segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

 



Na viagem do mundo

 

Dalva de Assis (Espírito)

 

“Quem me segue não anda em trevas…” — prometeu-nos o Eterno Amigo.

Se avanças, assim, em companhia do Mestre, sob o nevoeiro do mundo, muitas vezes serás interpelado pela sombra, através daqueles que te palmilham a senda.

Em plena estrada, dir-te-á pelo rebelde:

— Perdão é covardia. O ódio alimenta. Incendeia o caminho. Oprime e passa.

Dir-te-á pelo ambicioso:

— Não cogites dos meios para alcançar os fins. Dar é tolice. O interesse acima de tudo. Mais vale um vintém na Terra que um tesouro nos Céus.

Exclamará para os teus ouvidos pela boca dos viciosos:

— Nada além da carne. Come e bebe. Goza o dia. Embriaga-te e esquece.

Exortar-te-á pelo usurário:

— Não desdenhes a bolsa farta. Serviço é privilégio da ignorância. Migalha bem furtada, riqueza justa. Ajuda a ti mesmo, antes que os outros te desajudem.

Dir-te-á pelo pessimista:

— Nada mais a fazer. Que te importa o destino? Não vale a pena… Tudo é ilusão.

Exortar-te-á pelos filhos do orgulho:

— Jamais te humilhes. O mundo é teu. Nada além de ti mesmo. Vence e domina.

Em teu santuário de serviço, dir-te-á pelo chefe:

— Não reclames. Obedece e cala-te. Estou fatigado… Não me perturbes.

Pela voz do subordinado, gritará, inquietante:

— Não te aproximes. Não te suporto. Pagar-me-ás a injustiça. Maldito sejas.

E acentuará pela boca do companheiro:

— Desaparece. Não me aborreças. Estou farto. A culpa é tua…

Em casa, dir-te-á pelos mais amados:

— És a nossa vergonha. Enlouqueceste… Que fizeste de nós? Não passas de um fraco…

Mas, no imo d’alma, escutarás a palavra do Senhor, na acústica do coração:

— Brilhe tua luz. Ama sem exigência. Serve a todos. Ampara indistintamente. Não desesperes. Tem bom ânimo. Ora pelos adversários. Ajuda a quem te calunia. Perdoa setenta vezes sete. A quem te pedir a túnica, oferece também a capa. Ao que te pedir a jornada de mil passos, caminha com ele dois mil. Renúncia é conquista. A dor é bênção. Sacrifício é glória. O trabalho é superação. A luta é pão da vida. A cruz é triunfo. A morte é ressurreição.

Se souberes ouvir o Celeste Orientador, aprenderás servindo e servirás amando…

E, reconhecendo a tua condição de simples viajante no mundo, usarás, cada dia, a bússola da bondade e da fé, no divino silêncio, nutrindo a certeza de que aportarás, amanhã, sob a inspiração de Jesus, na grande praia da verdade, onde encontrarás, enfim, a tua Vitória Eterna.

 

Do livro Instruções psicofônicas, obra de autoria de Espíritos diversos pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 


 



 

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domingo, 18 de janeiro de 2026

 



O animal doente pode, sim, ser socorrido por passes e preces

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Muitas pessoas nos perguntam qual é a orientação espírita a respeito da prescrição de água fluidificada e passes para animais e plantas.

Já nos manifestamos oportunamente, de modo favorável, à utilização dos recursos do passe e da água fluidificada em animais, como o leitor pode aferir consultando a edição 283 da revista O Consolador. Para acessar a matéria clique aqui

São, porém, escassos os livros em que o tema tem sido tratado, embora seja importante destacar que três autores conceituados no meio espírita dão suporte ao que pensamos. Referimo-nos a André Luiz, Roque Jacintho e José Herculano Pires.

É de André Luiz, no cap. 33 de Conduta Espírita, obra mediúnica psicografada por Waldo Vieira, a seguinte proposta: “No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu favor. A luz do bem deve fulgir em todos os planos”.

Roque Jacintho diz-nos, no cap. 32 de seu livro Passe e Passista, que Espíritos unidos à obra da Natureza fornecem os recursos necessários a esse atendimento, em cuja preparação a prece, antes da ministração do passe, constitui providência indispensável.

José Herculano Pires, no cap. 11 de seu livro Mediunidade, tece importantes considerações sobre o tema, adiante reproduzidas:


“O Prof. Humberto Mariotti, filósofo espírita argentino já bastante conhecido no Brasil por suas obras e suas conferências, é um zoófilo apaixonado. Em sua última viagem a São Paulo trocamos ideias e informações a respeito do que podemos chamar de Mediunidade Veterinária. Não podemos elevar os animais à condição superior de médiuns, mas podemos conceder-lhes os benefícios da mediunidade. Mariotti possuía, como possuímos, episódios tocantes de sua vivência pessoal nesse terreno. A assistência mediúnica aos animais é possível e grandemente proveitosa. O animal doente pode ser socorrido por passes e preces e até mesmo com os recursos da água fluidificada. Os médiuns veterinários, médiuns que se especializassem no tratamento de animais, ajudariam a Humanidade a livrar-se das pesadas consequências de sua voracidade carnívora.” (O negrito é nosso.)


Mais adiante, no mesmo capítulo, Herculano acrescenta:

 

“O reino animal é protegido e orientado por espíritos humanos que foram zoófilos na Terra, segundo numerosas informações mediúnicas. O médium veterinário, como o médium humano, não transmite os seus fluidos no passe por sua própria conta, mas servindo de meio de transmissão aos espíritos protetores. A situação mediúnica é assim muito diferente da situação magnética ou hipnótica. Ao socorrer o animal doente, o médium dirige a sua prece aos planos superiores, suplicando a assistência dos espíritos protetores do reino animal e pondo-se à disposição destes. Aplica o passe com o pensamento voltado para Deus ou para Jesus, o Criador e o responsável pela vida animal na Terra. Flui a água da mesma maneira, confiante na assistência divina. Não se trata de uma teoria ou técnica inventada por nós, mas naturalmente nascida do amor dos zoófilos e já contando com numerosas experiências no meio espírita.

Mariotti contou-nos tocante episódio de um gato que se afeiçoara a ele, ao qual socorreu várias vezes, e que na hora da morte foi procurá-lo em seu leito, lambendo-lhe o rosto como numa demonstração de gratidão ou pedido de ajuda, e expirando ao seu lado. Tivemos experiência com uma cachorrinha pequinês desenganada pelo veterinário. Com os passes recebidos durante a noite, amanheceu restabelecida. O veterinário assustou-se com o seu estranho poder de recuperação. Um veterinário amigo e espírita contou-nos os seus sucessos no socorro mediúnico aos animais, ressaltando o caso de parto de uma vaca de raça, em que ele já se considerava fracassado. Recorreu à sua possível mediunidade veterinária e as dificuldades desapareceram. Tudo é possível no plano do bem, da prática do amor. A Mediunidade Veterinária pode socorrer espíritas zoófilos que se deixam levar pela ideia absurda da mediunidade animal, dando-lhes a oportunidade de socorrer os animais com os recursos espíritas”.


Além das explanações acima, é bom que o leitor saiba que a experiência já comprovou os benefícios da terapêutica espírita aplicada em animais, como os interessados podem verificar assistindo no YouTube a uma interessante reportagem que a revista IstoÉ Independente fez focalizando o trabalho realizado pela Asseama – Associação Espírita Amiga dos Animais, de São Paulo, SP. Para ver a reportagem clique aqui

 

Nota do Autor:

Para ler nossa última publicação, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/01/principio-inteligente-ou-principio.html

 

 

 

 

 

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sábado, 17 de janeiro de 2026

 



Examine as construções abaixo:

·       É capaz que chova amanhã.

·       O policial exorbitou-se de sua função.

·       A bola de neve cresceu e aumentou muito de tamanho.

·       Ela acenou a mão para mim.

·       Meu amigo sai com cada uma.

·       Já pedi a ele que largue do meu pé.

·       É preciso, em alguns casos, adotar a prova dos nove.

·       O João é médium e sua mulher também: ela é média.


Em todas elas há erro. Ei-las devidamente corrigidas:

·       É provável que chova amanhã.

·       O policial exorbitou de sua função.

·       A bola de neve cresceu e aumentou muito em tamanho.

·       Ela acenou com a mão para mim.

·       Meu amigo sai-se com cada uma.

·       Já pedi a ele que largue o meu pé.

·       É preciso, em alguns casos, adotar a prova dos noves.

·       O João é médium e sua mulher também: ela é médium

 

*

 

Embora semelhantes, os vocábulos insipiente e incipiente têm significados diferentes.

Insipiente significa: ignorante, não sapiente, desassisado, insensato, sem cautela; imprudente.

Incipiente significa: iniciante, principiante, que está no começo.

 

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado no sábado anterior, clique aqui:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/01/veja-esta-oracao-todos-os-funcionarios.html

 

 

 

 

 

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