sábado, 31 de janeiro de 2026

 



Como dissemos na edição passada, muitas locuções de uso corrente não admitem a crase.

Eis a lista de algumas delas:

A álcool

A bel-prazer

A bordo

A calhar

A cântaros

A caráter

A cargo de

A cavalo

A certa distância

A contar de

A curto prazo

A dedo

A diesel

A esmo

A expensas de

A facadas

A ferro e fogo

A frio

A fundo

A galope

A gás

A gasolina

A gosto

A granel

A jato

A lápis

A lenha

A longa distância

A meia altura

A nado

A par

A pauladas

A pé

A pilha

A pontapés

A prazo

A rigor.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado no sábado anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/01/ja-vimos-oportunamente-as-principais.html

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

 




AS MAIS LINDAS CANÇÕES QUE OUVI
 

Foi Deus

 

Alberto Fialho Janes

 

 

Não sei, não sabe ninguém

Por que canto o fado

Neste tom magoado

De dor e de pranto.

E neste tormento

Todo o sofrimento

Eu sinto que a alma

Cá dentro se acalma

Nos versos que canto.

Foi Deus

Que deu luz aos olhos,

Perfumou as rosas,

Deu ouro ao sol

E prata ao luar.

Foi Deus

Que me pôs no peito

Um rosário de penas

Que vou desfiando

E choro a cantar.

E pôs as estrelas no céu

E fez o espaço sem fim,

Deu o luto às andorinhas

Ai!... e deu-me esta voz a mim.

 

Se canto

Não sei o que canto.

Misto de ventura,

Saudade, ternura

E talvez de amor.

Mas sei que cantando

Sinto o mesmo quando

Se tenho um desgosto

E o pranto no rosto

Nos deixa melhor.


Foi Deus

Que deu voz ao vento,

Luz ao firmamento

E deu o azul às ondas do mar.

Foi Deus

Que me pôs no peito

Um rosário de penas

Que vou desfiando

E choro a cantar.

Fez poeta o rouxinol,

Pôs no campo o alecrim,

Deu as flores à primavera,

Ai!... e deu-me esta voz a mim.

 

 

Você pode ouvir a canção na voz do seu intérprete preferido clicando no link correspondente:

Amália Rodrigues - https://www.youtube.com/watch?v=G3TCDIqTh-I&list=RDG3TCDIqTh-I&start_radio=1

Fagner - https://www.youtube.com/watch?v=ChErF_u-XAY&list=RDChErF_u-XAY&start_radio=1

Nelson Gonçalves - https://www.youtube.com/watch?v=F8vU7Yznhd8&list=RDF8vU7Yznhd8&start_radio=1

Agnaldo Timóteo - https://www.youtube.com/watch?v=ac5dhz6AL70

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

 



Pensamento e vida

 

Emmanuel

 

8

 

Associação

 

Se o homem pudesse contemplar com os próprios olhos as correntes de pensamento, reconheceria, de pronto, que todos vivemos em regime de comunhão, segundo os princípios da afinidade.

A associação mora em todas as coisas, preside a todos os acontecimentos e comanda a existência de todos os seres.

Demócrito, o sábio grego que viveu na Terra muito antes do Cristo, assevera que “os átomos, invisíveis ao olhar humano, agrupam-se à feição dos pombos, à cata de comida, formando assim os corpos que conhecemos”.

Começamos agora a penetrar a essência do microcosmo e, de alguma sorte, podemos simbolizar, por enquanto, no átomo entregue à nossa perquirição, um sistema solar em miniatura, no qual o núcleo desempenha a função de centro vital e os elétrons a de planetas em movimento gravitativo.

No Plano da Vida Maior, vemos os sóis carregando os mundos na imensidade, em virtude da interação eletromagnética das forças universais.

Assim também na vida comum, a alma entra em ressonância com as correntes mentais em que respiram as almas que se lhe assemelham.

Assimilamos os pensamentos daqueles que pensam como pensamos.

É que sentindo, mentalizando, falando ou agindo, sintonizamo-nos com as emoções e ideias de todas as pessoas, encarnadas ou desencarnadas, da nossa faixa de simpatia.

Estamos invariavelmente atraindo ou repelindo recursos mentais que se agregam aos nossos, fortificando-nos para o bem ou para o mal, segundo a direção que escolhemos.

Em qualquer providência e em qualquer opinião, somos sempre a soma de muitos. Expressamos milhares de criaturas e milhares de criaturas nos expressam. O desejo é a alavanca de nosso sentimento, gerando a energia que consumimos, segundo a nossa vontade.

Quando nos detemos nos defeitos e faltas dos outros, o espelho de nossa mente reflete-os, de imediato, como que absorvendo as imagens deprimentes de que se constituem, pondo-se nossa imaginação a digerir essa espécie de alimento, que mais tarde se incorpora aos tecidos sutis de nossa alma. Com o decurso do tempo nossa alma não raro passa a exprimir, pelo seu veículo de manifestação, o que assimilara, fazendo-o, seja pelo corpo carnal, entre os homens, seja pelo corpo espiritual de que nos servimos, depois da morte.

É por esta razão que geralmente os censores do procedimento alheio acabam praticando as mesmas ações que condenam no próximo, porquanto, interessados em descer às minúcias do mal, absorvem-lhe inconscientemente as emanações, surpreendendo-se, um dia, dominados pelas forças que o representam.

Toda a brecha de sombra em nossa personalidade retrata a sombra maior.

Qual o pequenino foco infeccioso que, abandonado a si mesmo, pode converter-se dentro de algumas horas no bolo pestífero de imensas proporções, a maledicência pode precipitar-nos no vício, tanto quanto a cólera sistemática nos arrasta, muita vez, aos labirintos da loucura ou às trevas do crime.

Pensando, conversando ou trabalhando, a força de nossas ideias, palavras e atos alcança, de momento, um potencial tantas vezes maior quantas sejam as pessoas encarnadas ou não que concordem conosco, potencial esse que tende a aumentar indefinidamente, impondo-nos, de retorno, as consequências de nossas próprias iniciativas.

Estejamos, assim, procurando incessantemente o bem, ajudando, aprendendo, servindo, desculpando e amando, porque, nessa atitude, refletiremos os cultivadores da luz, resolvendo, com segurança, o nosso problema de companhia.

 

Nota: O livro Pensamento e vida, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1958.

 

 

 

 

 

 

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