domingo, 11 de abril de 2021

 



A importância do lar quando o assunto são as drogas

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

De Londrina-PR

 

É conhecida do leitor a conclusão de uma pesquisa realizada anos atrás pela Universidade do Texas (Estados Unidos), segundo a qual a prática de uma religião tende a afastar o jovem das drogas e das atividades que põem sua saúde em risco, uma vez que a fé religiosa aumenta a autoestima e ajuda a prevenir doenças de fundo emocional.

Abonados por três centros de pesquisa – a Universidade do País Basco (Espanha), a Universidade de Los Andes (Colômbia) e a Fundação Oswaldo Cruz (Brasil) –, estudos posteriores à referida pesquisa vieram mostrar que o dependente químico não se forma na rua e que a tendência para o uso da droga começa a desenvolver-se em casa, mas – em compensação – uma boa educação pode preveni-la.

A inovação desses estudos foi não ter examinado a questão das drogas somente pelo ângulo do jovem que se torna dependente. Buscou-se também saber o que pensam os jovens que não consomem entorpecentes e o que faz com que eles, apesar de tantos apelos, não se sintam atraídos pelas drogas.

A resposta encontrada, tanto no Brasil, como na Colômbia ou na Espanha, foi uma só: nos lares onde existem diálogo, afeto e aconchego os filhos não sentem necessidade de buscar refúgio nas drogas.

Estimular os princípios espirituais, em contraposição aos valores materiais, é um dos recursos propostos pelos especialistas para a prevenção desse mal. A pessoa que tenha da vida uma noção mais clara não terá – salvo numa situação de extremo desequilíbrio – motivo para afogar nas drogas as suas dificuldades, uma vez que saberá que as vicissitudes existem para serem vencidas e não para abater-nos.

Diálogo aberto com os filhos, afeto, carinho, presença constante, ambiente familiar atraente e aconchegante e bons exemplos – eis o que os estudos recomendam.

Com respeito ao álcool e ao cigarro, embora se trate de drogas lícitas e de uso geral, é bom que os pais evitem consumi-las, se não quiserem que os filhos façam o mesmo. Além disso, as regras da convivência familiar devem ser claras, de tal modo que, quando os pais estabelecerem alguma proibição, ninguém alimente dúvidas sobre suas razões.

A importância de observações como estas é muito grande, sobretudo porque, provenientes de centros de estudos desvinculados de qualquer religião, confirmam os que as religiões cristãs têm buscado ensinar e muitas vezes não conseguem.

A existência terrena é um estágio evolutivo, ensina o Espiritismo. Esse estágio é recheado de provas, vicissitudes e desafios. Mas até as crianças sabem que não se vencem as dificuldades fugindo delas e que, em face disso, não existe alternativa: é preciso enfrentá-las e vencê-las.

 

 

 

 

 

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