segunda-feira, 16 de março de 2020



Um amigo pergunta-nos quais são, no uso do idioma português, os vícios de linguagem mais comuns.
É difícil responder a essa pergunta porque tal fato depende do nível de escolaridade da pessoa que fala ou escreve.
De um modo geral, porém, parece-nos que os casos de barbarismo e de solecismo são, no dia a dia, os mais frequentes.
Antes que alguém pergunte, expliquemos que se considera barbarismo o desvio da norma culta, seja na grafia, seja na pronúncia, seja na morfologia e até mesmo na semântica. Há gramáticos que classificam também como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, o uso de expressões ou palavras de outros idiomas.
Solecismo é o nome dado aos erros de sintaxe, pertinentes à concordância, à regência e à colocação dos termos de uma oração.
Eis alguns exemplos desses vícios de linguagem:
Barbarismo:
•  rúbrica (em vez de rubrica)
•  interviu (em vez de interveio)
•  weekend (em vez de fim de semana)
•  diverjência (em vez de divergência)
•  sastifeito (em vez de satisfeito)
•  adevogado (em vez de advogado).
Solecismo:
•  sobrou muitos lugares (em vez de sobraram...)
•  o comerciante somente visa o lucro (em vez de visa ao lucro)
•  calculam-se que muitos foram os mortos (em vez de calcula-se que...)
•  ninguém pode mais ver ela (em vez de vê-la)
•  vim aqui com intenção de lhe matar (em vez de o matar). 





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