sexta-feira, 18 de setembro de 2026

 


Qual é o certo: porcentagem ou percentagem?

Ambas as formas estão corretas e existe também, além delas, a forma percentualidade.

Percentagem é a forma mais usada. Trata-se de um substantivo feminino que significa: parte proporcional calculada sobre uma quantidade de 100 unidades; taxa de juros, de comissão, sobre um capital de 100 unidades.

Exemplos:

   Ele tem uma percentagem nos lucros da empresa. 

   Este ano aumentou a percentagem de alunos dos cursos de inglês. 

   Em 1900 os negros formavam 11,6% da população norte-americana; em 1910, essa porcentagem desceu a 10,7.

 

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Ao referir-se aos números percentuais, é comum nos órgãos de imprensa o uso da forma simplificada: 10%, em vez de dez por cento.

Na concordância verbal, o verbo concorda com o objeto ou coisa expressos na percentagem:

- Apenas 15% da produção foi vendida.

- Apenas 15% dos produtos foram vendidos.

- 80% da imprensa noticiou o fato.

- 80% dos jornais noticiaram o fato.

- 70% das indústrias sofreram o impacto da crise.

- 25% da população não votou no segundo turno.

- 25% dos brasileiros não votaram no segundo turno.

Quando o percentual for 1%, o verbo ficará sempre no singular:

- Apenas 1% dos alunos faltou à prova.

- Somente 1% dos brasileiros professa o ateísmo.

Se o verbo vier antes do número percentual, a concordância far-se-á com o número:

- Este ano foram perdidos 30% da safra.

- Morreram à míngua 20% da população afetada pela seca.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/09/qual-e-o-certo-firma-tem-motivos.html

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

 


As duas tristezas

 

 Emmanuel

(autor espiritual)

 Há, sim, a tristeza construtiva – aquela que nos impulsiona para a Vida Superior, encaminhando-nos para o trabalho da melhoria íntima, perante a sede de ascensão espiritual.

Existe, porém, a outra – a tristeza destrutiva – que se traja de luto, por dentro do coração, todos os dias, espalhando desânimo e pessimismo onde passa.

Observa a ti mesmo, a fim de que te imunizes contra semelhante doença da alma.

Toda vez que comentamos nossos problemas, exagerando-lhes o tamanho ou dramatizando as dificuldades que nos chegam à existência; sempre que tomamos o tempo alheio, a fim de recordar sofrimentos passados que a Providência Divina já mandou apagar, em nosso benefício, com a esponja do tempo; em todas as situações nas quais nos pomos a exaltar os preconceitos próprios, desconsiderando a posição e a experiência dos semelhantes; e, na generalidade dos casos em que nos pusermos a lamentar dissidências e desacordos, contendas e mágoas, estamos afastando de nós mesmos os melhores amigos, através da amargura e do ressentimento que destilamos com as nossas palavras.

Naturalmente, cautelosos, esses companheiros preferem distância à partilha indébita de nossas aversões e frustrações, antagonismos e queixas, embora, sempre que generosos e leais, estejam claramente dispostos a apoiar-nos na restauração da própria harmonia.

Compreendamos que ninguém estima a permanência num espinheiro e nem escolhe vinagre para brindar os laços diletos, e saibamos fornecer bondade e paz, entusiasmo e otimismo aos que se aproximem de nós, porquanto não há quem não necessite de alguém para executar os deveres que a vida lhe preceitue.

Para isso, nós que sabemos rogar a Deus proteção e bênção, aprendamos igualmente a pedir à Divina Providência nos conceda a precisa coragem para silenciar desapontamentos e lágrimas, de maneira a doar paz e alegria, segurança e consolo aos outros, tanto quanto esperamos esses benefícios dos outros em auxílio a nós.

 

Do livro Coragem, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

 


Alma querida

 

 Auta de Souza

(autora espiritual)

Alma da caridade, viva e pura,

Que abres a mão fraterna de mansinho,

Jesus recolhe a gota de carinho

Que derramas na chaga da amargura.

 

Essa doce migalha de ternura,

Para quem luta e chora no caminho,

É como a rosa perfumando o espinho

Ou como a estrela para a noite escura.

 

Como crês? Ninguém sabe... o mundo apenas

Sabe que és luz nas aflições terrenas,

Pela consolação que te abençoa.

 

Seja qual for o templo que te exprime,

Deus te proteja o coração sublime,

Alma querida e bela, humilde e boa.

 

 Do livro Auta de Souza, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 15 de setembro de 2026

 



Os dois tipos de pessoas

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Há dois tipos de pessoas: as que começaram a encontrar Deus em si mesmas, e as que ainda não O encontraram por falta de interesse ou sucessivos erros inadvertidamente. Em si mesmas porque Deus não está nas nuvens nem em outro lugar, muito menos em um trono apenas nos observando, ou ainda num plano eternamente inacessível. Deus está aqui e agora, em cada um de Seus filhos e em toda a Sua criação. E quando começamos a sentir o nosso Criador, a vida transcende em uma dourada explosão amorosa e nunca antes imaginada já que nada sequer se iguala a uma pequenina chispa de Deus dando coerência a cada ação, imagem, som, sentimento e tudo o que nem pensamos existir.

E quando a presença de Deus pulsa em nós, a expansão de nossa centelha divina passa a perceber a vida com amor e luz, bondade e alegria, com o abençoado tempo da eternidade. Tudo ganha o brilho divino, e não mais o sentido humano do egoísmo, competitividade, orgulho, indiferença, maldade, desarmonia… Tudo se transforma no que realmente deve ser: uma vida em comunhão com Deus, sentido maior de todas as coisas. E o medo dá lugar à calma, segurança, paz e coragem espiritual. As noites serão apenas prateadas e os nossos monstros da noite começarão a se distanciar; nossos dias serão do brilho dourado do amor. E não significa que não haverá os degraus para o aprimoramento, mas que o caminho do progresso terá a finalidade real dentro da evolução.

O nosso estado de espírito é o que determinará a presença divina expandida em nós lembrando-nos de que o livre-arbítrio sempre ditará o caminho de nossa vida, as reações deste momento e ainda os resquícios de existências passadas. 

Se a luz sagrada nos atrai, naturalmente o nosso compromisso com a nossa polidez divina deve ser determinante para que nos aproximemos mais das alegrias verdadeiras e da paz espiritual.

Se a presença divina ainda não é sentida, os dias passam sem propósito, sem motivo, com o coração vazio e uma sede de preenchimento real. Desejamos algo novo assim que acabamos de conquistar outro também recentemente novo, e assim sucessivamente. Não há paz no coração, nem calma na mente; a vida torna-se uma corrida sem chegada tampouco com contemplação de sua beleza. E a impaciência,  a insegurança e o medo se acentuam e comprometem ainda mais a existência. E esse coração não compreenderá nenhuma das passagens bíblicas, como um exemplo em Salmos 23:4: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

Mas a bênção sagrada é real e nos mostra que chegaremos aos planos elevados, independente do tempo, porém podemos evitar muitas dores e desacertos. E o segundo tipo de pessoas continuará a existir até que o Planeta complete o seu propósito de prevalência da bondade.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 

 

 

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