terça-feira, 3 de novembro de 2026

 



O bem sempre salvará

(Especialmente nos tempos atuais)

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

É chegado o tempo em que somente o bem nos dará proteção e amparo, e sendo tudo energia (pensamento, palavra, atitude e sentimento), não há como querer ludibriar a vida, muito menos com dinheiro, hierarquia ou artimanhas. Os valores reais não mudaram, mas a tolerância, sim, pois o Planeta, em seu curso natural de desenvolvimento, abrigará apenas os seres semelhantes à sua vibração. O Universo possui a sua sábia Lei e nada pode modificar as Leis de nosso Criador.  

Os exemplos de bondade e amor vivenciados por Jesus e também por infinitos espíritos generosos ‒ tanto do dia a dia quanto históricos ‒ são de quantidade imensurável e de variedade incontável, e por isso não caberá alegar a falta de exemplos a seguir. Quando compreendemos que o bem não se realiza em apenas uma grande ação, mas em todas as nossas ações diárias, principalmente nas pequeninas e naquelas que ninguém está presente, então, iniciamos a nossa lição no bem.

O tratamento cortês, leal e respeitoso é um dos mais comuns e que pode ser feito a qualquer hora e lugar. Um bom-dia gentil pode salvar uma vida, importar-se com alguém pode ser a primeira vez que esse coração foi percebido; falar educadamente deve ser comportamento habitual, e não raridade; servir alguém necessitado no momento deve ser prática diária e natural. Quando compreendemos que a mais notável certeza de se viver de maneira abençoada e verdadeira é praticar o bem, então, começamos a vislumbrar a grandeza da vida e a honrar a bondade divina.

Talvez o nosso ego seja tão predominante ainda que observamos a bondade como algo limitante e frágil, sendo que a força e a nobreza se encontram num coração generoso, e nunca num coração árido e frio. Precisamos nos distanciar mais dos pensamentos dominantes humanos e nos aproximar bem mais dos sentimentos verdadeiros divinos.

Um comportamento bondoso cura, fortalece, alivia tanto o coração que sente como o coração tocado, e luzes se acendem a cada ação do bem. Quiçá nunca estivemos num momento tão definitivo para o comportamento benfazejo como estamos agora. Não há mais o que esperar para seguir o caminho que, há mais de dois mil anos, Jesus nos ensina com exemplos acessíveis e práticos ‒ e que ainda assim ignoramos. É chegado o tempo em que a nossa auto-observação deve ser minuciosa, pois já temos, ao menos, certo discernimento do que é bom e do que não é; do que fere e do que cura, do que abençoa e do que infelicita. Afinal, todos temos a centelha de Deus.

E seremos nós mesmos os primeiros beneficiados com a nossa atitude no amor e no bem. Porque, quando se doa uma flor, é em nossas mãos que a maior parte do perfume ainda fica; quando oramos pela paz, a maior parte dessa bênção é que permanece em nosso ser. Assim também acontece com a prática contrária ao bem.

Ser bom é uma das virtudes mais sinceras em retribuição à bondade e à grandeza de Deus. Somos a criação divina, e como não reconhecer tão incomparável dádiva? Decerto, não há maior ingratidão do que continuarmos numa conduta estéril de amor e bondade.

E o novo amanhecer sempre surge para nos despertar para a vida de luz: a verdadeira vida divina, e não a ilusória vida humana.

 

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