terça-feira, 26 de agosto de 2025

 



O segredo da alegria

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

No tempo em que estamos, o caminho que nos guia não possui tantas flores nem os campos são todos verdejantes; nosso caminho ainda se apresenta até com terra batida e com algumas pedras soltas, no entanto é uma forma de chegar aos belos jardins floridos. E da maneira como vivemos, assim, também, passaremos pelos caminhos que criamos.

Se somos os nossos próprios notáveis responsáveis, basta apenas uma melhor escolha. É tão valiosa a compreensão de que apenas nos diz respeito o que fazemos, pensamos, sentimos e falamos, pois bem, se surge uma intemperança, o primeiro passo deveria ser a aceitação de que naturalmente, de alguma maneira, houve permissão de nossa parte ou do plano maior; o segundo passo seria delimitar, o mínimo possível, o tempo de sofrimento e amargura já que existem inúmeros casos de espíritos que perderam encarnações inteiras apenas sofrendo, lamentando-se e tornando-se vítimas, esquecidos de que todo acontecimento nada mais é que experiência.

Ainda algo tão difícil de assimilar é que não somos responsáveis pela conduta de outrem, assim como outra pessoa nunca será pela nossa. Se removermos a névoa de insatisfação do espírito, poderemos ver o horizonte azul e infinito; os pássaros livres voando, pois eles se permitem viver com alegria e liberdade; as cores multiplicadas; os simples grandiosos acontecimentos; a brisa suave tocando o nosso rosto querendo nos encorajar a seguir com felicidade e agradecimento; então, poderemos nos encantar com a linda complexidade perfeita da vida.

Quando quisermos realmente melhorar, Deus sorrirá amorosamente, pois todos os Seus filhos foram criados para a perfeição, e se ainda é muito difícil essa percepção, a oração pode abrandar a nossa ansiedade e pequenez e aumentar a nossa coragem para seguirmos em frente. Nada nos ameaça tanto quanto as nossas emoções e pensamentos em desalinho, pois um pássaro não se sustenta no ar quando carrega pedras demais. E a vida é tão pródiga!

   Se decidirmos viver de uma maneira mais produtiva e satisfeita, assim será, já que não são os acontecimentos que devem conduzir a nossa vida, mas a forma como permitimos e sentimos essas ocorrências. Tudo o que acontece foi antes criado, e pode ser modificado; nenhuma situação é eterna nem a positiva, tampouco a negativa. E as nuvens brancas anunciam o tempo limpo e as mais gris, água, fonte de vida, e as duas condições são necessárias para a existência do Planeta. Se valorizarmos tanto uma quanto a outra, estaremos mais em paz a maior parte do tempo.

Nunca será o episódio em si, mas será sempre a maneira de viver a experiência. O segredo da alegria é valorizar a (própria) vida e não se importar com as atitudes e opiniões alheias.

 

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

 

 

 




 

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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

 



Diretrizes individuais nos grupos

 

André Luiz (Espírito)

 

Se você foi chamado a cooperar num grupo de atividade cristã, agradeça as oportunidades de servir e esqueça seus direitos imaginários para que a luz do dever resplandeça em seu caminho.

Pagar mensalidade do estilo e colaborar com dinheiro não é difícil; dê o concurso direto de suas forças na obra a realizar.

Guarde para seus companheiros a gentileza de que se sente credor diante deles; a cordialidade é alicerce da paz.

Antes de exigir novas manifestações dos amigos espirituais, não deixe de manifestar, por sua vez, através de atos, palavras e pensamentos, os sublimes valores que já recebeu; se o intercâmbio com o plano invisível é agradável, o trabalho da experiência humana é eminentemente importante.

Aplique os ensinamentos evangélicos no serviço diário a que consagra o coração; se você não está interessado em espiritualizar-se, é inútil que as entidades superiores se sacrifiquem por sua causa.

Não use a crítica, nem a reprovação, faça o bem que estiver ao seu alcance, porque o problema não é o de repetir – “se fosse comigo faria assim” – mas de imprimirmos nossas obrigações pessoais à frente do Cristo.

Não perca tempo reclamando contra a ingratidão, procurando o espinho ou medindo as pedras da estrada; lembre-se de que o seu grupo é também uma orquestra convocada a executar o serviço de Jesus para a Harmonia Divina da vida e, se você não usar o instrumento que lhe compete com a eficiência devida, a música viverá sempre desafinada.

 

Do livro Cartas do Coração, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

 

 

 

 

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domingo, 24 de agosto de 2025

 





Jamais se encontrou na Terra o paraíso de que Adão e Eva foram expulsos

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Sim, o paraíso mencionado nos registros bíblicos sobre Adão e Eva jamais foi encontrado. Como, então, o Espiritismo analisa o episódio que, segundo a Bíblia, teria causado a expulsão de Adão e Eva e a punição de todos os seus descendentes?

Em sua última obra – A Gênese, cap. XII – Allan Kardec analisou essa questão, que é, sem dúvida, em face de suas consequências, muito importante para os seguidores do Cristianismo. O que veremos nestas explicações é baseado, em linhas gerais, no texto escrito pelo Codificador do Espiritismo.

Em primeiro lugar, registre-se que nem o crime cometido por Caim foi tratado tão severamente pelo Criador, o que dá ao episódio da expulsão uma gravidade bem maior, que nenhum teólogo até hoje foi capaz de explicar, porquanto, apegados à letra, os estudiosos da Bíblia têm girado dentro de um mesmo círculo vicioso.

Segundo os ensinos trazidos pelo Espiritismo, sabe-se hoje que a falta de Adão e Eva não foi um ato isolado e pessoal de um indivíduo, mas, sim, exprime alegoricamente o conjunto das prevaricações de que a Humanidade da Terra, ainda imperfeita, pode tornar-se culpada, as quais se resumem nisto: infração da lei de Deus. A falta de Adão – simbolizando este a Humanidade inteira – tem, assim, por símbolo, um ato de desobediência.

Ressalte-se, contudo, que se as almas de Adão e Eva tivessem vindo do nada, como imagina a teologia católica, haviam eles de ser bisonhos em todas as coisas e, portanto, ignorariam, por exemplo, o que é morte, porque jamais haviam assistido à morte de uma pessoa, e não entenderiam o que significava “parir com dor”, visto que, tendo acabado de surgir para a vida, Eva jamais tivera filhos.

O que, porém, constitui para a teologia um beco sem saída o Espiritismo explica sem dificuldade, e de maneira racional, considerando-se a anterioridade da alma e a pluralidade das existências, lei sem a qual tudo é mistério e anomalia na vida do homem. 

Admitamos, então, que Adão e Eva já tivessem vivido neste ou noutro planeta e tudo se justifica. Deus não lhes fala como a crianças, mas como a seres em estado de o compreender e que, de fato, o compreendem, prova de que ambos traziam aquisições anteriormente realizadas. Oportuno lembrar que, segundo a Bíblia, Abel e Caim tinham habilidades especiais, tanto que, ao sair do convívio dos pais, Caim casou-se e construiu uma cidade, em homenagem ao seu primeiro filho.

Consideremos, ainda, que hajam Adão e Eva vivido em um mundo mais adiantado e menos material que o nosso, onde o trabalho do Espírito substituía o do corpo; que, por se haverem rebelado contra a lei de Deus, figurada na desobediência, tenham sido afastados de lá e exilados, por punição, para a Terra, onde o homem, pela natureza do globo, é constrangido a um trabalho corporal, e reconheceremos que a Deus assistia razão para lhes dizer: «No mundo onde, daqui em diante, ides viver, cultivareis a terra e dela tirareis o alimento com o suor da vossa fronte», e a Eva, companheira de Adão: «Parirás com dor», porque tal é a condição do mundo em que eles teriam de viver.

O paraíso terrestre, cujos vestígios têm sido inutilmente procurados na Terra, era, por conseguinte, a figura do mundo ditoso, onde vivera Adão ou, melhor dizendo, o grupo de Espíritos que ele personifica.

A expulsão do paraíso marca o momento em que esses Espíritos vieram reencarnar entre os habitantes do mundo terráqueo, um fato que anos depois seria explicado, em minúcias, por Emmanuel no cap. III da obra A Caminho da Luz, psicografada pelo médium Chico Xavier:

 

“Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.

As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos.

As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberaram, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.”

 

As habilidades de Caim e Abel, que teriam vivido em pleno Período Neolítico em nosso mundo, não constituem, portanto, um fato extraordinário, visto que traziam no subconsciente, como Espíritos imortais que eles e nós somos, aptidão para realização de coisas que já haviam aprendido e desenvolvido em existências anteriores.

 

Nota do Autor:

Para ler o texto publicado no domingo anterior, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2025/08/que-dizer-aos-que-baseando-se-na-biblia.html

 

 

 

 

 

 

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sábado, 23 de agosto de 2025

 



Há substantivos que têm a mesma forma no singular e no plural:

- um lápis, dois lápis

- um pires, dois pires

- um tórax, dois tórax

- um xerox, dois xerox

- um telex, dois telex,

e o mesmo fato se dá com os vocábulos ônix, clímax e látex, que não variam no plural.

É, porém, regular a formação do plural dos vocábulos seguintes:

- uma noz, duas nozes

- um elixir, dois elixires

- um retrós, dois retroses

- uma luz, muitas luzes

- um giz, dois gizes.

Quando o substantivo termina em X com som de S, o plural segue uma regra própria:

- um cálix, dois cálices

- um apêndix, dois apêndices.

É interessante notar, no tocante a esses vocábulos, que existem também as formas cálice e apêndice.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado no sábado anterior, clique aqui:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2025/08/muitos-verbos-apresentam-regencias.html

 

 


 

 

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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

 



Roteiro

 

Emmanuel

 

26

 

 Afinidade

 

O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.

A mente, em qualquer Plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.

Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.

De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.

Pensamentos ampliam pensamentos.

Demoramo-nos com quem se afina conosco.

Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de Espíritos a que nos ligamos.

Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer Plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.

Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.

Servir é elevar-se.

Aprender é conquistar novos horizontes.

Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

 

Nota: O livro Roteiro, psicografado pelo médium Chico Xavier, foi publicado inicialmente pela editora da FEB em 1952.

 

 

 

 

 

 

 

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