terça-feira, 18 de agosto de 2026

 



Priorizar o espírito sempre

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Por mais que a genialidade digital terrena surpreenda incessantemente, o espírito (imortal) começa a se cansar de apenas viver surpreendentemente os valores terrenos, pois, muitos sem perceber ou sem se importar se distanciaram e distanciam da verdadeira Fonte da vida: Deus. Quanto mais se busca a efemeridade, mais débil o interior fica, e como se não fosse o bastante, o espírito passa a ser buscado por outras forças equiparadamente semelhantes ou mesmo inferiores que aguardam a oportunidade, pois se sabe que tudo possui vibração e esta não se pode dissimular.

Não se nega, em momento algum, que o desenvolvimento tecnológico é essencial para o progresso no plano terrestre, no entanto o problema acontece quando esse avanço passa a encabeçar os passos humanos e a sobressair à Divina Criação. Inquestionavelmente que quando isso é presenciado, os terrestres do momento perdem muito e de inúmeras maneiras. À medida que elencamos as verdadeiras prioridades e respeitamos a importância, tudo passa a tomar um caminho mais sensato e feliz. Portanto, o Criador deve ser o centro e o cimo absolutos entre as prioridades. Se o desenvolvimento foi permitido, então, que o seu usufruto seja positivo e proveitoso, e quanto mais vidas forem beneficiadas, mais abençoada é a sua realização.

Quando o campo material segue e respeita o espiritual como superior e eterno, o andamento se dá de forma alegre e satisfatória, como se encontra em Mateus 6:33: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas", e quando priorizamos apenas o desenvolvimento terreno e, atualmente, o tecnológico, de fato, que o espírito ficará muito faminto do alimento que o sacia, e naturalmente, enfraquecido, desorientado, desequilibrado, como tão comuns são cenas assim na atualidade.

A experiência terrena é importante demais, pois essa propicia um campo amplo para os variados e necessários desenvolvimentos espirituais, no entanto, onde quer que estejamos, sempre seremos, antes de tudo, espíritos. Por isso que quando boa parte do que temos aqui for utilizada com sabedoria, bondade e respeito hierárquico, sabiamente teremos uma grande alegria e maior avanço individual e coletivo. 

A Divina Providência é onipotente, onipresente, incomparável e absoluta, e nos acompanha de muito perto sem condição de reclamação alguma de nossa parte e sempre receberemos o que de fato nos pertence, nunca a mais nem a menos, a cada um o que lhe pertence.

Percebe-se certa movimentação inversa em busca de mais humanidade espiritual, e isso é um fator importante para a ascensão espiritual dos indivíduos e também do Planeta. Ainda que a humanidade pareça demorar para o despertamento, tudo está perfeitamente de acordo com a Sabedoria Maior, e observaremos ainda que as ferramentas e oportunidades terrenas sempre podem e devem ser utilizadas para o bem, assim como a tecnologia.

Quando priorizamos o espírito, tudo se encaixa com harmonia no tabuleiro da vida.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 

 

 

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

 



Outra opinião

 

Hilário Silva
(autor espiritual)

 

— Tenho meu coração agoniado e defendê-lo-ei até ao fim. Estive com o gerente e conversamos sobre o assunto. Nosso caro Roque não agiu com premeditação. Não se pode afirmar que é realmente furto. O homem está obsidiado, mas infelizmente o Banco não sabe disso.

Era Raimundo Cecílio, o contador de grande organização bancária, advogando a causa de um colega que fugira pela manhã, carregando consigo nada menos de oitocentos mil cruzeiros.

O pequeno círculo de amigos, a princípio severo, como que se adoçava. A opinião de Raimundo era água fria na fervura.

E continuava:

— Quem de nós está livre? Amanhã, o assédio das entidades perturbadas e infelizes pode voltar-se contra nós. É preciso compreender. Roque está doente. Doente da alma.

— Entretanto, — opinou um companheiro, — é esquisito! Olhe bem que ele soube empalmar com absoluta mestria oitocentos contos de uma só vez.

— Como poderia ser até mais, — atalhou Cecílio, conciliador; — lembre-se de que ele tem os sentidos obliterados.

E enquanto o grupo chegava ao serviço, outro amigo acentuou:

— Raimundo, graças a Deus temos em você um companheiro espírita compreensivo e cristão. Um apoio fraterno, solucionando-nos as dificuldades morais.

— Ora, ora! Isso é dever de nós todos, — respondia Cecílio, convicto.

No saguão, porém, um contínuo aproximou-se e notificou:

— Sr. Raimundo, o senhor já soube?

— Soube o quê?

— O Roque, ao fugir hoje, pela manhã, carregou a capa que o senhor deixou aqui ontem.

E Cecílio, que se arvorara em defensor do colega, gritou, completamente transtornado:

— Gatuno! Cão vil! Pagará caro! Ele há de ver!

 

Do livro A Vida Escreve, mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 


 

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domingo, 16 de agosto de 2026

 



A relevância da fé nas questões de saúde


ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Muitas pessoas, mesmo no meio espírita, têm dificuldade para compreender que a fé do enfermo é, de fato, essencial à eficácia da ação magnética curadora. 

Daí a pergunta: - Se isso é verdade, por que a fé é importante e em que pode ela ajudar em situações como essa?

A informação é, sim, verdadeira. O estado de confiança decorrente da fé não é apenas importante, mas indispensável. 

André Luiz, que fora médico em sua última existência na Terra, refere-se ao assunto no cap. 17 do livro Nos Domínios da Mediunidade, obra psicografada pelo médium Chico Xavier. Diz ele ter observado que, no serviço do passe, alguns enfermos não obtinham a menor melhora e o fato ocorria porque as irradiações magnéticas – emanadas dos médiuns passistas – não lhes penetravam o veículo orgânico.

Consultado, o Assistente Áulus explicou: “Falta-lhes o estado de confiança”. A fé, nesses casos, é indispensável, acrescentou o instrutor. “Em fotografia precisamos da chapa impressionável para deter a imagem, tanto quanto em eletricidade carecemos do fio sensível para a transmissão da luz. No terreno das vantagens espirituais, é imprescindível que o candidato apresente uma certa tensão favorável. Essa tensão decorre da fé.”

Áulus referia-se, evidentemente, à fé não como crença cega, mas como uma atitude de segurança íntima, reverente e submissa diante das Leis Divinas, em cuja sabedoria e amor buscamos amparo. E, concluindo a explicação, arrematou: “Sem recolhimento e respeito na receptividade, não conseguimos fixar os recursos imponderáveis que funcionam em nosso favor, porque o escárnio e a dureza de coração podem ser comparados a espessas camadas de gelo sobre o templo da alma.” (Nos Domínios da Mediunidade, cap. 17, pp. 166 a 168.)

A importância da fé em situações semelhantes é também destacada por Allan Kardec no cap. XV de A Gênese, no qual comenta a cura realizada por Jesus em uma mulher que havia doze anos sofria de uma hemorragia e, sem obter alívio, muito padecera nas mãos dos médicos. Ao tocar nas vestes de Jesus, o fluxo sanguíneo cessou de imediato, e ela sentiu no próprio corpo que estava curada.

Notando, naquele momento, que dele saíra uma virtude, Jesus, voltando-se em meio à multidão, perguntou: “Quem me tocou as vestes?” A mulher, consciente do que acontecera, tomada de medo, lançou-se a seus pés e contou-lhe toda a verdade. Jesus então lhe disse: “Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz e fica curada da tua enfermidade”.

Observa Kardec que o efeito não foi provocado por nenhum ato da vontade de Jesus: não houve magnetização nem imposição das mãos. Bastou a irradiação fluídica normal, que lhe era própria, para produzir a cura. Mas – alguém certamente perguntaria – por que essa irradiação se dirigiu àquela mulher e não às demais pessoas, se Jesus não pensava nela e tinha ao redor de si uma multidão?

Eis a explicação de Kardec: “É bem simples a razão. Considerado como matéria terapêutica, o fluido tem que atingir a matéria orgânica, a fim de repará-la; pode então ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, pela confiança, numa palavra: pela fé do doente. Com relação à corrente fluídica, o primeiro (a vontade do curador) age como uma bomba calcante e o segundo (a fé do doente) como uma bomba aspirante. Algumas vezes, é necessária a simultaneidade das duas ações; doutras, basta uma só. O segundo caso foi o que ocorreu na circunstância de que tratamos. Razão, pois, tinha Jesus para dizer: Tua fé te salvou”. (A Gênese, cap. XV, itens 10 e 11.) [Negritamos.]

Vemos, assim, que a participação da fé em processos como os descritos é muito mais importante do que poderíamos imaginar. Não é, certamente, sem razão que diversas pesquisas na área da saúde apontam a fé religiosa como fator que pode exercer papel relevante no enfrentamento das enfermidades e na resposta aos tratamentos médicos.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/o-pensamento-e-nosso-cartao-de-visita.html

 

 

 

 

 

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sábado, 15 de agosto de 2026


 

Deus não é um espectador passivo da obra que criou

 ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Qual a visão que nós, espíritas, temos de Deus? 

Intervém o Criador diretamente nos fatos e acontecimentos da vida?

A ideia que o Espiritismo nos apresenta sobre Deus — a inteligência suprema do Universo e causa primária de todas as coisas — é a de um Criador que jamais esteve inativo e, portanto, não é um espectador passivo da obra que criou, como o leitor pode ler no texto que publicamos neste Blog em 28 de junho deste ano.

Para acessá-lo, clique em https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/deus-nao-e-um-espectador-passivo-da.html

O VÍDEO exibido no preâmbulo deste texto apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte apresenta.

 O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

 

 

 

 

  

 

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

 



Como devemos escrever: boemia ou boêmia?

Primeiro vejamos o que significam tais palavras.

O Dicionário Aurélio oferece-nos para a palavra boêmia [do top. Boêmia] estes dois significados: vida alegre e despreocupada; vida airada; vadiagem, pândega, estúrdia, estroinice.

Segundo a mesma fonte, a palavra boêmia apresenta duas formas igualmente válidas: boémia, usada em Portugal, e boemia, usada no Brasil.

Imortalizada por um conhecido samba-canção de Adelino Moreira, intitulado A Volta do Boêmio, a palavra boemia, pronunciada com acento tônico no “i” (como as palavras poesia, estesia, freguesia), acabou tornando-se mais conhecida, a ponto de muitos ignorarem a existência da outra forma acima mencionada.


*


Há diferença entre as palavras custa e custas?

Sim. A segunda – custas – usa-se geralmente na linguagem jurídica, para designar as despesas pertinentes à tramitação de um processo. Ao protocolar uma petição na repartição própria, existem despesas e a elas se dá o nome de custas.

A palavra custa, no singular, aparece na locução “à custa de” ou em situações semelhantes.

Exemplos:

O serviço foi feito a minha custa. 

João vive sem trabalhar, à custa do pai.

O deputado fez concessões à custa de sua honra. 

Aquele animal é tão teimoso que só anda à custa de pancadas.

Certo político de nossa terra obteve o poder à custa de traições.  

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/um-amigo-nos-pergunta-se-esta-correta.html

 

 

 


 

 

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