domingo, 29 de março de 2026

 



Só há um Deus e um único mediador entre Deus e os homens: Jesus

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

No primeiro Concílio de Niceia realizado no ano de 325 d.C., na cidade de Niceia (atual Iznik, Turquia), por convocação do imperador Constantino I, decidiu-se que Jesus, membro da Santíssima Trindade, é igual ao Pai e eterno como Deus.

Que devemos pensar sobre o assunto?

A frase que nos inspirou o título deste texto já diz tudo: Só há um Deus, e só há um mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo homem (1ª Epístola de Paulo a Timóteo, 2:5).

Não é preciso, portanto, ser teólogo nem especialista em estudos bíblicos para verificar que a Declaração de Niceia está em contradição formal com as opiniões dos apóstolos e com as próprias palavras de Jesus. Enquanto todos, sem exceção, acreditavam no Filho criado pelo Pai, os bispos proclamaram o Filho igual ao Pai e "eterno como ele”, ao contrário do que o próprio Jesus dizia de si mesmo:

 

"Se me amásseis, certamente havíeis de folgar que eu vá para o Pai, porque o Pai é maior do que eu" (João, 14:28);

"A mim, a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, por que dizeis vós "Tu blasfemas", por eu ter dito que sou Filho de Deus?" (João, 10:36);

"Por esse motivo, os Judeus perseguiam a Jesus e queriam matá-lo, isto é, porque fizera tais coisas em dia de sábado.  Mas Jesus lhes disse: Meu Pai trabalha até ao presente e eu também trabalho" (João, 5:16);

"Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Não busco a minha vontade, mas a vontade d' Aquele que me enviou" (João, 5:30);

"Se Deus fosse vosso Pai, vós me amaríeis, porque foi de Deus que saí e foi de sua parte que vim; pois não vim de mim mesmo, foi Ele que me enviou" (João, 8:42);

"Aquele que me confessar e me reconhecer diante dos homens, eu também o reconhecerei e confessarei diante de meu Pai que está nos céus; aquele que me renunciar diante dos homens, também eu mesmo o renunciarei diante de meu Pai que está nos céus" (Mateus, 10:32 e 33);

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. Pelo que respeita ao dia e à hora, ninguém o sabe, nem os anjos que estão no céu, nem mesmo o Filho, mas somente o Pai" (Marcos, 13:31);

"Jesus então lhes disse: Ainda estou convosco por um pouco de tempo e vou em seguida para aquele que me enviou" (João, 7:33);

"Havendo Jesus dito estas coisas, elevou os olhos ao céu e disse: Meu Pai, a hora é vinda; glorifica a teu Filho, a fim de que teu Filho te glorifique" (João, 17:1);

"Então, soltando grande brado, Jesus disse: Meu Pai, às tuas mãos entrego o meu espírito. E, tendo pronunciado essas palavras, expirou" (Lucas, 23:46);

"(Após a ressurreição) Ele diz a Madalena: Vai a meus irmãos e dize-lhes que eu vou para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus" (João, 20:17).

 

A Declaração de Niceia contradiz não somente o que Jesus dizia de si mesmo, mas de igual modo o que os apóstolos e os evangelistas escreveram sobre o Mestre de Nazaré:

 

"Ao mesmo tempo, apareceu uma nuvem que os cobriu e dessa nuvem saiu uma voz que fez se ouvissem estas palavras: Este é meu filho bem-amado; escutai-o" (Transfiguração no monte Tabor. Marcos, 9:7);

"Respondendo-lhe, Simão Pedro disse: Tu és o Cristo, filho de Deus vivo. Jesus então lhe disse: Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem to revelou, mas sim meu Pai, que está nos céus" (Mateus, 16: 13 a 17);

"Varões israelitas - falou Pedro -, ouvi minhas palavras. Jesus Nazareno foi um varão, aprovado por Deus entre vós, com virtudes e prodígios e sinais que Deus obrou por ele no meio de vós" (Atos, 2:22);

"Jesus de Nazaré foi um profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo" (Lucas, 24:19);

"Só há um Deus - diz S. Paulo - e um só mediador entre Deus e os homens, que é Jesus-Cristo, homem" (I Epístola a Timóteo, 2:5).

 

Quanto ao Espiritismo, eis duas questões que retratam exatamente a concepção espírita a respeito de Deus e de seu Filho amado:

 

a) Que é Deus? “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.” (O Livro dos Espíritos, questão 1.)

b) Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo? “Jesus.” (O Livro dos Espíritos, questão 625.) [O negrito é de nossa autoria.]



Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/a-importancia-de-uma-mente-sadia-para.html

 

 

 

 

 

 

 

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sábado, 28 de março de 2026

 




A desencarnação de Kardec

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

O artigo “A desencarnação de Allan Kardec”, que publicamos na edição 49 da revista O Consolador, detalha a trajetória de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, apresentando sua biografia desde sua formação educacional com Pestalozzi até sua morte repentina, ocorrida em 31 de março de 1869.

O texto destaca seu perfil lógico, sério e dedicado, descrevendo como sua vasta produção de obras didáticas e espíritas ofereceu consolo e fé raciocinada a inúmeras pessoas.

Relatos emocionantes que integram o artigo ilustram o impacto prático de seus ensinamentos, exemplificado por um homem que desistiu do suicídio após ler O Livro dos Espíritos. O artigo menciona e transcreve homenagens espirituais psicografadas por Chico Xavier, que exaltam o papel de Kardec como um apóstolo da renovação moral.

Na parte final, o texto descreve o ambiente sereno de seu falecimento e o reconhecimento de seu legado como uma luz para a humanidade.

O resumo em vídeo que colocamos na abertura deste texto funciona aqui como uma espécie de introdução ao conteúdo do artigo. Na sequência, um áudio em forma de podcast busca aprofundar a análise da matéria.

Ambos os resumos – o vídeo e o áudio – podem ser vistos na parte inferior da coluna Estúdio, que faz parte do trabalho que realizamos com auxílio da I.A., que o leitor pode acessar clicando neste link: https://notebooklm.google.com/notebook/8f70ff9a-a78f-44b2-bca5-c0ba401e4e18

Quanto ao artigo que serviu de fonte a esse trabalho,  o leitor pode acessá-lo clicando aqui: https://www.oconsolador.com.br/49/especial.html

 

 

Observação:

Para acessar o texto publicado no sábado anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/o-sermao-da-montanha-astolfo-o.html

 

 

 



 

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sexta-feira, 27 de março de 2026

 



O acordo ortográfico firmado pelos países que adotam o idioma português, em vigor desde o início de 2009, introduziu diversas mudanças nas regras de acentuação.

Continuam, no entanto, sendo acentuadas as letras “i” e “u”, independentemente da posição na palavra, quando formam hiato tônico com a vogal anterior. Exemplos: ruína, miúda, ataúde, saída, balaústre, juízo, suína.

Há, contudo, uma exceção: “xiita”, pois duas vogais idênticas formam necessariamente um hiato, não havendo necessidade de acento gráfico para indicar essa formação.

O acento também não se aplica quando houver consoante (exceto o “s”) ou semivogal na mesma sílaba. Exemplos: sair, sairmos, juiz, ruir, cair, caiu, ruim, instruir, instruiu.

Além disso, o “i” tônico, mesmo formando hiato, não recebe acento quando seguido de “nh”. Exemplos: ra-i-nha, mo-i-nho.

A principal novidade do acordo foi a eliminação do acento gráfico nas letras “i” e “u” quando precedidas de ditongo decrescente (ao, au, ei, ui etc.), nas palavras paroxítonas. Exemplos: feiura, bocaiuva, baiuca, taoismo, taoista, feiinho.

Por outro lado, se essas letras fizerem parte de palavras oxítonas, o acento permanece obrigatório. Exemplos: Piauí, tuiuiú, teiú.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/encerrando-recapitulacao-das-regras.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 26 de março de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

16

 

Vocação

 

A vocação é a soma dos reflexos da experiência que trazemos de outras vidas.

É natural que muitas vezes sejamos iniciantes, nesse ou naquele setor de serviço, diante da evolução das técnicas de trabalho que sempre nos reclamam novas modalidades de ação; todavia, comumente, retomamos no berço a senda que já perlustramos, seja para a continuação de uma obra determinada, seja para corrigir nossos próprios caminhos.

De qualquer modo, o título profissional, em todas as ocasiões, é carta de crédito para a criação de reflexos que nos enobreçam.

O administrador, o juiz, o professor, o médico, o artista, o marinheiro, o operário e o lavrador estão perfeitamente figurados naquela parábola dos talentos de que se valeu o Divino Mestre para convidar-nos ao exame das responsabilidades próprias perante os empréstimos da Bondade Infinita.

Cada Espírito recebe, no Plano em que se encontra, certa quota de recursos para honrar a Obra Divina e engrandecê-la.

Acontece, porém, que, na maioria das circunstâncias, nos apropriamos indebitamente das concessões do Senhor, usando-as no jogo infeliz de nossas paixões desgovernadas, no aloucado propósito de nos antepormos ao próprio Deus.

Daí a colheita dos reflexos amargos de nossa conduta, quando se nos desgasta o corpo terrestre, com o doloroso constrangimento do regresso às dificuldades do recomeço, em que o instituto da reencarnação funciona com valores exatos.

E como cada região profissional abrange variadas linhas de atividade, o juiz que criou reflexos de crueldade, perseguindo inocentes, costuma voltar ao mesmo tribunal, onde exercera as suas luzidas funções, com as lágrimas de réu condenado injustamente, para sofrer no próprio espírito e na própria carne as flagelações que impôs, noutro tempo, a vítimas indefesas. O médico que abusou das possibilidades que lhe foram entregues, retorna ao hospital que espezinhou, como apagado enfermeiro, defrontado por ásperos sacrifícios, a fim de ganhar o pão. O grande agricultor que dilapidou as energias dos cooperadores humildes que o Céu lhe concedeu, para os serviços do campo, vem, de novo, à gleba que explorou com vileza de sentimento, na condição de pobre lidador, padecendo o sistema de luta em que prendeu moralmente as esperanças dos outros. Artistas eméritos, que transformaram a inteligência em trilho de acesso a desregramentos inconfessáveis, reaparecem como anônimos companheiros do pincel ou da ribalta, debaixo de inibições por muito tempo insolúveis, à feição de habilidosos trabalhadores de última classe. Mulheres dignificadas por nomes distintos, confiadas ao vício e à dissipação, com esquecimento dos mais altos deveres que lhes marcam a rota, frequentemente voltam aos lares que deslustraram, na categoria de ínfimas servidoras, aprendendo duramente a reconquistar os títulos veneráveis de esposa e mãe…  E, comumente, de retorno suportam preterição e hostilidade, embaraços e desgostos, por onde passem, experimentando sublimes aspirações e frustrações amargosas, porquanto é da Lei venhamos a colher os reflexos de nossas próprias ações, implantados no ânimo alheio, retificando em nós mesmos o manancial da emoção e da ideia, para que nos ajustemos à corrente do bem, que parte de Deus e percorre todo o Universo para voltar a Deus.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 25 de março de 2026

 



Sínteses

 

José Nava (autor espiritual)

 

 

Quem busca arrancar no mundo

A treva pela raiz,

Quanto mais sabe mais cala,

Quanto mais cala mais diz.

 

A Terra seria o Céu,

Se o homem, por onde vá,

Seguisse vinte por cento

Dos bons conselhos que dá.

 

Aviso para ajudar

Raciocínio e lucidez:

Quanto serves, tanto vales,

Quanto sabes, tanto vês.

 

Quem te elogia ou te aprova

Não te vê como sorri;

Apenas diz a quem ouve

O que se espera de ti.

 

O que plantaste, plantaste;

Colherás conforme a lei.

Tudo o que deste ganhaste,

O que guardaste, não sei.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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