domingo, 16 de agosto de 2026

 



A relevância da fé nas questões de saúde


ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Muitas pessoas, mesmo no meio espírita, têm dificuldade para compreender que a fé do enfermo é, de fato, essencial à eficácia da ação magnética curadora. 

Daí a pergunta: - Se isso é verdade, por que a fé é importante e em que pode ela ajudar em situações como essa?

A informação é, sim, verdadeira. O estado de confiança decorrente da fé não é apenas importante, mas indispensável. 

André Luiz, que fora médico em sua última existência na Terra, refere-se ao assunto no cap. 17 do livro Nos Domínios da Mediunidade, obra psicografada pelo médium Chico Xavier. Diz ele ter observado que, no serviço do passe, alguns enfermos não obtinham a menor melhora e o fato ocorria porque as irradiações magnéticas – emanadas dos médiuns passistas – não lhes penetravam o veículo orgânico.

Consultado, o Assistente Áulus explicou: “Falta-lhes o estado de confiança”. A fé, nesses casos, é indispensável, acrescentou o instrutor. “Em fotografia precisamos da chapa impressionável para deter a imagem, tanto quanto em eletricidade carecemos do fio sensível para a transmissão da luz. No terreno das vantagens espirituais, é imprescindível que o candidato apresente uma certa tensão favorável. Essa tensão decorre da fé.”

Áulus referia-se, evidentemente, à fé não como crença cega, mas como uma atitude de segurança íntima, reverente e submissa diante das Leis Divinas, em cuja sabedoria e amor buscamos amparo. E, concluindo a explicação, arrematou: “Sem recolhimento e respeito na receptividade, não conseguimos fixar os recursos imponderáveis que funcionam em nosso favor, porque o escárnio e a dureza de coração podem ser comparados a espessas camadas de gelo sobre o templo da alma.” (Nos Domínios da Mediunidade, cap. 17, pp. 166 a 168.)

A importância da fé em situações semelhantes é também destacada por Allan Kardec no cap. XV de A Gênese, no qual comenta a cura realizada por Jesus em uma mulher que havia doze anos sofria de uma hemorragia e, sem obter alívio, muito padecera nas mãos dos médicos. Ao tocar nas vestes de Jesus, o fluxo sanguíneo cessou de imediato, e ela sentiu no próprio corpo que estava curada.

Notando, naquele momento, que dele saíra uma virtude, Jesus, voltando-se em meio à multidão, perguntou: “Quem me tocou as vestes?” A mulher, consciente do que acontecera, tomada de medo, lançou-se a seus pés e contou-lhe toda a verdade. Jesus então lhe disse: “Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz e fica curada da tua enfermidade”.

Observa Kardec que o efeito não foi provocado por nenhum ato da vontade de Jesus: não houve magnetização nem imposição das mãos. Bastou a irradiação fluídica normal, que lhe era própria, para produzir a cura. Mas – alguém certamente perguntaria – por que essa irradiação se dirigiu àquela mulher e não às demais pessoas, se Jesus não pensava nela e tinha ao redor de si uma multidão?

Eis a explicação de Kardec: “É bem simples a razão. Considerado como matéria terapêutica, o fluido tem que atingir a matéria orgânica, a fim de repará-la; pode então ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, pela confiança, numa palavra: pela fé do doente. Com relação à corrente fluídica, o primeiro (a vontade do curador) age como uma bomba calcante e o segundo (a fé do doente) como uma bomba aspirante. Algumas vezes, é necessária a simultaneidade das duas ações; doutras, basta uma só. O segundo caso foi o que ocorreu na circunstância de que tratamos. Razão, pois, tinha Jesus para dizer: Tua fé te salvou”. (A Gênese, cap. XV, itens 10 e 11.) [Negritamos.]

Vemos, assim, que a participação da fé em processos como os descritos é muito mais importante do que poderíamos imaginar. Não é, certamente, sem razão que diversas pesquisas na área da saúde apontam a fé religiosa como fator que pode exercer papel relevante no enfrentamento das enfermidades e na resposta aos tratamentos médicos.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/o-pensamento-e-nosso-cartao-de-visita.html

 

 

 

 

 

Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

sábado, 15 de agosto de 2026


 

Deus não é um espectador passivo da obra que criou

 ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Qual a visão que nós, espíritas, temos de Deus? 

Intervém o Criador diretamente nos fatos e acontecimentos da vida?

A ideia que o Espiritismo nos apresenta sobre Deus — a inteligência suprema do Universo e causa primária de todas as coisas — é a de um Criador que jamais esteve inativo e, portanto, não é um espectador passivo da obra que criou, como o leitor pode ler no texto que publicamos neste Blog em 28 de junho deste ano.

Para acessá-lo, clique em https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/deus-nao-e-um-espectador-passivo-da.html

O VÍDEO exibido no preâmbulo deste texto apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte apresenta.

 O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

 

 

 

 

  

 

Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

 



Como devemos escrever: boemia ou boêmia?

Primeiro vejamos o que significam tais palavras.

O Dicionário Aurélio oferece-nos para a palavra boêmia [do top. Boêmia] estes dois significados: vida alegre e despreocupada; vida airada; vadiagem, pândega, estúrdia, estroinice.

Segundo a mesma fonte, a palavra boêmia apresenta duas formas igualmente válidas: boémia, usada em Portugal, e boemia, usada no Brasil.

Imortalizada por um conhecido samba-canção de Adelino Moreira, intitulado A Volta do Boêmio, a palavra boemia, pronunciada com acento tônico no “i” (como as palavras poesia, estesia, freguesia), acabou tornando-se mais conhecida, a ponto de muitos ignorarem a existência da outra forma acima mencionada.


*


Há diferença entre as palavras custa e custas?

Sim. A segunda – custas – usa-se geralmente na linguagem jurídica, para designar as despesas pertinentes à tramitação de um processo. Ao protocolar uma petição na repartição própria, existem despesas e a elas se dá o nome de custas.

A palavra custa, no singular, aparece na locução “à custa de” ou em situações semelhantes.

Exemplos:

O serviço foi feito a minha custa. 

João vive sem trabalhar, à custa do pai.

O deputado fez concessões à custa de sua honra. 

Aquele animal é tão teimoso que só anda à custa de pancadas.

Certo político de nossa terra obteve o poder à custa de traições.  

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/um-amigo-nos-pergunta-se-esta-correta.html

 

 

 


 

 

Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG






quinta-feira, 13 de agosto de 2026

 



Adversidade

 

Emmanuel
(autor espiritual)

Indagar quanto ao porquê das dificuldades que a vida oferece ao homem será o mesmo que perguntar relativamente aos motivos pelos quais o homem corta a pedra para que a pedra venha a servir.

Abandone-se a enxada ao repouso permanente e, a breve espaço, se fará imprestável.

Negue-se a fonte a transitar sobre os percalços do solo e, a tempo curto, se transformará em tristeza do charco.

A rigor, a adversidade não existiria no mundo se considerássemos as tarefas da existência física por lições. Fizéssemos isso e todas as provas assumiriam as dimensões que lhes são características, passando à função de testes indispensáveis ao exame dos valores que adquirimos.

Antes de nossa própria reencarnação, muito frequentemente sabemos que se tomará novo berço para a recapitulação de experiências em que não fomos felizes, seja para ressarcir débitos que largamos à retaguarda, com o objetivo de extinguir enganos perpetrados por nós mesmos, a fim de nos entregarmos à execução de compromissos alusivos ao burilamento íntimo ou no sentido de reencontrar antigos desafetos para transfigurá-los em laços de amor.

Reestruturadas, porém, as possibilidades de ação e renovação a nosso benefício, habitualmente vestimos em pessimismo as melhores oportunidades de melhoria e de progresso, sem extrair delas o proveito preciso.

Reflitamos em semelhante realidade para facearmos as lutas do caminho sem ilusões. 

Aceitemos construtivamente os desafios e problemas que a vida nos proponha, empenhando-nos a solucioná-los com segurança, sem a volúpia de retê-los indefinidamente no coração.

Certifiquemo-nos, sobretudo, de que ninguém evolui sem mudanças e de que não existem mudanças sem atritos ou deslocamentos, conflitos ou desajustes.

À vista disso, reconheçamos que as crises da vida aparecem na estrada de todos em auxílio de todos. E de toda grande dificuldade, cada criatura, conforme as reações que demonstre, se retirará maior para receber encargos sempre maiores ou novamente ajustada às dimensões de espírito em que ainda se encontra, a fim de entrar outra vez, em ocasião oportuna, no clima da adversidade educativa, para realizar renovados tentames de elevação própria, em cujo trabalho se obriga a revisar-se e recomeçar.

 

Do livro Abençoa sempre, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 


 

Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

 



Ramo singelo

 

Chiquito de Morais

(autor espiritual)


Amor não vem do minuto

De paixão ou de alegria.

Amor é assim como o fruto

Que se faz dia por dia.

 

Não perguntes pela chaga

Que amparaste alguma vez.

Caridade nunca indaga

Pelo serviço que fez.

 

Fé sem obras, prece em vão,

Preguiça que adora e pensa,

Calma sem brilho de ação,

Retrato da indiferença.

 

Toda ventura, em verdade,

Muito mais do que se diz,

É dar a felicidade

Sem procurar ser feliz.

 

De alma perdida no mundo

Não zombes. Deus pode vê-la.

Água do charco profundo

Reflete a glória da estrela.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

   

Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 


terça-feira, 11 de agosto de 2026

 



Desapegar-se é conquistar paz e saúde

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Desprender-se de situações que podem causar retrocesso ou protelar o crescimento é uma escolha bastante inteligente e sensível e são incontáveis as maneiras para essa conquista. Parece um pouco imperceptível identificar certas situações, no entanto, no cotidiano, fazemos isso constantemente como querer controlar o andamento das ocorrências, das pessoas; querer que o nosso desejo ou a forma como compreendemos a vida prevaleçam; ainda nos apegamos a objetos, acontecimentos, pessoas, lugares… e pensamos que somos desprendidos. 

A realidade é que somos bastante apegados e despercebidamente nos prendemos. Construímos celas invisíveis e entramos. E como se não fosse o suficiente, há grande desgaste com toda essa ilusão criada.

Talvez desacreditamos da criação dessas celas, porém quando desejamos controlar as outras pessoas, quando queremos que nossa opinião prevaleça, quando dificultamos a doação de coisas que não mais utilizamos, quando valorizamos somente as próprias ações e pensamentos, quando não reconhecemos a nossa limitação e ainda forçamos erroneamente a nossa observação por mero orgulho e infeliz vaidade, certamente, não há mais do que duvidar. E quando isso e outras formas ocorrem, ainda mais energia desperdiçamos no caminho da vida.

À medida que reconhecemos que todos estamos aqui para o crescimento, e cada um se encontra em seu próprio desenvolvimento e progredirá de acordo com sua situação e vontade, de fato, os nossos dias ficam mais leves e coerentes. Precisamos preocupar-nos conosco e agir com a responsabilidade coletiva que nos compete. Ao desprendermo-nos de pessoas, coisas, situações e lugares que não nos enriquecem sentiremos, antes de tudo, leveza e muito mais chegará de bom.

Quando cumprirmos o nosso período em mais esta encarnação, voltaremos ao nosso verdadeiro lar e levaremos apenas o que puder ficar em nosso campo espiritual, reconhecido e visto imediatamente por essa dimensão. E lembraremos que nenhum objeto material, nenhuma pessoa, nenhum lugar, nenhuma situação aparentemente muito importante no plano terreno estará sob nossa posse no plano espiritual, mas somente nós e tudo o que fizemos, sentimos e falamos.

Da mesma forma que tanto ouvimos reconcilia-te com teu adversário enquanto estás a caminho, também podemos compreender que enquanto estamos aqui na Terra, devemos valorizar a oportunidade aproveitando a existência para perdoar, resolver conflito e não complicar a preciosa existência, principalmente, com a criação de prisões por meio da obsessão e domínio.

Soltar o controle na verdade nunca se tem o controle é adquirir leveza para viver e observar as belezas verdadeiras da vida; é conquistar mais paz nos dias e, consequentemente, uma vida mais feliz e saudável; é aliviar e muito o estado mental, físico e espiritual proporcionando uma vivência mais próxima do ensinamento dos espíritos mais iluminados.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 




 

Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG