(autor espiritual)
Você, meu amigo, se declara desalentado e
assevera em desconsolo: “Estou positivamente vencido, sem estímulo para
trabalhar. Sonhei a realização de tarefas sublimes e vejo tudo acabando em
frustração. Depositei confiança e carinho em companheiros que me abandonaram,
amigos outros me iludiram, largando-me em penosas experiências. Vivo sitiado
pela incompreensão, batido no pó da dificuldade… Que fazer para revigorar-me,
sobreviver?”
Não dispomos, caro irmão,
de específico mais adequado para a cura do esmorecimento que a aplicação do
Evangelho de Jesus, pois não foi ele mesmo, o divino Mestre, que nos advertiu:
“Tende bom ânimo! Eu venci o mundo.”? (João, 16:33.)
Ainda assim, para a nossa
reflexão, recordaremos uma fábula antiga que já ouvi de fontes diversas e que
se nos adapta, proveitosamente, ao assunto.
Conta-se que o Espírito das
Trevas, certa feita, deliberou efetuar uma liquidação na loja de sua
propriedade, colocando à venda as ferramentas de sua atividade usual. No
balcão, desse modo, jaziam expostas muitas delas com os rótulos que as
definiam: “Ódio”, “Maledicência”, “Desespero”, “Inveja”, “Crime”…
Em meio de todas, uma,
porém, se sobressaía, em dourado, na forma de cunha, com o nome “Desânimo”.
Semelhante utensílio mostrava enorme desgaste, entretanto era marcado como
sendo o mais caro de todos. E quando alguém indagou quanto ao motivo de preço
tão alto o Espírito da Sombra respondeu, simplesmente: “Esta ferramenta é a que
uso com mais facilidade e a que me serve muito mais que as outras, porque pouca
gente sabe que ela me pertence. É por isso que abro com ela milhares de
corações que não consigo descerrar com as outras. E uma vez que me vejo no
íntimo dessa ou daquela pessoa posso manejar todas as demais, à vontade,
conseguindo alcançar a realização de todos os meus intentos”.
Como vê, meu caro,
estudemos essa fábula simples e procuremos pensar.
Do livro Cartas do Alto,
obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
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