terça-feira, 5 de julho de 2022

 



Começando a apreciar os astros

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

De Londrina-PR

 

Quando o interior está em paz, a vida também está; porém quando o interior se encontra inquieto, desequilibrado, não há nenhum lugar que pareça bom de ficar.  É o coração que precisa estar bem para tudo ter sua razão, para haver felicidade, calma, para haver o sentido da contemplação da vida, do céu, da imensidão divina.

Quando se está em harmonia, há condição de observar o poder da natureza, as luzes e forma dos astros, a beleza dos animais, a vitalidade da água e do ar, de sentir o amor em cada criatura, de compreender o olhar ou perceber, pela voz, como o outro está; a harmonia é a reunião de várias boas energias que o coração foi capaz de abrigá-las e sustentá-las.

Um dos momentos mais venturosos é quando, à noite, se pode olhar para a vastidão celeste e, mesmo sem nenhuma condição ainda de compreendê-la nem sequer imaginar os milhares de mundos existentes, diferentes e distantes, o rosto sorri, pois o espírito, satisfeito, agradece estar, mais uma vez, no cenário reencarnatório da vida, ocasião tão necessária. Naturalmente, o espírito, sem perceber, admira a grandiosidade Divina; o amor de Deus é implícito em cada criatura, o que demora, muitas vezes, é o despertar.

O estado de espírito direcionará os passos e nenhuma dessa criatura se esquivará da sensação interior dos seus atos; não há força maior de consolo ou condenação do que a própria consciência. E tão simples é a forma de se estar em paz, ou seja, num básico estágio é fazer ao próximo o que deseja a si.

Quanto mais se distancia do que anima o espírito e se aproxima do que alimenta os interesses humanos, mais abismo haverá, portanto se o espírito começa a perceber isso, então é chegado o momento em que os olhos começam a enxergar e o coração a sentir a verdade. Somos seres universais eternos e por isso não há paz quando dessa forma não nos comportamos.

É tempo de renovação, pois o que nos aguarda é nada mais nada menos que a imensidão criada por Deus.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 

 

 

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segunda-feira, 4 de julho de 2022

 



Tormentos da Obsessão

 

Manoel Philomeno de Miranda

 

Parte 4

 

Damos prosseguimento ao estudo metódico e sequencial do livro Tormentos da Obsessão, obra de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada em 2001.

Este estudo será publicado neste blog sempre às segundas-feiras.

Eis as questões de hoje:

 

19. Em que circunstâncias se verificou a morte de Ludgério?

Discutindo com outro companheiro embriagado, comparsa habitual das extravagâncias alcoólicas, num dos bares em que se homiziavam, Ludgério foi acometido de grande loucura e, totalmente alucinado, tomou de uma faca exposta no balcão da espelunca, cravando-a, repetidas vezes, no antagonista, mesmo após tê-lo abatido e morto. A cena de sangue, odienta e ultrajante, provocou a ira dos passantes e comensais do repelente recinto que, inspirados pelos perversos e indigitados Espíritos vampirizadores, se atiraram contra o alcoólatra, linchando-o sem qualquer sentimento de humanidade, antes que a polícia pudesse ou quisesse interferir. (Tormentos da Obsessão, cap. 3 – Reminiscências.)

20. Teria falhado a ajuda espiritual em favor de Ludgério?

Esse tinha sido o pensamento do autor desta obra, até que o tempo, o grande consolador, o esclareceu com as luzes soberanas da lógica do Espiritismo. Após a morte física, ainda interessado no caso Ludgério, ele tentou encontrá-lo, sem o conseguir. Soube, por fim, que aquele que lhe fora vítima do homicídio infame era um dos comparsas anteriores, que se desaviera quando da partilha de terras que haviam sido espoliadas de camponeses humildes que lhes sofriam a dominação arbitrária, tornando-se-lhe igualmente adversário. Desde então, unidos pelos crimes, uma ponte de animosidade fora distendida entre eles. Como os adversários espirituais se vinculavam a ambos, encontraram campo vibratório propício para o assassinato de cunho espiritual. (Obra citada, cap. 3 – Reminiscências.)

21. Por que, na visão do Dr. Inácio Ferreira, não temos conseguido avançar quanto seria desejável?

Isso decorre do fato de que, jugulados às ações que não soubemos praticar com a elevação necessária, repetimos comportamentos e, vitimados pela preguiça mental, formamos grupos de repetidores de lições que permanecem inaproveitadas. O egoísmo, esse algoz implacável de cada um de nós, tem sido o adversário declarado do nosso processo de desenvolvimento espiritual. Em face de sua dominação, resvalamos para o orgulho e a presunção, atribuindo-nos valores que estamos longe de possuir. (Obra citada, cap. 4 – Novos descortinos.)

22. Por que há pessoas que desdenham Jesus e seus ensinamentos?

Muitos de nós, incapazes de discernir o que podemos fazer em relação ao que devemos, atribuímo-nos recursos de que não dispomos. Ao invés de nos esforçarmos por viver a lídima fraternidade, nos separamos em grupos que se hostilizam reciprocamente, semeando discórdias e divisionismos ingratos, que se nos transformam em algemas de sombra e de dor. E mesmo quando convidados por Jesus para uma saudável mudança de conduta, as vaidades intelectuais hauridas nas Academias ou fora delas nos assaltam, conduzindo-nos à soberba e fazendo-nos desdenhar o Mestre. Em decorrência dessa perturbadora atitude, derrapamos em lamentáveis situações de angústia e de desajuste, que nos têm mantido distantes do conhecimento profundo do Espírito. É essa postura doentia, gerada pela vaidade e sustentada pelas ilusões do corpo, que nos tem desviado do roteiro que deveríamos seguir, a fim de conquistarmos em definitivo a plenitude na vida eterna. (Obra citada, cap. 4 – Novos descortinos.)

23. De que modo se dá a aprendizagem, tão importante no processo que nos conduzirá à perfeição?

Segundo Dr. Inácio Ferreira, mesmo nas aparentes existências malsucedidas as pessoas adquirem valores que irão contribuir para a sua plena realização, porquanto nada permanece inútil nesse processo ascensional. A aprendizagem é, portanto, conseguida através do erro e do acerto, da percepção do fato e de como realizá-lo, bem como da iluminação, que são verdadeiras metodologias para aprimorar cada aluno na Escola da vida. (Obra citada, cap. 4 – Novos descortinos.)

24. Como se inicia o processo obsessivo?

Ele se inicia de forma sutil e perversa. Salvo os casos de agressão violenta, a obsessão instala-se nos painéis mentais através dos delicados tecidos energéticos do perispírito até alcançar as estruturas neurais, perturbando as sinapses e a harmonia do conjunto encefálico. Ato contínuo, o quimismo neuronial se desarmoniza, dando lugar aos distúrbios da razão e do sentimento. Noutras vezes, a incidência da energia mental do obsessor sobre o paciente invigilante irá alcançar, mediante o sistema nervoso central, alguns órgãos físicos que sofrerão desajustes e perturbações, registrando distonias correspondentes e comportamentos alterados. (Obra citada, cap. 4 – Novos descortinos.)

 

 

Observação:

Para acessar a Parte 3 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2022/06/blog-post_27.html

 

 

 

 

 

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domingo, 3 de julho de 2022

 



Podemos e devemos doar nossos órgãos

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

De Londrina-PR

 

De vez em quando, aparecem nas telas da TV depoimentos de artistas e outras pessoas conhecidas do grande público conclamando o povo a nutrir simpatia pelo ato de doação dos órgãos de seus entes queridos. Tais campanhas são, com efeito, necessárias e bastante úteis, visto que se contam aos milhares os que aguardam a oportunidade de receber um transplante, algo que nada custa à família daquele que deixa este plano em seu retorno ao mundo espiritual.

No meio espírita muitos conhecem a resposta que Chico Xavier deu certa vez a alguém que lhe havia perguntado se os Espíritos consideravam os transplantes uma prática contrária à lei natural. “Não”, disse o saudoso médium. “Eles dizem que, assim como nós aproveitamos uma peça de roupa que não tem utilidade para determinado amigo, e esse amigo, considerando a nossa penúria material, nos cede essa peça de roupa, é muito natural, ao nos desvencilharmos do corpo físico, que venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com segurança e proveito.”

É bom lembrar que, no início, a questão dos transplantes não foi bem assimilada pelos espiritistas em geral. Como Allan Kardec não tratara do assunto em suas obras, as divergências a respeito não foram poucas, e é nisso que avulta a importância do que Chico Xavier disse, complementado por declarações abalizadas como a feita, à época, pelo Dr. Jorge Andréa, que, em seu livro “Psicologia Espírita”, afirmou que não há nenhuma dúvida de que, nas condições atuais da vida em que nos encontramos, os transplantes vieram para ficar e deviam, por isso, ser utilizados. “A conquista da ciência – declarou Dr. Andréa – é força cósmica positiva que não deve ser relegada a posição secundária por pieguismos religiosos.”

Hoje, passados tantos anos, ninguém tem dúvida do valor dos transplantes e dos benefícios que eles trazem, não só ao receptor, mas igualmente ao doador dos órgãos.

Se alguma dúvida houvesse, o caso Wladimir, narrado por Richard Simonetti no livro “Quem tem medo da morte?”, seria suficiente para dissolvê-la. Aos que ainda não leram referida obra, lembramos que o jovem Wladimir, valendo-se da faculdade mediúnica de Chico Xavier, revelou que, mesmo em mortes traumáticas como a que ele teve – um tiro desferido no próprio peito –, a caridade da doação é largamente compensada pelas leis estabelecidas pelo Criador.

A conclusão, por isso, é óbvia: todos podemos e devemos doar os órgãos que nosso corpo não mais utilizará depois de finda a existência corporal. A extração de um órgão não produz reflexos traumatizantes no perispírito do doador. O que lesa o perispírito, que é o nosso corpo espiritual, são as atitudes incorretas perpetradas por nós, e não o que é feito a ele ou ao corpo por outras pessoas. 

Ademais, o doador é, invariavelmente, beneficiado pelas preces e pelas vibrações de gratidão e carinho que partem dos que aqui continuam, especialmente do receptor do órgão transplantado e de seus familiares.

 


 

 

 

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sábado, 2 de julho de 2022

 



A ruína moral do açodar materialista no mundo atual e seu antídoto

 

JORGE LEITE DE OLIVEIRA

jojorgeleite@gmail.com

De Brasília, DF

 

Na Revista Espírita de 1866, número de outubro, somos informados por Allan Kardec sobre a chegada dos tempos. De lá para cá, 156 anos passaram-se, mas o que é isso em relação à eternidade? Para nós, muito tempo; para Deus, um breve instante. Ali, entretanto, o Codificador do Espiritismo já previa que “grandes momentos iriam chegar”, visando à “regeneração da humanidade”.

Não duvide, leitor amigo, caminhamos para o “progresso moral”, embora todos os movimentos contrários dos espíritos rebeldes, que insistem em criar teorias esdrúxulas voltadas ao imediatismo da vida corpórea. Ainda persiste uma maioria de almas na infância espiritual, mas são as próprias leis divinas, eternas e imutáveis, que as corrigirão, pois como é comum dizer-se: “Quem não vai pelo amor, vai pela dor”.

Ao final de seu longo texto, Kardec diz: “O número dos retardatários sem dúvida ainda é grande, mas que podem contra a onda que sobe, senão lançar-lhe algumas pedras?”

Allan Kardec publica, também, na Revista Espírita de agosto de 1868, um excelente texto, que se aplica aos nossos dias, do Sr. Jules Favre, intitulado: O materialismo e o direito, que recomendo ao leitor conferir no periódico citado. Destaco uma de suas frases finais: “Nada dizemos demais ao afirmarmos que o materialismo é destrutivo [...] de toda moral [...]; de todo estado civil, de toda a Sociedade. É preciso recuar com ele além das regiões da barbárie, além da selvageria”. Ao final desse excelente texto, o articulista alerta sobre a tremenda responsabilidade de professor que prega o materialismo, partindo do princípio de inexistência do espírito, por não se poder vê-lo em laboratório. Se não há desconhecimento, há hipocrisia quando se nega o que é conhecido desde quando o ser humano começou a pensar: nossa realidade espiritual, que transcende a matéria.

No mundo atual, temos constatado tristes mudanças de comportamento no ser humano, a nosso ver, mais do que noutros tempos. Quase todas as semanas, somos alertados sobre cuidados que devemos ter para não sermos vítimas de golpes pela internet, telefone, correios etc. Os planos de saúde passaram a exigir comprovação médica por meio de relatório do facultativo que comprove a suspeita de uma doença, o que não havia antes. Bancos, órgãos governamentais e instituições financeiras alertam-nos sobre falsas mensagens, que podem causar prejuízos financeiros aos cidadãos. Ligações telefônicas que imitam vozes de familiares supostamente sequestrados e com ameaças de crimes também são comuns. WhatsApp com fotos de familiar informando ter mudado o número de seu celular e pedindo favores... Concursos, antes confiáveis, são comumente fraudados, tanto na área particular quanto na pública... Isso, além de graves crimes, resulta do materialismo reinante.

Tal não ocorreria assim, entretanto, se não fosse o avanço tecnológico e científico, que tanto podem ser utilizados para o bem quanto para o mal. Se, por um lado, os espíritos perversos, encarnados ou desencarnados, aproveitam-se desses avanços, por outro, a tecnologia e os espíritos bons nos orientam sobre as medidas preventivas que estão ao nosso alcance para evitar os crimes. Um exemplo disso são as câmeras filmadoras que, ao serem instaladas em pontos estratégicos, auxiliam os bons policiais a identificarem e prenderem os criminosos.

Concluo estas reflexões com nosso comentário que se segue à frase de Kardec n’A Gênese, cap. 18, item 34, plenamente apropriada aos nossos dias:

 

Opera-se presentemente um desses movimentos gerais, destinados a realizar a remodelação da humanidade. A multiplicidade das causas de destruição constitui sinal característico dos tempos, visto que elas apressarão a eclosão dos novos germens. São as folhas que caem no outono e às quais sucedem outras folhas cheias de vida, porquanto a humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas várias idades. As folhas mortas da humanidade caem batidas pelas rajadas e pelos golpes de vento, porém, para renascerem mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica.

 

São os primeiros passos da lei de progresso dos “tempos chegados”. Os espíritos cuja evolução intelectual não acompanha o avanço moral sofrerão as consequências de suas atitudes contrárias ao bem, trabalhados pela dor intensa do remorso e consequências negativas do egoísmo para si mesmos. É o que Paulo escreveu aos Gálatas, 6:7,8: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”. Princípio que, inicialmente, aplica-se às consequências provenientes de nossos maus atos. Mas a segunda parte da frase paulina também se aplica aos bons atos.

Em consequência do trabalho da dor nos que não querem seguir a lei do amor, as flores do mal murcharão, mas as do bem florescerão e darão bons frutos.  

 

Acesse o blog: www.jojorgeleite.blogspot.com

 

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 1 de julho de 2022

 



A Vida no Outro Mundo

 

Cairbar Schutel

 

Parte 23

 

Damos sequência ao estudo metódico e sequencial do livro A Vida no Outro Mundo, de autoria de Cairbar Schutel, publicado originalmente em 1932 pela Casa Editora O Clarim, de Matão (SP). 

Cada parte do estudo compõe-se de:

a) questões preliminares;

b) texto para leitura.

As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

Este estudo será publicado neste blog sempre às sextas-feiras.

 

Questões preliminares

 

A. Quem foi Swedenborg?

B. Como Swedenborg descreve o Outro Mundo? 

C. Que destino, segundo Swedenborg, têm as crianças após sua morte corpórea?

 

Texto para leitura

 

294. Infelizmente (ou felizmente) nada havíamos lido sobre Swedenborg. De Swedenborg somente conhecíamos o nome e a fama, como um grande Espírito e um grande médium. E já havíamos concluído esta obra, para entregá-la ao prelo, quando nos veio à mão um grande capítulo sobre Swedenborg e suas visões, seu modo de encarar a Religião, sua filosofia, sua biografia. (A Vida no Outro Mundo – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

295. Lemo-lo com sofreguidão, pois tudo que os grandes homens têm dito e escrito não têm outro fim senão o de nos ilustrar e nos fazer progredir, gerando a luz que nos guia nas vicissitudes da vida. Deliberamos, então, adiar para o dia seguinte a entrega da obra ao prelo, para incluir nela algo do que lemos, principalmente o que se refere ao modo de ver de Swedenborg sobre a vida no Além. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

296. Swedenborg, ou antes, Emmanuel Swedenborg, foi um grande engenheiro de minas e grande autoridade em Metalurgia. Natural da Suécia, onde foi também militar, contribuiu para o sucesso das campanhas de Carlos XII da Suécia. Alta autoridade em Astronomia e em Física, escreveu obras eruditas sobre as marés e a determinação das latitudes. Além disso, tinha profundos conhecimentos de Zoologia e Anatomia. Financista e economista político, elevou-se ainda acima de Adam Smith. Conhecia a Bíblia a fundo; foi um teólogo nato. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

297. Tudo isso, porém, nada é em face de suas faculdades psíquicas. Swedenborg foi o fundador de uma doutrina, baseada toda ela sobre a outra vida, por meio de comunicação com os Espíritos. Ele dizia que este mundo nada mais era que um laboratório de almas, um campo de experimentação em que o material se aperfeiçoa e libera o espiritual. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

298. Desde criança se revelou grande vidente. Suas faculdades psíquicas manifestaram-se em diversos momentos de sua vida. O que, porém, de Swedenborg mais nos interessa para esta obra, são suas revelações sobre a Outra Vida. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

299. Segundo ele, o Outro Mundo consiste em um número de esferas diferentes, que representam certo grau de luminosidade e de felicidade, a cada uma das quais vamos depois da morte, segundo nossas condições espirituais. Ali somos julgados de maneira automática, por uma espécie de lei espiritual, que determina o resultado total da nossa vida, de sorte que a absolvição e o arrependimento no momento da morte nenhum valor têm. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

300. Ele viu, naquelas esferas, a reprodução do que há neste mundo. Viu casas, nas quais viviam famílias, templos, salões de reuniões para fins sociais, palácios etc. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

301. A morte, segundo Swedenborg, não devia ser temida, em face da presença de seres espirituais que ele via assistindo os agonizantes e iniciando-os na nova existência. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

302. Os recém-chegados, diz ele, passavam por um período imediato de repouso, depois do que recobravam os sentidos em poucos dias. Ao morrer, nada perdemos do nosso eu; tornamo-nos até mais perfeitos do que no nosso estado corpóreo. Conservamos nossas faculdades, nosso modo de pensar, nossas crenças, nossos preconceitos. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

303. As crianças são bem recebidas no Outro Mundo, sejam ou não batizadas. Aí elas crescem e são adotadas por mulheres jovens, até que lhes apareçam suas mães verdadeiras. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

304. Não existe castigo eterno. O matrimônio, em forma de união espiritual, constitui uma unidade humana, cada homem com sua mulher. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

305. Swedenborg fala também sobre o trabalho dos artistas, das flores, dos frutos, dos bordados, da Arte, da Música, da Literatura, das Ciências, das escolas, dos museus, dos colégios, das livrarias que existem no Outro Mundo. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

306. Os que, velhos, enfermos, decrépitos, deformados, abandonam este mundo, renovam, na Outra Vida, a sua juventude e recobram gradualmente o pleno vigor. Os casados continuam juntos, se seus sentimentos mútuos permanecerem inalterados. Caso contrário, o matrimônio fica sem efeito. Os amantes que se adoram não ficam separados pela morte, o Espírito do falecido permanece unido ao do sobrevivente, até que ambos se reúnam na Outra Vida. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

307. A doutrina de Swedenborg é, como vemos, Espiritismo puro, e é por isso que ele é considerado um precursor da Nova Revelação, porque nos permitiu ter informações sobre o Mundo dos Espíritos numa época bem anterior à eclosão das manifestações dos Espíritos neste mundo. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

 

Respostas às questões preliminares

 

A. Quem foi Swedenborg?

Emmanuel Swedenborg foi engenheiro de minas e grande autoridade em Metalurgia. Natural da Suécia, onde foi também militar e autoridade em Astronomia e em Física. Autor de obras eruditas sobre as marés e a determinação das latitudes, tinha profundos conhecimentos de Zoologia, Anatomia, finanças públicas e economia política. Conhecia a Bíblia a fundo e foi um teólogo nato. Dotado de preciosas faculdades psíquicas, foi ele fundador de uma doutrina baseada sobre a chamada outra vida, por meio de comunicação com os Espíritos. Swedenborg dizia que este mundo nada mais é que um laboratório de almas, um campo de experimentação em que o material se aperfeiçoa e libera o espiritual. (A Vida no Outro Mundo – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

B. Como Swedenborg descreve o Outro Mundo? 

Segundo ele disse, o Outro Mundo consiste em um número de esferas diferentes, que representam certo grau de luminosidade e de felicidade, a cada uma das quais vamos depois da morte, segundo nossas condições espirituais. Ali somos julgados de maneira automática, por uma espécie de lei espiritual, que determina o resultado total da nossa vida, de sorte que a absolvição e o arrependimento no momento da morte nenhum valor têm. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

C. Que destino, segundo Swedenborg, têm as crianças após sua morte corpórea?

As crianças são bem recebidas no Outro Mundo, sejam ou não batizadas. Aí elas crescem e são adotadas por mulheres jovens, até que lhes apareçam suas mães verdadeiras. (Obra citada – Cap. XXI – As revelações de Swedenborg.)

 

 

Observação:

Para acessar a Parte 22 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2022/06/blog-post_24.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 30 de junho de 2022

 



CINCO-MARIAS

 

Amor inteligente

 

EUGÊNIA PICKINA

eugeniapickina@gmail.com


A educação pelo medo deforma a alma
. Henrique M. Coelho Neto

 

Um lindo bebê no colo de sua mãe, o pai contente com sua filhinha pela mão. Essas cenas que se repetem pelos diversos lugares do vasto mundo nos fazem refletir a necessidade da educação.  Questão que se abre e desvenda promessas, esperanças: que é educar?

Rousseau, filósofo e educador suíço, argumenta que educar se mescla com a própria vida, à medida que desde o nascimento cada um de nós inicia um processo constante de aprendizagem, que nos levará à humanização.

É por meio da educação que a criança ingressa de forma gradativa no mundo, na sociedade. Por outro lado, ainda que nossa vida seja demasiadamente breve para apreender-lhe o sentido, é principalmente por meio da educação que o indivíduo tem acesso a recursos e ensaios que o ajudarão a melhorar-se e, com isso, dominar virtudes e talentos colhidos no mais íntimo de si mesmo.

A criança está disponível à educação no ambiente doméstico. Ela deve ser vista como um sujeito que está aprendendo o mundo, que precisa, por isso, temporariamente, de um adulto para orientá-la. Por sua vez, o adulto que tem o dever de orientar a criança necessita, na hora de educar, apoiar-se em um amor inteligente, sem esquecer que na convivência familiar o respeito mútuo é essencial.

O pai ou a mãe que move a orientação infantil com base no amor inteligente, naturalmente responsável, sabe negar ao filho ou a filha o que necessita ser negado, pois o “amor” que deseduca, que estrutura maus hábitos, péssimos condicionamentos, é irresponsável, desvelando, na realidade, adultos imaturos, levianos, mal informados.

Toda criança, especialmente no primeiro setênio, urge ser educada para a autodisciplina, responsabilidade, cooperação, isto é, respeito por si mesma, respeito às regras, respeito aos outros. O resultado de tudo isso será uma criança, em casa, na escola, mais segura, mais tranquila, mais empática e, no futuro, um adulto que não temerá dialogar, expressar emoções ou pontos de vista, apresentando-se mais resiliente e preparado para solucionar seus problemas e assumir sua trajetória com mais coragem, alegria e confiança.

 

Notinhas

 

Amor inteligente reivindica o respeito no processo da educação da criança. Logo, no dia a dia, não cabem autoritarismo, agressão física ou qualquer atitude que gere crueldade (física ou psíquica). De outro lado, esse amor inteligente é capaz de dizer “sim, sim” e “não, não”, recusando o adulto ser refém da vontade (imatura) da criança – assim, por exemplo, é um ato leviano pôr coca-cola na mamadeira da criança (aliás totalmente descabido refrigerante na infância) ou o uso de celular na infância...

Respeito, derivado do latim “respectus”, de re (de novo) e specere (olhar), traduz a necessidade de um segundo olhar e, em consequência, a evitação de julgamentos e ações precipitadas. A presença do respeito no cotidiano da criança estrutura nela, de modo progressivo, empatia, compaixão, cooperação e responsabilidade – componentes fundamentais a uma convivência ética, criativa e pacífica.

 

*

Esta seção, cuja estreia neste blog ocorreu no dia 6 de janeiro deste ano, traz sempre textos dedicados à infância, seus cuidados, sua educação. O título – Cinco-marias – é uma alusão a um conhecido brinquedo que integra um conjunto de brincadeiras e atividades lúdicas conceituadas como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Eugênia Pickina é educadora ambiental e terapeuta floral e membro da Asociación Terapia Floral Integrativa (ATFI), situada em Madri, Espanha. Escritora, tem livros infantis publicados pelo Instituto Plantarum, colaborando com o despertar da consciência ambiental junto ao Jardim Botânico Plantarum (Nova Odessa-SP).

Especialista em Filosofia (UEL-PR) e mestre em Direito Político e Econômico (Mackenzie-SP), está concluindo em São Paulo a formação em Psicanálise.

Ministra cursos e palestras sobre educação ambiental em empresas e escolas no estado de São Paulo e no Paraná, onde vive.

Seu contato no Instagram é @eugeniapickina

 

 

 

 

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quarta-feira, 29 de junho de 2022

 



Revista Espírita de 1860

 

Allan Kardec

 

Parte 3

 

Damos sequência ao estudo metódico e sequencial da Revista Espírita do ano de 1860, periódico editado e dirigido por Allan Kardec. O estudo é baseado na tradução feita por Júlio Abreu Filho publicada pela EDICEL.

A coleção do ano de 1860 pertence a uma série iniciada em janeiro de 1858 por Allan Kardec, que a dirigiu até 31 de março de 1869, quando desencarnou.

Cada parte do estudo, que é apresentado sempre às quartas-feiras, compõe-se de:

a) questões preliminares;

b) texto para leitura.

As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

 

Questões preliminares

 

A. Existem os gênios das flores?

B. É possível a um Espírito inferior usurpar o nome de um Espírito superior?

C. Como se formou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas?

D. Como proceder ante as teorias científicas propostas pelos Espíritos?

 

Texto para leitura

 

54. Vendo a seu lado o Espírito do dr. Vignal, Cauvière distinguia-o entre os vivos por seu envoltório, menos transparente que o dele. (P. 91)

55. Kardec evocou a senhorita Indermuhle, surda-muda de nascença, de origem alemã e residente em Berna (Suíça), a qual lhe respondeu em francês. Sua explicação: "O pensamento não tem língua: eu o comunico ao guia do médium, que o traduz para a língua que lhe é familiar". (P. 94)

56. Kardec informa que os Espíritos sérios não gostam de repetir, porque nossa linguagem para eles é tão lenta que evitam tudo quanto lhes parece inútil. Já os levianos, os obsessores e os zombadores são prolixos. (P. 95)

57. A Revista Espírita transcreve uma mensagem de Hettani, que se chamou gênio das flores. São Luís retifica-a em vários pontos: o Espírito não preside, de maneira particular, à formação das flores. O Espírito elementar, antes de passar à série animal, dirige sua ação fluídica para a criação vegetal, mas ainda não se encarnou, e age sob a direção de outras inteligências. (P. 99)

58. Nenhum pensamento, nenhum instinto tem o Espírito que dá vida às plantas e às flores – eis o que disse São Luís a Kardec. (P. 99)

59. Diz o Espírito de Staël: "Se Deus pôs nos nossos corações essa necessidade tão grande de felicidade, é que ela deve existir alhures. Sim, confiai n'Ele, mas sabei que tudo quanto Deus promete deve ser divino como Ele, e que a felicidade que buscais não pode ser material”. (P. 100)

60. Kardec anuncia o lançamento da 2ª edição d'O Livro dos Espíritos, ocorrida em março de 1860, inteiramente refundida e consideravelmente aumentada. (P. 100)

61. Como pode um Espírito inferior usurpar o nome de um Espírito superior? A esta questão Kardec responde que Deus pode permitir que isso ocorra para experimentar a nossa paciência, a nossa fé e a nossa firmeza em resistir à tentação e exercitar nossa perspicácia em distingui-los. (P. 105)

62. Não formamos uma seita, nem uma corporação, diz Kardec. As raízes do Espiritismo não estão em nossa sociedade, mas no mundo inteiro. Existe algo mais poderoso que todas as sociedades: é a doutrina que vai ao coração e à razão dos que a compreendem e, sobretudo, dos que a praticam. (P. 107)

63. Kardec conta como se formou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas: “Eu recebia em minha casa um pequeno número de pessoas; acharam que o grupo cresceu; que era preciso um local maior. Para tê-lo, teríamos que pagar, em cotização. Disseram mais: é preciso ordem nas sessões; não é possível admitir o primeiro que chegar; é necessário um regulamento. Eis toda a história da Sociedade”. (P. 107)

64. A forma mais ou menos imponente da linguagem não é importante, porque os impostores podem adotá-la. Partimos então – diz Kardec – do princípio de que os bons Espíritos não aconselham senão o bem, a união, a concórdia e que sua linguagem é sempre simples, modesta, penetrada de benevolência, isenta de acrimônia, de arrogância e de fatuidade, numa palavra, tudo neles respira a mais pura caridade. Eis o critério real para julgá-los. (P. 109)

65. Jobard disserta sobre a teoria da incrustação planetária, que explica por que há na Terra amarelos, negros, brancos e vermelhos. (P. 111)

66. Kardec diz que tal teoria já foi dada por vários Espíritos, mas confessa não ser adepto dela. (N.R.: Emmanuel também discorda esse pensamento.) (P. 112)

67. O Codificador diz que Deus quer que adquiramos a Ciência pelo trabalho, e não encarregou os Espíritos de trazê-la pronta. (P. 112)

68. Os Espíritos têm duas maneiras de instruir os homens: comunicando-se diretamente ou encarnando-se para o desempenho de certas missões. (P. 113)

69. Desde que não haja chegado o tempo para disseminar certas ideias, será em vão que interrogaremos sobre o assunto os Espíritos. (P. 113)

70. Separar o verdadeiro do falso, descobrir a trapaça nas mensagens espíritas, eis uma das maiores dificuldades da ciência espírita. (P. 114)

71. Kardec diz que a teoria da formação da Terra por incrustação não é a única que foi dada pelos Espíritos. Em qual acreditar? Isto prova que, fora da moral, não devem ser aceitas teorias científicas dos Espíritos. (P. 114)

72. É preciso examiná-las racionalmente. Foi assim que se procedeu com a doutrina da reencarnação, adotada não porque emanada dos Espíritos, mas porque era a única que podia resolver todas as dúvidas. (P. 115)

73. Segundo a teoria da incrustação, a Terra seria muito antiga por suas partes e muito nova por sua aglomeração. (P. 116)

74. A Revista Espírita publica carta do dr. Morhéry a respeito da senhorita Désirée Godu, médium curadora, que passou a residir na casa dele e a trabalhar com ele junto a seus doentes. (PP. 117 e 118)

75. O dr. Morhéry prometeu relatar suas observações sobre as curas obtidas pela médium e nota-se, por sua missiva, que ele era adepto de uma prática médica diferente da Medicina orgânica de então, escrava da farmacologia mineral, de que tanto e tanto se abusou. (P. 119)

76. "Quanta saúde devastada pelo uso de substâncias minerais que, em caso de choque, aumentam o mal e, no da melhora, muitas vezes deixam traços em nosso organismo!", lamentou o dr. Morhéry. (PP. 119 e 120)

77. Dr. Morhéry relata várias curas obtidas pela srta. Godu, entre elas a de Pierre Le Boudec, surdo há 18 anos, o qual, após três dias de tratamento, pôde ouvir, maravilhado, o canto dos pássaros. (P. 120)

78. Quando escreveu, a médium cuidava do Sr. Bigot, há dois anos e meio atingido por um câncer no lábio inferior, que já chegara ao último estágio. Suas dores eram atrozes; Bigot não dormia há seis meses; mas desde o primeiro curativo experimentava alívio, dormia bem e se alimentava, havendo-lhe voltado a confiança, ao passo que a chaga mudara de aspecto. (PP. 120 e 121)

 

Respostas às questões propostas

 

A. Existem os gênios das flores?

Não. São Luís diz que o Espírito não preside, de maneira particular, à formação das flores. O Espírito elementar, antes de passar à série animal, dirige sua ação fluídica para a criação vegetal, mas ainda não se encarnou, e age sob a direção de outras inteligências. (Revista Espírita de 1860, p. 99.)

B. É possível a um Espírito inferior usurpar o nome de um Espírito superior?

Sim. Deus pode permitir que isso ocorra para experimentar a nossa paciência, a nossa fé e a nossa firmeza em resistir à tentação e exercitar nossa perspicácia em distingui-los. É por isso que o exame cuidadoso de todas as comunicações espíritas é indispensável. (Obra citada, p. 105.)

C. Como se formou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas?

Ela surgiu de uma forma não planejada. Kardec recebia em sua casa um pequeno número de pessoas. Acharam que o grupo cresceu; que era preciso um local maior e que, para tê-lo, seria preciso pagar, em cotização. Disseram mais: que era preciso ordem nas sessões, que não era possível admitir o primeiro que chegasse e se fazia necessário um regulamento. Eis aí a história da Sociedade, segundo palavras do próprio Codificador. (Obra citada, p. 107.)

D. Como proceder ante as teorias científicas propostas pelos Espíritos?

O Codificador foi bastante claro quanto a essa questão: fora da moral, não devem ser aceitas teorias científicas dos Espíritos. É preciso examiná-las racionalmente. Foi assim que se procedeu com a doutrina da reencarnação, adotada não porque emanada dos Espíritos, mas porque era a única que podia resolver todas as dúvidas. (Obra citada, pp. 114 e 115.)

 

 

Observação:

Para acessar a 2ª parte deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2022/06/blog-post_22.html

 

 

 

 

 

 

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