quarta-feira, 9 de setembro de 2020


Libertação

André Luiz

Parte 9

Estamos publicando neste espaço o estudo – sob a forma dialogada – de onze livros escritos por André Luiz, integrantes da chamada Série Nosso Lar.
Concluído o estudo dos cinco primeiros livros da Série, prosseguimos nesta data o estudo da obra Libertação, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada originalmente em 1949 pela Federação Espírita Brasileira.
Eis as questões de hoje:

65. Que é que Gúbio pediu ao magistrado a benefício de Jorge?
No encontro mantido com o magistrado no horário do sono corpóreo, Gúbio pediu ao juiz que facilitasse a revisão do processo para restituir Jorge à liberdade. Mas não apenas isso. "Não te circunscreverás à mencionada medida”, afirmou Gúbio. “Amparar-lhe-ás a filha, hoje internada por favor em tua casa, em estabelecimento condigno, onde possa receber a necessária educação." O magistrado alegou que ela não era sua filha. Gúbio replicou: "Não serias, entretanto, convocado por nós a semelhante encargo, se não pudesses recebê-lo. Crês, porém, que o dinheiro em disponibilidade deva satisfazer tão somente as exigências daqueles que se reuniram a nós, dentro dos laços consanguíneos? Liberta o coração, meu amigo! respira em mais alto clima. Aprende a semear amor no chão em que pisas. Quanto mais eminentemente colocada na experiência humana, mais intensivo pode tornar-se o esforço da criatura, na própria elevação". (Libertação, cap. XIII, pp. 172 e 173.)
66. O juiz teria, ao acordar, lembrança do que ocorreu durante o sono?
Não. Gúbio explicou que, no dia seguinte, ele se ergueria do leito sem a lembrança integral daquela conversa, porque o cérebro carnal é um instrumento delicado, "incapaz de suportar a carga de duas vidas", mas ideias novas lhe surgiriam formosas e claras, com respeito ao bem que era necessário praticar. A intuição, que é o disco milagroso da consciência, funcionaria livremente, retransmitindo-lhe as sugestões daquela hora de luz e paz. "Chegado esse momento, não permitas que o cálculo te abafe o impulso das boas obras", advertiu Gúbio. (Obra citada, cap. XIII, pp. 173 a 175.)
67. Jorge tivera relacionamento com o juiz em existências passadas?
Sim. Jorge fora, numa anterior encarnação, escravo do juiz, que era então um rico fazendeiro. Mas, embora ali vivesse na condição de escravo, Jorge era, na verdade, irmão consanguíneo do dono das terras. De mães diferentes, o pai era o mesmo. Esse fato, contudo, jamais lhe foi perdoado, porque semelhante situação era tida por aviltante ultraje ao nome da família. (Obra citada, cap. XIII, pp. 173 a 175.)
68. Ao pedir a ajuda de Saldanha, diretor da falange que obsidiava Margarida, Gúbio foi atendido?
Sim. Ainda sensibilizado por tudo que Gúbio fizera por seus familiares, Saldanha colocou-se inteiramente à disposição do Instrutor para servi-lo, dando início, de imediato, à articulação do plano de ação. (Obra citada, cap. XIV, pp. 179 a 181.)
69. Com que objetivo Leôncio pediu ajuda ao instrutor Gúbio?
Ele recorreu a Gúbio com o objetivo de proteger uma criança, seu filho, que se encontrava à mercê de um enfermeiro que se envolveu com a mãe do garoto e decidira matar a criança, para eliminar dessa forma um concorrente aos bens da família. (Obra citada, cap. XIV, pp. 181 a 183.)
70. A criança corria realmente risco de morrer?
Sim. O menino morreria nos próximos dias se mãos amigas e devotadas não o socorressem. Embora participasse da poderosa falange dirigida por Gregório, Leôncio reconhecia a impotência desse poderio para ajudar o próprio filho. "Já fiz tudo quanto se achava ao alcance de nossas possibilidades, porém sou parte integrante de uma falange de seres malvados e o mal não salva, nem melhora ninguém", declarou o desolado pai. (Obra citada, cap. XIV, pp. 181 a 183.)
71. Ao falar diretamente com o enfermeiro, que argumentos usou Gúbio?
Foram vários os argumentos, mas o principal foi lembrar a Felício, o enfermeiro, que a experiência humana, confrontada com a eternidade em que se movimentará a consciência, é simples sonho ou pesadelo de alguns minutos. Desse modo, por que comprometer o futuro ao preço do conforto ilusório de alguns dias? “Os que plantam espinhos – disse-lhe Gúbio – colhem espinhos na própria alma e comparecem perante o Senhor de mãos convertidas em garras abomináveis.” “Os que espalham pedras em derredor dos pés alheios serão surpreendidos, mais tarde, pelo endurecimento e paralisia do próprio coração." (Obra citada, cap. XIV, pp. 186 e 187.)
72. Que disse o Instrutor Gúbio a respeito da fortuna?
A fortuna, disse ele, é uma coroa pesada demais para a cabeça que não sabe sustentá-la “e costuma arrojar à poeira, através do cansaço e da desilusão, todos aqueles que a senhoreiam, sem horizontes largos de trabalho e benemerência". “A felicidade – aduziu o conhecido Instrutor espiritual – “não está metida em cofres que a ferrugem consome.” (Obra citada, cap. XIV, pp. 187 e 188.)


Observação:
Para acessar a Parte 8 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2020/09/libertacao-andre-luiz-parte-8-estamos.html
  




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