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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

 



7 de Setembro

 

Desde cedo aprendemos na escola que foi num dia como hoje, 7 de Setembro, que o Brasil se tornou independente de Portugal.

Teriam os benfeitores espirituais participado, numa ação invisível aos nossos olhos, dos eventos que levaram à independência do nosso país?

A ação dos Espíritos sobre os acontecimentos humanos é, conforme nos ensina o Espiritismo, muito maior do que imaginamos. Ela está presente nos momentos de dificuldade que enfrentamos, como nas doenças e nas horas que precedem a desencarnação, bem como nos momentos de alegria, como ocorre no casamento de um familiar querido ou na chegada ao mundo de uma nova criança.

Se tal fato se dá nas ocasiões mencionadas, ocorreria algo semelhante nos momentos cruciais da vida de um país?

Não é preciso conhecer a doutrina espírita para imaginar que essa possibilidade existe e, com certeza, deve exercer um papel importante para que o êxito esperado seja logrado.

Diz a história que no dia 9 de janeiro de 1822 registrou-se aquele que seria conhecido como “Dia do Fico”, quando D. Pedro I, então príncipe regente do Brasil, não acatou ordens das Cortes Portuguesas para que deixasse imediatamente o Brasil e retornasse a Portugal. 

As Cortes de Portugal estavam preocupadas com os movimentos que ocorriam no Brasil em direção à emancipação política, e viam no retorno de D. Pedro uma maneira de recolonizar o Brasil e enfraquecer, desse modo, as ideias de independência.

Os políticos brasileiros se movimentaram e conseguiram recolher cerca de 8 mil assinaturas solicitando a D. Pedro sua permanência no Brasil. Diante desse fato, D. Pedro declarou: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". A decisão foi fundamental para o fortalecimento da posição brasileira de buscar a independência e assim libertar-se de vez da influência portuguesa.

Humberto de Campos, no livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, obra mediúnica psicografada por Chico Xavier e publicada pela primeira vez em 1938, reporta-se, no capítulo intitulado “A Independência”, aos ascendentes espirituais pertinentes aos fatos que ocorreram no Brasil desde o “Dia do Fico” até o dia 7 de Setembro.

Muitas lutas, como sabemos, se travaram naquela ocasião, mas Ismael, o protetor espiritual do Brasil, e seus mensageiros multiplicaram-se em todos os setores com o objetivo de conciliar seus irmãos encarnados, dentro da harmonia e da paz, com a finalidade de preservar a unidade territorial do Brasil, evitando que ela se fragmentasse.

José Bonifácio, então ministro do reino do Brasil e dos Negócios Estrangeiros, aconselhou a D. Pedro uma viagem a Minas Gerais, a fim de unificar o sentimento geral em favor da independência e serenar a luta acerba dos partidarismos. Em seguida, outra viagem, com os mesmos objetivos, realizou o príncipe regente a São Paulo.

Eis o que, conforme a narração feita por Humberto de Campos, ocorreu na viagem de D. Pedro a São Paulo:

 

Os bandeirantes, que no Brasil sempre caminharam na vanguarda da emancipação e da autonomia, recebem-no, com o entusiasmo da sua paixão libertária e com a alegria da sua generosa hospitalidade e, enquanto há música e flores nos teatros e nas ruas paulistas, comemorando o acontecimento, as falanges invisíveis se reúnem no Colégio de Piratininga. O conclave espiritual se realiza sob a direção de Ismael, que deixa irradiar a luz misericordiosa do seu coração. Ali se encontram heróis das lutas maranhenses e pernambucanas, mineiros e paulistas, ouvindo-lhe a palavra cheia de ponderação e de ensinamentos. Terminando a sua alocução pontilhada de grande sabedoria, o mensageiro de Jesus sentenciou:

— A independência do Brasil, meus irmãos, já se encontra definitivamente proclamada. Desde 1808, ninguém lhe podia negar ou retirar essa liberdade. A emancipação da Pátria do Evangelho consolidou-se, porém, com os fatos verificados nestes últimos dias e, para não quebrarmos a força dos costumes terrenos, escolheremos agora uma data que assinale aos pósteros essa liberdade indestrutível.

Dirigindo-se ao Tiradentes, que se encontrava presente, rematou:

— O nosso irmão, martirizado há alguns anos pela grande causa, acompanhará D. Pedro em seu regresso ao Rio e, ainda na terra generosa de São Paulo, auxiliará o seu coração no grito supremo da liberdade. Uniremos assim, mais uma vez, as duas grandes oficinas do progresso da pátria, para que sejam as registradoras do inesquecível acontecimento nos fastos da história. O grito da emancipação partiu das montanhas e deverá encontrar aqui o seu eco realizador. Agora, todos nós que aqui nos reunimos, no sagrado Colégio de Piratininga, elevemos a Deus o nosso coração em prece, pelo bem do Brasil.

Dali, do âmbito silencioso daquelas paredes respeitáveis, saiu uma vibração nova de fraternidade e de amor.

Tiradentes acompanhou o príncipe nos seus dias faustosos, de volta ao Rio de Janeiro. Um correio providencial leva ao conhecimento de D. Pedro as novas imposições das Cortes de Lisboa e ali mesmo, nas margens do Ipiranga, quando ninguém contava com essa última declaração sua, ele deixa escapar o grito de "Independência ou Morte!", sem suspeitar de que era dócil instrumento de um emissário invisível, que velava pela grandeza da pátria. (Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – A Independência.)

 

Concluindo seu relato, Humberto de Campos acrescentou:

 

Eis por que o 7 de Setembro, com escassos comentários da história oficial que considerava a independência já realizada nas proclamações de 1° de agosto de 1822, passou à memória da nacionalidade inteira como o Dia da Pátria e data inolvidável da sua liberdade. Esse fato, despercebido da maioria dos estudiosos, representa a adesão intuitiva do povo aos elevados desígnios do mundo espiritual. (Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – A Independência.)

 

 

O texto acima foi publicado em 7 de setembro de 2014 como Editorial da edição 379 da revista O Consolador.

 

 





 

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domingo, 10 de janeiro de 2016

Rir faz bem ao corpo e também à alma


Embora os nossos avós já soubessem que “rir faz bem à saúde”, uma série de estudos e pesquisas permite hoje que afirmemos, com base na ciência, que o bom humor e o cultivo de sentimentos positivos concorrem de modo efetivo para a prevenção e o tratamento das enfermidades.
Quando rimos, rimos com o corpo todo, ensina o psiquiatra americano William Fry, da Universidade Stanford, e um dos efeitos disso é a redução da liberação dos hormônios associados ao stress, o cortisol e a adrenalina, que, quando em excesso, enfraquecem as defesas do organismo e elevam a pressão arterial, criando o cenário ideal para o desenvolvimento de infecções e do infarto.
As pesquisas sobre os benefícios do humor para a saúde humana são muitas e variadas.
O patologista Lee Berk, do Centro de Neuroimunologia da Universidade de Loma Linda (Califórnia), monitorando diariamente a pressão arterial e as taxas de adrenalina de um grupo de pacientes que haviam infartado, apurou que os pacientes que assistiam meia hora por dia a uma comédia televisiva sofreram menos episódios de arritmia, apresentaram redução da pressão arterial e tiveram de tomar menos remédios contra angina, comparativamente com um grupo de indivíduos não submetidos à mesma terapia. A recorrência de infarto no primeiro grupo foi de apenas 8%, enquanto no outro atingiu 42%.
Estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos) concluiu que os indivíduos que se irritam intensamente e com frequência têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do que os indivíduos calmos. Para Janice Williams, responsável pela pesquisa, a influência do mau humor no desencadeamento de doenças cardiovasculares é comparável à obesidade, ao tabagismo e ao sedentarismo.
Pesquisa feita com cinquenta estudantes de Direito dos Estados Unidos, conduzida por Suzanne Segerstrom, da Universidade de Kentucky, revelou que o otimismo pode fortalecer o sistema imunológico ou, pelo menos, reduzir os efeitos do stress.
A influência do bom humor e do riso sobre o corpo humano pode, como vemos, ser mensurada e traduzida em fatos tão positivos quanto as leis físicas, porque com o riso o ritmo cardíaco se acelera e aumenta a oxigenação dos tecidos, a inalação do ar é mais profunda e a expiração mais forte, os músculos abdominais são estimulados e melhora a digestão, os vasos sanguíneos se dilatam, produzindo baixa da pressão arterial, os níveis dos hormônios do stress se reduzem, o sistema imunológico se fortalece e, por fim, as células de defesa do organismo aumentam em quantidade e tornam-se mais ativas.
Rir – vê-se, pois, – faz bem à saúde, mas não apenas à saúde do corpo, porque é também muito bom viver ao lado de pessoas otimistas e bem-humoradas. Você não acha?


Como consultar as matérias deste blog?
Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Quando o assunto é Corinthians...


Na noite de 19/11/2015, no estádio do Vasco da Gama, ficou definido com três rodadas de antecedência o título do campeonato brasileiro de 2015, quando o Timão se igualou ao São Paulo ao conquistar seu 6º título de campeão brasileiro desde 1971, ocasião em que o campeonato assumiu o formato que conhecemos, com a participação de 20 clubes.
Três dias depois (22/11/2015) ocorreu a goleada histórica que o Timão impôs ao São Paulo: 6 a 1.
Em homenagem ao Timão, eis alguns momentos que o corintiano de verdade jamais poderá esquecer:

FILMES E DOCUMENTÁRIOS

Filme TODO PODEROSO: O FILME (100 anos de Timão):
Filme 23 ANOS EM 7 SEGUNDOS (1977 – O fim do jejum corintiano):
Documentário sobre a invasão corintiana no Maracanã em dezembro de 1976:
Documentário sobre as chamadas 3 invasões (1976, 2000 e 2012):
Documentário sobre o título de Campeão do 4º Centenário (1954):
Campanha do título de campeão paulista de 1977:
Como foram as campanhas relativas aos primeiros 5 títulos de campeão brasileiro:
Campanha do título de 2015 (todos os gols até a 34ª rodada):
Melhores momentos do jogo Corinthians x Vasco, que definiu o título de 2015:
Melhores momentos da goleada histórica (6 a 1) do Timão sobre o São Paulo, no dia 22/11/2015:
Campanha do primeiro título de campeão mundial em 2000:
Campanha do título de campeão da Libertadores em 2012:
Campanha do título de bicampeão mundial em 2012:

PARTIDAS DE FUTEBOL NA ÍNTEGRA

Final do Paulista de 1977 contra a Ponte Preta:
Final do Brasileiro de 1990 contra o São Paulo (1º título brasileiro):
Final do Brasileiro de 1998 contra o Cruzeiro (2º título brasileiro):
2ª partida das finais do Brasileiro de 1999 contra o Atlético:
3ª partida das finais do Brasileiro de 1999 contra o Atlético (3º título brasileiro):
Final do campeonato mundial de 2000 contra Vasco:
Final da Libertadores de 2012 contra o Boca Juniors:
Final do campeonato mundial de 2012 contra o Chelsea:
Vitória sobre o Atlético no dia 1º/11/2015, que encaminhou de forma indiscutível a conquista do hexacampeonato (2015):

CURIOSIDADES

Veja por que a Rede Globo transmite mais jogos do Corinthians:
Um jogo do Corinthians deu à Band a maior audiência da história da emissora:


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Philippe Pinel, benfeitor da Humanidade


GEBALDO JOSÉ DE SOUSA
gebaldojose@uol.com.br
De Goiânia-GO 

Semântica é a parte da gramática que estuda o significado (que em muitos casos modifica-se com o tempo) das palavras.
Na cidade do Rio de Janeiro existe o Instituto Philippe Pinel, para tratamento de doentes mentais.
No Brasil, a palavra pinel tornou-se sinônimo de adoidado, amalucado. E certamente foi o carioca – com sua irreverência – que lhe atribuiu esse sentido. Este fato revela quanto a ignorância distorce os assuntos, pelo infeliz significado atribuído ao nome do cientista francês.
Veremos, abaixo, que nada mais equivocado e injusto para com o generoso médico que, afinal, humanizou o tratamento do doente mental, oferecendo a ele tratamento digno, amoroso.
A rigor, ‘ficar pinel’ deveria significar ‘tornar-se amoroso, fraterno, humano, pleno de compaixão’.
Essa distorção lembra o personagem do livro “Alice Através do Espelho” – de Lewis Carroll –, Humpty Dumpty que diz a ela, num tom bastante desdenhoso:
“– Quando eu uso uma palavra, ela significa exatamente o que quero que signifique: nem mais nem menos.”
Contestado por Alice, ele retruca que as palavras possuem o sentido que lhes atribui o chefe, que é, afinal, quem manda!

*

Philippe Pinel (Saint André, 20/04/1745 – Paris, 25/10/1826) foi um médico francês que publicou em 1801 o ‘Tratado médico-filosófico sobre a alienação ou a mania’, no qual descreveu uma nova especialidade médica, que viria a se chamar Psiquiatria (1847).
Considerou doentes os que sofriam de perturbações mentais e que, ao invés de maltratados, mereciam tratamento adequado. “Foi o primeiro médico a tentar descrever e classificar algumas perturbações mentais.” Até então não havia como se falar em obsessões, em perseguições espirituais.
Eis excertos de estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas, em 2000, extraído do site: http://www.comciencia.br/reportagens/manicom/manicom8.htm
História dos manicômios
Asile, madhouse, asylum, hospizio, são alguns dos nomes que denominam as instituições cujo fim é abrigar, recolher ou dar algum tipo de assistência aos "loucos".
(...)
No século XVII os hospícios proliferam e abrigam juntamente os doentes mentais com marginalizados de outras espécies. O tratamento que essas pessoas recebiam nas instituições costumava ser desumano, sendo considerado pior do que o recebido nas prisões. Diversos depoimentos – como o de Esquirol, um importante estudioso destas instituições no século XIX – retratam este quadro:
"Eles são mais mal tratados que os criminosos; eu os vi nus, ou vestidos de trapos, estirados no chão, defendidos da umidade do pavimento apenas por um pouco de palha. Eu os vi privados de ar para respirar, de água para matar a sede, e das coisas indispensáveis à vida. Eu os vi entregues às mãos de verdadeiros carcereiros, abandonados à vigilância brutal destes. Eu os vi em ambientes estreitos, sujos, com falta de ar, de luz, acorrentados em lugares nos quais se hesitaria até em guardar bestas ferozes, que os governos, por luxo e com grandes despesas, mantêm nas capitais." (Esquirol, 1818, apud Ugolotti, 1949.)

Influenciado pelos ideais do iluminismo e da Revolução Francesa, Philippe Pinel (1745-1826), diretor dos hospitais de Bicêtre e da Salpêtrière, foi um dos primeiros a libertar os pacientes dos manicômios das correntes, propiciando-lhes uma liberdade de movimentos por si só terapêutica.
(...)
Mesmo após as reformas instituídas no século XIX por Pinel, um dos primeiros a aplicar uma "medicina manicomial", o tratamento dado ao interno do manicômio ainda era mais uma prática de tortura do que a de uma prática médico-científica.
(...)
Eram correntes as práticas de sangria, de isolamento em quartos escuros, de banhos de água fria, além dos aparelhos que faziam com que o paciente rodopiasse em macas ou cadeiras durante horas para que perdesse a consciência.(...)]
(Redação: Fábio Sanchez; Marta Kanashiro; Rafael Evangelista e Renato Nunes.)
Outro texto nos informa: Na primavera de 1793, apenas quatro anos após a Revolução Francesa, (...) um jovem doutor em Medicina corria pelos pátios da Universidade de Paris, em direção ao Hospital La Bicêtre (...).
Ali se encontravam internados (...) esquizofrênicos e psicopatas, e a esquizofrenia tida como possessão diabólica desde a Idade Média, era, portanto, uma doença irreversível, incurável. (...)
Chamou o guarda, e lhe disse:
– Eu aqui venho para libertar os pacientes; a partir de hoje os psicopatas terão direito à sua liberdade, pois não podem ficar encarcerados pelo crime de serem doentes, graças ao atraso da Medicina.
O guarda, então, lhe responde:
– Doutor, talvez o senhor não saiba que aqui se encontram os loucos mais agressivos de França e da Europa, e eu não posso abrir as celas, porque se eu abrir essas celas, eles vão me matar e depois matarão o doutor. (...)
O jovem médico pede ao guarda que lhe dê o molho de chaves e passa, ele mesmo, a efetuar a tarefa de abrir aquelas celas. Abre o cadeado central e retira a pesada corrente que se estendia por todas as portas e passa a abrir uma a uma daquelas celas. (...)
Era a escória humana; alguns estavam presos há mais de vinte anos; eram homens e mulheres de olhares perdidos, sem noção do que acontecia. Eram degradados sem qualquer identidade. Mas, de repente, um homem de cabeleira enorme, abrindo seus braços e pernas, começou a escalar as paredes daquele corredor em direção à claraboia, como se pretendesse fugir por ali, o que seria impossível, tendo em vista que esta era fechada por grossas barras de ferro.
O médico assistiu àquela cena, até que o homem pendurou-se nas barras e gritou:
– Meu Deus! Meu Deus! Eu já havia me esquecido da beleza de um raio de sol.
Soltou-se das barras, despencando no chão, e (...) rastejou até o jovem doutor, abraçou-lhe as pernas e lhe disse: Muito obrigado doutor! Muito obrigado. O médico ergueu-o pelas axilas e o abraçou ternamente.
(...) há menos de um mês, ele havia (...) proposto (...) a libertação daqueles psicopatas e os colegas lhe haviam perguntado:
– O que você pretende fazer com eles? E ele lhes havia respondido:
– Curá-los.
– E se você não conseguir?
– Então vou amá-los, restituindo-lhes o direito a serem criaturas humanas; desejo oferecer-lhes a dignidade humana.”
(Extraído de Seara Espírita Joanna de Ângelis – Jul/2008, n. 2 – Edição 17, do artigo ‘Desalento’, de Augusto Cantusio Neto.)
No livro Grilhões Partidos (Cap. 20, p. 181), Manoel P. de Miranda refere-se ao Dr. Pinel e exalta sua conduta amorosa junto aos enfermos.
‘Pinel’, pois, deveria significar ‘amoroso, fraterno, humano, pleno de compaixão’.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mudanças


Gebaldo José de Sousa
De Goiânia-GO

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” Mt 22:39/40

Inúmeras mudanças ocorrem em muitas partes da Terra e às vezes não nos damos conta de sua relevância, por não serem melhor divulgadas.
Num tempo de egoísmo exacerbado, questões aparentemente desimportantes para a maioria assumem caráter extraordinário para minorias sofridas.
E, embora singulares e nem sempre percebidas de pronto, resultam em benefícios para toda a Humanidade, eis que, somadas, essas pequenas ações conduzem-nos a um mundo melhor.
O planeta eleva-se espiritualmente quando, em qualquer parte, alguém defende ou promove os frágeis, os excluídos de toda espécie; aqueles a quem falta o respeito à sua dignidade de seres humanos; a quem faltam oportunidades de se educarem, de preservarem a saúde; de crescerem como indivíduos filhos de Deus, iguais aos demais.
Esses pequenos progressos libertam nosso orbe de costumes bárbaros, de opressões consentidas, de sofrimentos às vezes milenares. E a atmosfera espiritual de nossa Casa Planetária se renova, a todos nos favorecendo.
Ora ocorrem na forma de uma Lei (Lei Áurea; Lei Maria da Penha; Lei da Ficha Limpa), ora como uma campanha (Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida – liderada, à época (1993), por Herbert José de Sousa – o Betinho).
Esta última prossegue em todo o Brasil, não apenas doando alimentos, mas oferecendo cursos profissionalizantes a jovens e a adultos carentes; ou seja, executa a ação social, mas não se limita a ela, eis que busca promover o cidadão, através da educação.
Quantos hoje arrecadam cestas básicas na comemoração do próprio aniversário, ou do Natal; ou gêneros alimentícios em quaisquer outros eventos (gincanas estudantis; shows artísticos, etc.), como decorrência do hábito criado por essa Campanha!

*

Waris Dirie – modelo somali – é um desses casos impressionantes de quem se insurgiu contra a opressão e a crueldade impostas não só às mulheres somalis – simplesmente por sua condição feminina –, mas a mulheres de muitos países africanos e asiáticos, com a ablação, para que sejam ‘puras, limpas’.
Foi vítima desse costume bárbaro que se mantém em pleno Século XXI!
Nasceu no deserto, de família nômade. Não sabe sua idade (no deserto não há papéis!).
Com os pés descalços, pastoreou cabras e camelos.
Aos cinco anos foi submetida à ablação (na Somália retiram, além dos lábios menores da vagina, também o clítoris). A ferida é costurada, deixando-se apenas pequena abertura para a urina e a menstruação. Essa prática ocorre sem anestesia e sem assepsia!
Como é de esperar, muitas morrem com o sangramento que sobrevém a essa estupidez! A própria irmã da modelo não sobreviveu a essa tortura física e mental.
Quando o pai ia casá-la com um homem de sessenta anos, em troca de cinco camelos, fugiu para Mogadício, aos 13 anos! Dali, três anos após, seguiu para Londres, trabalhando como criada em casa de uma tia, casada com diplomata somali.
Em Londres foi ‘descoberta’ por um fotógrafo e tornou-se modelo internacional e, com o sucesso e a fama, ferrenha ativista contra a circuncisão feminina.
Sua história, contada por ela no livro "Flor do Deserto", virou filme com o mesmo nome (exibido no Brasil em julho de 2010).
Foi embaixadora da ONU contra a mutilação feminina, de 1997 a 2003. Afastou-se dessa Organização, porque prefere a ação às reuniões e aos longos e inócuos discursos. Fundou uma organização que leva seu nome, para lutar contra essa barbárie.
Para isso, busca também formar professores que eduquem as crianças e as mães, em sua terra natal.
Além de Flor do Deserto (escrito em 1997), escreveu Amanhecer no Deserto (2002), Meninas do Deserto (2005) e Cartas a minha mãe (2007).

*

“Estou confrontando a mutilação na minha própria família. Meu irmão tem seis meninas, todas menores de idade e que vivem no deserto. Minha cunhada quer mutilá-las. Por causa disso eu estou tentando trazer as meninas para um lugar seguro. Isso tira meu sono todas as noites. (...)
Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que entre 100 e 140 milhões de meninas e mulheres vivem hoje sob consequências da mutilação – a maioria na África. A organização tem uma campanha contra a prática, que considera prejudicial à saúde da mulher e uma violação dos direitos humanos.
A mutilação ocorre em várias partes do mundo, mas tem registro mais frequente no leste, no oeste e no nordeste da África e em comunidades de imigrantes nos EUA e Europa. Em sete países africanos – entre eles Somália, Etiópia e Mali – a prevalência da mutilação é em 85% das mulheres.” (Do site http//:g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/e-impossivel-descrever-dor-diz-modelo-sobre-circunscisao-feminina.html)
Quantas peripécias superou essa brava mulher, para empreender essa nobre missão!
Vê-se, nitidamente, que não foi o acaso a levá-la por esse caminho; e que há mão invisível a conduzi-la para esse destino grandioso, de renúncias, sim, mas de extraordinário sentimento de solidariedade! Ela própria confessa, como se vê no texto indicado logo abaixo, que teve a intuição de que lhe estava reservada imensa e transformadora tarefa!
Como a dessa corajosa mulher, há belas e nobres vidas a nos exemplificar o que pode o amor, que jamais se omite, diante da opressão e da injustiça!
O leitor, caso queira, pode saber mais sobre a vida de Waris Dirie clicando neste link: www.leonardokurcis.com.br/apresenta_emocao_a_modelo_do_deserto.pps




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Fraternidade!

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” – Jesus. (Jo, 13:35.)


Gebaldo José de Sousa 
De Goiânia-GO


Belas canções fazem bem à nossa alma e grandes exemplos, às nossas vidas!
Quando artistas geniais – intérpretes e também músicos – unem não apenas suas vozes, seu amor à Arte, mas compartilham, anonimamente, o Amor à família humana, deixam-nos, em rastros de luz, de harmonia, de entendimento, exemplos a seguir e a serem amplamente divulgados.
É o caso de Louis Armstrong e Danny Kaye, cujas vozes podem ser apreciadas clicando-se neste link: http://www.youtube.com/watch?v=OY1WC6QY_bM
Desconhecia esse lado bom de ambos: o de cultivarem a fraternidade legítima!
Isso, até receber e-mail de nobre amigo maçom – conto inúmeros deles, entre os que me honram com sua generosidade, embora eu mesmo não o seja –, com as informações abaixo, que reescrevi:
Louis Armstrong (Nova Orleans - 04.08.1901 – Nova Iorque – 06.07.1971) foi um grande Maçom.
Para surpresa de muitos, milhares de brancos e negros assistiam a seus shows, prestigiando o gênio Louis Armstrong – na época do racismo rígido nos Estados Unidos, em que ambas as raças não se entendiam.
Somente cinquenta e sete anos depois foram divulgados os motivos desse carinho: eram todos maçons e a Maçonaria os fez irmãos, superando os preconceitos reinantes.
Nada surpreendente, numa Instituição que leva seus membros a vivenciar o lema: "Se te perguntarem quantos sois vós?” A resposta é muito simples: “Somos um só...”

*

O que talvez a maioria também não saiba é que Danny Kaye, ator, cantor, dançarino e comediante (Nova Iorque – 18.01.1913 – Los Angeles – 03.03.1987), ganhou milhões de dólares e morreu praticamente sem um tostão.
Fazia shows milionários e dividia a renda com parentes, amigos, além de ajudar muitos colegas que ficaram na miséria, distribuindo o resto por instituições assistenciais.
Foi além de ator e cantor, excelente intérprete de jazz e clarinetista, tocando quase somente para os amigos.
Quando faleceu deixou a casa, dois carros e dois telefones. Em seu nome não havia nada nos bancos, mas ele mesmo dizia: Fui e sou feliz assim!
Parabéns Irmão Danny Kaye!
No ano 2000 a UNESCO o considerou Cidadão do Mundo.
Artistas exemplares, que honram toda a Humanidade!

*

Não integro a família Maçônica – repito – mas a respeito e aqueles que a ela pertencem e a honram com suas condutas, suas ações, seu amor ao semelhante e à Pátria!
Porque sei o que é fraternidade; o valor das 'dádivas' anônimas, ainda que pequeninas, ofertadas ao longo da vida.
Sei do alívio ao faminto de pão ou de luz, pelas mãos que se estendem para amparar os desvalidos; ou para enlaçar os famintos de calor humano, ou de uma boa palavra; de um gesto de carinho.
Por isso, conto pequenas histórias. E esta será uma delas.
*

Eis, pois, belíssimas lições de fraternidade – que merecem divulgadas, seguidas e lembradas pelos tempos afora: até que exemplos assim sejam vivenciados por toda a família humana, independentemente de quaisquer credos, raças, condição social e ou diversas outras circunstâncias que aproximam uns, excluindo os demais, que não sejam da mesma tribo!
Apreciem-nas!
Sintam a alegria, os talentos, a espontaneidade e a harmonia sem par não só de sua canção, mas das canções de amor que foram suas vidas, iniciadas na penúria, que souberam superar com renúncias, muito trabalho e heroísmo!
Belas vidas! Belíssimos espetáculos!


domingo, 27 de maio de 2012

Como a doença de Alzheimer afeta nosso cérebro



Muitas pessoas nos perguntam sobre a doença de Alzheimer e como ela afeta nosso cérebro. 
Eis um instrumento fantástico que nos permite entender melhor o assunto. Trata-se de uma viagem interativa dentro do cérebro.   
Primeiramente, clique no link abaixo:    
Em seguida, ao abrir a página, clique em iniciar a viagem. 
Serão apresentados na tela do seu computador 16 slides interativos.  
Em cada slide que se apresentar, passe o mouse sobre qualquer texto colorido para destacar os recursos especiais de cada imagem. 
Em seguida, clique na seta para avançar ao próximo slide.
Se puder, compartilhe esta informação nas redes sociais e a envie também aos seus amigos.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

O caso Emmanuel Kelly, o órfão iraquiano


Emmanuel Kelly, 17 anos, vive na Austrália, mas em verdade nasceu no Iraque e é um dos sobreviventes de um conflito que somente a estupidez humana é capaz de conceber e realizar.
Sua história retrata os horrores da guerra, mas nos mostra também o que pode o amor de uma mulher que consegue amar, como se filho fosse, um menino órfão nascido em um país distante e bem diferente daquele em que ela vivia e vive.
Pela história desse jovem é possível imaginar quantas crianças em idênticas condições existem em nosso mundo, vítimas de tolices semelhantes, seja na Ásia – que é o caso de Emmanuel Kelly -, na África, na Europa ou em qualquer outro continente em que a guerra continua a produzir vítimas a todo o momento.
A apresentação do jovem Emmanuel, que o leitor verá no vídeo abaixo, realizou-se no X Factor 2011, um concurso para cantores que atrai um contingente enorme de candidatos a cantor.
Assista ao vídeo e prepare-se para se emocionar, como também nos emocionamos.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma prece de Voltaire em prol da tolerância

François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, que nasceu em Paris no dia 21 de novembro de 1694 e ali faleceu em 30 de maio de 1778, foi escritor, ensaísta, filósofo e um dos pais do Iluminismo.
Conhecido por sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, da liberdade religiosa e do livre comércio, suas obras e ideias influenciaram pensadores importantes na França e na América.
Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70 obras em quase todas as formas literárias, tais como peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas.
Polemista satírico, frequentemente usou seus textos para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas de seu tempo, e ficou também conhecido por dirigir duras críticas aos reis absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza.
Por dizer o que pensava, foi preso duas vezes e, para escapar a uma nova prisão, refugiou-se na Inglaterra. Durante os três anos em que permaneceu nesse país, conheceu e passou a admirar as ideias políticas de John Locke.
De autoria de Voltaire é esta notável e atualíssima prece em que apela em favor da tolerância entre as pessoas e os povos:

Prece pela tolerância

Voltaire

Não é mais aos homens que me dirijo. É a você, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos.
Que os erros agarrados à nossa natureza não sejam motivo de nossas calamidades.
Você não nos deu coração para nos odiarmos nem mãos para nos enforcarmos. Faça com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira.
Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos corpos, entre nossos costumes ridículos, entre nossas leis imperfeitas e opiniões insensatas, não sejam sinais de ódio e perseguição.
Que aqueles que acendem velas em pleno dia para te celebrar, suportem os que se contentam com a luz do Sol.
Que os que cobrem suas roupas com um manto branco para dizer que é preciso te amar, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro.
Que aqueles que dominam uma pequena parte desse mundo, e que possuem algum dinheiro, desfrutem sem orgulho do que chamam poder e riqueza e que os outros não os vejam com inveja, mesmo porque você sabe que não há nessas vaidades nem o que invejar nem do que se orgulhar.
Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas, como também execrem os que exploram a força do trabalho.
Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos violentemos em nome da paz.
Que possam todos os homens se lembrar que eles são irmãos!


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Clicando no vídeo abaixo, o leitor pode também ouvir a prece a que nos referimos: