terça-feira, 2 de junho de 2026

 



Bons propósitos

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Trilhar o próprio caminho da melhor maneira é um dos requisitos principais para uma vida mais feliz. Não perseguir posições sociais de destaque (embora grandes atitudes encaminhem para essa realização naturalmente), não perder tempo com as opiniões alheias, não priorizar vaidade, não se identificar com comportamento infeliz, não se comparar com outras histórias já é um início fundamental para conquistar essa felicidade.

Observa-se bastante a preocupação em exibir-se e querer mostrar algo que a pessoa não é nenhum pouco ainda. Na verdade, hoje em dia, isso é uma ocupação muito comum entre boa parte da sociedade humana. No entanto como tudo o que é irrisório e sem valor, basta uma breve ausência e ninguém questionará a falta, ou seja, independente do século que estejamos, o valor da vida sempre será imutável, pois a essência verdadeira perdura a eternidade enquanto as frivolidades se dissipam feito vapor.

Apenas o que é real e bom possui o seu devido valor, e quando um coração se guia com amor, bondade, justiça, responsabilidade e, principalmente, com a presença divina, não há o que argumentar, pois já está na luz de que necessita para progredir. E quando o coração caminha na estrada que leva ao grande propósito, ele, também, se funde com a luz divina gerando amparo, paz, fé e alegria.

Os belos propósitos salvam vidas, curam dores (a própria e as alheias), recriam a esperança, mostram um horizonte mais harmonioso, e esses propósitos nascem de corações que valorizam a vida e seguem com tamanha certeza de suas escolhas que tudo o que desenvolvem toma uma forma abençoada e feliz para um raio enorme de outros corações.

E para encontrar essas bênçãos, não são necessários efeitos mirabolantes, desgastes imensuráveis, subornos sociais; essas bênçãos são naturais em toda ação na qual o amor divino, a compaixão e a caridade já são presenças sentidas. E mais, quando o espírito se comporta como herdeiro divino como realmente o é, seus propósitos são sempre assistidos com concordância e agradecimento do alto.

A vida flui bem quando se desenvolve amorosamente, e ser fiel a suas nobres atitudes apenas enfatiza a prevalência do bem sobre o mal. 

À medida que vivemos com o reconhecimento de mais uma grande oportunidade (esta existência), e conscientes de que sempre será o nosso coração com Deus, o nosso propósito se alinha ao fluxo universal.

 

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segunda-feira, 1 de junho de 2026

 



Desobsessão

 

Bezerra de Menezes

(autor espiritual)

 

O amigo menos feliz da Espiritualidade, ao qual tantas vezes gravamos com o pejorativo de “obsessor”, é sempre uma afeição que se transfigurou na retaguarda, metamorfoseando amor em ódio e simpatia em desacordo.

É sempre a criatura que anexamos ao distrito espiritual de nossos próprios interesses e esperanças.

Não se transformará em definitivo por força de palavras que possamos pronunciar, e nem se anestesiará ao contato de promessas que venhamos a formular.

É sempre a criatura que nos observará, quanto às ideias e planos de melhoria e elevação que anunciamos.

Possivelmente, em muitas ocorrências, respeitará a autoridade e a influência de benfeitores que nos advoguem a causa de libertação e paz, reajuste e segurança, mantendo-se, porém, transitoriamente à distância.

Entretanto, mesmo de longe; os amigos categorizados na condição que examinamos, prosseguem policiando-nos a vida e assinalando-nos os passos.

Por isso mesmo, desobsidiar-se será, antes de tudo, servir e servir, servir sem propósito de obter qualquer retribuição, servir por amor para demonstrarmos o proveito das lições de aperfeiçoamento em que vamos evoluindo.

Não nos esqueçamos.

Os adversários que levantamos contra nós mesmos esperam por nós na seara do trabalho e da bênção.

O suor que derramamos no dever a cumprir ser-lhes-á a certidão de nosso burilamento e as lágrimas que vertamos, no auxílio ao próximo, serão as faíscas de luz que nos clarearão o caminho, do qual partilharão todos eles, tanto quanto nós mesmos, transformados e reconduzidos às leis de harmonia que nos governam.

Filhos, repitamos:

Auxiliar aos outros é a forma de auxiliar-nos; desculpar é exonerar-nos do desequilíbrio que porventura ainda nos assinala o coração; suportando com paciência, seremos tolerados com a grandeza daqueles que nos supervisionam a jornada; amar e esquecer-nos é o processo de sermos lembrados nos suprimentos da Vida Superior e sempre mais amados para sermos, um dia, o Amor de Cristo que nos convidou à felicidade suprema, asseverando convincente: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

 

Do livro Bênçãos de amor, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 



 

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