sexta-feira, 24 de abril de 2026

 



Quando o Pinheiros conquistou em Santos seu oitavo título consecutivo de campeão do Troféu Maria Lenk, a manchete da Gazeta do Povo estampou: “Pinheiros é octocampeão”.

Ao leitor surgiu, então, a dúvida: octocampeão ou octacampeão?

Convenhamos que a dúvida procede, porque dizemos tetracampeão, pentacampeão, hexacampeão, heptacampeão e octaedro é o nome que se dá ao poliedro de oito faces. Octaedro origina-se do grego oktáedros, pelo latim octaedros.

A manchete do jornal estava, porém, corretíssima, embora seja também correto o uso do vocábulo octacampeão.

Pinheiros era, assim, octocampeão, um vocábulo que designa o indivíduo ou clube que é campeão oito vezes, e seu feminino é octocampeã.

 

*

 

Qual é o correto: cisto ou quisto?

Ambas as palavras existem e podem ser aplicadas quando nos referimos a um tumor formado por cavidade fechada e que contém matéria líquida ou semissólida.

A palavra quisto tem, contudo, um outro significado, embora de pouco uso: querido, amado.

Desse vocábulo é que surgiram os adjetivos benquisto e malquisto.

Quando dizemos: “Chico Xavier era benquisto em todos os lugares”, estamos afirmando que Chico era querido, era amado em todos os lugares.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/04/qual-e-o-complemento-correto-do-verbo.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

20

 

Hábito

 

O hábito é uma esteira de reflexos mentais acumulados, operando constante indução à rotina.

Herdeiros de milênios, gastos na recapitulação de muitas experiências análogas entre si, vivemos, até agora, quase que à maneira de embarcações ao gosto da correnteza, no rio de hábitos aos quais nos ajustamos sem resistência.

Com naturais exceções, todos adquirimos o costume de consumir os pensamentos alheios pela reflexão automática, e, em razão disto, exageramos as nossas necessidades, apartando-nos da simplicidade com que nos seria fácil erguer uma vida melhor, e formamos em torno delas todo um sistema defensivo à base de crueldade, com o qual ferimos o próximo, dilacerando consequentemente a nós mesmos.

Estruturamos, assim, complicado mecanismo de cautela e desconfiança, para além da justa preservação, retendo, apaixonadamente, o instinto da posse e, com o instinto da posse, criamos os reflexos do egoísmo e do orgulho, da vaidade e do medo, com que tentamos inutilmente fugir às Leis Divinas, caminhando, na maioria das circunstâncias, como operários distraídos e infiéis que desertassem da máquina preciosa em que devem servir gloriosamente, para cair, sufocados ou inquietos, nas engrenagens que lhes são próprias.

Nesse círculo vicioso, vive a criatura humana, de modo geral, sob o domínio da ignorância acalentada, procurando enganar-se depois do berço, para desenganar-se depois do túmulo, aprisionada no binômio ilusão-desilusão, com que despende longos séculos, começando e recomeçando a senda em que lhe cabe avançar.

Não será lícito, porém, de modo algum, desprezar a rotina construtiva. É por ela que o ser se levanta no seio do espaço e do tempo, conquistando os recursos que lhe enobrecem a vida.

A evolução, contudo, impõe a instituição de novos costumes, a fim de que nos desvencilhemos das fórmulas inferiores, em marcha para ciclos mais altos de existência.

É por esse motivo que vemos no Cristo — divino marco da renovação humana — todo um programa de transformações viscerais do espírito.  Sem violência de qualquer natureza, altera os padrões da moda moral em que a Terra vivia há numerosos milênios. Contra o uso da condenação metódica, oferece a prática do perdão. À tradição de raça opõe o fundamento da fraternidade legítima. No abandono à tristeza e ao desânimo, nas horas difíceis, traz a noção das bem-aventuranças eternas para os aflitos que sabem esperar e para os justos que sabem sofrer.

Toda a passagem do Senhor, entre os homens, desde a Manjedoura, que estabelece o hábito da simplicidade, até a Cruz afrontosa que cria o hábito da serenidade e da paciência, com a certeza da ressurreição para a vida eterna, o apostolado de Jesus é resplendente conjunto de reflexos do caminho celestial para a redenção do caminho humano.

Até agora, no mundo, a nossa justiça cheira a vingança e o nosso amor sabe a egoísmo, pelo reflexo condicionado de nossas atitudes irrefletidas nos milênios que nos precedem o “hoje”. Não podemos desconhecer, todavia, que somente adotando a bondade e o entendimento, com a obrigação de educar-nos e com o dever de servir, como hábitos automáticos nos alicerces de cada dia, colaborando para a segurança e felicidade de todos, ainda mesmo à custa de nosso sacrifício, é que refletiremos em nós a verdadeira felicidade, por estarmos nutrindo o verdadeiro bem.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

 


 Trovas de amor imortal

 

Lívio Barreto

(autor espiritual)

 

 

 Duas certezas na Terra,

Nas lutas de qualquer nível:

A vida – navegação.

A morte – porto infalível.

 

Por mais sábio ou mais profundo

Que se articule um conceito,

Não há conceito no mundo

Que defina o amor perfeito.

 

Amor que nunca se olvida

Guarda sempre a mesma sorte:

Ligação de vida em vida,

Saudade de morte em morte.

 

 Morri... Deixei-te...Casaste...

E nosso amor não tem fim...

És rosa fora da haste,

Mas rosa do meu jardim.

 

 Amor... Amor que eu conheço

Pode ser obsessão,

Mas persiste a qualquer preço,

Nunca sai do coração.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 


 

 

 

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terça-feira, 21 de abril de 2026

 



Agora: presente

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

E continuamos com as preocupações com o futuro e as inesquecíveis múltiplas lembranças do passado. E quanto ao presente, desperdiçamos tudo o que há de real. Deixamos ir o que, de fato, podemos viver, sentir, contemplar, consertar, conhecer, renovar, amar, doar, retribuir, experienciar, amparar… para principalmente nos amedrontarmos (futuro) e arrependermos (passado). E, assim, a vida, constante, segue.

O momento sublime que une o que não se muda mais com o que ainda não existe é a ponte abençoada chamada presente. E, incrivelmente, este é o tempo e o lugar reais, é quando estamos despertos para crescer e para ser a nossa melhor versão, o nosso eu verdadeiro. E este tempo é tão perfeito, que ele não precisa mais morrer para renascer, naturalmente, ele é o tudo e o nada, é a vida ininterrupta e efêmera com a luz da eternidade.

As preocupações com o futuro nos minam a energia que deveria ser utilizada para as realizações que ditarão o andamento do porvir. O futuro será custoso se o presente não foi vivido com mais coerência, responsabilidade, boa direção, bondade, amor. Vivemos hoje de acordo com o passado que, também, no tempo adequado foi o presente, ou seja, a nossa percepção desperta sempre nos direcionará.

Então, hoje, o que devemos fazer? Quais os nossos valores, pensamentos, sentimentos? Com a experiência passada, podemos (re)agir com mais sabedoria, com mais luz para os passos rumo ao dia que se tornará um presente. Se a preocupação e a valorização devem ser para o agora, quanto espaço liberamos para amar mais, apreciar e aprender.

À medida que introspectamos essa ideia, assim nos devolvemos às grandes e sinceras vivências; começamos a olhar mais para o céu, os campos e os rios; a sentir sinceramente o amor e a bondade de Deus, o amparo dos bons espíritos; a perceber a beleza incondicional e incomparável da natureza; começamos a observar mais os olhos alheios em vez do status social. Iniciamos, dessa forma, a nossa reconexão com o Universo, com o que significa verdadeiramente para o espírito, a reconexão com o nosso tríplice corpo que, na ausência do presente, o espírito se distancia e se perde.

Lembramo-nos de que não somos daqui, apenas estamos mais uma vez, e voltaremos para o nosso lar, com a intenção principal de nossa bem singela melhoria (assim seja!). Quando estamos despertos passamos a sentir a nossa essência; e se há muitas faltas a serem resgatadas, que sejamos o nosso iluminado presente, saldando um pouquinho as dívidas pretéritas, e preparando, com mais atenção, o andamento futuro.

E as conquistas serão valorizadas e toda a alegria será vivida. Quanto às difíceis ocorrências do presente, estaremos mais tranquilos, pois tudo passa, o bem e o mal, a noite e o dia, o desafio e os belos acontecimentos. E o momento presente continuará como o mais decisivo e mais uníssono momento da vida.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 


 

 

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segunda-feira, 20 de abril de 2026

 



Amparo recíproco

 

Meimei (autor espiritual)

 

Reforma íntima: duas palavras que enfeixam numerosos apelos à sublimação espiritual.

Não te enganes, porém.

Em nos referindo a esse imperativo da vida, coloquemo-nos todos na órbita de semelhante necessidade.

Não te julgues intangível.

Se ainda não sofreste o assédio dessa ou daquela tentação, é possível que o teu dia de luta, nesse sentido, aparecerá mais depressa do que pensas.

Esse amigo conquistou a honestidade, mas ainda não se livrou da sovinice.

Aquela irmã atingiu louvável equilíbrio sentimental, no entanto ainda carrega consigo grande peso de orgulho.

Outro amigo é um modelo de generosidade, contudo não perdoa a mínima ofensa.

Determinada companheira é um retrato da dedicação, em família, mas converte-se facilmente em franca representação do egoísmo, em se tratando do interesse dos outros.

Esse irmão alcançou alto grau de cultura, entretanto não se contém perante certas tentações de caráter afetivo.

Encontramos outro que brilha na condição de autêntico herói do trabalho, no entanto ainda não sabe afastar-se do propósito de empalmar os bens alheios, desde que encontre facilidade para isso.

Reportamo-nos ao assunto, a fim de anotar que, na Terra, somos todos necessitados da compaixão recíproca.

Analisemos os pontos frágeis da cidadela em que se nos oculta a personalidade e auxiliemo-nos uns aos outros.

Jesus nos dedicou um só mandamento:

— “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

E atrevemo-nos a crer que o Divino Mestre nos terá dito nas entrelinhas:

— “Perdoai-vos uns aos outros como eu vos perdoei.”

 

 Do livro Sentinelas da alma, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 




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