sábado, 22 de fevereiro de 2025

 



Como devemos grafar: “Dê lembranças à Márcia” ou “Dê lembranças a Márcia”?

Existe uma regra aplicável a este caso?

Sim. Na correspondência dirigida ao sexo feminino, a indicação do sinal de crase é facultativa. A crase significa, em tais casos, uma maior intimidade com a pessoa citada. A ausência de crase é sinal de respeito e de um certo distanciamento entre nós e o outro.

Igual tratamento ocorre no caso de correspondência dirigida ao sexo masculino.

“Refiro-me ao Gorbachev” ou “Refiro-me a Gorbachev”?

No segundo caso usa-se apenas a preposição, sem o artigo, para marcar o distanciamento ou o respeito entre nós e a pessoa citada, algo que, no meio espírita, fica bem nítido quando nos referimos aos escritores e autores de um modo geral:

- Gosto muito dos livros de Herculano Pires. (E não: “... dos livros do Herculano Pires”.)

- É de Emmanuel esta frase.

- Gostaria de enviar um pensamento elevado a Bezerra.

- Li isto em Kardec.

Concluindo, vê-se que é o artigo definido (“o” ou “a”) que indica a proximidade ou intimidade entre nós e a pessoa a que nos referimos.

 

*

 

Como dizer: “O personagem da novela das 9 é o máximo” ou “A personagem da novela 9 é o máximo”?

Seja ele homem ou mulher, podemos dizer indiferentemente “o personagem” ou “a personagem”, visto que esse vocábulo é comum aos dois gêneros, como registram o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), o Aurélio e o Houaiss.

 

Observação:

Para acessar o estudo publicado no sábado anterior, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2025/02/qual-e-o-correto-quando-vi-ja-passava.html

 

 

 

 

 

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