segunda-feira, 8 de agosto de 2016

As mais lindas canções que ouvi (202)



Tudo acabado

Osvaldo Martins e J. Piedade

Tudo acabado entre nós,
Já não há mais nada.
Tudo acabado entre nós
Hoje de madrugada.
Você chorou e eu chorei,
Você partiu e eu fiquei.
Se você volta outra vez,
Eu não sei.

Nosso apartamento agora
Vive à meia luz.
Nosso apartamento agora
Já não me seduz...
Todo o egoísmo
Veio de nós dois,
Destruímos hoje
O que podia ser depois.


Você pode ouvir a canção acima, na voz dos intérpretes abaixo, clicando nos links indicados:




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domingo, 7 de agosto de 2016

Reflexões à luz do Espiritismo



O que a vida começou, a morte continua...

Muitas pessoas perguntam por que uma pessoa toma um gole de bebida e logo a seguir muda a personalidade, as feições e fica agressiva com os amigos. “Dentro da visão espírita, seria o quê?”
Há vários aspectos a considerar quando o assunto é alcoolismo.
No livro Trilhas da Libertação, de Manoel Philomeno de Miranda, psicografado pelo médium Divaldo Franco, o médico desencarnado dr. Carneiro de Campos tece várias considerações sobre o assunto.
Segundo ele, no começo a pessoa pode experimentar euforia e dinamismo motor com o uso dos alcoólicos, perdendo, porém, o controle, o senso crítico e tornando-se inconveniente. À medida que a dependência aumenta e o uso se torna mais frequente, a bebida alcoólica afeta o sistema nervoso, o trato digestivo, o aparelho cardiovascular. As complicações que degeneram em gastrite e cirrose hepática tornam-se inevitáveis, levando à morte, qual sucede no câncer do esôfago e do estômago.
Além disso, do ponto de vista psíquico, o alcoólatra muda completamente o comportamento e suas reações mentais se alteram, começando pelos prejuízos da memória e culminando no delirium tremens, sem retorno ao equilíbrio, que não se dá nem mesmo quando o indivíduo desencarna, visto que, permanecendo vitimado pelos vícios, quase sempre buscará sintonia com personalidades frágeis ou temperamentos rudes, violentos, na Terra, deles se utilizando em processo obsessivo para dar prosseguimento ao infame consumo do álcool, aspirando-lhe agora os vapores e beneficiando-se da ingestão realizada pelo seu parceiro-vítima, que mais rapidamente se exaure.
No meio espírita sabe-se, já faz tempo, da relação que existe entre o consumo de álcool e a obsessão. No capítulo de abertura do livro Diálogo dos Vivos, obra publicada em 1974, Herculano Pires escreveu:
“A obsessão mundial pelo álcool, no plano humano, corresponde a um quadro apavorante de vampirismo no plano espiritual. A medicina atual ainda reluta – e infelizmente nos seus setores mais ligados ao assunto, que são os da psicoterapia – em aceitar a tese espírita da obsessão. Mas as pesquisas parapsicológicas já revelaram, nos maiores centros culturais do mundo, a realidade da obsessão. De Rhine, Wickland, Pratt, nos Estados Unidos, a Soal, Carrington, Price, na Inglaterra, até a outros parapsicólogos materialistas, a descoberta do vampirismo se processou em cadeia. Todos os parapsicólogos verdadeiros, de renome científico e não marcados pela obsessão do sectarismo religioso, proclamam hoje a realidade das influências mentais entre as criaturas humanas, e entre estas e as mentes desencarnadas”.
O fato é de fácil compreensão. A dependência do álcool, como vimos nas explicações do dr. Carneiro de Campos, prossegue além-túmulo e –  não podendo o Espírito obter a bebida no local em que agora reside – ele só consegue satisfazer sua compulsão pela bebida associando-se a um encarnado que beba, o que tem sido confirmado por vários autores, como André Luiz e Cornélio Pires.
Este último, na mesma obra acima citada, disse a um amigo, que o consultou sobre o tema, que “cachaça, meu caro João, recorda simples tomada que liga na obsessão”. E, finalizando sua resposta vazada em versos, reafirmou: “Eis no Além o que se vê, seja a pinga como for, enfeitada ou caipira, é laço de obsessor”.
É possível, portanto, deduzir que o alcoólatra encarnado, além dos efeitos do álcool sobre seu psiquismo, passe a agir sob a influência da entidade vampirizadora, como já foi descrito em mais de uma oportunidade por autores diversos.
Eis, na sequência, um exemplo colhido no livro Nos Domínios da Mediunidade, de André Luiz, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Em determinada noite, Hilário, André e Aulus, no momento em que se dirigiam a um centro espírita, ouviram enorme gritaria. Dois guardas arrastavam, de um restaurante, um homem maduro em deploráveis condições de embriaguez. O mísero, que esperneava e proferia palavras rudes, achava-se abraçado por uma entidade da sombra, qual se um polvo estranho o absorvesse. Num átimo, a bebedeira alcançou os dois, porquanto eles se justapunham completamente um ao outro, exibindo as mesmas perturbações.
O Assistente Aulus convidou seus pupilos a entrar no restaurante, onde havia muita gente. As emanações do ambiente produziram indefinível mal-estar em André. Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes. Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, encontrando nisso alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.
Indicando essas entidades, Aulus explicou que muitos irmãos já desvencilhados do vaso carnal se apegam com tamanho desvario às sensações da experiência física, que se cosem aos amigos encarnados temporariamente desequilibrados nos costumes desagradáveis por que se deixam influenciar.
Hilário estranhou por que Espíritos mergulham em prazeres dessa espécie. Aulus lhe respondeu:
"Hilário, o que a vida começou, a morte continua... Esses nossos companheiros situaram a mente nos apetites mais baixos do mundo, alimentando-se com um tipo de emoções que os localiza na vizinhança da animalidade. Não obstante haverem frequentado santuários religiosos, não se preocuparam em atender aos princípios da fé que abraçaram, acreditando que a existência devia ser para eles o culto de satisfações menos dignas, com a exaltação dos mais astuciosos e dos mais fortes. O chamamento da morte encontrou-os na esfera de impressões delituosas e escuras e, como é da Lei que cada alma receba da vida de conformidade com aquilo que dá, não encontram interesse senão nos lugares onde podem nutrir as ilusões que lhes são peculiares, porquanto, na posição em que se veem, temem a verdade e abominam-na, procedendo como a coruja que foge à luz". (Nos Domínios da Mediunidade, cap. 15, págs. 137 a 139.)
Acreditamos que as informações acima podem fornecer aos interessados a resposta à pergunta a que nos reportamos no preâmbulo deste artigo.


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sábado, 6 de agosto de 2016

Destaques da semana da revista “O Consolador”



Já pode ser lida na Web a edição deste domingo (7 de agosto) da revista O Consolador, cujos destaques são abaixo relacionados, seguidos dos respectivos links:

Destaques da edição 477

Link que remete à edição do dia 7 de agosto da revista O CONSOLADOR.

O médico, escritor e palestrante Décio Iandoli Júnior é o entrevistado desta semana.

José Passini analisa “O Pensamento Vivo do Dr. Inácio”, obra de Carlos A. Baccelli.

Conheça o Centro de Apoio ao Paciente com Câncer, da cidade catarinense de São José.

“A chave para compreensão do Evangelho” é o título do editorial desta semana.

Saiba o que ocorre nesta semana no movimento espírita brasileiro.

Anote e acompanhe os eventos espíritas internacionais desta semana.

Os bons Espíritos protegem os que lutam com coragem e perseverança?

É verdade que nas comunicações dos espíritos o primeiro pensamento é do médium?

Se nos sentimos no dever de reclamar de alguma coisa, como proceder?

Há na Bíblia orientações sobre como lidar com as comunicações espíritas?

“Reflexões em torno do dinheiro.” (Arnaldo Camargo)

“O coelhinho preguiçoso” é o título de linda história contada por Célia Camargo.

“Energias umbralinas.” (Christina Nunes)

Como encarar as críticas que são feitas ao Espiritismo?

Por que a obscuridade é indispensável às sessões de efeitos físicos?

“Precisa-se de verdadeiros profetas.” (Hyerohydes Gonçalves)

“Valoriza os companheiros que te apoiam e não lhes desmereças a dedicação.” (Emmanuel)

“Analisando-se as ressurreições, constata-se que elas são também aparições.” (José Reis)

Que faixas etárias são atendidas pelo Educandário Allan Kardec?

Em “O elogio da abelha”, Neio Lúcio nos transmite importante advertência.

“O sono da alma: perigosa tentação.” (Leda Maria Flaborea)

Chico Xavier jamais aceitou um centavo pelas vendas de seus livros.

“Liberdade para agir.” (Waldenir A. Cuin) 

Se souber, traduza: “Kristana privilegio: konkeri sin mem.“

Em estudos da linguagem, que é predicativo e quais as suas características?

“Entre início e final havia o caminho...” (Wellington Balbo)

“Mensagem ao viajor” é o título de mais um soneto mediúnico de Amaral Ornellas.

“Cairbar Schutel, sentinela avançada da cultura espírita...” (Wilson Garcia)




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Contos e crônicas



Dez regras da felicidade

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Amigo leitor, hoje estou na contramão dos que lutam pelo poder, mas na direção dos que desejam servir para vir a ser... Proponho-lhe, então, dez regras para a sua felicidade. Começo pela que nos inspira a confiança e a estima dos que estão no comando:
Regra nª 1: Seja humilde e nunca fale mal de seus superiores ou suas superioras. Jamais brilhe mais que a autoridade, pois, como afirmou Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que possa imaginar nossa vã filosofia”. Toda autoridade provém de Deus.
Regra nº 2: Não se deixe enganar pelas bajulações. Ouça, com atenção, as críticas, mesmo as mais injustas. Há sempre algo a melhorar em nós.
Regra nº 3: Seja transparente. Compartilhe seus conhecimentos para que todos aprendam com seu pouco saber. Que brilhe a sua luz, como propôs o Mestre, mas jamais ofusque a luz alheia.
Regra nº 4: Não se esqueça do ditado popular: “Quem fala muito, dá bom dia a cavalo”.
Regra nº 5: A inveja é uma fraqueza. Sempre haverá quem queira destruir sua reputação para lhe usurpar o lugar sem esforço. Evite essas pessoas, mas não deixe de servi-las, em toda a ocasião propícia, e com total desinteresse.
Regra nº 6: Evite exaltar-se, em público, após sucesso em alguma atividade profissional ou pessoal. Acautele-se contra os invejosos.
Regra nº 7: Não busque ser o foco das atenções a qualquer preço. Ainda que, neste mundo, as aparências contem mais do que o mérito real, seja sempre discreto. Quando realizar algo útil, não saiba o seu pé esquerdo o que faz o seu pé direito...
Regra nº 8: Esteja sempre alegre. Contagie-se com os otimistas e nunca se deixe influenciar pelos pessimistas. A cada expressão infeliz, contraponha outra, feliz.
Regra nº 9: Esforce-se em aprender e servir no limite de suas forças e possibilidades.
Regra nº 10: Memorize três frases fundamentais para uma vida feliz:
I – Não fazer o bem já é um mal.
II – A Luz Divina brilha em meu ser eterno.
III – Viver é aprender, e só aprende quem faz...






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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Correio mediúnico



Verdugo e vítima

Irmão X

O rio transbordava. Aqui e ali, na crista espumosa da corrente pesada, boiavam animais mortos ou deslizavam toras e ramarias. Vazantes em torno davam expansão ao crescente lençol de massa barrenta. Famílias inteiras abandonavam casebres, sob a chuva, carregando aves espantadiças, quando não estivessem puxando algum cavalo magro.
Quirino, o jovem barqueiro, que vinte e seis anos de sol no sertão haviam enrijado de todo, ruminava plano sinistro. Não longe, em casinhola fortificada, vivia Licurgo, conhecido usurário das redondezas. Todos o sabiam proprietário de pequena fortuna a que montava guarda vigilante. Ninguém, no entanto, poderia avaliar-lhe a extensão, porque, sozinho, envelhecera e, sozinho, atendia às próprias necessidades.
“O velho - dizia Quirino de si para consigo - será atingido na certa. É a primeira vez que surge uma cheia como esta. Agarrado aos próprios haveres, será levado de roldão. E se as águas devem acabar com tudo, por que não me beneficiar? O homem já passou dos setenta. Morrerá a qualquer hora. Se não for hoje, será amanhã, depois de amanhã. E o dinheiro guardado? Não poderia servir para mim, que estou moço e com pleno direito ao futuro?”
O aguaceiro caía sempre, na tarde fria. O rapaz, hesitante, bateu à porta da choupana molhada.
- “Seu” Licurgo! “Seu” Licurgo!
E, ante o rosto assombrado do velhinho que assomara à janela, informou: - “Se o senhor não quer morrer, não demore. Mais um pouco de tempo e as águas chegarão. Todos os vizinhos já se foram.” - Não, não... resmungou o proprietário, moro aqui há muitos anos. Tenho confiança em Deus e no rio... Não sairei...
Venho fazer-lhe um favor...
Agradeço, mas eu não sairei.
Tomado de criminoso impulso, o barqueiro empurrou a porta mal fechada e avançou sobre o velho, que procurou em vão reagir.
- Não me mate, assassino!
A voz rouquenha, contudo, silenciou nos dedos robustos do jovem.
Quirino largou para um lado o corpo amolecido, como traste inútil, arrebatou pequeno molho de chaves do grande cinto e, em seguida, varejou todos os escaninhos. Gavetas abertas mostravam cédulas mofadas, moedas antigas e diamantes, sobretudo diamantes. Enceguecido de ambição, o moço recolhe quanto acha.
A noite chuvosa descera completa. Quirino toma os despojos da vítima num cobertor e, em minutos breves, o cadáver mergulha no rio. Logo após, volta à casa despovoada, recompõe o ambiente e afasta-se, enfim, carregando a fortuna.
Passado algum tempo, o homicida não vê que uma sombra se lhe esgueira à retaguarda. É o Espírito de Licurgo, que acompanha o tesouro.
Pressionado pelo remorso, Quirino, o jovem barqueiro, abandona a região e instala-se em grande cidade, com pequena casa comercial, e casa-se, procurando esquecer o próprio arrependimento, mas recebe o velho Licurgo, reencarnado, por seu primeiro filho.

Do livro Luz no Lar, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Pérolas literárias (162)



Calvário acima

João de Deus

Eis a luta, alma querida,
Este é o roteiro da vida,
Se buscamos a ascensão...

Por fora, golpes e dores
Nos caminhos remissores,
E angústia no coração.

Tempestades, ventanias,
Horas tristes e sombrias,
Incompreensão a gritar!...

A terra empedrada e dura,
O desencanto e amargura,
No sonho a desesperar...

Mas sigamos para a frente,
Embora a estrada inclemente,
De ombros vergados à cruz!

Vencendo a sombra e a agonia,
Alcançaremos, um dia,
O monte da eterna luz.

Subamos sem desalento,
A palma do sofrimento
É santa renovação.

Quem, com Jesus, segue e lida,
Atinge os cimos da vida
Ao sol da ressurreição.


Do livro Relicário de Luz, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Pílulas gramaticais (216)



Meses atrás, uma operação deflagrada pela Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal, trouxe à tona um vocábulo pouco conhecido do público – catilinária. Expresso no plural, – catilinárias –, ele deu nome à operação que mencionamos.
Que significa catilinária?
Proveniente do latim catilinaria (i. e., oratio catilinaria, discurso sobre Catilina), a palavra significa acusação violenta e eloquente, semelhante à que o cônsul romano Cícero fez a Catilina (Lucius Sergius Catilina), senador romano que viveu no período 109 a 62 a.C. No plural, a palavra designa a série de quatro discursos que Cícero fez contra o senador Catilina no ano 63 a.C.
Falido financeiramente, Catilina, filho de família nobre, juntamente com seus seguidores subversivos, planejava derrubar o governo republicano para obter riquezas e poder. No entanto, após o confronto aberto por Cícero no Senado, Catilina resolveu afastar-se do cargo, indo juntar-se a seu exército ilícito para armar defesa. No ano seguinte ele acabou morrendo no campo de batalha.

*

Quando se trata de políticos, vem-nos à mente outra palavra pouco usada: prosopopeia (é), que significa, figuradamente, discurso empolado ou veemente, muito comum na Câmara e no Senado da República.
Prosopopeia é, porém, originalmente, uma figura de linguagem pela qual se dá vida, ação, movimento e voz a coisas inanimadas, e se empresta voz a pessoas ausentes ou mortas e a animais; é o mesmo que personificação. Essa figura de linguagem usa-se geralmente para tornar mais dramática a comunicação.
Exemplos:
- Os rios pedem socorro.
- O mar olhava o náufrago sem nada poder fazer.
- O macaco disse algo que incomodou a onça.
- No Brasil a cobiça assentou-se no lugar da equidade.



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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Contos e crônicas



Considerações sobre a prece

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Muitos dizem que um chá de camomila ou erva-cidreira acalma o ânimo, abaixa a adrenalina causada por susto, ou tristeza, ou uma situação inesperada. Outros dizem que um copo de água com açúcar, água doce, também pode acalmar o estado de estresse pelo qual um corpo passa. Há outros chás e muitas maneiras para aquietarem a matéria. No entanto, há um recurso abençoado que serena, tranquiliza, protege e ampara o espírito, centelha divina, e, consequentemente, o corpo: a prece.
Este recurso não possui nenhuma contraindicação, apenas benefícios que transcendem tempo, lugar, dimensão. Entretanto, requer um estado infalível: a prece de coração puro, a prece sem palavras difíceis, pura e simplesmente com a linguagem do amor e da bondade. Quando um pedido, um agradecimento ou um reconhecimento pela nobreza da vida, criação de Deus, ganham energia verdadeira e humilde, é com a velocidade do pensamento que a prece atinge, pela permissão divina, o coração endereçado ou realiza a energia destinada para o nobre fim. A prece é balsâmica, curadora, protetora, apaziguadora e leva claridade onde antes era só escuridão.
À medida que compreendemos o seu benefício, também, assim, começamos a compreender que tudo na vida se propaga sob a forma de energia e o pensamento é uma das mais comprovadas maneiras de se considerá-la. O que pensamos, de alguma forma, já realizamos. Então, a essência do pensamento e do sentimento deve ser extremamente cautelosa e criteriosa e ainda de total responsabilidade de seu criador, pois além de ser responsável pela reação do seu ato, é com o criador que ficará a maior parte da energia criada, ou seja, não importando se a essência seja benfazeja ou o seu oposto.
Pois bem, a prece é um dos mais nobres recursos para a centelha começar a entender a vida, pois favorece o recolhimento, o autoconhecimento, a visão com mais calma e clareza, a valorização de mais uma existência muito ou pouco desenvolvida, o despertamento da sabedoria, a compreensão da imensurável essência e, no semblante, aparência da alma, a esperança e a felicidade começam a ser mais percebidas.
Quem já apreendeu o maravilhoso sentido da prece, sentiu o pulso da vida e a bondade divina; a ternura do sopro fresco durante as tardes de céu azul; o apaziguamento do coração após uma perturbadora ocasião; a força para o recomeço onde antes era campo de desilusão; a eternidade da alma através do horizonte restaurador como o tempo. Quem já apreendeu o abençoado sentido da prece também já aceitou e começou a levemente compreender que a vida é dádiva para a centelha criada por Deus e que as existências são personagens que propiciarão ao espírito a depuração até o seu mais nobre objetivo para um momento longínquo, mas objetivado: o da condição de espírito puro.
É mais do que comprovado o benefício da prece no aspecto completo da construção do ser. Então, o necessário é a vontade de ajudar-se primeiramente com a disciplina do recolhimento, a neutralização dos maus sentimentos, a bondade em pedir pelo necessitado e agradecer pela imensidão de nobres realizações, a vontade de se melhorar, de ser mais essência do que matéria, pois quando observamos a vida em seus detalhes surpreendentes, a prece sincera é luz a guiar o próprio coração e muitos outros que não aprenderam ainda esse recurso bendito disponível em todas as dimensões.
A prece é flor que nasce para perfumar e harmonizar o nosso eterno jardim e faz desabrochar as benfazejas características que estão latentes e que imprescindíveis nos são. A prece é para o espírito, como o alimento é para o corpo; como o ar também é para os pulmões; como o amor é para o coração.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

As mais lindas canções que ouvi (201)



Mas quem disse que eu te esqueço?

Dona Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho


Tristeza rolou dos meus olhos de um jeito que eu não queria
E manchou meu coração, que tamanha covardia!
Afivelaram meu peito pra eu deixar de te amar,
Acinzentaram minh'alma, mas não cegaram o olhar.

Saudade, amor, que saudade!
Que me vira pelo avesso, que revira meu avesso...
Puseram uma faca no meu peito,
Mas quem disse que eu te esqueço?
Mas quem disse que eu mereço?

Láiá... Lá laiá... Lalaiá... Lá laiá ... Lá laiá... Lá laiá
Lá... Lá laiá... Lá laiá... Lá laiá


Você pode ouvir a canção acima, na voz dos intérpretes abaixo, clicando nos links indicados:
Beth Carvalho e Ivone Lara – https://www.youtube.com/watch?v=dwW_rVA07pQ
Zeca Pagodinho e Ivone Lara - https://www.youtube.com/watch?v=ux2vVx3mw2c



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