CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
Há dois tipos de
pessoas: as que começaram a encontrar Deus em si mesmas, e as que ainda não O
encontraram por falta de interesse ou sucessivos erros inadvertidamente. Em si
mesmas porque Deus não está nas nuvens nem em outro lugar, muito menos em um
trono apenas nos observando, ou ainda num plano eternamente inacessível. Deus
está aqui e agora, em cada um de Seus
filhos e em toda a Sua criação. E quando começamos a sentir o nosso Criador, a
vida transcende em uma dourada explosão amorosa e nunca antes imaginada ‒ já que nada
sequer se iguala a uma pequenina chispa de Deus ‒ dando coerência a
cada ação, imagem, som, sentimento e tudo o que nem pensamos existir.
E quando a
presença de Deus pulsa em nós, a expansão de nossa centelha divina passa a
perceber a vida com amor e luz, bondade e alegria, com o abençoado tempo da
eternidade. Tudo ganha o brilho divino, e não mais o sentido humano do egoísmo,
competitividade, orgulho, indiferença, maldade, desarmonia… Tudo se transforma
no que realmente deve ser: uma vida em comunhão com Deus, sentido maior de
todas as coisas. E o medo dá lugar à calma, segurança, paz e coragem
espiritual. As noites serão apenas prateadas e os nossos monstros da noite
começarão a se distanciar; nossos dias serão do brilho dourado do amor. E não
significa que não haverá os degraus para o aprimoramento, mas que o caminho do
progresso terá a finalidade real dentro da evolução.
O nosso estado de espírito é o que determinará a presença divina expandida em nós ‒ lembrando-nos de que o livre-arbítrio sempre ditará o caminho de nossa vida, as reações deste momento e ainda os resquícios de existências passadas.
Se a luz sagrada nos
atrai, naturalmente o nosso compromisso com a nossa polidez divina deve ser
determinante para que nos aproximemos mais das alegrias verdadeiras e da paz
espiritual.
Se a presença
divina ainda não é sentida, os dias passam sem propósito, sem motivo, com o
coração vazio e uma sede de preenchimento real. Desejamos algo novo assim que
acabamos de conquistar outro também recentemente novo, e assim sucessivamente.
Não há paz no coração, nem calma na mente; a vida torna-se uma corrida sem
chegada tampouco com contemplação de sua beleza. E a impaciência, a insegurança e o medo se acentuam e
comprometem ainda mais a existência. E esse coração não compreenderá nenhuma
das passagens bíblicas, como um exemplo em Salmos 23:4: Ainda que eu ande pelo
vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua
vara e o teu cajado me consolam.
Mas a bênção
sagrada é real e nos mostra que chegaremos aos planos elevados, independente do
tempo, porém podemos evitar muitas dores e desacertos. E o segundo tipo de
pessoas continuará a existir até que o Planeta complete o seu propósito de
prevalência da bondade.
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