terça-feira, 5 de maio de 2026

 



Nossas infinitas capacidades

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Há tanta capacidade em nós que nem sequer podemos imaginar, mas nossos dias são mais completos de mesmices, comodismos e limitações, principalmente, criados por nós mesmos. Se nos lembrarmos, um pouquinho que seja, de que o Criador do Universo é também o nosso Criador, talvez surjam flashes da capacidade que herdamos para começar a continuar a desenvolvê-la. Somos infinitos universos pertencentes ao Universo maior sabedoria e amor plenos.

É um tanto complexo desejarmos a compreensão de quando os pensamentos negativos passaram a dominar a nossa mente, quando o medo, a insegurança, o pessimismo, o egoísmo, entre outros fizeram morada por tempo mais longo em nosso ser. E à medida que passamos a perceber essa gris nuance e começamos a nos conscientizar de que o melhor é sempre o caminho mais harmonioso, amoroso e feliz e toda melhoria deve iniciar por e em nós, um ciclo mais verdadeiro sob o olhar de Deus começa a surgir.

Possuímos os dons do amor, da cura, da paz e da luz, porém gastamos significativamente nossa energia com pensamentos e sentimentos que nos perecem e enfraquecem e nos distanciam da fonte divina, mas esta sempre estará presente, basta a nossa (re)conexão. Sem contar que quando estamos conectados ao fluxo da vida, todos os dias ganham o brilho da energia abençoada. E sempre dependerá de nós a forma como vivemos.

Se ao invés de guardarmos rancor olharmos ao céu para confirmar a infinitude de estrelas únicas; se no momento em que quiséssemos agir em desacordo percebêssemos que olhos amorosos nos observam; se ao invés de repetirmos tantas vezes o comportamento mais egoísta que próspero orássemos de maneira profundamente verdadeira… de fato, a nossa vida seria tão mais harmônica e feliz, ou seja, o pouco que melhoramos já é bastante na condição de nossos dias. Apenas o mal que evitamos fazer já é caminho novo e iluminado à frente, e quando nos referimos ao mal, não é referente a um tão perceptível ato, mas singelo comportamento diário em desacordo com o crescimento espiritual.

Fomos criados para única finalidade, a perfeição, graças a Deus, mas, às vezes, demoramos, protelamos muito para entender que quanto antes crescermos, antes, também, começaremos a viver a grandeza para o que fomos criados. Se observássemos, uma das extraordinárias características do crescimento é a liberdade, pois quanto mais progredimos, mais livres nos sentimos, sem nenhum pensamento arraigado a determinadas pessoas ou ocasiões, já que a nossa mente evitará passagens em desequilíbrio.

E quando mais libertos dos infantis comportamentos, restará tempo e espaço para o aprendizado e a valorização dos abençoados acontecimentos e, assim, entenderemos a nossa capacidade, que não está fora de nós, mas é integrante do nosso ser. Despertaremos para todo o bem que somos capazes e todo amor que podemos doar.

Mas devemos considerar que já podemos dar início à compreensão dessas capacidades benfazejas.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 


 

 

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

 




Pão, ouro e amor

 

Scheilla

(autor espiritual)

 

Aquele diz: — “Isto é meu”.

Outro afirma: — “Guardo o que me pertence”.

Entretanto, só Deus é o legítimo Senhor de Tudo.

Rejubilas-te com a nutrição…

Contudo foi Ele quem promoveu a sustentação da semente para que a semente, convertida em pão, te assegure o equilíbrio.

Orgulhas-te do dinheiro que te garante a aquisição das utilidades imprescindíveis à segurança e ao conforto…

No entanto, foi Ele, quem te angariou indiretamente os recursos precisos para que te não faltassem saúde e raciocínio, disposição e inteligência na tarefa em que te sorri a fortuna.

Regozijas-te com o lar…

Todavia, foi Ele quem te situou nos braços maternais que te acalentaram os vagidos primeiros, aproximando-te dos afetos que te enriquecem os dias…

Lembra-te de Deus, o Todo Misericordioso que nos confia os tesouros da existência, a fim de que aprendamos a buscar-Lhe o Paterno Seio…

E reparte com teu irmão do caminho os talentos que Ele te empresta, na certeza de que somente ao preço da fraternidade infatigável e pura, subirás para a Glória Divina, em que Deus te reserva a imortalidade da vida, entre as fulgurações da Sabedoria Imperecível e as bênçãos do Amor Eterno.

 

Do livro Caridade, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 


 

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domingo, 3 de maio de 2026

 



A emancipação da alma, quando o corpo repousa, não tem relação com mediunidade

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Uma companheira de lides espíritas escreveu-nos o seguinte:

 

Gostaria muito de tirar uma dúvida... Quando estou repousando, quase dormindo, acontecem umas coisas comigo que não sei explicar... vejo todos que estão à minha volta, meu marido, filhos que já estão dormindo, mas não consigo me mexer ou falar. Uma vez quando isso aconteceu, vi meu avô que havia desencarnado fazia pouco tempo se aproximando de mim e fiquei muito agoniada, porque não conseguia me mexer e nem falar nada. Hoje sou estudiosa e começando a ser praticante do Espiritismo e gostaria de saber: esse fenômeno tem alguma relação com mediunidade?

 

Relação com mediunidade, não. Trata-se de um caso de emancipação da alma, fenômeno que é também conhecido pelo nome de desdobramento, segundo o qual a alma, desprendendo-se de seus laços materiais, recupera algumas das suas faculdades de Espírito e entra mais facilmente em comunicação com os seres incorpóreos. Esse estado se manifesta principalmente nos casos de sono, sonambulismo ou êxtase.

No livro Nos Domínios da Mediunidade, cap. 11, André Luiz, ao tratar de um caso de desdobramento, diz que a pessoa, ao se emancipar ou desdobrar-se, ficou com os membros inteiriçados e imóveis, tal como se deu com nossa colega.

Com efeito, conforme seu relato, ela não conseguia mexer-se nem falar. Quando diz ter visto os filhos que já dormiam e o avô desencarnado, é evidente que não os viu com os olhos do corpo, mas sim com os olhos da alma, ou seja, valendo-se de suas percepções anímicas que, devido à emancipação ou desdobramento da alma, podem ser exercitadas com maior liberdade e amplitude.

Na questão 407 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta se é necessário que aconteça o sono completo para que ocorra a emancipação da alma. Os Espíritos respondem: “Não; basta que os sentidos entrem em torpor para que o Espírito recobre a sua liberdade. Para se emancipar ele se aproveita de todos os instantes de trégua que o corpo lhe concede. Desde que haja prostração das forças vitais, o Espírito se desprende, tornando-se tanto mais livre, quanto mais fraco for o corpo”.

O desdobramento pode ocorrer, portanto, como fenômeno anímico puro, isto é, sem interferência ou componente mediúnico visível, mas pode dar-se também como parte de uma atividade mediúnica, por intervenção de Espíritos desencarnados. Mas aí estamos diante de um outro fenômeno, e não apenas de emancipação da alma.

Sobre o tema sugerimos à pessoa que nos escreveu e aos demais interessados que leiam o artigo intitulado Sonambulismo não é desdobramento, de autoria do confrade Gebaldo José de Sousa, que tece observações interessantes sobre o fenômeno. 

Publicado na edição 277 da revista O Consolador, eis o link que remete ao texto: https://www.oconsolador.com.br/ano6/277/gebaldo_sousa.html

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo publicado no último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/04/o-que-segundo-bozzano-acontece-aos.html

 

 

 

 

 

 

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sábado, 2 de maio de 2026

 



"Causos" espíritas do Dr. Nubor Facure

 

Nubor Orlando Facure

 

O e-book "Causos" espíritas do Dr. Nubor Facure, publicado em 30 de abril de 2015 pela EVOC – Editora Virtual O Consolador, é de autoria do médico e professor Nubor Orlando Facure, autor de inúmeras obras, entre estas os e-books Mediunidade, um ensaio clínico; Metaneurologia, e NEUROPÍLULAS, leituras sobre o cérebro e o evangelho, todos publicados pela EVOC.

Na data de publicação desta obra, Dr. Nubor Orlando Facure já havia completado 50 anos de trabalho médico na área de Neurologia e Neurocirurgia.

Natural de Uberaba (MG), iniciou-se como espírita junto com sua família a partir de 7 anos de idade, tendo convivido com vultos ilustres que praticavam a Doutrina Espírita naquela época, antes da chegada de Chico Xavier à cidade de Uberaba.

As reuniões lítero-musicais e o Círculo de Estudos no Centro Espírita Uberabense contribuíram para moldar seus conhecimentos doutrinários. Posteriormente, a convivência próxima com o trabalho do médium Chico Xavier complementou sua formação espírita.

A entrada na Faculdade de Medicina e sua especialização em Neurologia permitiram-lhe o encontro com milhares de seres humanos comprometidos com o sofrimento que as doenças neurológicas quase sempre provocam.

Foi a conjunção desses fatores – mineiro de Uberaba e médico espírita – que concedeu ao Dr. Nubor a facilidade para contar “causos”.

A propósito dos “causos” constantes desta obra, diz Nubor Facure: “Nas entrelinhas desses episódios há mil e uma oportunidades de inserirmos conceitos espíritas, para não deixarmos de aproveitar as lições que a vida dá a todos”. “Interessante notar – acrescenta ele – quanto nossas vidas permanecem entrelaçadas atendendo às nossas necessidades de redimir nossas faltas e progredirmos em direção à Vida Maior.”

A obra, publicada exclusivamente no formato digital, pode ser  baixada gratuitamente, bastando para isso clicar aqui: https://oconsolador.com.br/editora/1a50/Causos%20Esp%C3%ADritas%20do%20Dr.%20Nubor%20Facure.pdf

 O VÍDEO que apresentamos na abertura deste texto apresenta em poucos minutos, de forma resumida, o que o conteúdo do livro em causa nos oferece. Ele e o PODCAST pertinente ao tema foram produzidos com ajuda da I.A.

 


 

 


 

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

 



Antes de entrar em vigor o novo Acordo Ortográfico firmado pelo Brasil e diversos países que adotam oficialmente o idioma português, as palavras formadas pelo prefixo auto escreviam-se assim: auto-estrada, auto-retrato, auto-hipnose, autodeterminação, autobiografia, auto-ônibus, auto-análise, auto-ajuda, auto-escola, auto-estima, auto-imune, auto-imagem, auto-regulagem, auto-serviço, auto-suficiência, auto-sugestão.

Com o Acordo, algumas modificações foram aí introduzidas.

De forma sintética, o Acordo determina:

1. Haverá hífen quando o prefixo “auto” anteceder palavras:

• iniciadas pela letra h: auto-hipnose, auto-hemoterapia, auto-humilhação.

• iniciadas pela letra o: auto-ônibus, auto-observação, auto-oscilação.

2. Se o prefixo “auto” for seguido por palavras iniciadas por r ou s, essas consoantes serão duplicadas: autorretrato, autorregulagem, autosserviço, autossuficiência, autossugestão.

3. Não haverá hífen quando o prefixo “auto” anteceder palavras iniciadas por letras que não sejam h, o, r ou s: autodeterminação, autobiografia, autoanálise, autoajuda, autoescola, autoestima, autoimune, autoimagem, autopeça, autoproteção, autoaprendizagem, autoestrada.

 

*

 

Embora semelhantes, apóstrofe e apóstrofo têm significados bem diferentes.

Apóstrofo, substantivo masculino, é o nome que se dá ao sinal gráfico, em forma de vírgula ('), usado para indicar supressão de letra(s), como, por exemplo, nestas palavras: copo d´água e pau d´alho.

Apóstrofe é uma figura de linguagem utilizada para invocar, chamar ou interpelar alguém ou algo, real ou imaginário, com ênfase e emoção. É comumente confundida com o apóstrofo (sinal gráfico), mas a apóstrofe funciona como um vocativo dramático, comum em orações, discursos e literatura. Exemplos: Tende misericórdia de nós, Senhor. Minha filha, preciso que me escute.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/04/quando-o-pinheiros-conquistou-em-santos.html

 

 

 


 

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