Quando
escutes na estrada, alma querida e boa,
A palavra que fira,
Recordando a pedrada que se atira
Quando alguém se conturba e amaldiçoa,
Coloca-te em lugar da pessoa acusada
E, se na luz da fé que te inspira e
sustém,
Nada possas fazer, não digas nada,
Nem censures ninguém.
Pelos caminhos do cotidiano,
Quem se afeiçoa à queixa renitente
É igual a nós: um coração humano,
Às vezes enganado, outras vezes
doente!...
Muita afeição que cai ou se arroja, de
todo,
No azedume infeliz,
Não sabe que remexe uma furna de lodo,
Nem pondera o que diz...
Injúria, humilhação, sarcasmo, treva
Na comunicação verbal que te procura
São canais de mais dor, quando a dor se
subleva
E cria delinquência, expiação,
loucura!...
Ante as palavras rudes ou sombrias,
Considera, também, por outro lado,
De quanta compreensão precisarias
Se tivesses errado!...
Palavras de ferir, palavras de
humilhar,
Mágoas de quem falhou, reclamações de
alguém,
Violência, agressão, amargura, pesar,
Entrega tudo a Deus nas vibrações do
bem!...
Nunca leves adiante a sombra que te
prova;
Lembra a lição do Sol, sereno e
superior,
Que, abrindo cada dia em luz de vida
nova,
Tudo cobre de amor!...
Nota: Ouça este poema na voz de Chico
Xavier: Cantiga das
palavras
Do livro Encontro de Paz, obra
psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
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