CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
Enquanto não houver a assimilação de que espiritualidade
e cotidiano não se dividem ‒ ou seja, não há
delimitação entre eles ‒, a vida continua
mais complicada e árdua sem a sua naturalidade agradável e benéfica. Tudo o que
fazemos, falamos, sentimos, pensamos está emitindo uma frequência energética e
estamos nos conectando com seres e situações cuja vibração é idêntica. Do que
realizamos, não se pode considerar apenas o que é bom, porém tudo o que fazemos
é real.
Ininterruptamente
somos observados de muito perto, e estamos criando a nossa atual trajetória
espiritual no campo da matéria. Ainda que não façamos nada, já estamos criando,
ou melhor, não realizar não quer dizer não criar, pois o objetivo do espírito é
a lapidação, e quando interrompemos essa natureza agimos de forma infrutífera.
Tão mais cordata uma vida com boas ações amorosas e responsáveis.
Retardamos o
próprio desenvolvimento quando pensamos que somos seres suficientes para a
nossa condução. Antes de mais nada, nunca devemos nos esquecer de que somos
espíritos bastante necessitados de amparo, direção e misericórdia divina. A
partir do exato momento em que compreendemos essa verdade, o nosso espírito
também começa a acalmar-se, pois passamos a observá-lo como realmente ele o é.
As boas atitudes
se convertem em luz, e as atitudes ainda equivocadas devem se tornar
aprendizado sem olvidar que toda ação gera uma reação, como tanto já se ouviu
de Emmanuel por meio do querido Chico: "O bem que praticares em algum
lugar é o teu advogado em toda parte". E da mesma maneira, o mal também
será observado.
Portanto não há
divisão entre espiritualidade e cotidiano, tudo o que fazemos, o tempo todo, ou
será nosso protetor ou nosso acusador. A nossa consciência nos garante a paz ou
a perturbação, de acordo, ainda mais, com o desenvolvimento espiritual, sendo o
livre-arbítrio que define o grau de progresso conquistado. Sem dúvida que mais
nos será cobrado à medida que mais progredimos, pois os conteúdos vivenciados
devem ter a prova certa do aprendizado.
Então, se estamos
fadados à luz, nada mais natural que o nosso aprimoramento, e se somos
espíritos, cada vez mais viver e nos perceber como a eternidade. E algumas
luzes verdadeiras do desenvolvimento são a bondade, o amor, a paz, a gratidão,
a paciência, a retidão, a compreensão, a alegria com a vida.
De fato, não
existe divisão alguma entre espiritualidade e cotidiano, pois somos espíritos
eternos criados por Deus.
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