O hino que Scheilla nos ofertou por
meio da escrita direta
ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@gmail.com
Anos atrás publicamos no Facebook uma nota a respeito de
um hino composto pelo Espírito de Scheilla,
valendo-se da faculdade mediúnica da pneumatografia, também conhecida como
escrita direta.
A sessão realizou-se em Astolfo
Dutra-MG, com a participação dos médiuns Francisco
Peixoto Lins e Anita Borela de Oliveira.
A letra do hino foi grafada em alto-relevo e a melodia, algum tempo depois, foi
composta pelo maestro e compositor Francisco
Guércio, então residente naquela cidade.
Para acessar a
letra e o áudio do hino, basta clicar no link:
http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/2016/09/as-mais-lindas-cancoes-que-ouvi-206.html
O fenômeno da
pneumatografia — ou escrita direta — é examinado por Allan Kardec em O
Livro dos Médiuns.
Entende-se por
escrita direta aquela que se produz espontaneamente, sem o concurso da mão do
médium nem do lápis. Basta tomar uma folha de papel em branco, dobrá-la e
colocá-la em determinado local — numa gaveta ou simplesmente sobre um móvel —
e, se as condições forem favoráveis, ao fim de um tempo mais ou menos longo
poderão aparecer no papel caracteres traçados, sinais diversos, palavras,
frases e até discursos, frequentemente formados por uma substância cinzenta
semelhante ao chumbo; outras vezes, com tinta comum ou mesmo tinta de
impressão.
Nesse tipo de
fenômeno, o Espírito não se serve de nossas substâncias nem de nossos
instrumentos. Ele próprio providencia a matéria e os meios de que necessita,
extraindo seus elementos do chamado fluido universal primitivo, ao qual
imprime, pela vontade, as modificações necessárias para produzir o efeito
desejado. Assim, pode fabricar a tinta que pretende utilizar e até caracteres
tipográficos suficientemente resistentes para produzir relevo na impressão —
fenômeno do qual Kardec afirma ter observado diversos exemplos. É dessa forma
que se pode explicar a aparição das três palavras na sala do festim de
Baltazar, mencionada na Bíblia.
Em seu livro Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas
(cap. IV), Kardec relata que, no início dessas experiências, colocavam-se uma
folha de papel e um lápis sobre um túmulo, junto à estátua ou ao retrato de
determinado personagem; no dia seguinte, encontrava-se no papel um nome, uma
sentença e, por vezes, sinais ininteligíveis. Evidentemente, nem o túmulo, nem
a estátua, nem o retrato exerciam influência própria; serviam apenas como meio
de evocação pelo pensamento.
Segundo Kardec,
foi Ludwig von Guldenstubbé, autor da obra
La réalité des Esprits et le Phénomène
merveilleux de leur écriture directe, quem colocou em evidência esse
tipo de fenômeno.
Gabriel Delanne relata, em O Fenômeno
Espírita, que em 13 de agosto de 1856, na França, o Barão de
Guldenstubbé obteve o primeiro êxito nessa modalidade de comunicação espírita.
Pouco depois, repetindo a experiência na presença do Conde d’Ourches, o Barão
recebeu uma mensagem atribuída à mãe do referido conde, cuja assinatura e
caligrafia foram reconhecidas como autênticas.
Na mesma obra,
Delanne informa ainda que, na Inglaterra, Alfred
Russel Wallace constatou a escrita direta na casa da médium Sra.
Marshall. O autor descreve essa experiência e menciona também relatos
semelhantes obtidos por William Stainton Moses,
Johann Karl Friedrich Zöllner e Paul Gibier. Nessas experiências, o médium foi Henry Slade.
Sobre o tema,
convidamos os interessados a ler, se possível, o texto que publicamos na edição
237 da revista O Consolador. Para
acessá-lo, basta clicar em http://www.oconsolador.com.br/ano5/237/oespiritismoresponde.html
Nota do Autor:
Para ler nossa
última publicação, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/03/ha-alguma-explicacao-para-tanta.html
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