terça-feira, 19 de dezembro de 2023

 



Fazer o que realmente importa ao próprio coração

 

(Não há que fazer o que os outros fazem)

 

CÍNTHIA CORTEGOSO

cinthiacortegoso@gmail.com

 

Se cada pessoa é única, incomparável, com sua história, não há necessidade nem motivo de fazer o que as outras pessoas estão fazendo. Deve-se fazer o que, de fato, importa ao coração e possui sentido a ele. A palavra pertencimento deve ser empregada, principalmente, em relação às características referentes ao espírito, à sua felicidade e emancipação. Há de lembrar que no Planeta, na materialidade, o espírito angaria experiência e desenvolvimento, mas não é o seu local nem estado verdadeiro.

Pois bem, não há de querer ser mais um a copiar outro ser, ou seja, possuir um comportamento inverídico para agradar ou pertencer a um grupo. O que sempre se deveria fazer é agradar às Leis Divinas que são imutáveis, igualitárias, abençoadas, justas e que preenchem verdadeiramente o coração, a doce representação do espírito.

Importar-se menos com o que os outros possam pensar e valorizar o bem-estar interno é o início do despertamento, da compreensão de que cada ser é um universo pertencente ao Universo transcendente. Tanto mais coerente a relevância do próprio crescimento porque se sabe que quando o interior está em paz é que realmente tudo está se desenvolvendo bem. Ao passo que se ainda no exterior houver mais desarmonia, e no interior a luz do amor brilhar, sem dúvida, o coração estará alegre e com condições de amparar.

Se o olhar estiver sereno e feliz, simplesmente estará refletindo os atos e sentimentos favoráveis de acordo com o ensinamento maior e isso inclui a não reprodução idêntica de comportamentos alheios, mas a autenticidade do próprio coração.

Não se deve preocupar com o pensamento de outrem, entretanto, continuamente, com as verdades incontestáveis ‒ as verdades universais ‒, pois essas sempre nos guiarão no caminho legítimo e bom. E à medida que valorizamos essa escolha, neste plano, até podemos ser incompreendidos, criticados por não agirmos como seres isentos de própria personalidade, mas nada disso nos impressionará. E a luz se mostrará cada vez mais aconchegante, definitiva e boa.

Há a consciência em cada indivíduo e depende de cada um fazer como todos estão fazendo para o efêmero pertencimento terreno ou fazer como o bom senso universal constantemente orienta. Entre o primeiro e o segundo, este traz paz, segurança e a certeza da compreensão das lições da vida enquanto o primeiro ‒ apegado ao plano limitado terreno ‒ até pode passar uma ligeira ideia de importância, mas somente aqui, e o que vale essa limitação se é a eternidade abençoada a realidade para o espírito?

Se houver alguma dúvida em querer pertencer a este plano ou ao verdadeiro, basta uma pergunta em segredo ao coração, e ele, sinceramente, responderá “pela luz”, ou melhor, pela verdade que o faz pulsar.

O coração é sempre mais feliz quando faz o que realmente importa para ele e não o que a multidão faz.

 

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