domingo, 28 de março de 2021

 



A crise moral, um mal de solução difícil

 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

aoofilho@gmail.com

De Londrina-PR

 

Além de todos os casos de corrupção que preencheram por longo tempo o noticiário da imprensa no Brasil, vez por outra aparecem na imprensa os escândalos relacionados a fraudes para ingresso na Universidade pública e os inúmeros desvios de verbas destinadas à compra de equipamentos para tratamento das pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Veja o leitor que as atitudes inescrupulosas e as fraudes não se limitam a uma região específica do País nem a uma determinada classe social. Para vencer na vida – uma expressão que os materialistas gostam de usar – faz-se de tudo e não importam os métodos utilizados.

O que se conclui disso é que a crise moral constitui um problema sério que, estando bem vivo em nosso País, extrapola nossas fronteiras, não importando que o lugar seja um país do Primeiro Mundo ou do Terceiro, pois o homem é sempre o mesmo, seja aqui ou na Europa, fato que não deve causar surpresa alguma, porque sabemos que os traços fisionômicos, a bolsa recheada ou a cor da pele nada têm a ver com a condição evolutiva do Espírito reencarnado.

Planeta de provas e expiações, é natural que a Terra receba indivíduos moralmente endividados e complicados. Nossos erros e vacilações do passado têm sido numerosos, o que faz com que, ao lado de pessoas honestas e sinceras, aqui se encontrem indivíduos desonestos e venais que de cristãos só têm o verniz.

Chegou, contudo, a hora da mudança. Não é possível que em pleno Terceiro Milênio, dois mil anos depois do advento do Cristo, até para ingressar numa faculdade as pessoas se valham de métodos que há muito deveriam ter sido extirpados da sociedade em que vivemos.

Mas não tenhamos ilusões quanto a isso, porque a crise moral, diferentemente da crise econômica, além de difícil e custosa, demanda tempo e boa vontade para ser vencida, uma vez que diz respeito à própria concepção que temos da vida.

Se essa concepção for de fundo materialista, nada mais natural que se continue a fazer tudo isso para se obterem as benesses sociais, e aí está provavelmente a verdadeira razão da crise econômica e social por que passamos.

Outro, no entanto, deveria ser o comportamento dos que se dizem adeptos do Cristianismo. De que vale ao homem ganhar o mundo e perder a si mesmo? Assim falou Jesus há mais de dois mil anos, mostrando-nos que a ética cristã não se concilia com a fraude, a corrupção, os desmandos, o enriquecimento fácil e a má administração dos recursos públicos.

As religiões bem que poderiam abrir os olhos aos que nisso se comprazem, mostrando-lhes que eles se enganam e que seu sucesso será, diferentemente do que imaginam, curto, vão e enganoso.

Certamente, isso não será suficiente para pôr fim a esse estado de coisas que se arrasta e se avoluma. Mas pode significar um bom começo, a que os espiritistas não podem faltar, confiantes no reconhecido poder moralizador do Consolador prometido por Jesus e na clareza de sua mensagem.

A vida prossegue além-túmulo e nossas existências corporais se interligam de tal modo que o que fazemos hoje determinará, inelutavelmente, o sucesso ou o insucesso do nosso amanhã.

 

 

 

 

 

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