segunda-feira, 30 de maio de 2022

 



Trilhas da Libertação

 

Manoel Philomeno de Miranda

 

Parte 14

 

Prosseguimos neste espaço o estudo metódico e sequencial do livro Trilhas da Libertação, obra de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada em 1995. Este estudo será publicado neste blog sempre às segundas-feiras.

Eis as questões de hoje:

 

105. Os sequazes do Soberano das Trevas romperam as defesas da Casa Espírita, ou elas lhes foram franqueadas de propósito pelos Benfeitores espirituais?

Elas lhes foram franqueadas de propósito, embora os adversários do Bem pensassem o contrário. O primeiro Espírito a comunicar-se foi o perturbador que estimulara d. Augusta à cena constrangedora contra o médium Francisco. O diálogo com o doutrinador foi inicialmente muito difícil, mas no final, graças às palavras do Sr. Almiro e à intervenção dos Amigos Espirituais, que envolveram o Espírito em diáfana claridade que o reconfortou, asserenando-o como se fora um bálsamo etéreo, ele baqueou, exclamando: “Rendo-me! Não aguento mais este cativeiro. Tenho ânsia de liberdade. Ajude-me, Deus!” Enquanto o Sr. Almiro lhe dirigiu palavras de incentivo, dr. Carneiro envolveu o comunicante em fluidos anestesiantes e ele foi retirado entorpecido, em quase sono, a fim de ser transferido depois para a Colônia a que se vinculava o médico, para tratamento e renovação. (Trilhas da Libertação. O Enfrentamento, pp. 284 a 289.)

106. Quando o Espírito comunicante – o antigo Khan –, tomado de estupor, estava a ponto de quase levar a médium a um ataque de apoplexia, que providência foi tomada pelos benfeitores espirituais?

Nesse momento, o benfeitor Fernando aproximou um aparelho vibrador, que foi acoplado à cabeça da médium, e descargas azuladas envolveram o agressor. Lentamente ele cedeu e derreou, sendo posto, após deslindado da médium, sobre uma mesa ao lado. Ato contínuo, os cooperadores do irmão Vicente atiraram uma rede magnética com malhas luminosas sobre os apaniguados do visitante, impedindo-os de escapar. A médium voltou à lucidez e o clima de harmonia da reunião foi refeito. (Obra citada. O Enfrentamento, pp. 289 e 290.)

107. É verdade que o perispírito ou psicossoma é fixado ao corpo físico por meio dos chakras?

Sim. Pelo menos essa é a informação que Manoel P. de Miranda nos transmite na presente obra. (Obra citada. A Luta Prossegue, pp. 293 a 295.)

108. Por que a incorporação mediúnica é benéfica ao Espírito comunicante?

Segundo o dr. Carneiro, durante a comunicação o perispírito do médium absorve parte da energia cristalizada no Espírito, diminuindo-a neste. O comunicante, por sua vez, recebe o que chamamos choque do fluido animal do médium, cuja finalidade é abalar as camadas sucessivas das ideias absorvidas e condensadas no Espírito. Desse modo, quando um Espírito de baixo teor mental se comunica, mesmo que não seja convenientemente atendido, o referido choque do fluido animal produz-lhe alteração vibratória, melhorando-lhe a condição psíquica e predispondo-o a próximo despertamento. (Obra citada. A Luta Prossegue, pp. 295 e 296.)

109. A sombra nada pode fazer contra a luz. Por que esse fato igualmente se verifica nas questões de ordem espiritual e moral?

A explicação desse fato, que é bem conhecido, foi dada ao ex-siberiano pelo Dr. Carneiro. “Não há como negar a superioridade do Bem”, argumentou o médico baiano. “A Força Positiva é a geradora da vida e das suas manifestações; a negativa expressa o uso incorreto dos valores da energia, sendo, portanto, impotente, ante a expressão maior.” Dito isso, o médico acrescentou: “Eis o que desejamos do amigo: a sua mudança de comportamento, o seu despertar para a realidade que se nega. Até quando, perguntamos-lhe, permanecerá na obstinação do mal? Será crível que a sombra anule a luz? Por mais se sofisme, uma chispa na treva comprova a legitimidade da sua potência.” (Obra citada. A Luta Prossegue, pp. 297 e 298.)

110. Havendo o ex-siberiano assumido uma forma satânica, com todos os ingredientes que a imaginação humana conferiu à figura do diabo, como foi que Dr. Carneiro conseguiu que ele reassumisse a sua condição humana?

Depois de afirmar que o diabo é uma figuração concebida pelas mentes passadas, ignorantes e temerárias, hoje totalmente ultrapassada, permanecendo somente na imaginação que a agasalha e a incorpora, Dr. Carneiro aproximou-se da médium e começou a aplicar passes longitudinais, depois circulares, no sentido oposto ao movimento dos ponteiros do relógio, alcançando o chakra cerebral da Entidade comunicante, que teimava na fixação. Sem pressa e ritmadamente, o Benfeitor prosseguiu com os movimentos corretos, enquanto dizia: “Tuqtamich, você é gente... Tuqtamich, você é gente...” A voz tornou-se monocórdia, contínua, enquanto os movimentos prosseguiam. Suas mãos despediam anéis luminosos que passaram a envolver o Espírito e, a pouco e pouco, romperam-se as construções que o ocultavam, caindo como destroços que se houvessem arrebentado de dentro para fora. O manto rubro pareceu, então, incendiar-se e a cauda tombou inerme. Os demais adereços da composição, igualmente, despedaçaram-se e caíram no chão. Para surpresa de todos, a forma e as condições assumidas pelo Espírito eram constrangedoras. Coberto de feridas purulentas, nauseantes, alquebrado, seminu, trôpego, o rosto deformado como se houvesse sido carcomido pela hanseníase, o siberiano inspirava compaixão, embora seu aspecto repelente. (Obra citada. A Luta Prossegue, pp. 299 e 300.)

111. Diante dos fatos que todos eles puderam presenciar, que atitude foi tomada pelos companheiros do ex-siberiano?

O grupo espiritual, que acabara de participar da psicoterapia iluminativa, apresentou diferentes quadros de reação. Os participantes que não eram caracterizados pela perversidade e crueza, mas sim ociosos e erráticos, despertaram, envergonhados, receptivos às novas diretrizes que lhes eram acenadas. Outros, mais afeitos à maldade e assinalados por ações nefastas, arrependendo-se por medo ou por discernimento, começaram a experimentar metamorfose na aparência, qual ocorrera com o ex-siberiano, e, desnudando-se perispiritualmente, apresentavam-se ulcerados, com deformações constrangedoras, punitivas. Diversos assumiam fácies lupina, aspectos horrendos, diferenciados. Aqueles que permaneciam impenetráveis pelo bem, insensíveis ao fenômeno que observaram, recuperando a lucidez própria ao nível no qual estagiavam, esgueiraram-se a blasfemar, revoltados. Na sequência, foram eles cuidadosamente separados uns dos outros, para o conveniente encaminhamento terapêutico, assessorados por enfermeiros e especialistas dedicados, que deles cuidariam na esfera espiritual. (Obra citada. Reflexões e Aprendizado, pp. 303 a 305.)

112. Tuqtamich, o ex-siberiano, sofrera uma transformação perispiritual que impressionou muito o autor desta obra. Como ocorre semelhante processo?

Dr. Carneiro esclareceu: “A plasticidade do perispírito responde por essas ocorrências. Maleável quase ao infinito, ele se comporta sempre conforme a orientação da mente, portanto do Espírito, que nele plasma todas as manifestações. Descarregando ondas de energia específicas nas tessituras delicadas da sua organização sutil, elas expressam esses conteúdos mediante contínuos fenômenos de representação. Durante o diálogo que mantivemos, ele assumiu a personificação demoníaca por ideoplastia, valendo-se de impressos modeladores conscientes. Da mesma forma, ao ser recolhido nas regiões inferiores, após conveniente adestramento mental, ele logrou recompor a aparência de quando se encontrava na Terra, qual se aplicasse uma máscara trabalhada de dentro para fora, que era mantida pela vontade consciente”. Agora, recolhido para tratamento, Tuqtamich se apresentava tal qual se encontrava realmente. Nele estavam impressos seus atos e comportamentos, em processo de recomposição, qual ocorrera para dar-se a degeneração. A aparência siberiana como a diabólica eram máscaras trabalhadas pela mente agindo no perispírito e imprimindo-as conforme a ideação. “Para tal tentame – acrescentou o médico – é necessário grande controle mental, bem orientado, isto é, conduzir o pensamento com vigor.” (Obra citada. Reflexões e Aprendizado, pp. 305 e 306.)

 

 

Observação:

Para acessar a parte 13 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2022/05/blog-post_23.html

 

 

 

 

 

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