domingo, 11 de outubro de 2026

 


Valorizemos cada minuto da vida, porque a fila para a volta
é bem grande

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Um dileto amigo perguntou-nos se existe na literatura espírita alguma informação sobre o tempo médio que um Espírito leva para reencarnar, a partir do momento em que se encerra sua anterior existência.

Segundo sabemos, não existe uma regra precisa quanto à chamada intermissão – o tempo que separa duas encarnações de um mesmo Espírito. Ele pode variar desde poucos meses até milhares de anos, mas jamais será perpétuo. Cedo ou tarde, o Espírito terá que retornar ao plano corpóreo, visto que o processo reencarnatório é indispensável à evolução espiritual.

Deus não apressa a expiação, ensina o Espiritismo. Chegado o momento em que sente a necessidade do retorno, o próprio interessado o propõe, valendo-se dessa faculdade extraordinária que é apanágio dos Espíritos – o livre-arbítrio. Iniciam-se, então, os preparativos para seu retorno, que será geralmente precedido de uma programação, assunto que o Codificador do Espiritismo tratou em O Livro dos Espíritos e na Revista Espírita.

Segundo Hernani Guimarães Andrade, o tempo médio de intermissão, apurado nos casos que foram examinados por ele e por outros cientistas, foi de 250 anos, o que perfaz uma média de quatro encarnações por milênio. Lembremos que 250 anos seria o tempo médio, podendo alguns Espíritos reencarnar em tempo mais curto ou mais longo.

Richard Simonetti reportou-se ao assunto no seu livro Quem tem medo dos Espíritos e cita o mesmo número – 250 anos, que guarda também relação com um cálculo simples, ou seja, a divisão do número total de habitantes do planeta Terra pelo número de nascimentos que se verificam anualmente.

Nesse sentido, no ano de 1964, em mensagem publicada no Anuário Espírita, o autor espiritual André Luiz informou que a população desencarnada da Terra andava perto de 21 bilhões de Espíritos. Como o planeta registrava naquela época cerca de 3 bilhões de pessoas, o número total de Espíritos vinculados ao planeta seria de 24 bilhões, o que indica que a fila para o retorno à carne é realmente muito grande.

Sobre o tema, além do livro de Richard Simonetti acima citado, sugerimos ao leitor que leia o artigo intitulado “Erraticidade”, escrito por Arthur Bernardes de Oliveira, publicado na edição n° 22 da revista O Consolador. Eis o link que permite acessá-lo: https://www.oconsolador.com.br/22/especial.html

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/mediunidade-inconsciente-dois-conceitos.html

 

  




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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

 


Leia as frases abaixo e observe se estão corretas:

1.    Não encontrei-o em lugar algum.

2.    Me deram uma notícia horrível.

3.    Espero que divirta-se com este brinquedo.

4.    Como conheceu-o?

5.    Alguém procurou-a hoje?

Embora usadas com frequência, em todas elas – se observamos os princípios básicos de gramática – existe erro de colocação pronominal.

Eis como devem ser redigidas:

1.    Não o encontrei em lugar algum.

2.    Deram-me uma notícia horrível.

3.    Espero que se divirta com este brinquedo.

4.    Como o conheceu?

5.    Alguém a procurou hoje?

As explicações, de acordo com os estudiosos do idioma, são estas:

1.    As palavras de sentido negativo (não, nunca, jamais...) atraem o pronome oblíquo “o”, determinando que ele fique antes do verbo (próclise).

2.    Não se pode começar oração alguma com os pronomes oblíquos átonos (o, a, lhe, me, nos, se...).

3.    As conjunções subordinativas (que, embora, porque...) atraem o pronome oblíquo e determinam a próclise.

4.    A próclise é obrigatória com palavras interrogativas (como?, qual?, quantos?).

5.    Com pronomes indefinidos (alguém, tudo, cada um...) a próclise é também obrigatória.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/das-frases-abaixo-qual-esta-correta-1.html

  





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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

 



No campo do afeto

 

Emmanuel
(autor espiritual)

“... Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” - Paulo. (Gálatas, 6:7.)


Quase sempre, anelamos trato diverso e melhor, por parte daqueles que nos rodeiam.

Ansiamos pela afeição que nos compreenda os intentos mais íntimos; que se mantenha invariável, sejam quais sejam as circunstâncias; que nos escute sem reclamar, nos momentos mais duros; que nos releve todas as faltas; que não nos exija tributações de carinho; que não nos peça impostos de gratidão; que nos encoraje e sustente nos dias tristes e nos partilhe o contentamento nas horas de céu azul.

Suspiramos pelo entendimento integral e pela amizade perfeita; entretanto, se rogamos afetos marcados por semelhantes valores, é indispensável comecemos a ser para os outros esse amigo ideal.

Se desejamos recolher amor e paciência, nas manifestações do próximo, saibamos distribuí-los com todos aqueles que nos partilham a marcha.

Bondade forma bondade.

Abnegação gera abnegação.

A palavra do apóstolo Paulo é clara e franca nesse sentido: “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”.

 

Do livro Palavras de Vida Eterna, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 





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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

 



Defesa e reencarnação

 

Cornélio Pires

(autor espiritual)


Tintina fez tantas lutas,

Tantos delitos no lar...

Agora quer novo corpo

Que não possa procriar.

 

Xandoca morreu de ódio

De Maricota do esteio.

Hoje Xandoca é a filhinha

Que ela amamenta ao seio.

 

Empeços, enfermidades,

Obstáculos, no fundo,

São recursos de defesa

Que nos amparam no mundo.

 

Eis a história de Tintina:

Aborto e criança morta.

Hoje ela quer renascer,

Toda gente fecha a porta.

 

Faleceu Nico, no prato,

Comia até a loucura...

Noutro corpo sofre agora

Azia que não tem cura.

 

Tonico viveu na farra,

Bebendo pinga aos canecos,

Hoje é homem renascido

De fígado em pandarecos.

 

Tião pisou Josefina,

Faleceu zombando dela...

Hoje, é um menino enjeitado

Que Josefina tutela.

 

Do livro Coisas deste mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 




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terça-feira, 6 de outubro de 2026

 



Maior observação da grandeza da vida

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

A vida é mais amorosa do que se pode imaginar.

E nossas lamentações insistem num volume mais elevado do que tudo de abençoado ao nosso redor, mas a vida é insondavelmente superior e não brada tentando nos intimidar, apenas está presente por todos os lados; e o que é verdadeiro e bom não necessita atemorizar nenhuma criatura para definir o seu valor.

Novamente é o nosso interior que deve se aperfeiçoar e, principalmente, diluir o pensamento preconceituoso, irredutível, limitado, egoísta e irresponsável que persiste em permanecer, ou seja, que continuamos a alimentá-lo. É tão surpreendente que o nosso estado interno é que determinará o gênero de relacionamento e como passaremos o nosso dia. Se nos encontramos mais amorosos e pacientes, mesmo que algo surja contrário a isso, tudo fluirá com mais amor e paciência; caso nos encontramos mais impacientes e amargurados, também tudo fluirá com mais amargura e impaciência. Não existe mistério, pois se o Planeta é energético, então atrairemos toda energia singular que pensamos, sentimos e agimos. Simples!

Ouvimos muitas lamentações, mas a mesma criatura dificilmente reconhece que ela própria é quem atrai para si conforme a sua energia. O nosso condicionamento limitado nos impede de querer ver o horizonte promissor e possível, e continuamos olhando apenas para o chão. Talvez o comodismo também colabore com a demora de nosso progresso. E enquanto não observamos e mudamos o nosso comportamento, os acontecimentos desfavoráveis continuarão a surgir até que aprendemos determinada lição. Apenas uma lembrança: ninguém é vítima, ou melhor, por alguma razão passamos por algo até aprendermos. E pensar que a beleza da vida é imensurável.

Muito comum haver reclamação de algum incômodo no corpo e nos esquecermos de todo o maravilhoso corpo funcionando tão perfeitamente, e não lhe agradecemos, somente mantemos a queixa de único inconveniente. Normalmente fazemos, no mínimo, uma refeição saborosa e saudável por dia, porém uma vez em que a comida não resultou num sabor de costume, a reclamação é imediata. E, assim, de acordo com o que está em nosso coração, perceberemos a vida.

Nada externo deve ser o responsável pelo que sentimos, entretanto o nosso interior é que deve conduzir o nosso caminho. Esperar que algo mude para nos sentirmos felizes ou que algo nos agrade para alguma realização é, de fato, uma utopia que nos fará perder tempo e cada vez mais o encanto pela vida. É somente nós que perderemos de todas as formas. Quanto mais nos comportamos como espíritos pueris, mais receberemos o idêntico tratamento.

A vida é grandiosa demais para ser delimitada por nossa ignorância.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 







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