domingo, 12 de julho de 2026

 



Nossos familiares desencarnados podem, sim, auxiliar-nos

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Um leitor nos pergunta:

 

Quando uma pessoa desencarna, ela pode nos ajudar aqui na Terra, se lhe pedirmos auxílio? Nossas preces chegam até ela no plano espiritual? Existe um prazo para que, após a desencarnação, ela se estabilize na vida espiritual? Que obras tratam desse assunto?

 

Segundo aprendemos na Doutrina Espírita, nossos entes queridos que se encontram no plano espiritual podem, sim, auxiliar-nos, e o fazem de boa vontade.

Naturalmente, esse auxílio depende de suas próprias condições evolutivas. A experiência, porém, demonstra que, quando não dispõem de recursos para agir diretamente, eles recorrem com frequência ao amparo de outros Espíritos, os chamados Benfeitores Espirituais.

Quanto às preces que lhes dirigimos, elas chegam, sim, ao seu destino, como podemos constatar nas obras de diversos autores espíritas.

Também não existe um prazo determinado para que uma pessoa, ao retornar ao plano espiritual, esteja plenamente reintegrada ao meio em que passará a viver. Isso depende, fundamentalmente, de seu grau de evolução espiritual.

A perturbação que sucede à morte pode perdurar por tempo indeterminado, variando de algumas horas a vários anos, conforme o estado evolutivo do Espírito. É breve para as almas elevadas, mas pode ser longa e penosa para aquelas ainda culpadas. Já para os que, durante a existência corporal, se prepararam para a vida espiritual, esse período costuma ser menos prolongado, pois compreendem mais rapidamente a nova condição em que se encontram.

Diversas obras abordam esse tema. Destacaremos, entretanto, apenas três delas.

Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, o assunto é tratado nas questões 149 a 165, que esclarecem ser a perturbação post mortem um fenômeno natural, comum a todos, cuja duração varia de acordo com o grau de elevação moral do Espírito.

Em A Crise da Morte, Ernesto Bozzano, após examinar dezoito casos cientificamente documentados sobre as fases da morte, apresenta doze conclusões. Entre elas, destacam-se as seguintes: a) todos os desencarnados afirmaram que, durante algum tempo, ignoravam que haviam morrido; b) quase todos relataram ter passado, após a morte, por um período mais ou menos longo de "sono reparador"; c) todos informaram que os Espíritos gravitam, de forma natural e automática, para a esfera espiritual que lhes corresponde, em virtude da lei de afinidade.

Por sua vez, Léon Denis, em Depois da Morte, ensina que a separação entre a alma e o corpo é seguida por um período de perturbação. Esse período é breve para os Espíritos justos e bons, que logo despertam para as alegrias da vida espiritual, mas pode prolongar-se por anos no caso dos Espíritos culpados, ainda impregnados de fluidos grosseiros.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/espiritos-que-conservam-no-plano.html

 

 

 

 

 

 

 

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sábado, 11 de julho de 2026

 




Preces para Crianças e Jovens


O presente tema foi explanado no e-book Preces para Crianças e Jovens, de Maria Eny Paiva, de Lins (SP), publicado em 12 de dezembro de 2014 pela EVOC - Editora Virtual O Consolador, que o leitor pode baixar gratuitamente clicando em https://www.oconsolador.com.br/editora/1a50/Preces%20para%20Crian%C3%A7as%20e%20Jovens.pdf

Nele, a autora oferece um guia prático de preces fundamentado na Doutrina Espírita, direcionado especificamente ao público infantil e juvenil, em que observa que a oração verdadeira não consiste em repetições automáticas, mas sim na sinceridade do coração e, acima de tudo, na prática do bem cotidiano.

Além disso, a obra tem por propósito incentivar a autonomia espiritual, encorajando as famílias a desenvolverem suas próprias preces de forma espontânea e reflexiva, como forma legítima de adoração que conecta o indivíduo ao plano superior.

O VÍDEO que exibimos logo acima apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte nos apresenta. O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

 

 

 



 

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

 



Os vocábulos fronteira, divisa e limite, quando dizem respeito a proximidade, são sinônimos, mas cada qual deve ter, para maior clareza do texto, uma aplicação definida.

Se queremos referir-nos à proximidade de dois países, usaremos a palavra fronteira.

Se nos referimos aos estados que formam um país, utilizaremos a palavra divisa.

Reportando-nos aos municípios, usaremos limite.

Exemplos:

Neste ponto situa-se a fronteira entre Brasil e Paraguai.

O acidente ocorreu bem na divisa entre São Paulo e Paraná.

O limite entre Londrina e Cambé é este.


*


A palavra francesa fondue, muito usada em nosso meio, não é um vocábulo masculino, mas feminino.

Exemplos:

A fondue que você me serviu estava deliciosa.

Comeremos hoje à noite uma deliciosa fondue de queijo.

Também é feminina a palavra comichão [do lat. comestione], que significa: prurido; sensação desagradável peculiar, causada por enfermidade ou agente irritante, que leva o indivíduo a coçar-se em procura de alívio; desejo premente.

Exemplo:

Senti uma comichão no corpo todo ao entrar no recinto.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/o-verbo-responder-no-seu-uso-mais-comum.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 9 de julho de 2026

 



O ponto difícil

 

Emmanuel
(autor espiritual)

 

Imperioso descobrir a beleza do sofrimento por recurso educativo, para que não nos enquistemos na ideia da dor como sendo fonte exclusiva de expiação.

Vejamos a natureza, para que o silencioso ensinamento da vida se nos estampe no coração.

A poda da árvore sugere crueldade e flagelação, todavia, dos golpes que lhe são desferidos, surge o novo alento que lhe assegura energias novas.

A labareda que retempera a argila, em pleno forno, assemelha-se a processo de atrocidade, mas da chama, aparentemente destruidora, desponta o vaso, rico de originalidade, destinado a enriquecer os quadros da vida.

A terra, dilacerada pela charrua, afigura-se torturada e envelhecida, entretanto, do sulco aberto em que se rasga o seio, nascerá para o mundo a bênção irresgatável do pão.

E o metal, conduzido ao cadinho ardente, parece experimentar insulto e aniquilamento, contudo é no calor de alta tensão que se transformará em riqueza terrestre.

Nem sempre comodidade humana é verdadeiro conforto e raramente a bolsa farta é sinônimo de segurança e alegria.

Saibamos aceitar o obstáculo por precioso desafio à superação de nossas próprias fraquezas, porquanto dificuldade dignamente vivenciada é sombra transitória de hoje para ser abençoada luz amanhã.

 

Do livro Tocando o Barco, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 8 de julho de 2026

 



Gula e avareza

 

Cornélio Pires
(autor espiritual)


Obsidiado em casa, Nhô Cordeiro

Comia angu e sopa de gamela,

Mas levado à sessão em Vila Bela

Melhorava, rezando o dia inteiro.

 

Já quase são, ouviu da irmã Biela:

— “Se quer ter mais saúde, companheiro,

Ajude alguém!… Reparta algum dinheiro,

Dê de seu prato aos órfãos da favela!…”

 

Ouvindo esse conselho, o velho, aflito,

Começou a berrar que nem cabrito.

E gritou: — “Ninguém toca a minha renda!”

 

E preferiu morrer, largado e louco,

Mastigando farelo, barro e coco,

Debruçado num cocho da fazenda.

 

 

Do livro Cartas do Alto, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 7 de julho de 2026

 



Um coração mais espiritual

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Viver com a ideia de apenas uma vida é a mesma atitude de deixar fechada a janela pela qual entram os raios de sol e a paisagem infinita do horizonte; é, também, como não querer admirar a beleza das lindas e perfeitas flores nem se encantar com as crianças e os animais. 

Viver com essa ideia irreal limita o espírito causando-lhe e também ao corpo doenças cíclicas e, consequentemente, muito atraso e sofrimento, pois ele foi criado para a infinitude e a perfeição. Ainda se considerarmos única vida, de fato, a desigualdade seria comprovada em todos os momentos e lugares, e isso se torna tão inconcebível.

À medida que cremos na eternidade vivida por sucessivas e incontáveis existências, assim, também, cremos em Deus, Criador do Universo. E esta crença nos dá compreensão (de acordo com o estágio individual espiritual) dos acontecimentos, de que tudo está conforme deve ser e nada ocorre injustamente; de que somos os responsáveis exclusivos por aquilo que vivemos direta ou indiretamente; de que somos observados muito mais do que imaginamos, assim, como somos influenciados. E a espiritualidade amiga deseja, com grande alegria, o nosso progresso, e ilumina o caminho dos que procuram viver mais como espíritos do que somente humanos terrenos.

As respostas mais coerentes virão além do visível, pois somos seres universais, necessitamos apenas compreender como se faz o acesso à vida verdadeira, já que a materialidade pode anestesiar nossas tão valiosas faculdades espirituais. No entanto quando buscamos, por meio da oração e da boa conduta, proximidade com o invisível, de fato, este nos acolhe, orienta, protege e abençoa. E quanto mais nos encaminhamos para a luz divina, mais o nosso espírito vive o sentido completo para o que foi criado. E seguimos mais fortes e felizes, e cada vez mais experienciamos o júbilo que é a vida conforme o que o Mestre sempre anunciou.

Somos espíritos e estamos terrenos; a variação desses dois verbos já define a clara diferença de significado. E se iniciamos o propósito de nossa vida que é o desenvolvimento espiritual, então, a espiritualidade amiga, com a permissão maior de Deus, por intermédio de Jesus Cristo, nosso abençoado governador, sempre nos guiará e protegerá com muito amor. E à medida que mais nos aproximamos da verdade, mais fundamento os nossos dias conquistarão; os nossos necessários relacionamentos serão fortalecidos e protegidos; os nossos pensamentos serão de mais paz do que criação de conflito; o medo se dissipará, pois a coragem e a fé tomarão o espaço que lhes compete. E, naturalmente, a vida seguirá com mais cor, harmonia e luz, ou melhor, perceberemos com muito mais amor e felicidade o presente abençoado por Deus.

E quando o nosso olhar e sentimentos espirituais forem mais verdadeiros, maior será a luz em nossa vida.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 

 



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