O Céu, o Inferno, o Purgatório e o Umbral segundo os ensinos espíritas
ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@gmail.com
Céu, Inferno, Purgatório e Umbral são lugares ou estados
de consciência pertinentes aos Espíritos que se encontram, depois da morte corpórea,
no plano espiritual?
Digamos, preliminarmente, que os termos mencionados na
pergunta referem-se a situações ou estados distintos.
Segundo o Espiritismo, não existe um lugar chamado Céu. Aliás,
assim também pensava o papa João Paulo II.
A felicidade, explica Allan Kardec, está na razão direta
do progresso realizado, de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão
feliz quanto o outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento
intelectual e moral, sem que, por causa disso, precisem estar em lugares
distintos.
Ainda que juntos, pode um estar imerso em trevas,
enquanto que tudo resplandece para o outro, tal como um cego e um vidente que
se dão as mãos: este percebe a luz da qual aquele não recebe a mínima
impressão.
Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas
qualidades, haurem-na eles em toda parte em que se encontram, seja na
superfície da Terra, seja no meio dos encarnados ou no chamado plano espiritual.
O mesmo entendimento aplica-se ao conceito de Inferno.
Conforme a doutrina espírita, o inferno não se traduz por regiões circunscritas
em que o indivíduo passaria, conforme a teologia católica, por sofrimentos
atrozes e eternos. Céu e Inferno são, em essência, estados de alma que variam
conforme a visão interior e o grau evolutivo da pessoa.
Diferentemente do que diz a respeito do Céu e do Inferno,
o Espiritismo não nega a existência do purgatório e diz mais: que nele nos
achamos, pois é em um planeta como a Terra – de provas e expiações – que
expiamos os equívocos, os erros e os males que tenhamos cometido nesta ou em
outras existências corpóreas.
A palavra purgatório sugere a ideia de um lugar
circunscrito; eis por que, segundo o entendimento espírita, mais naturalmente
se aplica à Terra do que ao Espaço infinito onde erram os Espíritos sofredores,
visto que a natureza da expiação terrena tem os caracteres da verdadeira
expiação.
No tocante ao conceito de Umbral, trata-se de uma região
espiritual de transição, a que André Luiz se referiu na obra mediúnica Nosso
Lar, psicografada por Francisco Cândido Xavier.
Segundo relatos feitos pelo Espírito de André Luiz,
debatem-se na zona umbralina – no chamado Umbral – Espíritos desesperados,
infelizes, ociosos e malfeitores de várias categorias, mas todos eles permanecem
ali o tempo que se faça necessário ao esgotamento de seus resíduos mentais
negativos.
Fisicamente falando, o Umbral faz parte do campo
magnético da Terra que, segundo alguns autores, estaria dividido em sete
regiões ou esferas.
Para entender melhor o que ele significa, sugerimos aos
interessados que leiam o artigo “Umbral e Inferno: termos diferentes para
designar situações diferentes”, que publicamos no blog Espiritismo Século XXI,
que o leitor pode acessar clicando em https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2017/04/reflexoes-luz-do-espiritismo_9.html
Nota do Autor:
Para ler nossa
última publicação, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/01/o-animal-doente-pode-sim-ser-socorrido.html
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