Encerrando a
recapitulação das regras aplicáveis ao hífen, eis mais seis casos em que
sua utilização continua em pleno vigor, de acordo com as regras gramaticais
vigentes no País:
1) Translineação – Se a partição de palavras no
final da linha coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
erva-
-doce.
luso-
-brasileiro.
2) Unidade
sintagmática e semântica – Nas palavras compostas por justaposição cujos
elementos constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio,
podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido, o hífen será
usado. O conceito de unidade sintagmática refere-se a um conjunto de palavras
que se organizam em sequência e funcionam como uma unidade de sentido dentro da
frase. Exemplos: ano-luz, arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, tio-avô,
tenente-coronel, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense,
norte-americano, porto-alegrense, sul-africano; afro-asiático, azul-escuro,
luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, segunda-feira;
conta-gotas, guarda-chuva.
Excetuam-se os compostos em relação aos quais
se perdeu a noção de composição: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé,
audiovisual, paraquedas, paraquedista, paraquedismo.
3) Nomes
próprios de lugares – Quando iniciados por grão, grã ou por forma verbal ou
ainda se houver artigo entre os seus elementos, o hífen será necessário.
Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará; Passa-Quatro; Quebra-Costas, Quebra-Dentes,
Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Trás-os-Montes.
4) Encadeamento vocabular – Usa-se o
hífen para ligar duas ou mais palavras que formem encadeamento vocabular e nas
combinações históricas. Exemplos: ponte Rio-Niterói, estrada Rio-Santos, a
divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, o trajeto Miami-São Francisco.
5) Sufixos açu,
guaçu, mirim – Com os sufixos açu, guaçu e mirim usa-se o hífen se a última
sílaba do elemento anterior for acentuada ou se a pronúncia o exigir. Exemplos:
abaré-guaçu, andá-açu, ingá-mirim.
6) Espécies
botânicas e zoológicas – Nas palavras compostas que designam espécies
botânicas ou zoológicas usa-se o hífen. Exemplos: abóbora-menina, couve-flor,
erva-doce, feijão-verde, ervilha-de-cheiro, bem-me-quer, andorinha-grande,
cobra-capelo, formiga-branca, andorinha-do-mar, cobra-d'água,
lesma-de-conchinha; bem-te-vi.
Observação:
Para acessar o estudo publicado na
sexta-feira anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/hoje-vamos-recordar-o-que-as-novas.html
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