quinta-feira, 31 de janeiro de 2019




A obsessão e suas características

Este é o módulo 117 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. Como o Espiritismo conceitua a obsessão?
2. No início de um processo obsessivo, como se manifesta a ação dos obsessores?
3. Que fatores favorecem a obsessão?
4. Existe alguma relação entre obsessão e certos vícios como o alcoolismo e a glutoneria?
5. Que consequências podem advir do descaso no trato com as influências espirituais negativas?

Texto para leitura

Na obsessão, os obsessores agem inicialmente de maneira sutil
1. Como consequência da inferioridade moral da população do nosso planeta, são muito numerosos os Espíritos inferiores que habitam o plano dos desencarnados. A ação desses Espíritos, capaz de influenciar nossos pensamentos e nossos atos, constitui parte integrante das dificuldades enfrentadas pela Humanidade. 
2. Um dos resultados dessa ação negativa é a obsessão, que pode ser definida como o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. No livro A Gênese, Kardec conceitua obsessão como a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. 
3. Essa ação – explica o Codificador do Espiritismo – pode variar desde uma simples influência moral até a perturbação completa do organismo, inclusive de ordem mental. As faculdades mediúnicas, é fácil entender, tornam-se bastante prejudicadas pela obsessão. A razão é simples: os Espíritos obsessores são sempre de natureza inferior, visto que os bons Espíritos não se preocupam em constranger ou dominar pessoas. 
4. No processo obsessivo os Espíritos obsessores agem, inicialmente, de maneira sutil, interferindo gradativa e progressivamente na mente do encarnado, podendo atingir, em certo tempo, situações extremas de completo domínio.

Como fatores da obsessão alinham-se as imperfeições morais e os vícios
5. A ação do Espírito obsessor pode ser reconhecida, no início, como uma força psíquica a interferir nos processos mentais, uma vontade dominada por outra vontade, ou uma inquietação crescente sem motivo aparente.
6. Da mesma forma que as enfermidades orgânicas se instalam onde existe carência nos mecanismos de defesa, a obsessão manifesta-se nas mentes cujas imperfeições morais e atitudes do pretérito e do presente deixaram marcas profundas no Espírito. 
7. Alguns vícios, no entanto, devem ser alinhados entre os fatores que favorecem a obsessão, por se constituírem em dano para o corpo e para a mente: o alcoolismo, o uso de drogas, a sexualidade desequilibrada, tanto quanto a glutoneria, a maledicência, a ira, o ciúme, a inveja, a avareza e o egoísmo.
8. O alcoolismo, pelas consequências orgânicas, morais e sociais que acarreta, é veículo de obsessões cruéis que permite a alcoólatras desencarnados o vampirismo, com sérias lesões na organização fisiopsíquica.

As imperfeições morais são estradas de acesso à influência negativa
9. As drogas, ao atuarem no sistema nervoso, permitem o ressurgimento de impressões do pretérito, as quais, misturadas às frustrações do presente, desequilibram a emotividade, oferecendo vasto campo de atuação para os desencarnados em desespero emocional. 
10. A sexualidade desequilibrada permite a sintonia com consciências desencarnadas que vivem em indescritível aflição e que se hospedam nas mentes encarnadas, absorvendo energias vitais e gerando obsessões degradantes.
11. A glutoneria, a maledicência, a ira, o ciúme, a inveja, a avareza e o egoísmo são igualmente – como todas as imperfeições morais – estradas de acesso para Espíritos de natureza inferior que, num processo de sintonia, banqueteiam-se com as nossas imperfeições, influenciando nossos pensamentos e nossas ações.
12. Não sendo combatida ou neutralizada, essa influência torna-se cada vez mais persistente, constituindo-se em um processo obsessivo que pode assumir formas mais ou menos graves e levar a pessoa até mesmo à loucura.

Respostas às questões propostas

1. Como o Espiritismo conceitua a obsessão?
A obsessão pode ser definida como o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. No livro A Gênese, Kardec a conceitua como a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. 
2. No início de um processo obsessivo, como se manifesta a ação dos obsessores?
Os Espíritos obsessores agem, inicialmente, de maneira sutil, interferindo gradativa e progressivamente na mente do encarnado. Essa ação pode ser reconhecida, então, como uma força psíquica a interferir nos processos mentais, uma vontade dominada por outra vontade, ou uma inquietação crescente sem motivo aparente.
3. Que fatores favorecem a obsessão?
As imperfeições morais do indivíduo e determinados vícios são os fatores que favorecem a obsessão, por se constituírem em dano para o corpo e para a mente: o alcoolismo, o uso de drogas, a sexualidade desequilibrada, tanto quanto a glutoneria, a maledicência, a ira, o ciúme, a inveja, a avareza e o egoísmo.
4. Existe alguma relação entre obsessão e certos vícios como o alcoolismo e a glutoneria?
Sim. O alcoolismo, a glutoneria, a maledicência, a ira, o ciúme, a inveja, a avareza e o egoísmo são igualmente – como todas as imperfeições morais – estradas de acesso para Espíritos de natureza inferior que, num processo de sintonia, banqueteiam-se com as nossas imperfeições, influenciando nossos pensamentos e nossas ações.
5. Que consequências podem advir do descaso no trato com as influências espirituais negativas?
Esse descaso poderá acarretar uma influência cada vez mais persistente e constituir-se em um processo obsessivo que pode assumir formas mais ou menos graves e levar a pessoa até mesmo à loucura.

Bibliografia:
A Gênese, de Allan Kardec, cap. XIV, itens 45 a 49.
O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, itens 237 a 254.
Nos Bastidores da Obsessão, de Manoel Philomeno de Miranda, psicografado por Divaldo P. Franco, pp. 28 e 29.
Dramas da Obsessão, de Bezerra de Menezes, psicografado por Yvonne A. Pereira.
Obsessão/Desobsessão, de Suely Caldas Schubert.


Observação:
Eis os links que remetem aos 3 últimos textos:






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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019




Obsessão e cura

Albino Teixeira

A reencarnação solicita nove meses de base no claustro materno, a fim de que venha a estabelecer domínio sobre o corpo e não se requer do espírito nada menos de sete anos sucessivos de esforço e de ensaio, para que se lhe consolide a segurança na experiência física.
Um certificado de competência nas profissões liberais custa habitualmente quase quatro lustros de estudos incessantes.
Uma árvore frutífera deve aguardar a passagem de muitas estações, até que consiga fornecer os frutos da própria espécie.
O carvalho ou a peroba para oferecerem material de construção necessitam de muitas décadas de trabalho silencioso, na organização da própria estrutura.
O carvão para converter-se em diamante requisita séculos de apoio no laboratório da natureza.
Em qualquer progresso ou desenvolvimento de aquisições do mundo, nada se obtém sem paciência, amor, educação e serviço; como quereis, meus irmãos da Terra, que a obsessão - que é frequentemente desequilíbrio cronificado da alma, - venha a desaparecer sem paciência, amor, educação e serviço, de um dia para o outro?

Do livro Paz e Renovação, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.





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terça-feira, 29 de janeiro de 2019




Os pássaros já são sábios

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Quando, de fato, vamos aprender com os pássaros livres? Quando vamos entender que podemos ser criaturas, também livres, porém há uma gaiola chamada consciência que pode estar aberta ou fechada? Quando vamos querer viver, como o singelo Francisco, com apenas o que precisamos e empenharmo-nos na caridade e no amor ao próximo? Quando será?
Simples. Quando começarmos a compreender que o Pai, incomparável e onipotente, criador da vida e da perfeição concebeu tudo com definido propósito e, onipresente, que sabe do antes , do agora e do depois, então, a partir disso, poderemos começar – bem do início, superficialmente – a entender que a vida é perfeita em sua magnanimidade e celeiro adequado para o desenvolvimento dos espíritos.
Quando deixaremos de desfrutar o que não é nosso? O que for nosso certamente nos chegará com naturalidade, simples assim. Quando começaremos a ter mais paz que perturbação? Quando vamos valorizar o que anima o coração em busca da luz? Quando nos acalmaremos para ouvirmos melhor a vida? Quando será?
A paz virá quando fizermos o bem sem nenhuma preocupação se o próximo também está fazendo, sem exigirmos antes de doarmos. A paz virá quando, todos os dias, quisermos viver como pássaros livres, com a consciência leve pelas boas palavras, atitudes e bons pensamentos, quando cooperarmos mais para a paz na Terra, transcendendo ao universo... infinito.
Só compreenderemos o sentido da vida quando nossa atitude for impressa com amor.
E os pássaros no céu já respeitam a vida.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/




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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019




Na seção dos cochilos geralmente cometidos no uso do idioma português, eis mais cinco casos:
1 - O jovem inflingiu o regulamento.
O correto: O jovem infringiu o regulamento.
A explicação: o verbo infringir é que significa transgredir. Infligir (e não “inflingir”) significa impor: O tribunal infligiu séria punição ao jogador.
2 - A modelo pousou o dia todo.
O correto: A modelo posou o dia todo.
A explicação: modelo posa, do verbo posar. Avião é que pousa, do verbo pousar.
3 - Viagem bem, meus filhos.
O correto: Viajem bem, meus filhos.
A explicação: as formas verbais de “viajar” são todas escritas com a letra “j”. A forma verbal “viajem” pertence ao imperativo do verbo viajar. O substantivo “viagem” é que se escreve com “g”: Maria fez uma ótima viagem.
4 - A mãe sequer foi avisada.
O correto: A mãe nem sequer foi avisada.
A explicação: em construções desse tipo, o advérbio “sequer”, que significa “ao menos”, “pelo menos”, deve ser usado com negativa: Ele não disse sequer o que queria. Nem sequer se despediu da família.
5 - João ganhou de presente uma TV a cores.
O correto: João ganhou de presente um televisor em cores.
A explicação: a palavra “televisor” é que designa o aparelho. A transmissão é em cores, não a cores. Não se diz: televisor a preto e branco.




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domingo, 27 de janeiro de 2019





São duas as asas que nos levarão à perfeição

A tese de que a experiência na carne é indispensável ao progresso das almas, ou Espíritos, está bem definida em duas conhecidas questões d´O Livro dos Espíritos.
Na questão 132, tratando do objetivo da encarnação dos Espíritos, os imortais foram diretos: “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”
Na questão 133, Kardec refere-se aos Espíritos que desde o princípio sempre seguiram o caminho do bem. Teriam eles também necessidade da encarnação? Eis a resposta, igualmente direta e objetiva: “Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem mérito.”
Uma questão que se impõe, em face dos ensinamentos ora transcritos, diz respeito ao modo, à forma, às condições em que a caminhada para a perfeição se realiza.
Devemos dar ênfase, nesse processo, somente às questões morais, em detrimento da busca do conhecimento? E quanto àqueles que buscam o conhecimento, mas negligenciam tudo o que diz respeito à vida moral?
A resposta a semelhantes questões vamos encontrar na obra O Consolador, que Emmanuel redigiu em 1940, por intermédio de Chico Xavier. Perguntaram-lhe: “A alma humana poder-se-á elevar para Deus, tão somente com o progresso moral, sem os valores intelectivos?”.
O então mentor espiritual do saudoso médium respondeu: “O sentimento e a sabedoria são as duas asas com que a alma se elevará para a perfeição infinita. No círculo acanhado do orbe terrestre, ambos são classificados como adiantamento moral e adiantamento intelectual, mas, como estamos examinando os valores propriamente do mundo, em particular, devemos reconhecer que ambos são imprescindíveis ao progresso, sendo justo, porém, considerar a superioridade do primeiro sobre o segundo, porquanto a parte intelectual sem a moral pode oferecer numerosas perspectivas de queda, na repetição das experiências, enquanto que o avanço moral jamais será excessivo, representando o núcleo mais importante das energias evolutivas.” (O Consolador, questão 204.)
Anos depois - em 1954 - no prefácio que escreveu para o livro Nos Domínios da Mediunidade, de André Luiz, psicografado também por Chico Xavier, Emmanuel retomou o assunto para lembrar que o túmulo é uma porta à renovação, assim como o berço é acesso à experiência, e que nosso estágio na Terra é uma viagem com destino às estações do Progresso Maior. E advertiu: "Sem noção de responsabilidade, sem devoção à prática do bem, sem amor ao estudo e sem esforço perseverante em nosso próprio burilamento moral, é impraticável a peregrinação libertadora para os Cimos da Vida." 
Eis providências que não poderiam faltar nas metas que traçamos relativamente à nossa própria existência, nem deveriam ser ignoradas por pais e mães com referência ao processo educacional de seus filhos.




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sábado, 26 de janeiro de 2019




Viver por amor a Deus é ser feliz

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Continuando sua palestra do dia 6 de janeiro de 2019, Marta contou-nos que esteve na Suíça, onde participou de um evento espírita. Convidada por uma amiga residente ali, foram a um local defronte ao qual havia um prédio belíssimo, cujas cores se alternavam em cambiantes diversos ao longo do dia. Marta perguntou à amiga o que havia dentro daquele prédio. A resposta deixou-a perplexa: ali funcionava uma clínica de eutanásia. As pessoas pagavam uma quantia mensal durante anos, depois disso, escolhiam o dia e a hora do ano em que não mais desejassem viver. Tudo isso legalizado pelo governo.
Ante o espanto de Marta, sua amiga explicou-lhe que, nesse país, é comum ouvir-se pregações de religiosos com o seguinte discurso: “— Deus, em sua infinita bondade, deu-lhe a vida para sua felicidade, mas você não deve ser pesado a ninguém nem viver sofrendo. Se não deseja mais continuar com sua vida de tormento, não há pecado em matar-se”.
De longo e belo texto publicado na Revista Espírita, destacamos os seguintes trechos, que se referem ao período de transição que vivemos atualmente. O título, iniciado na p. 385, é Os tempos são chegados:

Mas uma mudança tão radical quanto a que se elabora não pode realizar-se sem comoção; há luta inevitável entre as ideias, e quem diz luta, diz alternativa de sucesso e de revés. Entretanto, como as ideias novas são as do progresso e o progresso está nas leis da Natureza, estas não deixam de triunfar sobre as ideias retrógradas. Desse conflito nascerão, forçosamente, perturbações temporárias, até que o terreno esteja livre dos obstáculos que se opõem à construção do novo edifício social. É, pois, da luta das ideias que surgirão os graves acontecimentos anunciados, e não de cataclismos, ou catástrofes puramente materiais. Os cataclismos gerais eram consequência do estado de formação da Terra; hoje não são mais as entranhas do globo que se agitam, são as da Humanidade (In: KARDEC, A. Revista Espírita, trad. Evandro N. Bezerra, FEB, out. 1866, p. 389).

Em seguida, em mensagem belíssima, iniciada na pág. 401 e concluída na pág. 415, destacamos esta frase para nossa reflexão e esperança:

Nesses tempos de provas será preciso que prodigalizeis a todos vossa força e vossa firmeza; a todos serão precisos encorajamentos e conselhos. Também se faz necessário fechar os olhos sobre as defecções dos tíbios e dos covardes. Por vossa própria conta, também tereis muito a perdoar... (id, p. 414).

Assim como transbordam, em nosso tempo, nas Academias, nos meios de comunicação falada ou escrita, em organizações políticas, clubes etc. as ideias niilistas que negam Deus, a sobrevivência do Espírito e sua imortalidade, desde o século XIX Jesus tem enviado seus novos emissários à Terra para nos provar que a vida continua e Deus é nosso Pai amantíssimo, mas justo, que atribui, nas palavras do Cristo, “A cada um segundo suas obras” (Mateus, 16: 27).
Ou seja, pela lei de ação e reação, somos os artífices de nossa felicidade ou de nossa desgraça. Daí a grande importância do trabalho de todos os pensadores, filósofos, cientistas e acadêmicos atuais, identificados com as manifestações dos Espíritos, para libertar a humanidade do ateísmo e do materialismo de tão nefastas consequências, como as do suicídio, dos crimes e da eutanásia.
Vivamos com alegria, divulguemos essas revelações, que não são fruto de mentes doentias, mas dos Espíritos elevados, sob a direção do Cristo, responsável pela condução do barco terreno ante nosso Pai Eterno, pratiquemos a caridade por pensamentos, palavras e atos e perceberemos que vale a pena investir no bem para vivermos eternamente bem. E que a ideia da morte jamais passe pelo nosso cérebro como solução das nossas provas e expiações terrenas, pois, sendo a vida eterna e tendo sido criados por amor e para amar, devemos esforçar-nos em viver sempre com amor a Deus, que nos criou para sermos felizes.

Nota do autor: Nossa crônica, mimese do estilo machadiano, mistura ficção com realidade. Cabe ao leitor diferençar uma da outra.






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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019




O Fenômeno Espírita

Gabriel Delanne

Parte 7

Damos sequência ao estudo do clássico O Fenômeno Espírita, de Gabriel Delanne, conforme o texto da 4ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira, com base em tradução de Francisco Raymundo Ewerton Quadros. O estudo será aqui apresentado em 12 partes.
Nosso objetivo é que este estudo possa servir para o leitor como uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte do estudo compõe-se de:
a) questões preliminares;
b) texto para leitura.
As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

Questões preliminares

A. Que fato de mediunidade auditiva é apresentado por Delanne?
B. Quem foi o pioneiro na pesquisa do fenômeno da escrita direta?
C. Em que consiste o fenômeno que Delanne chamou de desagregação da matéria?
D. Que impressão causavam nas pessoas as mãos das formas materializadas?

Texto para leitura

99. A mediunidade auditiva é focalizada por Delanne, que transcreve o caso, relatado no Phantasms of the Living, que ocorreu com um jovem Vigário de Yorkshire, livre de um naufrágio na Nova Zelândia graças a uma voz que, parecendo vir do interior do seu quarto, determinou que ele não partisse de barco naquela manhã, como fora combinado. (P. 118)
100. A escrita direta, que Delanne chama equivocadamente de psicografia – Kardec a designa com o nome de pneumatografia –, é examinada na sequência. O autor conta como o Barão de Guldenstubbé, pioneiro nesse tipo de fenômeno, obteve na França, em 13 de agosto de 1856, o primeiro sucesso nessa modalidade de comunicação espírita. (P. 120)
101. Repetindo depois a experiência em presença do Conde d’Ourches, o Barão obteve uma mensagem da mãe do referido Conde, cuja assinatura e letra foram reconhecidas como autênticas. (P. 121)
102. Na Inglaterra, Wallace constatou a escrita direta em casa da médium Sra. Marshall. Delanne relata a experiência. (P. 121)
103. O autor menciona também os relatos de escrita direta feitos pelo Sr. Oxon, Zöllner e Dr. Gibier. Slade foi o médium nas experiências mencionadas pelos dois últimos cientistas. (PP. 122 a 124)
104. Na América, o professor Elliott Coues afirma ter visto o que o Dr. Gibier não conseguiu ver, isto é, o lápis escrever por si só. A experiência foi narrada em Annales Psychiques, de maio e junho de 1892. (PP. 125 e 126)
105. Fechando este capítulo, Delanne observa que até hoje as inteligências que se manifestam dizem ser as almas daqueles que viveram na Terra. Por que, então, certos homens se obstinam em contestar essa afirmação? Supondo que os espíritas estejam errados, não será digno de nota que esse fenômeno se realize na América, na Inglaterra, na Alemanha, como tendo a mesma causa, quaisquer que sejam os médiuns ou os evocadores? (P. 127)
106. Vimos o Conde d’Ourches obter, pela escrita direta, uma mensagem de sua mãe; o talhe era semelhante aos autógrafos deixados pela Condessa. Que objeção apresentar a esse fato? Que explicação dar quando a escrita se produz sem o concurso do lápis? (P. 127)
107. As experiências – diz Delanne – provam que podemos constatar a presença dos Espíritos pelos mesmos processos empregados para verificar a presença de um homem. Podemos vê-los, tocá-los, ouvi-los e até fotografá-los. (P. 128)
108. O autor trata a seguir do fenômeno chamado inicialmente de desagregação da matéria. O primeiro fato relatado por Delanne ocorreu em casa do Sr. Crookes, sendo médium a srta. Kate Fox: uma campainha foi trazida da biblioteca, que se encontrava fechada, para a sala onde se realizou a sessão. (PP. 129 a 131)
109. Delanne relata, na sequência, as experiências de Zöllner, com o médium Slade, em que dois anéis de madeira, feitos cada um de uma só peça, que antes estavam presos à corda de um violão, apareceram enfiados na perna de uma mesa e em perfeito estado. Teria havido desagregação da matéria, seguida de nova agregação? (PP. 132 e 133)
110. Como vimos, a campainha do Sr. Crookes foi transportada de uma sala para a outra. Se ela tivesse vindo de uma casa vizinha, teríamos aí o chamado fenômeno de transporte, fato que Wallace refere em sua obra, produzido em presença da médium Srta. Nicholl (depois Sra. Guppy). (PP. 133 e 134)
111. Outro fenômeno acusado por Delanne é aquele em que ocorrem aparições luminosas. De novo, é o Sr. Crookes quem descreve, com detalhes, ditas aparições. (PP. 134 e 135)
112. Em alguns casos, sentia-se na sessão o contato de mãos invisíveis, que pareciam, às vezes, frias e mortas; outras vezes, quentes e vivas, a ponto de se ter a impressão de que ditas mãos apertavam as do experimentador com a firme pressão de um velho amigo. Crookes diz que certa vez conservou uma dessas mãos na sua, disposto a não deixá-la escapar. Nenhum esforço foi feito para que ele a soltasse, mas aos poucos a mão pareceu dissolver-se em vapor e sumiu. (P. 137)

Respostas às questões preliminares

A. Que fato de mediunidade auditiva é apresentado por Delanne?
O caso relatado por Delanne foi transcrito da obra Phantasms of the Living e ocorreu com um jovem Vigário de Yorkshire, que escapou a um naufrágio na Nova Zelândia graças a uma voz que, parecendo vir do interior do seu quarto, determinou que ele não partisse de barco naquela manhã, como fora combinado. (O Fenômeno Espírita, pág. 118.)
B. Quem foi o pioneiro na pesquisa do fenômeno da escrita direta?
O pioneiro do fenômeno chamado de escrita direta foi o Barão de Guldenstubbé, que obteve na França, em 13 de agosto de 1856, o primeiro sucesso nessa modalidade de comunicação espírita, que Kardec designou mais tarde com o nome de pneumatografia. (Livro citado, págs. 120 a 127.)
C. Em que consiste o fenômeno que Delanne chamou de desagregação da matéria?
O primeiro fato desse tipo relatado por Delanne ocorreu em casa do Sr. Crookes, sendo médium a srta. Kate Fox, quando uma campainha foi trazida da biblioteca, que se encontrava fechada, para a sala onde se realizou a sessão. Em seguida, ele relata as experiências de Zöllner com o médium Slade, em que dois anéis de madeira, feitos cada um de uma só peça, que antes estavam presos à corda de um violão, apareceram enfiados na perna de uma mesa e em perfeito estado. Teria havido desagregação da matéria, seguida de nova agregação? (Livro citado, págs. 129 a 134.)
D. Que impressão causavam nas pessoas as mãos das formas materializadas?
Conforme relato de William Crookes, em alguns casos sentia-se na sessão o contato de mãos invisíveis, que pareciam, às vezes, frias e mortas; outras vezes, quentes e vivas, a ponto de se ter a impressão de que ditas mãos apertavam as do experimentador com a firme pressão de um velho amigo. Certa vez Crookes conservou uma dessas mãos na sua, disposto a não deixá-la escapar, mas aos poucos a mão pareceu dissolver-se em vapor e sumiu. (Livro citado, págs. 134 a 137.)


Observação:
Eis os links que remetem aos três últimos textos:





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