Considerações sobre os
pedidos que dirigimos aos benfeitores
espirituais
ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
Há espíritas que discordam da importância de termos um caderno de
vibrações dentro da Casa Espírita, no qual as pessoas, quando desejam, anotam
os nomes e os endereços de familiares ou amigos necessitados de ajuda espiritual.
É assim que muitos espíritas ou simpatizantes do
Espiritismo costumam formular seus pedidos de intercessão espiritual em
benefício dos que sofrem.
Trata-se, como sabemos, de uma prática adotada por muitos
Centros Espíritas, como, por exemplo, ocorre em Londrina. No Centro Espírita
Nosso Lar, a casa espírita mais antiga da cidade, existe, logo à entrada do
auditório, um espaço e um livro destinado a essas anotações.
Anos atrás, algumas pessoas, então investidas na direção
da Casa, quiseram eliminar essa prática, o que, felizmente, não aconteceu,
porque esse serviço tem, como sabemos, grande importância na definição do
trabalho socorrista que os benfeitores espirituais realizam no período da
noite, do qual muitos trabalhadores encarnados participam durante o período do
sono. São muitos e expressivos os relatos mediúnicos que comprovam a realização
dessa atividade.
A origem da prática ignoramos, mas é provável que tenha
resultado de uma intuição registrada pelos pioneiros do movimento espírita,
visto que, como sabemos, alguns dos critérios utilizados pelos benfeitores
espirituais no socorro aos encarnados são, exatamente, o pedido de ajuda, a
solicitação nominal, a prece intercessória.
Como os necessitados se contam aos milhares, os
benfeitores se valem desse meio, uma vez que sabem eles perfeitamente que a
vontade de melhorar, de mudar, de dar novo rumo à própria vida constitui um
elemento importante nas chamadas curas espirituais, em que o melhor médico será
sempre o próprio enfermo.
Atender os que pedem socorro é, pois, algo absolutamente
normal e que se encaixa com perfeição em um conhecido ensinamento dado por
Jesus: “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e a porta vos será aberta”
(Mateus, 7:7).
É devido a isso que se torna fácil compreender a
importância dos aludidos cadernos, nos quais é bom lembrar que os dados da
pessoa a ser assistida devem estar completos (nome da pessoa, rua, número da
casa ou do apto.), uma vez que os benfeitores espirituais, quando visitam
alguém que não conhecem, fazem como nós fazemos: levam o endereço à mão, pois
não são adivinhos nem milagreiros.
Nota do Autor:
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