sábado, 12 de setembro de 2026


 

Gênesis  


(1º volume de Introdução ao Pentateuco Mosaico)

 

De autoria de Astolfo Olegário de Oliveira Filho, diretor de redação do jornal espírita “O Imortal” e da revista espírita O Consolador, o e-book Gênesis, primeiro volume da série Introdução ao Pentateuco Mosaico, é constituído por 15 capítulos, mais dois textos explicativos e um glossário de termos usuais nas obras bíblicas.

Publicado pela EVOC – Editora Virtual O Consolador, seu foco é o Gênesis, também chamado livro das origens, que se compõe de duas partes distintas: a primeira relata as origens do mundo e da humanidade; a segunda conta a história de Israel, desde Abraão, o primeiro patriarca, até a morte de José. Sua autoria é atribuída a Moisés.

O e-book pode ser lido ou baixado, sem nenhum custo, bastando aos interessados clicar em https://www.oconsolador.com.br/editora/101a150/Introdu%C3%A7%C3%A3o1.pdf

O vídeo que abre este texto apresenta, em poucos minutos, um resumo do conteúdo do e-book. Tanto o vídeo quanto o podcast sobre o tema foram produzidos com o auxílio da inteligência artificial.

 

 

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

 



Qual é o certo?

   A firma tem motivos bastante para fechar a filial.

   A firma tem motivos bastantes para fechar a filial.

A palavra bastante pode ter na frase a função de um advérbio, quando então será invariável. Advérbio, é bom lembrar, é a palavra que modifica o verbo ou o adjetivo.

Exemplos:

1. João e seus filhos trabalham bastante.

2. Eles caminharam bastante até chegarem aqui.

3. Meus filhos estudaram bastante para o concurso.

4. Eles estavam bastante nervosos na hora da prova.

Quando a palavra bastante tem a função de adjetivo, modificando assim o substantivo, ela concordará com o substantivo.

Exemplos:

1. A firma tem motivos bastantes para fechar a filial.

2. Erros bastantes, eis a causa da demissão do funcionário.

3. Este empreendimento necessita de bastantes recursos.

4. Bastantes esforços no sentido do bem, eis o programa do verdadeiro cristão.

 

*

 

As formas verbais quis, quiseste, quisemos, quisestes etc., todas derivadas do verbo querer, escrevem-se assim mesmo com “s”, como ocorre também com as formas derivadas do verbo pôr: pus, puseste, pôs, pusemos etc.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/09/com-forma-verbal-seja-ha-duas.html

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

 



Apoio divino

 

Emmanuel
(autor espiritual)

Seja onde seja, recorda que Deus está sempre em nós e agindo por nós.

Para assegurar-nos, quanto a isso, bastar-nos-á a prática da oração, mesmo ligeira ou inarticulada, que desenvolverá em nós outros a convicção da presença divina, em todas as faixas da existência.

Certamente, a prece não se fará seguida de demonstrações espetaculares, nem de transformações externas imprevistas.

Pensa, todavia, no amparo de Deus e, em todos os episódios da estrada, senti-lo-ás contigo no silêncio do coração.

Nos obstáculos de ordem material, esse apoio não te chegará na obtenção do dinheiro fácil que te solva os compromissos, mas na força para trabalhar a fim de que os recursos necessários te venham às mãos; nas horas de dúvida, não te virá em fórmulas verbais diretas que te anulem o livre-arbítrio e sim na inspiração exata que te ajude a tomar as decisões indispensáveis à paz da própria consciência; nos momentos de inquietação, não surgirá em acontecimentos especiais que te afastem dos testemunhos de fé, mas percebê-los-ás contigo em forma de segurança e bom ânimo, na travessia da aflição; nos dias em que o mal te pareça derrotar a golpes de incompreensão ou de injúria, não se te expressará configurado em favores de exceção que te retirem dos ombros a carga das provas redentoras e sim na energia bendita da fé viva que te restaure a esperança, revestindo-te de coragem, a fim de que não esmoreças na rude jornada, em direção à vida nova.

Seja qual seja a dificuldade em que te vejas ou a provação que experimentes, recorda que Deus está contigo e nada te faltará, nos domínios do socorro e da bênção, para que atravesses todos os túneis de tribulação e de sombra, ao encontro da paz e a caminho da luz.

 

Do livro Rumo Certo, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

 



Retalhos da verdade

 

 

Chiquito Morais

(autor espiritual)


 Verdade lembra diamante

Que o Senhor aprimorasse.

O mundo possui o todo,

Cada país – uma face.

 

Nunca te isoles no brilho

Da virtude a que te elevas.

Coração iluminado

Socorre a quem vai às trevas.

 

Toda guerra fratricida –

Desastre do mundo ateu.

Vivência com Jesus-Cristo –

Canhão buscando museu.

 

Ensinamento importante

Para a luta em derredor:

Corrigir é sempre bom,

Mas educar é melhor.

 

Não sofras se tua fé

Trabalha quase sozinha.

Nasce a floresta gigante

Da semente miudinha.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 


 

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

 



Os perfeitos ciclos da vida

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

A vida acontece em ciclos, e não em linhas retas a perder de vista. A cura também acontece em ciclos. Tudo, de alguma forma, está interligado. Há muita impaciência e ignorância (esta utilizada realmente como falta de conhecimento) quanto ao sábio andamento e normalmente nos queixamos de que a realização do “nosso desejo” está muito demorada. Pois bem, o nosso esquecimento de que se tudo está interligado, quantas ações e pessoas igualmente estão envolvidas para que algo nos chegue ao tempo preciso. E as ações seguem após passarem por nós. E os ciclos são infinitos.

Sem dúvida de que a nossa ansiedade e impaciência nos colocam em situações bastante delicadas nos forçando a esperar outras oportunidades de crescimento e reajuste, porque não fomos pacientes nem perspicazes como se deveria. No entanto a Bondade Divina é amorosa e paciente demais e, graças a Deus, estamos fadados ao progresso.

Ainda há uma observação imprescindível de que a percepção do que necessitamos deve ser despertada em nós. Somos um universo em comunhão com o Universo maior. Talvez uma das essenciais grandes lições a aprendermos (lembrarmos) definitivamente é que somos seres eternos e a eternidade é o nosso tempo real. E a primeira importante lição é que a Perfeição Divina é indiscutível, onipotente e onipresente, tudo sabe antes mesmo dos acontecimentos. Então, não há o que questionar, basta o nosso desejo de melhoria e compreensão.

Se a nossa atenção ficar no tempo presente, é certo de que poderemos sentir muito mais o valor da vida em todos os seus aspectos; e se a nossa confiança e fé forem fortalecidas e vivenciadas, logo estaremos apreciando a existência como realmente deve ser. Não somos seres abandonados no Universo, somos seres muito amados e observados com muito cuidado, porém o nosso crescimento deve ser conquistado por nós. Amparo e proteção há sempre, mas devemos também querer viver de acordo com os ensinamentos do Mestre Jesus.

E quando pensarmos em questionar algo, melhor observarmos antes como está a nossa conduta e comportamento, sem esquecer que somos provenientes de incontáveis existências com mais débitos do que conquistas, e tudo está conectado conforme a sua energia. E como não somos exclusivos nem mais importantes do que ninguém, recebemos em nossa vida o que realmente lançamos ao Universo no tempo perfeito para o nosso desenvolvimento. (Um adendo: a Bondade Divina sempre nos ama mais do que o nosso pequenino esforço e demonstração.)

Portanto, tudo está ideal segundo a atitude, pensamento e sentimento coletivos e pessoais. Ninguém vive o que não necessita e tudo ocorre no tempo perfeito. À medida que vivemos de maneira mais coerente e feliz, mais luz bendita começamos a visualizar. E a compreensão de que podemos ser o nosso grande empecilho e atraso ou a nossa linda e brilhante estrela estará mais viva nos nossos dias. 

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 


 

 

 

 

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

 



7 de Setembro

 

Desde cedo aprendemos na escola que foi num dia como hoje, 7 de Setembro, que o Brasil se tornou independente de Portugal.

Teriam os benfeitores espirituais participado, numa ação invisível aos nossos olhos, dos eventos que levaram à independência do nosso país?

A ação dos Espíritos sobre os acontecimentos humanos é, conforme nos ensina o Espiritismo, muito maior do que imaginamos. Ela está presente nos momentos de dificuldade que enfrentamos, como nas doenças e nas horas que precedem a desencarnação, bem como nos momentos de alegria, como ocorre no casamento de um familiar querido ou na chegada ao mundo de uma nova criança.

Se tal fato se dá nas ocasiões mencionadas, ocorreria algo semelhante nos momentos cruciais da vida de um país?

Não é preciso conhecer a doutrina espírita para imaginar que essa possibilidade existe e, com certeza, deve exercer um papel importante para que o êxito esperado seja logrado.

Diz a história que no dia 9 de janeiro de 1822 registrou-se aquele que seria conhecido como “Dia do Fico”, quando D. Pedro I, então príncipe regente do Brasil, não acatou ordens das Cortes Portuguesas para que deixasse imediatamente o Brasil e retornasse a Portugal. 

As Cortes de Portugal estavam preocupadas com os movimentos que ocorriam no Brasil em direção à emancipação política, e viam no retorno de D. Pedro uma maneira de recolonizar o Brasil e enfraquecer, desse modo, as ideias de independência.

Os políticos brasileiros se movimentaram e conseguiram recolher cerca de 8 mil assinaturas solicitando a D. Pedro sua permanência no Brasil. Diante desse fato, D. Pedro declarou: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". A decisão foi fundamental para o fortalecimento da posição brasileira de buscar a independência e assim libertar-se de vez da influência portuguesa.

Humberto de Campos, no livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, obra mediúnica psicografada por Chico Xavier e publicada pela primeira vez em 1938, reporta-se, no capítulo intitulado “A Independência”, aos ascendentes espirituais pertinentes aos fatos que ocorreram no Brasil desde o “Dia do Fico” até o dia 7 de Setembro.

Muitas lutas, como sabemos, se travaram naquela ocasião, mas Ismael, o protetor espiritual do Brasil, e seus mensageiros multiplicaram-se em todos os setores com o objetivo de conciliar seus irmãos encarnados, dentro da harmonia e da paz, com a finalidade de preservar a unidade territorial do Brasil, evitando que ela se fragmentasse.

José Bonifácio, então ministro do reino do Brasil e dos Negócios Estrangeiros, aconselhou a D. Pedro uma viagem a Minas Gerais, a fim de unificar o sentimento geral em favor da independência e serenar a luta acerba dos partidarismos. Em seguida, outra viagem, com os mesmos objetivos, realizou o príncipe regente a São Paulo.

Eis o que, conforme a narração feita por Humberto de Campos, ocorreu na viagem de D. Pedro a São Paulo:

 

Os bandeirantes, que no Brasil sempre caminharam na vanguarda da emancipação e da autonomia, recebem-no, com o entusiasmo da sua paixão libertária e com a alegria da sua generosa hospitalidade e, enquanto há música e flores nos teatros e nas ruas paulistas, comemorando o acontecimento, as falanges invisíveis se reúnem no Colégio de Piratininga. O conclave espiritual se realiza sob a direção de Ismael, que deixa irradiar a luz misericordiosa do seu coração. Ali se encontram heróis das lutas maranhenses e pernambucanas, mineiros e paulistas, ouvindo-lhe a palavra cheia de ponderação e de ensinamentos. Terminando a sua alocução pontilhada de grande sabedoria, o mensageiro de Jesus sentenciou:

— A independência do Brasil, meus irmãos, já se encontra definitivamente proclamada. Desde 1808, ninguém lhe podia negar ou retirar essa liberdade. A emancipação da Pátria do Evangelho consolidou-se, porém, com os fatos verificados nestes últimos dias e, para não quebrarmos a força dos costumes terrenos, escolheremos agora uma data que assinale aos pósteros essa liberdade indestrutível.

Dirigindo-se ao Tiradentes, que se encontrava presente, rematou:

— O nosso irmão, martirizado há alguns anos pela grande causa, acompanhará D. Pedro em seu regresso ao Rio e, ainda na terra generosa de São Paulo, auxiliará o seu coração no grito supremo da liberdade. Uniremos assim, mais uma vez, as duas grandes oficinas do progresso da pátria, para que sejam as registradoras do inesquecível acontecimento nos fastos da história. O grito da emancipação partiu das montanhas e deverá encontrar aqui o seu eco realizador. Agora, todos nós que aqui nos reunimos, no sagrado Colégio de Piratininga, elevemos a Deus o nosso coração em prece, pelo bem do Brasil.

Dali, do âmbito silencioso daquelas paredes respeitáveis, saiu uma vibração nova de fraternidade e de amor.

Tiradentes acompanhou o príncipe nos seus dias faustosos, de volta ao Rio de Janeiro. Um correio providencial leva ao conhecimento de D. Pedro as novas imposições das Cortes de Lisboa e ali mesmo, nas margens do Ipiranga, quando ninguém contava com essa última declaração sua, ele deixa escapar o grito de "Independência ou Morte!", sem suspeitar de que era dócil instrumento de um emissário invisível, que velava pela grandeza da pátria. (Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – A Independência.)

 

Concluindo seu relato, Humberto de Campos acrescentou:

 

Eis por que o 7 de Setembro, com escassos comentários da história oficial que considerava a independência já realizada nas proclamações de 1° de agosto de 1822, passou à memória da nacionalidade inteira como o Dia da Pátria e data inolvidável da sua liberdade. Esse fato, despercebido da maioria dos estudiosos, representa a adesão intuitiva do povo aos elevados desígnios do mundo espiritual. (Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – A Independência.)

 

 

O texto acima foi publicado em 7 de setembro de 2014 como Editorial da edição 379 da revista O Consolador.

 

 





 

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