(Especialmente nos tempos atuais)
CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
É chegado o tempo em que somente o bem nos dará proteção
e amparo, e sendo tudo energia (pensamento, palavra, atitude e sentimento), não
há como querer ludibriar a vida, muito menos com dinheiro, hierarquia ou
artimanhas. Os valores reais não mudaram, mas a tolerância, sim,
pois o Planeta, em seu curso natural de desenvolvimento, abrigará apenas os
seres semelhantes à sua vibração. O Universo possui a sua sábia Lei e nada pode
modificar as Leis de nosso Criador.
Os exemplos de bondade e amor vivenciados por Jesus e
também por infinitos espíritos generosos ‒ tanto do dia a dia quanto históricos ‒ são de quantidade imensurável e de variedade incontável,
e por isso não caberá alegar a falta de exemplos a seguir. Quando compreendemos
que o bem não se realiza em apenas uma grande ação, mas em todas as nossas
ações diárias, principalmente nas pequeninas e naquelas que ninguém está
presente, então, iniciamos a nossa lição no bem.
O tratamento cortês, leal e respeitoso é um dos mais
comuns e que pode ser feito a qualquer hora e lugar. Um bom-dia gentil pode
salvar uma vida, importar-se com alguém pode ser a primeira vez que esse
coração foi percebido; falar educadamente deve ser comportamento habitual, e
não raridade; servir alguém necessitado no momento deve ser prática diária e
natural. Quando compreendemos que a mais notável certeza de se viver de maneira
abençoada e verdadeira é praticar o bem, então, começamos a vislumbrar a
grandeza da vida e a honrar a bondade divina.
Talvez o nosso ego seja tão predominante ainda que
observamos a bondade como algo limitante e frágil, sendo que a força e a
nobreza se encontram num coração generoso, e nunca num coração árido e frio.
Precisamos nos distanciar mais dos pensamentos dominantes humanos e nos
aproximar bem mais dos sentimentos verdadeiros divinos.
Um comportamento bondoso cura, fortalece, alivia tanto o
coração que sente como o coração tocado, e luzes se acendem a cada ação do bem.
Quiçá nunca estivemos num momento tão definitivo para o comportamento benfazejo
como estamos agora. Não há mais o que esperar para seguir o caminho que, há
mais de dois mil anos, Jesus nos ensina com exemplos acessíveis e práticos ‒ e que ainda assim ignoramos. É chegado o tempo em que a
nossa auto-observação deve ser minuciosa, pois já temos, ao menos, certo
discernimento do que é bom e do que não é; do que fere e do que cura, do que
abençoa e do que infelicita. Afinal, todos temos a centelha de Deus.
E seremos nós mesmos os primeiros beneficiados com a
nossa atitude no amor e no bem. Porque, quando se doa uma flor, é em nossas
mãos que a maior parte do perfume ainda fica; quando oramos pela paz, a maior
parte dessa bênção é que permanece em nosso ser. Assim também acontece com a
prática contrária ao bem.
Ser bom é uma das virtudes mais sinceras em retribuição à
bondade e à grandeza de Deus. Somos a criação divina, e como não reconhecer tão
incomparável dádiva? Decerto, não há maior ingratidão do que continuarmos numa
conduta estéril de amor e bondade.
E o novo amanhecer sempre surge para nos despertar para a
vida de luz: a verdadeira vida divina, e não a ilusória vida humana.
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