largado à vastidão da noite,

Que recebe, por leito, a terra de ninguém!...

 

Mais adiante, é a viuvez cansada de abandono,

Almas na solidão de torturante espera,

Implorando socorro ao telheiro vazio,

A recolher somente a dor que as dilacera!...

 

Flagelam-se, mais longe, os tristes companheiros,

Que andaram sem pensar, nas veredas do crime,

Rogando leve olhar de bondade e esperança,

Numa frase de paz que os restaure e reanime!...

 

Ante os erros que encontres, não censures

Nem te queixes... Trabalha, alma querida!...

Deus quer misericórdia!... Ama, serve, abençoa

E Deus te susterá nas provações da vida.

 

Vem como és e auxilia quanto possas,

Não clames pelo Céu, sonhando em vão!...

Nosso Senhor te aguarda tão somente,

Traze teu coração!...

 

 

Do livro Poetas Redivivos, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 


 

 

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terça-feira, 10 de março de 2026

 



Completamente responsáveis por nossas vidas

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Quanto mais vivemos, mais aprendemos que a responsabilidade de nossa vida é inteiramente nossa. O céu que criamos ou o inferno escaldante são o caminho que desbravamos com cada atitude, palavra e comportamento. E tanto as ações do passado quanto as do presente, se bondosas forem, darão flores belas e perfumadas; ou se desequilibradas e com certa maldade, de fato, um campo estéril e sem vida com mais amargura e ervas daninhas estará à frente.

Talvez alguns singelos e positivos passos possam começar a nos orientar para a plantação de um campo realmente florido, onde o azul no céu resplandecerá o horizonte dourado na vida. Uma observação necessária é a de não se fazer de vítima, já que a mendicância vaidosa por atenção nunca cativou ninguém, ao contrário, normalmente repele, tornando uma companhia inconveniente e non grata. O vitimismo possui energia estagnada e densa.

Também outra medida que naturalmente deveria ser evitada é a prepotência de sentir-se superior, visto que a humildade, onde quer que se apresente, é luz e bálsamo para quem a recebe e quem a emana. Como é admirável estar com alguém humilde, que reconhece as próprias limitações, erros e fraquezas, mantendo visão modesta de si mesmo, sem arrogância ou pretensão. Se ainda não se pode ser por completo, mas que exista já o impulso para querer viver com mais humildade.

Em meio a tantos felizes comportamentos, outro que se destaca muito é a vivência com respeito por si e pelos outros. Quando se respeita a vida, primeiramente se demonstra o nobre reconhecimento a Deus pela criação. O respeito é um valor fundamental de convivência, de empatia, de limites e regras, de autoestima e, consequentemente, de progresso moral. Ser respeitoso é padrão congruente com a luz.

Há muito a se depurar, no entanto quando se quer melhorar, avançar no terreno das existências, toda pequena mudança favorável já colaborará para o crescimento. Quando surge o interesse de viver com mais responsabilidade, percebe-se um indivíduo mais coerente social, pessoal e espiritualmente. O amor de Deus por seus filhos é tão unânime e igualitário que todos possuem as mesmas condições a partir da criação; o que determina a trajetória é a escolha que fazemos. Não dependemos de nenhum outro ser para progredirmos, simplesmente de nós, de nossas escolhas, impulsos e determinação.

Não há segredo quanto à imprescindibilidade da paz de espírito, visto que todo bom caminho será harmonioso, prudente e mais seguro, enquanto caminhos mais descomprometidos com o propósito da criação simplesmente serão mais tortuosos, infelizes e desgastantes. E a responsabilidade durante a caminhada é completamente nossa.

Se estamos aqui e agora com este magnífico presente que é mais uma existência, ao menos que façamos escolhas mais condizentes com a grandeza dessa permissão de Deus.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 


 

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segunda-feira, 9 de março de 2026

 



Amparo à criança

 

Batuíra (Espírito)

 

Se nos propomos a edificar o futuro com o Cristo de Deus é necessário auxiliar a criança.

Se desejamos solucionar os problemas do mundo, de maneira definitiva, é indispensável ajudar a criança.

Se buscamos sustentar a dignidade humana, abolindo a perturbação e imunizando o povo contra as calamidades da delinquência, é preciso proteger a criança.

Se anelamos a construção da Era Nova, na qual as criaturas entrelacem as mãos na verdadeira fraternidade, em bases de serviço e sublimação espiritual, é imprescindível socorrer a criança.

Entretanto convenhamos que os grandes malfeitores da Terra, os fazedores de guerras e os verdugos das nações, via de regra foram crianças primorosamente resguardadas contra quaisquer provações na infância.

E ainda hoje os jovens transviados habitualmente procedem de climas domésticos em que a abastança material não lhes proporcionou ensejo a qualquer disciplina, pelo conforto excessivo.

Urge, pois, não só amparar a criança, mas educar a criança e induzi-la ao esforço de construção do Mundo Melhor.

 

Do livro Mais luz, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 


 

 

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