1. Prefiro o
barulho do que o calor.
2. Traga a revista
para mim ler a reportagem.
3. Se você ver
nosso amigo, dê-lhe um abraço.
Todas elas, embora
tão comuns em nossas conversas diárias, contêm erros e, podemos afirmar, erros
primários.
Ei-las depois de
corrigidas:
1. Prefiro o
barulho ao calor.
2. Traga a revista
para eu ler a reportagem.
3. Se você vir
nosso amigo, dê-lhe um abraço.
Explicações:
1. Quando usamos o
verbo preferir, com o sentido de querer antes; achar melhor; ter
predileção por; gostar mais de; dar primazia ou prioridade, o verbo exige dois
complementos, um direto e outro indireto. O complemento direto indica o alvo da
preferência, a coisa preferida. O indireto designa a outra coisa e é precedido da
preposição “a”.
Exemplos:
Meu amigo prefere
picanha a frutos do mar.
Preferiu morrer
a ser traidor.
Ele prefere música
popular à música clássica.
Preferimos o barulho
ao calor.
2. O pronome “mim”
não pode ser sujeito de oração, ou seja, ser utilizado em lugar do pronome “eu”.
A construção estaria certa se fosse escrita assim: “Traga a revista para mim”.
Todavia, no caso mencionado: “... para
mim ler”, o pronome indicado é “eu”:
para eu ler.
É fácil
compreender essa regra. Basta mudar a pessoa citada na oração. Nesta
construção: “Pega a revista para tu leres a reportagem” não ocorreria a
ninguém a ideia de colocar: “... para ti
leres”.
3. O verbo ver
apresenta no futuro do subjuntivo as formas: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.
Se a construção estivesse no plural, diríamos: “Se vocês virem nosso amigo,
deem-lhe um abraço”.
*
O vocábulo qüinqüênio,
com a eliminação do trema, é agora escrito assim: quinquênio. Sua
pronúncia, porém, permanece como antes: kuinkuênio.
Observação:
Para acessar o estudo publicado no sábado anterior,
clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/01/como-dissemos-na-edicao-passada-muitas.html
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