terça-feira, 13 de outubro de 2026

 



Um vislumbre sobre mundos maiores

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

O progresso insiste em nos tocar, pois é o seu objetivo. E nós, incontavelmente, relutamos em nos deixar tocar por ele; o que nos é familiar é mais oportuno do que investir energia nova e disciplinada para nos elevar. Não percebemos que o avanço é benéfico por completo, porém a imperfeição também não quer perder o seu lugar e nos prende com a ilusão de que a posição na qual estamos é satisfatória. Mas o Universo é infinito, eterno e verdadeiro e somos Sua criatura. O horizonte está com os seus braços abertos também.

Então, a vida que é amorosa e paciente nos observa e nos movimenta para o desenvolvimento, porque tem a incumbência ‒ pelo Criador ‒ de nos encaminhar, não importa quanto tempo levar, de apreciar as nossas conquistas e presenciar o sorriso em nossos olhos e a tranquilidade em nosso espírito, pois mesmo em tarefas um tanto desafiadoras, os espíritos em sintonia com o progresso são mais felizes e agradecidos do que os que se demoram para essa movimentação, e isso não quer dizer que os seus dias são mais calmos e fáceis, são até mais árduos, no entanto entenderam o abençoado sentido da vida.

Todo esse processo dentro da evolução é para que possamos conhecer e sentir o mais nobre sentimento, o amor. Talvez ainda não conhecemos essa nobreza e por isso precisamos conhecê-la para a compreensão de que à medida que amamos expandimos e podemos viver deveras o roteiro na linda peça da vida, podemos conscientizar-nos, inclusive, da infinitude do Universo, e começar a assimilar tal dimensão, inclusive, os mundos maiores e habitá-los e viver uma vida pouco mencionada ainda na Terra. Por isso o crescimento deve ser fato e ser consumado.

Ainda este venturoso nosso Planeta que conhecemos muito pouco, pelo menos, devemos respeitá-lo e considerar totalmente a bondade divina por nos permitir aqui. A sabedoria da vida é sensata e única, para o conhecimento de mundos maiores necessitamos merecer o mundo no qual estamos e sucessivamente angariar o respectivo merecimento. De acordo com cada mundo, também será a vida, os habitantes e o andamento dessa realidade. E mundos maiores são formas de vida plena e amorosa, expansão de nosso espírito.

A dimensão do espírito é a que também será o seu mundo; nenhum espírito irá a um mundo mais desenvolvido se não houver em si também esse idêntico desenvolvimento. Tudo é regido por uma perfeita lei, a da vibração, e energia não se pode enganar, naturalmente é sentida. Quando se está clara a compreensão de que tudo se inicia em nosso interior e somos uma centelha vibracional no Universo ‒ não apenas um corpo material ‒, e tudo o que fazemos, pensamos e sentimos possui a sua carga energética correspondente, e desejamos essa assimilação, então, a partir disso, um cenário amplo e ascendente começa a se mostrar diante de nós, e esta afirmativa, “a cada um segundo a sua obra”, em Romanos e Apocalipse, só vem a corroborar que estamos onde nos colocamos e vivemos o que criamos para nós. No entanto a benevolência divina é presente e amorosa e confia em nós.

E o nosso mundo interior se alegrará demais quando puder sentir a felicidade dos mundos maiores. A nossa contínua conquista se fortalece à medida que nos conscientizamos de que amparo temos sempre, mas o aprimoramento deve vir de nossa vontade, pois mundos maiores não são só um lugar, mas um estado conquistado pelo espírito, ou seja, uma frequência.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 





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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

 



Obsessão

 

Ernest O'Brien

(autor espiritual)

 

Certamente que você deve olhar para a frente, onde novas descobertas descerram horizontes ilimitados, e não para trás.

Tudo afirma o poder da máquina. Dispõem os homens, agora, de invenções, a fim de acompanhar a revolução científica, mas em todo o mundo, à nossa volta, há uma grande escuridão espiritual. Em toda parte, podemos observar a frustração, a dúvida, a aflição e o medo do futuro.

Muitos parecem hoje novos-ricos e novos-pobres na verdade espiritual. A Ciência está iluminando aspectos exteriores da vida, enquanto crises de ansiedade a estão danificando por dentro. O mundo nos parece imenso aprendizado sob a investida de perigosos inimigos da alma.

Que pode ser feito sobre isso? Devemos continuar sentados e aplaudir? Quando nego ajuda ao meu irmão, nego-a a mim mesmo.

Temos de penetrar mais nesse problema, porque estamos imersos nele.

Aqui e ali, devemos desviar-nos do nosso caminho para ajudar o semelhante desencorajado e abandonado.

Depois da morte, no mundo espiritual, compreendemos isso. E você?

Você e eu podemos estar firmes com a verdade, mas nenhum de nós está livre de culpa. Falhamos mais frequentemente do que pensamos. Em outras palavras, caímos facilmente na fraqueza, no egoísmo, na intolerância, na crueldade, ou na impaciência.

Sempre que isso acontece, Espíritos obsessores exercem sua influência sobre você. A insanidade pode eclodir. Então você deve orar, a fim de encontrar um meio prático de libertar-se. Acima de tudo, coopere. Busque o Bem. Você pode ajudar os outros, porque nunca está só.

Sempre que se precisa de ajuda, Deus está por perto. O Espírito inferior deve tornar-se homem verdadeiro, antes de ser anjo. Todos esses chamados demônios são seres humanos. Que possamos abençoá-los e dar-lhes mais amor. (*)

 

(*) Psicografada em inglês, esta mensagem foi traduzida por Hermínio C. Miranda.

 

Do livro Entre irmãos de outras terras, obra psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

 






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domingo, 11 de outubro de 2026

 


Valorizemos cada minuto da vida, porque a fila para a volta
é bem grande

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Um dileto amigo perguntou-nos se existe na literatura espírita alguma informação sobre o tempo médio que um Espírito leva para reencarnar, a partir do momento em que se encerra sua anterior existência.

Segundo sabemos, não existe uma regra precisa quanto à chamada intermissão – o tempo que separa duas encarnações de um mesmo Espírito. Ele pode variar desde poucos meses até milhares de anos, mas jamais será perpétuo. Cedo ou tarde, o Espírito terá que retornar ao plano corpóreo, visto que o processo reencarnatório é indispensável à evolução espiritual.

Deus não apressa a expiação, ensina o Espiritismo. Chegado o momento em que sente a necessidade do retorno, o próprio interessado o propõe, valendo-se dessa faculdade extraordinária que é apanágio dos Espíritos – o livre-arbítrio. Iniciam-se, então, os preparativos para seu retorno, que será geralmente precedido de uma programação, assunto que o Codificador do Espiritismo tratou em O Livro dos Espíritos e na Revista Espírita.

Segundo Hernani Guimarães Andrade, o tempo médio de intermissão, apurado nos casos que foram examinados por ele e por outros cientistas, foi de 250 anos, o que perfaz uma média de quatro encarnações por milênio. Lembremos que 250 anos seria o tempo médio, podendo alguns Espíritos reencarnar em tempo mais curto ou mais longo.

Richard Simonetti reportou-se ao assunto no seu livro Quem tem medo dos Espíritos e cita o mesmo número – 250 anos, que guarda também relação com um cálculo simples, ou seja, a divisão do número total de habitantes do planeta Terra pelo número de nascimentos que se verificam anualmente.

Nesse sentido, no ano de 1964, em mensagem publicada no Anuário Espírita, o autor espiritual André Luiz informou que a população desencarnada da Terra andava perto de 21 bilhões de Espíritos. Como o planeta registrava naquela época cerca de 3 bilhões de pessoas, o número total de Espíritos vinculados ao planeta seria de 24 bilhões, o que indica que a fila para o retorno à carne é realmente muito grande.

Sobre o tema, além do livro de Richard Simonetti acima citado, sugerimos ao leitor que leia o artigo intitulado “Erraticidade”, escrito por Arthur Bernardes de Oliveira, publicado na edição n° 22 da revista O Consolador. Eis o link que permite acessá-lo: https://www.oconsolador.com.br/22/especial.html

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/mediunidade-inconsciente-dois-conceitos.html

 

  




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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

 


Leia as frases abaixo e observe se estão corretas:

1.    Não encontrei-o em lugar algum.

2.    Me deram uma notícia horrível.

3.    Espero que divirta-se com este brinquedo.

4.    Como conheceu-o?

5.    Alguém procurou-a hoje?

Embora usadas com frequência, em todas elas – se observamos os princípios básicos de gramática – existe erro de colocação pronominal.

Eis como devem ser redigidas:

1.    Não o encontrei em lugar algum.

2.    Deram-me uma notícia horrível.

3.    Espero que se divirta com este brinquedo.

4.    Como o conheceu?

5.    Alguém a procurou hoje?

As explicações, de acordo com os estudiosos do idioma, são estas:

1.    As palavras de sentido negativo (não, nunca, jamais...) atraem o pronome oblíquo “o”, determinando que ele fique antes do verbo (próclise).

2.    Não se pode começar oração alguma com os pronomes oblíquos átonos (o, a, lhe, me, nos, se...).

3.    As conjunções subordinativas (que, embora, porque...) atraem o pronome oblíquo e determinam a próclise.

4.    A próclise é obrigatória com palavras interrogativas (como?, qual?, quantos?).

5.    Com pronomes indefinidos (alguém, tudo, cada um...) a próclise é também obrigatória.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/das-frases-abaixo-qual-esta-correta-1.html

  





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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

 



No campo do afeto

 

Emmanuel
(autor espiritual)

“... Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” - Paulo. (Gálatas, 6:7.)


Quase sempre, anelamos trato diverso e melhor, por parte daqueles que nos rodeiam.

Ansiamos pela afeição que nos compreenda os intentos mais íntimos; que se mantenha invariável, sejam quais sejam as circunstâncias; que nos escute sem reclamar, nos momentos mais duros; que nos releve todas as faltas; que não nos exija tributações de carinho; que não nos peça impostos de gratidão; que nos encoraje e sustente nos dias tristes e nos partilhe o contentamento nas horas de céu azul.

Suspiramos pelo entendimento integral e pela amizade perfeita; entretanto, se rogamos afetos marcados por semelhantes valores, é indispensável comecemos a ser para os outros esse amigo ideal.

Se desejamos recolher amor e paciência, nas manifestações do próximo, saibamos distribuí-los com todos aqueles que nos partilham a marcha.

Bondade forma bondade.

Abnegação gera abnegação.

A palavra do apóstolo Paulo é clara e franca nesse sentido: “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”.

 

Do livro Palavras de Vida Eterna, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 





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