terça-feira, 27 de janeiro de 2026

 



Espiritualidade e cotidiano

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Enquanto não houver a assimilação de que espiritualidade e cotidiano não se dividem ou seja, não há delimitação entre eles , a vida continua mais complicada e árdua sem a sua naturalidade agradável e benéfica. Tudo o que fazemos, falamos, sentimos, pensamos está emitindo uma frequência energética e estamos nos conectando com seres e situações cuja vibração é idêntica. Do que realizamos, não se pode considerar apenas o que é bom, porém tudo o que fazemos é real.

Ininterruptamente somos observados de muito perto, e estamos criando a nossa atual trajetória espiritual no campo da matéria. Ainda que não façamos nada, já estamos criando, ou melhor, não realizar não quer dizer não criar, pois o objetivo do espírito é a lapidação, e quando interrompemos essa natureza agimos de forma infrutífera. Tão mais cordata uma vida com boas ações amorosas e responsáveis.

Retardamos o próprio desenvolvimento quando pensamos que somos seres suficientes para a nossa condução. Antes de mais nada, nunca devemos nos esquecer de que somos espíritos bastante necessitados de amparo, direção e misericórdia divina. A partir do exato momento em que compreendemos essa verdade, o nosso espírito também começa a acalmar-se, pois passamos a observá-lo como realmente ele o é.

As boas atitudes se convertem em luz, e as atitudes ainda equivocadas devem se tornar aprendizado sem olvidar que toda ação gera uma reação, como tanto já se ouviu de Emmanuel por meio do querido Chico: "O bem que praticares em algum lugar é o teu advogado em toda parte". E da mesma maneira, o mal também será observado.

Portanto não há divisão entre espiritualidade e cotidiano, tudo o que fazemos, o tempo todo, ou será nosso protetor ou nosso acusador. A nossa consciência nos garante a paz ou a perturbação, de acordo, ainda mais, com o desenvolvimento espiritual, sendo o livre-arbítrio que define o grau de progresso conquistado. Sem dúvida que mais nos será cobrado à medida que mais progredimos, pois os conteúdos vivenciados devem ter a prova certa do aprendizado.

Então, se estamos fadados à luz, nada mais natural que o nosso aprimoramento, e se somos espíritos, cada vez mais viver e nos perceber como a eternidade. E algumas luzes verdadeiras do desenvolvimento são a bondade, o amor, a paz, a gratidão, a paciência, a retidão, a compreensão, a alegria com a vida.

De fato, não existe divisão alguma entre espiritualidade e cotidiano, pois somos espíritos eternos criados por Deus.

 

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