CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
E continuamos com as preocupações com o
futuro e as inesquecíveis múltiplas lembranças do passado. E quanto ao
presente, desperdiçamos tudo o que há de real. Deixamos ir o que, de fato,
podemos viver, sentir, contemplar, consertar, conhecer, renovar, amar, doar,
retribuir, experienciar, amparar… para principalmente nos amedrontarmos
(futuro) e arrependermos (passado). E, assim, a vida, constante, segue.
O momento sublime que une o que não se muda mais com o
que ainda não existe é a ponte abençoada chamada presente. E, incrivelmente,
este é o tempo e o lugar reais, é quando estamos despertos para crescer e para
ser a nossa melhor versão, o nosso eu verdadeiro. E este tempo é tão perfeito,
que ele não precisa mais morrer para renascer, naturalmente, ele é o tudo e o
nada, é a vida ininterrupta e efêmera com a luz da eternidade.
As preocupações com o futuro nos minam a energia que
deveria ser utilizada para as realizações que ditarão o andamento do porvir. O
futuro será custoso se o presente não foi vivido com mais coerência,
responsabilidade, boa direção, bondade, amor. Vivemos hoje de acordo com o
passado que, também, no tempo adequado foi o presente, ou seja, a nossa
percepção desperta sempre nos direcionará.
Então, hoje, o que devemos fazer? Quais os nossos
valores, pensamentos, sentimentos? Com a experiência passada, podemos (re)agir
com mais sabedoria, com mais luz para os passos rumo ao dia que se tornará um
presente. Se a preocupação e a valorização devem ser para o agora, quanto
espaço liberamos para amar mais, apreciar e aprender.
À medida que introspectamos essa ideia, assim nos
devolvemos às grandes e sinceras vivências; começamos a olhar mais para o céu,
os campos e os rios; a sentir sinceramente o amor e a bondade de Deus, o amparo
dos bons espíritos; a perceber a beleza incondicional e incomparável da
natureza; começamos a observar mais os olhos alheios em vez do status social.
Iniciamos, dessa forma, a nossa reconexão com o Universo, com o que significa
verdadeiramente para o espírito, a reconexão com o nosso tríplice corpo que, na
ausência do presente, o espírito se distancia e se perde.
Lembramo-nos de que não somos daqui, apenas estamos mais
uma vez, e voltaremos para o nosso lar, com a intenção principal de nossa bem
singela melhoria (assim seja!). Quando estamos despertos passamos a sentir a
nossa essência; e se há muitas faltas a serem resgatadas, que sejamos o nosso
iluminado presente, saldando um pouquinho as dívidas pretéritas, e preparando,
com mais atenção, o andamento futuro.
E as conquistas serão valorizadas e toda a alegria será
vivida. Quanto às difíceis ocorrências do presente, estaremos mais tranquilos,
pois tudo passa, o bem e o mal, a noite e o dia, o desafio e os belos
acontecimentos. E o momento presente continuará como o mais decisivo e mais
uníssono momento da vida.
Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/
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