sexta-feira, 14 de agosto de 2026

 



Como devemos escrever: boemia ou boêmia?

Primeiro vejamos o que significam tais palavras.

O Dicionário Aurélio oferece-nos para a palavra boêmia [do top. Boêmia] estes dois significados: vida alegre e despreocupada; vida airada; vadiagem, pândega, estúrdia, estroinice.

Segundo a mesma fonte, a palavra boêmia apresenta duas formas igualmente válidas: boémia, usada em Portugal, e boemia, usada no Brasil.

Imortalizada por um conhecido samba-canção de Adelino Moreira, intitulado A Volta do Boêmio, a palavra boemia, pronunciada com acento tônico no “i” (como as palavras poesia, estesia, freguesia), acabou tornando-se mais conhecida, a ponto de muitos ignorarem a existência da outra forma acima mencionada.


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Há diferença entre as palavras custa e custas?

Sim. A segunda – custas – usa-se geralmente na linguagem jurídica, para designar as despesas pertinentes à tramitação de um processo. Ao protocolar uma petição na repartição própria, existem despesas e a elas se dá o nome de custas.

A palavra custa, no singular, aparece na locução “à custa de” ou em situações semelhantes.

Exemplos:

O serviço foi feito a minha custa. 

João vive sem trabalhar, à custa do pai.

O deputado fez concessões à custa de sua honra. 

Aquele animal é tão teimoso que só anda à custa de pancadas.

Certo político de nossa terra obteve o poder à custa de traições.  

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/um-amigo-nos-pergunta-se-esta-correta.html

 

 

 


 

 

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

 



Adversidade

 

Emmanuel
(autor espiritual)

Indagar quanto ao porquê das dificuldades que a vida oferece ao homem será o mesmo que perguntar relativamente aos motivos pelos quais o homem corta a pedra para que a pedra venha a servir.

Abandone-se a enxada ao repouso permanente e, a breve espaço, se fará imprestável.

Negue-se a fonte a transitar sobre os percalços do solo e, a tempo curto, se transformará em tristeza do charco.

A rigor, a adversidade não existiria no mundo se considerássemos as tarefas da existência física por lições. Fizéssemos isso e todas as provas assumiriam as dimensões que lhes são características, passando à função de testes indispensáveis ao exame dos valores que adquirimos.

Antes de nossa própria reencarnação, muito frequentemente sabemos que se tomará novo berço para a recapitulação de experiências em que não fomos felizes, seja para ressarcir débitos que largamos à retaguarda, com o objetivo de extinguir enganos perpetrados por nós mesmos, a fim de nos entregarmos à execução de compromissos alusivos ao burilamento íntimo ou no sentido de reencontrar antigos desafetos para transfigurá-los em laços de amor.

Reestruturadas, porém, as possibilidades de ação e renovação a nosso benefício, habitualmente vestimos em pessimismo as melhores oportunidades de melhoria e de progresso, sem extrair delas o proveito preciso.

Reflitamos em semelhante realidade para facearmos as lutas do caminho sem ilusões. 

Aceitemos construtivamente os desafios e problemas que a vida nos proponha, empenhando-nos a solucioná-los com segurança, sem a volúpia de retê-los indefinidamente no coração.

Certifiquemo-nos, sobretudo, de que ninguém evolui sem mudanças e de que não existem mudanças sem atritos ou deslocamentos, conflitos ou desajustes.

À vista disso, reconheçamos que as crises da vida aparecem na estrada de todos em auxílio de todos. E de toda grande dificuldade, cada criatura, conforme as reações que demonstre, se retirará maior para receber encargos sempre maiores ou novamente ajustada às dimensões de espírito em que ainda se encontra, a fim de entrar outra vez, em ocasião oportuna, no clima da adversidade educativa, para realizar renovados tentames de elevação própria, em cujo trabalho se obriga a revisar-se e recomeçar.

 

Do livro Abençoa sempre, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 


 

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

 



Ramo singelo

 

Chiquito de Morais

(autor espiritual)


Amor não vem do minuto

De paixão ou de alegria.

Amor é assim como o fruto

Que se faz dia por dia.

 

Não perguntes pela chaga

Que amparaste alguma vez.

Caridade nunca indaga

Pelo serviço que fez.

 

Fé sem obras, prece em vão,

Preguiça que adora e pensa,

Calma sem brilho de ação,

Retrato da indiferença.

 

Toda ventura, em verdade,

Muito mais do que se diz,

É dar a felicidade

Sem procurar ser feliz.

 

De alma perdida no mundo

Não zombes. Deus pode vê-la.

Água do charco profundo

Reflete a glória da estrela.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

   

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

 



Desapegar-se é conquistar paz e saúde

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Desprender-se de situações que podem causar retrocesso ou protelar o crescimento é uma escolha bastante inteligente e sensível e são incontáveis as maneiras para essa conquista. Parece um pouco imperceptível identificar certas situações, no entanto, no cotidiano, fazemos isso constantemente como querer controlar o andamento das ocorrências, das pessoas; querer que o nosso desejo ou a forma como compreendemos a vida prevaleçam; ainda nos apegamos a objetos, acontecimentos, pessoas, lugares… e pensamos que somos desprendidos. 

A realidade é que somos bastante apegados e despercebidamente nos prendemos. Construímos celas invisíveis e entramos. E como se não fosse o suficiente, há grande desgaste com toda essa ilusão criada.

Talvez desacreditamos da criação dessas celas, porém quando desejamos controlar as outras pessoas, quando queremos que nossa opinião prevaleça, quando dificultamos a doação de coisas que não mais utilizamos, quando valorizamos somente as próprias ações e pensamentos, quando não reconhecemos a nossa limitação e ainda forçamos erroneamente a nossa observação por mero orgulho e infeliz vaidade, certamente, não há mais do que duvidar. E quando isso e outras formas ocorrem, ainda mais energia desperdiçamos no caminho da vida.

À medida que reconhecemos que todos estamos aqui para o crescimento, e cada um se encontra em seu próprio desenvolvimento e progredirá de acordo com sua situação e vontade, de fato, os nossos dias ficam mais leves e coerentes. Precisamos preocupar-nos conosco e agir com a responsabilidade coletiva que nos compete. Ao desprendermo-nos de pessoas, coisas, situações e lugares que não nos enriquecem sentiremos, antes de tudo, leveza e muito mais chegará de bom.

Quando cumprirmos o nosso período em mais esta encarnação, voltaremos ao nosso verdadeiro lar e levaremos apenas o que puder ficar em nosso campo espiritual, reconhecido e visto imediatamente por essa dimensão. E lembraremos que nenhum objeto material, nenhuma pessoa, nenhum lugar, nenhuma situação aparentemente muito importante no plano terreno estará sob nossa posse no plano espiritual, mas somente nós e tudo o que fizemos, sentimos e falamos.

Da mesma forma que tanto ouvimos reconcilia-te com teu adversário enquanto estás a caminho, também podemos compreender que enquanto estamos aqui na Terra, devemos valorizar a oportunidade aproveitando a existência para perdoar, resolver conflito e não complicar a preciosa existência, principalmente, com a criação de prisões por meio da obsessão e domínio.

Soltar o controle na verdade nunca se tem o controle é adquirir leveza para viver e observar as belezas verdadeiras da vida; é conquistar mais paz nos dias e, consequentemente, uma vida mais feliz e saudável; é aliviar e muito o estado mental, físico e espiritual proporcionando uma vivência mais próxima do ensinamento dos espíritos mais iluminados.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 




 

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

 



A obra do Evangelho

 

Bittencourt Sampaio
(autor espiritual)

 

Muitos daqueles que se entregam atualmente aos postulados científicos do Espiritismo condenam os estudiosos das ilações de ordem moral e religiosa, às quais a Doutrina inevitavelmente conduz com as suas expressões fenomênicas, demonstrando as realidades espirituais.

Mesmo aqui no Brasil, onde Ismael fixou as bases luminosas do seu programa, observam-se movimentos sub-reptícios tendentes a nulificar a ação do Evangelho, eliminando as feições religiosas e consoladoras da Doutrina.

Que se crie uma ciência nova sobre a argamassa dos fenômenos espíritas, que se amplie a metapsíquica, com os seus compêndios de complicada terminologia é natural, mas que se olvide que o moderno Espiritismo tem de ser a confirmação do Cristianismo, em sua primitiva pureza, restaurando as forças coletivas para a prática do bem, é inadmissível.

As ciências terrenas têm um valor sobremaneira relativo diante das leis transcendentes que regem o mecanismo dos destinos. O homem físico tem atingido a cumeadas evolutivas, mas o homem moral se ressente de graves lacunas e grandes defeitos. Para o primeiro, a Terra está cheia de novas comodidades e de eficazes tratamentos. Para o segundo, porém, só existe um caminho de progresso — o do instituto cristão.

Na compreensão exata do Evangelho está hoje guardada a solução de todas as crises que assoberbam os humanos. O critério de civilização ou de cultura, sob o ponto de vista mundano, não resolve os sérios enigmas que preocupam a mentalidade geral, porquanto, moralmente falando, o homem está cheio de necessidades. 

A mensagem do Cristo, ainda hoje, é obscura e desconhecida no ambiente de quase todas as nacionalidades, não obstante as igrejas de todos os matizes, isoladas dos verdadeiros característicos do Cristianismo. Muitos povos esperam ainda a palavra do Mestre para que aproximem as suas leis do Código da Fraternidade e do Amor.

No domínio das coisas espirituais, o homem ainda oscila entre a civilização e a barbaria. Daí se infere a necessidade de se esclarecer o entendimento humano no que se refere aos seus deveres divinos.

Todos os programas dos ideais espiritualistas têm de se basear na melhoria do homem. O Espiritismo terá de reviver o Cristianismo ou terá de perecer — as suas questões científicas são acessórios necessários à sua evolução como doutrina, mas não significam a sua vitalidade essencial. Os que malsinam a obra evangélica, tachando-a de inútil e descabida, não aprenderam as grandes verdades da vida, despidos do senso das realidades atuais.

É necessário que os espíritas se convençam de que toda a obra doutrinária, sem o concurso da parte moral do Espiritismo, passará como meteoro. Se nas vossas atividades consuetudinárias tendes visto fracassarem inúmeras edificações rotuladas com a nossa fé consoladora, semelhantes desastres são o fruto de injustificáveis irreflexões. Antes de criar os espíritas conscientes dos seus deveres de fraternidade, de humildade e de amor, tendes levantado as obras espíritas vazias das consciências esclarecidas, inaptas a orientá-las no labirinto das atividades modernas. Criar instituições sem afinar as mentes que as nortearão nos ambientes da coletividade, de acordo com os seus objetivos sagrados, é meio caminho andado para a sua própria falência.

Convencei-vos de que a atualidade necessita do esforço comum de todos à sombra da bandeira da tolerância e da unificação para que se dissemine a lição do Evangelho em todo o planeta. 

Antes dos cérebros, faz-se mister iluminar-se os corações. O Espiritismo marchará com o Cristo ou se desviará de suas finalidades sagradas. Ou os homens realizam o Evangelho ou a sua civilização terá de desaparecer.

 

Do livro Cartas do Alto, mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

  

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