domingo, 25 de janeiro de 2026

 



O Céu, o Inferno, o Purgatório e o Umbral segundo os ensinos espíritas

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Céu, Inferno, Purgatório e Umbral são lugares ou estados de consciência pertinentes aos Espíritos que se encontram, depois da morte corpórea, no plano espiritual?

Digamos, preliminarmente, que os termos mencionados na pergunta referem-se a situações ou estados distintos.

Segundo o Espiritismo, não existe um lugar chamado Céu. Aliás, assim também pensava o papa João Paulo II.

A felicidade, explica Allan Kardec, está na razão direta do progresso realizado, de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto o outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento intelectual e moral, sem que, por causa disso, precisem estar em lugares distintos.

Ainda que juntos, pode um estar imerso em trevas, enquanto que tudo resplandece para o outro, tal como um cego e um vidente que se dão as mãos: este percebe a luz da qual aquele não recebe a mínima impressão.

Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas qualidades, haurem-na eles em toda parte em que se encontram, seja na superfície da Terra, seja no meio dos encarnados ou no chamado plano espiritual.

O mesmo entendimento aplica-se ao conceito de Inferno. Conforme a doutrina espírita, o inferno não se traduz por regiões circunscritas em que o indivíduo passaria, conforme a teologia católica, por sofrimentos atrozes e eternos. Céu e Inferno são, em essência, estados de alma que variam conforme a visão interior e o grau evolutivo da pessoa.

Diferentemente do que diz a respeito do Céu e do Inferno, o Espiritismo não nega a existência do purgatório e diz mais: que nele nos achamos, pois é em um planeta como a Terra – de provas e expiações – que expiamos os equívocos, os erros e os males que tenhamos cometido nesta ou em outras existências corpóreas.

A palavra purgatório sugere a ideia de um lugar circunscrito; eis por que, segundo o entendimento espírita, mais naturalmente se aplica à Terra do que ao Espaço infinito onde erram os Espíritos sofredores, visto que a natureza da expiação terrena tem os caracteres da verdadeira expiação.

No tocante ao conceito de Umbral, trata-se de uma região espiritual de transição, a que André Luiz se referiu na obra mediúnica Nosso Lar, psicografada por Francisco Cândido Xavier.

Segundo relatos feitos pelo Espírito de André Luiz, debatem-se na zona umbralina – no chamado Umbral – Espíritos desesperados, infelizes, ociosos e malfeitores de várias categorias, mas todos eles permanecem ali o tempo que se faça necessário ao esgotamento de seus resíduos mentais negativos.

Fisicamente falando, o Umbral faz parte do campo magnético da Terra que, segundo alguns autores, estaria dividido em sete regiões ou esferas.

Para entender melhor o que ele significa, sugerimos aos interessados que leiam o artigo “Umbral e Inferno: termos diferentes para designar situações diferentes”, que publicamos no blog Espiritismo Século XXI, que o leitor pode acessar clicando em https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2017/04/reflexoes-luz-do-espiritismo_9.html

 

Nota do Autor:

Para ler nossa última publicação, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/01/o-animal-doente-pode-sim-ser-socorrido.html

 

 

 

 


 

 

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sábado, 24 de janeiro de 2026

 



Já vimos oportunamente as principais regras a respeito do uso da crase, quando então dissemos que a crase é cabível em determinadas locuções, a saber: às vezes, à risca, à noite, à direita, à custa de, às pressas, à espera, à máquina, à vista, à toa etc.

Ocorre que nem toda locução admite a crase.

Eis, na lista abaixo, locuções em que a crase é necessária:

À altura de

À baila

À bala

À base de

À beça

À beira-mar

À beira-rio

À boca pequena

À brasileira

À francesa

À busca de

À caça

À cabeceira

À carga

À cata de

À conta de

À custa de

À deriva

À direita

À espada

À espera

À espreita

À esquerda

À flor da pele

À guisa de

À maneira de

À meia-noite

À mesa

À milanesa

À moda de

À pressa

À prova

À queima-roupa

À revelia

À risca

À toa

À vista

Às avessas

Às cegas

Às favas

Às mil maravilhas

Às vezes.

*


Na próxima semana veremos as locuções em que a crase é incabível ou desnecessária.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado no sábado anterior, clique aqui:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/01/examine-as-construcoes-abaixo-e-capaz.html

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

7

 

Trabalho

 

Se nos propomos retratar mentalmente a luz dos Planos Superiores, é indispensável que a nossa vontade abrace espontaneamente o trabalho por alimento de cada dia.

No pretérito, apreciávamo-lo por atitude servil de quantos caíssem sob o ferrete da injúria.

A escola, as artes, as virtudes domésticas, a indústria e o amanho do solo eram relegados a mãos escravas, reservando-se os braços supostos livres para a inércia dourada.

Hoje, porém, sabemos que a lei do trabalho é roteiro da justa emancipação. Sem ela, o mundo mental dorme estanque. Fugir-lhe aos impositivos é situar-se à margem do caminho, onde o carro da evolução marcha, inflexível, deixando à retaguarda quantos se amolgam à ilusão da preguiça.

O usurário não padece apenas a infelicidade de sequestrar os bens devidos ao Bem de Todos, mas igualmente o infortúnio de erguer para si mesmo a cova adornada em que se lhe estiolarão as mais nobres faculdades do Espírito.

Não vale, contudo, agir por agir.

As regiões infernais vibram repletas de movimento.

Além do trabalho-obrigação que nos remunera de pronto, é necessário nos atenhamos ao prazer de servir.

Nas contingências naturais do desenvolvimento terrestre, o Espírito encarnado é compelido a esforço incessante, para o sustento do corpo físico. Recolhe, de graça, a água pura, os princípios solares e os recursos nutrientes da atmosfera; entretanto, é preciso suar e sofrer em busca da proteína e do carboidrato que lhe assegurem a euforia orgânica.

Cativo, embora, às injunções do Plano de obscura matéria em que transitoriamente respira, pode, porém, desde a Terra, fruir a ventura do serviço voluntário aos semelhantes todo aquele que descerre o espelho da própria alma aos reflexos da Esfera Divina.

O trabalho-ação transforma o ambiente.

O trabalho-serviço transforma o homem.

As tarefas remuneradas conquistam o agradecimento de quem lhes recebe o concurso, mas permanecem adstritas ao mundo, nas linhas da troca vulgar.

A prestação de concurso espontâneo, sem qualquer base de recompensa, desdobra a influência da Bondade Celestial que a todos nos ampara sem pagamento.

À maneira que se nos alonga a ascensão, entendemos com mais clareza a necessidade de trabalhar por amor de servir.

Quando começamos a ajudar o próximo, sem aguilhões, matriculamo-nos no acrisolamento da própria alma, entrando em sintonia com a Vida Abundante.

Nos Círculos mais elevados do Espírito, o trabalho não é imposto. A criatura consciente da verdade compreende que a ação no bem é ajustamento às Leis de Deus e a ela se rende por livre vontade.

Por isso, nos Domínios superiores, quem serve avança para os cimos da imortalidade radiosa, reproduzindo dentro de si mesmo as maravilhas do Céu que nos rodeia a espelhar-se por toda parte.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026


AS MAIS LINDAS CANÇÕES QUE OUVI

 

Cantiga da Paz

 

Dolores Duran (Espírito)

 

 

Se quiseres sentir

A paz dentro de ti,

Escuta meu irmão.

Faze silêncio e espera

Que volte a primavera

Na força da oração.

Transforma teu soluço

Em riso de esperança

No amanhã que vem.

Depois da tempestade

Surge sempre a bonança

Agora ou mais além.

Em tua longa estrada

Só tu tens o poder

De transformar espinhos

Em flores perfumadas

Que ao sol da confiança

Enfeita os teus caminhos.

 

Olhando ao teu redor

Verás que almas tristes

Te pedirão amor.

Tua tristeza esquece,

Sorri, ampara e aquece

Seja o irmão quem for.

Sofrendo chuva ou vento,

O trigo doura os campos

Sem falar de sua dor.

E quando a nuvem passa

A terra generosa

Desabotoa em flor.

 

Imita a Natureza,

Que se desfaz em luz

Até o entardecer.

E quando a noite chega

No céu acendem estrelas

Até o amanhecer. (Bis)

 


Nota: A canção acima, de autoria de Dolores Duran (Espírito), foi psicografada pela médium Brunilde Mendes do Espírito Santo, fundadora do Lar de Tereza, do Rio de Janeiro.

 

Você pode ouvir a canção na voz do seu intérprete preferido clicando no link correspondente:

Elizabete Lacerda - https://www.youtube.com/watch?v=iTcS1xO3qiQ&list=RDiTcS1xO3qiQ&start_radio=1

Célia Tomboly - https://www.youtube.com/watch?v=PtHBjZhk354

Alexandre Pereira - https://www.youtube.com/watch?v=dgl1MYjUlBY&list=RDdgl1MYjUlBY&start_radio=1

 

 

 

 

 

 

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