segunda-feira, 18 de julho de 2022

 



Tormentos da Obsessão

 

Manoel Philomeno de Miranda

 

Parte 6

 

Damos prosseguimento ao estudo metódico e sequencial do livro Tormentos da Obsessão, obra de autoria de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada em 2001.

Este estudo será publicado neste blog sempre às segundas-feiras.

Eis as questões de hoje:

 

31. A impotência sexual pode ter causas não orgânicas?

Sim. Fora esse o caso de Almério que, um ano após o casamento, passou a experimentar inexplicável impotência sexual, fato que gerou graves conflitos e dificuldades em torno do relacionamento conjugal. Levado a um médico, o especialista nada detectou na sua constituição orgânica que justificasse o problema. Por causa disso, Almério resolveu pedir socorro ao Mentor da Sociedade Espírita que frequentava, sendo então informado de que a causa era uma disfunção psicológica, em cuja raiz estava a influência perversa de uma Entidade feminina que o obsidiava. (Tormentos da Obsessão, cap. 5 – Contato precioso.)

32. Qual o motivo da obsessão sofrida por Almério?

A Entidade que o obsidiava fora sua vítima no passado. Almério explorou-a sexualmente até arruiná-la. Ele era casado naquela ocasião, mas vivia clandestinamente com jovens seduzidas em orgias e alucinações. Não fora ela a primeira... Duas vezes, sucessivamente, ela concebera, e, sentindo-se feliz pelo fato, esperava receber apoio, que ele negou sem qualquer compaixão, levando-a ao abortamento insensato. Na primeira ocasião do crime, ela cedeu sem maior relutância. Todavia, na segunda concepção, recusando-se ceder à sua insistência, foi levada, quase à força, quando já se encontrava no quinto mês de gravidez, para o hediondo infanticídio. A inabilidade do médico, ao extrair o feto, provocou uma hemorragia, e por isso, menos de duas horas depois, seguia pela morte o destino da criança covardemente assassinada. (Obra citada, cap. 5 – Contato precioso.)

33. Que ocorreu com Almério no seu retorno à pátria espiritual?

Segundo ele próprio, é muito difícil explicar os sofrimentos que passou a experimentar em seguida a sua morte corpórea, causada por suicídio involuntário. No princípio, era o pesadelo do morrer-e-não-estar-morto, a vida sem vida, as sensações da matéria em decomposição e a crua perseguição que não cessava. Ele não saberia dizer por quanto tempo esteve sob as torpes e excruciantes vinganças dos irmãos a quem ele prejudicara. As preces da esposa sofrida, de seus genitores e dos amigos da Instituição religiosa passaram, então, a alcançá-lo como orvalho refrescante no tórrido padecimento que não diminuía. Um dia, porém, ele sentiu-se sair do antro para onde fora levado pelas mãos perversas que o induziram ao suicídio, passando a dormir sem a presença dos sicários, e a despertar, para logo adormecer, até que a memória e o discernimento ressurgiram, auxiliando-o no processo de recuperação. (Obra citada, cap. 5 – Contato precioso.)

34. Como o Hospital fundado por Eurípedes Barsanulfo é dirigido?

A supervisão geral do Hospital é realizada por uma coligação constituída pelos diretores dos diversos Núcleos sob a presidência de Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo sacramentano. Mas as decisões finais competem a Barsanulfo, o fundador da instituição. (Obra citada, cap. 6 – Informações preciosas.)

35. Qual o sentimento dominante entre os que ali trabalham?

É o sentimento de amor, que constitui o elo forte de vinculação entre todos. As decisões são tomadas sempre após diálogos construtivos e nunca vicejam no Nosocômio o melindre, a censura ou qualquer outra expressão perturbadora de comportamento, qual sucede nas diversas Entidades terrestres. O exemplo de engrandecimento moral e de abnegação, oferecido por Eurípedes, sensibiliza e dá segurança, por haver-se transformado no servidor de todos, ao invés de constranger os menos hábeis com as suas valiosas conquistas. (Obra citada, cap. 6 – Informações preciosas.)

36. Havia naquele momento internados no Nosocômio pessoas que fracassaram como médiuns?

Sim. Na unidade hospitalar a que Manoel P. de Miranda se refere estavam internados, naquele momento, cem pacientes, quarenta em boa fase de recuperação, com lucidez, e mais sessenta, que ainda experimentavam os tormentos que os assaltaram na etapa final, que lhes precedeu à desencarnação. Variavam os dramas de consciência, mas todos relacionados à conduta no exercício da mediunidade. Segundo Alberto, orientador do estágio de Manoel P. de Miranda, “é bem reduzido o número daqueles servidores que se desincumbem a contento desse ministério, quando o abraçam”. (Obra citada, cap. 6 – Informações preciosas.)

 

 

Observação:

Para acessar a Parte 5 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2022/07/blog-post_11.html

 

 

  

 

 

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