domingo, 7 de junho de 2020



O racismo, a injustiça e a discriminação são inaceitáveis

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@gmail.com
De Londrina-PR

Logo que divulgada a morte de George Floyd, um cidadão americano de cor negra, asfixiado até a morte por um policial, no dia 25 de maio, na cidade de Minneapolis, protestos e manifestações de repúdio ao racismo e à violência policial tomaram as ruas das principais cidades dos Estados Unidos e também da Europa. Com apoio da imensa maioria do povo norte-americano, as manifestações, que ainda prosseguem, pedem uma única coisa: justiça! E que todas as pessoas sejam tratadas de igual forma, independentemente de sua condição social ou econômica, de sua etnia ou da cor de sua pele.
Como espíritas que somos, não há como não apoiar tais anseios, porquanto o racismo, a injustiça e todas as formas de discriminação são inadmissíveis, especialmente quando o povo que lhes fecha os olhos se diz seguidor do Cristianismo.
“Gravitar para a unidade divina, eis o objetivo final da Humanidade” – eis o ensinamento contido na questão 1.009 d´O Livro dos Espíritos, que acrescenta: “Para atingi-la, três coisas são necessárias: a Justiça, o Amor e a Ciência, e três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça”.
Aos familiares de George Floyd e a todos que têm sido vítimas de atos de violência e de racismo, a nossa solidariedade e o apoio de todos nós da equipe d´O Consolador, com a esperança de que o episódio do dia 25 de maio seja o início de um novo tempo em que todos consigamos entender que somos irmãos e filhos do mesmo Pai.

*

O texto acima, de nossa autoria, abre a “Carta ao leitor” da edição deste domingo da revista O Consolador.
Ao transcrevê-lo neste espaço, reiteramos nosso apoio às manifestações que tomaram as ruas das principais cidades dos Estados Unidos e da Europa.
O fato – dizem muitos analistas – pode ser um divisor de águas, e é exatamente isso que esperamos, porque a marcha do progresso da Humanidade é algo que ninguém pode sustar, como o leitor pode conferir à vista do contido nas questões 781 a 783 d´O Livro dos Espíritos:

781. Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?
“Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la.”
a) Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde?
“Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter.”
[Nota de Allan Kardec: Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se-lhe. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más. Quando estas se tornam incompatíveis com ele, despedaça-as juntamente com os que se esforcem por mantê-las. Assim será, até que o homem tenha posto suas leis em concordância com a justiça divina, que quer que todos participem do bem e não a vigência de leis feitas pelo forte em detrimento do fraco.]
782. Não há homens que de boa-fé obstam ao progresso, acreditando favorecê-lo, porque, do ponto de vista em que se colocam, o veem onde ele não existe?
“Assemelham-se a pequeninas pedras que, colocadas debaixo da roda de uma grande viatura, não a impedem de avançar.”
783. Segue sempre marcha progressiva e lenta o aperfeiçoamento da Humanidade?
“Há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas. Quando, porém, um povo não progride tão depressa quanto devera, Deus o sujeita, de tempos a tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma.”
[Nota de Allan Kardec: O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Ele se instrui pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas ideias pouco a pouco; germinam durante séculos; depois, irrompem subitamente e produzem o desmoronamento do carunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações. Nessas comoções, o homem quase nunca percebe senão a desordem e a confusão momentâneas que o ferem nos seus interesses materiais. Aquele, porém, que eleva o pensamento acima da sua própria personalidade, admira os desígnios da Providência, que do mal faz sair o bem. São a procela, a tempestade que saneiam a atmosfera, depois de a terem agitado violentamente.]

Os ensinamentos acima servem de estímulo e esperança de que, assim como se deu quando a Humanidade aboliu a escravatura, extinguiu o lamentável regime do apartheid que imperou na África do Sul e revogou as leis de discriminação racial que vigoraram por longo tempo nos Estados Unidos, tudo é possível àquele que crê e sabe que nosso mundo não está e jamais esteve à deriva.




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3 comentários:

  1. Tema bem oportuno. Acredito que essas manifestações, ainda em tempos de pandemia, certamente são janelas se abrindo ao clarão de novos tempos.

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  2. Boa lembrança a questão 1009!!!!

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  3. Jesus e Kardec bem compreendidos são libertadores.

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