segunda-feira, 9 de março de 2026

 



Amparo à criança

 

Batuíra (Espírito)

 

Se nos propomos a edificar o futuro com o Cristo de Deus é necessário auxiliar a criança.

Se desejamos solucionar os problemas do mundo, de maneira definitiva, é indispensável ajudar a criança.

Se buscamos sustentar a dignidade humana, abolindo a perturbação e imunizando o povo contra as calamidades da delinquência, é preciso proteger a criança.

Se anelamos a construção da Era Nova, na qual as criaturas entrelacem as mãos na verdadeira fraternidade, em bases de serviço e sublimação espiritual, é imprescindível socorrer a criança.

Entretanto convenhamos que os grandes malfeitores da Terra, os fazedores de guerras e os verdugos das nações, via de regra foram crianças primorosamente resguardadas contra quaisquer provações na infância.

E ainda hoje os jovens transviados habitualmente procedem de climas domésticos em que a abastança material não lhes proporcionou ensejo a qualquer disciplina, pelo conforto excessivo.

Urge, pois, não só amparar a criança, mas educar a criança e induzi-la ao esforço de construção do Mundo Melhor.

 

Do livro Mais luz, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 


 

 

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domingo, 8 de março de 2026

 



Há alguma explicação para tanta corrupção no mundo?

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Uma leitora e também participante ativa dos trabalhos realizados na Casa Espírita, depois de assistir, no YouTube, a uma palestra do professor e historiador Leandro Karnal, da Universidade Estadual de Campinas, fez-nos um interessante questionamento pertinente à conduta humana.

Segundo sua percepção, tem havido nos últimos anos uma certa indisciplina em regras e valores por parte dos próprios espíritas. Daí a pergunta que nos propôs:

 

- Será que o espírita não sente temor algum das consequências advindas dos seus atos, em conformidade com a Lei de causa e efeito ensinada pelo Espiritismo?

 

A pergunta formulada é acompanhada de uma sugestão, a saber, que seja incluída nos eventos espíritas do tipo semana espírita a discussão do tema “A Conduta Ética no Meio Espírita”.

Na palestra por ela mencionada o professor Karnal analisou diversos assuntos, como por exemplo a questão da corrupção no Brasil, tema que tem estado em moda em nosso país há muito tempo.

Ocorre que, segundo o citado palestrante, é uma ilusão imaginar que a corrupção em nossa pátria se circunscreve aos políticos, aos partidos ou aos governantes, visto que ela está presente no dia a dia dos brasileiros, como nas vendas sem nota fiscal, no atestado médico falso, no suborno do guarda de trânsito, no recibo cujo valor é majorado, no colega que assina a lista de presença no lugar do amigo, no estacionamento em lugar proibido, na omissão de rendimentos na declaração do imposto de renda... e por aí vai.

Nas situações mencionadas, nem mesmo os que se dizem espíritas agiriam – afirma a leitora – de forma diferente. E é por isso que ela nos propôs a pergunta a que nos referimos.

Não devemos jamais generalizar, mas é evidente que, senão todos, muitos espíritas certamente agem assim, ignorando que tais atitudes compõem também a tão lamentada estrutura de corrupção que se registra no Brasil e, como se sabe, não apenas nas terras descobertas por Pedro Álvares Cabral, mas no mundo todo.

O assunto provocado pela leitora evoca uma questão importante pertinente ao grau evolutivo dos habitantes da Terra.

Em 1948, ano em que escreveu o livro Voltei, obra psicografada por Chico Xavier, disse Frederico Figner (verdadeiro nome de Irmão Jacob, autor do livro) que, segundo informações de autoridades espirituais, dos dois bilhões de encarnados que viviam então no planeta mais da metade era constituída por Espíritos semicivilizados ou bárbaros e que as pessoas aptas à espiritualidade superior não passavam de 30% da população global, distribuídas pelos diferentes continentes.

Vinte e dois anos depois, no livro Vida e Sexo, obra escrita em 1970, Emmanuel declarou que havia no planeta um grupo numeroso de homens e mulheres psiquicamente não muito distantes da selva, remanescentes próximos da convivência com os brutos, fato que, à vista das obras citadas, confirma que nosso orbe é um mundo ainda muito atrasado e distante da perfeição, o que explica o quadro de degradação ética e moral referida pela leitora, do qual a corrupção é apenas um dos seus aspectos.

Quanto à questão proposta pela leitora, parece-nos claro que nem todas as pessoas – espíritas ou não – sentem temor das consequências advindas dos seus atos, porque, se as temessem, certamente agiriam de modo diferente.

 

Nota do Autor:

Para ler nossa última publicação, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/os-espiritos-sao-os-seres-inteligentes.html

 

 

 

 

 

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sábado, 7 de março de 2026

 



Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Depois de focalizarmos aqui o livreto O Espiritismo em sua mais simples expressão, de Allan Kardec, cujo objetivo, segundo seu autor, foi oferecer aos neófitos uma mostra resumida dos fundamentos da Doutrina Espírita, veremos hoje o texto intitulado Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, de Allan Kardec, com que ele dá início à primeira e principal obra do Espiritismo, O Livro dos Espíritos.

Nele, o Codificador do Espiritismo estabelece as bases terminológicas e conceituais da Doutrina Espírita e justifica a criação de novos termos, como espiritismo e espírita, para distinguir o estudo das relações com o mundo invisível do espiritualismo genérico.

A obra detalha a transição das observações físicas, como as mesas girantes, para a compreensão de manifestações inteligentes transmitidas por meio de médiuns e apresenta um resumo doutrinário sobre a imortalidade da alma, a reencarnação e a progressão moral dos espíritos.

Além disso, o texto rebate críticas científicas e céticas, defendendo que o fenômeno exige uma observação metódica e séria para ser devidamente compreendido.

Com base no texto escrito por Allan Kardec, produzimos com ajuda da I.A. o trabalho abaixo descrito. Para acessá-lo, clique inicialmente neste link: https://notebooklm.google.com/notebook/b34a08ee-c2ba-473a-9828-a5f54f07fc47

Na sequência, aparecerá na tela do smartphone ou de seu computador pessoal uma página com uma breve apresentação sobre o assunto e, do lado direito, a coluna Estúdio,  em que  o interessado poderá acessar, na parte inferior da coluna, 3 resumos bem interessantes pertinentes ao tema:

- um VÍDEO de curta duração (7 minutos)

- um ÁUDIO em formato de podcast (26 minutos) e

- uma APRESENTAÇÃO em slides, ótima para uso em palestras e grupos de estudos.

 

Observação: Para acessar o texto publicado no sábado anterior, clique neste link: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/02/o-espiritismo-em-sua-mais-simples.html

 

 

 


 

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sexta-feira, 6 de março de 2026

 



É muito comum a pronúncia rúbrica, que constitui um erro, em vez de rubrica, que é a correta, por se tratar de palavra paroxítona cujo acento tônico é, portanto, na sílaba “bri”.

Equívocos assim são uma ofensa às normas da prosódia, que é a parte da gramática que cuida da correta acentuação tônica das palavras e, de forma mais ampla, refere-se ao "ritmo" ou "melodia" da fala, incluindo entonação, ênfase e duração.

Segundo os gramáticos e os especialistas do idioma português, são palavras oxítonas, com acento, pois, na última sílaba:

Condor

Cateter

Mister

Nobel

Novel

Piloti

Ruim

Recém.

São paroxítonas, com acento, pois, na penúltima sílaba, as seguintes palavras:

Avaro

Aziago

Batavo

Barbaria

Ciclope

Circuito

Cupido

Decano

Gratuito

Fortuito

Maquinaria

Psique

Rubrica

Oximoro.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/02/veja-estas-construcoes-e-diga-qual-e.html

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 5 de março de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

13

 

Filhos

 

Nasce a criança, trazendo consigo o patrimônio moral que lhe marca a individualidade antes do renascimento no Plano físico; no entanto, receberá os reflexos dos pais e dos mestres que lhe imprimirão à nova chapa cerebral as imagens que, em muitas ocasiões, lhe influenciarão a existência inteira.

Indiscutivelmente, a instrução espera-lhe o espírito em nova fase, enriquecendo-lhe o caminho nesse ou naquele mister; contudo, importa reconhecer que a palavra escrita, em confronto com a palavra falada ou com o exemplo direto, revela poderes de repercussão menos vivos, mormente quando torturada entre os preconceitos da forma gramatical.

É que a voz e a ação prática jazem impregnadas do magnetismo indutivo que se desprende da reflexão imediata, operando significativas transformações para o bem ou para o mal, segundo a natureza que lhes personaliza as manifestações.

As crianças confiadas na Terra ao nosso zelo são portadoras de aparelhagem neuro-cerebral completamente nova em sua estrutura orgânica, à feição de câmara fotográfica devidamente habilitada a recolher impressões. A objetiva, que na máquina dessa espécie é constituída por um sistema de lentes apropriadas, capazes de colher imagens corretas sobre recursos sensíveis, é representada na mente infantil por um espelho renovado em que se conjugam visão e observação, atenção e meditação por lentes da alma, absorvendo os reflexos das mentes que a rodeiam e fixando-os em si própria, como elementos básicos de conduta.

Os pequeninos acham-se, deste modo, à mercê dos moldes espirituais dos que lhes tecem o berço ou que lhes asseguram a escola, assim como a argila frágil e viva ante as ideias do oleiro.

Não podemos, pois, esquecer na Terra que nossos filhos, embora carreando consigo a sedimentação das experiências passadas, em estágios anteriores na gleba fisiológica, são companheiros que nos retomam transitoriamente o convívio, quase sempre para se reajustarem conosco, aos impositivos da Lei Divina, necessitados, quanto nós mesmos, de provas e ensinamentos, no que tange ao trabalho da regeneração desejada.

Excetuados aqueles que transcendem os nossos marcos evolutivos, à face da missão particular de que se investem na renovação do ambiente comum, todos eles nos sofrem os reflexos, assimilando impressões entranhadamente perduráveis que, às vezes, lhes acompanham os passos desde a meninice até a morte do corpo denso.

Tratá-los à conta de enfeites do coração será induzi-los a funestos enganos, porquanto, em se tornando ineficientes para a luta redentora, quando se lhes desenvolve o veículo orgânico facilmente se ajustam ao reflexo dominante das inteligências aclimatadas na sombra ou na rebeldia, gravitando para a influência do pretérito que mais deveríamos evitar e temer.

É assim que toda criança, entregue à nossa guarda, é um vaso vivo a arrecadar-nos as imagens da experiência diária, competindo-nos, pois, o dever de traçar-lhe noções de justiça e trabalho, fraternidade e ordem, habituando-a, desde cedo, à disciplina e ao exercício do bem, com a força de nossas demonstrações, sem, contudo, furtar-lhe o clima de otimismo e esperança.  Acolhendo-a, com amor, cabe-nos recordar que o coração da infância é urna preciosa a incorporar-nos os reflexos, troféu que nos retratará no grande futuro, no qual passaremos todos igualmente a viver, na função de herdeiros das nossas próprias obras.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 4 de março de 2026

 



Glória ao bem

 

Cruz e Souza (Espírito)

 

 

Embora a angústia que te rasga o peito,

Lacerando-te o ser, exausto e aflito,

Chagado crente de celeste rito,

Vive o culto do Amor, puro e perfeito.

 

Atormentado, exânime, proscrito,

Sob as flagelações do trilho estreito.

Ergue a flama sublime do Direito,

Alçando a fronte à glória do Infinito!

 

Sacrifica-te e sofre, mas não temas.

Vence a aflição das últimas algemas,

Rompendo a ganga dos terrestres lastros!

 

E, ave fugindo aos cárceres medonhos,

Remontarás, além dos próprios sonhos,

No roteiro mirífico dos astros.

 

 

Do livro Poetas redivivos, de autores diversos, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.



 

 




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