domingo, 9 de fevereiro de 2020



As tentações numa perspectiva espírita 

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@gmail.com
De Londrina-PR

As tentações que acometem a criatura humana são inegáveis. Miguel Vives dedica ao assunto todo um capítulo, o cap. IX, do seu livro O Tesouro dos Espíritas.
A Bíblia faz referências a várias delas:
O livro de Gênesis narra no cap. 3 a tentação exercida sobre Eva, no Paraíso, de tão tristes consequências.
Lucas fala no cap. 4 do seu Evangelho acerca das tentações de Satanás sobre Jesus.
O Eclesiástico trata do assunto nos capítulos 2, 33 e 34 e até nos dá uma receita para rechaçá-la.
O Cristo a ela se reporta na conhecida passagem que faz parte da oração dominical: “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”.
Tiago menciona o assunto em sua conhecida epístola (cap. 1:14).
Jesus retorna ao tema quando ressalta a importância de vigilância e da oração para que não caiamos em tentação.
Na Doutrina Espírita o assunto é examinado em três questões sucessivas d´O Livro dos Espíritos:
“O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Ele não teria mais liberdade se a escolha fosse determinada por uma causa independente da sua vontade. A causa (de seguir o caminho do mal) está nas influências a que cede em virtude de sua vontade. É a grande figura da queda do homem e do pecado original; alguns cederam à tentação, outros lhe resistiram.” (L.E., questão 122.)
De onde provêm as influências que se exercem sobre ele? “Dos Espíritos imperfeitos, que procuram se aproximar para dominá-lo, e que se alegram em fazê-lo sucumbir. Foi isso o que se intentou simbolizar na figura de Satanás.” (L.E., 122-A.)
Essa influência não se exerce sobre o Espírito senão em sua origem? “Ela o segue na sua vida de Espírito, até que tenha tanto império sobre si mesmo, que os maus desistam de obsidiá-lo.” (L.E., 122-B.)
Não é, contudo, apenas aí que O Livro dos Espíritos se reporta ao assunto. A principal obra de Allan Kardec trata do tema em outras 27 oportunidades, como se pode ver nas questões 459, 460, 461, 465, 466, 467, 468, 469, 472, 497, 498, 511, 525, 567, 644, 645, 660, 671, 720-A, 753, 845, 851, 872, 909, 971, 971-A e 972.
Emmanuel disserta sobre as tentações em dois de seus livros: Religião dos Espíritos, cap. 88, e Caminho, Verdade e Vida, cap. 129.
André Luiz focaliza o assunto em três obras que integram a Série Nosso Lar: Nos Domínios da Mediunidade, cap. 16; Ação e Reação, cap. 7, 14 e 18, e Sexo e Destino, cap. VI.
Como se vê, o assunto é por demais conhecido no meio espírita e a tese exposta pela Doutrina Espírita é bem clara: Ninguém na Terra é perfeito; logo, estamos todos sujeitos às tentações, que nos acompanham pela vida afora, consoante dito expressamente na questão 122-B d´O Livro dos Espíritos.
Devemos, portanto, lembrar e pôr em prática continuamente a lição ensinada por Jesus: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”.
Se fugirmos disso, não tenhamos dúvida, certamente cairemos de novo nas mesmas redes em que já sucumbimos no passado.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link: https://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo.





Nenhum comentário:

Postar um comentário