domingo, 9 de agosto de 2026

 



O pensamento é nosso cartão de visita

Com ele, representamos junto aos outros, conforme nossos desejos, a harmonia ou a perturbação, a saúde ou a doença, a intolerância ou o entendimento


ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Um leitor escreveu-nos:

 

“Gostaria de saber o que é ‘indução magnética’, tão mencionada por Hermínio C. Miranda em suas obras, como funciona e quais são suas finalidades. Se possível, favor indicar bibliografia sobre o tema, que muito me interessa.”

 

Inicialmente, lembremos que induzir significa instigar, incitar, sugerir, persuadir, mover ou levar alguém a determinado comportamento. Uma pessoa pode, portanto, por diferentes meios, induzir outra a seguir este ou aquele caminho.

No livro Diálogo com as Sombras, Hermínio C. Miranda observa que, nos processos obsessivos, são amplamente utilizados os métodos da hipnose e do magnetismo, conhecidos também no mundo espiritual. 

Segundo ele, tanto os Espíritos esclarecidos quanto os que ainda se encontram presos às próprias paixões podem valer-se de técnicas de indução. Para procedimentos mais simples, basta uma indução superficial; nos mais complexos, utilizam-se recursos sofisticados.

André Luiz, em Mecanismos da Mediunidade, explica que, nos atos mais complexos do Espírito, a sintonia entre hipnotizador e hipnotizado depende da identidade de tendências e opiniões, estabelecendo-se entre ambos profunda afinidade moral.

O mesmo autor chama a atenção para a autossugestão e para o papel dos chamados agentes de indução. Uma conversação, uma leitura, a contemplação de um quadro, uma ideia, um espetáculo artístico, uma visita, um conselho ou uma opinião podem atuar como agentes indutivos. Seus efeitos serão tanto maiores quanto mais intensa for nossa fixação mental em torno deles.

Isso ocorre porque, ao fixarmos a atenção em determinada ideia, entramos em sintonia com aqueles, encarnados ou desencarnados, que pensam de modo semelhante. A afinidade mental, portanto, favorece a influência recíproca.

Em Seara dos Médiuns, no texto intitulado “Cartão de visita”, Emmanuel igualmente destaca a importância do pensamento nos fenômenos de sintonia psíquica. Para ele, o pensamento está na base de todos os fenômenos de sintonia na esfera da alma.

O benfeitor espiritual compara a energia mental à luz de uma vela: assim como a chama pode iluminar tanto o caminho de um santuário quanto a trilha de um pântano, a energia mental pode ser utilizada para o bem ou para o mal. Tudo depende da vontade e da direção que lhe imprimimos.

Emmanuel sintetiza o mecanismo em poucas palavras:

“Desejando, sentes.

Sentindo, pensas.

Pensando, realizas.

Realizando, atrais.

Atraindo, refletes.”

E acrescenta que, ao refletirmos aquilo que pensamos, estendemos nossa própria influência, ampliada pelos fatores de indução do grupo com o qual nos afinamos.

Daí a conclusão que dá título ao texto: o pensamento é nosso cartão de visita. Por meio dele, manifestamos aos outros, conforme nossos desejos e tendências, harmonia ou perturbação, saúde ou doença, intolerância ou entendimento, luz ou sombra.

Para aprofundar o assunto, o leitor obterá outros esclarecimentos consultando, na revista O Consolador, os estudos relacionados às seguintes obras:


Mecanismos da Mediunidade, de André Luiz – cap. IV: http://www.oconsolador.com.br/ano7/350/estudandoaserieandreluiz.html

Desobsessão, de André Luiz – cap. 12: http://www.oconsolador.com.br/ano8/400/estudandoaserieandreluiz.html

Mecanismos da Mediunidade, de André Luiz – cap. XVI:

http://www.oconsolador.com.br/ano8/374/estudandoaserieandreluiz.html

Nas Fronteiras da Loucura, de Manoel Philomeno de Miranda – Análise das Obsessões, pp. 10 e 11: http://www.oconsolador.com.br/ano6/276/estudandomanoelphilomeno.html


Para acessar esses estudos basta clicar nos links correspondentes.

 

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/riqueza-e-pobreza-sao-provas-e.html

 

 

 

 


 

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sábado, 8 de agosto de 2026

 



A Terra não é um resort: é uma escola que nos prepara para o porvir

 

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

O pensamento de que viemos à Terra para passear é um dos grandes equívocos que temos cometido ao longo dos séculos, cujas consequências podem ser devastadoras, fato que muitos só perceberão quando retornarem ao plano de onde viemos para a atual existência.

As inúmeras existências corporais que compõem a vida de um Espírito são como elos de uma corrente e, como tal, são interligadas, o que faz com que o nosso passado tenha influência direta sobre o presente – e este sobre nossas existências seguintes.

O Espírito de Santo Agostinho, que participou ativamente da obra de codificação do Espiritismo, examinou o tema no texto “O mal e o remédio”, publicado no cap. V d’O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, que o leitor pode acessar clicando aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/a-terra-nao-e-um-resort-e-uma-escola.html

O VÍDEO exibido no preâmbulo deste texto apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte apresenta. 

O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

 

 

 




 

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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

 



Um amigo nos pergunta se está correta a expressão “coleta em domicílio”, utilizada por um laboratório que envia seu funcionário à residência das pessoas e ali efetua a coleta de sangue para exame.

Lembremos, primeiramente, o significado da palavra domicílio [do lat. domiciliu]: Casa de residência; habitação fixa. Jur. Lugar onde alguém reside com ânimo de permanecer. Lugar da sede da administração das pessoas jurídicas.

A expressão “coleta em domicílio” está, portanto, corretíssima e não cabe usar, na hipótese citada, esta outra: “coleta a domicílio”, uma vez que a preposição “a” que compõe a expressão subentende a presença de um verbo que indique movimento.

Exemplos:

Levar a domicílio. (Levamos sua encomenda a domicílio.)

Enviar a domicílio. (Enviamos seu pedido a domicílio)

Transportar a domicílio.

Coleta do sangue em domicílio.

Entrega da encomenda em domicílio.

 

*

 

O verbo aterrissar [do fr. atterrisser] significa: Pousar em terra (aeronave); aterrizar, aterrar.  Descer à terra; aterrizar, aterrar. 

A forma aterrizar – escrita com z – está, portanto, correta e é, por sinal, muito usada.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/ha-um-vocabulo-de-grafia-identica-tanto.html

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

 



Em ti próprio

 

Emmanuel
(autor espiritual)

 

Não olvides que a civilização começa no esforço educativo de cada um.

Não podes, em verdade, fazer calar a maledicência, a derramar-se em chuva de lodo, mas podes silenciar a maldade em ti mesmo, abstendo-te de contribuir na extensão da crueldade.

Não te será possível vencer, a sós, a dominação da ignorância, contudo, aqui e ali, podes prestar uma informação valiosa e útil aos que desejam realmente aprender.

Não conseguirás corrigir de maneira total a influenciação da penúria, no entanto podes estender as mãos e dividir com os necessitados o alimento de cada dia.

Não podes, efetivamente, curar todos os enfermos da estrada, mas é possível auxiliar o companheiro doente com a gota de remédio ou com a palavra amiga.

Ninguém por si só retificará esse ou aquele atormento setor do mundo, entretanto ninguém está impedido de algo fazer no cultivo da fraternidade.

Não te impressionem os espetáculos de perturbação e sofrimento ainda reinantes na Terra e nem te confies ao julgamento apressado dos outros.

Faz o bem que puderes.

Lembremo-nos de que o homem e a multidão recolhem indefectivelmente aquilo que semeiam. Recordemos, porém, que em nós mesmos uma nova humanidade e uma nova era indubitavelmente podem começar.

Cogitemos de nossa própria melhoria para que a vida melhore. Reajustemo-nos para que a nossa paisagem social se reajuste.

E, guardando em nós mesmos a vigilância construtiva na preservação da luz e do bem, estejamos convencidos de que o Senhor fará o resto, em favor do mundo, porque toda vitória espiritual para a imortalidade é obra de amor e de educação.

 

Do livro Viajor, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 


 

 

 

 

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

 



Artigos da vida

 

Sebastião Rios

(autor espiritual)


A morte que não buscamos,

Considerada a rigor,

Recorda porteira velha

Dando entrada a um campo em flor.

 

A gratidão verdadeira,

Para exprimir-se a contento,

É promissória assinada

Sem data de vencimento.

 

Corrige os males servindo,

Não te lamentes em vão.

O pranto amolece o peito,

Mas não ergue o coração.

 

Na Terra, quanto mais alto

Mora a pessoa no bem,

Mais alto se mostra a conta

Dos inimigos que tem.

 

Artigo da Lei Divina

Vigente em qualquer lugar:

Quem dá deve receber,

Quem recebe deve dar.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 




 

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