segunda-feira, 31 de agosto de 2026

 



Ante o mundo melhor

 

Batuíra
(autor espiritual)

 

O trabalho será sempre o prodígio do Universo — a força que o entretém, a luz que o eleva.

Observemos junto de nós.

Tudo é trabalho para que a vida se nos transforme na bênção de cada dia.

Trabalha o sol e o mundo se equilibra.

Trabalha o mundo e a natureza se renova para que os processos da evolução nos conduzam para o Mais Alto.

A fonte é bondade e a semente faz-se pão porque trabalha servindo.

Reflitamos nisso para que o repouso inoportuno não se nos infiltre no espírito por ferrugem destruidora.

No trabalho é que surpreendemos todas as oportunidades de progresso e melhoria a que nos endereçamos.

Aquele a quem servimos é quem realmente nos servirá.

Damos e recebemos. Isso é tão natural quanto plantar e colher.

Por isso mesmo, seja qual seja a condição em que nos achemos, o trabalho é caminho para a ascensão à felicidade justa.

A hora de que dispomos, a pessoa da estrada, o companheiro em serviço, o amigo e o adversário constituem talentos potenciais que é preciso aproveitar para o bem, a fim de que o bem nos enriqueça de paz.

Não vacileis.

Atendamos aos imperativos do servir e estaremos no clima do obter.

Não há outra via para alcançar os nossos objetivos de ordem superior, senão essa.

O descanso existe por pausa de refazimento e reformulação.

Nada mais.

Recordemos semelhante verdade para que não lhe desrespeitemos a fronteira, caindo na marginalização de nossas melhores forças.

Trabalhar, sim, e trabalhar sempre, porquanto, se tudo quanto existe agora de bom e de belo, aos nossos olhos na Terra, é fruto do esforço de quem agiu e construiu, o futuro, por reino de segurança e felicidade entre as criaturas, tão somente surgirá por fruto de quem trabalha no presente, atendendo aos apelos do Cristo para que, em nos amando uns aos outros, nos façamos obreiros fiéis e devotados, no levantamento da Nova Era para um Mundo Melhor.

 

Do livro Seguindo juntos, comunicação recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 



   

 

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domingo, 30 de agosto de 2026

 



O vocábulo reencarnação não foi criado por Kardec

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Mesmo no meio espírita, há quem pense e divulgue que a palavra “reencarnação” foi criada por Allan Kardec, assim como teria ocorrido com os vocábulos perispírito, espírita e Espiritismo.

Tal ideia é, porém, equivocada. A palavra reencarnação já existia quando Kardec iniciou a tarefa de codificação dos ensinamentos espíritas.

É oportuno lembrar que, conforme informa Gabriel Delanne em seu livro A Reencarnação, a doutrina das vidas sucessivas é também denominada palingenesia, termo formado por duas palavras gregas: palin, “de novo”, e genesis, “nascimento”.

A ideia das vidas sucessivas remonta aos albores da civilização e já era professada na Índia. O livro dos Vedas (Bhagavad-Gita) afirma, em conhecida passagem: “Assim como se deixam as vestes gastas para usar vestes novas, também a alma deixa o corpo usado para revestir novos corpos”.

Ainda segundo Delanne, foi Pitágoras quem introduziu na Grécia a doutrina das vidas sucessivas, que ele teria aprendido no Egito e na Pérsia. Essa ideia também foi, mais tarde, adotada por Platão, autor da conhecida frase: “Aprender é recordar.”

Entre os séculos XVI e XVIII, surgiram no latim tardio os termos eruditos reincarnatio e reincarnationis, que posteriormente passaram às línguas românicas e ao inglês.

Em francês, o primeiro tornou-se réincarnation. Essa informação pode ser conferida no site Latin Dictionary.

A codificação do Espiritismo, como sabemos, teve início em meados do século XIX, mais precisamente a partir de 1855, quando o professor Rivail entrou em contato com os fenômenos espíritas e passou a estudá-los de forma metódica, trabalho que resultaria na codificação da Doutrina Espírita.

A ideia da reencarnação e o termo que a designava já existiam, portanto, havia muito tempo — muito antes de Kardec iniciar sua missão e, naturalmente, antes mesmo de ele vir ao mundo.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/onde-e-quando-se-iniciaram-as-chamadas.html

 



 

   

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sábado, 29 de agosto de 2026

 



Podcasts sobre Espiritismo

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Amigos e amigas do Espiritismo.

Na Internet, a busca por vídeos e áudios curtos tornou-se uma constante, pois eles são, para usar uma imagem conhecida, a “cara” da Internet.

Livros volumosos, revistas e jornais com artigos extensos, palestras de 90 minutos — tudo isso pode afastar até mesmo as pessoas que desejam aprender algo, seja qual for o assunto.

Foi pensando nisso que, nas últimas semanas, passamos a produzir, com recursos de Inteligência Artificial, resumos sobre diversos temas espíritas, baseados em fontes por nós fornecidas e publicadas em periódicos como a revista O Consolador e o Blog Espiritismo Século XXI, cuja direção, no que se refere aos aspectos doutrinários, está sob nossa responsabilidade.

Os resumos são apresentados em dois formatos. Um deles reúne imagens e áudio de curta duração, em forma de monólogo. O outro, sem imagens, apresenta um diálogo em áudio, com desenvolvimento mais amplo dos temas.

Esses conteúdos têm sido divulgados em algumas redes sociais e também em grupos de WhatsApp. Além disso, podem ser acessados gratuitamente em duas conhecidas plataformas: YouTube e Spotify. Em ambas, estão catalogados como podcasts.

Eis os links para acesso:

1 — YouTube:
https://www.youtube.com/@aoofilho/podcasts

O canal conta atualmente com 35 podcasts, número que vem sendo ampliado semanalmente.

2 — Spotify:
https://open.spotify.com/show/033Oy9bbxAmqwb5aJsZQHO

Na plataforma estão disponíveis 20 podcasts, também com novos conteúdos acrescentados a cada semana.

As pessoas que desejam conhecer o Espiritismo encontrarão nesses podcasts, certamente, uma forma acessível e segura de iniciar-se no conhecimento espírita, em consonância com os ensinamentos de Allan Kardec e de seus continuadores.

Aos amigos e amigas que puderem divulgar este trabalho, antecipamos nossa sincera gratidão, certos de que a divulgação dos ensinamentos espíritas constitui uma forma de caridade que todos podemos praticar.

 

 

 


 

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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

 



O verbo assumir [do latim assumere], conforme o sentido com que é usado, pode ser classificado como:

Pronominal:

   Ele assumiu-se como pessoa religiosa.

   Paulo assumiu-se como defensor ferrenho das minorias.

Intransitivo, ou seja, verbo que não exige complemento:

   O prefeito assumirá dia 31.

   O suplente assumiu assim que a Justiça decidiu.

Transitivo, ou seja, verbo que requer complemento:

    João assumiu a responsabilidade dos seus atos.

   Um dos sócios assumiu o passivo da firma.

   Dr. Ribeiro assume o cargo de deputado estadual hoje à tarde.

   Com a morte do rei, D. João assumiu o poder.

   Mal foi promovida, Beatriz assumiu ares de chefe.

   O desastre assumiu proporções alarmantes.

   O ministro assumiu sua condição de homossexual.

Existe, no entanto, no uso do verbo assumir, uma construção que deve ser evitada – assumir que – utilizada em textos como este: “João assumiu que irá até o fim em suas ideias”.

Ela pode ser substituída por frases como esta: “João afirmou que irá até o fim em suas ideias”.

 

*

 

Embaixador e embaixadora são palavras que designam o titular de um cargo diplomático. Embaixatriz aplica-se apenas à mulher do embaixador.

Exemplos:

  Helena Vargas é a embaixadora de Costa Verde no México.

   O embaixador Raul Trindade e a embaixatriz, sua esposa, foram recebidos pelo papa.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/alguem-nos-pergunta-qual-e-o-exato.html

 

 

 

 

  

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

 



Ante a ideia de Deus

 

Emmanuel
(autor espiritual)

Observa a grandeza incomensurável da Criação e não pretendas ultrapassar o futuro no ousado tentame de traduzir o conceito de Deus na estreita palavra humana.

No macrocosmo, galáxias infindáveis arrastam consigo milhões de mundos no turbilhão da vida universal e no microcosmo em que te agitas a simples casa orgânica em que resides permanece constituída por trilhões de células, que, a seu turno, se compõem de forças múltiplas do mundo atômico a te desafiarem a imaginação para inventários e cálculos, muitas vezes frios e inúteis.

Não seria justo pedir à gota d’água uma definição do oceano, tanto quanto ao verme é defesa qualquer explicação do Sol, embora a gota líquida guarde consigo o sabor do mar e o verme se rejubile ao contato da luz.

Resignemo-nos à humildade da nossa atual condição no campo da vida e, respeitando a ciência, que procura avançar, através de afirmações provisórias, na direção da Eterna Sabedoria, ofereçamos a Deus, no culto incessante de nosso amor, o coração em forma de auxílio incansável aos semelhantes, a única fórmula digna, pela qual nos compete, por enquanto, o dever de buscá-lo e exprimi-lo.

Por agora, não dispomos de outro recurso que não seja o do sentimento para a silenciosa ascensão à inteligência Divina e é, por isso, que, acatando a justiça e servindo aos outros até o sacrifício supremo, Jesus, o nosso Divino Mestre, ensinou-nos a amá-lo e servi-lo, como sendo Nosso Pai.

 

Do livro Escrínio de Luz, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

  

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

 



Fantasma

 

 

Augusto dos Anjos

(autor espiritual)


Há no universo um estranho dinamismo,

Na grandeza de todos os cenários,

Nos aspectos dos orbes multifários,

Cantando o hino triunfal do transformismo.

 

É o sagrado e divino esoterismo

Dos sublimes anseios unitários

Que vem do macrocosmo aos protozoários

E une o céu ao minúsculo organismo!

 

Tudo é beleza, da beleza ignota,

Seguindo a mesma estrada, a mesma rota

Da luz, fulgor de Deus no éter disperso!

 

E o homem, só, no seu dia miserando,

Solta o “ai” doloroso e formidando

De um fantasma gemendo no universo!

 

 

Do livro Lira Imortal, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

  

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