sexta-feira, 24 de julho de 2026

 



Qual é o certo:  Ela se maqueia sozinha ou Ela se maquia sozinha?

Muito usado pelas mulheres, o verbo maquiar significa:

1. Aplicar cosméticos em (o rosto) para embelezamento, realce ou disfarce.

2. Fig.  Mascarar, disfarçar.

3. Maquiar o próprio rosto. 

4. Fig. Mascarar-se, disfarçar-se. 

Trata-se de um verbo de conjugação regular que segue o mesmo modelo dos verbos enviar, aviar, esquiar.

O presente do indicativo de enviar é: eu envio, tu envias, ele envia; nós enviamos, vós enviais, eles enviam.

As formas do subjuntivo presente: envie, envies, envie; enviemos, envieis, enviem.

No caso do verbo maquiar temos:

Presente do indicativo: eu maquio, tu maquias, ele maquia; nós maquiamos, vós maquiais, eles maquiam.

Subjuntivo presente: maquie, maquies, maquie, maquiemos, maquieis, maquiem.

O certo, portanto, é: 

- Ela se maquia sozinha.

 

*

 

Uma pessoa perguntou em uma conhecida farmácia de Londrina:

- Aqui vocês tiram a pressão?

A funcionária, de forma bem irônica, respondeu:

- Tirar pressão, não. Isso é impossível. Aqui nós medimos a pressão.

É compreensível tal ocorrência, mas é bom que médicos e farmacêuticos, bem como seus auxiliares, saibam que o verbo tirar também significa medir, avaliar, como podemos verificar no Dicionário Aurélio, que nos fornece com relação ao verbo tirar, no sentido de medir ou avaliar, os exemplos abaixo:

- É bom tirar a pressão com frequência.

- Em caso de suspeita de febre, é importante tirar a temperatura. 

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/e-comum-no-meio-espirita-o-uso-da.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

 



O advogado da cruz

 

Emmanuel
(autor espiritual)

 

No mundo antigo, o apelo à justiça significava a punição com a morte. As dívidas pequeninas representavam cativeiro absoluto. Os vencidos eram atirados nos vales imundos. Arrastavam-se os delinquentes nos cárceres sem esperança. As dádivas agradáveis aos deuses partiam das mãos ricas e poderosas. Os tiranos cobriam-se de flores, enquanto os miseráveis se trajavam de espinhos.

Mas, um dia, chegou ao mundo o Sublime Advogado dos oprimidos. Não havia, na Terra, lugar para Ele. Resignou-se a alcançar a porta dos homens, através de uma estrebaria singela.

Em breve, porém, restaurava o templo da fé viva, na igreja universal dos corações amantes do bem. Deu vista aos cegos. Curou leprosos e paralíticos. Dignificou o trabalho edificante, exaltou o esforço dos humildes, quebrou as algemas da ignorância, instituiu a fraternidade e o perdão.

Processaram-no, todavia, os homens perversos à conta de herético, feiticeiro e ladrão. Depois do insulto, da ironia, da pedrada, conduziram-no ao madeiro destinado aos criminosos comuns.

Ele, que ensinara a Justiça, não se justiçou; que salvara a muitos, não se salvou da crucificação; que sabia a verdade, calou-se para não ferir aos próprios verdugos.

Desde esse dia, contudo, o Sublime Advogado transformou-se no Advogado da Cruz e, desde o supremo sacrifício, sua voz tornou-se mais alta para os corações humanos.

Ele, que falava na Palestina, começou a ser ouvido no mundo inteiro; que apenas conversava com o povo de Israel, passou a entender-se com as várias nações do Globo; que somente se dirigia aos homens de pequeno país, passou a orientar os missionários retos de todos os serviços edificantes da Humanidade.

Que importam, pois, nos domínios da Fé, as perseguições da maldade e os ataques da ignorância?

O Advogado da Cruz continua operando em silêncio e falará, em todos os acontecimentos da Terra, aos que possuam “ouvidos de ouvir”.

 

Do livro Coletânea do Além, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 22 de julho de 2026

 



Ide e fazei

 

Carmen Cinira
(autora espiritual)


Ide e fazei o bem, enquanto é dia!…

Bendita a mão que ara e que semeia

Enquanto a Terra canta e brilha, cheia

De beleza, de luz e de alegria.

 

Não vos pese seguir, de pés sangrando,

Na caminhada sobre o pedregulho…

Como o sol, trabalhando sem barulho,

O amor segue servindo, forte e brando.

 

Infortunado é aquele que descansa,

Que, por temer a dor, escapa e dorme;

Mais tarde, lutará, por tempo enorme,

Sem alívio, sem paz, sem esperança…

 

Somente o lavrador que se desvela,

Enriquecendo a terra sem canseira,

Seguirá, do suor da sementeira,

Para a seara milagrosa e bela.

 

Ide e fazei o bem que vos resguarde

Contra o inverno cruel, triste e vazio,

Pois no vale da morte, escuro e frio,

Há quem clame e padeça muito tarde.

 

 

Do livro Marcas do caminho, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 21 de julho de 2026

 



A arte de ouvir

(Sem julgamento)

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Há tanta pressa para viver nestes dias, e tanta falta de direção que se presencia em cada dia, com o pretexto de correria, que o ato de ouvir(se), em muitos casos, já está fora de cogitação. Não há mais tempo nem vontade para ouvir, aliás, esta arte (de ouvir) traz a sensibilidade de querer perceber-se e perceber o outro também, e isso está estranho e improvável nos dias de hoje. No entanto querer ouvir(se) é uma qualidade valiosa demais hoje e sempre será.

Muitas curas ocorrem, simplesmente, porque o compartilhamento de dores e infelicidades alivia o coração sobrecarregado e, naturalmente, o corpo físico e o espírito podem relaxar e se expandir para a restauração natural das células e realimentação da energia universal, pois pensamentos mais elevados voltam a habitar a mente. Muitas vezes, quando se está num momento difícil e a fé não é visita assídua, parece que não existe solução nem um novo caminho. E quando se quer ouvir, demonstra-se que o próprio espírito ouvinte já busca qualidades para se desenvolver, e a materialidade não dita tanto as regras como definitivas. Quem é ouvido normalmente se cura, e quem ouve se expande inicia-se a expansão infinita, a bondade. E ouvir é uma das qualidades memoráveis de um espírito.

Um exemplo de atitude inapropriada é o menosprezo pelo discurso ou desabafo alheio, mas que seria tão curativo para o espírito sofredor do momento. Como a dor não é mensurável, não deve haver também julgamento algum, no entanto quando a bondade existe no ouvinte, a cura pode ocorrer no ser em sofrimento. 

Se pensarmos, não é custoso ouvir, apenas deve haver um pouco da compreensão de que todos somos filhos de Deus, e se há possibilidade de amparar um pouco que seja das incontáveis vezes que já fomos amparados e socorridos e sabe-se lá quantas vezes mais necessitaremos , de fato, devemos somente agradecer esta realização. E quanto mais fizermos no campo da bondade, mais diretamente seremos amparados e aliviados, pois é no trabalho do bem que nosso espírito começa a conhecer o que é o progresso. Devemos dar graças a Deus por cada momento em que podemos servir, o grande sentido de viver.

E tudo o que fizermos que seja com amor e puro coração, pois a energia doada junto com a ação é responsável pela ajuda verdadeira ou não. Ainda que não estejamos tão receptivos, às vezes, para ouvir, mas que nos conscientizemos, pelo menos aos poucos, de que parar e importar-se com a dor alheia e querer ouvir quem tanto necessita falar, também é um dos gestos mais caridosos na vida.

Imagine só se a espiritualidade não quisesse ouvir as nossas preces, queixas e súplicas, certamente, seríamos bem mais infelizes, desassistidos e desprotegidos. E na verdade, somos ouvidos com tanto amor que nem podemos imaginar.

 

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 


 

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