Reforma íntima: duas palavras que enfeixam
numerosos apelos à sublimação espiritual.
Não te enganes, porém.
Em nos referindo a esse
imperativo da vida, coloquemo-nos todos na órbita de semelhante necessidade.
Não te julgues intangível.
Se ainda não sofreste o
assédio dessa ou daquela tentação, é possível que o teu dia de luta, nesse
sentido, aparecerá mais depressa do que pensas.
Esse amigo conquistou a honestidade, mas
ainda não se livrou da sovinice.
Aquela irmã atingiu louvável equilíbrio
sentimental, no entanto ainda carrega consigo grande peso de orgulho.
Outro amigo é um modelo de
generosidade, contudo não perdoa a mínima ofensa.
Determinada companheira é um retrato da
dedicação, em família, mas converte-se facilmente em franca representação do
egoísmo, em se tratando do interesse dos outros.
Esse irmão alcançou alto grau de cultura,
entretanto não se contém perante certas tentações de caráter afetivo.
Encontramos outro que brilha na condição de
autêntico herói do trabalho, no entanto ainda não sabe afastar-se do propósito
de empalmar os bens alheios, desde que encontre facilidade para isso.
Reportamo-nos ao assunto, a fim de anotar
que, na Terra, somos todos necessitados da compaixão recíproca.
Analisemos os pontos frágeis da cidadela em
que se nos oculta a personalidade e auxiliemo-nos uns aos outros.
Jesus nos dedicou um só mandamento:
— “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”
E atrevemo-nos a crer que o Divino Mestre nos
terá dito nas entrelinhas:
— “Perdoai-vos uns aos outros como eu vos
perdoei.”
Do livro Sentinelas da
alma, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
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