É essencial analisar com seriedade o
que dizem os Espíritos
ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
Um leitor escreveu-nos o seguinte:
Sabemos que os fenômenos mediúnicos são tão antigos
quanto os homens e que as Escrituras apresentam vários casos de aparição de
Espíritos. Com relação, porém, à orientação relativa às comunicações
mediúnicas, em que livros da Bíblia podemos encontrar algo?
Realmente, os fatos pertinentes ao intercâmbio com os Espíritos
remontam à mais remota antiguidade, sendo tão velhos quanto o nosso mundo.
A História, a esse
respeito, está pontilhada de fenômenos.
A Bíblia, por
exemplo, nos mostra no Antigo Testamento Saul conversando com o Espírito de
Samuel e, no Novo Testamento, Jesus recepcionando as visitas dos Espíritos de
Elias e Moisés materializados, às vésperas de sua prisão e consequente
crucificação.
O apóstolo Paulo,
em suas cartas, reconheceu a prática dessas manifestações entre os cristãos
primitivos e legou-nos orientações importantes no tocante ao intercâmbio entre
nós e o mundo espiritual, como podemos verificar nos textos seguintes:
"Segui o
amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de
profetizar. Porque o que fala em outra língua não fala aos homens, senão a
Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios. Mas o que
profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação." (I Coríntios, 14:1 a 3.)
"Não
extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem." (I
Tessalonicenses, 5:19 a 21.)
Em igual sentido, João
evangelista referiu-se às manifestações espirituais e deixou-nos um alerta, até
hoje de grande relevância, com respeito ao cuidado que é preciso ter no intercâmbio
com os desencarnados:
"Amados, não acrediteis
em todos os espíritos, mas provai se os espíritos vêm de Deus, porque já muitos
falsos profetas se têm levantado no mundo." (I João, 4:1 e 2.)
Destacamos,
portanto, nas observações de Paulo e João as seguintes propostas, no tocante à
prática da mediunidade:
·
Procurar com zelo os dons espirituais
· Preferir as mensagens transcendentais que
edificam e consolam
·
Examinar tudo e reter o bem
· Não aceitar cegamente o que dizem os
Espíritos
· Analisar se o conteúdo do que dizem é
compatível com as leis de Deus.
No meio espírita é
conhecida a orientação assinada pelo Espírito de Erasto que Allan Kardec
inseriu no cap. XX d’ O Livro dos Médiuns:
“Daí a necessidade
de serem, os diretores dos grupos espíritas, dotados de fino tato, de rara
sagacidade, para discernir as comunicações autênticas das que não o são e
para não ferir os que se iludem a si mesmos. Na dúvida, abstém-te, diz um dos
vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos
olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser
expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da
razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem.
Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só
teoria errônea.” (Negritamos)
No livro As Vidas de Chico Xavier, Marcel Souto
Maior registrou um dos primeiros e mais importantes conselhos dados por
Emmanuel a Chico Xavier, logo no início das tarefas do saudoso médium no campo
da mediunidade:
“Se alguma vez eu lhe der algum conselho que não esteja de
acordo com Jesus e Kardec, fique do lado deles e procure me esquecer.”
A semelhança entre a orientação de Erasto, o conselho de
Emmanuel e as orientações de Paulo e João não é, evidentemente, fruto de uma
mera coincidência.
Nota do Autor:
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do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/so-ha-um-deus-e-um-unico-mediador-entre.html
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