sexta-feira, 23 de outubro de 2026

 



Considere a seguinte oração: Otelo foi presa do ciúme. 

O texto significa que Otelo sentiu ciúme, tornou-se atormentado pelo ciúme.

O substantivo feminino presa tem, em casos assim, o significado de vítima, de pessoa explorada ou atormentada. E é, paradoxalmente, invariável, ou seja, aplica-se a homens e mulheres.

Exemplos:

- Maria, presa de forte emoção, desmaiou.

- Carlos, presa de grande angústia, desabou.

- O marido foi presa de um acesso de ciúme.

- A esposa foi presa de um ataque de raiva.

 

*


Duas observações importantes:

Resiliência. Esta palavra tem sido usada com certa frequência nos meios de comunicação. Trata-se de um substantivo feminino que designa a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica. Figuradamente, significa resistência ao choque. 

De frente. Esta locução significa “de face”, olhar de frente, olhar cara a cara. Devido a isso, não deve ser utilizada nas frases em que o predicado verbal seja o verbo encarar. 

Digamos, então, simplesmente:

- Ele encarou o ladrão. (E não “... encarou de frente o ladrão”.)

- Com redobrada disposição, encarou o novo desafio. (E não “... encarou de frente o novo desafio”.)

- Meu irmão não soube encarar com seriedade o assunto.

- Meu pai sempre encarou as adversidades com serenidade.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/quais-das-oracoes-abaixo-sao-corretas-1.html

 

 




 

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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

 



Temas da prece

 

Emmanuel
(autor espiritual)

 “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.” – Jesus. (Mateus 7:12.)

 

Roga a Deus te abençoe, mas concilia-te, cada manhã, com todas as criaturas e com todas as coisas, agradecendo-lhes as dádivas ou lições que te ofertam.

Pede saúde, evitando brechas para a doença.

Solicita proteção, amparando os irmãos de experiência cotidiana, dentro dos recursos que se te façam possíveis.

Espera a felicidade, criando a alegria do próximo.

Procura as luzes do saber, distribuindo-as no auxílio aos que te rodeiam.

Busca melhorar o nível de conforto em tua existência material, apoiando os companheiros de Humanidade para que se elevem de condição.

Aguarda tolerância para as falhas possíveis que venhas a cometer; entretanto, esquece igualmente as ofensas de que te faças objeto ou as dificuldades que alguém te imponha.

Requisita a consideração e a simpatia dos semelhantes para que te harmonizes contigo mesmo; todavia, oferece aos outros a consideração e a simpatia de que carecem para que não lhes falhem o equilíbrio e a tranquilidade.

Suplica o auxílio do Senhor, na sustentação de tua paz; contudo, não sonegues auxílio ao Senhor para que haja sustentação na paz dos outros.

A árvore se alimenta com os recursos do solo, produzindo fruto que não consome.

A lâmpada gasta a força da usina, deitando luz, a benefício de todos, sem enceleirá-la.

Entre a rogativa e a concessão está o proveito.

Afirma-nos o Evangelho que para Deus nada existe impossível, mas decerto que Deus espera que cada um de nós faça o possível a nosso próprio favor.

 

Do livro Ceifa de Luz, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 



 

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terça-feira, 20 de outubro de 2026

 



A vida não se torna fácil

(Nós é que nos tornamos melhores colaboradores)

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Da mesma forma que um aluno percebe a prova mais fácil de realizar, também percebemos quando a nossa vida está mais harmoniosa e tranquila para viver. Não significa que o conteúdo da prova estava mais simples, porém que o aluno se preparou melhor e conquistou o seu objetivo. Assim ocorre conosco, não quer dizer que a vida tornou-se mais fácil, nós é que nos tornamos mais fortes e disciplinados e os nossos dias ganharam um ar com mais paz e sentido.

Quando recebemos a permissão para reencarnar ‒ ainda no plano verdadeiro ‒, mil e uma promessas nos fazemos, com o intuito de melhorar no maior número de quesitos. Pois bem, vem a oportunidade, e a realidade se apresenta e tudo o que seria mais um mar de rosas transforma-se em vários pequenos tsunamis e seguimos com todos os nossos vícios e apegos. No entanto se lembrarmo-nos de uma produtiva palavra, de fato, muito nos auxiliará para a sonhada conquista, e a palavra é: colaboração. E colaborar para o crescimento nos cria méritos que tornam a vida mais abençoada e calma.

Na verdade, tudo o que realizamos deveria contribuir para o nosso crescimento de uma maneira mais consciente e crescente, porém bastante do que observamos é que nosso comportamento, tantas vezes, nos desgasta e nos retarda para o nosso avanço ‒ mas tudo de acordo com o nosso desenvolvimento.

E quando compreendemos que tudo o que fizermos deve ser com amor, cuidado, disciplina, responsabilidade, valorização e agradecimento, sem dúvida que, como o aluno, perceberemos a nossa vida mais feliz e acessível, pois nos tornamos fortalecidos, responsáveis, fraternos, conscientes e, consequentemente, mais felizes e em paz, próximos a tudo o que o Mestre Jesus sempre nos fala. Seja bom e a bondade se aproximará; ajude e o amparo nos visitará; ame e o amor será presente, ou seja, o fruto nascerá da mesma semente lançada.

Se houver desgaste por tanto sofrimento basta a observação de como se está vivendo; se houver tristeza e sacrifício, muito provável que as sementes lançadas germinaram e apenas estão se fortalecendo para o crescimento visto. Só se sobem degraus mais elevados quando a perna, fortalecida, consegue galgar o novo plano; só se conquistam novos trabalhos e patamares quando houver a comprovação do aprendizado. Então, diante da bondade divina, resta mesmo o agradecimento e a vontade de progredir, porque são infinitos os cuidados e os benefícios transbordantes da vida para nós.

E tanto o aluno como nós, somente percebemos e assimilamos a transformação, pois antes do ego, o amor se fez presente acompanhado da compreensão e disciplina. E realmente a vida se torna mais acessível quando colaboramos para o progresso dentro da evolução.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 







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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

 



Bens e males

 

Scheilla

(autora espiritual)

 

Quase sempre, na Terra, muitos bens são caminhos a muitos males e muitos males são caminhos a muitos bens.

Por isso, muitas vezes, quem vive bem à frente dos preceitos humanos, pode estar mal ante as Leis Divinas.

A dor, sendo um mal, é sempre um bem, se sabemos bem sofrê-la, enquanto que o prazer, sendo um bem, é sempre um mal se mal sabemos fruí-lo.

Em razão disso, há muitas situações, nas quais o bem de hoje é o mal de amanhã, ao passo que o mal de agora é o bem que virá depois.

Muita gente persegue o bem, fugindo ao bem verdadeiro e encontra o mal com que não contava e muita gente se desespera, a fim de desvencilhar-se do mal que não consegue entender e acaba encontrando o bem por surpresa divina.

Há quem se ria no gozo dos bens do mundo para chorar nos males do espírito e há quem geme nos males da Terra para colher os bens da Esfera Superior.

Não procures unicamente estar bem, porquanto no bem apenas nosso talvez se ache oculto o mal que flagela os outros por nossa causa e o mal que flagela os outros por nossa causa é mal vivo em nós mesmos, a roubar-nos o bem que furtamos do próximo.

Se desejas entesourar na estrada o bem dos mensageiros do bem, atende, antes de tudo, ao bem dos semelhantes, sem cogitar do bem que se te faça posse exclusiva.

Recordemos o Cristo que, aparentemente escravo ao mal do mundo, era o Senhor do Bem, a dominar, soberano, acima das circunstâncias terrestres, e, tentando seguir-Lhe o passo, aceitemos com valor, no mal da própria cruz, o roteiro do bem para a Grande Vida.

 

Do livro Passos da vida, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 






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domingo, 18 de outubro de 2026

 



As aristocracias que imperaram no mundo

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

O termo intelecto-moral, que tem valor de adjetivo, é utilizado quando queremos dizer que determinado fato, coisa ou circunstância dá relevância, ao mesmo tempo, à inteligência e à moralidade.

Allan Kardec o utilizou quando escreveu sobre as aristocracias em um dos capítulos do livro Obras Póstumas. Nesse texto, Kardec fez uma previsão acerca do advento futuro em nosso mundo do que ele chamou de aristocracia intelecto-moral.

A palavra aristocracia vem do grego Aristos, o melhor, e Kratus, poder. Aristocracia significa, assim, o poder dos melhores, conquanto saibamos que o sentido primitivo da palavra foi por várias vezes deturpado.

De acordo com o texto escrito por Kardec, verificaram-se na história da Humanidade terrena cinco espécies de aristocracia:

1 - Aristocracia dos patriarcas

Nas sociedades primitivas, quando surgiu, em decorrência da formação dos grupos sociais, a necessidade de uma autoridade, esta foi conferida aos chefes de família, aos anciãos e aos patriarcas. Surgia assim a primeira de todas as aristocracias, um fenômeno que ainda se vê em pleno século 21 em algumas comunidades indígenas.

2 - Aristocracia da força

Com o surgimento dos conflitos e das guerras, a autoridade foi sendo transferida aos poucos para os indivíduos fortes e vigorosos, ocorrendo então o advento dos chefes militares. Surgia com isso o segundo modelo de aristocracia.

3 - Aristocracia do nascimento

Os detentores do poder foram, com o tempo, transferindo seus privilégios e sua autoridade aos descendentes. Nascia então o terceiro modelo de aristocracia, geralmente fundamentada em leis outorgadas por quem estava no poder e nisso tinha interesse. Na organização política atual, como por exemplo no Brasil, senadores e deputados costumam inserir seus filhos e netos na política, transferindo-lhes o seu prestígio e seus votos, o que constitui um resquício do terceiro modelo de aristocracia surgida no mundo.

4 - Aristocracia do dinheiro

Com o surgimento das grandes fortunas, elevou-se na Terra um novo poder, o do ouro, visto que com o ouro pode-se dispor de homens e coisas. O que não se concedia mais aos títulos, concedeu-se à fortuna e esta, como ainda é bastante comum em nossos dias, passou a ser detentora do poder. Foi esse o quarto modelo de aristocracia verificado no planeta.

5 - Aristocracia da inteligência

Este modelo é o que vai se insinuando no mundo, em que técnicos e especialistas nas mais diferentes áreas é que ditam as regras que governam os povos. Ocorre que a inteligência, por si só, não é garantia de que todos os seres humanos de igual forma sejam contemplados pelos detentores do poder. O desenvolvimento intelectual sem o guia dos princípios morais pode, como sabemos, ter consequências desastrosas para a sociedade.

Kardec previu então, no texto que mencionamos, o surgimento de uma sexta forma de aristocracia no mundo, como decorrência da própria evolução da Humanidade, a aristocracia intelecto-moral, em que, por definição, a inteligência e a moralidade estarão presentes na autoridade, a que todos podem submeter-se, confiados ao mesmo tempo em suas luzes e em sua justiça. 

Algo semelhante já se vê em algumas comunidades espirituais, como a colônia Nosso Lar, descrita por André Luiz no livro de mesmo nome. O governador de Nosso Lar reuniria, pelo menos parcialmente e considerando o grau evolutivo da comunidade local, as duas condições que o Codificador do Espiritismo assinala como características da aristocracia intelecto-moral.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/10/valorizemos-cada-minuto-da-vida-porque.html

 





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