terça-feira, 14 de julho de 2026

 



Sentimento de lar para o espírito

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Toda vez que nos sentimos enfraquecidos, impotentes, desfavorecidos, desanimados, desamparados, desprovidos, infelizes, sufocados, limitados, não é por sermos os escolhidos para sofrer, simplesmente nos sentimos assim porque nos afastamos da fonte única e verdadeira da vida: Deus. Não sofremos porque assim é, mas porque, à medida que nos distanciamos da fonte da verdadeira vida nos aproximamos de tudo o que é o seu contrário, infelicidade, vazio, desespero, desesperança e de todas as mazelas tão conhecidas do ser humano. E saber que Deus é Onipotente e Onipresente, pois bem, então, percebemos como nos distanciamos assustadoramente.

No entanto a Bondade infinita e consoladora, amorosa e piedosa sempre nos cuida e ama, pois de todo amparo vivenciado, se observarmos, méritos ainda não temos para tanto, porém, assim mesmo, recebemos a direção ao longo da vida. Tantas vezes reincidimos em débitos idênticos, entretanto novas ocasiões de melhoria ressurgem sempre. E desanimamos com facilidade espantosa; e Deus nos envia socorros de formas abençoadas.

E no tempo em que recordamos conscientemente que somos espíritos, ainda assim no campo material, e passamos a nos comportar como eternos seres e com a grandeza a nós concedida pelo Pai, tudo o que tanto nos apavora, enfraquece, esgota e limita se dissipará e a luz iluminará o que tanto já foi escuridão nos nossos dias. As dificuldades (assim vistas por nós) não deixarão de existir, já que são os degraus de nosso progresso, mas a maneira como as passaremos será muito mais compreensiva e, naturalmente, sem o apavorado sofrimento com que as vivenciamos agora.

E quando ouvimos ou lembramos as palavras do Mestre Jesus, O meu Reino não é deste mundo, e se continuamos a viver com a penúria criada na materialidade, de fato, não teremos um segundo de paz, visto que mais caos ainda predomina no Planeta e somos bastante influenciáveis por energias inferiores. No entanto se avivamos em nós a veracidade de que Deus é de natureza espiritual e divina, completo na verdade e no amor, então, começaremos a sentir um breve e pequenino sentimento feliz, início da felicidade maior preparada para nós.

A completude será acessada quando, ao longo de nossa vivência, houver a certeza, a assimilação e o comportamento de que somos espíritos e estamos, por tempo bastante definido, encarnados, e que a lei divina é a que realmente sempre regeu e regerá a vida como o seu todo. Então, as sombras do mundo terreno não mais assolarão a nossa vida, pois a nossa fé será restaurada e contínua, e o nosso coração sentirá o bem-estar de que tanto o Mestre nos lembra. Esta existência, bênção divina, deve ser mais um presente para o progresso em nossa evolução, e não um martírio de dor e infelicidade.

E quando nos sentirmos ainda pequeninos, elevemos o nosso coração ao Alto, e tudo mais nos será acrescentado.

 

 

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