terça-feira, 11 de agosto de 2026

 



Desapegar-se é conquistar paz e saúde

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Desprender-se de situações que podem causar retrocesso ou protelar o crescimento é uma escolha bastante inteligente e sensível e são incontáveis as maneiras para essa conquista. Parece um pouco imperceptível identificar certas situações, no entanto, no cotidiano, fazemos isso constantemente como querer controlar o andamento das ocorrências, das pessoas; querer que o nosso desejo ou a forma como compreendemos a vida prevaleçam; ainda nos apegamos a objetos, acontecimentos, pessoas, lugares… e pensamos que somos desprendidos. 

A realidade é que somos bastante apegados e despercebidamente nos prendemos. Construímos celas invisíveis e entramos. E como se não fosse o suficiente, há grande desgaste com toda essa ilusão criada.

Talvez desacreditamos da criação dessas celas, porém quando desejamos controlar as outras pessoas, quando queremos que nossa opinião prevaleça, quando dificultamos a doação de coisas que não mais utilizamos, quando valorizamos somente as próprias ações e pensamentos, quando não reconhecemos a nossa limitação e ainda forçamos erroneamente a nossa observação por mero orgulho e infeliz vaidade, certamente, não há mais do que duvidar. E quando isso e outras formas ocorrem, ainda mais energia desperdiçamos no caminho da vida.

À medida que reconhecemos que todos estamos aqui para o crescimento, e cada um se encontra em seu próprio desenvolvimento e progredirá de acordo com sua situação e vontade, de fato, os nossos dias ficam mais leves e coerentes. Precisamos preocupar-nos conosco e agir com a responsabilidade coletiva que nos compete. Ao desprendermo-nos de pessoas, coisas, situações e lugares que não nos enriquecem sentiremos, antes de tudo, leveza e muito mais chegará de bom.

Quando cumprirmos o nosso período em mais esta encarnação, voltaremos ao nosso verdadeiro lar e levaremos apenas o que puder ficar em nosso campo espiritual, reconhecido e visto imediatamente por essa dimensão. E lembraremos que nenhum objeto material, nenhuma pessoa, nenhum lugar, nenhuma situação aparentemente muito importante no plano terreno estará sob nossa posse no plano espiritual, mas somente nós e tudo o que fizemos, sentimos e falamos.

Da mesma forma que tanto ouvimos reconcilia-te com teu adversário enquanto estás a caminho, também podemos compreender que enquanto estamos aqui na Terra, devemos valorizar a oportunidade aproveitando a existência para perdoar, resolver conflito e não complicar a preciosa existência, principalmente, com a criação de prisões por meio da obsessão e domínio.

Soltar o controle na verdade nunca se tem o controle é adquirir leveza para viver e observar as belezas verdadeiras da vida; é conquistar mais paz nos dias e, consequentemente, uma vida mais feliz e saudável; é aliviar e muito o estado mental, físico e espiritual proporcionando uma vivência mais próxima do ensinamento dos espíritos mais iluminados.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 

 


 

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

 



A obra do Evangelho

 

Bittencourt Sampaio
(autor espiritual)

 

Muitos daqueles que se entregam atualmente aos postulados científicos do Espiritismo condenam os estudiosos das ilações de ordem moral e religiosa, às quais a Doutrina inevitavelmente conduz com as suas expressões fenomênicas, demonstrando as realidades espirituais.

Mesmo aqui no Brasil, onde Ismael fixou as bases luminosas do seu programa, observam-se movimentos sub-reptícios tendentes a nulificar a ação do Evangelho, eliminando as feições religiosas e consoladoras da Doutrina.

Que se crie uma ciência nova sobre a argamassa dos fenômenos espíritas, que se amplie a metapsíquica, com os seus compêndios de complicada terminologia é natural, mas que se olvide que o moderno Espiritismo tem de ser a confirmação do Cristianismo, em sua primitiva pureza, restaurando as forças coletivas para a prática do bem, é inadmissível.

As ciências terrenas têm um valor sobremaneira relativo diante das leis transcendentes que regem o mecanismo dos destinos. O homem físico tem atingido a cumeadas evolutivas, mas o homem moral se ressente de graves lacunas e grandes defeitos. Para o primeiro, a Terra está cheia de novas comodidades e de eficazes tratamentos. Para o segundo, porém, só existe um caminho de progresso — o do instituto cristão.

Na compreensão exata do Evangelho está hoje guardada a solução de todas as crises que assoberbam os humanos. O critério de civilização ou de cultura, sob o ponto de vista mundano, não resolve os sérios enigmas que preocupam a mentalidade geral, porquanto, moralmente falando, o homem está cheio de necessidades. 

A mensagem do Cristo, ainda hoje, é obscura e desconhecida no ambiente de quase todas as nacionalidades, não obstante as igrejas de todos os matizes, isoladas dos verdadeiros característicos do Cristianismo. Muitos povos esperam ainda a palavra do Mestre para que aproximem as suas leis do Código da Fraternidade e do Amor.

No domínio das coisas espirituais, o homem ainda oscila entre a civilização e a barbaria. Daí se infere a necessidade de se esclarecer o entendimento humano no que se refere aos seus deveres divinos.

Todos os programas dos ideais espiritualistas têm de se basear na melhoria do homem. O Espiritismo terá de reviver o Cristianismo ou terá de perecer — as suas questões científicas são acessórios necessários à sua evolução como doutrina, mas não significam a sua vitalidade essencial. Os que malsinam a obra evangélica, tachando-a de inútil e descabida, não aprenderam as grandes verdades da vida, despidos do senso das realidades atuais.

É necessário que os espíritas se convençam de que toda a obra doutrinária, sem o concurso da parte moral do Espiritismo, passará como meteoro. Se nas vossas atividades consuetudinárias tendes visto fracassarem inúmeras edificações rotuladas com a nossa fé consoladora, semelhantes desastres são o fruto de injustificáveis irreflexões. Antes de criar os espíritas conscientes dos seus deveres de fraternidade, de humildade e de amor, tendes levantado as obras espíritas vazias das consciências esclarecidas, inaptas a orientá-las no labirinto das atividades modernas. Criar instituições sem afinar as mentes que as nortearão nos ambientes da coletividade, de acordo com os seus objetivos sagrados, é meio caminho andado para a sua própria falência.

Convencei-vos de que a atualidade necessita do esforço comum de todos à sombra da bandeira da tolerância e da unificação para que se dissemine a lição do Evangelho em todo o planeta. 

Antes dos cérebros, faz-se mister iluminar-se os corações. O Espiritismo marchará com o Cristo ou se desviará de suas finalidades sagradas. Ou os homens realizam o Evangelho ou a sua civilização terá de desaparecer.

 

Do livro Cartas do Alto, mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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domingo, 9 de agosto de 2026

 



O pensamento é nosso cartão de visita

Com ele, representamos junto aos outros, conforme nossos desejos, a harmonia ou a perturbação, a saúde ou a doença, a intolerância ou o entendimento


ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Um leitor escreveu-nos:

 

“Gostaria de saber o que é ‘indução magnética’, tão mencionada por Hermínio C. Miranda em suas obras, como funciona e quais são suas finalidades. Se possível, favor indicar bibliografia sobre o tema, que muito me interessa.”

 

Inicialmente, lembremos que induzir significa instigar, incitar, sugerir, persuadir, mover ou levar alguém a determinado comportamento. Uma pessoa pode, portanto, por diferentes meios, induzir outra a seguir este ou aquele caminho.

No livro Diálogo com as Sombras, Hermínio C. Miranda observa que, nos processos obsessivos, são amplamente utilizados os métodos da hipnose e do magnetismo, conhecidos também no mundo espiritual. 

Segundo ele, tanto os Espíritos esclarecidos quanto os que ainda se encontram presos às próprias paixões podem valer-se de técnicas de indução. Para procedimentos mais simples, basta uma indução superficial; nos mais complexos, utilizam-se recursos sofisticados.

André Luiz, em Mecanismos da Mediunidade, explica que, nos atos mais complexos do Espírito, a sintonia entre hipnotizador e hipnotizado depende da identidade de tendências e opiniões, estabelecendo-se entre ambos profunda afinidade moral.

O mesmo autor chama a atenção para a autossugestão e para o papel dos chamados agentes de indução. Uma conversação, uma leitura, a contemplação de um quadro, uma ideia, um espetáculo artístico, uma visita, um conselho ou uma opinião podem atuar como agentes indutivos. Seus efeitos serão tanto maiores quanto mais intensa for nossa fixação mental em torno deles.

Isso ocorre porque, ao fixarmos a atenção em determinada ideia, entramos em sintonia com aqueles, encarnados ou desencarnados, que pensam de modo semelhante. A afinidade mental, portanto, favorece a influência recíproca.

Em Seara dos Médiuns, no texto intitulado “Cartão de visita”, Emmanuel igualmente destaca a importância do pensamento nos fenômenos de sintonia psíquica. Para ele, o pensamento está na base de todos os fenômenos de sintonia na esfera da alma.

O benfeitor espiritual compara a energia mental à luz de uma vela: assim como a chama pode iluminar tanto o caminho de um santuário quanto a trilha de um pântano, a energia mental pode ser utilizada para o bem ou para o mal. Tudo depende da vontade e da direção que lhe imprimimos.

Emmanuel sintetiza o mecanismo em poucas palavras:

“Desejando, sentes.

Sentindo, pensas.

Pensando, realizas.

Realizando, atrais.

Atraindo, refletes.”

E acrescenta que, ao refletirmos aquilo que pensamos, estendemos nossa própria influência, ampliada pelos fatores de indução do grupo com o qual nos afinamos.

Daí a conclusão que dá título ao texto: o pensamento é nosso cartão de visita. Por meio dele, manifestamos aos outros, conforme nossos desejos e tendências, harmonia ou perturbação, saúde ou doença, intolerância ou entendimento, luz ou sombra.

Para aprofundar o assunto, o leitor obterá outros esclarecimentos consultando, na revista O Consolador, os estudos relacionados às seguintes obras:


Mecanismos da Mediunidade, de André Luiz – cap. IV: http://www.oconsolador.com.br/ano7/350/estudandoaserieandreluiz.html

Desobsessão, de André Luiz – cap. 12: http://www.oconsolador.com.br/ano8/400/estudandoaserieandreluiz.html

Mecanismos da Mediunidade, de André Luiz – cap. XVI:

http://www.oconsolador.com.br/ano8/374/estudandoaserieandreluiz.html

Nas Fronteiras da Loucura, de Manoel Philomeno de Miranda – Análise das Obsessões, pp. 10 e 11: http://www.oconsolador.com.br/ano6/276/estudandomanoelphilomeno.html


Para acessar esses estudos basta clicar nos links correspondentes.

 

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/riqueza-e-pobreza-sao-provas-e.html

 

 

 

 


 

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sábado, 8 de agosto de 2026

 



A Terra não é um resort: é uma escola que nos prepara para o porvir

 

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

O pensamento de que viemos à Terra para passear é um dos grandes equívocos que temos cometido ao longo dos séculos, cujas consequências podem ser devastadoras, fato que muitos só perceberão quando retornarem ao plano de onde viemos para a atual existência.

As inúmeras existências corporais que compõem a vida de um Espírito são como elos de uma corrente e, como tal, são interligadas, o que faz com que o nosso passado tenha influência direta sobre o presente – e este sobre nossas existências seguintes.

O Espírito de Santo Agostinho, que participou ativamente da obra de codificação do Espiritismo, examinou o tema no texto “O mal e o remédio”, publicado no cap. V d’O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, que o leitor pode acessar clicando aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/06/a-terra-nao-e-um-resort-e-uma-escola.html

O VÍDEO exibido no preâmbulo deste texto apresenta em poucos minutos um resumo do que a fonte apresenta. 

O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

 

 

 




 

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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

 



Um amigo nos pergunta se está correta a expressão “coleta em domicílio”, utilizada por um laboratório que envia seu funcionário à residência das pessoas e ali efetua a coleta de sangue para exame.

Lembremos, primeiramente, o significado da palavra domicílio [do lat. domiciliu]: Casa de residência; habitação fixa. Jur. Lugar onde alguém reside com ânimo de permanecer. Lugar da sede da administração das pessoas jurídicas.

A expressão “coleta em domicílio” está, portanto, corretíssima e não cabe usar, na hipótese citada, esta outra: “coleta a domicílio”, uma vez que a preposição “a” que compõe a expressão subentende a presença de um verbo que indique movimento.

Exemplos:

Levar a domicílio. (Levamos sua encomenda a domicílio.)

Enviar a domicílio. (Enviamos seu pedido a domicílio)

Transportar a domicílio.

Coleta do sangue em domicílio.

Entrega da encomenda em domicílio.

 

*

 

O verbo aterrissar [do fr. atterrisser] significa: Pousar em terra (aeronave); aterrizar, aterrar.  Descer à terra; aterrizar, aterrar. 

A forma aterrizar – escrita com z – está, portanto, correta e é, por sinal, muito usada.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/ha-um-vocabulo-de-grafia-identica-tanto.html

 

 

 

 

 

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