domingo, 10 de maio de 2026

 



Considerações sobre os pedidos que dirigimos  aos benfeitores espirituais

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Há espíritas que discordam  da importância de termos um caderno de vibrações dentro da Casa Espírita, no qual as pessoas, quando desejam, anotam os nomes e os endereços de familiares ou amigos necessitados de ajuda espiritual.

É assim que muitos espíritas ou simpatizantes do Espiritismo costumam formular seus pedidos de intercessão espiritual em benefício dos que sofrem.

Trata-se, como sabemos, de uma prática adotada por muitos Centros Espíritas, como, por exemplo, ocorre em Londrina. No Centro Espírita Nosso Lar, a casa espírita mais antiga da cidade, existe, logo à entrada do auditório, um espaço e um livro destinado a essas anotações.

Anos atrás, algumas pessoas, então investidas na direção da Casa, quiseram eliminar essa prática, o que, felizmente, não aconteceu, porque esse serviço tem, como sabemos, grande importância na definição do trabalho socorrista que os benfeitores espirituais realizam no período da noite, do qual muitos trabalhadores encarnados participam durante o período do sono. São muitos e expressivos os relatos mediúnicos que comprovam a realização dessa atividade.

A origem da prática ignoramos, mas é provável que tenha resultado de uma intuição registrada pelos pioneiros do movimento espírita, visto que, como sabemos, alguns dos critérios utilizados pelos benfeitores espirituais no socorro aos encarnados são, exatamente, o pedido de ajuda, a solicitação nominal, a prece intercessória.

Como os necessitados se contam aos milhares, os benfeitores se valem desse meio, uma vez que sabem eles perfeitamente que a vontade de melhorar, de mudar, de dar novo rumo à própria vida constitui um elemento importante nas chamadas curas espirituais, em que o melhor médico será sempre o próprio enfermo.

Atender os que pedem socorro é, pois, algo absolutamente normal e que se encaixa com perfeição em um conhecido ensinamento dado por Jesus: “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e a porta vos será aberta” (Mateus, 7:7).

É devido a isso que se torna fácil compreender a importância dos aludidos cadernos, nos quais é bom lembrar que os dados da pessoa a ser assistida devem estar completos (nome da pessoa, rua, número da casa ou do apto.), uma vez que os benfeitores espirituais, quando visitam alguém que não conhecem, fazem como nós fazemos: levam o endereço à mão, pois não são adivinhos nem milagreiros.

 

Nota do Autor:

Para ler o artigo do último domingo, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/05/a-emancipacao-da-alma-quando-o-corpo.html

 

 

 

 

 

 

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