Maior observação
da grandeza da vida
CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
A vida é mais
amorosa do que se pode imaginar.
E nossas lamentações insistem num volume mais elevado do
que tudo de abençoado ao nosso redor, mas a vida é insondavelmente superior e
não brada tentando nos intimidar, apenas está presente por todos os lados; e o
que é verdadeiro e bom não necessita atemorizar nenhuma criatura para definir o
seu valor.
Novamente é o
nosso interior que deve se aperfeiçoar e, principalmente, diluir o pensamento
preconceituoso, irredutível, limitado, egoísta e irresponsável que persiste em
permanecer, ou seja, que continuamos a alimentá-lo. É tão surpreendente que o
nosso estado interno é que determinará o gênero de relacionamento e como
passaremos o nosso dia. Se nos encontramos mais amorosos e pacientes, mesmo que
algo surja contrário a isso, tudo fluirá com mais amor e paciência; caso nos
encontramos mais impacientes e amargurados, também tudo fluirá com mais
amargura e impaciência. Não existe mistério, pois se o Planeta é energético,
então atrairemos toda energia singular que pensamos, sentimos e agimos.
Simples!
Ouvimos muitas
lamentações, mas a mesma criatura dificilmente reconhece que ela própria é quem
atrai para si conforme a sua energia. O nosso condicionamento limitado nos impede
de querer ver o horizonte promissor e possível, e continuamos olhando apenas
para o chão. Talvez o comodismo também colabore com a demora de nosso
progresso. E enquanto não observamos e mudamos o nosso comportamento, os
acontecimentos desfavoráveis continuarão a surgir até que aprendemos
determinada lição. Apenas uma lembrança: ninguém é vítima, ou melhor, por
alguma razão passamos por algo até aprendermos. E pensar que a beleza da vida é
imensurável.
Muito comum haver
reclamação de algum incômodo no corpo e nos esquecermos de todo o maravilhoso
corpo funcionando tão perfeitamente, e não lhe agradecemos, somente mantemos a
queixa de único inconveniente. Normalmente fazemos, no mínimo, uma refeição
saborosa e saudável por dia, porém uma vez em que a comida não resultou num
sabor de costume, a reclamação é imediata. E, assim, de acordo com o que está
em nosso coração, perceberemos a vida.
Nada externo deve ser o responsável pelo que sentimos, entretanto o nosso interior é que deve conduzir o nosso caminho. Esperar que algo mude para nos sentirmos felizes ou que algo nos agrade para alguma realização é, de fato, uma utopia que nos fará perder tempo e cada vez mais o encanto pela vida. É somente nós que perderemos de todas as formas. Quanto mais nos comportamos como espíritos pueris, mais receberemos o idêntico tratamento.
A vida é grandiosa
demais para ser delimitada por nossa ignorância.
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