sexta-feira, 2 de outubro de 2026

 


Das frases abaixo, qual está correta?

1. Vamos debater sobre a questão do aborto.

2. Vamos debater a questão do aborto.

O verbo debater pode ser:

Intransitivo (sem complemento algum), quando significa discutir, porfiar, contender.

Exemplos:

- Os candidatos debateram o dia inteiro.

- Os políticos debatem, debatem, e não chegam a conclusão nenhuma.

Pronominal, quando significa agitar-se muito, resistindo ou procurando libertar-se ou fugir de uma situação penosa.

Exemplos:

- O pássaro debatia-se na armadilha.

- Anos a fio Maria debateu-se na miséria. 

- O enfermo, jungido ao leito, debatia-se todo.

Transitivo direto, quando seu complemento dispensa o uso de preposição.

Exemplos:

- Os deputados debateram a nova lei do trânsito. 

- O advogado, de forma enfática, debateu a ordem absurda. 

- Vamos debater no evento a eutanásia e suas consequências.

Conclusão

Com respeito à questão proposta, a frase correta é a segunda:

- Vamos debater a questão do aborto.

Não cabe o uso da preposição “sobre” em construções formadas com o verbo debater.

*

Axioma [do gr. axioma], cuja pronúncia tanto pode ser assioma como ac-ssioma, significa: premissa imediatamente evidente que se admite como universalmente verdadeira sem exigência de demonstração; proposição que se admite como verdadeira porque dela se podem deduzir as proposições de uma teoria ou de um sistema lógico ou matemático. Por extensão: máxima, sentença.

Exemplo:

- Não há efeito sem causa.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado na sexta–feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/09/qual-e-o-texto-correto-1.html

  

 

 




Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

 



Ante a família maior

 

Emmanuel
(autor espiritual)

Se podes transportar as dificuldades que te afligem num corpo robusto e razoavelmente nutrido, reflete naqueles nossos irmãos da família maior que a penúria vergasta.

Diante deles, não permitas que considerações de natureza inferior te cerrem as portas do sentimento.

Se algo possuis para dar, não atrases a obra do bem e nem baseies nas aparências para sonegar-lhes cooperação.

Aceitemo-los como sendo tutores paternais ou filhos inesquecíveis largados no mar alto da experiência terrestre e que a maré da provação nos devolve, qual se fôssemos para eles especuladores da violência. Impacientaram-se na expectativa de um socorro que lhes afigurava impossível e deixaram que a desesperação os enceguecesse.

Outros se apresentam marcados por hábitos lastimáveis; todavia, não admitas estejam na posição de escravos irresgatáveis do vício. Atravessaram longas trilhas de sombra, e, desenganados quanto à chegada de alguém que lhes fizesse luz no caminho, tombaram desprevenidos nos precipícios da margem.

Surpreendemos os que aparecem exteriormente bem-postos e aqueles que dão a ideia de criaturas destituídas de qualquer noção de higiene, mas não creias, por isso, vivam acomodados à impostura e ao relaxamento. Um a um, carregam desdita e enfermidade, tristeza e desilusão.

Não duvidamos de que existam, em alguns raros deles, orgulho e sovinice; no entanto, isso nunca sucede no tamanho e na extensão da avareza e da vaidade que se ocultam em nós, os companheiros indicados a estender-lhes as mãos.

Se rogam auxílio, não poderiam ostentar maior credencial de necessidade que a dor de pedir. Sobretudo, convém acrescentar que nenhum deles espera possamos resolver-lhes os todos os problemas cruciais do destino. Solicitam somente essa ou aquela migalha de amor, à feição do peregrino sedento que suplica um copo d’água para ganhar energia e seguir adiante.

Esse pede uma frase de bênção, aquele um sorriso de apoio, outro mendiga um gesto de brandura ou um pedaço de pão...

Abençoa-os e faze, em favor deles, quanto possas, sem te esqueceres de que o Eterno Amigo nos segue os passos, em divino silêncio, após haver dito a cada um de nós, na acústica dos séculos: “Em verdade, tudo aquilo que fizerdes ao menor dos pequeninos é a mim que o fizestes”.

 

Do livro Estude e Viva, obra mediúnica psicografada pelos médiuns Waldo Vieira e  Francisco Cândido Xavier.

  

 





Conheça meus livros e saiba como o Blog Espiritismo Século XXI funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG