quarta-feira, 25 de março de 2026

 



Sínteses

 

José Nava (autor espiritual)

 

 

Quem busca arrancar no mundo

A treva pela raiz,

Quanto mais sabe mais cala,

Quanto mais cala mais diz.

 

A Terra seria o Céu,

Se o homem, por onde vá,

Seguisse vinte por cento

Dos bons conselhos que dá.

 

Aviso para ajudar

Raciocínio e lucidez:

Quanto serves, tanto vales,

Quanto sabes, tanto vês.

 

Quem te elogia ou te aprova

Não te vê como sorri;

Apenas diz a quem ouve

O que se espera de ti.

 

O que plantaste, plantaste;

Colherás conforme a lei.

Tudo o que deste ganhaste,

O que guardaste, não sei.

 

 

Do livro Trovas do Outro Mundo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

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terça-feira, 24 de março de 2026

 



Efemeridade


CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Nada é permanente, nada é realmente nosso, na verdade, tudo nos foi emprestado e já com um momento previsto para devolvê-lo. Por isso o apego nos drena energia e causa tanto sofrimento impedindo-nos de viver o que devemos e podemos. Não há dúvida de que quando vivemos com mais leveza deixando fluir o que a vida nos reserva e, principalmente, o que necessitamos viver, os dias passam a ser mais coloridos, vivos, com direção para o cumprimento dos objetivos maiores criados com tanto amor por nosso Pai.

Quando nos apegamos a pessoas, coisas, situações, bens, aparências, status sociais, criações imaginárias, ou quando nunca nos contentamos nem agradecemos, o que é impermanente, de maneira equivocada e infeliz, passa a desenvolver forçosamente características de algo eterno que apenas possui a efemeridade. Onde moramos mesmo que sede própria , pode vir qualquer ocorrência mais determinada e nos levar o que muito parecia definido até o momento. Também alguém que muito amamos pode seguir adiante sem a nossa companhia, ou por própria vontade ou escolha maior.

E se mantemos uma existência mais de acordo com o verdadeiro sentido da vida, não é de se espantar que a fluidez dos dias será de muito mais contentamento e admiração, já que tudo o que faz bem ao espírito possui a verdade da criação. Manter os laços respeitosos e carinhosos com amigos e pessoas que nos fazem bem e alimentá-los ainda mais, sem aguardar nenhuma reciprocidade, mas por puro sentimento, é conteúdo assimilado na escola do progresso espiritual.

Caso algum ser querido deseje voar a outros céus, que a paz e a proteção sejam companheiras assíduas em seus novos dias; ainda que o que nos seja tão valioso, material ou não, se encaminhe a outra direção, está bem, pois tudo perdura até o momento necessário para que, também assim, outros presentes possam chegar até nós. O dinamismo da vida é maestral e se o apego não se apresenta, a vida, o tempo todo, só deseja nos ver em desenvolvimento e feliz. Quanto mais seguramos algo, mais desgaste desenvolvemos; e à medida que libertamos, o que nos é bom mais desejará ficar.

A vida nos ensina, ininterruptamente, que a liberdade fortalece e que devemos priorizar o que é verdadeiro para o espírito. Quando nos voltamos para o céu, o nosso coração suspira; quando nos prendemos à sociedade terrena, o nosso espírito se sente um pouco sufocado buscando pelo ar da eternidade.

O que nos pertence é tudo o que faz morada em nosso ser e o que nos traz sentido real para o espírito com as características para o seu progresso no caminho da evolução.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 


 

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segunda-feira, 23 de março de 2026

 



Assim de momento

 

Albino Teixeira (autor espiritual)

 

Assim de momento, você, de fato:

não pode esconder a moléstia renitente ou irreversível que lhe promove o aperfeiçoamento espiritual;

não pode livrar-se do defeito físico inarredável;

não dispõe de recursos para desconhecer o parente difícil;

não consegue liberar-se dos conflitos íntimos com que haja renascido, atendendo-se a fins determinados;

não liquidará, de vez, todas as dívidas que terá assumido diante dos outros;

não se liberará da influência dos adversários gratuitos;

não estará sem as ironias e incompreensões que se lhe espalhem na estrada;

não viverá sem problemas educativos...

Mas você pode aceitar tudo isso e, da aceitação construtiva de todos os percalços que porventura lhe assinalem a existência, você pode partir para o esforço de trabalhar, melhorando a você mesmo a fim de render, tanto quanto possa, no bem de todos, de vez que colaborar no bem de todos é o caminho para a verdadeira felicidade.

 

Do livro Coragem, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

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domingo, 22 de março de 2026

 



A importância de uma mente sadia para termos saúde

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

De que modo devemos interpretar, à luz do Espiritismo, a máxima “mens sana in corpore sano” (“mente sã em corpo são”) e qual o nosso compromisso quanto a ela?

O corpo nada mais é que um instrumento passivo e é de sua condição plena que depende a perfeita exteriorização das faculdades da alma. Da cessação da atividade desse ou daquele centro orgânico resulta o término da manifestação que lhe é correspondente.

O corpo material não funciona apartado da alma – ele é, em verdade, a sua representação. Suas células são organizadas segundo as disposições perispirituais do indivíduo, de modo que o organismo doente retrata um Espírito enfermo.

É daí que provém toda a sabedoria da velha máxima “mente sã em corpo são”.

No que se refere ao “corpo são”, a atividade física exerce um papel importante, e constitui um dos meios pelos quais o homem vela pela conservação do seu corpo. A alimentação correta e a ausência de vícios também concorrem para esse objetivo, que é, em verdade, uma lei da vida, que não nos é dado negligenciar, motivo pelo qual não assiste a ninguém o direito de sacrificar ao supérfluo os cuidados que o veículo físico reclama.

Evidentemente, cuidar apenas do corpo físico não basta. É preciso cuidar da alma e buscar mantê-la em equilíbrio, para que, estando harmonizada, não transfira ao organismo físico suas próprias mazelas.

A propósito disso é importante lembrar que a frase “mens sana in corpore sano”, de autoria do poeta romano Juvenal, que a inseriu em sua obra “Sátiras”, escrita por volta do final do século I ou início do século II, é diferente da que conhecemos. A frase de Juvenal é esta: “Orandum est ut sit mens sana in corpore sano” (“Deve-se orar para que haja uma mente sã em um corpo são”). Notemos, portanto, que ele não estava somente dizendo que existe uma relação direta entre corpo e mente, mas sugerindo que o equilíbrio entre ambos é algo desejável e digno até de ser pedido em nossas orações.

Aprendemos com o Espiritismo que desatender às necessidades que a Natureza nos prescreve equivale a desatender à lei de Deus, e tal atitude gera efeitos inevitáveis, como mostra a experiência de André Luiz, registrada por ele mesmo em sua primeira obra, o livro “Nosso Lar”, cap. 4, pp. 31 a 33.

Quando recolhido a um hospital na colônia Nosso Lar, depois de examinado pelo médico Henrique de Luna, André Luiz escutou-o a dizer que lamentava tivesse “vindo pelo suicídio”, ao que André protestou: "Lutei mais de quarenta dias, na Casa de Saúde, tentando vencer a morte. Sofri duas operações graves, devido a oclusão intestinal..."

O médico espiritual explicou-lhe então que a oclusão se radicava em causas profundas. "Talvez o amigo não tenha ponderado bastante. O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo", explicou-lhe Henrique.

A oclusão – observou em seguida o facultativo – derivava de elementos cancerosos e estes, por sua vez, de algumas leviandades cometidas por André no campo da sífilis. A moléstia talvez não assumisse características tão graves se seu procedimento mental no planeta estivesse enquadrado nos princípios da fraternidade e da temperança. Seu modo especial de agir, muita vez exasperado e sombrio, captara destruidoras vibrações nos que o rodeavam, visto que a cólera é manancial de forças negativas para nós mesmos.

A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com as pessoas, a quem muitas vezes ofendera sem refletir, conduziam-no com frequência à esfera dos seres doentes e inferiores. Foi isso que havia agravado o seu estado. Todo o aparelho gástrico fora destruído à custa de excessos de alimentação e de bebidas alcoólicas; a sífilis devorara-lhe energias essenciais; o suicídio era, pois, incontestável.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/o-hino-que-scheilla-nos-ofertou-por.html

 

 

 

 

 

 

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