CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR
Bem protegido, no ventre de sua mãe,
o pequenino, desde a sua concepção, estava. Antes parecia mais um pontinho, mas
esse pontinho já estava vinculado a um universo com toda sua história, era um
ancoradouro efêmero para um espírito eterno.
Com a proteção e tudo de que
precisava, o pontinho foi crescendo ouvindo a batida do coração materno,
espírito que de alguma forma consentiu e se doou para a realização de algo tão
necessário no curso da vida, aperfeiçoamento, reencarnação valorosa.
E o bebê, a cada novo momento,
passava a interagir com o espírito que o receberia e mais se conheciam e o
pequeno mais era acalentado. Músicas eram cantaroladas pela voz que tanto lhe
soava familiar, e quando estava maiorzinho começou a distinguir os gostos de
sua mãe, como preferência alimentar, estilos culturais, emoções benfazejas,
inseguras, alegria e a mais aconchegante de todas: a emoção do amor.
Dormia quando a mamãe estava acordada
e queria brincar quando o corpo materno precisava descansar. Quanta novidade
para o pequeno ser, eterno ser. Com o passar dos dias, começou a identificar
quando o seu papai chegava à tardezinha do trabalho, pois ouvia as seguintes
palavras a mesma hora: “Como passou o dia, meu bem, e o nosso filho como
está?”, e acariciava a barriga materna que perfeitamente o maior carinho o bebê
sentia.
As semanas se passavam e o amor, o
cuidado e a ternura tanto cresciam; o bebê e a mulher criavam o laço mais
profundo das relações, o de mãe e filho. A preocupação com o bem-estar do
pequenino era constante; as conversas entre os dois era o tempo todo; a
cumplicidade se fortalecia.
Tudo estava sendo preparado para a
indispensável oportunidade que também a mãe já havia recebido: a da
reencarnação. O tempo de uma gravidez, além do desenvolvimento e amadurecimento
físico do bebê, é também preciso para que o espírito comece a se adaptar ao
novo plano, condições e propósito que o esperam. Sem dúvida, um ciclo abençoado
e perfeito que só Deus é capaz de criar.
Quando se pensa num corpo
minuciosamente primoroso como é o humano e ainda com a capacidade de abrigar,
nutrir e proteger outro corpo humano até o necessário tempo para a sua devida
formação é, realmente, um ato magnânimo e admirável possibilitando ainda aos
espíritos a reparação de ações passadas infelizes ou não terminadas,
priorizando sempre o desenvolvimento.
E cumprida a etapa da quase total
formação física ao início da adaptação neste plano, chega a hora do choro
imprescindível, anunciando a vida nova, ocasião para o espírito que se lança à
realização do seu grande objetivo: o progresso.
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