quinta-feira, 23 de março de 2017

Iniciação ao estudo da doutrina espírita




O arrependimento e o perdão

Este é o módulo 20 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. Por que perdoar faz bem?
2. Qual é a maneira correta de perdoar aos que nos prejudicam?
3. Deus perdoa?
4. Como definir o arrependimento? Arrependimento e remorso são sinônimos?
5. Existe diferença entre expiação e reparação? 

Texto para leitura

O perdão
1. Muito frequentemente interpretamos o perdão como sendo simples ato de virtude e generosidade, em auxílio do ofensor, que passaria a contar com absoluta magnanimidade da vítima.
2. Preciso é perceber, porém, que, quando conseguimos desculpar o erro ou a provocação de alguém contra nós, exoneramos o mal de qualquer compromisso para conosco, ao mesmo tempo que nos desvencilhamos de todos os laços suscetíveis de apresar-nos a ele.
3. Mágoa retida é doença para o Espírito, a quem corrói as forças físicas e envenena a alma. É necessário, para a própria paz, ante quaisquer ofensas, perdoar sempre. Eis por que Jesus disse a Pedro que não se deveria perdoar apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.
4. Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar.
5. Uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter. A outra é aquela em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar. Se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas por ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: - Vejam como sou generoso!
6. Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há nesse modo de perdoar qualquer generosidade; há tão somente uma forma de satisfazer ao orgulho.
7. No convívio familiar somos, constantemente, chamados a perdoar, porque estamos, muitas vezes, diante de antigos desafetos de outras encarnações, que se apresentam hoje sob a forma de cônjuge, filhos ou familiares próximos. Precisamos, por isso, muito mais de perdão dentro de casa que na arena social, e muito mais de apoio recíproco no ambiente em que somos chamados a servir, que nas avenidas rumorosas do mundo.
8. Em auxílio a nós mesmos, temos necessidade de cultivar compreensão e apoio construtivo, no amparo sistemático a familiares e vizinhos, chefes e subalternos, clientes e associados, respeito constante à vida particular dos amigos íntimos, tolerância para com os entes amados, com paciência e esquecimento diante de quaisquer ofensas que nos assaltem o coração.

Deus perdoa?
9. Agindo assim, teremos condições de entender o perdão que Deus confere às suas criaturas, cientes de que o Criador perdoa concedendo ao devedor prazo ilimitado e facultando-lhe meios e possibilidades de resgatar o débito. Ora, que mais pode querer um devedor honesto e probo?
10. O perdão não é, portanto, uma graça concedida por Deus. Há necessidade do arrependimento com a consequente rogativa de perdão. O arrependimento é a confissão íntima da violação das leis morais, revelando-se não só pela insatisfação com o ato praticado, mas pelo empenho de repará-lo e não mais incidir no mesmo cometimento.
11. O arrependimento pode dar-se por toda a parte e em qualquer tempo, mas, embora seja o primeiro passo para a regeneração, por si só não basta. É preciso acrescentar a ele a expiação e a reparação.
12. O Espiritismo ensina que o efeito do arrependimento é o de desejar o arrependido uma nova encarnação para se purificar e na qual possa expiar suas faltas. A concessão renovadora para o infrator, traduzindo o perdão divino, se efetiva com a aceitação da programação cármica pelo perdoado.
13. A expiação se cumpre durante a existência corporal, mediante as provas que o Espírito enfrenta, e, na vida espiritual, pelos sofrimentos morais por que passa, inerentes ao seu estado de inferioridade.

A reparação
14. Após a expiação dos erros passados, vem, finalmente, a reparação, que consiste em fazer o bem àqueles a quem se fez o mal.
15. Quem não repara seus erros numa existência, por fraqueza ou má vontade, achar-se-á numa existência ulterior em contacto com as mesmas pessoas a quem houver prejudicado, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito.
16. Praticando o bem em compensação ao mal praticado, isto é, tornando-se humilde se foi orgulhoso, amável se foi austero, caridoso se foi egoísta, benigno se foi perverso, laborioso se foi ocioso, útil se foi inútil, frugal se foi intemperante – trocando, em suma, por bons os maus exemplos perpetrados, o Espírito arrependido colhe desse esforço o seu próprio melhoramento e caminha a passos largos para a perfeição, meta final de todos nós, criaturas de Deus.

Respostas às questões propostas

1. Por que perdoar faz bem?
Perdoar faz bem porque, quando conseguimos desculpar o erro ou a provocação de alguém contra nós, exoneramos o mal de qualquer compromisso para conosco, ao mesmo tempo que nos desvencilhamos de todos os laços suscetíveis de apresar-nos a ele. Mágoa retida é doença para o Espírito, a quem corrói as forças físicas e envenena a alma. Por isso é necessário, para a própria paz, ante quaisquer ofensas, perdoar sempre. Não foi, pois, sem razão que Jesus disse a Pedro que não se deveria perdoar apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.
2. Qual é a maneira correta de perdoar aos que nos prejudicam?
Há duas maneiras bem diferentes de perdoar. A maneira nobre, grande, verdadeiramente generosa é a que se efetiva sem pensamento oculto e evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter.
3. Deus perdoa?
É evidente que Deus perdoa. A própria oração dominical, ensinada por Jesus, fala-nos do perdão de Deus. Ocorre que o perdão concedido pelo Pai não é exatamente o que o homem tradicionalmente tem imaginado. Deus perdoa ao devedor concedendo-lhe prazo ilimitado, meios e possibilidades de resgatar seu débito. Não é, portanto, uma graça concedida pelo Criador.
4. Como definir o arrependimento? Arrependimento e remorso são sinônimos?
O arrependimento é a confissão íntima da violação das leis morais, revelando-se não só pela insatisfação com o ato praticado, mas pelo empenho de repará-lo e não mais incidir no mesmo cometimento. O remorso pode levar o indivíduo ao arrependimento, mas não significa a mesma coisa. O efeito do arrependimento é o de desejar o arrependido uma nova encarnação para se purificar e na qual possa expiar suas faltas.
5. Existe diferença entre expiação e reparação?
Sim. A expiação se cumpre durante a existência corporal, mediante as provas que o Espírito enfrenta, e, na vida espiritual, pelos sofrimentos morais por que passa, inerentes ao seu estado de inferioridade. A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se fez o mal. Quem não repara seus erros numa existência, por fraqueza ou má vontade, achar-se-á numa existência ulterior em contato com as mesmas pessoas a quem houver prejudicado, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito.


Nota:
Eis os links que remetem aos 5 últimos  textos:




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.




quarta-feira, 22 de março de 2017

Pílulas gramaticais (249)




Exercitar é, em matéria de estudo da língua portuguesa, tão importante quanto o é no aprendizado de Matemática.
Indique nas orações abaixo a função sintática das palavras grafadas em negrito:
1) O prédio foi atingido por uma bomba caseira.
2) Nesta praça já não há pombinhas.
3) Meu pai gostava de vinho verde.
4) Meu tio toca piano muito bem.
5) Passei o dia à toa.
6) Quando enxotada por mim voou longe a abelha.
7) Um dia uma mulher muito gentil bateu à nossa porta.
8) Um famoso atleta deu nome ao estádio.
9) A ilha era povoada de selvagens.
10) O poço secou com o calor.
Eis as respostas:
1) por uma bomba caseira – agente da passiva.
2) pombinhas – objeto direto.
3) de vinho verde – objeto indireto.
4) Meu tio – sujeito; piano – objeto direto.
5) o dia – objeto direto.
6) por mim – agente da passiva.
7) Um dia – adjunto adverbial de tempo.
8) nome – objeto direto; ao estádio – objeto indireto.
9) de selvagens – agente da passiva.
10) com o calor – adjunto adverbial de causa.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.




terça-feira, 21 de março de 2017

Contos e crônicas


O pôr do sol da mesma montanha

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Tomás era um jovem de poucos amigos, mais por sua timidez que por alguma outra característica insociável. Tinha formação profissional e já trabalhava. Acabara de completar vinte e três anos e morava em uma pequena cidade no sul da Itália, o mesmo lugar onde nascera.
Era bem visto, principalmente pelos mais velhos, devido à disciplina e empenho que demonstrava com os estudos e com o trabalho, isso desde criança.
Todos os dias ao fim da tarde quando voltava do “lavoro”, Tomás não resistia ao encanto da “Montanha dos Sentimentos”, como era conhecida aquela montanha. Era encantada, pois ao assistir ao pôr do sol por detrás dela era como se a mente mergulhasse em emoções, em lembranças que, muitas vezes, não se podiam compreender os acontecimentos nem o tempo no qual ocorreram, porém, um sentimento bastante profundo era sentido nessas ocasiões. Mas nem todas as pessoas da cidade reconheciam ou admitiam esse fato. E o jovem, todos os dias, sentia essa emoção a caminho de casa.
Ultimamente, o sentimento se tornara mais intenso e Tomás necessitou buscar alguma explicação.
Na pequena cidade, havia uma livraria que fora passada de geração; única família detinha esse ramo desde há mais de um século. E foi para lá que o jovem, no sábado de manhã, se encaminhou. Precisava encontrar respostas para as emoções que o visitavam quando estava de frente para a montanha assistindo ao pôr do sol.
Entrou na bela livraria; não havia muita modernidade, mas o estilo clássico bastava, realmente muito aconchegante e acolhedor. Passou os olhos pelos livros expostos, era difícil procurar o que ainda não tinha ideia do que poderia ser. Até que a jovem vendedora veio atendê-lo.
‒ Bom dia, precisa de ajuda? ‒ a simpática jovem perguntou.
‒ Bom dia... preciso, sim ‒ ele respondeu rapidamente.
‒ Procura por algum assunto específico?
‒ Não sei lhe dizer o assunto específico, mas penso que posso começar lhe explicando o que acontece ‒ ele respondeu.
‒ Pois, não ‒ a jovem falou e deu um sorriso achando graça pela resposta.
Um pouco sem jeito, ele começou a explicação sobre o que lhe acontecia quando passava, ao fim da tarde, em frente à Montanha dos Sentimentos.
A jovem vendedora ouvia, com os olhos sorrindo, o rapaz, por sentir sua sensibilidade e também por ter ouvido a mesma história relatada por outras pessoas, porém, sem a intensidade com que Tomás lhe contava.
Ele, um pouco tímido, encerrou sua explanação, aguardando o que a jovem poderia lhe indicar para leitura e também se ela faria alguma consideração acerca do relato. Ela sorriu e lhe pediu:
‒ Por favor, acompanhe-me.
A jovem vendedora caminhou uns dez passos para o interior da livraria e chegou à seção de livros, considerados por alguns leitores daquela cidade, sobrenaturais.
Antes de escolher o indicado livro, ela olhou para o rapaz para saber sua reação, pois havia uma plaqueta para cada seção indicando a categoria pertencente dos livros; essa plaqueta estava intitulada com a discriminação com que alguns leitores consideravam o enredo desses livros: sobrenaturais.
Ele olhou, com surpresa, mas manteve o olhar mais interessado que surpreso. Ela passou os olhos pelo número expressivo desses livros e sorriu quando encontrou o que procurava.
‒ Aqui está ‒ ela falou e passou o livro ao rapaz.
Tomás o pegou, com delicadeza, observou a capa que, aliás, era uma bela fotografia de flores, diferentes, das que normalmente se viam nos jardins das casas da pequenina cidade italiana.
Agradeceu à jovem vendedora e depois de pagar o livro foi para casa, queria logo começar a leitura a qual lhe poderia esclarecer a questão que o acompanhava.
Chegando a casa, fez, com pressa, algumas tarefas de organização e limpeza domésticas ‒ era sábado, o dia escolhido para essas atividades ‒ para rapidamente começar a leitura do livro que poderia trazer respostas para as perguntas sobre os sentimentos em relação à montanha e ao pôr do sol.
Pegou um copo de água e o livro, encaminhou-se para a poltrona da sala simples. Sentou-se, bebeu um gole de água, colocou o copo sobre uma pequenina mesa ao lado de onde estava, respirou fundo. A expectativa era grande. Olhou para a capa e leu o título, “Existências”, e o subtítulo, “A continuada caminhada”.
O rapaz ficou alguns segundinhos olhando para o livro, mas seu coração, muito desejoso, de respostas. E fez o primeiro movimento para abri-lo e começar sua leitura. Leu as primeiras informações e verificou que era a vigésima edição; sua expectativa ainda aumentou. Leu o índice; era tudo novidade, mas sentia, ao mesmo tempo, uma retomada a algo, a algum tempo... local. Então, começou.
Não era longo demais, o livro continha cerca de duzentas páginas, mas o número diminuía se dispensassem as páginas de informações sobre o autor entre outros esclarecimentos que, normalmente, os livros possuem.
A cada mudança de capítulo, Tomás respirava fundo e mais compreendia. “Como este livro está me respondendo tantas questões!”, pensava ele. Ainda se recordava da jovem vendedora da livraria e sorria.
As horas passavam, porém, era como se o tempo inexistisse, somente a leitura... preciosas informações, nada mais.
Quando, crucialmente, Tomás lera a passagem sobre o eterno e profundo amor que, mesmo em dimensões diferentes, os espíritos, de uma forma geral, sentem e os encarnados ainda podem trazer uma saudade inexplicável de lugares e de outros companheiros, definitivamente, o rapaz se identificou e mais lia ininterruptamente as frases, os períodos, os parágrafos e virava as páginas. Os olhos do rapaz estavam brilhosos e concentrados nas palavras esclarecedoras.
E seu coração mais se sensibilizava e lembranças, como flashes de luz, saltavam à sua mente. Primeiro vieram imagens mais generalizadas sem detalhes que pudessem identificar coisas, lugares ou pessoas. A leitura continuava dinâmica e mais informações lhe eram apresentadas. E outras imagens lhe saltaram à mente, imagens mais nítidas, mais familiarizadas; ele começou a sentir uma emoção intensa e comovente.
A cena com maior clareza foi quando o rapaz viu num quintal simples numa região parecida com a atual. Havia sua mãe e seu pai, alguns avós, irmãos menores e outros com emancipação natural pela idade. Estavam felizes.
Os olhos de Tomás se encheram de lágrima, pois o jovem passou a identificar as pessoas que se apresentavam em sua lembrança. Acervo da alma.
Identificou, pelo olhar, uma de suas irmãs que fora a mãe que há poucos meses falecera; o pai tinha os mesmos olhos do irmão mais novo de agora que morava em outra cidade; uma das avós tinha o doce olhar da irmã mais velha que partira em decorrência de uma inexplicável doença. E a montanha, como em flashes brilhantes, sempre aparecia durante a revelação. Outros momentos foram resgatados pela lembrança permitida, até que se viu de frente para a montanha e o dourado do pôr do sol iluminava a paisagem. Observou toda a imagem e o desejo era compreender essa emoção cotidiana do fim de tarde. Quando, com a mais decidida persistência, viu um casal jovem, deitado, observando os raios de sol se esconderem atrás da enorme montanha. Firmou seu olhar para identificar quem poderia formar o casal. Seu coração começou a disparar. Com esforço conseguiu ver os olhos dos dois jovens. Com a liberação de toda aquela surpresa, o coração não sabia mais pulsar galopava querendo voltar ao momento de tão profundo amor.
Os olhos do rapaz eram os mesmos de Tomás e os da jovem moça brilhavam com a mesma intensidade que os da atenciosa vendedora da livraria que lhe indicara o livro. E compreendeu que em todos os fins de tarde o apaixonado casal fortalecia a verdadeira jura com as seguintes palavras: “Te digo que já és parte de mim e que respiras pelo meu suspiro, que vês pelos meus olhos, e que pulsas em meu coração”.
Espíritos ligados pelo tão profundo e real amor podem trazer consigo as impressões vivenciadas, o sentimento amoroso e a eterna saudade de quem já foi um dia seu bem-querer.
   
Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/





Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.




segunda-feira, 20 de março de 2017

As mais lindas canções que ouvi (234)


Ah!... Como eu amei

Jota Veloso e Ney Veloso


O amor que eu tenho guardado no peito
me faz ser alegre, sofrido e carente...
Ah!... Como eu amei!

Eu sonho, sou verso,
sou terra, sou sol,
sentimento aberto...
Ah!... Como eu amei!
Ah!... Eu caminhei.
Ah!... Não entendi.

Eu era feliz, era a vida,
minha espera acabou.
Meu corpo cansado e eu mais velho,
meu sorriso sem graça chorou...
Ah!... Como eu amei!
Ah!... Eu caminhei.

Tem dias que eu paro,
me lembro e choro,
com medo eu reflito que
não fui perfeito.
Ah!... Como eu amei!

Eu sonho, sou verso,
sou terra, sou sol,
sentimento aberto...
Ah!... Como eu amei!
Ah!... Eu caminhei.
Ah!... Não entendi.

Eu era feliz, era a vida,
minha espera acabou.
Meu corpo cansado e eu mais velho,
meu sorriso sem graça chorou...
Ah!... Como eu amei!
Ah!... Eu caminhei.



As cifras desta música você encontra em:


Você pode ouvir a canção acima, na voz dos intérpretes abaixo, clicando no link indicado:





Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.




domingo, 19 de março de 2017

Reflexões à luz do Espiritismo


Se um cego conduz outro cego, todos sabemos o que pode acontecer

Diferentemente do que é dito no livro Trabalhadores da Última Hora, obra psicografada por Carlos A. Baccelli, não existe nenhum esvaziamento nos centros espíritas. Ao contrário. Tal afirmação, como bem observou José Passini na análise do citado livro, é completamente destituída de fundamento, pois o que se observa é exatamente o contrário: o número de pessoas que têm chegado às casas espíritas é crescente.
É de Cláudia Majdalani, do Centro Espírita Estrela da Seara, de Salvador (BA),   este depoimento: “Os centros espíritas estão recebendo uma demanda grande e necessitam estar preparados para esse público”.
Não cremos que esse fenômeno – crescimento constante do número de pessoas que chegam aos centros espíritas – constitua novidade em nosso meio.
Existem centros espíritas, como está ocorrendo com o “Nosso Lar”, principal instituição espírita de Londrina (PR), que nem espaço mais apresentam para acolher tão grande demanda, fato que exige a multiplicação dos grupos de estudo e das reuniões públicas, em que a palestra seguida dos passes constitui um atrativo especial.
A questão que decorre daí não diz respeito, porém, tão somente ao espaço físico, mas fundamentalmente ao preparo das pessoas para bem acolher e prestar orientação adequada aos que chegam.
Essa foi, aliás, a razão que deu origem em Londrina (PR) ao GEEAG – Grupo de Estudos Espíritas Abel Gomes, em atividade desde fevereiro de 2000 no Centro Espírita Nosso Lar.
A ideia da fundação do GEEAG nasceu a partir de um fato ocorrido em julho de 1998 em Minas Gerais, quando Abel Gomes (Espírito) transmitiu a um grupo de espíritas mineiros, em reunião especial realizada na espiritualidade, um recado importante relacionado com as diretrizes do movimento espírita relativamente aos primeiros momentos do século XXI, que teria início dentro de pouco tempo.
De acordo com Abel Gomes, os dirigentes espirituais do movimento espírita pediam que fosse dada a partir de então, no meio espírita, ênfase especial à constituição de pequenos grupos de estudos, para que os espiritistas brasileiros pudessem preparar-se com maior intensidade com vistas a adquirir condições para atender adequadamente as pessoas que, em número crescente, bateriam às portas dos Centros Espíritas.
A previsão do conhecido mentor espiritual com relação ao aumento da demanda confirmou-se integralmente e sua proposta continua atual, merecendo, pois, a atenção de todos os que têm sob sua responsabilidade a direção de uma casa espírita. Afinal, todos sabemos que ninguém pode dar mais do que tem, e que para alguém poder ensinar é preciso primeiro que aprenda.
Existe, nesse sentido, um conhecido ditado que diz que um cego não pode guiar outro cego, fato que não escapou a Jesus, que a isso se referiu em uma conhecida advertência registrada pelos evangelistas: “Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala” (Mateus, 15:14).




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.




sábado, 18 de março de 2017

Destaques da semana da revista “O Consolador”




Encontra-se desde já disponível na Web a edição semanal da revista O Consolador, cujos destaques vão abaixo relacionados, seguidos dos respectivos links:

Destaques da edição 508

Já está disponível na Web a edição deste domingo da revista O CONSOLADOR.
Saiba o que ocorre nesta semana no movimento espírita brasileiro.
Anote e acompanhe os eventos espíritas internacionais da semana.
José Antonio da Cruz, de Catanduva (SP), é o nosso entrevistado deste domingo.
“Zimbábue”, de autoria de Eleni Frangatos, é o título do Especial da semana.
Divaldo Franco fala para uma multidão no Centro de Convenções de Uberlândia (MG).
“Deus ajuda os homens através dos homens”, este o título do nosso editorial.
De um leitor: - Que diz o Espiritismo sobre o exílio de Espíritos recalcitrantes no mal?
Onde Pitágoras hauriu a ideia da reencarnação?
É preciso ter cuidado com o ressentimento que possamos nutrir?
Por que os animais sofrem? Eles também estão sujeitos à expiação?
“Deus espera a nossa renovação.” (Altamirando Carneiro)
Emmanuel escreve sobre profilaxia espiritual e em que isso consiste.
“Líderes narcisistas e a sua influência.” (Anselmo Ferreira Vasconcelos)
Pode haver mensagens entre vivos transmitidas com o auxílio de Espíritos?
André Luiz lembra-nos quão importante é o aproveitamento das horas.
“Vencendo a vida.” (Arnaldo D. Rodrigues de Camargo)
“Uma verdadeira família” é o título de novo conto de Meimei.
“Interagimos e nos modificamos.” (Guaraci de Lima Silveira)
As tolas ideias sobre o sexo eram ainda nutridas pelo marquês de Sade?
Veja como Chico Xavier suportou a fase mais difícil de sua tarefa mediúnica.
“Condutas que podem abreviar ou delongar a desencarnação.” (Jorge Hessen)
Colocar Esperanto no currículo? Evildea explica as vantagens disso.
“O silêncio, realmente, é uma prece?” (Leonardo Marmo Moreira)
A influência dos Espíritos sobre nós é constante?
“Viver às custas dos outros” é uma frase gramaticalmente correta?
“O materialismo e a tarefa de Vlado.” (Luiz Carlos Formiga)
Conheça algumas vacinas contra o mal, segundo o poeta Cornélio Pires.
“160 anos iluminando mentes e fortalecendo espíritos.” (Vladimir Polízio)





Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.