segunda-feira, 2 de março de 2026

 



Vivência espírita

 

Albino Teixeira (Espírito)

 

Nos mais complexos e nos mais simples elementos da Natureza, encontramos o desafio à ação.

Um transatlântico erigir-se-á por maravilha de técnica, efetuada à custa de centenas de artífices, mas, se não enfrenta os perigos do mar alto, em auxílio do homem, descansará indefinidamente no cais, à feição de prodígio em ponto morto.

Uma biblioteca se destacará por celeiro de ensinamentos, reunindo os melhores autores, mas, se não é compulsada na formação de cultura, estará reduzida à condição de mausoléu do pensamento.

De maneira análoga, temos a convicção espírita em nossas vidas. Ela poderá representar a dádiva de numerosos benfeitores desencarnados, o apoio de muitos amigos, a cura de males diversos ou o tesouro de consolação acumulado por abençoadas revelações medianímicas, mas, se não rende serviço aos semelhantes ou educação em nós mesmos, não passará de promessa inútil.

É certo que, para atravessar os oceanos ou adquirir instrução na Terra, carecemos de barcos seguros e bons livros, os quais, aliás, não teriam maior significação, fora das regras de proveito e de uso.

De modo idêntico, sem a ideia espírita, ainda mesmo disfarçada sob conceitos diferentes, não alcançaremos a luz da fé raciocinada, capaz de descerrar-nos caminho à verdade que nos fará livres; entretanto, somos forçados a reconhecer que não vale a escola do bem, sem a vivência no bem, como em nada adianta planejar sem fazer.

 

Do livro Caminho espírita, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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domingo, 1 de março de 2026

 





Os Espíritos são os seres inteligentes da criação

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Um leitor ainda neófito em matéria de doutrina espírita pergunta-nos se o fluido cósmico universal dá origem aos Espíritos, do mesmo modo que faz com o perispírito.

Não, a origem dos Espíritos é outra.

Do fluido cósmico universal procedem o perispírito, o fluido magnético e o fluido vital, como nos é informado pelos instrutores espirituais nas questões abaixo:

 

“O perispírito é o laço que à matéria do corpo prende o Espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal.” (O Livro dos Espíritos, questão 257.)

De que natureza é o agente que se chama fluido magnético? “Fluido vital, eletricidade animalizada, que são modificações do fluido universal.” (Obra citada, questão 427.)

 

Os Espíritos são os seres inteligentes da criação e sua origem está explicitada nas questões seguintes:

 

79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material? “Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.” (O Livro dos Espíritos, questão 79.) (Negritamos.)

606. Donde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a alma de natureza especial de que são dotados? “Do elemento inteligente universal.”

a) Então, emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais? “Sem dúvida alguma, porém, no homem, passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal.” (L.E, 606 e 606 “a”.)

 

As informações acima, todas constantes da primeira obra publicada por Allan Kardec, foram confirmadas na década seguinte, como podemos conferir à vista do cap. XI do livro A Gênese, de Kardec. Eis o que o codificador da doutrina espírita ali consignou:

 

“Terá o princípio espiritual sua fonte de origem no elemento cósmico universal? Será ele apenas uma transformação, um modo de existência desse elemento, como a luz, a eletricidade, o calor, etc.?

Se fosse assim, o princípio espiritual sofreria as vicissitudes da matéria; extinguir-se-ia pela desagregação, como o princípio vital; momentânea seria, como a do corpo, a existência do ser inteligente que, então, ao morrer, volveria ao nada, ou, o que daria na mesma, ao todo universal. Seria, numa palavra, a sanção das doutrinas materialistas.

As propriedades sui generis que se reconhecem ao princípio espiritual provam que ele tem existência própria, pois que, se sua origem estivesse na matéria, aquelas propriedades lhe faltariam.

Desde que a inteligência e o pensamento não podem ser atributos da matéria, chega-se, remontando dos efeitos à causa, à conclusão de que o elemento material e o elemento espiritual são os dois princípios constitutivos do Universo individualizado: o elemento espiritual constitui os seres chamados Espíritos, como, individualizado, o elemento material constitui os diferentes corpos da Natureza, orgânicos e inorgânicos.” (A Gênese, cap. XI, item 6.) (Negritamos.)

 

Sobre o assunto sugerimos ao leitor que leia também o texto que publicamos na edição 321 da revista O ConsoladorEis o link: http://www.oconsolador.com.br/ano7/321/oespiritismoresponde.html

 

Nota do Autor:

Para ler nossa última publicação, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/02/o-corpo-espiritual-ou-perispirito-nao-e.html

 

 

 

 

 

 

 

 

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sábado, 28 de fevereiro de 2026

 


O Espiritismo em sua mais simples expressão

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

 

O livro O Espiritismo em sua mais simples expressão, de Allan Kardec, apresenta uma introdução didática aos fundamentos da Doutrina Espírita.

O texto narra a evolução histórica dos fenômenos mediúnicos, desde as mesas girantes até as comunicações escritas mais complexas. Nele, Kardec define a natureza dos Espíritos como almas humanas desencarnadas que preservam sua individualidade e buscam o progresso moral através de múltiplas reencarnações.

A obra detalha princípios éticos essenciais, enfatizando que a caridade e o autoaperfeiçoamento são os únicos caminhos para a evolução espiritual. Por fim, o autor reforça que o movimento não constitui uma nova religião, mas uma filosofia que concilia razão, fé e leis naturais.

Tendo por fonte o próprio livro, produzimos com ajuda da I.A. o trabalho abaixo descrito. Para acessá-lo, clique inicialmente neste link: https://notebooklm.google.com/notebook/2b63db41-6913-4acc-a14b-10bad46837c7

Na sequência, aparecerá na tela do smartphone ou de seu computador pessoal uma página com uma breve apresentação sobre o assunto e – clicando na coluna Estúdio – o interessado poderá acessar, na parte inferior da coluna, 3 resumos bem interessantes pertinentes ao tema:

- um VÍDEO de curta duração (7 minutos)

- um ÁUDIO com formato de podcast (21 minutos) e

- uma APRESENTAÇÃO em slides, ótima para uso em palestras e grupos de estudos.

Estamos certos de que com a leitura deste trabalho nascerá no leitor a vontade de saber um pouco mais a respeito do Espiritismo, de seus princípios fundamentais e de sua proposta, que tem como lema a conhecida frase “Fora da caridade não há salvação”.

 

 



 

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

 




Veja estas construções e diga qual é a correta:

        A empresa pagará hoje os grevistas.

        A empresa pagará hoje aos grevistas.

O verbo pagar exige objeto indireto quando o pagamento se refere a pessoas. Desse modo, estão corretos estes exemplos:

        A empresa pagará hoje aos grevistas.

        A Previdência começa hoje a pagar aos aposentados.

        João sempre pagava com atraso à empregada.

        A firma pagou corretamente aos operários.

        Fique tranquilo porque eu lhe pagarei amanhã.

        Amanhã é dia de pagar ao jardineiro.

Quando o pagamento se refere a coisas, faturas, compromissos e não a pessoas, o verbo pagar pede objeto direto, conforme estes exemplos:

        Hoje pagarei o imposto.

        Quem tem dívidas deve pagá-las.

        Só ontem consegui pagar a dívida do jogo.

        Com esta doença estou pagando todos os meus pecados.

        Dia 5 é dia de pagar o aluguel.

        Dia 10 é dia de pagar os boletos.

 

*

 

Embora tenham pronúncia idêntica, são diferentes os significados dos vocábulos “coser” e “cozer”.

Coser (com “s”) significa costurar.

Cozer (com “z”) significa cozinhar.

 

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/02/existem-muitas-palavras-para-as-quais.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

12

 

Família

 

A família consanguínea, entre os homens, pode ser apreciada como o centro essencial de nossos reflexos. Reflexos agradáveis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve.

Certo, não incluímos aqui os Espíritos pioneiros da evolução que, trazidos ao ambiente comum, superam-no, de imediato, criando o clima mental que lhes é peculiar, atendendo à renovação de que se fazem intérpretes. Comentamos a nossa posição no campo vulgar da luta.

Cada criatura está provisoriamente ajustada ao raio de ação que é capaz de desenvolver ou, mais claramente, cada um de nós apenas, pouco a pouco, ultrapassará o horizonte a que já estenda os reflexos que lhe digam respeito.

O homem primitivo não se afasta, de improviso, da própria taba, mas aí renasce múltiplas vezes, e o homem relativamente civilizado demora-se longo tempo no plano racial em que assimila as experiências de que carece, até que a soma de suas aquisições o recomende a diferentes realizações.

É assim que na esfera do grupo consanguíneo o Espírito reencarnado segue ao encontro dos laços que entreteceu para si próprio, na linha mental em que se lhe caracterizam as tendências.

A chamada hereditariedade psicológica é, por isso, de algum modo, a natural aglutinação dos Espíritos que se afinam nas mesmas atividades e inclinações.

Um grande artista ou um herói preeminente podem nascer em esfera estranha aos sentimentos nos quais se avultam. É a manifestação do gênio pacientemente elaborado no bojo dos milênios, impondo os reflexos da sua individualidade em gigantesco trabalho criativo.

Todavia, na senda habitual, o templo doméstico reúne aqueles que se retratam uns nos outros.

Uma família de músicos terá mais facilidade para recolher companheiros da arte divina em sua descendência, porque, muita vez, os Espíritos que assumem a posição de filhos na reencarnação, junto deles, são os mesmos amigos que lhes incentivavam a formação musical, desde o reino do Espírito, refletindo-se reciprocamente na continuidade da ação em que se empenham através de séculos numerosos.

É ainda assim que escultores e poetas, políticos e médicos, comerciantes e agricultores quase sempre se dão as mãos, no culto dos melhores valores afetivos, continuando-se, mutuamente, no genes familiar, preservando para si mesmos, mediante o trabalho em comum e segundo a lei do renascimento, o patrimônio evolutivo em que se exprimem no espaço e no tempo. Também é aí, de conformidade com o mesmo princípio de sintonia, que vemos dipsômanos e cleptomaníacos, tanto quanto delinquentes e enfermos de ordem moral, nascendo daqueles que lhes comungam espiritualmente as deficiências e as provas, porquanto muitas inteligências transviadas se ajustam ao campo genético daqueles que lhes atraem a companhia, por força dos sentimentos menos dignos ou das ações deploráveis com que se oneram perante a Lei.

A tara familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situando-nos no plano genético enfermiço que merecemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida. Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.

Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais recolhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova produção de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa conduta anterior, conturbada e infeliz.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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