quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Por que pessoas perecem em desastres de grandes proporções?



Continuamos a publicar o roteiro e o texto que serviram de base aos estudos que fazemos semanalmente no Centro Espírita Nosso Lar (Londrina, PR), relativamente ao livro Ação e Reação, de André Luiz, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada em 1957 pela Federação Espírita Brasileira.
A seguir, o texto desta semana:

Questões para debate

A. Quando é que, após experimentar o processo expiatório, um Espírito se encontra efetivamente quitado do débito do passado?
B. Como chegou à Mansão a notícia relativa à queda de um avião em que faleceram 14 pessoas?
C. Por que pessoas perecem em desastres de grandes proporções, como os acidentes com aviões?

Texto para leitura 

115. Leo desencarna - Foi com o nome de Leo que Ernesto retornou ao campo físico carreando na própria alma os desequilíbrios que assimilou além-túmulo, com os quais renasceu alienado mental, tendo amargado todos os infortúnios impostos a seu irmão debilitado e infeliz, sem faltar nem mesmo as agruras da profissão de guarda-no­turno e a prisão num manicômio. Sua humildade e paciência lhe permiti­ram, no entanto, conquistar a felicidade de encerrar em definitivo o débito do passado. Hilário quis saber como Silas podia ter certeza de que Leo estava realmente quitado do débito do pretérito. Silas escla­receu: "Pois não veem? Qual Fernando, que desencarnou com o tórax per­furado por lâmina assassina, Leo igualmente se despede do corpo com os pulmões em frangalhos. Contudo, pelo procedimento correto que adotou perante a Lei, atravessa o mesmo suplício, mas no leito, sem escânda­los destrutivos, embora esteja vertendo o próprio sangue pela boca, tal qual sucedeu ao mano espezinhado e vencido. Cumpre-se o aresto da Justiça, apenas com a diferença de que, em vez do gládio de ferro, te­mos aqui batalhões de bacilos assassinos..." Diante dos amigos surpre­sos, Silas complementou: "Quando a nossa dor não gera novas dores e nossa aflição não cria aflições naqueles que nos rodeiam, nossa dívida está em processo de encerramento. Muitas vezes, o leito de angústia entre os homens é o altar bendito em que conseguimos extinguir compro­missos ominosos, pagando nossas contas, sem que o nosso resgate a nin­guém mais prejudique. Quando o enfermo sabe acatar os Celestes Desíg­nios, entre a conformação e a humildade, traz consigo o sinal da dí­vida expirante..." (N.R.: Aresto: decisão de um tribunal, acórdão. Ominoso: nefasto, funesto, execrável, agourento, detestável.) O Assis­tente não pôde continuar, porque Leo, em oração, debatia-se nos ester­tores da morte. Silas então o enlaçou, rogando o Amparo Divino, e Leo, envolvido nas suaves irradiações da prece, adormeceu. André imaginou que Silas o transportaria de imediato à Mansão, mas o Assistente in­formou não dispor de autoridade para desligá-lo. "Semelhante respon­sabilidade não nos compete", acrescentou. (Cap. 17, pp. 237 a 239) 

116. Um desastre aviatório - No gabinete de Druso fora registrado apelo urgente da Terra em favor das vítimas de um desastre aviatório. Sinais algo semelhantes aos do telégrafo de Morse se fizeram notados em curioso aparelho. Druso ligou tomada próxima e viu-se um pequeno televisor em ação, sob vigorosa lente, projetando imagens movimentadas em tela próxima, cuidadosamente encaixada na parede, a pequena distân­cia. Qual se acompanhassem curta notícia em cinema sonoro, André e os demais contemplaram, surpreendidos, a paisagem terrestre. Sob a crista de serra alcantilada e selvagem, destroços de grande aeronave guarda­vam consigo as vítimas do acidente. Naquele quadro inquietante, um an­cião desencarnado, de semblante nobre e digno, formulava requerimento comovedor, rogando à Mansão a remessa de equipe adestrada para a remo­ção de seis das 14 entidades desencarnadas no sinistro. André e Hilá­rio olhavam espantados o espetáculo inédito para ambos. (N.R.: Sua úl­tima existência na Terra fora anterior à era da televisão.) A cena aflitiva parecia desenrolar-se ali mesmo. Oito dos desencarnados ja­ziam em posição de choque, algemados aos corpos; quatro gemiam, jungi­dos aos próprios restos, e dois deles, embora enfaixados às formas fí­sicas, gritavam desesperados, em crises de inconsciência. Ao lado de­les, amigos espirituais, abnegados e valorosos, velavam, calmos e atentos. Figurando-se cascata de luz vertendo do Céu, o auxílio do Alto vinha, solícito, em abençoada torrente de amor. O quadro era tão real que se podiam ouvir os gemidos, as preces e as conversações dos enfermeiros... (Cap. 18, pp. 241 e 242) 

117. Morte física não significa emancipação espiritual - Em instan­tes, diversos trabalhadores da Mansão puseram-se em marcha. Hilário e André queriam participar da obra de socorro, mas Druso explicou-lhes que o trabalho era de natureza especialíssima, requisitando colabora­dores rigorosamente treinados. Com relação aos seis desencarnados que seriam recolhidos, Druso explicou que o socorro no avião sinistrado seria distribuído indistintamente, mas, se o desastre era o mesmo para todos, a morte era diferente para cada um. "No momento – informou o diretor – serão retirados da carne tão somente aqueles cuja vida in­terior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da armadura fí­sica, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes di­zem respeito." A duração dependeria do grau de animalização dos flui­dos que lhes retinham o Espírito à atividade corpórea. "Alguns serão detidos por algumas horas, outros, talvez, por longos dias... Quem sabe? Corpo inerte nem sempre significa libertação da alma. O gênero de vida que alimentamos no estágio físico dita as verdadeiras con­dições de nossa morte", asseverou Druso. "Quanto mais chafurdamos o ser nas correntes de baixas ilusões, mais tempo gastamos para esgotar as energias vitais que nos aprisionam à matéria pesada... <...> E quanto mais nos submetamos às disciplinas do espírito, que nos acon­selham equilíbrio e sublimação, mais amplas facilidades conquistaremos para a exoneração da carne em quaisquer emergências de que não possa­mos fugir por forças dos débitos contraídos perante a Lei." Por isso, "morte física" não é o mesmo que "emancipação espiritual". Os outros companheiros, embora detidos na carne, seriam também assistidos, por­que ninguém vive desamparado e o amor infinito de Deus abrange o Uni­verso, mas poderiam ser atraídos por elementos perversos do plano es­piritual, na hipótese de serem surdos ao bem... "No assunto, entre­tanto, é preciso considerar – explicou Druso – que a tentação é sem­pre uma sombra a atormentar-nos a vida, de dentro para fora. A junção de nossas almas com os poderes infernais verifica-se em relação com o inferno que já trazemos dentro de nós." (Cap. 18, pp. 243 e 244) 

118. Causas dos resgates coletivos - Hilário perguntou diretamente a Druso por que ele e André não poderiam colaborar nos serviços de resgate. O di­retor da Mansão informou: "É imperioso observar <...> que vocês cole­tam material didático para despertamento de nossos ir­mãos encarnados, quase todos eles em fase importante de luta, no acerto de contas com a Justiça Divina. Analisando os resgates dessa ordem, vocês fatalmente seriam compelidos à autópsia de situações e problemas suscetíveis de plasmar imagens destrutivas no ânimo de mui­tos daqueles que ambos se propõem auxiliar". Esboçando leve sorriso em que deixava transparecer a humildade que lhe adornava o Espírito, Druso aditou: "Parece-me que não seríamos capazes de comentar um de­sastre de grandes proporções, no campo dos homens, sem lhes insuflar o vírus do medo, tanta vez porta­dor do desânimo e da morte". A palavra do diretor era esclarecedora. De fato, muitas pessoas há na Terra ca­rentes de ação contínua para o necessário reequilíbrio e não seria justo atormentá-las com pensamen­tos de temor e flagelação... "Imaginemos – observou Druso – que fos­sem analisar as origens da provação a que se acolheram os acidentados de hoje... Surpreenderiam, decerto, delinquentes que, em outras épo­cas, atiraram irmãos indefesos do cimo de torres altíssimas, para que seus corpos se espatifassem no chão; companheiros que, em outro tempo, cometeram hediondos crimes so­bre o dorso do mar, pondo a pique exis­tências preciosas, ou suicidas que se despenharam de arrojados edifí­cios ou de picos agrestes, em su­premo atestado de rebeldia..." O diri­gente lembrou-lhes, contudo, que a Lei nos permite melhorar nossos créditos, todos os dias. Quantos ro­meiros terrenos são amparados devi­damente para que a morte não lhes assalte o corpo, em razão dos atos louváveis a que se afeiçoam!... Quantas intercessões da prece ardente conquistam moratórias oportunas para pessoas que se encontravam à beira do túmulo!... "Assim é que, gerando novas causas com o bem, pra­ticado hoje, podemos interferir nas causas do mal, praticado ontem, neutralizando-as e reconquistando, com isso, o nosso equilíbrio", ex­plicou o diretor. "Desse modo, creio mais justo incen­tivarmos o ser­viço do bem, através de todos os recursos ao nosso al­cance. A caridade e o estudo nobre, a fé e o bom ânimo, o oti­mismo e o trabalho, a arte e a meditação construtiva constituem temas renova­dores, cujo mérito não será lícito esquecer, na reabilitação de nossas ideias e, conse­quentemente, de nossos destinos." (Cap. 18, pp. 245 a 247)

Respostas às questões propostas

A. Quando é que, após experimentar o processo expiatório, um Espírito se encontra efetivamente quitado do débito do passado?
Silas respondeu a esta questão mencionando o caso de Leo, que atravessou o mesmo suplício que infligiu a seu irmão na existência anterior, mas em um leito de hospital, conformado, resignado e sem escânda­los destrutivos. "Quando a nossa dor não gera novas dores e nossa aflição não cria aflições naqueles que nos rodeiam, nossa dívida está em processo de encerramento”, explicou Silas. “Muitas vezes, o leito de angústia entre os homens é o altar bendito em que conseguimos extinguir compro­missos ominosos, pagando nossas contas, sem que o nosso resgate a nin­guém mais prejudique. Quando o enfermo sabe acatar os Celestes Desíg­nios, entre a conformação e a humildade, traz consigo o sinal da dí­vida expirante..." (Ação e Reação, cap. 17, pp. 237 a 239.)

B. Como chegou à Mansão a notícia relativa à queda de um avião em que faleceram 14 pessoas?
O apelo – que viera da crosta – chegou à Mansão em forma de sinais semelhantes aos do telégrafo de Morse que se fizeram notar em curioso aparelho. Druso ligou, então, uma tomada próxima e viu-se um pequeno televisor em ação a projetar imagens movimentadas em tela próxima, cuidadosamente encaixada na parede, a pequena distân­cia. Qual se acompanhassem curta notícia em cinema sonoro, André e os demais contemplaram, surpreendidos, a paisagem terrestre. Naquele quadro inquietante, um an­cião desencarnado, de semblante nobre e digno, formulava requerimento comovedor, rogando à Mansão a remessa de equipe adestrada para a remo­ção de seis das 14 entidades desencarnadas no sinistro. A cena aflitiva parecia desenrolar-se ali mesmo. Oito dos desencarnados ja­ziam em posição de choque, algemados aos corpos; quatro gemiam, jungi­dos aos próprios restos, e dois deles, embora enfaixados às formas fí­sicas, gritavam desesperados, em crises de inconsciência. (Obra citada, cap. 18, pp. 241 e 242.)

C. Por que pessoas perecem em desastres de grandes proporções, como os acidentes com aviões?
As origens da provação são inúmeras. No caso do desastre aviatório cuja notícia há pouco lhes chegara, Druso disse que havia entre as vítimas delinquentes que, em outras épo­cas, atiraram irmãos indefesos do cimo de torres altíssimas, para que seus corpos se espatifassem no chão; companheiros que, em outro tempo, cometeram hediondos crimes so­bre o dorso do mar, pondo a pique exis­tências preciosas, ou suicidas que se despenharam de arrojados edifí­cios ou de picos agrestes, em su­premo atestado de rebeldia. O diri­gente lembrou, contudo, que a Lei nos permite melhorar nossos créditos, todos os dias. Quantos ro­meiros terrenos são amparados devi­damente para que a morte não lhes assalte o corpo, em razão dos atos louváveis a que se afeiçoam! Quantas intercessões da prece ardente conquistam moratórias oportunas para pessoas que se encontravam à beira do túmulo! "Assim é que, gerando novas causas com o bem, pra­ticado hoje, podemos interferir nas causas do mal, praticado ontem, neutralizando-as e reconquistando, com isso, o nosso equilíbrio", ex­plicou o diretor. Eis por que devemos incen­tivar sempre o ser­viço do bem, através de todos os recursos ao nosso al­cance. “A caridade e o estudo nobre, a fé e o bom ânimo, o oti­mismo e o trabalho, a arte e a meditação construtiva constituem temas renova­dores, cujo mérito não será lícito esquecer, na reabilitação de nossas ideias e, conse­quentemente, de nossos destinos." (Obra citada, cap. 18, pp. 245 a 247.) 

N.R. - Para acessar e ler o texto publicado anteriormente, clique em http://goo.gl/zDC8WU



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O respeito é parâmetro para toda boa relação


CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@hotmail.com
De Londrina-PR

Ignorância, preconceito, intolerância, desrespeito, discriminação, extremismo são os carimbos no passaporte que leva para a segregação social, religiosa, humana, ladeada pelo sofrimento, terror, tristeza e desespero.
Quantas barbáries são cometidas com um pretexto ilusório, na verdade, todas nascidas das destrutivas faces do egoísmo e da imaturidade. É bastante cômodo querer destruir pessoas e propósitos distintos da ideologia particular.
Enquanto os seus habitantes estiverem com a caminhada inicial, o Planeta vivenciará muitas ocorrências infelizes e, devido a estágios diferenciados, haverá compartilhamento dessas etapas, com lágrimas, incompreensão, sofrimento, euforia, ansiedade, choro e flagelo. Porém, a tendência da vida é o progresso e o bem-estar e, graças a Deus, isso é inevitável embora possa demorar um pouco.
O primeiro entendimento necessário a se obter é que cada ser humano é um universo completo e único e sua unicidade é uma riqueza para o todo. O respeito entre esses seres deve existir, pois senão, o caos se faz presente junto da discórdia que arrasta para o desfalecimento e a iniquidade.
Quão benéfico para o coletivo os bons atos, mesmo para o indivíduo que ainda não despertou ou não admitiu a sua reformulação, no entanto, o bem é sempre maior; o amor é o cerne para o progresso em todo plano, estágio e tempo.
A nova oportunidade chega no momento diário, hebdomadário, mensal, anual e em infinitas contagens. Quanto há para se realizar por cada um e se houvesse a compreensão de que o universo individual precisa incontavelmente de cuidado, melhoria e uma gama de aprimoramento dependente total da própria vontade e decisão, certamente, não haveria tempo para censurar... insultar, muito menos interesse em criticar os caminheiros desta oportuna viagem.
Gasta-se muita energia em vão com o que não se diz respeito. Se essa energia fosse convertida em benefício a outrem, consequentemente, a si próprio, o Planeta estaria numa faixa vibratória mais elevada e bem mais livre.
Que a tolerância contagie. 
... a paciência atue.
... a crítica seja construtiva.
... a fraternidade se expanda.
... a compreensão ilumine.
... a paz pulse.
... e o amor, grandeza absoluta, seja a causa maior para a vida.
Frases benfazejas é que poderiam ser lançadas aos quatro ventos.
As borboletas voam continuamente pelos campos e cidades; as flores colorem; o sol aquece e traz a claridade; a lua brilha; a água corre e anima; as árvores lançam o oxigênio; os animais vivem, correm, nadam e voam; o campo de trigo alimenta; o pé frutífero dá o doce sabor; a terra segue com a perpetuação; pelo menos alguém quem amamos está conosco, ainda que seja em sentimento, mas esse coração existe e continuará, pois ele é eterno como todos nós.
Sem a percepção e o discernimento do melhor e real, não se poderá valorizar sua essência. E como a vida é valiosa.
Bem-vindos, liberdade e respeito para se viver.
E o tempo trará as palavras e atitudes coerentes que unirão a Terra e o laço benévolo se estenderá. As charges explicitarão a fraternidade entre os povos que já são irmãos. E o Planeta estará semeado com luz e reconforto. Sim, esse deverá ser o caminho a seguir, pois do contrário, o sofrimento como o atual perdurará e lágrimas de dor inundarão almas e espíritos. Se se pode ter a felicidade, por que querer ainda a desventura e o padecimento?
Em meio a tantos desatinos, li agora há pouco, no quadro branco da sala onde leciono, esta frase escrita por uma criança: “Somos irmãos, pois Deus é o nosso Pai”.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

As mais lindas canções que ouvi (124)



A despedida

Jair Amorim e Evaldo Gouveia


Vou, hoje eu digo que vou,
Confesso até, não voltarei jamais.
Sei que mentindo eu estou, minto pra mim,
Minto, às vezes, demais.

Acaso você sabe, amor,
O que eu sofri, o mal que fez?
Talvez você esqueça, amor,
Que tudo em mim morreu de vez.

Recomeçar...
Podia ser, era tão bom,
Eu e você no mesmo tom,
Dueto feito para o amor.

Culpar-me por defeitos meus,
Sem ver os seus,
Me faz sorrir...
É típico de quem no amor,
Negando o amor, só quer ferir.

Ficar pra quê?
Vendo você sem ter você,
Vivendo amor sem ter amor,
Morrendo assim, vendo o meu fim.

Culpar-me por defeitos meus,
Sem ver os seus,
Me faz sorrir...
É típico de quem no amor,
Negando o amor, só quer ferir.

Ficar pra quê?
Vendo você sem ter você,
Vivendo amor sem ter amor,
Morrendo assim, vendo o meu fim...

Ficar pra quê?
Vendo você sem ter você,
Vivendo amor sem ter amor,
Morrendo assim, vendo o meu fim.



Você pode ouvir esta canção, na interpretação do saudoso cantor Nelson Gonçalves, clicando neste link: https://www.youtube.com/watch?v=k8UT6A9P8wg

Se quiser ver a letra e ouvir a canção postada na semana passada, clique neste link: http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/2015/01/as-mais-lindas-cancoes-que-ouvi-123.html




domingo, 18 de janeiro de 2015

Será a Terra uma nave sem rumo?


Perguntaram a um conhecido cronista brasileiro, por ocasião de um debate com estudantes, o que, no seu modo de ver, estaria faltando para que o homem, a história, o mundo, enfim, tivessem um sentido.
O cronista, um indivíduo admirável que, todavia, não comunga das ideias espíritas, disse então que falta à história e ao mundo uma edição final, a mesma edição que é feita no cinema, nos espetáculos e nos textos publicados pelos jornais. O mundo, a história e o homem não passam – para ele – de um making of, uma sucessão atabalhoada de cenas, frases, emoções que necessitam de uma montagem posterior.
Com efeito, observou o intelectual, o que se vê no mundo são guerras e massacres idiotas, cidades erguidas e destruídas, homens matando uns aos outros, crianças morrendo de fome, doenças que surgem e doentes que se vão.
Os recentes episódios ocorridos na Síria, no Iraque e na Nigéria são uma amostra do que ele falou.
Que sentido pode ter tudo isso? Quando virá um editor final para dar sentido a tudo?
A pergunta formulada pelos estudantes é dessas questões que têm intrigado e continuarão a intrigar gerações de pessoas. E não existe, obviamente, uma resposta fácil para ela, porque as filosofias e as religiões conhecidas não têm discutido, como deviam, o problema.
A Terra, já o disse certa vez Emmanuel, que foi o mentor espiritual da obra de Chico Xavier, é uma casa em reforma.
O mundo em que vivemos é um planeta ainda bastante atrasado e as pessoas que nele nascem necessitam, por isso, de passar por provas, expiações e reparações, nessa caminhada que levará a todos, passo a passo, à perfeição possível.
Se repudiamos a ideia da reencarnação, é claro que a visão do mundo e da humanidade será tão caótica quanto aparentemente o é o estado de coisas descrito pelo cronista.
A Terra não está, no entanto, como muitos pensam, à deriva. Este planeta é uma nave extraordinária que tem no seu comando um condutor preparado, o ser mais evoluído que o mundo já viu e seu nome é Jesus. Eis o editor final que, no papel que lhe cabe, tem evidentemente de seguir certas regras estabelecidas pelo Criador, ou seja, as leis que regem o Universo e suas criaturas.
A toda ação corresponde uma reação, quem matar pela espada morrerá sob a espada, quem com ferro fere com ferro será ferido, a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória, a cada um segundo as suas obras...
Estas regras tão conhecidas, estatuídas por Deus, é que dirigem com sabedoria o roteiro, as locações, as alternativas da vida, que parecem tão confusas e improvisadas, mas que obedecem a uma programação meticulosa e a uma ordem que não podem ser compreendidas pelas doutrinas materialistas e por seus partidários.



sábado, 17 de janeiro de 2015

A evangélica e o Espiritismo


JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Amigos leitores, conta-nos Joteli que, na juventude, após passar a frequentar uma "Mocidade espírita", certo dia, há quarenta anos, foi visitado, em sua casa por uma senhora, sua prima, chamada Benedita, que era membro de Igreja Evangélica no Rio de Janeiro e leitora assídua da Bíblia. Ela era a mãe de Samuel, Pedro e João. Os dois primeiros, protestantes; o último, sem uma crença definida, para não se dizer ateu.
Dos três irmãos, João era o mais intelectualizado. Já naquele tempo, ele era mestre em Letras.
Entusiasmado com a oportunidade de realizar um diálogo esclarecedor com dona Benedita, meu ingênuo secretário guardava a ilusão de convertê-la ao Espiritismo, mas ela, por certo, pensava em afastá-lo do "diabo" e batizá-lo em sua Igreja. Assim foi que Joteli abriu O Evangelho segundo o Espiritismo e pôs-se a lê-lo ostensivamente, enquanto dona Benedita conversava com a mãe do meu tolo secretário.
Não sabia ele, porém, o que o aguardava.
Como se fora desafiada, a evangélica dirigiu-se ao nosso herói e começou sua pregação:
— Nosso Salvador é Jesus Cristo, você aceita sua salvação?
Ainda meio confuso, Joteli balbuciou um "nunca o neguei como Salvador", sem mais chance de falar o que quer que fosse, pois a inquisidora, entusiasmada pela "rendição" do oponente, disparou sua metralhadora, como se estivesse em guerra contra o soldado ímpio, que se atrevera a desafiá-la com aquela obra, para ela, produto demoníaco...
Ignorava, Benedita, que ali, no Evangelho espírita, estava a essência dos ensinos do mesmo Jesus de sua crença, tão amado por todos os cristãos: o ensino moral.
Durante cerca de uma hora, a protestante falou e falou sem parar um só momento. Contou a história da Bíblia desde o Gênesis até o Apocalipse bíblicos (Os atos dos apóstolos ficariam para outra ocasião).
A Joteli, só restou a opção de ouvir e nada dizer. Até porque, se o desejasse, sua idosa prima não o escutaria.
Há uma diferença básica entre ouvir e escutar, que não nos cabe aprofundar aqui. Mas para matar a curiosidade da leitora, digo-lhe que a primeira está ligada à percepção dos sons; a segunda à sua assimilação, ao seu entendimento, ao que Mikhail Bakhtin chama de dialogismo, salvo melhor juízo.
Não houve, portanto, interação entre os dois, mas, se de sua parte Joteli ficara decepcionado por não ter tido qualquer chance de falar, para sua interlocutora, Jeová, mais uma vez, tinha vencido o demônio.
O tempo passou, Benedita desencarnou, Joteli mudou-se do Rio, casou-se, teve três filhos e veio morar definitivamente em Brasília.
Vinte anos após, encontrou o primo João, filho caçula de Benedita, que lhe dissera ter-se tornado espírita após o falecimento materno.
— Como se deu tua conversão, se eras tão incrédulo? Perguntou-lhe Joteli.
— Numa noite inesquecível, ainda cheio de dúvidas, resolvi visitar um centro espírita no bairro de Bonsucesso. Ali adentrando, por primeira vez, tremendo de medo, pois mamãe quando viva sempre demonizou o Espiritismo, eu não disse uma só palavra a ninguém sobre quem eu era, minha família, origens, cultura e crença.
Entretanto, ao se realizar a reunião mediúnica, um dos médiuns que, como os demais participantes, eu jamais vira antes, virou-se para mim e disse-me, com o modo de falar próprio de mamãe:
— João, meu filho, eu não já lhe disse para não participar dessas reuniões demoníacas? Isso é coisa de satanás, afaste-se daqui antes que você seja lançado nas fornalhas do inferno.
— Não tive mais dúvida alguma. Aquela era mamãe...
A partir desse dia, concluiu, estudo as obras de Allan Kardec e busco divulgá-las com inabalável convicção.





sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O Espiritismo em sua mais simples expressão



Um leitor pergunta-nos em que obra de Kardec podemos encontrar um texto, redigido em poucas linhas, que permita dar ao leitor uma síntese relativa à parte fenomênica do Espiritismo.
Allan Kardec teve também essa preocupação e foi para isso que escreveu um texto que ganhou autonomia e acabou sendo publicado como obra à parte. Referimo-nos ao livro O Espiritismo em sua mais simples expressão, lançado no dia 15 de janeiro de 1862 em Paris, obra constituída por apenas 36 páginas e escrita por Kardec com o objetivo de popularizar o Espiritismo na França.
Existe, no entanto, na obra de Kardec, um texto ainda menor, que podemos extrair do capítulo IV d´O Livro dos Médiuns, nos itens 37 a 50, em que Kardec analisa os sistemas que foram formulados ao tempo da codificação do Espiritismo.
Foram em número de 13 esses sistemas, cujo objetivo era a refutação dos fenômenos e também dos ensinos que constituiriam, a seguir, a doutrina espírita: sistema de negação, isto é, que negava simplesmente as manifestações espíritas; sistema do charlatanismo, que atribuía os fenômenos a trapaças; sistema de loucura; sistema de alucinação; sistema do músculo que estala; sistema das causas físicas; sistema do reflexo; sistema da alma coletiva; sistema sonambúlico; sistema demoníaco; sistema otimista; sistema monospírita e sistema da alma material.
Todos os 13 sistemas foram o resultado direto de uma observação parcial dos fenômenos ou de sua má interpretação. Ocorre que, além deles, contrários ao Espiritismo, Kardec faz referência, na mesma obra, ao sistema polispírita ou multispírita, que é exatamente o sistema que caracteriza, em todos os pontos, a doutrina espírita.
Eis como o Codificador do Espiritismo o resumiu (O Livro dos Médiuns, cap. IV, item 49):

1º Os fenômenos espíritas são produzidos por inteligências extracorpóreas, às quais também se dá o nome de Espíritos;
2º Os Espíritos constituem o mundo invisível; estão em toda parte; povoam infinitamente os espaços; temos muitos, de contínuo, em torno de nós, com os quais nos achamos em contacto;
3º Os Espíritos reagem incessantemente sobre o mundo físico e sobre o mundo moral e são uma das potências da Natureza;
4º Os Espíritos não são seres à parte, dentro da criação, mas as almas dos que hão vivido na Terra, ou em outros mundos, e que despiram o invólucro corpóreo; donde se segue que as almas dos homens são Espíritos encarnados e que nós, morrendo, nos tornamos Espíritos;
5º Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância;
6º Todos estão submetidos à lei do progresso e podem todos chegar à perfeição; mas, como têm livre-arbítrio, lá chegam em tempo mais ou menos longo, conforme seus esforços e vontade;
7º São felizes ou infelizes, de acordo com o bem ou o mal que praticaram durante a vida e com o grau de adiantamento que alcançaram. A felicidade perfeita e sem mescla é partilha unicamente dos Espíritos que atingiram o grau supremo da perfeição;
8º Todos os Espíritos, em dadas circunstâncias, podem manifestar-se aos homens; indefinido é o número dos que podem comunicar-se;
9º Os Espíritos se comunicam por médiuns, que lhes servem de instrumentos e intérpretes;
10º Reconhecem-se a superioridade ou a inferioridade dos Espíritos pela linguagem de que usam; os bons só aconselham o bem e só dizem coisas proveitosas; tudo neles lhes atesta a elevação; os maus enganam e todas as suas palavras trazem o cunho da imperfeição e da ignorância.

Aí está, em poucas palavras, uma síntese da parte fenomênica da doutrina espírita, que pode servir de iniciação aos neófitos e simpatizantes. E, caso queiram aprofundar-se, podem fazê-lo lendo a obra que mencionamos inicialmente, O Espiritismo em sua mais simples expressão, que se encontra disponível no site da revista “O Consolador”. Eis o link que permite acessá-la e baixá-la gratuitamente: http://goo.gl/chYkOd




quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pílulas gramaticais (137)


Já vimos como a pontuação correta ajuda a clarear o sentido do que escrevemos. Como consequência, a pontuação incorreta ou inexistente concorre para ampliar os casos de ambiguidade ou anfibologia, um vício de linguagem que se dá quando a frase admite mais de uma interpretação, o que pode também ocorrer quando não há cuidado na colocação dos termos da oração.

Vejamos este exemplo:
– O menino viu o incêndio do prédio.

Duas dúvidas a frase apresenta: 
1ª. O menino viu o prédio incendiar-se?
2ª. O menino estava no prédio e de lá viu um incêndio?

Mais exemplos de ambiguidade:
  1. Peguei o menino correndo.
  2. Prefeito fala da reunião no Canal 5.
  3. Ele prendeu o ladrão em sua casa.
  4. O avô viu a avó sentada em sua cadeira.
  5. Pedro viu o desmoronamento do barracão.
  6. O marido estava na praça quando viu a mulher de binóculos.
  7. Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.
    Em uma divertida crônica publicada no dia 1º de março de 2014 em nosso blog, nosso amigo Jorge Leite de Oliveira teceu considerações sobre o tema que ora examinamos. 



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Pérolas literárias (88)


Morte

Cruz e Souza


Longe do sentimento limitado
Da matéria em seus átomos finitos,
No limite de um mundo ignorado,
Celebra a morte seus estranhos ritos.

Hinos e vozes, lágrimas e gritos
Do Espírito que, outrora encarcerado,
Contempla a luz dos orbes infinitos
Bendizendo a amargura do passado!

Ó morte, a tua espada luminosa,
Formada de uma luz maravilhosa
É invencível em todas as pelejas!...

És no universo estranha divindade.
Ó, operária divina da verdade,
Bendita sejas tu! Bendita sejas!...


Do livro Lira Imortal, obra mediúnica psicografada por Francisco Cândido Xavier, de autoria de Espíritos diversos.



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A simplicidade é uma característica da grandeza do coração


CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@hotmail.com
De Londrina-PR

De fato, a simplicidade é encantadora, principalmente, quando é atributo pessoal. Como é prazeroso conviver com pessoas assim, pois além de gerar uma energia agradável, a sensação de familiaridade toma o coração tanto de quem a possui como de quem a recebe.
Essa energia encurta distâncias e propicia o benfazejo relacionamento; mais se quer fazer pelo coração simples, mas verdadeiro. A simplicidade sem a verdade nada produz de bom.
Gestos delicados e espontâneos formam essa corrente singela de bem-estar que dispensa o supérfluo e mantém a necessidade do que é preciso: o valor real. Coisas grandiosas, valor absoluto; coisas insignificantes, já sabe.
Muitas pessoas valorizam o desnecessário e tão equivocadamente desvalorizam o primordial da vida; porém, há de se lembrar que cada espírito se encontra em nível diferenciado, mas para todos existe uma lei: o progresso. Eis um velho ditado que se assemelha a estas palavras: para onde o olhar se guiar e o coração se contentar, o interesse e o objetivo se revelarão.
De repente, acumulam-se tantos volumes inúteis tanto de sentimento quanto de materialidade e mais e mais acaba por lotar almas vazias e casas sem serem lar.
A vida, por ser simples, é a grandeza absoluta. A simplicidade é composta por tudo o que há de melhor, sem espaço para nenhum gesto nem energia secundários.
Quando se cumprimenta alguém simples, a vontade é de não só cumprimentá-lo por sinal de cabeça ou aperto de mão, a vontade real é de abraçá-lo com imenso carinho e reconhecimento. E quando se faz um trabalho com simplicidade, o resultado final é sempre nobre e muito proveitoso, pois se isenta das pompas a que o orgulho se apega.
Ser complexo é não ser simples, ninguém compreende ou se assimila é bem pouco ou quase nada. A sabedoria é simples, o que dificulta são todas as paixões mal resolvidas e vícios que a alma carrega e o espírito arrasta por tantas encarnações. À medida que se progride, quanto mais se aprende, também a compreensão se faz presente e a luz ilumina um caminho leve e tranquilo.
A conquista da simplicidade é feita pelas boas escolhas do espírito; independe ser alguém simples de boas rendas ou alguém simples com o mínimo para se viver. Essa nobre característica é exclusiva do espírito, assim como todas as suas outras particularidades.
A arrogância que é o oposto da simplicidade enche o ambiente de um sentimento falido e incômodo, infértil e doloroso, pois nada de benéfico nasce muito menos perpetua onde a sombra é contínua e o brilho do sol não é capaz de chegar.
Que a leveza simples e amável invada os corações que ainda não a sentiram, no entanto, por mérito e por exemplos vivenciados; que o sorriso verdadeiro ilumine a estrada dos companheiros de jornada; que o olhar terno e puro encoraje e fortaleça outros olhos que ainda não sabem o que é a ternura da simplicidade; que o abraço aconchegante restaure a alma desprovida de ânimo; que o coração amoroso e simples ampare incontáveis corações em sofrimento.
Com a simplicidade, pura e generosa característica espiritual, haverá maior ocasião para unir povos, reconstruir gerações, oportunizar o avanço do Planeta, ampliar mais horizonte para o céu azul e alcançar inúmeros outros passos positivos, pois ela é a porção do amor que muito possibilita para o bem, é a irmã da humildade que aproxima os seres e é uma das abençoadas estrelas para as grandes realizações.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

As mais lindas canções que ouvi (123)



Laura

Alcyr Pires Vermelho e João de Barro (Braguinha)


Um vale em flor, a fonte,
O rio cantando...
O sol banhando a estrada,
Frases de amor.
Laura,
Um sorriso de criança.
Laura,
Nos cabelos uma flor...
Ô Laura,
Como é linda a vida!
Laura,
Como é grande o amor!

Depois, o adeus, o lenço,
A estrada, a distância,
O asfalto, a noite, o bar,
As taças de dor...
Laura,
Que é da rosa dos cabelos?
Laura,
Que é do vale sempre em flor?
Ô Laura,
Que é do teu sorriso?
Ô Laura,
Que é do nosso amor?


Você pode ouvir a canção acima, na voz dos intérpretes abaixo, clicando nos respectivos links:
Altemar Dutra - https://www.youtube.com/watch?v=uCk-OYglbAo

Se quiser ver a letra e ouvir a canção postada na semana passada, clique neste link: http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/2015/01/as-mais-lindas-cancoes-que-ouvi-122.html




domingo, 11 de janeiro de 2015

Lila respira agora outros ares



Faz três dias que Lila de Oliveira, a primogênita da casa de nossos pais, partiu para o chamado mundo espiritual, que o Espiritismo afirma ser nossa verdadeira pátria, da qual saímos diversas vezes, mas por breves momentos, para darmos sequência ao trabalho que nos levará um dia à meta para a qual Deus nos criou, que é a perfeição.
Na existência que se concluiu no dia 8, nossa irmã chamava-se Marília de Dirceu Oliveira Faria, mas era mais conhecida como Lila. Casada, mãe de oito filhos – Sueli, Cláudio, Sergio, Silvia, Flávio, Silvana, Marco Túlio e Emílio –, avó de uma penca de netos, espírita fervorosa e atuante, era também torcedora fanática do Flamengo, conquanto pertencesse a uma família em que o pai e seus irmãos torciam pelo Botafogo. (Vejam logo abaixo uma das últimas fotos de Lila, feita em outubro de 2013, no dia do anúncio do casamento de João Gabriel e Leandra. Na foto estão, a partir da esquerda: Olívia e  Emílio Faria, Silvia Faria, Waldemiro Faria, Lila, Leandra Covre, João Gabriel Faria, Tomas Faria Renault e Anita Portilho.)


Assistimos em Brasília (DF) a seu lado a alguns jogos do Flamengo, e é provável que seu fervor pelas cores rubro-negras foi que nos levou a uma simpatia e séria inclinação, que não conseguimos disfarçar, pelo time que imortalizou Zico, integrando assim o trio de irmãos que torcem – ou torciam – pelo clube mais querido do Brasil. O outro componente do trio era a Edna.
Lila mudou-se para Brasília (DF) assim que nasceu o Emílio, que era ainda um bebê num grupo de irmãos em que a primogênita – a jovem Sueli – estava na casa dos 15 anos. Na Capital, ela e Waldemiro começariam uma vida nova, vida difícil, em uma cidade que nascera fazia pouco tempo e nem de longe lembraria a metrópole que é hoje.
Como era de esperar, engajou-se logo na atividade espírita, exercendo atividades importantes sobretudo na Comunhão Espírita de Brasília, sem jamais esquecer seu compromisso com os mais carentes e, em especial, com a Fundação Espírita Abel Gomes (FEAG), um lar de crianças órfãs que ela viu nascer e ajudou a crescer.
Nos momentos mais difíceis da existência da Fundação Abel Gomes, era de suas campanhas e do seu esforço pessoal que vinham os recursos que permitiam não apenas manter a instituição, mas modernizá-la e torná-la apta para a atividade a que a FEAG se propunha.
Nas Semanas Espíritas realizadas em Astolfo Dutra (MG), sempre nas dependências da FEAG, ela assumia pessoalmente a execução dessas atividades que não aparecem nos programas oficiais, que não recebem os aplausos do público e, no entanto, são fundamentais para que o evento se concretize.
Temos na lembrança de nossas relações com Lila dois fatos que jamais poderíamos esquecer.
O primeiro evoca uma época distante, em que éramos criança e Lila, já casada, passava as férias de fim de ano no Sítio da Água Limpa, que o Waldemiro herdara do seu pai. Assim que terminava o período letivo, Lila nos levava até o sítio, onde passávamos com ela as férias escolares de dezembro e janeiro.
Registre-se que no mês em que nossa mãe desencarnou havia em casa diversas crianças: o Ali, pai da Cristina, estava com 3 anos, e a Anita, mãe da Mariângela, tinha 10. Ocorre que entre um e outra havia mais três crianças: Eunice, Icléa e este que lhes escreve. Lila, 22 anos de idade na ocasião, embora casada e mãe de Sueli, assumiu praticamente o papel de mãe de todos nós, fato que por si só explica sua importância na nossa vida.
O segundo fato ocorreu quando morávamos em Curitiba. Corria a década de 1970. Surgira um convite para que fôssemos transferido para Brasília, a serviço da Secretaria da Receita Federal. O autor do convite conseguira um apartamento funcional onde seríamos alojados. A Lila, de posse da chave do apartamento, cuidou pessoalmente de prepará-lo, de higienizá-lo, de colocá-lo apto para a nossa mudança. Mas esta não ocorreu, porque um funcionário de certa graduação da própria Receita Federal, valendo-se de um artifício maroto, apossou-se da chave do imóvel e – alegando que apenas queria mostrá-lo a um outro funcionário – simplesmente tomou-o para si, inviabilizando desse modo a nossa ida.
Lila respira agora outros ares.
Brasília, onde a corrupção tem tornado o ar irrespirável, já faz para ela parte do passado.
Como não nos foi possível morar em Brasília e, dessa forma, ficar fisicamente mais próximo dela, esperamos que num futuro breve consigamos morar na mesma cidade onde ela, Edna, Marly, Amaury, Ali e Ayres, esses irmãos tão queridos, naturalmente nos recepcionarão e nos ajudarão a organizar novos planos para o futuro.
Que Deus a proteja, querida irmã. E que você jamais deixe de ser a líder e a protetora amorosa que sempre foi para todos nós que a amamos e vibramos por seu sucesso.




sábado, 10 de janeiro de 2015

Nada vale a pena, quando a alma é pequena


JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Vinte anos de fama e toda uma vida tentando provar que o fim justifica os meios. Vitória da verdade e derrocada moral completa é o que ocorreu com a maior fraude esportiva de todos os tempos.
É o que vamos lhes narrar hoje, leitora e leitor amigos. Se você se enquadra entre aqueles que fazem da trapaça seu modo de vida, desista enquanto é tempo, pois um dia a casa cai, como ocorreu com Lance Armstrong. Este ciclista, em 1992, foi o último classificado, na corrida de San Sebastián, na Espanha, correndo profissionalmente pela Equipe Motorola. Incentivado, porém, por sua mãe, em 1993 venceu o Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada, o que repetiu em 1995.
Sua doença do câncer testicular com metástase para os pulmões e o cérebro foi descoberta em 1996.
Em 1997, foi considerado curado.
Em 1998, participou da Volta de Paris e ficou em 14º lugar. Nos sete anos seguintes (1999 a 2005), Lance venceu todas as competições da Volta de Ciclismo de Paris, graças ao consumo da droga chamada EPO e outros procedimentos com doping. Para mostrar ao mundo a generosidade do seu coração, ele criou, nessa época, a Fundação Lance Armstrong de tratamento do câncer.
A partir de 2005, surgiram as suspeitas não confirmadas de uso de drogas pelo ciclista, mas em 2011, dois de seus ex-colegas resolveram acusá-lo formalmente. Em junho de 2012, a Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA) acusou-o oficialmente de utilização de drogas, como a EPO e outras substâncias proibidas, com base em amostras de seu sangue colhidas em 2009 e 2010.
Em outubro de 2012, Lance foi banido para sempre das competições oficiais de ciclismo e teve que devolver todas as medalhas recebidas até então, além de responder a diversos processos.
Em novembro de 2012, a revista Sports Illustrated classificou Armstrong em primeiro lugar entre os atletas mais antidesportivos daquele ano.
A medalha de bronze olímpico que ele recebera também lhe foi retirada pelo Comitê Olímpico Internacional em 2013.
Em 17 de janeiro de 2013, no programa de TV dirigido por Oprah Winfrey, o ciclista confessou ter-se dopado, em quase todas as corridas disputadas, com os hormônios de testosterona OPA e transfusões de sangue. Acabava ali um mito e cerca de 75 milhões de dólares seriam devolvidos por ele em função de execuções judiciais e retirada de patrocínios. Outras execuções judiciais e polêmicas envolvendo o atleta continuam ocorrendo até hoje.
Então, perguntamos: Valeu a pena?
Segundo o poeta Fernando Pessoa, "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena".
Pode-se enganar o mundo durante algum tempo, mas sempre chegará o dia do nosso acerto de contas com a Lei Divina de causa e efeito de acordo com as palavras do profeta nazareno.
Há pessoas que se imaginam especiais, supõem-se deuses privilegiados, gênios invencíveis. Ignoram que na própria consciência está escrita a Lei de Deus em nós. E esse Deus, Pai amoroso, corrige, sem pressa, seus filhos com sua Justiça implacável. Desse modo, tudo que se conquista fraudulentamente não tem valor real e, ainda que leve algum tempo, a verdade sempre vence a mentira.
O sofrimento moral é o verdadeiro inferno do culpado.
Pena que somente tardiamente muitas pessoas desonestas percebam que nada vale a pena quando a alma é pequena.  

Visite, quando puder: www.jojorgeleite.blogspot.com



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Pérolas literárias (87)


Beleza da morte

Cruz e Souza


Há no estertor da morte uma beleza
Transcendente, ignota, luminosa.
Beleza sossegada e silenciosa,
Da Luz branca da Paz, trêmula e acesa.

É o augusto momento em que a alma, presa
Às cadeias da carne tenebrosa,
Abandona a prisão, dorida e ansiosa,
Sentindo a vida de outra natureza.

Um mistério divino há nesse instante,
No qual o corpo morre e a alma vibrante
Foge da noite das melancolias!

No silêncio de cada moribundo,
Há a promessa de vida em outro mundo,
Na mais sagrada das hierarquias.



Publicamos este soneto em homenagem à nossa irmã Lila de Oliveira – que desencarnou ontem em Brasília (DF) – e a todos os seus filhos, netos e demais familiares. O autor do soneto, Cruz e Souza, nasceu em Santa Catarina em 1861 e desencarnou em Minas Gerais no ano de 1898. O soneto em causa, psicografado pelo médium Chico Xavier, integra o Parnaso de Além-Túmulo.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Pílulas gramaticais (136)



As frases abaixo contêm erros gramaticais; veja se consegue detectá-los:

1.     Preferia mais assistir à televisão do que ir ao cinema.
2.     Há muitas pessoas com que não nos simpatizamos.  
3.     Preferia antes assistir à televisão que ir ao cinema.
4.     As paredes pareciam estremecerem.
5.     Tu não sois inimigo dele?
6.     Amai a terra em que nasceste.
7.     Há muitas pessoas com quem não nos simpatizamos.
8.     Ajudei-lhe a dormir um pouco.

Eis as frases depois de corrigidas, seguidas das explicações pertinentes:

1.     Preferia assistir à televisão a ir ao cinema. (A regência do verbo preferir é: preferir uma coisa a outra.)
2.     Há muitas pessoas com quem não simpatizamos. (O pronome correto é quem; o verbo simpatizar não é pronominal.)
3.     Preferia antes assistir à televisão a ir ao cinema. (A regência do verbo preferir é: preferir uma coisa a outra.)
4.     As paredes pareciam estremecer. (O verbo parecer, seguido de infinitivo, com sujeito no plural, apresenta duas construções: 1ª – o verbo parecer no singular e o infinitivo flexionado: As paredes parecia estremecerem. 2ª – o verbo parecer no plural e o infinitivo não flexionado: As paredes pareciam estremecer.)
5.     Tu não és inimigo dele? (Eu sou, tu és, nós somos, vós sois.)
6.     Ama a terra em que nasceste. (Ama tu, ame você, amemos nós, amai vós.)
7.     Há muitas pessoas com quem não simpatizamos. (O verbo simpatizar não é pronominal.)
8.     Ajudei-o a dormir um pouco. (Quando o verbo ajudar vem seguido de infinitivo regido pela preposição “a” e o infinitivo é um verbo intransitivo, constrói-se com objeto direto.)

*

Recidiva, palavra muito usada em linguagem médica, significa: reaparecimento de uma doença algum tempo depois de se haver convalescido de um primeiro acometimento.