sexta-feira, 26 de junho de 2026

 




Assinale qual é o modo correto de falar:

– Maria simpatizou-se com a vizinha

– Maria simpatizou com a vizinha.

– Logo que os vi, simpatizei com meus colegas

– Logo que os vi, simpatizei-me com meus colegas.

Simpatizar é verbo transitivo indireto quando significa ter simpatia; sentir inclinação, afeição ou tendência. Assim, estão corretas as construções abaixo:

– Maria simpatizou com a vizinha

– Logo que os vi, simpatizei com meus colegas.

O mencionado verbo será pronominal quando significar ter simpatia mútua, como no exemplo abaixo:

– Os meninos, quando se encontraram, simpatizaram-se de repente.

A mesma regra aplica-se ao verbo antipatizar, antônimo de simpatizar, o qual é também transitivo indireto.

Exemplos:

– Ele antipatizou com todos da repartição.

– Frei Ambrósio antipatizava com as pessoas frívolas.

 

*

 

Duas palavras originadas do árabe costumam, vez por outra, aparecer em textos espíritas. Uma delas é nadir, a outra é zênite.

Eis o que elas significam:

Nadir: Interseção da vertical inferior do lugar com a esfera celeste, e que é o ponto diametralmente oposto ao zênite. Por extensão: o ponto mais baixo, o tempo ou lugar onde ocorre a maior depressão. 

Zênite: Interseção da vertical superior do lugar com a esfera celeste. [Opõe–se a nadir.]  Figuradamente: auge, apogeu, culminância. 

Exemplo:

– Do nadir ao zênite, a trajetória humana requer muito estudo e larga experiência.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/quando-devemos-usar-estas-palavras.html

 

 

 

 

  

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

29

 

Morte

 

Sendo a mente o espelho da vida, entenderemos sem dificuldade que, na morte, lhe prevalecem na face as imagens mais profundamente insculpidas por nosso desejo, à custa da reflexão reiterada, de modo intenso. Guardando o pensamento — plasma fluídico — a precisa faculdade de substancializar suas próprias criações, imprimindo-lhes vitalidade e movimento temporários, a maioria das criaturas terrestres, na transição do sepulcro, é naturalmente obcecada pelos quadros da própria imaginação, aprisionada a fenômenos alucinatórios, qual acontece no sono comum, dentro do qual, na maioria das circunstâncias, a individualidade reencarnada, em vez de retirar-se do aparelho físico, descansa em conexão com ele mesmo, sofrendo os reflexos das sensações primárias a que ainda se ajusta.

Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação, necessitam do hábito, porque todas as conquistas do Espírito se efetuam na base de lições recapituladas.

As classes são vastos setores de trabalho específico, plasmando, por intermédio de longa repercussão, os objetivos que lhes são peculiares naqueles que as compõem.

É assim que o jovem destinado a essa ou àquela carreira é submetido, nos bancos escolares, a determinadas disciplinas, incluindo a experiência anterior dos orientadores que lhe precederam os passos na senda profissional escolhida.

O futuro militar aprenderá, desde cedo, a manejar os instrumentos de guerra, cultuando as instruções dos grandes chefes de estratégia, e o médico porvindouro deverá repetir, por anos sucessivos, os ensinos e experimentos dos especialistas, antes do juramento hipocrático.

Em todas as escolas de formação, vemos professores ajustando a infância, a mocidade e a madureza aos princípios consagrados, nesse ou naquele ramo de estudo, fixando-lhes personalidade particular para determinados fins, sobre o alicerce da reflexão mental sistemática, em forma de lições persistentes e progressivas.

Um diploma universitário é, no fundo, o pergaminho confirmativo do tempo de recapitulações indispensáveis ao domínio do aprendiz em certo campo de conhecimento para efeito de serviço nas linhas da coletividade.

Segundo o mesmo princípio, a morte nos confere a certidão das experiências repetidas a que nos adaptamos, de vez que cada Espírito, mais ou menos, se transforma naquilo que imagina. É deste modo que ela, a morte, extrai a soma de nosso conteúdo mental, compelindo-nos a viver, transitoriamente, dentro dele. Se esse conteúdo é o bem, teremos a nossa parcela de Céu, correspondente ao melhor da construção que efetuamos em nós, e se esse conteúdo é o mal estaremos necessariamente detidos na parcela de inferno que corresponda aos males de nossa autoria, até que se extinga o inferno de purgação merecida, criado por nós mesmos na intimidade da consciência.

Tudo o que foge à lei do amor e do progresso, sem a renovação e a sublimação por bases, gera o enquistamento mental, que nada mais é que a produção de nossos reflexos pessoais acumulados e sem valor na circulação do bem comum, consubstanciando as ideias fixas em que passamos a respirar depois do túmulo, à feição de loucos autênticos, por nos situarmos distantes da realidade fundamental.

É por esta razão que morrer significa penetrar mais profundamente no mundo de nós mesmos, consumindo longo tempo em despir a túnica de nossos reflexos menos felizes, metamorfoseados em região alucinatória decorrente do nosso monoideísmo na sombra, ou transferindo-nos simplesmente de Plano, melhorando o clima de nossos reflexos ajustados ao bem, avançando em degraus consequentes para novos horizontes de ascensão e de luz.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

 

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terça-feira, 23 de junho de 2026

 



Para uma renovação

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Enquanto não houver a renovação, nada do novo que deveria chegar alcançará a nossa presença, pois a vida é um espelho inteiramente nítido do que fazemos. É necessária a tomada de conhecimento de que somos os responsáveis pela forma como nos encontramos hoje e disciplina para que um caminho mais feliz e iluminado comece a despontar em nossa frente.

Na vida, há também algumas questões que devem, quanto antes, ser compreendidas. A primeira situação é com relação a dois fatores muito decisivos, o medo e a dúvida, que bloqueiam o fluxo natural do bem. Outra análise se refere ao sofrimento gerado pela ausência da fé e o não querer ouvir a voz interna ligada ao Supremo, já que somos pequeninos universos latentes no Universo maior. Essas observações quando entendidas começam a criar um estado muito positivo quando renovadas ou a percepção de piores momentos ainda quando vistas, mas desconsideradas.

Não há melhoramento à medida que não se quer observar e melhorar, uma vez que continuar da mesma forma não despende esforço, reconhecimento da verdade, muito menos, disciplina. Porém seguir com o caminho gris, de fato, somente atrasará o encontro com a felicidade. E ainda um dos destacados empecilhos é o fator medo que, imprudentemente, pode arruinar até mesmo uma encarnação inteira.

Renovação significa realizar algo novo de novo, restaurar ou modificar para melhor. Pois bem, é disso mesmo que necessitamos. Mas se o medo começa a nos guiar por sua própria maneira, deveras, que a nossa existência tende a paralisar-se por uma ilusão. No entanto há um antídoto bastante familiar que muitos já o utilizam com verdade; outros dizem que fazem o uso, porém de forma superficial; e há os que afirmam que não passa de uma farsa. Então, já me identificando com o primeiro grupo, posso apenas confirmar que a fé é um instrumento divino que emana luz e boa ação a toda direção encaminhada.

Deus, em Sua infinita sabedoria e amor, sempre quer Seus filhos felizes e progredindo e nos supre com todos os meios para que possamos nos fortalecer, aprender e seguir adiante. E se a fé é presente, naturalmente, a dúvida começa a se dissipar, juntamente com o medo e todo o seu prejuízo.

A renovação reivindica, antes de tudo, a fé em Deus, não somente deixar o homem velho para trás, mas agir como herdeiros que, de fato, somos. E se somos os filhos do Senhor, a ação envolvida na alegria, na certeza, na fé e no amor deve ser comum em nossos dias até se tornar naturalmente verdade em nossa vida.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 


 

 

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domingo, 21 de junho de 2026

 



A Terra não é um resort: é uma escola que nos prepara para o porvir 

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

O pensamento de que viemos à Terra para passear é um dos grandes equívocos que temos cometido ao longo dos séculos, cujas consequências podem ser devastadoras, fato que muitos só perceberão quando retornarem ao plano de onde viemos para a atual existência.

Todo mundo sabe o que é uma corrente, que é, em verdade, um conjunto de elos rígidos ou semirrígidos interligados. As inúmeras existências corporais que compõem a vida de uma pessoa são como os elos de uma corrente e, portanto,  interligadas, o que faz com que o nosso passado tenha influência sobre o presente – e este sobre nossas existências seguintes.

Se fôssemos educados desde cedo para compreender isso, não nos seria difícil entender por que na Terra há tanta maldade, tanto sofrimento, tantas doenças, guerras, injustiças, desigualdades, desentendimentos, atos de corrupção, criminalidade, preconceitos...

Santo Agostinho (espírito), um dos Espíritos superiores que participaram ativamente da obra de codificação do Espiritismo, examina um desses problemas numa página intitulada “O mal e o remédio”, publicada no cap. V d’ O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita.

Escreveu o iluminado instrutor espiritual:

 

O mal e o remédio

 

Será a Terra um lugar de gozo, um paraíso de delícias?

Já não ressoa mais aos vossos ouvidos a voz do profeta? Não proclamou ele que haveria prantos e ranger de dentes para os que nascessem nesse vale de dores?

Esperai, pois, todos vós que aí viveis, causticantes lágrimas e amargo sofrer e, por mais agudas e profundas sejam as vossas dores, volvei o olhar para o Céu e bendizei do Senhor por ter querido experimentar-vos... Ó homens! dar-se-á não reconheçais o poder do vosso Senhor, senão quando ele vos haja curado as chagas do corpo e coroado de beatitude e ventura os vossos dias? Dar-se-á não reconheçais o seu amor, senão quando vos tenha adornado o corpo de todas as glórias e lhe haja restituído o brilho e a brancura?

Imitai aquele que vos foi dado para exemplo. Tendo chegado ao último grau da abjeção e da miséria, deitado sobre uma estrumeira, disse ele a Deus: “Senhor, conheci todos os deleites da opulência e me reduzistes à mais absoluta miséria; obrigado, obrigado, meu Deus, por haverdes querido experimentar o vosso servo!” (*)

Até quando os vossos olhares se deterão nos horizontes que a morte limita? Quando, afinal, vossa alma se decidirá a lançar-se para além dos limites de um túmulo? Houvésseis de chorar e sofrer a vida inteira, que seria isso, a par da eterna glória reservada ao que tenha sofrido a prova com fé, amor e resignação? Buscai consolações para os vossos males no porvir que Deus vos prepara e procurai-lhe a causa no passado. E vós, que mais sofreis, considerai-vos os afortunados da Terra.

Como desencarnados, quando pairáveis no espaço, escolhestes as vossas provas, julgando-vos bastante fortes para as suportar. Por que agora murmurar? Vós, que pedistes a riqueza e a glória, queríeis sustentar luta com a tentação e vencê-la. Vós, que pedistes para lutar de corpo e espírito contra o mal moral e físico, sabíeis que quanto mais forte fosse a prova, tanto mais gloriosa a vitória e que, se triunfásseis, embora devesse o vosso corpo parar numa estrumeira, dele, ao morrer, se desprenderia uma alma de rutilante alvura e purificada pelo batismo da expiação e do sofrimento.

Que remédio, então, prescrever aos atacados de obsessões cruéis e de cruciantes males? Só um é infalível: a fé, o apelo ao Céu. Se, na maior acerbidade dos vossos sofrimentos, entoardes hinos ao Senhor, o anjo, à vossa cabeceira, com a mão vos apontará o sinal da salvação e o lugar que um dia ocupareis... A fé é o remédio seguro do sofrimento; mostra sempre os horizontes do infinito diante dos quais se esvaem os poucos dias brumosos do presente. Não nos pergunteis, portanto, qual o remédio para curar tal úlcera ou tal chaga, para tal tentação ou tal prova. Lembrai-vos de que aquele que crê é forte pelo remédio da fé e que aquele que duvida um instante da sua eficácia é imediatamente punido, porque logo sente as pungitivas angústias da aflição.

O Senhor pôs o seu selo em todos os que nele creem. O Cristo vos disse que com a fé se transportam montanhas e eu vos digo que aquele que sofre e tem a fé por amparo ficará sob a sua égide e não mais sofrerá. Os momentos das mais fortes dores lhe serão as primeiras notas alegres da eternidade. Sua alma se desprenderá de tal maneira do corpo que, enquanto se estorcer em convulsões, ela planará nas regiões celestes, entoando, com os anjos, hinos de reconhecimento e de glória ao Senhor.

Ditosos os que sofrem e choram! Alegres estejam suas almas, porque Deus as cumulará de bem-aventuranças. – Santo Agostinho. Paris, 1863. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 19.)

 

(*) Referência feita a Jó (ou Job, conforme algumas traduções), cuja vida está registrada em um livro do Antigo Testamento que leva seu nome.

 

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/debilitar-o-corpo-com-privacoes-inuteis.html

 

 


 

 

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sábado, 20 de junho de 2026


 

Laços de família – porque às vezes são frágeis e nada amistosos


ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 


A fonte do presente estudo é O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, do qual destacamos dois tópicos:

1) a parentela corporal e a parentela espiritual;

2) a ingratidão dos filhos e os laços de família.

O primeiro tópico é de autoria do próprio Allan Kardec; o segundo é de autoria do Espírito de Santo Agostinho, um dos instrutores espirituais que participaram da obra de codificação da doutrina espírita.

O artigo que reproduz os tópicos mencionados foi publicado no blog Espiritismo Século XXI em 7 de junho de 2026, texto que o leitor pode acessar clicando aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/lacos-de-familia-porque-as-vezes-sao.html

O VÍDEO exibido logo acima apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte nos diz sobre o tema. O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da I.A.

 

 

 





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