quarta-feira, 26 de dezembro de 2018




Casais menos felizes

Emmanuel

Se encontraste a felicidade no lar tranquilo, no instante de julgar os companheiros em conflito no casamento, guarda-te em silêncio, se não podes louvá-los em algum ângulo da experiência que atravessam.
Já que conseguiste preservar a essência do amor nos fixadores da amizade e da ternura sem mescla, compadece-te daqueles que, de um momento para outro, se reconheceram defrontados por incompatibilidade e perturbação.
Efetivamente, anotaste-lhes os erros prováveis e lhes viste as atitudes aparentemente impensadas ou inseguras; no entanto, não lhes enxergastes os obstáculos e lágrimas, ansiedades e angústias, na gênese do drama doméstico em que se lhes arrasam as forças e do qual agora talvez consigas observar somente o fim.
Quantos de nós carregamos pesados grilhões de culpas adquiridos em existências passadas? Quantos compromissos teremos relegado para trás, reclamando-nos atenção e pagamento?
Entretanto, quando colocados uns à frente dos outros, nos bastidores caseiros da Terra, por impositivos da reencarnação, comumente fugimos de solucionar os problemas e ressarcir os débitos que nós mesmos criamos.
Que o dever é dever não padece dúvidas, todavia em muitas ocasiões não dispomos da força necessária para cumpri-lo.
E, se no mundo encontramos, por vezes, credores humanos e generosos que nos aguardam com paciência, que dizer do Senhor, cuja justiça se erige em bases de infinita misericórdia?
Se te observas feliz nos laços conjugais, é razoável que não aplaudas aquilo que te pareça desequilíbrio, embora nem sempre o seja, mas não censures os companheiros que a provação vergasta e o desajuste domina.
Em lugar disso, ora por eles e abençoa-os, sem recusar-lhes o apoio e a simpatia de que se mostrem necessitados.
Tanto nós, quanto eles, estamos entregues à Bondade de Deus e, em matéria de ajustamento aos imperativos do amor, nenhum de nós, na Terra, por enquanto, consegue saber com certeza se ainda hoje será para nós o dia de receber auxílio ao invés de auxiliar.

Do livro Chico Xavier pede licença, mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste linkhttps://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018




O horizonte e a luz

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Tudo o que é nobre traz júbilo a quem o faz e a quem o recebe. A nobreza não precisa de hora e local marcados para realizar-se, ela adora ser exercitada. Há algumas épocas que, por talvez animar mais a sensibilidade, são mais propícias a essa atitude, porém o Universo deseja tanto que ações assim sejam mais frequentes e verdadeiras, aliás, ele necessita muito de amor, bondade, honestidade, as doces realizações transformadoras na luz do progresso.
Várias pessoas apenas se perguntam como poderiam começar as mudanças e com esse questionamento perdem tempo na vida, decerto por pensarem que a renovação implica transformações e estas implicam nova reforma de agir e pensar e mudar o que está prático há tanto tempo e desapegar dos vícios certamente não é tão confortável.
Como se conhece a citação “deixar o homem velho e vestir o novo homem”, é assim que se deve iniciar, pois remendos e novas construções sobre edificações condenadas nunca surtiram bons e satisfatórios resultados. Portanto, como o bom senso e a consciência são indiscutíveis atributos para o desenvolvimento, agora é o momento ideal para renovar o caminho, os desejos e viver as novas realizações.
Não haverá mudança por si, no entanto tudo começará a mudar à medida que existirem a intenção e a energia para isso. Se o Natal é a data para uma nova vida com a dádiva da chegada do mais nobre Espírito ao Planeta, então, é evidente a luz incentivadora para a bendita renovação.
Toda base segura, toda horta saudável, todo pomar de doces frutos só existem por possuírem o preparo bem realizado, refeito ou reorganizado e com muito cuidado e amor serem desenvolvidos em cada etapa. Também a exemplo da chuva que renova a vida, o homem, para melhorar, deve renascer.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018





Eis mais alguns exemplos de erros comuns que se verificam no uso do idioma português:
1 - O Santos empatou em 1 a 1.
O correto: O Santos empatou por 1 a 1.
Explicação: em frases assim, em caso de vitória, derrota ou empate, usa-se a preposição “por”. Exemplos: O time empatou por 1 a 1. O Vasco ganhou por 2 a 1. O Santos perdeu por 3 a 2.
2 - Ela ficou contente por causa que ninguém se machucou.
O correto: Ela ficou contente porque ninguém se machucou.
Explicação: a locução “por causa que” não existe. Devemos usar em casos assim a conjunção porque.
3 - À medida em que ele falava, tudo se acalmava.
O correto: À medida que ele falava, tudo se acalmava.
Explicação: a locução “à medida em que” constitui um equívoco.
4 - Os torcedores tem razão em protestar.
O correto: Os torcedores têm razão em protestar.
Explicação: o presente do indicativo do verbo “ter” apresenta as seguintes formas: eu tenho, tu tens, ele tem; nós temos, vós tendes, eles têm. Note-se que a forma do plural é graficamente acentuada. Verifica-se o mesmo com o verbo “vir”: eu venho, tu vens, ele vem; nós vimos, vós vindes, eles vêm.
5 - Ele sentou na mesa para comer.
O correto: Ele sentou-se à mesa para comer.
Explicação: as pessoas educadas não se sentam na mesa para comer, mas à mesa, isto é, próximas dela.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

domingo, 23 de dezembro de 2018





O Natal do Senhor

Segundo o calendário oficial, Jesus nasceu há 2018 anos. Mas –  perguntamos – quando Jesus nasceu para nós? E que significa seu nascimento na intimidade de nossas vidas?
Jesus disse que nos amássemos como ele nos amou. E disse que esse era seu jugo e também o seu fardo. Jugo suave, porque amor; fardo leve, porque caridade. Caridade significa amor de irmão, o que implica olharmos para nosso lado e enxergar irmãos nos companheiros do caminho – tornar-nos o próximo daqueles que se aproximam de nós.
O que o amor opera em nossos corações é a chave que pode abrir os grilhões que nos prendem às coisas materiais, à materialidade do mundo. Quando Jesus enunciou a palavra amor, exemplificando-a no trato conosco, o mundo sofreu um abalo. E seu nascimento significa o abalo em nossas convicções que faz com que procuremos realmente nos modificar para melhor.
Se Jesus já nasceu em nossos corações, então podemos saber que demos o primeiro passo para a salvação – passo esse de que só nossa consciência é testemunha e que só diz respeito a nós e a Deus. Mas... que significa realmente salvar-se?
Quando Jesus iniciou suas pregações, ele repetiu, docemente, as palavras do Batista: “arrependam-se, façam penitência, e convertam-se, porque o Reino dos Céus está próximo de vocês”, o que implica dizer que o Reino de Deus, onde a lei de justiça, amor e caridade é plenamente exercida, está a um passo de nós, porque, se nos arrependermos, se repararmos o mal que fizemos e se convertermos nossa face para o Criador, então o Reino será edificado nos nossos corações e nos libertaremos.
Jesus, ao proferir a palavra amor, iniciou uma revolução. Mas ele não foi nem é um revolucionário vulgar, como muitos o veem. Nem sequer é um revolucionário, porque não veio destruir a lei. Ele foi o exemplo puro da lei de Deus, o agente de transformação de nossos corações para melhor.
Jesus desperta em nós o que temos de melhor. E, apesar de nossos erros, todos temos o que a humanidade tem de melhor – o amor, em uns latente, em outros quase sufocado entre os espinhos do egoísmo, em outros ainda desabrochando em atos humanitários, em pequena ou larga escala segundo a estatura de cada um.
Ele nos conhece a todos nós por nossos predicados e quer que cada um de nós desperte a semente adormecida do amor em nossos corações.
A cada Natal, quando as atenções das pessoas se voltam inteiramente para Papai Noel, geralmente esquecemos o verdadeiro aniversariante.
Não esquecemos as compras (se podemos comprar), tampouco a ceia (se podemos cear), mas invariavelmente esquecemos Jesus ou, o que é pior, se nos lembramos dele, nem sempre agimos de acordo com o que seu nome faz lembrar, que é a observância da lei do amor.
Quantas vezes a reunião familiar, mesmo nas festas de Natal, é permeada de azedume, de hipocrisia, de malquerença? Quantas vezes, em um momento que deveria ser a celebração do amor, somos arrastados pelos excessos e pelos prazeres menos dignos?
Jesus fez seu primeiro “milagre” numa festa de casamento. Usamos aqui o vocábulo milagre por mera concessão aos cristãos não-espíritas, porque milagres – ensina o Espiritismo – não existem.
Pelo relato dos evangelistas, parecia que o Mestre gostava de ambientes festivos, porque alegres, mas revestidos de uma alegria pura, sem a mácula dos interesses mundanos. Acreditamos, por isso, que Jesus quer que festejemos, sim, e parece que não quer ser tão somente lembrado, mas que lembremos sua exortação final aos discípulos amados: “amem-se como eu os amei”.
Recordemos suas lições nesta semana em que se celebra mais um Natal e mostremos aos nossos filhos e aos nossos netos que o aniversariante a ser reverenciado não é o velhinho simpático, de vestes vermelhas, que encanta as criancinhas, mas sim o Amigo de todas as horas que recebeu do Pai a missão de conduzir a humanidade terrena ao porto da paz e da felicidade.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

sábado, 22 de dezembro de 2018





Lar: escola bendita da vida eterna

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Eu corria no parque da cidade de Brasília, quando percebi ao meu lado um vulto luminoso: era Emmanuel. Cumprimentei-o, ele respondeu-me, e logo começamos a conversar, enquanto os quilômetros da pista se escoavam...
— Dileto amigo espiritual, que me tens a dizer sobre esta frase do Cristo: “O que foi gerado da carne é carne, o que foi gerado do espírito é espírito” (João, 3:6)?
— Digo-te que

Atingido o plano espiritual, depois da morte, sentimentos indefiníveis nos senhoreiam o coração. Nos recessos do espírito, rebentam mágoas e júbilos, poemas de ventura e gritos de aflição, cânticos de louvor pontilhados de fel e brados de esperanças que se calam, de súbito, no gelo do sofrimento...
Rimos e choramos, livres e presos, triunfantes e derrotados, felizes e desditosos... Bênçãos de alegria, que nos clareiam pequeninas vitórias alcançadas, desaparecem, de pronto, no fundo tenebroso das quedas que nos marcaram a vida. Suspiramos pela ascensão sublime, sedentos de comunhão com as entidades heroicas que nos induzem aos galardões fulgentes dos cimos, todavia trazemos o desencanto das aves cativas e mutiladas. Ao invés de asas, carregamos grilhões, na penosa condição de almas doentes...
Na concha da saudade, ouvimos as melodias que irrompem das vanguardas de luz, entretecidas na glória dos bem-aventurados, no entanto austeras admoestações nos chegam da Terra pelo sem-fio da consciência. Nas faixas do mundo, somos requisitados pelas obrigações não cumpridas. Erros e deserções clamam, dentro de nós, pedindo reparos justos...
Longe das esferas superiores que ainda não merecemos e distanciados das regiões positivamente inferiores em que nossas modestas aquisições evolutivas encontraram início, concede-nos, então, a Providência Divina, o refúgio do lar, entre as sombras da Terra e as rutilâncias do Céu, por um instituto de tratamento, em que se nos efetive a necessária restauração.
É assim que, reencarnados em nova armadura física, reencontramos perseguidores e adversários, credores e cúmplices do pretérito na forma de parentes e companheiros para o resgate de velhas contas. Nesse cadinho esfervilhante de responsabilidades e inquietações, afetos renovados nos chamam ao reconforto, enquanto que aversões redivivas nos pedem esquecimentos...
À vista disso, no mundo, por mais atormentado nos seja o ninho familiar, abracemos nele a escola bendita do reajuste, onde temporariamente exercemos o ofício da redenção. Conquanto crucificados em suplícios anônimos, atados a postes de sacrifícios ou semiasfixiados no pranto desconhecido das grandes humilhações, saibamos sustentar-lhe a estrutura moral, entendendo e servindo, mesmo à custa de lágrimas, porque é no lar que, esteja ele dependurado na crista de arranha-céus, ou na choça tosca de zinco, que as leis da vida nos oferecem as ferramentas do amor e da dor para a construção e reconstrução do próprio destino entregando-nos, de berço em berço, ao carinho de Deus que verte inefável, pelo colo das mães (XAVIER, F. C. O Livro da Esperança, cap. 8).

Após essa verdadeira aula sobre o elo entre a vida física e a espiritual, indaguei de Emmanuel se suas palavras significavam que não existe acaso nas ligações familiares em nosso plano físico. Em resposta, disse-me ele:
— Meu caro Jó, “Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados”. O princípio da existência única na Terra, sim, é que destruiria esses laços, como disse Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 4, it. 18).
De repente, percebi que chegáramos ao fim da pista e da conversa, pois Emmanuel entrou por uma porta invisível, acenou-me adeus e desapareceu.

Nota do autor: À exceção das citações, todos os textos de minhas crônicas são fictícios, ou seja, de minha elaboração pessoal ou por mim parafraseados. Nada há neles que se possa dizer ter sido psicografado, exceto o que for mediúnico e, nesse caso, referenciado.





Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/h85Vsc e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018





O Fenômeno Espírita

Gabriel Delanne

Parte 2

Damos sequência ao estudo do clássico O Fenômeno Espírita, de Gabriel Delanne, conforme o texto da 4ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira, com base em tradução de Francisco Raymundo Ewerton Quadros. O estudo será aqui apresentado em 12 partes.
Nosso objetivo é que este estudo possa servir para o leitor como uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte do estudo compõe-se de:
a) questões preliminares;
b) texto para leitura.
As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

Questões preliminares

A. Quando e sob que forma ocorreram os fenômenos de Hydesville?
B. Após a fase das pancadas produzidas pelos Espíritos, que processos de comunicação foram utilizados pelas entidades comunicantes?
C. Que importantes personalidades americanas se converteram ao Espiritismo nos primórdios da Nova Revelação?
D. Que disse William Crookes a respeito dos fatos espíritas?

Texto para leitura

17. Delanne rememora os fenômenos de Hydesville, iniciados em 1847 na casa do sr. John Fox, tendo por médiuns suas filhas Kate e Margareth. (P. 23)
18. Foi em Hydesville que Isaac Post teve a ideia de nomear em voz alta as letras do alfabeto, pedindo ao Espírito que batesse uma pancada quando a letra entrasse na composição das palavras. Desde esse dia ficou descoberta a telegrafia espiritual, processo que, com pequenas variações, seria aplicado no fenômeno das mesas girantes. (P. 24)
19. O Espírito que se manifestava às jovens Fox informou chamar-se Joseph Ryan ([1]) e ter sido mascate durante sua última existência. (P. 24)
20. Submetidas a uma demonstração pública em Rochester, as médiuns apresentaram-se em três ocasiões no Corinthian-Hall, o maior salão da cidade, comprovando de maneira cabal a realidade das manifestações. (PP. 25 e 26)
21. Perseguições se seguiram às reuniões de Rochester, fazendo com que mais adeptos fossem angariados para as ideias nascentes. Eis por que, já em 1850, se contavam aos milhares os espíritas nos Estados Unidos. (P. 26)
22. Das pancadas em paredes e soalhos, os sons passaram a ouvir-se em mesas, que indicavam, através de pancadas, as letras que deveriam compor as palavras ditadas pelos Espíritos. Daí às mesas girantes foi um passo, conduzindo à nova crença homens de reconhecida autoridade moral e intelectual, a tal ponto que em 1854 uma petição apoiada por quinze mil assinaturas pediu ao Congresso americano nomeasse uma Comissão para investigar os fatos. (P. 27)
23. Os processos de comunicação, sugeridos pelos próprios Espíritos, ganharam depois outra forma: uma prancheta triangular dotada de rodinhas, com um lápis preso a uma das pernas, podia escrever com rapidez as mensagens. (P. 28)
24. Mais tarde, percebeu-se que a prancheta era desnecessária, surgindo assim a psicografia direta, chamada então de escrita mecânica ou automática, porque o médium não tinha consciência daquilo que sua mão escrevia. (P. 28)
25. Adveio em seguida o processo da chamada escrita direta, em que folhas de papel, encerradas em caixas hermeticamente fechadas, apareciam cobertas de desenhos e mensagens diretamente grafados. (P. 28)
26. O fenômeno reservava aos investigadores novas surpresas: luzes apareciam em aposentos sombrios, viam-se mãos humanas envolvidas por uma névoa luminosa, fantasmas podiam ser vistos e até tocados, melhor dizendo, até fotografados, como foi conseguido por diversos pesquisadores de renome na Europa. (P. 29)
27. Entre os sábios convertidos ao novo espiritualismo, podemos citar uma das personagens mais célebres da magistratura americana: o juiz Edmonds, do Supremo Tribunal do Distrito de Nova York. Sua conversão fez grande rumor na União e atraiu contra si uma multidão de invectivas dos jornais evangélicos e profanos, aos quais o juiz Edmonds respondeu com o livro “Spirit Manifestation”, no qual relata como se deu sua conversão ao Espiritismo. (PP. 29 e 30)
28. Delanne refere também as experiências que levaram à conversão do célebre Robert Hare, professor da Universidade da Pensilvânia, constantes de seu livro “Experimental Investigation of the Spirit Manifestation”, publicado em 1856, que teve ruidoso êxito e produziu efeito ainda mais considerável do que o do juiz Edmonds. (PP. 31 e 32)
29. Um dos últimos convertidos, entre os grandes americanos, foi Robert Dale Owen, que gozava simultaneamente da reputação de sábio e escritor na língua inglesa. Owen publicou na Filadélfia, em 1877, um importante livro intitulado “Região em Litígio entre este Mundo e o Outro”.  (P. 32)
30. O movimento espírita nos Estados Unidos era, então, bastante vivaz. Em quase todas as grandes cidades americanas existiam Sociedades espíritas e 22 jornais e revistas expunham ao público os trabalhos empreendidos. Além disso, segundo Russell Wallace, o número de espíritas, naquele país, era calculado em 11 milhões de pessoas. (PP. 32 e 33)
31. É, porém, na Inglaterra, que iremos encontrar uma plêiade de grandes homens entregues a esses estudos, a exemplo de William Crookes, que em 1876, após quatro anos de perseverantes investigações, escreveu, reportando-se aos fatos espíritas: “Não digo que isso seja possível, mas sim que isso é real”. (PP. 33 a 35)
32. Nas experiências inglesas teve papel preponderante a Sociedade Dialética de Londres, fundada em 1867, que decidiu em janeiro de 1869 nomear uma Comissão para estudar os fenômenos espíritas. (P. 35)
33. Para surpresa do público inglês, a Comissão, depois de dezoito meses de estudo, concluiu a favor da realidade das manifestações. Entre os membros que tomaram parte nesse inquérito estava o grande naturalista inglês Alfred Russell Wallace, êmulo e colaborador de Darwin, o qual se convenceu da realidade dos fenômenos e fez corajosamente sua profissão de fé em seu livro “Miracles and Modern Spiritualism”, que apaixonou os espíritos na Inglaterra. (P. 36)

[1] Arthur Conan Doyle e outros autores atribuem-lhe outro nome, o de Charles Rosma, uma divergência devida certamente ao processo de comunicação verificado na residência da família Fox.

Respostas às questões preliminares

A. Quando e sob que forma ocorreram os fenômenos de Hydesville?
Os fenômenos de Hydesville, iniciados em 1847 na casa do sr. John Fox, tiveram por médiuns suas filhas Kate e Margareth. O Espírito que se manifestava às jovens Fox informou ter sido mascate durante sua última existência e o processo de comunicação por ele adotado foram as pancadas. Das pancadas em paredes e soalhos, os sons passaram a ouvir-se em mesas, que indicavam, através de pancadas, as letras que deveriam compor as palavras ditadas pelos Espíritos. Daí às mesas girantes foi um passo, conduzindo à nova crença homens de reconhecida autoridade moral e intelectual, a tal ponto que em 1854 uma petição apoiada por quinze mil assinaturas pediu ao Congresso americano nomeasse uma Comissão para investigar os fatos. (O Fenômeno Espírita, págs. 23 a 27.)
B. Após a fase das pancadas produzidas pelos Espíritos, que processos de comunicação foram utilizados pelas entidades comunicantes?
Os processos de comunicação, sugeridos pelos próprios Espíritos, ganharam depois outra forma: uma prancheta triangular dotada de rodinhas, com um lápis preso a uma das pernas, podia escrever com rapidez as mensagens. Mais tarde, percebeu-se que a prancheta era desnecessária, surgindo assim a psicografia direta, chamada então de escrita mecânica ou automática, porque o médium não tinha consciência daquilo que sua mão escrevia. Adveio em seguida o processo da chamada escrita direta, em que folhas de papel, encerradas em caixas hermeticamente fechadas, apareciam cobertas de desenhos e mensagens diretamente grafados. O fenômeno reservava aos investigadores novas surpresas: luzes apareciam em aposentos sombrios, viam-se mãos humanas envolvidas por uma névoa luminosa, fantasmas podiam ser vistos e até tocados, melhor dizendo, até fotografados, como foi conseguido por diversos pesquisadores de renome na Europa. (Obra citada, págs. 28 e 29.)
C. Que importantes personalidades americanas se converteram ao Espiritismo nos primórdios da Nova Revelação?
Entre os sábios convertidos na América ao novo espiritualismo, podemos citar uma das personagens mais célebres da magistratura: o juiz Edmonds, do Supremo Tribunal do Distrito de Nova York, cuja conversão fez grande rumor na União e atraiu contra si uma multidão de invectivas dos jornais evangélicos e profanos, aos quais o juiz Edmonds respondeu com o livro “Spirit Manifestation”, no qual relata como se deu sua conversão ao Espiritismo. Outra conversão importante no país foi a do célebre Robert Hare, professor da Universidade da Pensilvânia, autor do livro “Experimental Investigation of the Spirit Manifestation”, publicado em 1856, que teve ruidoso êxito. E, por fim, não podemos esquecer a conversão de Robert Dale Owen, que gozava simultaneamente da reputação de sábio e escritor na língua inglesa, autor de um importante livro intitulado “Região em Litígio entre este Mundo e o Outro”. (Obra citada, págs. 29 a 33.)
D. Que disse William Crookes a respeito dos fatos espíritas?
Em 1876, após quatro anos de perseverantes investigações, Crookes escreveu, reportando-se à realidade dos fenômenos espíritas: “Não digo que isso seja possível, mas sim que isso é real”. (PP. 33 a 35) (Obra citada, págs. 33 a 36.) 




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/h85Vsc, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018





Sintomas precursores da mediunidade

Este é o módulo 111 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. Por que a algumas pessoas é concedida a faculdade mediúnica?
2. Quais são os sintomas precursores da mediunidade?
3. Por que a maioria dos médiuns, sobretudo no início das suas tarefas na mediunidade, se envolve com problemas diversos ligados às suas faculdades?
4. Os médiuns, em sua generalidade, podem ser considerados missionários na acepção comum do termo?
5. Por que a existência de muitos médiuns é pontilhada de dificuldades, provações e desventuras?

Texto para leitura

A mediunidade manifesta-se por toda a parte, nos mais diferentes lugares
1. A mediunidade, na maioria das vezes, é um dom que o Espírito pede diante da sua necessidade de, uma vez encarnado,  conscientizar-se de forma indelével de sua condição de Espírito eterno. Ele é também instrumento de agilização do seu progresso espiritual. 
2. É por causa disso que, independentemente das próprias convicções, muitas vezes contrárias à realidade espiritual, surge a faculdade mediúnica ampliando a sensibilidade do homem para a percepção do ambiente espiritual que o circunda, de modo que, atendendo a esse objetivo, ela se manifesta em crianças e em velhos, em homens e em mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e o nível moral das pessoas.
3. Ignorando, muitas vezes, os recursos mediúnicos de que é dotado, o indivíduo começa então a sentir-se envolto em problemas, geralmente sem causas definidas, tais como um mal-estar generalizado, o desequilíbrio emocional fácil, as enfermidades que aparecem e desaparecem sem explicações médicas claras, determinados desentendimentos no lar, problemas profissionais diversos e muitas outras formas de desarmonia pessoal, familiar, social e profissional.
4. É em tais situações que, pressionada pelas circunstâncias e sem encontrar solução na religião que professa, a pessoa bate à porta do Centro Espírita, onde deve sempre ser recebida com os mais nobres sentimentos de solidariedade, compreensão, esclarecimento e ajuda.

Os sintomas precursores da mediunidade variam ao infinito
5. Algo bastante comum é o principiante espírita querer saber que tipo de faculdade mediúnica possui, e um dos recursos mais utilizados é procurar informar-se com os Espíritos por meio de outros médiuns, o que nem sempre é uma boa medida e não oferece segurança àquele que indaga, como explica Kardec em O Livro dos Médiuns, capítulo XVII, item 205.
6. Os sintomas que anunciam a mediunidade variam ao infinito. Martins Peralva os enumera: reações emocionais insólitas, calafrios e mal-estar, sensação de enfermidade, irritações estranhas... Algumas vezes, porém, pode a faculdade mediúnica eclodir sem nenhum sintoma, espontânea, exuberante. É por isso que a paciência, a perseverança, a boa vontade, a humildade, o estudo e o trabalho constituem fatores de extrema valia na educação e no desenvolvimento da faculdade mediúnica.
7. Registre-se, no entanto, que o mais comum é vermos a mediunidade vinculada à dor, sobretudo no seu início, o que não é difícil de compreender, uma vez que vivemos em um mundo de expiações e provas, habitado por seres encarnados e desencarnados com os quais nos afinizamos e em quem predomina a imperfeição moral, expressa na forma de inveja, ciúme, ódio, despeito, vingança e tantos outros filhos do orgulho e da ignorância. São as vibrações decorrentes dessas imperfeições que o médium iniciante, com a sensibilidade ampliada, passa a sentir, sem ter ainda condições de lhes oferecer resistência, o que lhe virá posteriormente com o trabalho nobre, a perseverança no bem, o estudo sério, a oração e a vigilância. 
8. Conquanto existam no mundo médiuns que vieram ao orbe com tarefas importantes definidas, os médiuns não são, em sua generalidade, missionários na acepção comum do termo. São, em grande número de casos, almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram sobremaneira o curso das leis divinas e que resgatam seu passado obscuro e delituoso, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades. Essas palavras, grafadas por Emmanuel, fazem parte do livro Emmanuel, cap. XI, que Chico Xavier psicografou.

A faculdade mediúnica constitui um instrumento de progresso valioso
9. Arrependidos, esses Espíritos procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia. Não é, pois, de admirar que as existências dos médiuns em geral têm-se constituído em romances dolorosos, em vidas de amargurosas dificuldades, em histórias repletas de provações, continências e desventuras. 
10. Em tais casos, a mediunidade não é uma conquista do Espírito para a eternidade, mas uma concessão temporária, que constitui um instrumento extremamente valioso, embora difícil e complexo, o qual, se bem aproveitado, ensejará ao indivíduo uma ascensão espiritual mais rápida e o libertará dos débitos acumulados no passado.
11. A mediunidade é, bem se vê, uma prova muitas vezes dolorosa, mas sempre necessária ao enriquecimento espiritual da pessoa. A exemplo dos “talentos” de que nos fala o Evangelho, dependendo do que fizer com ela, o médium granjeará “talentos” maiores e mais nobres, observando-se sempre, nesse particular, a regra evangélica de que a cada um será dado sempre de acordo com o seu merecimento.
12. Todos somos médiuns, asseverou o codificador do Espiritismo, mas nem sempre possuímos uma faculdade operante capaz de ser transformada ou caracterizada como mediunidade-tarefa. Nesse caso, todos os esforços por desenvolvê-la serão infrutíferos. Não devemos, no entanto, deixar-nos envolver pelo desânimo e, sim, abraçar com alegria outras tarefas na seara espírita, até mesmo nas reuniões mediúnicas, onde há espaço para a atuação dos médiuns passistas e dos médiuns esclarecedores, convictos de que, independentemente de possuirmos ou não uma mediunidade produtiva, o objetivo fundamental da nossa presença no mundo é servir sempre e fazer a parte que nos cabe na obra do Criador.

Respostas às questões propostas

1. Por que a algumas pessoas é concedida a faculdade mediúnica?
A mediunidade é, na maioria das vezes, um dom que o Espírito pede diante da sua necessidade de, uma vez encarnado, conscientizar-se de forma indelével de sua condição de Espírito eterno. Esse dom é também instrumento de agilização do seu progresso espiritual. Eis por que a faculdade mediúnica é concedida a determinadas pessoas. 
2. Quais são os sintomas precursores da mediunidade?
Os sintomas que anunciam a mediunidade variam ao infinito. Martins Peralva os enumera: reações emocionais insólitas, calafrios e mal-estar, sensação de enfermidade, irritações estranhas... Algumas vezes, porém, pode a faculdade mediúnica eclodir sem nenhum sintoma, espontânea, exuberante. É por isso que a paciência, a perseverança, a boa vontade, a humildade, o estudo e o trabalho constituem fatores de extrema valia na educação e no desenvolvimento da faculdade mediúnica.
3. Por que a maioria dos médiuns, sobretudo no início das suas tarefas na mediunidade, se envolve com problemas diversos ligados às suas faculdades?
Esse fato não é difícil de compreender, uma vez que vivemos em um mundo de expiações e provas, habitado por seres encarnados e desencarnados com os quais nos afinizamos e em quem predomina a imperfeição moral, expressa na forma de inveja, ciúme, ódio, despeito, vingança e tantos outros filhos do orgulho e da ignorância. São as vibrações decorrentes dessas imperfeições que o médium iniciante, com a sensibilidade ampliada, passa a sentir, sem ter ainda condições de lhes oferecer resistência, o que lhe virá posteriormente com o trabalho nobre, a perseverança no bem, o estudo sério, a oração e a vigilância. 
4. Os médiuns, em sua generalidade, podem ser considerados missionários na acepção comum do termo?
Não. Embora existam no mundo médiuns que vieram ao orbe com tarefas importantes definidas, os médiuns não são, em sua generalidade, missionários na acepção comum do termo. São, em grande número de casos, almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram sobremaneira o curso das leis divinas e que resgatam seu passado obscuro e delituoso, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, como informa Emmanuel em seu livro Emmanuel, cap. XI, que Chico Xavier psicografou.
5. Por que a existência de muitos médiuns é pontilhada de dificuldades, provações e desventuras?
Conforme foi dito na resposta anterior, os Espíritos que fracassaram no passado, uma vez arrependidos, procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia. Eis por que as existências de muitos médiuns constituem-se, de um modo geral, em romances dolorosos, em vidas de amargurosas dificuldades, em histórias repletas de provações, continências e desventuras. 

Bibliografia:
O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, itens 200, 205 e 210.
O Consolador, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, questão 383.
Emmanuel, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pp. 66 e 67.
Encontro Marcado, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, p. 133.
Mediunidade e Evolução, de Martins Peralva, pp. 19 a 21.
Dimensões da Verdade, de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo P. Franco, pp. 19 a 21.

Observação:
Eis os links que remetem aos 3 últimos textos:




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste linkhttps://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.