quarta-feira, 22 de junho de 2016

Pílulas gramaticais (210)



No aprendizado do idioma português, assim como nos estudos de Matemática, a realização de exercícios, tanto quanto o hábito da leitura, ajuda sobremaneira na fixação das normas gramaticais.
Em face disso, com vistas a testar o conhecimento de nossos leitores, eis 7 textos nos quais existe pelo menos um erro gramatical:
1. O diretor ordenou que se procedesse a instauração de uma sindicância.
2. Quando você propor seu plano, peço-te que me avise.
3. Não esqueça das recomendações que te fiz.
4. O cantor que lhe falei continua visando outras glórias que satisfaça sua vaidade.
5. O sitiante foi até a cidade, onde a duas horas deixou o cavalo a sombra de uma árvore.
6. Maria lembrou, naquele momento de solidão, de sua infância sofrida.
7. Comunico a Vossa Excelência que vosso pedido já foi diferido.
Eis os sete textos depois de corrigidos:
1. O diretor ordenou que se procedesse à instauração de uma sindicância.
2. Quando você propuser seu plano, peço-lhe que me avise.
3. Não se esqueça das recomendações que lhe fiz.
4. O cantor de que lhe falei continua visando a outras glórias que satisfaçam sua vaidade.
5. O sitiante foi até a cidade, onde há duas horas deixou o cavalo à sombra de uma árvore.
6. Maria lembrou-se, naquele momento de solidão, de sua infância sofrida.
7. Comunico a Vossa Excelência que seu pedido já foi deferido.

*

No país em que reina soberano, o ditador é, sem dúvida, todo-poderoso.
Se, em vez de ditador, o governante fosse uma rainha, o adjetivo seria todo-poderosa ou toda-poderosa?
Todo-poderoso é um adjetivo que significa: onipotente; que pode tudo. Na função de substantivo, significa: aquele que pode tudo.
Eis suas flexões: todo-poderosa, todo-poderosos, todo-poderosas.
A frase seria então:
No país em que reina soberana, a rainha é, sem dúvida, todo-poderosa.



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terça-feira, 21 de junho de 2016

Contos e crônicas



A essência não é deste mundo

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

A ansiedade moderna dispara o coração e acelera o corpo, o tempo, a mente e com essa ânsia de obter algo que nem se denomina e de chegar a um lugar sem direção exata, pois, perdido, desnorteado no turbilhão ilusório da esfera material, o espírito, que não é matéria, mas eternidade, tenta continuar. Ah! Entretanto, ele precisa compreender sua essência, precisa relembrar que é espírito, centelha divina, energia, luz, universo, vida e, só assim, começará a sentir-se com mais harmonia e menos desolação.
E os dias seguem; os laços afetivos se afrouxam; os olhos nem se lembram de observar a lua; as flores nascem e caem; as estações se repetem; os amigos desaparecem; a família passa a ser um grupo de pessoas que simplesmente mora no mesmo lugar, mas não se conhece e nem se quer conhecer, pois, de fato, não é um lar. E por quê? E para quê? A vida não é isso. A vida é a nobreza para o desenvolvimento de tudo o que foi criado pelo seu Criador.
Há tantas maravilhas, temos tanto a nosso alcance. O que precisamos é aprender a usufruir cada delicado presente. Deus já nos presenteou com o ar, a água, os raios solares e lunares, os campos coloridos de flores, os animais, as plantações douradas de trigo, os peixes nos rios e nos mares, as cores do arco-íris, a brisa fresca, o sorriso das crianças, as montanhas, os prados e campinas, as estrelas feito diamantes no azul escuro céu, o abraço de um amigo, a esperança do amanhecer, reconfortantes palavras, a ternura do amado olhar, a liberdade de pensamento, a oportunidade de recomeço, a certeza de que para sempre estaremos vivos. Temos tanto. A partir de agora, o tempo possível, deveremos cuidar mais do que é real e não valorizar tanto o que é efêmero. O que passou já possui outro tempo e espaço, mas o hoje e, consequentemente, o futuro podem ser vividos com bem mais sabedoria e amor. E com essa observação conferida, as tardes, as noites e os amanheceres poderão ser mais harmoniosos e felizes.
A gratidão renascerá e saudará cada célula, órgão, pequenina parte do corpo; cada pássaro colorido animando o céu; cada refeição; cada copo d'água; cada dia de trabalho; cada dia vivido; cada abraço doado... recebido; cada momento especial; cada difícil momento, pois valerá como aprendizado; cada assimilação por meio de leitura, conversa, seminário; cada vez que sentir o vento no rosto; cada segundo pelo qual o pensamento poderá nos levar aonde mais desejarmos... liberdade, pura, liberdade; a gratidão saudará a vida que pulsa no espírito.
Então, que tal vivermos o agora com calma e valor? Temos tanto e não há motivo para incessantemente buscarmos o que não nos completa. A fuga dos dias presentes está assolando parte enorme da humanidade, ou seja, de espíritos que só por enquanto estão encarnados, pois a verdade desses espíritos, já se sabe, é a eternidade.
E quando a calma se expande até podemos nos apresentar à centelha que existe em nós, e podemos conhecê-la melhor e sabermos realmente o que a fará feliz e do que ela necessita. Quando nos acalmarmos poderemos viver conosco e em paz, apreciar a infinidade de formas, cores, imagens, sentimentos e teremos condições de agradecer imensamente ao Senhor e não apenas pedir e pedir sem noção do que realmente precisar.
E os beija-flores continuam a visitar as flores, e a água cristalina desce pela cachoeira, os dias chegam para as noites descansarem e a vida continua para, como agora, nos apresentar um novo tempo com plenas condições de compreensão, amor, paz e valorização do que é de fato a nossa verdade, com menos preocupação material e mais nobreza de sentimento.
Somos eternidade e aprenderemos que somos também amor.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura: http://contoecronica.wordpress.com/




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segunda-feira, 20 de junho de 2016

As mais lindas canções que ouvi (195)



Nome sagrado

Guilherme de Brito, José Ribeiro de Souza e Nelson Cavaquinho


O nome de mulher é tão sagrado,
Mulher é nome pra ser respeitado.
A cobra não morde uma mulher gestante,
Porque respeita seu estado interessante.

Minha mãe também tem nome de mulher,
Tenho que defender.
Eu choro quando vejo ela sofrer.
Deus, Nosso Senhor, devia castigar
O infeliz que faz uma mulher chorar...

O nome de mulher é tão sagrado,
Mulher é nome pra ser respeitado.
A cobra não morde uma mulher gestante,
Porque respeita seu estado interessante.

Minha mãe também tem nome de mulher,
Tenho que defender.
Eu choro quando vejo ela sofrer.
Deus, Nosso Senhor, devia castigar
O infeliz que faz uma mulher chorar...



Você pode ouvir a canção acima, na voz dos intérpretes abaixo, clicando nos links citados:



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domingo, 19 de junho de 2016

Reflexões à luz do Espiritismo



Recebemos da vida o que nós damos a ela

As pessoas que se encolerizam facilmente não sabem, certamente, o mal que causam ao próximo e a si mesmas. Com efeito, segundo aprendemos no Espiritismo, o indivíduo colérico é, sem nenhuma dúvida, a primeira vítima da cólera que não consegue reprimir, mas não a única, conforme podemos verificar nos textos adiante reproduzidos.
No livro Entre a Terra e o Céu, de André Luiz, a benfeitora espiritual Clara refere-se ao tema, confirmando a impropriedade da cólera:
"Sim, indiscutivelmente, a cólera não aproveita a ninguém, não passa de perigoso curto-circuito de nossas forças mentais, por defeito na instalação de nosso mundo emotivo, arremessando raios destruidores, ao redor de nossos passos... Em tais ocasiões, se não encontramos, junto de nós, alguém com o material isolante da oração ou da paciência, o súbito desequilíbrio de nossas energias estabelece os mais altos prejuízos à nossa vida, porque os pensamentos desvairados, em se interiorizando, provocam a temporária cegueira de nossa mente, arrojando-a em sensações de remoto pretérito, nas quais como que descemos quase sem perceber a infelizes experiências da animalidade inferior."
E Clara aduziu, de forma peremptória:
"A cólera, segundo reconhecemos, não pode e nem deve comparecer em nossas observações, relativas à voz. A criatura enfurecida é um dínamo em descontrole, cujo contacto pode gerar as mais estranhas perturbações." (Entre a Terra e o Céu, de André Luiz, obra psicografada por Chico Xavier; cap. XXII, págs. 137 e 138.)
À época de Allan Kardec um protetor espiritual já se havia referido ao tema, como podemos ver no cap. IX d´O Evangelho segundo o Espiritismo:
"Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar. Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objetos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objeto de piedade. Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, deveria contê-lo: a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar por toda a sua vida! Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se por dominá-la. O espírita, ademais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs." (O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec; capítulo IX, item 9.)
No livro Missionários da Luz, de André Luiz, o benfeitor Alexandre ressalta outros aspectos relativos à cólera:
"Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. Ações produzem efeitos, sentimentos geram criações, pensamentos dão origem a formas e consequências de infinitas expressões. Cada um de nós é responsável pela emissão das forças lançadas em circulação nas correntes da vida. A cólera, a desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. E, qual acontece no terreno das doenças do corpo, o contágio nas enfermidades da alma é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de luta estabeleçam ambiente propício. Os homens, sobretudo os pais terrestres, com raríssimas exceções, são os primeiros a agir em prejuízo da saúde espiritual da coletividade. Entre abusos do sexo e da alimentação, desde os anos mais tenros, nada mais fazíamos que desenvolver as tendências inferiores, cristalizando hábitos malignos. Não é, pois, de admirar tantas moléstias do corpo e degenerescências psíquicas." (Missionários da Luz, de André Luiz, obra psicografada por Chico Xavier; cap. 4, págs. 38 e 39.)
Evidentemente, conforme acabamos de ver, os males que, devido à cólera, acometem outras pessoas enquadram-se no rol dos atos infelizes que deveremos reparar e certamente expiar, em face da lei de causa e efeito que rege os destinos humanos.
Quando isso se dará?
Em alguns casos, pode ocorrer já na presente existência, porque, como ninguém certamente ignora, todos nós recebemos da vida o que damos a ela.


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sábado, 18 de junho de 2016

Destaques da semana da revista “O Consolador”



Já pode ser lida na Web a edição deste domingo (19 de junho de 2016) da revista O Consolador.
A seguir, os destaques da edição, que são postados neste blog sempre aos sábados, exatamente às 17 horas, como fazemos neste instante:

Destaques da edição 470

Já está na Web a edição do dia 19 de junho da revista O CONSOLADOR.

Saiba o que ocorre nesta semana no movimento espírita brasileiro.

Anote e acompanhe os eventos espíritas internacionais desta semana.

De Bruxelas (Bélgica), Daniel Ortiz Martinz é o nosso entrevistado deste domingo.

“Promoção social espírita” é o tema do Especial escrito por  Gebaldo José de Sousa.

Faz neste mês 69 anos o Lar da Criança Legionárias de Ismael, de Barretos (SP).

“Pontos fundamentais no serviço social espírita” é o título do nosso editorial.

Em que consiste o panteísmo?

Os distúrbios depressivos já eram conhecidos na Antiguidade?

Quem deve merecer de nós a compreensão fraternal mais imediata?

Se mudar de sexo ao reencarnar, mantém o Espírito as inclinações de antes?

“Deus é um pai acolhedor.” (Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo)

Emmanuel: “De imediato, ninguém renova pessoa alguma.”

“Religião é religar-se a Deus?” (Arnaldo Ramos de Oliveira)

É verdade que, na vida, tudo progride incessantemente?

Pergunta de um leitor: Quando uma pessoa desencarna, para onde vai esse espírito?

Claudio Viana Silveira: “Espelhos.”

Primeira sessão espírita no lar de Chico Xavier. Veja como foi.

“De mãos dadas com a ressurreição, a verdade bíblica da reencarnação.” (José Reis Chaves)

Que compreende a doutrina deísta?

Irmão X e as bem-aventuranças do sermão do monte numa versão moderna.

José Sola Gomes: “Kardec corrigindo os possíveis erros da codificação?”

Horácio, o sitiante pão-duro: outra linda história contada por Meimei.

“Juntas e misturadas: a justiça humana, a divina, e as psicografias.” (Luiz Carlos Formiga)

Objeto direto e objeto indireto: que diferença há entre eles?

Veja em Esperanta Retradio: a música possui o poder de curar?

Orson Peter Carrara: “A calma que se precisa.”

“Carta de outro mundo” é o título de lindo poema de Belmiro Braga.

“A infantil ilusão da salvação pela graça.” (Pedro F. Azevedo)


*



Contos e crônicas



Profecias de Chico Xavier

JORGE LEITE DE OLIVEIRA
jojorgeleite@gmail.com
De Brasília-DF

Não é novidade para ninguém saber que o mundo sofre de terrível epidemia moral. Ao lado de representantes da fé, como o Papa Francisco, que prega a tolerância religiosa e de ideias entre as sociedades e pessoas, vemos interpretações radicais que nos remetem aos tempos da barbárie na Terra.
Tal é o espanto das pessoas de bem com o estado moral atual que algumas delas chegam a duvidar de ter havido um progresso das civilizações hodiernas nesse sentido. Desse modo, as previsões catastróficas, proféticas, avolumam-se, o que não é difícil para quem acompanha as notícias que espocam em diversas mídias: rádio, TV, internet, jornais, WhatsApp...
As notícias correm tão rápido que, se Moisés, Isaías, Jeremias, Jesus ou Maomé estivessem entre nós, nem mesmo precisariam do intercâmbio divino para prever o futuro. Jesus tornaria, simplesmente, a reiterar suas palavras: “A cada dia basta o seu mal”. Moisés lembraria que a pior escravidão continua sendo a das almas e não a dos corpos, e Maomé diria que o Arcanjo Gabriel estaria arrependido de lhe ter anunciado o Alcorão.
Conta-se, atualmente, salvo outra previsão mais moderna, que a Terra estaria com os seus dias contados. As potências celestes teriam dado até um prazo, a pedido do Cristo, para que o mundo se redimisse e evitasse sua destruição: até 20 de julho de 2019. Caso contrário, a terceira guerra mundial destruiria quase toda a humanidade e todos os avanços científicos seriam reduzidos a nada.
Você duvida, leitor? Assista então à entrevista com o Chico Xavier no Pinga Fogo de 1971, dois anos após o homem ir à Lua. Naturalmente que, para a Espiritualidade Superior, não existe data fixa, mas é indiscutível que, no limite desse tempo (50 anos, a partir de 20 de julho de 1969) é preciso que a Humanidade não só progrida na área científica como em moral. Caso contrário, a possibilidade de autoexterminar-se é patente.
Isso foi dito há quase cinquenta anos, pelo “maior brasileiro de todos os tempos” que não ganhou o Prêmio Nobel da Paz porque é do Brasil, senão, o mundo o estaria reverenciando e respeitando como nunca.
Já naquela época, Chico disse que haverá dia em que a ciência promoverá a cura de todas as doenças, em vista do avanço da genética. E, atualmente, estamos perto de alcançar tal progresso científico. Mais algumas décadas, e chegaremos lá, se sobrevivermos à própria maldade e não provocarmos uma hecatombe bélica que extermine 4/5 da vida na Terra.
Por fim, naquele remoto dia memorável de entrevista a uma rede de TV,  Chico Xavier anunciou que também chegaria o dia em que teríamos acesso total às informações. Também isso é fato nos dias atuais.
Ele também nos falou sobre a existência de água na Lua, o que pareceu afirmação ridícula, já em sua época. Chico disse não somente que existia água, como ela poderia ser utilizada para a criação de “cidades de vidro” ou de “estufa”, de onde o homem estudaria a Via Láctea. Isso há quase cinco décadas. Hoje, sabe-se que existe água em nosso satélite...
Ah, você ainda não acredita, amável leitora?! Clique no vídeo postado por Joteli no facebook do dia 15 de junho de 2016. Está tudo ali, nas palavras daquele que foi um dos maiores médiuns mundiais de todos os tempos, com a psicografia de 412 livros, até o dia em que se despediu desta vida: o humílimo Chico Xavier.
“Veja quem tem olhos de ver e ouça quem tem ouvidos de ouvir”, repetiria Jesus ainda agora.
Alea jacta est!





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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Correio mediúnico



Diante de tudo

Bezerra de Menezes


Diante de tudo, estabelece Jesus para nós todos uma conduta básica, de que todas as providências exatas se derivam para a solução dos problemas no caminho da vida.
Sombra - Caridade da luz.
Ignorância - Caridade do ensino.
Penúria - Caridade do socorro.
Doença - Caridade do remédio.
Injúria - Caridade do silêncio.
Tristeza - Caridade do consolo.
Azedume - Caridade do sorriso.
Cólera - Caridade da brandura.
Ofensa - Caridade da tolerância.
Insulto - Caridade da prece.
Desequilíbrio - Caridade do reajuste.
Ingratidão - Caridade do esquecimento.
Diante de cada criatura, exerçamos a caridade do serviço e da bênção.
Todos somos viajores na direção da Vida Maior.
Doemos amor a Deus, na pessoa do próximo, e Deus, através do próximo, dar-nos-á mais amor.

Do livro Caminho Espírita, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pérolas literárias (155)



Equações

Casimiro Cunha

Quem presta só para si,
Preso ao que mais lhe convém,
Nunca tem utilidade,
Nem serve para ninguém.

Sê sincero sem rudeza,
Calmo, simples, ponderado.
Quem vive enganando os outros,
Caminha sempre enganado.

Colabora sem perguntas,
Com carinho diligente.
Auxilia duas vezes
Quem ajuda prontamente.

Conserva em qualquer desastre
A força de tua fé.
As folhas morrem ao vento,
Os troncos morrem de pé.

No dom de fazer o bem,
Que a presteza te resguarde.
A boa intenção que dorme
Sempre acorda muito tarde.

Contempla os milhões de sóis
Da Grandeza Universal,
Mas não te esqueças no mundo
Da terra de teu quintal.

Serás feliz se a bondade
A tua vida coroa.
Quem mais ajuda, mais sabe,
Quem mais sabe, mais perdoa.

Se cultivas por princípio
Caridade e retidão,
És devoto afortunado
Na igreja da salvação.

Nas lides religiosas,
Ao sol da fé que te abrasa,
Não olvides que a lição
Começa de tua casa.

Faze o bem aqui e agora...
Socorre a dor que vem perto.
Amanhã, tudo é possível,
Mas hoje tudo é mais certo.


Do livro Gotas de Luz, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.




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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Pílulas gramaticais (209)



Um amigo perguntou-nos quais são, no uso do idioma português, os vícios de linguagem mais comuns.
É difícil responder a essa pergunta porque tal fato depende do nível de escolaridade da pessoa que fala ou escreve.
De um modo geral, porém, parece-nos que os casos de barbarismo e de solecismo são, no dia a dia, os mais frequentes.
Antes que alguém pergunte, expliquemos que se considera barbarismo o desvio da norma culta, seja na grafia, seja na pronúncia, seja na morfologia e até mesmo na semântica. Há gramáticos que classificam também como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, o uso de expressões ou palavras de outros idiomas.
Solecismo é o nome dado aos erros de sintaxe, pertinentes à concordância, à regência e à colocação dos termos de uma oração.
Eis alguns exemplos desses vícios de linguagem:
Barbarismo:
•   rúbrica (em vez de rubrica)
•   interviu (em vez de interveio)
•   week-end (em vez de fim de semana)
•   diverjência (em vez de divergência)
•   sastifeito (em vez de satisfeito)
•   adevogado (em vez de advogado).
Solecismo:
•   sobrou muitos lugares (em vez de sobraram...)
•   o comerciante somente visa o lucro (em vez de visa ao lucro)
•   calculam-se que muitos foram os mortos (em vez de calcula-se que...)
•   ninguém pode mais ver ela (em vez de vê-la)
•   vim aqui com intenção de lhe matar (em vez de o matar). 
Seguem sete frases para que o leitor indique os vícios de linguagem que elas contêm:
1. Se meu vizinho vier com alguma história, eu boto ele na cadeia.
2. João Sarmento foi ao casamento sem o meu consentimento
3. O carnet já estava quitado
4. Todos cantaram nosso hino
5. Há cinquenta anos atrás já havia televisão
6. O rapaz prendeu o ladrão em sua casa
7. Eu vi ele não faz muito tempo.
Eis as respostas:
1. Solecismo
2. Eco
3. Barbarismo (galicismo)
4. Cacofonia
5. Pleonasmo
6. Anfibologia
7. Solecismo.



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