domingo, 15 de março de 2026

 



O hino que Scheilla nos ofertou por meio da escrita direta

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

 

Anos atrás publicamos no Facebook uma nota a respeito de um hino composto pelo Espírito de Scheilla, valendo-se da faculdade mediúnica da pneumatografia, também conhecida como escrita direta.

A sessão realizou-se em Astolfo Dutra-MG, com a participação dos médiuns Francisco Peixoto Lins e Anita Borela de Oliveira. A letra do hino foi grafada em alto-relevo e a melodia, algum tempo depois, foi composta pelo maestro e compositor Francisco Guércio, então residente naquela cidade.

Para acessar a letra e o áudio do hino, basta clicar no link:
http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/2016/09/as-mais-lindas-cancoes-que-ouvi-206.html

O fenômeno da pneumatografia — ou escrita direta — é examinado por Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.

Entende-se por escrita direta aquela que se produz espontaneamente, sem o concurso da mão do médium nem do lápis. Basta tomar uma folha de papel em branco, dobrá-la e colocá-la em determinado local — numa gaveta ou simplesmente sobre um móvel — e, se as condições forem favoráveis, ao fim de um tempo mais ou menos longo poderão aparecer no papel caracteres traçados, sinais diversos, palavras, frases e até discursos, frequentemente formados por uma substância cinzenta semelhante ao chumbo; outras vezes, com tinta comum ou mesmo tinta de impressão.

Nesse tipo de fenômeno, o Espírito não se serve de nossas substâncias nem de nossos instrumentos. Ele próprio providencia a matéria e os meios de que necessita, extraindo seus elementos do chamado fluido universal primitivo, ao qual imprime, pela vontade, as modificações necessárias para produzir o efeito desejado. Assim, pode fabricar a tinta que pretende utilizar e até caracteres tipográficos suficientemente resistentes para produzir relevo na impressão — fenômeno do qual Kardec afirma ter observado diversos exemplos. É dessa forma que se pode explicar a aparição das três palavras na sala do festim de Baltazar, mencionada na Bíblia.

Em seu livro Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas (cap. IV), Kardec relata que, no início dessas experiências, colocavam-se uma folha de papel e um lápis sobre um túmulo, junto à estátua ou ao retrato de determinado personagem; no dia seguinte, encontrava-se no papel um nome, uma sentença e, por vezes, sinais ininteligíveis. Evidentemente, nem o túmulo, nem a estátua, nem o retrato exerciam influência própria; serviam apenas como meio de evocação pelo pensamento.

Segundo Kardec, foi Ludwig von Guldenstubbé, autor da obra La réalité des Esprits et le Phénomène merveilleux de leur écriture directe, quem colocou em evidência esse tipo de fenômeno.

Gabriel Delanne relata, em O Fenômeno Espírita, que em 13 de agosto de 1856, na França, o Barão de Guldenstubbé obteve o primeiro êxito nessa modalidade de comunicação espírita. Pouco depois, repetindo a experiência na presença do Conde d’Ourches, o Barão recebeu uma mensagem atribuída à mãe do referido conde, cuja assinatura e caligrafia foram reconhecidas como autênticas.

Na mesma obra, Delanne informa ainda que, na Inglaterra, Alfred Russel Wallace constatou a escrita direta na casa da médium Sra. Marshall. O autor descreve essa experiência e menciona também relatos semelhantes obtidos por William Stainton Moses, Johann Karl Friedrich Zöllner e Paul Gibier. Nessas experiências, o médium foi Henry Slade.

Sobre o tema, convidamos os interessados a ler, se possível, o texto que publicamos na edição 237 da revista O Consolador. Para acessá-lo, basta clicar em http://www.oconsolador.com.br/ano5/237/oespiritismoresponde.html

 

 

Nota do Autor:

Para ler nossa última publicação, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/ha-alguma-explicacao-para-tanta.html

 

 

 

 

 

To read in English, click here:  ENGLISH
Para leer en Español,  clic aquí:  ESPAÑOL
Pour lire en Français, cliquez ici:  FRANÇAIS
Saiba como o Blog funciona clicando em COMO CONSULTAR O BLOG

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário