sábado, 18 de julho de 2026

 



O exorcismo ao longo da história e na visão espírita


ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO


O termo exorcismo (do grego exorkismós, pelo latim exorcismu) designa o ritual executado por uma pessoa devidamente autorizada para expulsar Espíritos malignos (ou demônios) de outra pessoa que se encontre num estado considerado de possessão demoníaca. 

Nas culturas egípcia, babilônica, assíria e judaica, atribuíam-se certas doenças e calamidades naturais à ação dos demônios. Para afastá-los, recorria-se a algum esconjuro ou exorcismo.

Como vemos, o exorcismo clássico parte do pressuposto de que  existem demônios e como tal precisam ser expulsos, diferentemente do que os fatos espíritas vieram demonstrar, como é explicitado em um artigo de Thiago Bernardes publicado na edição 16 da revista O Consolador, intitulado “O exorcismo ao longo da história e na visão espírita”, que o leitor pode baixar clicando em  https://www.oconsolador.com.br/16/especial.html

O VÍDEO que exibimos no preâmbulo deste texto apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte nos apresenta. O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

 

 

 

 



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sexta-feira, 17 de julho de 2026

 



É comum no meio espírita o uso da palavra desencarne como substantivo, em lugar da palavra desencarnação.

 Trata-se, porém, de um erro que deve ser evitado.

O ato ou efeito de desencarnar, deixar a carne, passar para o mundo espiritual é definido, em nosso idioma, pelo vocábulo desencarnação. Não existe, seja no dicionário Aurélio, seja no Caldas Aulete, o substantivo desencarne.


*


Frade e frei são vocábulos sinônimos, mas não podemos usá-los de qualquer modo, indiferentemente. Se depois do vocábulo vier um nome, usaremos frei. Isolado, usaremos frade.

Exemplos:

Frei Nereu morreu ontem; foi ele um frade admirável.

Frei Ambrósio chegou.

Frei Bento é, dentre os frades de São Paulo, o mais antigo.

Frei Boaventura insistia em negar a reencarnação, mas nem todos os frades pensam como ele.

Devemos essa obra aos frades de nossa cidade.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/os-vocabulos-fronteira-divisa-e-limite.html

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

 



Ligações familiares

 

Emmanuel
(autor espiritual)

 

Quanto possível, esforça-te – mas esforça-te de verdade – para viver em harmonia com os parentes que te pareçam menos afinados com os teus pontos de vista.

No Plano Físico, não nos achamos vinculados com alguém, nos laços da consanguinidade, sem justa razão de ser.

Aqueles que alimentam ódio e aversão, quando desejosos de melhoria, são induzidos por Benfeitores da Vida Sublimada a se reencarnarem juntos, a fim de apagarem as labaredas de discórdia que lhes atormentam a vida íntima, através de provações atravessáveis em comum.

Se os propósitos desse ou daquele familiar te parecem claramente opostos aos ideais superiores que abraças, abençoa-o com os teus melhores pensamentos e não lhe barres os passos no caminho das experiências que se lhe fazem precisas.

Não desprezes teus pais ou teus filhos por serem desorientados ou doentes, porque talvez tenhas sido, em existências já transcorridas, a causa direta ou indireta dos desequilíbrios ou enfermidades que patenteiam.

Em muitas ocasiões, terás renascido em consanguinidade com parentes rudes e, às vezes, cruéis, unicamente por amor a eles, de modo a auxiliá-los na transformação necessária, com as tuas demonstrações de tolerância e paciência, devotamento e humildade.

Se depois de sacrifícios inumeráveis em favor de parentes determinados – e isso acontece frequentemente entre pais e filhos – notas, no íntimo, que a tua consciência se reconhece plenamente quitada para com eles, sem que esses mesmos familiares, após longo tempo de convivência, demonstrem o mínimo sinal de renovação para o bem, deixa que sigam a estrada que melhor se lhes adapte ao modo de ser, porque as Leis da Vida não te obrigam a morrer, pouco a pouco, a pretexto de auxiliar aos que te recusam o amor.

Uma criança terna e inesquecível que retorna ao Mais Além, nos primeiros tempos da infância, quase sempre é um coração profundamente dedicado ao teu progresso espiritual que apenas regressou ao teu convívio doméstico, a fim de acordar-te, para as realidades da alma, através da saudade e da afeição.

Se não tens a devida força para carregar os compromissos que assumes diante de uma pessoa, com quem partilhaste as alegrias do sentimento, nunca abandones a criança ou as crianças que houverem nascido de semelhante união. 

Educa ou reeduca os pequeninos, sob a tua responsabilidade, enquanto na infância tenra, facilmente amoldável aos teus princípios de natureza superior, mas, diante dos familiares erguidos à condição de adultos, respeita-lhes a liberdade de caminhar no mundo, conforme as suas próprias escolhas, porque nem todos conseguem trilhar o mesmo caminho para a união com Deus.

 

 Do livro Calma, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

 



Cantigas do coração

 

Ormando Candelária
(autor espiritual)


Por mais aflito e cansado,

Não lamentes, coração!...

Todo pranto de amargura

É fonte de redenção.

 

Quem ama com sacrifício

Alcança a luz de apogeus...

Amor que sustenta a via -

Alento do próprio Deus.

 

Ante a morte, ante os adeuses,

Ante os espinhos à frente,

Coração, chora de leve!...

Quem partiu está presente.

 

Sofre muito quem bem ama...

E não existe outro jeito.

Sem amor, o coração

Seria pedra no peito.

 

Suporta as mágoas do mundo,

Não te lastimes em vão!...

O céu refulge mais lindo

Nas horas da escuridão.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 14 de julho de 2026

 



Sentimento de lar para o espírito

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Toda vez que nos sentimos enfraquecidos, impotentes, desfavorecidos, desanimados, desamparados, desprovidos, infelizes, sufocados, limitados, não é por sermos os escolhidos para sofrer, simplesmente nos sentimos assim porque nos afastamos da fonte única e verdadeira da vida: Deus. Não sofremos porque assim é, mas porque, à medida que nos distanciamos da fonte da verdadeira vida nos aproximamos de tudo o que é o seu contrário, infelicidade, vazio, desespero, desesperança e de todas as mazelas tão conhecidas do ser humano. E saber que Deus é Onipotente e Onipresente, pois bem, então, percebemos como nos distanciamos assustadoramente.

No entanto a Bondade infinita e consoladora, amorosa e piedosa sempre nos cuida e ama, pois de todo amparo vivenciado, se observarmos, méritos ainda não temos para tanto, porém, assim mesmo, recebemos a direção ao longo da vida. Tantas vezes reincidimos em débitos idênticos, entretanto novas ocasiões de melhoria ressurgem sempre. E desanimamos com facilidade espantosa; e Deus nos envia socorros de formas abençoadas.

E no tempo em que recordamos conscientemente que somos espíritos, ainda assim no campo material, e passamos a nos comportar como eternos seres e com a grandeza a nós concedida pelo Pai, tudo o que tanto nos apavora, enfraquece, esgota e limita se dissipará e a luz iluminará o que tanto já foi escuridão nos nossos dias. As dificuldades (assim vistas por nós) não deixarão de existir, já que são os degraus de nosso progresso, mas a maneira como as passaremos será muito mais compreensiva e, naturalmente, sem o apavorado sofrimento com que as vivenciamos agora.

E quando ouvimos ou lembramos as palavras do Mestre Jesus, O meu Reino não é deste mundo, e se continuamos a viver com a penúria criada na materialidade, de fato, não teremos um segundo de paz, visto que mais caos ainda predomina no Planeta e somos bastante influenciáveis por energias inferiores. No entanto se avivamos em nós a veracidade de que Deus é de natureza espiritual e divina, completo na verdade e no amor, então, começaremos a sentir um breve e pequenino sentimento feliz, início da felicidade maior preparada para nós.

A completude será acessada quando, ao longo de nossa vivência, houver a certeza, a assimilação e o comportamento de que somos espíritos e estamos, por tempo bastante definido, encarnados, e que a lei divina é a que realmente sempre regeu e regerá a vida como o seu todo. Então, as sombras do mundo terreno não mais assolarão a nossa vida, pois a nossa fé será restaurada e contínua, e o nosso coração sentirá o bem-estar de que tanto o Mestre nos lembra. Esta existência, bênção divina, deve ser mais um presente para o progresso em nossa evolução, e não um martírio de dor e infelicidade.

E quando nos sentirmos ainda pequeninos, elevemos o nosso coração ao Alto, e tudo mais nos será acrescentado.

 

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 



 

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