terça-feira, 15 de setembro de 2026

 



Os dois tipos de pessoas

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Há dois tipos de pessoas: as que começaram a encontrar Deus em si mesmas, e as que ainda não O encontraram por falta de interesse ou sucessivos erros inadvertidamente. Em si mesmas porque Deus não está nas nuvens nem em outro lugar, muito menos em um trono apenas nos observando, ou ainda num plano eternamente inacessível. Deus está aqui e agora, em cada um de Seus filhos e em toda a Sua criação. E quando começamos a sentir o nosso Criador, a vida transcende em uma dourada explosão amorosa e nunca antes imaginada já que nada sequer se iguala a uma pequenina chispa de Deus dando coerência a cada ação, imagem, som, sentimento e tudo o que nem pensamos existir.

E quando a presença de Deus pulsa em nós, a expansão de nossa centelha divina passa a perceber a vida com amor e luz, bondade e alegria, com o abençoado tempo da eternidade. Tudo ganha o brilho divino, e não mais o sentido humano do egoísmo, competitividade, orgulho, indiferença, maldade, desarmonia… Tudo se transforma no que realmente deve ser: uma vida em comunhão com Deus, sentido maior de todas as coisas. E o medo dá lugar à calma, segurança, paz e coragem espiritual. As noites serão apenas prateadas e os nossos monstros da noite começarão a se distanciar; nossos dias serão do brilho dourado do amor. E não significa que não haverá os degraus para o aprimoramento, mas que o caminho do progresso terá a finalidade real dentro da evolução.

O nosso estado de espírito é o que determinará a presença divina expandida em nós lembrando-nos de que o livre-arbítrio sempre ditará o caminho de nossa vida, as reações deste momento e ainda os resquícios de existências passadas. 

Se a luz sagrada nos atrai, naturalmente o nosso compromisso com a nossa polidez divina deve ser determinante para que nos aproximemos mais das alegrias verdadeiras e da paz espiritual.

Se a presença divina ainda não é sentida, os dias passam sem propósito, sem motivo, com o coração vazio e uma sede de preenchimento real. Desejamos algo novo assim que acabamos de conquistar outro também recentemente novo, e assim sucessivamente. Não há paz no coração, nem calma na mente; a vida torna-se uma corrida sem chegada tampouco com contemplação de sua beleza. E a impaciência,  a insegurança e o medo se acentuam e comprometem ainda mais a existência. E esse coração não compreenderá nenhuma das passagens bíblicas, como um exemplo em Salmos 23:4: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

Mas a bênção sagrada é real e nos mostra que chegaremos aos planos elevados, independente do tempo, porém podemos evitar muitas dores e desacertos. E o segundo tipo de pessoas continuará a existir até que o Planeta complete o seu propósito de prevalência da bondade.

 

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