segunda-feira, 3 de maio de 2021

 



Nas Fronteiras da Loucura

 

Manoel Philomeno de Miranda

 

Parte 4

 

Continuamos neste espaço o estudo – sob a forma dialogada – do livro Nas Fronteiras da Loucura, de Manoel Philomeno de Miranda, obra psicografada por Divaldo P. Franco.

Este estudo será publicado neste blog sempre às segundas-feiras.

Caso o leitor queira ter em mãos o texto condensado da obra em foco, para complementar o estudo ora iniciado, basta clicar em http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/estudosespiritas/principal.html#MANOEL  e, em seguida, no verbete "Nas Fronteiras da Loucura”.

Eis as questões de hoje:

 

25. Quando o consumo de drogas no Ocidente se expandiu?

Ele se expandiu especialmente após a Segunda Guerra Mundial e os lamentáveis conflitos no sudeste asiático, quando tomou conta, particularmente, da juventude imatura. O desprezo pela vida, a busca do aniquilamento resultante de filosofias apressadas, sem estruturação lógica nem ética, respondem pelo progressivo consumo das drogas de toda natureza. Segundo Dr. Bezerra, os valores ético-morais que devem sustentar a sociedade vêm sofrendo aguerrido combate e desestruturando-se sob os camartelos do cinismo que gera a violência e conduz à corrupção, minimizando o significado dos ideais da beleza, das artes e das ciências. (Nas Fronteiras da Loucura, cap. 9, pp. 72 e 73.) 

26. Qual a proposta do Dr. Bezerra de Menezes para o grave problema das drogas?

Eis a respeito do assunto as palavras do Apóstolo da Caridade: "Como terapia para o grave problema das drogas, inicialmente, apresentamos a educação em liberdade com responsabilidade; a valorização do trabalho como método digno de afirmação da criatura; orientação moral segura, no lar e na escola, mediante exemplos dos educadores e pais; a necessidade de viver-se com comedimento, ensinando-se que ninguém se encontra em plenitude e demonstrando essa verdade através dos fatos de todos os dias, com que se evitarão sonhos e curiosidades, luxo e anseio de dissipações por parte de crianças e jovens; orientação adequada às personalidades psicopatas desde cedo; ambientes sadios e leituras de conteúdo edificante, considerando-se que nem toda a humanidade pode ser enquadrada na literatura sórdida da ‘contracultura', dos livros de apelação e escritos com fins mercenários, em razão das altas doses de extravagância e vulgaridade de que se fazem portadores". (Obra citada, cap. 9, pp. 74 e 75.)

27. Existe alguma relação entre o fenômeno da obsessão e os vícios em geral, a sexolatria e a dependência química?

Sim. Nas panorâmicas da toxicomania, da sexolatria e dos vícios em geral, defrontamos, invariavelmente, a sutil presença da obsessão, como causa remota ou como efeito do comportamento que o homem se permite ao sintonizar com mentes irresponsáveis e enfermas desembaraçadas do corpo. Faz-se preciso, pois, que em todo cometimento de socorro a dependentes de vícios nos recordemos do respeito que devemos a esses enfermos, atendendo-os com carinho e dignificando-os, instando com eles pela recuperação, ao tempo em que lhes aplicamos os recursos espíritas e evangélicos, na certeza de resultados finais salutares. (Obra citada, cap. 9, pp. 75 e 76.)

28. É verdade que a desencarnação varia de pessoa a pessoa?

Sim. Não há mortes iguais. A desencarnação varia de pessoa a outra, dependendo de suas condições morais. Morrer nem sempre significa libertar-se. A morte é orgânica, mas a libertação é de natureza espiritual. É por isso que a turbação espiritual pode demorar breves minutos, nos Espíritos nobres, e até séculos, nos mais embrutecidos. (Obra citada, cap. 10, pp. 81 a 83.)  

29. O comportamento desequilibrado da família prejudica o Espírito recém-liberto em decorrência da morte de seu corpo?

Sim. A lamentação e os impropérios por parte dos familiares produzem, no Espírito recém-liberto, grande desconforto, porque tais atitudes transformam-se em chuvas de fagulhas comburentes que os atingem, ferindo-os ou dando-lhes a sensação de ácidos que os corroem por dentro. Nominalmente chamados, eles desejam atender, mas não podem, experimentando então dores que os vergastam, adicionadas pelos desesperos morais que os dominam. Se conseguem adormecer, não raro debatem-se em pesadelos afligentes, que são a liberação de imagens perturbadoras das zonas profundas do inconsciente. (Obra citada, cap. 11, pp. 84 e 85.)

30. Por que a desencarnação não se concretiza logo em seguida à morte corpórea?

Esse fato é simples de entender. Como a reencarnação exige anos para completar-se, é natural que a desencarnação necessite de tempo suficiente para que o Espírito se desimpregne dos fluidos mais grosseiros em que esteve mergulhado. A morte violenta mata apenas os despojos físicos, mas não significa libertação do ser espiritual. As enfermidades de longo curso, quando suportadas com resignação, liberam o Espírito da matéria, porque ele, nesses casos, tem tempo de pensar nas verdadeiras realidades da vida e desapegar-se de pessoas, paixões e coisas, movimentando o pensamento em círculos superiores de aspirações. Ele lembra então os que já partiram e a eles se revincula pelos fios das lembranças, recebendo inspiração e ajuda para o desprendimento. As dores morais bem aceitas facultam aspirações e anseios de paz noutras dimensões, diluindo as forças constritoras que o atam ao mundo das formas. O conhecimento dos objetivos da reencarnação e o comportamento correto diante da vida contribuem, também, para a desimantação. O tempo no corpo tem finalidade educativa, expurgadora de mazelas, para o aprimoramento de ideais, ao invés de constituir uma viagem ao país do sonho, com o prazer e a inutilidade de mãos dadas. (Obra citada, cap. 11, pp. 84 e 85.)

31. As drogas atingem também o corpo espiritual?

Sim. As drogas liberam componentes tóxicos que impregnam as delicadas engrenagens do corpo espiritual, ou perispírito, atingindo-o por largo tempo. Muitas vezes, esse modelador de formas imprime nas futuras organizações biológicas lesões e mutilações que são o resultado dos tóxicos de que se encharcou em existência pregressa. Segundo o Dr. Bezerra de Menezes, a dependência gerada pelas drogas desarticula o discernimento e interrompe os comandos do centro da vontade, tornando seus usuários verdadeiros farrapos humanos, que abdicam de tudo por uma dose, até à consumpção total, que prossegue, no entanto, depois da morte. Além de facilitar obsessões cruéis, elas atingem os mecanismos da memória, bloqueando os seus arquivos e se imiscuem nas sinapses cerebrais, respondendo por danos irreparáveis. (Obra citada, cap. 11, pp. 88 e 89.)  

32. Os Espíritos sentem alguma dor durante a necropsia a que é submetido seu corpo?

Depende. Há necropsias em que Espíritos que se deixaram dominar pelos apetites grosseiros enlouquecem de dor, demorando-se sob os efeitos lentos do processo a que o cadáver é submetido, quando não fazem jus a assistência especializada. No caso narrado neste livro, cada um dos jovens, embora houvessem eles desencarnado juntos, experimentava sensações de acordo com os títulos que conduziam, de beneficência e amor, de extravagância e truculência. (Obra citada, cap. 12, pp. 94 e 95.)

 

 

Observação:

Para acessar a Parte 3 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2021/04/blog-post_26.html

 

 

 

 

 

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