Nossos familiares desencarnados podem, sim, auxiliar-nos
ASTOLFO
O. DE OLIVEIRA FILHO
Quando uma pessoa desencarna, ela pode nos ajudar
aqui na Terra, se lhe pedirmos auxílio? Nossas preces chegam até ela no plano
espiritual? Existe um prazo para que, após a desencarnação, ela se estabilize
na vida espiritual? Que obras tratam desse assunto?
Naturalmente,
esse auxílio depende de suas próprias condições evolutivas. A experiência, porém, demonstra que, quando não
dispõem de recursos para agir diretamente, eles recorrem com frequência ao
amparo de outros Espíritos, os chamados Benfeitores Espirituais.
Quanto às preces que lhes dirigimos, elas chegam,
sim, ao seu destino, como podemos constatar nas obras de diversos autores
espíritas.
Também não existe um prazo determinado para que uma
pessoa, ao retornar ao plano espiritual, esteja plenamente reintegrada ao meio
em que passará a viver. Isso depende, fundamentalmente, de seu grau de evolução
espiritual.
A perturbação que sucede à morte pode perdurar por
tempo indeterminado, variando de algumas horas a vários anos, conforme o estado
evolutivo do Espírito. É breve para as almas elevadas, mas pode ser longa e
penosa para aquelas ainda culpadas. Já para os que, durante a existência
corporal, se prepararam para a vida espiritual, esse período costuma ser menos
prolongado, pois compreendem mais rapidamente a nova condição em que se
encontram.
Diversas obras abordam esse tema. Destacaremos,
entretanto, apenas três delas.
Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, o
assunto é tratado nas questões 149 a 165, que esclarecem ser a perturbação post
mortem um fenômeno natural, comum a todos, cuja duração varia de acordo com
o grau de elevação moral do Espírito.
Em A Crise da Morte, Ernesto Bozzano, após
examinar dezoito casos cientificamente documentados sobre as fases da morte,
apresenta doze conclusões. Entre elas, destacam-se as seguintes: a) todos os
desencarnados afirmaram que, durante algum tempo, ignoravam que haviam morrido;
b) quase todos relataram ter passado, após a morte, por um período mais ou
menos longo de "sono reparador"; c) todos informaram que os Espíritos
gravitam, de forma natural e automática, para a esfera espiritual que lhes
corresponde, em virtude da lei de afinidade.
Por sua vez, Léon Denis, em Depois da Morte,
ensina que a separação entre a alma e o corpo é seguida por um período de
perturbação. Esse período é breve para os Espíritos justos e bons, que logo
despertam para as alegrias da vida espiritual, mas pode prolongar-se por anos
no caso dos Espíritos culpados, ainda impregnados de fluidos grosseiros.
Nota
do Autor:
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