Emmanuel
(autor
espiritual)
Quanto possível,
esforça-te – mas esforça-te de verdade – para viver em harmonia com os parentes
que te pareçam menos afinados com os teus pontos de vista.
No Plano Físico,
não nos achamos vinculados com alguém, nos laços da consanguinidade, sem justa
razão de ser.
Aqueles que alimentam
ódio e aversão, quando desejosos de melhoria, são induzidos por Benfeitores da
Vida Sublimada a se reencarnarem juntos, a fim de apagarem as labaredas de
discórdia que lhes atormentam a vida íntima, através de provações atravessáveis
em comum.
Se os propósitos
desse ou daquele familiar te parecem claramente opostos aos ideais superiores
que abraças, abençoa-o com os teus melhores pensamentos e não lhe barres os
passos no caminho das experiências que se lhe fazem precisas.
Não desprezes teus
pais ou teus filhos por serem desorientados ou doentes, porque talvez tenhas
sido, em existências já transcorridas, a causa direta ou indireta dos
desequilíbrios ou enfermidades que patenteiam.
Em muitas
ocasiões, terás renascido em consanguinidade com parentes rudes e, às vezes,
cruéis, unicamente por amor a eles, de modo a auxiliá-los na transformação
necessária, com as tuas demonstrações de tolerância e paciência, devotamento e
humildade.
Se depois de
sacrifícios inumeráveis em favor de parentes determinados – e isso acontece
frequentemente entre pais e filhos – notas, no íntimo, que a tua consciência se
reconhece plenamente quitada para com eles, sem que esses mesmos familiares,
após longo tempo de convivência, demonstrem o mínimo sinal de renovação para o
bem, deixa que sigam a estrada que melhor se lhes adapte ao modo de ser, porque
as Leis da Vida não te obrigam a morrer, pouco a pouco, a pretexto de auxiliar
aos que te recusam o amor.
Uma criança terna
e inesquecível que retorna ao Mais Além, nos primeiros tempos da infância,
quase sempre é um coração profundamente dedicado ao teu progresso espiritual
que apenas regressou ao teu convívio doméstico, a fim de acordar-te, para as
realidades da alma, através da saudade e da afeição.
Se não tens a devida força para carregar os compromissos que assumes diante de uma pessoa, com quem partilhaste as alegrias do sentimento, nunca abandones a criança ou as crianças que houverem nascido de semelhante união.
Educa ou reeduca os
pequeninos, sob a tua responsabilidade, enquanto na infância tenra, facilmente
amoldável aos teus princípios de natureza superior, mas, diante dos familiares
erguidos à condição de adultos, respeita-lhes a liberdade de caminhar no mundo,
conforme as suas próprias escolhas, porque nem todos conseguem trilhar o mesmo
caminho para a união com Deus.
Do livro Calma, obra mediúnica psicografada pelo
médium Francisco Cândido Xavier.
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