quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

 


Entre a Terra e o Céu

 

André Luiz

 

Parte 11

 

Estamos publicando neste espaço – sob a forma dialogada – o estudo de onze livros escritos por André Luiz, integrantes da chamada Série Nosso Lar.

Concluído o estudo dos seis primeiros livros da Série, damos sequência nesta data ao estudo da sétima obra: Entre a Terra e o Céu, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada originalmente em 1954.

Caso o leitor queira ter em mãos o texto consolidado do livro "Entre a Terra e o Céu", para acompanhar, pari passu, o presente estudo, sugerimos que clique em http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/estudosespiritas/principal.html#AND e, em seguida, no verbete "Entre a Terra e o Céu".

Eis as questões de hoje:


81. Como se explica a transformação do sistema nervoso que se observa na mulher grávida?

A esta pergunta de Hilário, que lembrou que muitas vezes a gestante revela decréscimo de vivacidade mental e, não raro, enuncia propósitos da mais rematada extravagância, havendo mulheres que adquirem antipatias súbitas e outras que se recolhem a fantasias injustificáveis, o Ministro Clarêncio elucidou: "A explicação é muito clara. A gestante é uma criatura hipnotizada a longo prazo. Tem o campo psíquico invadido pelas impressões e vibrações do Espírito que lhe ocupa as possibilidades para o serviço de reincorporação no mundo. Quando o futuro filho não se encontra suficientemente equilibrado diante da Lei, e isso acontece quase sempre, a mente maternal é suscetível de registrar os mais estranhos desequilíbrios, porque, à maneira de um médium, estará transmitindo opiniões e sensações da entidade que a empolga". (Entre a Terra e o Céu, cap. XXX, pp. 186 e 187.)

82. Por que em alguns casos surge aversão da gestante pelo próprio marido?

Segundo Clarêncio, isso ocorre "sempre que um inimigo do pretérito volta à carne, a fim de resgatar débitos contraídos para com aquele que lhe servirá de pai". E se a animosidade do reencarnante for com a mãe, surgirão obstáculos à reencarnação? Clarêncio respondeu: "De modo algum. A esposa, por devotamento ao companheiro, cede facilmente à necessidade da alma que volta ao reduto doméstico para fins regeneradores e, em se tratando de alguém com intensa afinidade junto ao chefe do lar, vê-se o marido docemente impulsionado a oferecer maior coeficiente afetivo à companheira, de vez que se sente envolvido por forças duplas de atração. Sob dobrada carga de simpatia, dá muito mais de si mesmo em atenção e carinho, facilitando a tarefa maternal da mulher". (Obra citada, cap. XXX, págs. 187 e 188.)

83. Qual é a causa das náuseas tão comuns durante a gravidez?

Clarêncio diz que no futuro a ciência ajudará a mulher na defesa contra essa espécie de aborrecimento orgânico, que, no fundo, é de essência espiritual. O organismo materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em desintegração, fluidos esses que nem sempre são aprazíveis ou facilmente suportáveis pela sensibilidade feminina. Daí os engulhos frequentes, de tratamento até então muito difícil. (Obra citada, cap. XXX, págs. 188 e 189.)

84. Em sua nova encarnação, Júlio seria um menino doente?

Sim. O garoto desenvolvia-se como flor de esperança no jardim do lar, todavia era um menino mirrado, enfermiço, por trazer dolorosa ferida na glote, que lhe dificultava a nutrição. (Obra citada, cap. XXXI, págs. 190 e 191.)

85. Um Espírito pode influenciar uma pessoa para que abra um livro numa determinada lição?

Sim, o fato é possível. Foi o que ocorreu com Mário Silva, convidado por Antonina a abrir o Novo Testamento, o que ele fez, magnetizado por Clarêncio, que lhe tocou o busto e as mãos, influenciando-o para a descoberta do texto adequado, que recaiu no versículo 25 do capítulo 5 do Evangelho segundo Mateus. (Obra citada, cap. XXXI, págs. 194 a 196.)

86. Como devemos interpretar um inimigo em nossa vida?

Esta questão foi proposta por Antonina ao seu filho Haroldo e ele, sem pestanejar, respondeu: "Mãezinha, a senhora nos ensinou que conservar um inimigo em nosso caminho é o mesmo que manter uma ferida perigosa em nosso corpo". Antonina completou: "A definição foi bem lembrada; sem a compreensão fraterna que nos garante o culto da gentileza, sem o perdão que olvida todo mal, a existência na Terra seria uma aventura intolerável. Além disso, quando Jesus nos ditou a lição que recordamos hoje, indubitavelmente considerava que a razão nunca vive inteira ao nosso lado. Se fomos ofendidos, em verdade também ofendemos por nossa vez. Precisamos desculpar os outros para que os outros nos desculpem". (Obra citada, cap. XXXI, págs. 196 e 197.)

87. Se temos inimigos em nosso caminho, como devemos agir?

Antonina, respondendo a esta mesma questão, disse a Mário Silva: "Entendo que há sofrimentos morais quase intoleráveis, entretanto a oração é o remédio eficaz de nossas moléstias íntimas. Se temos a infelicidade de possuir inimigos, cuja presença nos perturba, é importante recorrer à prece, rogando a Deus nos conceda forças para que o desequilíbrio desapareça, porque então um caminho de reajuste surgirá para nossa alma". E ajuntou: "Todos necessitamos da alheia tolerância em determinados aspectos de nossa vida". (Obra citada, cap. XXXI, págs. 197 a 199.)

88. Que sentimento exteriorizou o enfermeiro Mário Silva ao ver Zulmira e seu filho?

Quando ele penetrou o quarto e viu a mulher que amara apaixonadamente, trazendo o pequenino ao colo, Mário registrou súbita vertigem de revolta. Estranha aflição oprimia-lhe o peito. A volúpia da vingança enceguecia-o. "Zulmira pagar-lhe-ia, caro, a deserção" – pensava, de olhos fixos na mãe do menino enfermo. Contemplando a criança que a dispneia agitava, deu curso a incontida animosidade. Parecia que a odiava de longa data e se surpreendeu com isso. "Como podia detestar, assim, um inocente com tanta veemência?" (Obra citada, cap. XXXII, pp. 200 e 201.)

 

 

Observação: Para acessar a Parte 10 deste estudo, publicada na semana passada, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2020/12/entre-terra-eo-ceu-andre-luiz-parte-10.html

 

 

 

 

 

 

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